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28/05/2010

Cavaco Silva e as eleições


Cavaco Silva «ganhava as eleições» se tivesse vetado a lei do casamento homossexual, diz D. José Policarpo

«Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal», defende Cardeal Patriarca

O Cardeal Patriarca esperava que Cavaco Silva “usasse o veto político” na lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e acredita que se o tivesse feito “ganhava as eleições” presidenciais do próximo ano.
“Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal”, diz D. José Policarpo, que não compreende as razões invocadas pelo presidente da República quando anunciou a promulgação da lei.
“O discurso levava a uma conclusão que depois não aconteceu. Temos muita dificuldade em ver como é que um veto político vinha prejudicar a crise económica. Aquela relação lógica causa-efeito a mim não me convenceu”, referiu o prelado à Rádio Renascença.
No entender de D. José Policarpo, “o argumento principal não era o da eficácia política, era um gesto dele como pessoa, como presidente que foi eleito pelos portugueses e pela maioria dos votos dos católicos portugueses, que se distanciasse pessoalmente: quando assinasse era mesmo porque tinha de ser e naquela altura não tinha de ser”.
Ao pronunciar-se sobre a visita do Papa Bento XVI a Portugal, o Cardeal Patriarca considera que abriu um momento de entusiasmo em relação à Igreja, que precisa de pessoas que mostrem como é “entusiasmante viver o Evangelho na vida de hoje”.
D. José Policarpo alerta para a necessidade de os leigos assumirem cada vez mais a gestão de instituições sociais ligadas à Igreja, de forma a deixar tempo aos padres para desempenharem o seu papel de pastores. (in ECCLESIA)


NOTA:


Repito o que venho afirmando: Cavaco Silva não é um católico que, por eleição dos portugueses, é Presidente da Répública, mas sim um Presidente da República que, por opção dos seus pais que o baptizaram, é cristão.

10/08/2009

CAVACO SILVA E A DEFESA DOS PRINCÍPOS MORAIS

JUNTOS PELA VIDA

Comunicado: A propósito da publicação da lei da Educação Sexual - Associação Juntos pela Vida

1. Hoje é um dia mau para Portugal, o Presidente da República decidiu promulgar a lei 60/2009 sobre educação sexual na escola.

2. Havendo a possibilidade de dar educação sexual a quem quer e não dar a quem não quer, optou-se pela via do estalinismo puro e duro.

3. Nesta hora negra recordamos que as leis mais criminosas da História de Portugal têm a assinatura de Aníbal Cavaco Silva. É um registo impressionante:

a) Lei da liberalização do aborto a pedido;
b) Lei da procriação medicamente assistida (lei vetada por Jorge Sampaio);
c) Lei “selvagem” do divórcio;
d) Lei “estalinista” da educação sexual.

4. Em tempo alertámos (e connosco um grande e heterogéneo número de organizações de pais, escolas, etc.) para os perigos e prejuízos que a nova Lei sobre Educação Sexual virá trazer. Governo, Assembleia da República e agora o Presidente da República ignoraram estes apelos. A Educação Sexual propalada como meio de prevenir o aborto é agora instituída de acordo com as orientações do maior operador privado da indústria do aborto. A doutrinação compulsiva anti-família é, a partir de hoje, um facto protegido pela Lei.

5. Apelamos a todos os que não se revêem nestas leis antinaturais e que nos desumanizam para que nunca mais votem em Aníbal Cavaco Silva.

Juntos Pela Vida Associação

9 de Agosto de 2009

NOTA:

A propósito do Prof. Cavaco Silva tenho a dizer o seguinte:
Parece que a pessoa é católica e frequenta a Igreja com regularidade. Tem – tentado – passar uma imagem de homem probo e consistente com as suas convicções, porém, nas matérias em causa revela a sua verdadeira face.

Há anos o Rei Balduíno renunciou ao seu cargo de Rei dos belgas para não ter que votar uma lei de cariz semelhante. Resultado, a lei acabou por não ser aceite e o Rei foi – urgentemente – instado a retomar o seu posto.
Mais recentemente algo semelhante aconteceu com o Príncipe governante do Luxemburgo, pura e simplesmente recusou assinar uma lei que ia contra as suas convicções de cristão.

A diferença entre estes dois homens e Cavaco Silva é a seguinte: Eles provaram ser homens a sério, com coragem, determinação e carácter; o nosso Presidente é a penas mais um político…

Não votar nele nas próximas eleições não resolve nada porque, muito provavelmente, não haverá candidato melhor.

Penso que os portugueses que, como eu, têm algo semelhante ao que acima digo a dizer o façam, por todos os meios possíveis, nomeadamente para a Presidência da República.

Se ele pretende ignorar o que pensa a maioria dos portugueses… temos de lho lembrar.

António Mexia Alves