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08/04/2011

Sobre a família 16

continuação

A educação dos filhos, o seu crescimento, o seu amadurecimento, até a sua independência, enfrentar-se-á com mais facilidade se o casal fomenta também um ambiente de amizade com Deus. Quando a família se sabe uma igreja doméstica, a criança assimila com simplicidade algumas práticas de piedade, poucas e breves,  aprende a colocar o Senhor na linha dos primeiros e fundamentais afectos, aprende a tratar a Deus como Pai e à Virgem como Mãe, aprende a rezar seguindo o exemplo dos pais.


J.M. Barrio e J.M. Martín
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

07/04/2011

Sobre a família 15

continuação

Tudo o que foi dito constitui um aspecto peculiar desse amor sacrificado dos pais. Por um lado, experimentaram a alegria de se perpetuar e por outro, constatam o crescimento de quem pouco a pouco vai deixando de ser parte deles para ser, cada vez mais, ele mesmo.  


Os pais também amadurecem como pais na medida em que vêm com alegria crescer os filhos e depender menos deles. A partir de determinadas raízes vitais – que permanecerão sempre – vai-se operando natural e paulatinamente o desabrochar de uma nova biografia, inédita,  que pode não corresponder às expectativas alimentadas, mesmo antes do nascimento. [i]








[i] J.M. Barrio e J.M. Martín
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

06/04/2011

Sobre a família 14

continuação

Esta influência chega ao mais profundo do ser, e a sua importância e implicações só se apreciam à medida que o tempo passa. Nos modelos que o pai e a mãe oferecem, o filho descobre o que contribui ser homem ou mulher na configuração de um verdadeiro lar; descobre também que a felicidade e a alegria são possíveis graças ao amor mútuo; aprecia que o amor é uma realidade nobre e elevada, compatível com o sacrifício.


Em resumo, de modo natural e espontâneo, o ambiente familiar faz com que o filho ponha na sua vida os pontos firmes que o ajudarão a orientar-se para sempre, apesar dos desvios que possam imperar na sociedade. A família é o lugar privilegiado para experimentar a grandeza do ser humano. [i]





[i] J.M. Barrio e J.M. Martín
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

05/04/2011

Sobre a família 13 a

continuação

O segundo campo é o da própria personalidade; o modo de ser do pai e da mãe, na sua diversidade, tempera o carácter e a identidade do menino ou da menina. Se os pais estão presentes e intervêm positivamente na educação dos filhos – sorrindo, perguntando, corrigindo, sem desânimos – ensinar-lhes-ão, quase como por osmose, um modelo de ser pessoa, de como se comportar e enfrentar a vida.
Se lutam por ser melhores, por escutar, por se mostrarem alegres e amáveis, dão aos filhos uma resposta gráfica à pergunta de como levar uma existência feliz, com os limites terrenos. [i]

Cont/


[i] J.M. Barrio e J.M. Martín
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

04/04/2011

Sobre a família 12

continuação

O primeiro, que em certas ocasiões não se valoriza suficientemente, é a brincadeira. Ensinar o filho brincar exige muitas vezes sacrifício e dedicação de tempo, um bem escasso que todos queremos esticar, também para descansar.
No entanto, o tempo dos pais é um dos maiores dons que o filho poderá receber; é a demonstração de proximidade, um modo concreto de amar. Só por isso, a brincadeira já contribui para gerar um ambiente de confiança que desenvolve a amizade entre pais e filhos. Mas além disso, a brincadeira cria atitudes fundamentais que estão na base das virtudes necessárias para enfrentar a existência. [i]



Cont/



[i] J.M. Barrio e J.M. Martín
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

03/04/2011

Sobre a família 11

continuação

Certamente, como S. Josemaria dizia, a família é o primeiro e o mais fecundo negócio  dos pais, se é levado com critério. Implica um empenho constante por crescer na virtude e um esforço ininterrupto para não baixar a guarda. A dificuldade está em como o conseguir: Como dar um testemunho válido do sentido da vida? Como manter em cada momento uma conduta coerente? Em última instância, como educar para a amizade ou, dito de outro modo, para o amor, para a felicidade?
Já se referiu que o amor que os cônjuges manifestam entre si e sabem dar aos filhos responde em parte a estas perguntas. Além disso, há dois aspectos da educação especialmente significativos com vista ao crescimento da pessoa e à sua capacidade de socialização e, portanto, referidos directamente à sua felicidade. Motivos heterogéneos, mas cada um deles relevante à sua maneira. [i]



Cont/



[i] J.M. Barrio e J.M. Martín
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet