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13/10/2011

Deus tem sede de nós? 4

Duc in altum
Santa Teresa de Lisieux, costumava referir-se ardentemente a Jesus chamando-lhe mendigo, tentando, assim, convencer-nos de como Ele profundamente sedento do nosso amor. Jesus “faz-se pobre para que nós possamos dar-lhe esmola, estende-nos a mão como um mendigo (…). O mesmo Jesus (…) é quem procura o nosso amor, quem o mendiga, não quer tomar nada se não lho damos”.

Esta sede que o Senhor tem sobre nós, esta fome do nosso amor, que nós não somos capazes de captar, nem de satisfazer, demonstra-nos numa serie de manifestações que se reflectem em factos recolhidos no osso Livro sagrado, quer dizer na Bíblia.

No Apocalipse, pode ler-se: “Eu estou junto à porta e chamo: se alguém ouve a minha voz e me abre, entrarei em sua casa e cearemos juntos. O vencedor fá-lo-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como Eu venci e me sentei com o Meu Pai no Seu trono. O que puder entender, que entenda o que o Espírito diz às Igrejas” (Ap 3,20-22).

Em muitos dos 150 salmos que compõem a salmodia podem ler-se em belos parágrafos, expressões deste tremendo amor, que Deus quer derramar sobre o homem e que este não aceita.

juan del carmelo, trad ama


12/10/2011

Deus tem sede de nós? 3

Duc in altum
Em resumo é de ver e ter presente que Deus e só Deus como criador absoluto de tudo, é a única fonte de amor, de donde emana todo o amor existente. Nós ao que chamamos “amar a Deus”, é desejar o amor de Deus, nós só desejamos. È bem verdade que este desejo de amar a Deus quando o temos imediatamente está satisfeito, porque Deus tem sede, de que nós tenhamos sede do seu amor.

Deus tem o desejo de que todos aceitemos o Seu amor, para nossa salvação, porque não nos esquecemos que nos encontramos aqui em baixo para superar uma prova, precisamente uma prova, na qual demonstremos com o nosso desejo de amar a Deus, que estamos desejosos de ser eternamente felizes na Sua glorificação. E esta terrível sede, do nosso desejo de amor, é um tormento para Deus, porque para Ele é uma tragédia, ter um imenso e ilimitado amor a nós e não encontrar, suficiente número de pessoas das por Ele criadas, que tenham por sua vez, vivos desejos de receber o Seu amor.

Esta foi a descoberta de uma alma, totalmente enamorada e entregue ao amor de Deus, estou a referir-me à carmelita descalça, Santa Teresa de Lisieux, que na sua loucura do desejo de receber amor de Deus, criou o voto de “vítima do amor de Deus”, que é um voto de aceitação de todo o amor que o Senhor queira derramar sobre uma alma.

juan del carmelo, trad ama


11/10/2011

Deus tem sede de nós? 2

Duc in altum
Mas para todos os efeitos, Deus não só criou o visível mas também o invisível, tal como nos assegura o Credo de Niceia – Constantinopla: “Creio num só Deus, Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todo o visível e o invisível…” O Catecismo de a Igreja católica no seu parágrafo 325 recolhe esta afirmação do Credo de Niceia – Constantinopla. “O Símbolo dos Apóstolos professa que Deus é "o Criador do céu e da terra", e o Símbolo Niceno-Constantinopolitano explicita: "...de todo o visível e o invisível".

Por outro lado, é de ver que a essência de Deus é o amor, como reiteradamente se expressa São João: “E nós conhecemos e acreditamos no amor que Deus nos tem. Deus é amor, e o que vive em amor permanece em Deus, e Deus nele” (1Jo 4,16). Assim temos também outra afirmação muito importante de São João, no sentido de que se nós amamos é porque Deus nos amou primeiro, quer dizer nós não geramos amor, só, o recebemos de Deus, o que nós chamamos amor é só um reflexo do amor que Deus nos tem. "… quem teme não chegou à plenitude no amor. Nós amemos, porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4,19).

juan del carmelo, trad ama


10/10/2011

Deus tem sede de nós? 1

Duc in altum
A sede de algo, como sabemos, é o desejo de algo. E o desejo é sempre um antecedente necessário para a obtenção desse algo que se deseja, ou do que se tem sede. Se se carece do desejo, a vontade de actuar para conseguir o que se deseja, não se põe em marcha.

O título de este comentário, coloca-nos uma pergunta: O que é isso, que nós temos e do que tem o Senhor sede?   Mais de um mentalmente, se dará a resposta dizendo, que do que Senhor tem sede é de nosso amor e não é isso exactamente. Entre outras razões, por a existência de um principio básico que diz que: Ninguém dá o que não tem. Vejamos.

Se somos crentes e aceitamos o facto de que Deus é eterno, não tem princípio nem terá fim, é um Ser ilimitado em todas as suas qualidades e com a sua omnipotência e omnisciência é o Criador de tudo o visível e de o invisível, quer dizer: tanto na ordem  material, a que pertence o mundo que pisamos, como a ordem do espiritual ou do invisível, ambos e talvez outras ordens que desconhecemos foram criadas por Deus.

juan del carmelo, trad ama