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07/12/2020

Reflexão

 



REPUTAÇÃO

 

Muitos cuidam da reputação, mas não da consciência.

 

(Padre Antonio Vieira)

12/05/2019

Leitura espiritual


A CONSCIÊNCIA

1.           O que é consciência?

A consciência é um julgamento da razão pela qual o homem reconhece a bondade ou a maldade de um acto.
Por exemplo, ele diz: "Estou ciente de que esse detalhe com os meus pais é bom".

2.           O que é necessário para estar ciente?

Para emitir um juízo de consciência sobre o bem-mal de um acto, precisa de uma inteligência que julgue e um conhecimento prévio que é a base sobre a qual esse julgamento moral se baseia.
Algo semelhante acontece quando o entendimento determina a verdade de algo. Por exemplo, ao ouvir: "as vacas voam", a razão emite um julgamento imediato que diz: "falso".
Este julgamento é baseado no conhecimento prévio de vacas e fuga.

3.           Qual é a base do apoio à consciência?

O julgamento da consciência é baseado no conhecimento da natureza humana e no que é conveniente para ela.
Essa sabedoria é adquirida de duas fontes:

Por um lado, a própria natureza humana exige um modo de agir que é usualmente chamado de lei natural.
O Criador nos criou de certa maneira e está gravado no homem um conhecimento básico do que é certo ou errado.
Além disso, o Senhor quis manifestar claramente o que é conveniente para nós e temos os dez mandamentos e os ensinamentos de Jesus Cristo, que ajudam a formar a consciência.

4.           Como formar bem a consciência?

O juízo moral da inteligência torna-se mais certo se o homem obtiver mais conhecimento das duas fontes anteriores.
Para entender melhor a natureza humana, será bom encorajar o desejo de buscar a verdade e agir bem.
Também este último, porque com base em agir mal, a inteligência se torna mal usada e perde a clareza de julgamento.
Para aprender ou lembrar os ensinamentos de Jesus Cristo, teremos que recorrer aos meios de formação cristã: palestras, homilias, cursos, livros, etc.
Para a aplicação prática deste conhecimento, será bom ouvir o conselho de pessoas boas e conhecedoras.

5.           É apropriado ter uma consciência bem formada?

É importante distinguir o bem do mal, estar certo no que deve ser feito.
Os grandes criminosos têm uma consciência distorcida e dizem que são homens sem consciência.

6. Qualidades da consciência?

A consciência não cria a lei, mas aplica a lei de Deus ao caso concreto - O homem não inventa o bem-mal, mas julga baseado na lei natural registrada em sua natureza.
Um carteirista pode convencer-se de que roubar é bom, mas não é.
Está simplesmente errado.
A consciência é inseparável dos actos humanos - os actos humanos são chamados de voluntários e livres e, portanto, conscientes.
Consciente da sua bondade sensível:
eu gosto disso;
e da sua bondade moral:
convém-me.
A consciência instrui o bem e move-se a agir.
O juízo de consciência é prático:
Eu posso isso ou devo fazer;
Eu devo evitar isso.
É a experiência é adquirida.
A consciência aprova ou repreende
O juízo de consciência é principalmente anterior à acção, agir ou não.
Mas uma pessoa continua a reflectir depois de agir, com uma opinião de aprovação e paz se foi bem feita, ou de rejeição inquieta se foi mal feita.
É por isso que o homem tem responsabilidade consigo mesmo.

6.           Liberdade de consciência?

A liberdade de consciência deve ser respeitada, mas isso não significa que a consciência seja independente da lei divina.
Neste campo, a liberdade consiste na ausência de coacção na busca da verdade, mas não na independência em relação à verdade.
Uma pessoa pode estar convencida de que roubar é bom ou que Pequim não existe.
Em ambos os casos, ele trabalha livremente, mas não consegue com a verdade - moral ou geográfica - (relativismo).

7.           Um terrorista assassina de acordo com sua consciência. Por que isso está errado?

Ele não faz mal em seguir a sua consciência, mas sim em deformá-la até esse ponto.

(Na verdade, em casos não naturais, a consciência continua a protestar e o terrorista deve dobrar o seu próprio pensamento sempre que age).

ID, revisão versão portuguesa por AMA



22/04/2019

Leitura espiritual


O ESPIRITISMO

- 1 Pode-se falar com os espíritos?

Convém falar frequentemente com os espíritos bons (as almas do purgatório, os anjos e os santos do céu).
Para falar com eles, basta dirigir-lhes sem mais as palavras ou o pensamento.
Interessa muito solicitar a sua ajuda, o seu conselho e pedir-lhes que intercedam por nós diante de Deus.
Por seu lado, com os demónios e condenados não convém ter nenhum tipo de contacto.

– 2 Nas reuniões espiritistas fala-se com alguém?

Em muitos casos só se trata da imaginação humana e habilidade do promotor.
Em ocasiões mais perigosas podem intervir os demónios procurando o mal dos homens.

– 3 Os espíritos bons falam nessas reuniões?

Os anjos e os santos não se prestam a este tipo de práticas opostas à fé.
São seres livres e não estão obrigados a falar ainda que se usem palavras ou gestos estranhos.

– 4 O espiritismo é uma ofensa a Deus?

O espiritismo realizado levado a sério é um tipo de pecado por vários motivos mais ou menos presentes:

Pretende-se possuir poderes sobre-humanos de domínio sobre os espíritos.
Assemelha-se ao pecado orgulhoso de Adão e Eva que desobedeceram a Deus porque quiseram ser "como deuses".
Há desconfiança de Deus e da sua Providência, desejando adivinhar o futuro.
Duvida-se da Bondade divina.
Procura-se a protecção de poderes ocultos, desprezando na ajuda divina, como se outros poderes fossem superiores a Deus ou melhores.
 E ninguém é melhor que Deus.

A CONSCIÊNCIA

1. O que é a consciência?

- A consciência é um juízo da razão pelo qual o homem reconhece a bondade ou maldade de um acto. Por exemplo, diz: "sou consciente de que este pormenor com os meus pais é bom".

2. O que é preciso para ter consciência?

- Para emitir um juízo de consciência sobre o bem ou o mal de um acto, necessita-se de uma inteligência que julgue e um conhecimento prévio que seja a base na qual se apoia esse juízo moral. Algo similar sucede quando o entendimento opina sobre a verdade de algo. Por exemplo, ao escutar: "as vacas voam", a razão emite um juízo imediato que diz: "falso". Este juízo está baseado no conhecimento prévio de vacas e de voo.

3. Qual é a base de apoio para a consciência?

- O juízo de consciência baseia-se no conhecimento da natureza humana e do que lhe convém. Esta sabedoria adquire-se através de duas fontes:

Por um lado, a própria natureza humana reclama um modo de actuar que costuma chamar-se lei natural. O Criador fez-nos de uma determinada maneira e está gravado no homem um conhecimento básico do que está bem ou mal.
Além disso, o Senhor quis manifestar claramente o que nos convém e dispomos dos dez mandamentos e os ensinamentos de Jesus Cristo, que ajudam a formar a consciência.

4. Como formar bem a consciência?

- O juízo moral da inteligência torna-se mais certeiro se o homem obtém mais conhecimento pelas duas fontes anteriores.
Para conhecer melhor a natureza humana é bom fomentar o desejo de procurar a verdade e fazer o bem. Pois que, também sobre este último, ao fazer o mal, a inteligência acostuma-se e perde claridade de juízo.
Para aprender ou recordar os ensinamentos de Jesus Cristo, terá de recorrer aos meios de formação cristã: palestras, homilias, cursilhos, livros, etc.
Para a aplicação prática desses conhecimentos, será bom escutar o conselho de pessoas boas e entendidas.

5. Convém ter uma consciência bem formada?
- É importante distinguir o bem do mal, para acertar no que convém fazer. Os grandes criminosos, têm a consciência deformada e se diz que eles são homens sem consciência.
6. Qualidades da consciência?

A consciência não cria a lei, mas aplica a lei de Deus ao caso concreto.
- O homem não inventa o bem e o mal, mas julga baseado na lei natural gravada na sua natureza. Um carteirista pode auto-convencer-se de que roubar é bom, mas não o é. Simplesmente engana-se.

7. A consciência é inseparável dos actos humanos.
- Chamam-se actos humanos aos actos voluntários e livres e, portanto, conscientes. Actos conscientes da sua bondade sensível - eu gosto - e da sua bondade moral - convém-me -.

8. A consciência instrui sobre o bem e move a praticá-lo.
- O Juízo de consciência é prático: isto posso ou devo fazer, isto devo evitar. E adquire-se experiência.

9. A consciência aprova ou repreende.
- O juízo de consciência é principalmente anterior à acção, de forma a agir ou não. Mas uma pessoa continua a reflectir depois de actuar, com um ditame de aprovação e paz, se agiu bem, ou de inquieta resistência se fez mal. Por isto o homem tem responsabilidade diante de si mesmo.

10. Liberdade das consciências?
- Deve-se respeitar a liberdade das consciências, mas isso não significa que a consciência seja independente da lei divina. Neste campo, a liberdade consiste na ausência de coacção ao procurar a verdade, mas não de independência face à verdade. Uma pessoa pode convencer-se de que roubar é bom, ou que não existe Pequim. Em ambos os casos, actua livremente, mas não acerta com a verdade -moral o geográfica- (relativismo).

11. Um terrorista assassina de acordo com a sua consciência.


- Porque faz mal? Não faz mal por seguir a sua consciência, mas sim por tê-la deformado até esse ponto. (Na realidade, diante de casos tão anti-naturais, a consciência continua a protestar e o terrorista deve persuadir o seu próprio pensamento cada vez que actua).


02/04/2019

Temas para reflectir e meditar

Sofrimento


A obtenção de uma consciência mais elevada é a resposta para o sofrimento que, caso contrário, permaneceria sem sentido e, consequentemente, insuportável.



(Carl G. JungCartas III, Olten, 1973, Petrópolis, Vozes, 2003, p. 38)

13/02/2019

Temas para reflectir e meditar

Sinceridade


A pessoa cuja vida não esteja regulada pela sinceridade, por uma disposição habitual em se enfrentar com a verdade ou com as exigências da consciência – por incómodas ou duras que sejam -, afasta-se rotundamente de toda a possibilidade de comunicação divina. 
O que tem medo de enfrentar a sua consciência tem medo de enfrentar Deus, e só os que enfrentam estar face a face com Deus podem ter um verdadeiro trato com Ele.


(c. burkeConciencia y libertad, Rialp, Madrid 1976, pg. 51, nota 7, trad ama)


01/03/2018

Temas para meditar e reflectir

Quaresma

A nossa oração durante a Quaresma vai dirigida ao despertar da consciência, a sensibilizá-la à voz de Deus.


Não endureçais o coração, diz o salmista.


Com efeito, a morte da consciência, a sua indiferença nem relação ao bem e ao mal, os seus desvios são uma grande ameaça para o homem.

Indirectamente são também uma ameaça para a sociedade porque, em última instância, da consciência humana depende o nível de moralidade da sociedade.



(SÃO JOÃO PAULO II, Angelus, 1981.03.15)





27/02/2018

Temas para reflectir e meditar

Vigilância


Vela com o coração, vela com a fé, com a caridade, com as obras (...); 
prepara as lâmpadas, cuida de que não se apaguem (...), 
alimenta-as com o azeite interior de uma recta consciência; 
permanece unido ao Esposo pelo Amor, para que Ele te introduza na sala do banquete, onde a tua lâmpada nunca se extinguirá.

Stº Agostinho Sermão 93



27/05/2014

Temas para meditar 127

Consciência


Devemos ter atenção às pequenas faltas; porque uma vez dado pouco valor a estas, advém uma espécie de embotamento na consciência, passando a haver inconsciência do mal.



(S. FILIPE DE NÉRI, The Maxim’s of St Philip Neri, F.W.Faber, Cromwell Press, nr. 12 – 37)

11/09/2012

Grito o meu amor à liberdade pessoal

                                         Textos de S. Josemaria Escrivá
 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Liberdade "de consciência", não! Quantos males trouxe aos povos e às pessoas este erro lamentável, que permite actuar contra os próprios imperativos da consciência! Liberdade "das consciências", sim, pois significa o dever de seguir esse imperativo interior... Ah!, mas depois de se ter recebido uma formação séria! (Sulco, 389)

Quando, nos meus anos de sacerdócio, não direi que prego mas que grito o meu amor à liberdade pessoal, noto nalguns um gesto de desconfiança, como de quem suspeita que a defesa da liberdade implica um perigo para a fé. Que se tranquilizem esses pusilânimes. Só atenta contra a fé uma errada interpretação da liberdade, uma liberdade sem qualquer fim, sem norma objectiva, sem lei, sem responsabilidade, numa palavra, a libertinagem. Infelizmente, é isso que alguns defendem; essa reivindicação é que constitui um atentado contra a fé.

Por isso, não é exacto falar de liberdade de consciência, que equivale a considerar de boa categoria moral o facto de o homem rejeitar Deus. Já recordámos que nos podemos opor aos desígnios salvadores de Nosso Senhor; podemos, mas não devemos fazê-lo. E se alguém tomasse essa atitude deliberadamente, pecaria ao transgredir o primeiro e o fundamental dos mandamentos: amarás Iavé com todo o teu coração.

Defendo com todas as minhas forças a liberdade das consciências, que significa que não é lícito a ninguém impedir que a criatura tribute culto a Deus. Têm de se respeitar os legítimos anseios de verdade: o homem tem obrigação grave de procurar Nosso Senhor, de O conhecer e de O adorar, mas a ninguém na terra é lícito impor ao próximo a prática de uma fé que este não tem, tal como ninguém pode arrogar-se o direito de prejudicar quem a recebeu de Deus.

A Igreja, nossa Santa Mãe, sempre se pronunciou pela liberdade e rejeitou todos os fatalismos, antigos ou menos antigos. Declarou que cada alma é dona do seu destino para bem ou para mal. E os que não se afastaram do bem irão para a vida eterna; os que cometeram o mal, para o fogo eterno. (Amigos de Deus, 32–33).

15/08/2011

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Grito o meu amor à liberdade pessoal”


Liberdade "de consciência", não! Quantos males trouxe aos povos e às pessoas este erro lamentável, que permite actuar contra os próprios imperativos da consciência! Liberdade "das consciências", sim, pois significa o dever de seguir esse imperativo interior... Ah!, mas depois de se ter recebido uma formação séria! (Sulco, 389)

Quando, nos meus anos de sacerdócio, não direi que prego mas que grito o meu amor à liberdade pessoal, noto nalguns um gesto de desconfiança, como de quem suspeita que a defesa da liberdade implica um perigo para a fé. Que se tranquilizem esses pusilânimes. Só atenta contra a fé uma errada interpretação da liberdade, uma liberdade sem qualquer fim, sem norma objectiva, sem lei, sem responsabilidade, numa palavra, a libertinagem. Infelizmente, é isso que alguns defendem; essa reivindicação é que constitui um atentado contra a fé.
Por isso, não é exacto falar de liberdade de consciência, que equivale a considerar de boa categoria moral o facto de o homem rejeitar Deus. Já recordámos que nos podemos opor aos desígnios salvadores de Nosso Senhor; podemos, mas não devemos fazê-lo. E se alguém tomasse essa atitude deliberadamente, pecaria ao transgredir o primeiro e o fundamental dos mandamentos: amarás Iavé com todo o teu coração.
Defendo com todas as minhas forças a liberdade das consciências, que significa que não é lícito a ninguém impedir que a criatura tribute culto a Deus. Têm de se respeitar os legítimos anseios de verdade: o homem tem obrigação grave de procurar Nosso Senhor, de O conhecer e de O adorar, mas a ninguém na terra é lícito impor ao próximo a prática de uma fé que este não tem, tal como ninguém pode arrogar-se o direito de prejudicar quem a recebeu de Deus.
A Igreja, nossa Santa Mãe, sempre se pronunciou pela liberdade e rejeitou todos os fatalismos, antigos ou menos antigos. Declarou que cada alma é dona do seu destino para bem ou para mal. E os que não se afastaram do bem irão para a vida eterna; os que cometeram o mal, para o fogo eterno. (Amigos de Deus, 32–33) 

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

10/03/2011

Tema para breve reflexão - A consciência

Reflectindo




É perigoso exigir às pessoas que sigam a sua 
própria consciência se não foram educadas para isso.

(Mons. thomas winning, Arcebispo de Glasgow, IV Sínodo dos Bispos)