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06/07/2016

Temas para meditar - 649

Santo Rosário

(Segundo a sua etimologia) o Rosário é uma coroa de rosas, costume encantador que em todos os povos representa uma oferta de amor e um símbolo de alegria.


(Pio XII, Aloc. 1940.10.16)

08/10/2015

Temas para meditar - 517

Matrimónio



A verdade é que o casamento, como instituição natural, tem, por vontade do Criador, como fim primeiro e fundamental, não o aperfeiçoamento pessoal dos esposos, mas a procriação e educação dos filhos (...).
Aos esposos que usam o matrimónio como acto específico do seu estado, impõem a natureza e o Criador a função de promover à conservação do género humano. 


(pio XIIAlocução no Congresso da União Católica Italiana das parteiras, Roma, 1951.10.29)

06/10/2014

Evangelho diário e coment. Leit. Espiritual (Enc Divino afflante spiritu (Pio XII)

Tempo comum XXVII Semana

Evangelho: Lc 10, 25-37

25 Eis que se levantou um doutor da lei, e disse-lhe para o experimentar: «Mestre, que devo eu fazer para alcançar a vida eterna?». 26 Jesus respondeu-lhe: «O que é que está escrito na Lei? Como lês tu?». 27 Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e o teu próximo como a ti mesmo». 28 Jesus disse-lhe: «Respondeste bem: faz isso e viverás». 29 Mas ele, querendo justificar-se, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?». 30 Jesus, retomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos ladrões, que o despojaram, o espancaram e retiraram-se, deixando-o meio morto. 31 Ora aconteceu que descia pelo mesmo caminho um sacerdote que, quando o viu, passou de largo.32 Igualmente um levita, chegando perto daquele lugar e vendo-o, passou. 33 Um samaritano, porém, que ia de viagem, chegou perto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão. 34 Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e adiante, pondo-o sobre o seu jumento, levou-o a uma estalagem e cuidou dele. 35 No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao estalajadeiro e disse-lhe: Cuida dele; quanto gastares a mais, eu to pagarei quando voltar. 36 Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?». 37 Ele respondeu: «O que usou de misericórdia com ele». Então Jesus disse-lhe: «Vai e faz tu o mesmo».

Comentário:

Ficará para sempre gravada nos homens esta parábola do Samaritano que São Lucas com magistral descrição converte no paradigma da solidariedade humana.
Como se vê, não está dirigida nem a cristãos ou a outros quaisquer em especial mas a todos os homens.
A solidariedade e, sem dúvida, um dos mais nobres sentimentos humanos mas, não ser trata de algo frio, 'técnico', previdente. Precisa de algo mais: da compaixão concreta e realista que assegura a pureza das intenções e completa a necessidades do outro.

O samaritano não se limitou a tratar da vítima dos ladrões, assegurou que ficaria bem entregue mas mãos do estalajadeiro enquanto prosseguia a sua viajem.
Não deixou incompleta a sua acção, fez tudo quanto estava ao seu alcance fazer.

(ama, comentário sobre Lc 10, 25-37, 2013.07.14)


Leitura espiritual



Documentos do Magistério
CARTA ENCÍCLICA
DIVINO AFFLANTE SPIRITU (*)
DO SUMO PONTÍFICE PAPA PIO XII
AOS VENERÁVEIS IRMÃOS
PATRIARCAS, PRIMAZES, ARCEBISPOS E BISPOS
E OUTROS ORDINÁRIOS DO LUGAR
EM PAZ E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA
COMO A TODO O CLERO E FIÉIS DE CRISTO
DO ORBE CATÓLICO SOBRE OS ESTUDOS BÍBLICOS

3. Interpretação dos Livros santos

Antes de tudo o sentido literal e a doutrina teológica

15. Bem preparado com o conhecimento das línguas antigas e com os recursos da crítica, aplique-se o exegeta católico àquele que é o principal de todos os seus deveres: indagar e expor o sentido genuíno dos Livros Sagrados.
Neste trabalho tenham os intérpretes bem presente que o seu maior cuidado deve ser distinguir claramente e precisar qual seja o sentido literal das palavras bíblicas.
Procurem-no pois com toda a diligência, valendo-se da ciência das línguas, do exame do contexto, da comparação com passos semelhantes, coisas todas de que se costuma tirar partido na interpretação dos escritores profanos, para tirar a limpo o pensamento do autor.
Mas os comentadores da Sagrada Escritura, tendo presente que se trata de um texto divinamente inspirado, cuja conservação e interpretação foram pelo mesmo Deus confiadas à Igreja, com não menor diligência, atenderão às explicações e declarações do magistério eclesiástico, bem como à exposição dos santos Padres e "à analogia da fé", como nota sapientissimamente Leão XIII na Encíclica Providentissimus Deus. (26)
Guardem-se com particular cuidado de expor somente o que toca à história, à arqueologia, à filologia e outras matérias semelhantes - como com mágoa vemos que se faz em alguns comentários -, mas, dadas oportunamente tais notícias enquanto podem servir à exegese, ponham em evidência sobretudo a doutrina teológica, dogmática ou moral, de cada livro ou texto.
Desse modo a sua exposição não só aproveitará aos professores de teologia ao exporem e provarem os dogmas da fé, mas servirá também aos sacerdotes para a explicação da doutrina cristã ao povo, e será útil a todos os fiéis para viverem uma vida santa, digna de um verdadeiro cristão.

O sentido espiritual, querido e ordenado por Deus

16. Tal interpretação prevalentemente teológica, como dissemos, será meio eficaz para fazer calar os que se queixam de não encontrar nos comentários bíblicos nada que eleve a mente a Deus, alimente a alma, fomente a vida interior, e por isso dizem que é preciso recorrer a uma interpretação que chamam espiritual e mística. Quão pouco justa seja essa acusação, prova-o a experiência de muitos que com frequente consideração e meditação da palavra de Deus têm santificado as suas almas e se têm inflamado no amor de Deus, provam-no claramente a constante prática da Igreja e os ensinamentos dos maiores doutores. Certamente que nem todo o sentido espiritual se pode excluir da Sagrada Escritura, pois que tudo o que foi dito e feito no Antigo Testamento, foi por Deus sapientissimamente ordenado e disposto de modo que as coisas passadas prefigurassem espiritualmente as futuras que deviam realizar-se no Novo Testamento da graça. Por isso o exegeta do mesmo modo como deve encontrar e expor o sentido literal das palavras que o hagiógrafo pretendia exprimir, assim também deve indagar o espiritual nos passos onde realmente conste que Deus o quis expressar. De facto este sentido espiritual só Deus o pode conhecer e revelar. Ora, indica-o e ensina-o o próprio Salvador nos evangelhos, e, seguindo o exemplo do divino Mestre, usam-no os apóstolos falando e escrevendo, aponta-o a constante tradição da Igreja, e, finalmente, o conhecido princípio: "A lei de orar é a lei de crer". Esse sentido espiritual por Deus pretendido e ordenado, descubram-no e exponham-no os exegetas católicos com a diligência que requer a dignidade da divina palavra, guardem-se, porém, escrupulosamente de apresentar como sentido genuíno da Sagrada Escritura outros valores figurativos das coisas. Pode sim ser útil, especialmente na pregação, ilustrar e persuadir as coisas da fé e da moral cristã com uso mais largo do sagrado texto em sentido figurado, contanto que se faça com moderação e sobriedade, mas é preciso não esquecer que tal uso da Sagrada Escritura lhe é como que extrínseco e adicional, e não deixa de ser perigoso, sobretudo em nossos dias, porque os fiéis, e nomeadamente as pessoas cultas nas ciências sagradas ou profanas, querem saber o que Deus disse nas Sagradas Escrituras, e não tanto o que um fecundo orador ou escritor usando com destreza as palavras da Bíblia, é capaz de nos dizer. "A palavra de Deus viva e eficaz, mais cortante que uma espada de dois gumes, penetrante até dividir alma e espírito, articulações e medulas, capaz de destrinçar pensamentos e sentimentos do coração" (27) não precisa de artifícios e adaptações humanas para mover e abalar os corações, as Sagradas Páginas escritas sob a inspiração do Espírito de Deus são de per si ricas de sentido próprio, dotadas de força divina, são poderosas por si mesmas, ornadas de supremo esplendor por si mesmas brilham e resplandecem, se o intérprete com uma explicação fiel e completa sabe desentranhar todos os tesouros de sabedoria e prudência que nelas estão encerrados.

Incitamento ao estudo dos santos Padres e dos doutores da Igreja

17. Para isso conseguir poderá o exegeta católico auxiliar-se egregiamente do estudo inteligente dos escritos em que os santos Padres e doutores da Igreja e os ilustres intérpretes das épocas passadas comentaram os Livros Santos.
Pois que eles, bem que talvez menos fornecidos de instrução profana e de ciência linguística do que os intérpretes dos nossos dias, contudo pelo lugar que Deus lhes deu na Igreja, distinguem-se por uma suave intuição das coisas celestes e por uma admirável perspicácia com que penetram até às mais íntimas profundidades da divina palavra e tiram à luz quanto pode servir para ilustrar a doutrina de Cristo e promover a santidade da vida.
Verdadeiramente é pena que tão preciosos tesouros da antiguidade cristã sejam pouco conhecidos de muitos escritores do nosso tempo e que os cultores da história da exegese não tenham ainda feito tudo para aprofundar bem e apreciar devidamente uma coisa de tanta importância.
Preza a Deus que muitos se deem diligentemente a explorar os autores e obras de interpretação católica da Escritura, e, extraindo as riquezas quase imensas nelas acumuladas, concorram eficazmente para que se veja melhor quão intimamente penetravam e quão bem explicaram os antigos a divina doutrina dos Livros Santos, e os intérpretes atuais tomem daí exemplo e aproveitem os preciosos materiais postos à sua disposição.
Assim efectuar-se-á, finalmente, a feliz e fecunda combinação da doutrina e suave unção dos antigos com a mais vasta erudição e arte mais progredida dos modernos, a qual decerto produzirá novos frutos no campo nunca assaz cultivado das divinas Escrituras.

4. Tarefa especial dos exegetas em nossos dias

Estado actual das ciências bíblicas

18. Com fundada razão podemos esperar que os nossos tempos contribuam também com a sua quota nova para uma interpretação mais completa e exacta das Sagradas Escrituras.
De facto há não poucas coisas, especialmente no terreno histórico que não foram explicadas, ou foram só imperfeitamente, pelos expositores dos séculos passados, porque lhes faltavam os conhecimentos necessários para obter melhores resultados.
Quão árduos e quase inacessíveis acharam os mesmos Padres alguns passos, mostram-no, por exemplo, os repetidos esforços que muitos deles fizeram para interpretar os primeiros capítulos do Génesis, ou também as várias tentativas de São Jerónimo para traduzir os salmos de modo que o sentido literal do texto aparecesse claramente.
Noutros livros ou textos sagrados só a Idade Moderna descobriu dificuldades, antes não suspeitadas, depois que um melhor conhecimento dos tempos antigos fez surgir problemas que fazem penetrar mais adentro no assunto. Por isso erradamente vão dizendo alguns, mal informados do estado da ciência bíblica, que ao exegeta católico dos nossos dias nada resta a acrescentar a quanto produziu a antiguidade cristã, pelo contrário, a verdade é que o nosso tempo tem chamado a atenção para muitas coisas que requerem nova investigação e novo exame e estimulam fortemente a actividade do exegeta.

Natureza e efeitos da inspiração divina

19. E realmente a nossa época, se por um lado acumula novos problemas e dificuldades, por outro, graças a Deus, oferece à exegese novos recursos e subsídios.
Entre esses merece especial referência o facto de os teólogos católicos, seguindo a doutrina dos santos Padres e, principalmente, do doutor angélico e comum, terem indagado e exposto com mais precisão e fineza do que nos séculos passados, a natureza e efeito da inspiração bíblica.
Partindo nas suas investigações do princípio que o hagiógrafo ao escrever o livro sagrado é órgão ou instrumento do Espírito Santo, mas instrumento vivo e racional, observam justamente que ele sob a moção divina usa das suas faculdades e energias de tal modo, que todos podem facilmente reconhecer do livro por ele composto "qual a sua índole própria, e como que as feições e traços característicos da sua fisionomia". (28)
Procure por conseguinte o intérprete distinguir com todo o cuidado, sem descurar nenhuma luz fornecida pelas recentes investigações, qual a índole própria e condição social do autor sagrado, em que tempo viveu, de que fontes, escritas ou orais, se serviu, que formas de dizer empregou.
Assim poderá conhecer melhor quem foi o hagiógrafo e o que quis dizer no seu escrito.
Porque, enfim, ninguém ignora que a norma suprema da interpretação é indagar e definir que coisa se propôs dizer o escritor, como egregiamente adverte santo Atanásio: "Aqui, como em todos os outros passos da Escritura divina, deve notar-se diligente e fielmente em que ocasião falou o Apóstolo, qual o destinatário e qual o motivo de escrever, não seja que, ignorando essas coisas ou tomando umas por outras, nos desviemos do pensamento do autor". (29)

Importância do género literário, especialmente na história

20. Ora, o sentido literal de um escrito, muitas vezes não é tão claro nas palavras dos antigos orientais como nos escritores do nosso tempo. O que eles queriam significar com as palavras não se pode determinar só pelas regras da gramática e da filologia, nem só pelo contexto, o intérprete deve transportar-se com o pensamento àqueles antigos tempos do Oriente, e com o auxílio da história, da arqueologia, etnologia e outras ciências, examinar e distinguir claramente que géneros literários quiseram empregar e empregaram de facto os escritores daquelas épocas remotas.
De facto os antigos orientais, para exprimir os seus conceitos, nem sempre usaram das formas ou géneros de dizer de que nós hoje usamos, mas sim daqueles que estavam em uso entre os seus contemporâneos e conterrâneos. Quais eles fossem não o pode o exegeta determinar a priori, mas só por meio de um diligente exame das antigas literaturas orientais. Esse estudo, feito com maior cuidado e diligência nos últimos decênios, mostrou mais claramente quais as formas de dizer empregadas naqueles antigos tempos quer nas composições poéticas, quer na legislação ou na história.
A mesma investigação demonstrou já luminosamente que o povo de Israel, entre todas as antigas nações do Oriente, ocupa um lugar eminente e singular no escrever da história, quer pela antiguidade quer pela fiel narração dos factos, prerrogativas essas que em verdade se podem deduzir do carisma da divina inspiração e do particular fim religioso da história bíblica.
Contudo ninguém que tenha um conceito justo da inspiração bíblica poderá estranhar que também nos autores sagrados, como nos outros antigos, se encontrem certos modos de expor e contar, certos idiotismos próprios, especialmente das línguas semíticas, certas expressões aproximativas ou hiperbólicas e talvez paradoxais, que servem para gravar as coisas mais firmemente na memória.
Nenhum dos modos de falar de que entre os antigos e especialmente entre os orientais se servia a linguagem para exprimir o pensamento, pode dizer-se incompatível com os Livros Santos, uma vez que o género adotado não repugne à santidade e verdade de Deus.
Advertiu-o já o doutor angélico com a sua costumeira perspicácia por estas palavras: "Na Escritura as coisas divinas nos são apresentadas ao modo usual, humano". (30)
Como o Verbo substancial de Deus se fez semelhante aos homens em tudo "excepto o pecado", (31) assim também a palavra de Deus expressa em línguas humanas assemelhou-se em tudo à linguagem humana, exceto o erro.
Nisto consiste aquela providencial "condescendência" (sinkatábasis) de Deus, que já são João Crisóstomo exaltou eloquentemente e que tantas vezes assegurou encontrar-se nos Livros Santos. (32)

(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)
___________________________________
Notas:

(*) Em 30 de setembro de 1943, por motivo do cinqüentenário da encíclica "Providentissimus Deus", o Santo Padre Pio XII publicou a seguinte encíclica sobre os estudos bíblicos. Por sua extensão, e pela admirável clareza com que expõe as normas que devem ser observadas no uso da Sagrada Escritura, o importante documento adquire o alcance de uma verdadeira Carta Magna em matéria de estudos e apostolado bíblicos.
(26) Leão XIII, Acta 13, pp. 345-346, Ench. Bibl. n.109.
(27) Hb 4, 12.
(28) Cf. Bento XV, Enc. Spiritus Paraclitus: Acta Ap. Sedis 12(1920), p. 390, Ench. Bibl. n. 461.
(29) Contra Arianos, I, 54, PG 26,123.
(30) Comment. ad. Hebr. cap. I, lectio 4.
(31) Hb 4, 15.
(32) Cf. v, gr. In Gen. I, 4: PG 53, 34-35, In Gen, II, 21: PG 53, 121, In Gen., III, 8: PG 53, 135, Hom. 15 in Ioan., ad I,18: PG 59, 95s.





02/10/2014

Evangelho do dia, coment e Leit. esp. (Enc.In multiplicibus curis)

Tempo comum XXVI Semana

Santos Anjos da Guarda

Evangelho: Mt 18, 1-5

1 Naquela mesma ocasião aproximaram-se de Jesus os discípulos, dizendo: «Quem é o maior no Reino dos Céus?». 2 Jesus, chamando uma criança, pô-la no meio deles 3 e disse: «Na verdade vos digo que, se não vos converterdes e vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4 Aquele, pois, que se fizer pequeno como esta criança, esse será o maior no Reino dos Céus. 5 E quem receber em Meu nome uma criança como esta, é a Mim que recebe.10 Vede, não desprezeis um só destes pequeninos, pois vos declaro que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de Meu Pai que está nos céus. 12 «Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, porventura não deixa as outras noventa e nove no monte, e vai em busca daquela que se extraviou? 13 E, se acontecer encontrá-la, digo-vos em verdade que se alegra mais por esta, do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. 14 Assim, não é a vontade de vosso Pai que está nos céus que pereça um só destes pequeninos.

Comentário:

A realidade da existência dos Anjos da Guarda é para o cristão motivo de enorme alegria e agradecimento.
Alegria porque tem a seu lado um interlocutor atento e sempre disponível para estabelecer as “pontes” que necessita para chegar ao Criador;
Agradecimento pelo bem inestimável que constitui para nós e que só conheceremos completamente quando, ao nosso lado, assistir ao nosso derradeiro encontro com Deus.

(ama, comentário sobre Mt 18, 1-5; 10. 11-14, 2014.05.26)


Leitura espiritual



Documentos do Magistério

CARTA ENCÍCLICA
IN MULTIPLICIBUS CURIS
DO SUMO PONTÍFICE PAPA PIO XII
AOS VENERÁVEIS IRMÃOS
PATRIARCAS, PRIMAZES, ARCEBISPOS E BISPOS
E OUTROS ORDINÁRIOS DO LUGAR
EM PAZ E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA

PEDEM-SE NOVAMENTE ORAÇÕES PÚBLICAS PARA A
PACIFICAÇÃO DA PALESTINA

1. Entre as muitas preocupações que nos afligem neste tempo tão cheio de consequências decisivas para a vida da grande família humana, e nos fazem sentir tão pesado o cargo do pontificado supremo, tem lugar destacado aquela que nos é causada pela guerra na Palestina. Na verdade, veneráveis irmãos, podemos vos dizer que nenhum acontecimento, nem alegre nem triste, consegue atenuar a dor que permanece viva em nosso ânimo, ao pensar que na terra onde o Senhor nosso Jesus Cristo derramou seu sangue para trazer a redenção e a salvação a toda a humanidade continua a ser derramado o sangue dos homens; que debaixo daquele céu no qual ecoou, naquela fatídica noite, o anúncio evangélico de paz, continuam os combates, acresce-se a miséria dos míseros e o terror dos aterrorizados, e milhares de prófugos, acossados e perdidos, vagueiam longe da pátria à procura de abrigo e de pão.

2. Contribuem para nos tornar mais viva essa dor não só as notícias que continuamente nos chegam de destruição e de danos causados aos edifícios sagrados e de beneficência que surgiram ao seu redor, mas também o medo que nos inspiram quanto à sorte destes mesmos lugares, espalhados por toda a Palestina e, em número maior, em Jerusalém, que foram santificados pelo nascimento, vida e morte do Salvador. Nem é preciso vos assegurar, veneráveis irmãos, que, no meio deste espetáculo de tantos males e na previsão de maiores ainda, não nos fechamos na nossa dor, mas fizemos tudo o que estava em nosso poder para aliviá-los.

3. Antes ainda que iniciasse o conflito armado, ao falar a uma delegação de notáveis árabes que nos veio homenagear, manifestamos a nossa mais viva solicitude pela paz na Palestina e, condenando todo recurso à violência, declaramos que ela não podia ser realizada a não ser na verdade e na justiça, isto é no respeito aos direitos de todos, às tradições, especialmente no campo religioso, assim como no fiel cumprimento de deveres e obrigações de cada grupo de moradores. Iniciada a guerra, sem nos afastar da atitude de imparcialidade a que somos obrigados pelo nosso ministério apostólico que nos põe acima dos conflitos que agitam a sociedade humana, não deixamos de agir, no que nos era possível, para o triunfo da justiça e da paz na Palestina e o respeito e a proteção dos lugares sagrados.

4. Ao mesmo tempo, solicitados por apelos numerosos e urgentes, que todos os dias são dirigidos a esta sé apostólica, procuramos, no limite das nossas possibilidades, socorrer as vítimas infelizes da guerra, enviando para este fim aos nossos representantes na Palestina, no Líbano e no Egito os meios ao nosso dispor e estimulando o surgimento e o firmar-se, entre os católicos nos vários países de iniciativas que tenham a mesma finalidade. Convencidos, porém, da insuficiência dos meios humanos para uma solução adequada desta questão de que todos podem ver a complexidade excepcional, recorremos antes de mais nada e constantemente ao grande meio da oração, e na nossa recente encíclica Auspicia quaedam vos convidávamos a rezar e a fazer rezar os fiéis confiados aos vossos cuidados pastorais, para que, sob a proteção da Virgem santíssima, "conciliadas as coisas na justiça, a concórdia e a paz voltassem felizmente na Palestina". (1)

5. Sabemos que o nosso convite não vos foi dirigido em vão. Nem esquecemos que, ao mesmo tempo que com as nossa súplicas e nossa obra nos esforçávamos juntamente com o mundo católico para a paz na Palestina, homens de boa vontade multiplicaram, com a mesma finalidade sem olhar para sacrifícios e perigos, seus nobres esforços para os quais nos é grato prestar homenagem. Contudo, a continuação do conflito e o aumento ininterrupto de ruínas materiais e morais que inexoravelmente os acompanham, nos levam, veneráveis irmãos a renovar com redobrada insistência o nosso convite, na esperança que seja acolhido não somente por vós mas também por todo o mundo católico.

6. Como declaramos no dia 2 de Junho passado aos membros do sagrado colégio dos cardeais, ao comunicar-lhes a nossa ansiedade quanto à Palestina, julgamos que o mundo cristão não poderia contemplar indiferente ou com indignação estéril aquela terra sagrada, à qual todos iam com todo respeito para beijá-la com o amor mais ardente, pisada por soldados em guerra e atingida por bombardeios aéreos. Julgamos que não poderia deixar consumar a devastação dos lugares santos e revolver o sepulcro de Jesus Cristo. Temos a maior confiança de que as súplicas fervorosas que se levantam ao Deus onipotente e misericordioso por parte dos cristãos espalhados por todo o mundo, junto com as aspirações de tantos corações nobres e ardentemente solícitos do bem e da verdade, possam tornar menos difícil aos que dirigem o destino dos homens a tarefa de fazer com que a justiça e a paz na Palestina se tornem uma realidade benéfica, e com a cooperação eficaz de todos os interessados, se crie uma ordem que garanta a cada parte, agora em conflito, a segurança da existência e, ao mesmo tempo, condições de vida, físicas e morais, capazes de alicerçar normalmente um estado de bem-estar espiritual e material.

7. Temos plena confiança que essas súplicas e essas aspirações, índice do valor que tão grande parte da família humana atribui a esses lugares sagrados, fortaleçam nas reuniões dos poderosos nas quais se discutem os problemas da paz, a convicção de dar a Jerusalém e cercanias, onde se conservam tantas e tão preciosas lembranças da vida e da morte do Salvador, um caráter internacional que, nas presentes circunstâncias, parece garantir melhor a tutela dos santuários. E também será preciso assegurar com garantias internacionais livre acesso aos lugares santos espalhados na Palestina, assim como a liberdade de culto e o respeito a usos e tradições religiosos.

8. E que cedo possa nascer o dia em que os homens tenham de novo a possibilidade de se dirigir em piedosas peregrinações aos lugares sagrados para encontrar, finalmente manifesto, naqueles monumentos vivos do Amor que se sublima no sacrifício da vida pelos irmãos, o grande segredo de pacífica convivência humana. Com essa confiança, de coração, concedemos a vós, veneráveis irmãos, aos vossos fiéis e a todos que acolherem com ânimo solícito este nosso apelo, com os votos dos favores divinos e como penhor de nossa benevolência, a bênção apostólica.

Dado em Castel Gandolfo, junto de Roma, no dia 24 de Outubro de 1948, ano X do nosso pontificado.

PIO PP. XII

(Revisão da versão portuguesa por ama)
__________________________
Nota:
(1) AAS 40 (1948), p.171.



01/10/2014

Evangelho do dia, coment e Leit. esp. (Enc.Communium interpetres dolorum)

Tempo comum XXVI Semana

Santa Teresa do Menino Jesus – Doutora da Igreja

Evangelho: Lc 9, 57-62

57 Indo eles pelo caminho, veio um homem que Lhe disse: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». 58 Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, porém, o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça». 59 A um outro disse: «Segue-Me». Mas ele disse: «Senhor, permite-me que eu vá primeiro sepultar meu pai». 60 Mas Jesus replicou: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu vai anunciar o reino de Deus». 61 Um outro disse-Lhe: «Senhor, seguir-Te-ei, mas permite que vá primeiro dizer adeus aos de minha casa». 62 Jesus respondeu-lhe: «Ninguém que, depois de ter metido a mão no arado olha para trás, é apto para o reino de Deus».

Comentário:

Pode, à primeira vista, parecer um pouco excessivo, talvez radical deixar para depois despedir-se dos progenitores dando-lhes sepultura…
De facto, Jesus não diz que tal não se deve descurar mas que, na vida presente, o homem, tem de ter prioridades em relação à vida eterna.
Tudo cabe, tudo tem o seu lugar e o seu tempo, mas, atenção, o minuto que passa não voltará jamais, nem a oportunidade perdida é, confirmadamente, recuperável.
Convém, portanto, ter as coisas claras e fazer o que se deve quando se proporciona sem demoras ou justificações por mais justas ou admissíveis que possam apresentar-se porque, nada há mais importante e inadiável que a própria salvação e, esta, passará sempre pelo seguimento pronto e incondicional de Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador.

(ama, comentário sobre Lc 9, 57-62,Cascais, 2012.10.03)

Leitura espiritual



Documentos do Magistério
CARTA ENCÍCLICA
COMMUNIUM INTERPRETES DOLORUM
DO SUMO PONTÍFICE PAPA PIO XII
AOS VENERÁVEIS IRMÃOS
PATRIARCAS, PRIMAZES, ARCEBISPOS E BISPOS
E OUTROS ORDINÁRIOS DO LUGAR
EM PAZ E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA
PARA PEDIR ORAÇÕES PÚBLICAS PARA
A PAZ ENTRE OS POVOS


1. Intérpretes das dores comuns, das quais quase todos os povos há longo tempo estão amargamente oprimidos, nada entendemos descuidar que objetive manter – ou de algum modo abrandar –, a imensidão das misérias tendo em vista apressar o fim do terrível conflito. Mas bem sabemos que as reservas humanas são insuficientes para remediar essas desventuras; bem sabemos que a sagacidade humana, especialmente quando cegada pelo ódio e pela revanche, dificilmente atinge a uma justa e equitativa composição e a uma fraterna concórdia. É necessário, portanto, elevar frequentes orações ao Pai das luzes e da misericórdia (cf. Tg 1, 17; 2 Cor 1,3). Somente ele pode, em tão grave perturbação e agitação de espírito, tornar ciente a todos que já são muitas as ruínas e desmedido o acúmulo de desgraças, excessivas as lágrimas, bem como o sangue derramado. De modo que as exigências divinas e humanas impõem que cesse o mais rápido possível esse espantoso flagelo.

2. Por isso, o avizinhar-se do mês de maio, consagrado de modo particular à virgem Mãe de Deus, como já ocorreu nos anos passados, assim agora desejamos exortar todos novamente – especialmente as crianças e os inocentes adolescentes – para que implorem ao divino Redentor, por intercessão de sua Mãe santíssima, que os povos que se encontram em discórdia, lutas e toda espécie de desgraça possam libertar-se do luto e de todas as longas angústias. Por serem os pecados por nós cometidos diante de Deus (cf. Br 6,1) que nos mantêm distantes dele e nos jogam miseravelmente na ruína, não basta, como de resto é notório a todos vós, veneráveis irmãos, elevar ao céu assíduas orações; não basta acorrer em grande número aos altares da Virgem santíssima para depor ofertas, flores e súplicas; mas é necessário também renovar os costumes em público e privadamente, de modo a pôr aquelas sólidas bases sobre as quais se apóia o edifício da vida doméstica e civil, edifício não em desarmonia e ultrapassado, mas homogêneo e duradouro. Recordem, portanto, todos e traduzam na vida prática as admoestações dos profetas: "Retornai a mim, diz o Senhor dos exércitos, e eu retornarei a vós..." (Zc 1,3); e, ao mesmo tempo, reflitam sobre aquelas palavras do grande bispo de Hipona: "Mude o coração e será mudada também a ação. Arranque a cobiça e semeie a caridade". (1)"Desejas a paz? Seja justo e terás a paz, pois a justiça e a paz se abraçam (Sl 84, 11). Se não amas a justiça, não terás a paz. Afinal, a justiça e a paz se amam e estão entre elas de tal modo unidas, que se atuas com justiça, encontrarás a paz que abraça a justiça... Se, portanto, queres chegar à paz, opera de modo justo; foge do mal e segue o bem. Isso quer dizer amar a justiça, e quando tiveres deixado o mal e feito o bem, procura a paz e segue-a". (2)

3. Se todos os fiéis estiverem animados e dispostos, não há dúvida que suas orações chegarão ao trono do altíssimo e obterão do Senhor aplacado o conforto e os dons de que tanto, no presente, temos necessidade.

4. Bem sabeis de quais dons, ajuda e conforto temos necessidade neste angustioso momento. Em primeiro lugar, porém, há necessidade de pedir a Deus que as mentes e os corações dos homens sejam iluminados e renovados pelos ensinamentos da doutrina cristã, dos quais pode vir a salvação privada e pública, para que essa devastadora luta de povos e de continentes cesse de encrudelecer-se, e os cidadãos de todas as classes, re-conjugados pelo vínculo da amizade, saindo do enorme acúmulo de ruínas se unam para reconstruir, sob a insígnia da justiça e da caridade, o edifício humano. Deve-se, por outro lado, pedir ao Redentor divino e a sua santíssima Mãe, em espírito de oração e penitência, que seja verdadeira e sincera a paz que dará um fim a essa guerra funesta e sangrenta.

5. Não é, no entanto, fácil, em meio a tanto desarranjo de coisas, enquanto a disposição de muitos ainda permanece agitada de sentimentos de vingança, alcançar uma paz que seja igualmente moderada pela equidade e pela justiça, que satisfaça com fraterna caridade as aspirações de todos os povos e elimine os germes latentes das discórdias e das rivalidades. Consequentemente de modo especial são esses que têm necessidade das luzes celestes, cabendo-lhes o gravíssimo encargo de resolver tal problema, de cujo juízo depende a sorte não apenas de sua nação, mas também de toda a humanidade e das futuras gerações. Por esse motivo pedimos que todos dirijam a Deus fervorosas e intensas orações e, particularmente, as crianças durante o mês de maio implorem da Mãe da divina Sabedoria a assistência sobrenatural àqueles cuja sentença deverá decidir a causa de todos os povos. Considerem estes, refletindo atentamente diante de Deus, que tudo o que ultrapassasse os limites da justiça e da eqüidade, certamente, cedo ou tarde, voltaria com enorme dano para os vencidos e vencedores, pois aí estaria escondida a semente de novas guerras.

6. Desejamos também que todos os que responderem de boa vontade a esta nossa exortação não esqueçam a triste condição daqueles que, ou fugitivos ou exilados há muito tempo, aguardam com ânsia reencontrar o aconchego do próprio lar, ou relegados nos campos de concentração esperam, após a guerra, a justa liberdade, ou, enfim, jazem enfermos nos hospitais. A esses infelizes e a todos os outros, para os quais o presente conflito foi causa de angústias e dores, queira conceder a benigna Virgem Mãe de Deus a celeste consolação, e despertar a força daquela paciência cristã, através da qual também os sofrimentos mais agudos tornam-se toleráveis e colaboram para o mérito da felicidade eterna.

Será zelo vosso, veneráveis irmãos, comunicar essa nossa paternal exortação com o voto aos féis confiados aos vossos cuidados; aos quais - e principalmente a vós todos e a cada um - concedemos, sob os auspícios dos dons celestes e penhor de nossa benevolência, a bênção apostólica.

Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 15 de Abril, Domingo do Bom Pastor, do ano de 1945, VII do nosso pontificado.

 PIO PP. XII

(Revisão da versão portuguesa por ama)
_____________________________
Notas:
(1) S. Agostinho, Serm. de Script., 72, 4; PL 38, 468.
(2) S. Agostinho, In Ps. 84, 12; PL 37,1078. Existe versão em português, publicada pela Paulus: "Comentário aos Salmos" (vol. II).




12/11/2012

Leitura espiritual para 12 Nov 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.


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11/11/2012

Leitura espiritual para 11 Nov 2012


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10/11/2012

Leitura espiritual para 10 Nov 2012


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09/11/2012

Leitura espiritual para 09 Nov 2012


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07/11/2012

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06/11/2012

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