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16/12/2022

Publicações em Dezembro 16

  


DENTRO DO EVANGELHO

 

Hoje aconteceu algo, para mim, estranho.

Passeávamos por entre numerosas pessoas nos Pórticos do Templo quando Jesus, súbitamente, fez como que um chicote de cordas e investiu contra os negociantes de pombas e cordeiros, os cambistas e outros semelhantes, derrubando as suas mesas e expositores, expulsando-os dali.

Nunca tinha visto Jesus tão alterado no semblante e, muito menos na atitude.

Os Fariseus e Escribas ficaram furiosos e indignados, no fim e ao cabo recebiam "comissões" importantes dos negócios ali efectuados.

Mas, no final, tudo ficou claro porque Ele disse "a casa de Meu Pai é casa de oração mas vós convertes-te-a em covil de ladrões e antro de comércio.

Compreendi que a resposta de Jesus encerra como que dois esclarecimentos muito sérios, o primeiro é a confirmação que o Templo sendo a casa de Deus é a Sua casa, a segunda será o respeito que cada um deve ter quando entra nessa casa.

Um pouco por todo o mundo existem Templos muito belos não só na arquitectura mas, também, repletos de obras de arte, esculturas, pinturas, etc., que atraem muitos.

Ainda bem... os artistas, arquitectos, construtores aplicaram o melhor das suas aptidões e o resultado dessa dedicação fica bem expresso na admiração de quantos, ao longo dos tempos as apreciam.

Mas... esta "apreciação" não pode ser, na sua essência, feita da mesma forma como quando se visita uma exposição, um monumento qualquer.

A Casa de Deus é o local onde Ele está particularmente presente e, mais, se eucaristicamente presente uma pequena vela acesa assinala tal.

Daí que, tal como é normal fazer-se quando se entra na casa de alguém seja cumprimentar o dono da casa.

'Mas eu não sou cristão... não posso visitar um monumento de referência que seja uma Igreja?'

Responderei: 'Claro que pode... mas isso não o dispensa de comportar-se correctamente, entrar na casa de alguém, apreciar o conteúdo, tirar fotos, tomar notas... sem préviamente cumprimentar o dono da casa... parece-lhe correcto?!?

 

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16/12/2021

Publicações em Dezembro 16

 


Movido por esta "mola" interior que me impele constantemente, resolvo escrever.

'Outra vez! A mesma coisa! Não tens mais que fazer, ocupar o tempo!'

Esta... a reacção habitual do tentador e, também como habitualmente, (não "ligo meia... se o incomoda... ainda bem...) e sigo em frente.

Tenho Fátima permanentemente no meu pensamento diário. Nem poderia ser de outro modo dada a minha "união" tão forte e íntima, desde que me conheço Áquele Local Sagrado.

Hoje, em particular, detenho-me nas palavras que o Anjo de Portugal, na  Loca do Cabeço, dirigiu aos Pastorinhos: "Rezai pela conversão dos pecadores".

Mas... pecadores... somos todos os seres humanos na medida em que somos imperfeitos e, logo, falhamos, consentimos, deixamo-nos ir...

O Anjo referia-se aos "grandes pecadores", os que notóriamente ofendem a Deus?

Penso que não.

Ao dizer "pecadores" queria referir-se a todos; ou seja... a mim também.

Daqui que conclua que o que tenho a fazer é rezar por mim, pedindo aos Santos Pastorinhos que me incluam nos seus pedidos.

Voltando um pouco atrás detenho-sobre a palavra "pecado" e o que realmente significa.

Pecar é essencialmente ofender a Deus, muito ou pouco, não é esse o detalhe sobre o qual quero discorrer.

Ofender a Deus é, como poderei dizer em palavras humanas que são as minhas, causar-Lhe um desgosto.

Quando concluo isto fico estarrecido: Eu... causar um desgosto ao meu Deus e Senhor a Quem Amo e Venero com todo o meu ser.!?

O Anjo de Portugal foi muito claro: "Os pecadores", o que, para mim equivale dizer... por mim.

Portanto, concluo que tenho de rezar por mim!

Mas... consciente do meu nada... será que a oração de "um nada" tem algum valor?

Concluo que esta a lição da Cananeia: o considerando-se como um cachorrinho não a impediu de pedir  Jesus a cura da filha.

Tal bastou a Jesus.

O Anjo nos Valinhos falava com crianças inocentes e puras que entenderam perfeitamente o que lhes pedia.

O que passam a fazer?

Pequenos sacrifícios, orações simples... tudo de acordo com a sua idade e inocência.

Não escreveram nada, falaram pouco, passavam desapercebidos.

Hoje... não! O mundo inteiro pode conhecê-los, invocá-los e venerá-los  os Altares da Terra.

Não os conheci pessoalmente, a Senhora veio buscar para o Céu, ainda crianças Santa Jacinta e São Francisco, mas conheci muito bem os Pais Olympia e António Marto de quem falo noutro escrito já publicado.

Sinto por estes MENINOS uma ternura e carinho tão grandes!!!

 

 

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