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23/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
Amar na saúde, amar na doença.

Neste contexto histórico, a eternidade da vida depois da morte, tinha muito mais importância que a precária brevidade da vida terrena. 
O temor de cada um ao seu deus, estava na ordem do dia. 
O santo temor a Deus não era só um património dos católicos, em todas as religiões cismática, ou hereticamente, se venerava e se adorava a Deus. 
As lutas da nossa idade média e parte da idade moderna, eram sempre em nome de Deus, e nos estandartes de ambos contendores, havia sinais religiosos, que no caso do Islão era a cruz frente à meia-lua. 
É a partir do século XVIII, quando nasce a negação de Deus e mais tarde, a negação da existência da alma humana.

A realidade é que a saúde do corpo, é muito importante para a alma, ela necessita do corpo para o seu próprio desenvolvimento neste mundo, e cumprir com o principio básico de “Amar a Deus sobre todas as coisas”.  
Mas sendo importante a saúde do corpo, é-o muito mais a da alma, já que ela pertence a uma ordem superior e vale muito mais  que o corpo que é matéria. 
E todavia hoje em dia os termos estão subvertidos, e mais preocupa à gente o cuidado do corpo que o da sua alma. 

Já no século XVII, Van Ruusbroec escrevia, sobre a gente que então vivia: “Não temem pela honra de Deus… Temem ficar pobres, sofrer no corpo, que lhes tirem os seus bens, ou que lhos paguem mal. Assusta-os ser desprezados, chegar a velhos, cair enfermos não ter consolos de amigos”.

juan do carmelo, [i] ReligionenLibertad, 2011.04.30, trad ama    



[i] Juan do Carmelo não é quem dice ser. O melhor dicho, é quem é, mas prefiere presentarse em seu alter ego Juan do Carmelo que não é mais que um seglar que, a finales de os anhos 80, experimentó a llamada de Deus e se vinculó ao Carmelo Teresiano. Ha publicado libros de espiritualidad como «Mosaico espiritual», «Santidad em o Pontificado», o «Em as manos de Deus» Como o cortés não quita o valiente é, além do mais, um empresario de éxito. E nos acompanha, con sencillez e hondura, desde «O blog de Juan do Carmelo»

19/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
Amar na saúde, amar na doença.

Em medicina, temos uma disciplina académica na qual se estuda o “psicossomático”, o qual em definição do DRAE é. 
Aquilo que afecta a psique ou que implica ou dá lugar a uma acção da psique sobre o corpo ou o inverso. 
A psicossomática, pois, ensina-nos que a doença, se manifesta na carne, mas nasce do espírito. 
São numerosos os estudos realizados sobre o tema, assinalando-se em vários deles que cerca de 85% das doenças das quais o homem se queixa, são de natureza psicossomática. 
Quer isto dizer que a relação alma corpo é total e sem o saber a nossa alma domina o nosso corpo em numerosas ocasiões. 

O domínio da alma deveria ser sempre 100% comum o foi para Adão e Eva não Paraíso, mas a força da carne é muito grande e absoluta para todos e em especial muitas pessoas, que andam por este mundo, desperdiçando o tempo e de costas voltadas para o Senhor.

juan do carmelo, [i] ReligionenLibertad, 2011.04.30, trad ama    

2011.06.19


[i] Juan do Carmelo não é quem dice ser. O melhor dicho, é quem é, mas prefiere presentarse em seu alter ego Juan do Carmelo que não é mais que um seglar que, a finales de os anhos 80, experimentó a llamada de Deus e se vinculó ao Carmelo Teresiano. Ha publicado libros de espiritualidad como «Mosaico espiritual», «Santidad em o Pontificado», o «Em as manos de Deus» Como o cortés não quita o valiente é, além do mais, um empresario de éxito. E nos acompanha, con sencillez e hondura, desde «O blog de Juan do Carmelo»

18/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
Amar na saúde, amar na doença.

Existe uma estranha relação entre o amor e a doença. E ao dizer, amor não me estou referindo unicamente ao que existe entre as pessoas mas essencialmente, entre estas e o Senhor. 

O amor, como sabemos pertence à ordem do espírito, é a essência do espiritual, porque, como nos diz S. João:

“Deus é amor, e o que vive não amor permanece em Deus, e Deus nele” (1 Jo 4, 16). O amor não é matéria. 

Por outro lado a doença é um desarranjo da matéria do nosso corpo, o qual pertence ao mundo do visível e o amor pertence ao mundo do invisível e apesar disto o amor e a doença encontram-se vinculados.

juan do carmelo, [i] ReligionenLibertad, 2011.04.30, trad ama    




[i] Juan do Carmelo não é quem dice ser. O melhor dicho, é quem é, mas prefiere presentarse em seu alter ego Juan do Carmelo que não é mais que um seglar que, a finales de os anhos 80, experimentó a llamada de Deus e se vinculó ao Carmelo Teresiano. Ha publicado libros de espiritualidad como «Mosaico espiritual», «Santidad em o Pontificado», o «Em as manos de Deus» Como o cortés não quita o valiente é, além do mais, um empresario de éxito. E nos acompanha, con sencillez e hondura, desde «O blog de Juan do Carmelo»

12/06/2011

Educação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
A debilidade do relativismo


11. O relativismo socava a liberdade


Para o relativismo não existem valores absolutos. Quem crê que a liberdade humana é um direito universal, tem tanta razão como o que pensa que essa liberdade não existe.
O relativismo, portanto, vai contra as noções de dignidade humana, propriedade privada, liberdade, estado de direito e outras que servem de contrapeso ao despotismo.
Para o relativismo nenhum princípio é digno de ser defendido (excepto o de que tudo é relativo). Como consequência, sob uma mentalidade relativista, o totalitarismo é perfeitamente aceitável e nenhum princípio poderia opor-se-lhe.
Tal é o efeito da tese que defende, por exemplo, que a moralidade é um simples produto da classe social a que se pertence.
Escolas de pensamento como o marxismo, o fascismo e o nazismo justificam dessa formas acções dos seus governos às quais não põem limites. Igualmente, as formas de pensar que tornam flexíveis princípios que deviam ser absolutos, facilitam praticas que os violam, como no caso do aborto.
O relativismo cria uma impressão paradoxal. Quem o defende pretende estar sendo libertado da tirania dos absolutos, que considera como opressores de sua liberdade.
Sem esses absolutos, pensa-se, chegará a real e total liberdade. Daqui surgem os conceitos de tolerância, pluralismo, diversidade e que em última instância solicitam que se suspenda a emissão de juízos, pois nada é mal nem nada é falso.
O resultado dessa mentalidade é a perda de um eixo moral, cujo vazio é cheio pelas decisões de governo, as que forem, quando, então, essa liberdade que se julgava ter conquistado se perde.
Crendo que todo o juízo moral é uma imposição indevida na pessoa, perde-se a defesa moral da liberdade e o governante fica como árbitro do que é bom e certo.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


07/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
A debilidade do relativismo

6. O relativismo cultural é uma teoria débil


O autor agora põe a sua atenção num dos conceitos mais populares, o do relativismo cultural, assinalando os pontos seguintes.
Primeiro, contradiz-se a si mesmo. O relativismo cultural parte da noção de que não existe o bom nem o mau nas culturas, quer dizer, aplica um critério que é o da flexibilidade para comparar culturas.
Necessariamente supõe que esse padrão de comparação é bom e se o bom e o mau são impossíveis de identificar, então esse padrão não existiria. Usar um padrão de bom-mau significa admitir que é possível diferenciar entre o certo-falso, o entre o bom-mau.
Segundo, tudo seria admissível. Se se admite como bom o que se pensa, crê e faz numa cultura, então teria que aceitar-se que, por exemplo, o nazismo deve ser visto positivamente. Se nalgumas culturas a escravidão foi considerada aceitável, deve admitir-se que a escravidão é boa, pelo menos em alguns tempos, mas que agora já não o é.
Além disso, o relativismo cultural é uma ideia das culturas ocidentais. Aceitá-lo seria admitir que esse traço é positivo e deve ser imposto em culturas nas quais não existe, o que contradiz a expectativa lógica: que a não existência do relativismo cultural nalgumas culturas deve ser visto como bom.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


06/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
A debilidade do relativismo 

5. A dificuldade em encontrar a verdade


As verdades não são conhecidas de imediato. Algumas delas levam tempo. Tardam em ser descobertas, o que significa que não conhecê-las queira dizer que não existam.
Simplesmente ainda não se conhecem, e os peritos costumam estar divididos em crenças opostas e explicações alternativas.
O que o autor assinala aqui é o risco de confundir a dificuldade em encontrar verdades com a impossibilidade de o fazer. Mais ainda, nessa dificuldade encontram-se discussões árduas que tampouco significam a não existência de uma verdade.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


05/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
A debilidade do relativismo

4. Uma crença não se prova a si mesma


Sobre uma mesma coisa podem existir opiniões muito variadas, diferentes e contraditórias, nas quais se crê com convicção.
Esta realidade não prova que não exista uma realidade que pode coincidir com algumas das opiniões ou com nenhuma. É possivel que todas as opiniões sejam falsas.
Uma crença ou opinião é uma afirmação que se defende na expectativa de que seja certa, quer dizer, corresponda à realidade. Essa expectativa de correspondência não é uma prova em favor da opinião sustentada.
A crença num sistema em que o sol gira em redor da terra era falsa, sempre o foi e será, sem que tenha tido importância o vigor com que sobre isso se opinava.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


03/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
A debilidade do relativismo

2. O relativismo necessita usar absolutos



Para que o relativismo seja demonstrado como certo requer que as afirmações comparadas e o marco da comparação sejam absolutos. Isto pode ver-se no que segue.

Na compreensão clássica não relativista, a verdade é a correspondência entre uma afirmação e a realidade. Se o que se afirma não corresponde à realidade, a afirmação considera-se falsa. É uma relação que vai da forma seguinte  afirmação > mundo.
Os relativistas acrescentam um elemento a essa relação, a de uma espécie de filtro que torna impossível a observação directa do mundo:  afirmação > filtro > mundo.
Esse filtro é uma visão pessoal que pode ter a forma de uma opinião, uma crença cultural, um valor moral, ou uma simples percepção sobre o mundo. Esta visão pessoal é o que torna impossível o conhecimento da realidade, segundo o relativismo.
Tem uma aparência atractiva, mas é um engano: sendo lógicos, se o filtro existe, então não pode conhecer-se nada mais que o filtro ou visão pessoal; mas então o conhecimento desse filtro deve ser absoluto e não relativo (ainda que em cada pessoa seja diferente).
E se essas visões ou filtros são absolutos, segundo o relativismo, não podem ser conhecidos e a sua existência não pode ser demonstrada.
Mais ainda, se como dizem os relativistas nenhuma afirmação pode considerar-se falsa, então deve concluir-se que tampouco nenhuma afirmação é verdadeira.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


01/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
A deblidade do relativismo


William D. Gairdner — The Book of Absolutes: A Critique of Relativism and a Defence of Universals — começa assinalando que noutros tempos uma pessoa educada e instruída se gloriava da defesa de valores e conhecimentos que considerava absolutos e dignos de um convencimento sólido.
Em troca, agora uma pessoa que queira dar a aparência de ser educada e razoável faz o oposto. Presume de tolerante, aberto, plural e aceitar com flexibilidade e abertura o que todos digam e defendem.
Essa pessoa na actualidade é um relativista e dele se esperaria uma sólida justificação da sua posição. Deve ser capaz de defendê-la com lógica e responder às críticas com êxito.
Isto é o que, em seguida, o autor faz, uma lista de objecções do relativismo, doze das quais se apresentam agora.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama