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29/07/2023

Publicações em Julho 29

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc X…)

 

Quando saímos de Jericó «um homem cego que estava sentado na borda do caminho pedindo esmola» perguntava o que era aquele tropel de gente e, eu, aproximei-me e disse-lhe: «É Jesus de Nazareth». Ao ouvir isto, Bartimeu começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem compaixão de mim!» mas, parecia que Jesus não ouvia e, «os que o rodeavam repreendiam-no para que se calasse» mas, Bartimeu continuava a clamar com todas as suas forças.

Jesus parecia ser o único que não ouvia este clamor mas, de facto, daí a momentos parou e mandou que Lhe trouxessem Bartimeu.

Eu disse-lhe: «Coragem… Ele chama-te» e ao ouvir isto Bartimeu arrojando o seu manto, deu um salto e aproximou-se de Jesus» que lhe pergunta: «Que queres que te faça?» Bartimeu responde muito simplesmente: «Senhor, que eu veja!».

Parece-me muito lógica esta resposta de Bartimeu, pois que há-de desejar um cego senão ver?

 

E eu? Não desejo ver claramente a Face Sorridente de Jesus que me abre os olhos à Luz da Fé, à claridade que me permite distinguir o mal do bem, um olhar puro, límpido, sem as névoas da concupiscência?

Senhor, faz com que eu veja!

 

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15/06/2023

Publicações em Junho 15

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt I… )

Viver a fé na vida normal de todos os dias.

Este é o grande desafio da minha vida de cristão; estar à espera de uma ocasião soberana em que a minha fé seja posta à prova é uma patetice, uma tentação; uma patetice porque nada me diz que tal venha a acontecer, uma tentação porque me desvia do imediato e concreto para considerar uma hipótese futura.

Viver a Fé não é outra coisa que cumprir um dever pessoalmente assumido, considerar que O Meu Deus e Criador, comenda a minha vida inteira, todos os dias, e espera de mim que eu faça quanto possa para O satisfazer.

Bem sei, posso pouco, muito  pouco mas, ao considerar que nunca estou só, que Ele me acompanha sempre, sinto-me confortado e àvontade.

A minha Mãe do Céu me guiará com mão terna e segura pelos caminhos que devo seguir.

Portanto, concluo, para ter Fé é necessário entregar-me decidida e inteiramente nas Mãos de Jesus e de Sua e minha Mãe, Maria Santíssima.

 

Reflexão

Querer e poder

 

Quero... então Posso…

Bartimeu respondeu à pergunta Jesus: «Se quiseres podes curar-me». É uma afirmação de completa e profunda Fé.

«Se posso? A quem acredita tudo é possível», respondeu Jesus.

Parece pois claríssimo: Se acredito... posso.

 

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29/07/2022

Publicações em Julho 29

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc X…)

 

Quando saímos de Jericó «um homem cego que estava sentado na borda do caminho pedindo esmola» perguntava o que era aquele tropel de gente e, eu, aproximei-me e disse-lhe: «É Jesus de Nazareth». Ao ouvir isto, Bartimeu começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem compaixão de mim!» mas, parecia que Jesus não ouvia e, «os que o rodeavam repreendiam-no para que se calasse» mas, Bartimeu continuava a clamar com todas as suas forças.

Jesus parecia ser o único que não ouvia este clamor mas, de facto, daí a momentos parou e mandou que Lhe trouxessem Bartimeu.

Eu disse-lhe: «Coragem… Ele chama-te» e ao ouvir isto Bartimeu arrojando o seu manto, deu um salto e aproximou-se de Jesus» que lhe pergunta: «Que queres que te faça?» Bartimeu responde muito simplesmente: «Senhor, que eu veja!».

Parece-me muito lógica esta resposta de Bartimeu, pois que há-de desejar um cego senão ver?

 

E eu? Não desejo ver claramente a Face Sorridente de Jesus que me abre os olhos à Luz da Fé, à claridade que me permite distinguir o mal do bem, um olhar puro, límpido, sem as névoas da concupiscência?

Senhor, faz com que eu veja!

 

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29/03/2022

Quaresma Semana 4 Terça F 29

 


 

(Re Mc IV, 26-34)

 

Este cego Bartimeu é, para mim, o exemplo da fé, da confiança e luta por melhoria.

Não obstante a sua condição de não poder ver o que se passa à sua volta, limitação terrível que mal posso imaginar, não desiste de procurar cura para o seu mal e, persistentemente implora, pede, pressiona.

A sua atitude é compensada pelo Jesus que passa que, condoído pela sua doença sente no Seu Coração Amantíssimo um impulso para fazer o que Bartimeu deseja.

Eu, que tenho tanta dificuldade em ver mais do que eu próprio como centro merecedor de todas as atenções, deixo de ver os outros que em condições muito piores que a minha não têm nem fé nem esperança.

É meu estrito dever de rezar por esses, tantos e tantos, que não sabem, não conhecem, esse Médico Divino sempre disponível e pronto a socorrer, a ajudar, a curar.

 

Reflectindo

 

Desejar e Querer


Desejar faz parte da condição humana, logo, é comum, natural e legítimo.

Mas, o desejo em si mesmo, é volúvel e altera-se, diminui ou extinge-se, se o tempo passa sem se o satisfazer ou, naturalmente, deixa de ter razão de existir. Logo, o desejo é um sentimento.

Para querer o quer que seja, é necessário começar por desejar algo.

Aqui será conveniente examinar a conveniência e bondade do desejo. Se vale a pena, se contribui para alguma melhoria do que for.

Não se deve querer "só porque sim", mas porque se impõe.
Logo, querer, é um acto da vontade.

 

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27/05/2010

A CAPA


A CAPA... (a propósito do Evangelho de hoje ‘Mc 10, 46-52’)

Detenhamo-nos num pormenor desta Palavra, desta descrição do milagre da recuperação da vista, para quem andava nas trevas.
Porquê os pormenores?

Se acreditamos que a Palavra escrita é inspirada no e pelo espírito Santo, então os pormenores têm de ter algum significado e esse significado será conforme o mesmo Espírito nos leva a discernir em cada momento.

«E ele, atirando fora a capa, deu um salto e veio ter com Jesus»
O cego Bartimeu, atirou fora a capa…

Quantas vezes a capa que “usamos” nas nossas vidas, não nos deixa ver o caminho, não nos deixa ver a verdade, não nos deixa viver o amor.

É a capa do orgulho, a capa do respeito humano, a capa do dinheiro, a capa do prazer, a capa do egoísmo, a capa da auto-suficiência, a capa do sofrimento, a capa da comiseração, a capa do queixume, a capa da critica, a capa da má-lingua, a capa das “minhas certezas”, a capa da “minha fé”…

Cada um pode escolher, ou melhor, descobrir a sua capa, ou capas…
E por isso muitas vezes não “vemos”, não temos luz para o caminho das nossas vidas.

Vemos tudo com os olhos do corpo, mas os “olhos” do nosso coração estão fechados, estão cegos, não vêem a luz da paz, da alegria, da vida nova com e em Cristo.

Por vezes tiramos a capa, mas não a atiramos fora, guardamo-la e tornamos a usá-la…

O cego Bartimeu «atirou fora a capa», não quis mais saber dela, só lhe interessava Jesus Cristo que lhe podia fazer recuperar a vista, a vista que lhe trazia uma vida nova…

Nada mais lhe interessava! Ele queria aquela vida nova, porque sabia no seu intimo que era uma vida abundante, em que podia “ver”…

E a fé de Bartimeu?!

Ele não se levantou e caminhou!

Não, ele «deu um salto», como quem mergulha em algo que não sabe o que é, mas tem a certeza de que é bom, a certeza de quem confia, de quem espera, a certeza de quem tem Fé…

Ah, Senhor dá-nos a força para também atirarmos fora as nossas capas, para bem longe de nós.

Melhor Senhor, toma Tu conta delas, para que não caiamos na tentação de as querermos reaver…

Ah Senhor, dá-nos a coragem para darmos o salto para Ti, de olhos fechados, sem medo do “que lá vem”, mas na certeza da Fé de que Tu nos abrirás os olhos e nos darás a luz para caminharmos no Teu amor.

Monte Real, 1 de Outubro de 2007

Joaquim Mexia Alves