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25/02/2021

A Santa Missa

 

Reflexão


Já foste à Missa hoje, houve-se perguntar, às vezes, aos Domingos.

Claro que, a intenção subjacente na pergunta é muito específica. Como quem dissesse ‘Já cumpriste a tua obrigação de Cristão?”

Cumprir uma obrigação? Está bem, pelo menos… isso!

Mas fazer o que seja por obrigação, porque “tem de ser” tem um mérito muito relativo.

O mérito reside no desejo de dar exemplo, de vencer a vontade de fazer outra coisa…

Mas…quem faz o que deve não terá mérito?

Claro que tem, mas, terá um mérito incomensuravelmente maior seofizer por convicção e amor,sobretudo amor.

O amor tempera os actos e as intenções, qualifica as obras, o que se faz.

 



08/11/2020

Reflexão

 


Santa Missa

 

Eu amo-Te, Senhor Jesus, minha alegria e descanso, com todo o meu coração, toda a minha mente, toda a minha alma e todas as minhas forças; e se vês que não Te amo como deveria, ao menos assim desejo amar-Te, e se não o desejo suficientemente, pelo menos quero desejá-lo deste modo (…).

Oh Corpo sacratíssimo, aberto por cinco feridas, põe-te como selo sobre o meu coração e imprime nele a Tua caridade!

Sela os meus pés, para que siga os Teus passos; sela as minhas mãos, para que realizem sempre boas obras; sela o meu lado para que arda sempre em ferventes actos de amor para conTigo.

Oh sangue preciosíssimo que lavas e purificas todos os homens! Lava a minha alma e põe um sinal no meu rosto para que não ame a ninguém mais que a Ti.

 

(Card. J. Bona, El Sacrificio de la Missa, Rialp, Madrid 1963, pg. 164-165

28/10/2020

Reflexão

 



Santa Missa

 

A adoração e a acção de graças são efeitos infalíveis do sacrifício da Missa que respeitam ao próprio Deus.

 

(R. Garrigou-Lagrange, O Salvador, pg. 457)

02/03/2020

Leitura espiritual

Santa Missa

Porque executa o sacerdote uma série de gestos sobre o altar? Porque é preciso levantar-se, sentar-se e ajoelhar-se durante a Missa? Tem tudo a ver com o amor, porque o amor é feito de coisas concretas.

Os gestos do sacerdote, tal como estar fisicamente presente na Missa, indicam-nos que a relação com Deus não é uma coisa teórica ou exclusivamente mental, mas qualquer coisa de real. O amor, no fundo, é partilha de vida que se vive “na carne”, com o corpo.

Meditar sobre a Missa com o Papa Francisco

Geralmente, enquanto se exercita o cântico de entrada, o sacerdote, com os outros ministros, chega, em procissão, ao presbitério e aqui saúda o altar com uma inclinação e, em sinal de veneração, beija-o e, quando há incenso, incensa-o. Porquê? Porque o altar é Cristo, é figura de Cristo. Quando fitamos o altar, olhamos precisamente para onde está Cristo. O altar é Cristo. Estes gestos, que correm o risco de passar despercebidos, são muito significativos, porque exprimem, desde o início, que a Missa é um encontro de amor com Cristo, o qual, “oferecendo o seu corpo na cruz (…) se tornou altar, vítima e sacerdote” (Prefácio Pascal V). Com efeito, sendo sinal de Cristo, o altar “é o centro da acção de graças que se realiza com a Eucaristia” (Ordenamento Geral do Missal Romano, 296), e toda a comunidade em volta do altar, que é Cristo; não para olhar na cara, mas para fitar Cristo, porque Cristo está no centro da Comunidade e não longe dela.

Depois é o sinal da cruz. O sacerdote que preside faz o sinal e, de igual modo o fazem todos os membros da assembleia, conscientes de que o ato litúrgico se realiza "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

(Catequeses do Papa Francisco sobre a Santa Missa, 20/12/2017)


A Missa no Catecismo da Igreja Católica


1145. Uma celebração sacramental é tecida de sinais e símbolos. Segundo a pedagogia divina da salvação, o seu significado baseia-se na obra da Criação e na cultura humana, esclarece-se nos acontecimentos da Antiga Aliança e revela-se plenamente na pessoa e na obra de Cristo.

1146. Sinais do mundo dos homens. Os sinais e os símbolos ocupam um lugar importante na vida humana. Sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, exprime e recebe as realidades espirituais através de sinais e símbolos materiais. Como ser social, o homem tem necessidade de sinais e de símbolos para comunicar com o seu semelhante, pela linguagem, por gestos, por ações. O mesmo acontece nas suas relações com Deus.

1153. Cada celebração sacramental é um encontro dos filhos de Deus com o seu Pai, em Cristo e no Espírito Santo. Tal encontro processa-se como um diálogo através de acções e de palavras. Sem dúvida, as acções simbólicas são já, só por si, uma linguagem. Mas convém que a Palavra de Deus e a resposta da Fé acompanhem e deem vida a estas acções, para que a semente do Reino produza os seus frutos em terra boa. As acções litúrgicas significam o que a Palavra de Deus exprime: ao mesmo tempo a iniciativa gratuita de Deus e a resposta de fé do seu povo.

S. Josemaria e a Missa

Vai perseverantemente ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno: mas também para te sentires amado…, e para amar! (S. Josemaria, Forja,n. 837)

Sempre entendi a oração do cristão como uma conversa amorosa com Jesus, que não se deve interromper nem sequer nos momentos em que estamos fisicamente distanciados do Sacrário, porque toda a nossa vida está feita de coplas de amor humano divinizado…e amar podemos sempre. (S. Josemaria, Forja,n. 435)

21/12/2018

Temas para reflectir e meditar

Amor a Jesus Cristo

Eu amo-te, Senhor Jesus, minha alegria e descanso, com todo o meu coração, toda a minha mente, toda a minha alma e todas as minhas forças; e se vês que não Te amo como deveria, ao menos assim desejo amar-te, e se não o desejo suficientemente, pelo menos quero desejá-lo deste modo (…).

Oh Corpo sacratíssimo, aberto por cinco feridas, põe-te como selo sobre o meu coração e imprime nele a Tua caridade! 
Sela os meus pés, para que siga os Teus passos; sela as minhas mãos, para que realizem sempre boas obras; sela o meu lado para que arda sempre em ferventes actos de amor para contigo. 
Oh sangue preciosíssimo que lavas e purificas todos os homens! Lava a minha alma e põe um sinal no meu rosto para que não ame a ninguém mais que a Ti.


(Card. J. BonaEl Sacrificio de la Misa, Rialp, Madrid 1963, pg. 164-165, trad ama)

19/04/2016

Temas para meditar - 618

Santa Missa


A Santa Missa, por si mesma e mais ainda quando se luta para que seja o centro da própria vida interior, possui um poder verdadeiramente unificante da existência humana. Jesus sacramentado, na renovação incruenta do Seu sacrifício no Calvário, toma por completo os trabalhos e as intenções da pessoa que se une à Sua oblação; e recapitula-os na adoração que Ele rende ao pai, no agradecimento que Lhe manifesta, na expiação que Lhe oferece, e na petição que Lhe dirige.

(JAVIER ECHEVARRÍACarta aos fiéis da Prelatura do Opus Dei, Ano da Eucaristia, Roma, 2004.10.06)

01/07/2015

Gosto de ir à Missa mas...

Gosto de ir à missa, mas não concordo com a doutrina católica

…/2

Hoje temos a impressão de que cada um pode retirar nas religiões os elementos que prefere e até criar uma religião própria, com doutrina e organização personalizada.
A questão é, de novo, o que o crente espera da religião à qual decide aderir.
Se, por exemplo, a fé cristã ensina que o caminho da santidade é o casamento indissolúvel, mas o crente não está convencido disto, ele é perfeitamente livre para participar de outra religião que pregue algo diferente.
Mas atenção: a religião que nega a indissolubilidade do matrimónio deverá negá-la sempre, porque, assim como a cristã, ela deve ser coerente com aquilo que prega.
Aliás, a maior parte das outras religiões é muito mais rigorosa do que o cristianismo.
Nelas, a salvação vem do cumprimento de leis e regras, enquanto o cristianismo abre espaços para a caridade e para relevar a ignorância, coisa que, noutras religiões, não ocorre.
É o caso da blasfémia: no cristianismo ela é quase uma constante, ao passo que, no islão, para citar um exemplo, talvez seja tolerada uma vez ou duas, mas, depois disso, pode levar a uma condenação à decapitação.
Isso quer dizer que, nas religiões, o conteúdo de salvação e de doutrina não pode ser alterado, excepto para ser reafirmado com ainda mais clareza conforme a época em que se está vivendo.
O problema exposto, caro leitor, deverá ser resolvido por si mesmo, que precisa encarar estas perguntas: o que procura na religião e o que espera da religião cristã?
Ela pode dar-lhe o que deseja?

Aceita o seu conteúdo, formas, métodos e realizações?
Se só quer pertencer a uma "cultura" cristã, parece claro que não está interessado prioritariamente na salvação, e sim no "pensamento" cristão ou em algumas partes dele.
Acontece que isto, obviamente, não é o cristianismo.
Já se o seu desejo é a vida eterna mediante o seguimento do exemplo traçado por Cristo, então essas divergências não cabem, pois indicam que não compreendeu a religião à qual aparentemente pertence e da qual espera a eternidade.

Em suma, o ponto a ser observado é que uma religião não é uma teoria política, nem um movimento social, nem uma organização civil; uma religião é uma prática salvífica voltada a bens eternos que transcendem o mundo e a história.
Estes bens, ou a religião atinge ou não atinge.
Se ela os atinge, então o caminho a ser seguido é único e sempre o mesmo, porque se a eternidade pudesse ser atingida tanto pelo amor quanto pelo ódio, a religião seria uma farsa.

Quanto aos sete sacramentos, eles são os instrumentos que Deus mesmo nos oferece para a comunhão com Ele: seria insensato achar que não há problema algum em não ser batizado, em pecar, em odiar, em matar, em manter qualquer tipo de relacionamento na hora e da forma que se quiser.
A religião ou tem um significado expresso na sua doutrina ou não tem sentido algum.

O leitor analise, então, o que deseja na vida e considere se a religião cristã pode oferecê-lo.
Depois, decida se quer segui-la ou não.

Toda a questão se resume nas palavras de Jesus: “Dai a Deus o que é Deus”.

Fonte: TOSCANA OGGI


(Revisão da versão portuguesa por ama)

29/06/2015

Gosto de ir à Missa mas...

Gosto de ir à missa, mas não concordo com a doutrina católica

O que fazer se eu não estou em sintonia com o Magistério da Igreja?

Um leitor perguntou:

Sempre frequentei a Igreja e seria muito difícil, para mim, renunciar à missa e a outras actividades da paróquia. Além disso, a minha esposa e eu procuramos passar esta mesma disposição para os nossos filhos.
Só que, em muitas coisas, não me sinto em sintonia com a doutrina católica: em questões de moral, de teologia, sacramentos, organização hierárquica...
Faço bem em continuar frequentando a Igreja ou seria mais coerente deixá-la, reconhecendo que estou fora da comunhão eclesial?


O padre italiano athos turchi, professor de filosofia, responde:

As divergências parecem-me significativas, mas, sem saber especificamente quais são elas, não é fácil responder à sua pergunta. Uma coisa é você não concordar em comer peixe às sextas-feiras e outra é dizer que Deus não é trino. Se as divergências dizem respeito a questões fundamentais da fé, como parece o caso, é preciso, de facto, questionar-se se ainda faz parte da religião que diz professar.

O problema, porém, não está colocado adequadamente, porque, em matéria de religião, a questão não é se você pode comungar com tudo ou com um pouco.
Há uma questão prévia: o que é uma religião e o que ela pode oferecer-lhe?
O que você procura numa religião e onde quer chegar com ela?
Se deseja apenas pertencer a certo círculo político, social, cultural, então, obviamente, a religião não é o que procura.
Ela não pode dar-lhe essas coisas porque as transcende, nem pode ser flexível e mutável ao sabor das preferências particulares precisamente porque não tem uma dimensão evolutiva e dialética, e sim salvífica.

Um exemplo: se a religião diz que somos salvos por viver honestamente, ela não pode mudar de ideia em dado momento e passar a dizer que somos salvos por roubar. Uma religião tão contraditória desacreditar-se-ia e destruir-se-ia sozinha.

Já se estiver em busca de uma comunhão com Deus com vista à sua salvação eterna, e para isso estiver disposto a seguir uma doutrina de fé e uma prática de aperfeiçoamento, então deverá avaliar a religião que melhor lhe permite alcançar o que deseja, bem como, por consequência, o modo e o método que essa religião lhe propõe para obter aqueles bens eternos, normalmente resumidos no seu corpo doutrinal. O cristianismo propõe um caminho, um método, um conteúdo ou doutrina, um ensinamento e uma organização, chamada de Igreja, e toda essa proposta é derivada de Cristo.
Esse credo atende às suas aspirações?
Se disser que deseja aderir ao cristianismo, não poderá viver como um budista; seria uma contradição tanto quanto dizer-se vegetariano e continuar comendo carne.


(cont)

11/08/2014

Temas para meditar 202



Santa Missa

O Santo Sacrifício da Missa está gravado no que de mais profundo tem a vida de cada um dos homens: a vida do pai, da mãe, da criança, do ancião, do rapaz e da rapariga, do professor e do estudante, do homem culto e do homem simples, da religiosa e do sacerdote. De cada um sem excepção. Eis aqui que a vida do homem se enxerta, mediante a Eucaristia, no mistério do Deus vivo. 

(são joão Paulo II, Homília no fecho do XX Congresso Eucarístico Nacional de Itália, 1983.05.23)

06/03/2014

Temas para meditar 34


Santa Missa

A adoração é o fim primordial da Missa. 

Na Missa, pela primeira vez, a 

Humanidade pode adorar a Deus 

adequadamente, na pessoa do próprio 

Filho de Deus, que nos representa.



(LEO J. TRESEA Fé Explicada, Edições Quadrante, S. Paulo, 4ª Ed., nr.280)

22/02/2014

Temas para meditar 22

Santa Missa

Aproximo-me como um doente ao médico da vida, como um imundo à fonte da misericórdia, como um cego à luz da claridade eterna, como um pobre e necessitado ao Senhor dos céus e da terra. Imploro a abundância da Tua infinita generosidade para que Te dignes curar a minha doença, lavar a minha impureza, iluminar a minha cegueira, remediar a minha pobreza vestir a minha nudez, para que me aproxime a receber o Pão dos Anjos, o rei dos Reis e Senhor de senhores com tanta reverência e humildade, com tanta contrição e piedade, com tanta pureza e fé, e com tal propósito e intenção como convém à saúde da minha alma. 

(s. tomás de aquinoPreparatio ad Missam)

04/02/2014

Temas para meditar 4


Santa Missa


A adoração é o fim primordial da Missa. Na 

Missa, pela primeira vez, a Humanidade pode 

adorar a Deus adequadamente, na pessoa do 

próprio Filho de Deus, que nos representa.




(LEO J. TRESE, A Fé Explicada, Edições Quadrante, S. Paulo, 4ª Ed., nr.280)

22/12/2012

Adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé


Quando o receberes, diz-lhe: – Senhor, espero em Ti; adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé. Sê o apoio da minha debilidade, Tu, que ficaste na Eucaristia, inerme, para remediar a fraqueza das criaturas. (Forja, 832)

Assistindo à Santa Missa, aprenderemos a falar, a privar com cada uma das Pessoas divinas: com o Pai, que gera o Filho, que é gerado pelo Pai; e com o Espírito Santo, que procede dos dois. Habituando-nos a privar intimamente com qualquer uma das três Pessoas, privaremos com um único Deus. E se falarmos com as três, com a Trindade, privaremos também com um só Deus, único e verdadeiro. Amai a Santa Missa, meus filhos, amai a Santa Missa! E que cada um de vós comungue com ardor, mesmo que se sinta gelado, mesmo que não haja correspondência por parte da emotividade. Comungai com fé, com esperança e com caridade inflamada.

Não ama Cristo quem não ama a Santa Missa e quem não se esforça no sentido de a viver com serenidade e sossego, com devoção e com carinho. 0 amor transforma aqueles que estão apaixonados em pessoas de sensibilidade fina e delicada. Leva-os a descobrir, para que se não esqueçam de os pôr em prática, pormenores que são por vezes mínimos, mas que trazem a marca de um coração apaixonado. É assim que devemos assistir à Santa Missa. Por este motivo, sempre pensei que aqueles que querem ouvir uma missa rápida e atabalhoada demonstram com essa atitude, já de si pouco elegante, que não conseguiram aperceber-se do significado do Sacrifício do altar.

O amor a Cristo, que se oferece por nós, anima-nos a saber encontrar, uma vez terminada a Santa Missa, alguns minutos de acção de graças pessoal e íntima, que prolonguem no silêncio do coração essa outra acção de graças que é a Eucaristia. (Cristo que passa, nn. 91–92)

04/10/2012

A Missa é acção divina

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Não é estranho que muitos cristãos – pausados e até solenes na vida social (não têm pressa), nas suas pouco activas actuações profissionais, na mesa e no descanso (também não têm pressa) – se sintam apressados e apressem o Sacerdote na sua ânsia de encurtar, de abreviar o tempo dedicado ao Santíssimo Sacrifício do Altar? (Caminho, 530)
A Santa Missa – insisto – é acção divina, trinitária, não humana. O sacerdote que celebra serve o desígnio divino do Senhor pondo à sua disposição o seu corpo e a sua voz. Não age, porém, em nome próprio, mas in persona et in nomine Christi, na Pessoa de Cristo e em nome de Cristo.

O amor da Trindade pelos homens faz com que, da presença de Cristo na Eucaristia, nasçam para a Igreja e para a humanidade todas as graças. Este é o sacrifício que profetizou Malaquias: desde o nascer do sol até ao poente, o meu nome é grande entre as nações, e em todo o lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura. É o Sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai com a cooperação do Espírito Santo, oblação de valor infinito, que eterniza em nós a Redenção, que os sacrifícios da Antiga Lei não conseguiam alcançar. (Cristo que passa, 86)

01/03/2012

Jesus está connosco!

Textos de São Josemaria Escrivá

No Santo Sacrifício do altar, o sacerdote pega no Corpo do nosso Deus e no Cálice com o seu Sangue, e levanta-os sobre todas as coisas da terra, dizendo: "Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso", pelo meu Amor!, com o meu Amor!, no meu Amor! Une-te a esse gesto. Mais ainda: incorpora essa realidade na tua vida. (Forja, 541)

Assim se entra no Canon, com a confiança filial que nos leva a chamar clementíssimo ao nosso Pai Deus. Pedimos-Lhe pela Igreja e por todos os que estão na Igreja, pelo Papa, pela nossa família, pelos nossos amigos e companheiros. E o católico, como tem coração universal, pede por todo o mundo, porque o seu zelo entusiasta nada pode excluir. E para que a petição seja acolhida, recordamos a nossa comunhão com a Santíssima Virgem e com um punhado de homens que foram os primeiros a seguir Cristo e por Ele morreram.
Quam oblationem... Aproxima-se o momento da consagração. Agora, na Santa Missa, é outra vez Cristo que actua, através do sacerdote: Isto é o meu Corpo. Este é o cálice do meu Sangue. Jesus está connosco! Com a transubstanciação, renova-se a infinita loucura divina, ditada pelo Amor. Quando hoje se repete esse momento, que saiba cada um de nós dizer ao Senhor, mesmo sem pronunciar quaisquer palavras, que nada nos poderá afastar d'Ele e que a sua disponibilidade de se deixar ficar – totalmente indefeso – nas aparências, tão frágeis, do pão e do vinho, nos converteu voluntariamente em escravos: praesta meae menti de te vivere et te illi semper dulce sapere, faz com que eu viva de Ti e saboreie sempre a doçura do teu amor.
Mais petições. Nós, homens, estamos quase sempre inclinados a pedir. Desta vez, é pelos nossos irmãos defuntos e por nós mesmos. Por isso, aqui aparecem todas as nossas infidelidades e misérias. O peso da sua carga é muito grande, mas Ele quer levá-lo por nós e connosco. O Canon vai terminar com outra invocação à Santíssima Trindade: per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso.... por Cristo, com Cristo e em Cristo, nosso Amor, a Ti, Deus Pai Todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, Te seja dada toda a honra e glória pelos séculos dos séculos. (Cristo que passa, 90)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

27/02/2012

Comunhão dos Santos

Textos de São Josemaria Escrivá

Vivei uma particular Comunhão dos Santos: e cada um sentirá, à hora da luta interior, e à hora do trabalho profissional, a alegria e a força de não estar só. (Caminho, 545)

Há instantes, antes do lavabo, invocámos o Espírito Santo, pedindo-Lhe que abençoasse o Sacrifício oferecido ao Seu Santo Nome. Terminada a purificação, dirigimo-nos à Trindade – Suscipe, Sancta Trinitas –, para que receba o que apresentamos em memória da Vida, da Paixão, da Ressurreição e da Ascensão de Cristo, em honra de Maria, sempre Virgem, e em honra de todos os santos.
A oblação deve redundar em benefício de todos – Orate, fratres, reza o sacerdote –, porque este sacrifício é meu e vosso, de toda a Igreja Santa. Orai, irmãos, mesmo que sejam poucos os que se encontram reunidos, mesmo que se encontre materialmente presente apenas um cristão ou até só o celebrante, porque uma Missa é sempre o holocausto universal, o resgate de todas as tribos e línguas e povos e nações!
Todos os cristãos, pela comunhão dos Santos, recebem as graças de cada Missa, quer se celebre diante de milhares de pessoas, quer haja apenas como único assistente um menino, possivelmente distraído, a ajudar o sacerdote. Tanto num caso como noutro, a Terra e o Céu unem-se para entoar com os Anjos do Senhor: Sanctus, Sanctus, Sanctus... (Cristo que passa, 89)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

26/02/2012

Deus está aqui

Textos de São Josemaria Escrivá

Humildade de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário...Porém, mais humilhação e mais aniquilamento na Hóstia Santíssima: mais que no estábulo, e que em Nazaré e que na Cruz. Por isso, que obrigação tenho de amar a Missa! (A «nossa» Missa, Jesus...). (Caminho, 533)

Por vezes, talvez nos perguntemos como será possível corresponder a tanto amor de Deus e até desejaríamos, para o conseguir, que nos pusessem com toda a clareza diante dos nossos olhos um programa de vida cristã. A solução é fácil e está ao alcance de todos os fiéis: participar amorosamente na Santa Missa, aprender a conviver e a ganhar intimidade com Deus na Missa, porque neste Sacrifício se encerra tudo aquilo que o Senhor quer de nós.
Permiti que aqui vos recorde o desenrolar das cerimónias litúrgicas, que já observámos em tantas e tantas ocasiões. Seguindo-as passo a passo é muito possível que o Senhor nos faça descobrir em que pontos devemos melhorar, que defeitos precisamos de extirpar e como há-de ser o nosso convívio, íntimo e fraterno, com todos os homens.

O sacerdote dirige-se para o altar de Deus, do Deus que alegra a nossa juventude. A Santa Missa inicia-se com um cântico de alegria, porque Deus está presente. É esta alegria que, juntamente com o reconhecimento e o amor, se manifesta no beijo que se dá na mesa do altar, símbolo de Cristo e memória dos santos, um espaço pequeno e santificado, porque nesta ara se confecciona o Sacramento de eficácia infinita. (Cristo que passa, 88)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet


23/02/2012

Sê o apoio da minha debilidade

Textos de São Josemaria Escrivá

Quando o receberes, diz-lhe: - Senhor, espero em Ti; adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé. Sê o apoio da minha debilidade, Tu, que ficaste na Eucaristia, inerme, para remediar a fraqueza das criaturas. (Forja, 832)

Creio que não vou dizer nada de novo, se afirmar que alguns cristãos têm uma visão muito pobre da Santa Missa e que ela é para muitos um mero rito exterior, quando não um convencionalismo social. Isto acontece, porque os nossos corações, de si tão mesquinhos, são capazes de viver com rotina a maior doação de Deus aos homens.
Na Santa Missa, nesta Missa que agora celebramos, intervém de um modo especial, repito, a Trindade Santíssima. Para corresponder a tanto amor, é preciso que haja da nossa parte uma entrega total do corpo e da alma, pois vamos ouvir Deus, falar com Ele, vê-Lo, saboreá-Lo. E se as palavras não forem suficientes, poderemos cantar, incitando a nossa língua – Pange, lingua! – a que proclame, na presença de toda a Humanidade, as grandezas do Senhor.
Viver a Santa Missa é manter-se em oração contínua, convencermo-nos de que, para cada um de nós, este é um encontro pessoal com Deus, em que O adoramos, O louvamos, Lhe pedimos, Lhe damos graças, reparamos os nossos pecados, nos purificamos e nos sentimos uma só coisa em Cristo com todos os cristãos. (Cristo que passa, nn. 87-88)

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21/02/2012

A Santa Missa é acção divina

Textos de São Josemaria Escrivá

Não é estranho que muitos cristãos – pausados e até solenes na vida social (não têm pressa), nas suas pouco activas actuações profissionais, na mesa e no descanso (também não têm pressa) – se sintam apressados e apressem o Sacerdote na sua ânsia de encurtar, de abreviar o tempo dedicado ao Santíssimo Sacrifício do Altar? (Caminho, 530)

Toda a Trindade está presente no sacrifício do Altar. Por vontade do Pai, com a cooperação do Espírito Santo, o Filho oferece-Se em oblação redentora. Aprendamos a conhecer e a relacionar-nos com a Santíssima Trindade, Deus Uno e Trino, três pessoas divinas na unidade da sua substância, do seu amor e da sua acção eficaz e santificadora.
Logo a seguir ao lavabo, o sacerdote invoca: Recebei, ó Santíssima Trindade, esta oblação que Vos oferecemos em memória da Paixão, Ressurreição e Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, no final da Santa Missa, há outra oração de inflamada reverência ao Deus Uno e Trino: Placeat tibi, Sancta Trinitas, obsequium servitutis meae... agradável Vos, seja, ó Trindade Santíssima, o obséquio da minha vassalagem: fazei que por misericórdia este Sacrifício oferecido por mim, posto que indigno aos olhos da vossa Majestade, Vos seja aceitável, e que para mim e para todos aqueles por quem o ofereci, seja um sacrifício de perdão.
A Santa Missa – insisto – é acção divina, trinitária, não humana. O sacerdote que celebra serve o desígnio divino do Senhor pondo à sua disposição o seu corpo e a sua voz. Não age, porém, em nome próprio, mas in persona et in nomine Christi, na Pessoa de Cristo e em nome de Cristo.
O amor da Trindade pelos homens faz com que, da presença de Cristo na Eucaristia, nasçam para a Igreja e para a humanidade todas as graças. Este é o sacrifício que profetizou Malaquias: desde o nascer do sol até ao poente, o meu nome é grande entre as nações, e em todo o lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura. É o Sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai com a cooperação do Espírito Santo, oblação de valor infinito, que eterniza em nós a Redenção, que os sacrifícios da Antiga Lei não conseguiam alcançar. (Cristo que passa, 86)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

20/02/2012

Vinde, ó Deus santificador, eterno e omnipotente

Textos de São Josemaria Escrivá

Sê alma de Eucaristia! – Se o centro dos teus pensamentos e esperanças está no Sacrário, filho, que abundantes os frutos de santidade e de apostolado! (Forja, 835)

Falava de corrente trinitária de amor pelos homens. E onde poderá alguém aperceber-se melhor dela do que na Missa? Toda a Trindade actua no santo sacrifício do altar. Por isso agrada-me tanto repetir na colecta, na secreta e na oração depois da comunhão aquelas palavras finais: Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, – dirigimo-nos ao Pai – , que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, Deus por todos os séculos dos séculos. Ámen.
Na Santa Missa, a oração ao Pai é constante. O sacerdote é um representante do Sacerdote eterno, Jesus Cristo, que é ao mesmo tempo a Vítima. E a acção do Espírito Santo não é menos inefável nem menos certa. Pela virtude do Espírito Santo, escreve S. João Damasceno, dá-se a conversão do pão no Corpo de Cristo.
Esta acção do Espírito Santo exprime-se claramente, quando o sacerdote invoca a bênção divina sobre a oferenda: Vinde, ó Deus santificador, eterno e omnipotente, e abençoai este sacrifício preparado para o vosso santo nome, o holocausto que dará ao Nome santíssimo de Deus a glória que lhe é devida. A santificação, que imploramos, é atribuída ao Paráclito, que o Pai e o Filho nos enviam. Reconhecemos também essa presença activa do Espírito Santo no sacrifício quando dizemos, pouco antes da comunhão: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, que, por vontade do Pai, com a cooperação do Espírito Santo, com a vossa morte destes a vida ao mundo.... (Cristo que passa, 85)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet