Mostrar mensagens com a etiqueta Alegria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alegria. Mostrar todas as mensagens

27/04/2022

Publicações em Abril 27

 


 

Dentro do Evangelho

 

(Re

 

Lc X, 25-37

O bom samaritano

25 Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?» 26 Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?» 27 O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.» 28 Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.» 29 Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?» 30 Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. 31 Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo. 32 Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante. 33 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão. 34 Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. 35 No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: ‘Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.’ 36 Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?» 37 Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai e faz tu também o mesmo.»

 

Personagem 1.2

 

O Samaritano

Sou um samaritano e o que hoje aconteceu comigo, tem a sua raiz há tempos atrás.

Vivia com a minha família em Sicar.

A minha vida corria bem, os negócios prosperavam, embora tivesse que deslocar-me com frequência a Jericó o que era assaz perigoso dada a frequência dos assaltos e atropelos praticados pelos mal feitores que infestavam o caminho.

Um dia, sem aviso, comecei a notar sinais alarmantes no meu corpo e, depois de observado pelo médico as suspeitas confirmaram-se: estava a ser “atacado” pelo terrível flagelo da lepra. Como se calcula, toda a minha vida se transformou, não ousava sair de casa e evitava qualquer contacto com outras pessoas sempre à espera que a minha doença fosse conhecida pelas autoridades que me obrigariam a um exílio e imporiam uma segregação social extrema.

Um dia, porém, não pude deixar de assomar a uma janela de minha casa para verificar a que se devia o burburinho e agitação que percorria toda a aldeia. Uma mulher, no meio do povo que a rodeava cada vez em maior número contava entre lágrimas e risos, numa excitação quase frenética, algo espantoso. Dizia ela que tendo ido buscar água ao poço de Jacob encontrara um judeu sentado na borda do poço que, sem mais, lhe pediu de beber. Na sua surpresa argumentara: «Como, sendo Tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou samaritana?» Mas, continuava, a resposta foi ainda mais surpreendente de tal forma que regressara a correr à aldeia a dar conta do sucedido e acrescentava: «Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz; será este, porventura, o Cristo?». Muitos ficaram excitados e correram atrás da mulher em direcção ao poço, outros continuaram discutindo entre si tão insólita novidade. Eu recolhi-me de novo dentro de casa sem saber o que pensar mas, dentro de mim algo me dizia que este assunto não acabaria ali.

A doença avançava com rapidez e, tal como temia, as autoridades vieram, forçaram-me a sair de casa e ir para uma furna onde mal viviam outros dez homens com o mesmo mal. Desesperava… as condições de vida eram insuportáveis, ninguém ousava aproximar-se de nós e os escassos alimentos eram atirados do alto da ravina como se fossemos animais perigosos. Um dia, passado algum tempo, ouviam-se gritos e agitação no caminho que passava perto do local onde nos encontrávamos e, um de nós, arriscou-se a subir ao parapeito a dar-se conta do que acontecia. Regressou e, ofegante, disse-nos que o tal homem de que a mulher falara vinha pelo caminho seguido por uma multidão de gente que o apertava e assediava com perguntas. Tomámos uma decisão e, os dez, subimos ao caminho e gritámos de longe: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!» Ele viu-nos e disse-nos:  «Ide, mostrai-vos aos sacerdotes» Não pensámos mais e pusemo-nos imediatamente a caminho. Dei-me conta então que o meu corpo coberto de chagas estava limpo, a pele sã e – espantoso! – não havia qualquer sinal de lepra! Parei de repente e, enquanto os outros continuavam a caminhar, voltei para trás quase gritando incontrolavelmente graças ao Senhor Deus Todo Poderoso que operara em mim tal maravilha. Rompendo pelo meio dos que o rodeavam e prostrei-me a seus pés continuando a dar graças. E foi então que a minha vida se modificou radicalmente porque, o Mestre, disse-me simplesmente: «Levanta-te, vai; a tua fé te salvou». Sempre que tinha uma oportunidade ocorria ao local onde me diziam que Ele estava a pregar, a ensinar, a anunciar que o Reino de Deus estava próximo e que todos – absolutamente todos – os homens devemos amar-nos uns aos outros. A normalidade tinha regressado à minha vida e retomando os meus negócios recomecei as minhas viagens a Jericó.  E, hoje, o que aconteceu – o que me aconteceu – ao ver um pobre desgraçado estendido no chão, maltratado e ferido por salteadores foi aproximar-me dele e prestar-lhe o auxílio que estava nas minhas mãos prestar-lhe. Agora, descansa na estalagem para onde o levei e, eu, já deitado, sinto-me tão bem comigo próprio, tão – porque não admiti-lo - orgulhoso com o meu comportamento que não posso deixar de pensar no Nazareno que me deu tão preciosa lição de vida que resumirei assim: “Faz aos outros o que desejas que te façam a ti”.

 

Reflexão

 

Alegria

 

Pode parecer fácil reflectir sobre este tema, toda a gente sabe o que é estar alegre.

Talvez respondam, simplesmente, que é o contrário de estar triste.

Está certo, mas não completo.

Já se ouviu dizer: alegro-me na minha tristeza!

Sim, é verdade, a tristeza pode gerar alegria

Aquele ente querido que morte chama e, por isso, nos mergulha numa tristeza profunda, mas que sabemos encontrou a felicidade eterna é, também, gerador de uma grande alegria.

A verdade é que o Senhor nos quer alegres com uma alegria completa, igual à d’Ele.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

07/04/2022

Quaresma Semana 5 Quinta F 7

 


 

Dentro do Evangelho

 

(Re Jo VIII…)

 

A morte física a que todos estamos sujeitos é uma das consequências do pecado dos meus  primeiros Pais.

Mas, Jesus Cristo, veio ao mundo e imolou-Se na Cruz precisamente para redimir esse pecado e abrir-me as portas do Céu.

Basta-me, para tanto, acreditar firmemente nas Suas Palavaras, Palavras de Vida Eterna, e ter bem presente, não só neste Tempo de Quaresma mas todos os dias que viver, esta realidade: Se acreditar, firmeza e sinceridade nas Palvras de Jesus é o caminho da minha Vida Eterna.

 

 

Reflectindo na Quaresma

 

Estar triste ou estar contente não são estados de alma fruto das circunstâncias, devem ser, antes, actos da vontade esclarecida. Deus Nosso Senhor não me quer triste, entregue a locubrações negativas, mas alegre para que possa espalhar alegria à minha volta.

 

O tentador serve-se da minha tristeza para me "encher" a mente de pensamentos negativos e outros que me enojam.

Mas, quando estou alegre, fica de lado, não tem por onde atacar-me.

Contra a alegria de um filho de Deus nada pode e desiste da tentação.

 

Links sugeridos:

  

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

26/12/2020

Virtudes

 


A alegria cristã 4

O seu oposto

 

   A paixão oposta à alegria é a tristeza, causada por não se possuir o bem-amado. Se a origem da alegria é o amor – digamos que é o efeito e o ato da caridade -, a da tristeza será, portanto, o egoísmo. São Tomás salienta que a tristeza «tem a sua origem no amor desordenado de si mesmo, que não é um vício especial, mas sim a raiz comum de todos os vícios» São Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-II, q. 28, a. 4.. Não são, pois, a dor ou as dificuldades que se opõem à alegria, mas a tristeza que pode nascer da falta de fé e esperança perante essas situações. Por isso, a tristeza é vista como uma doença da alma, que pode proceder de uma causa fisiológica (doença ou cansaço) ou de uma causa moral: o pecado cometido e a falta de correspondência à graça, que poderá conduzir à acédia ou tibieza espiritual.

   São Josemaria prevenia ante a presença da tristeza, à qual considerava uma “aliada do inimigo”: «Não há alegria? - Então pensa: há um obstáculo entre Deus e eu. - Quase sempre acertarás» (Caminho, n. 662). Por outro lado, o que se sabe filho de Deus não pode permitir que os pecados pessoais o conduzam à tristeza, pois encontra o amor misericordioso do Pai e a “força” de conhecer e reconhecer a sua debilidade: «Quando te afligirem as tuas misérias, não fiques triste. - Glorifica-te nas tuas fraquezas com São Paulo» (Caminho n. 879); «A tristeza é a escória do egoísmo. Se queremos viver para Nosso Senhor, não nos faltará a alegria, mesmo que descubramos os nossos erros e as nossas misérias» (Amigos de Deus, n. 92).

   O Papa Francisco adverte sobre um perigo que pode causar a falta de alegria: «O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem» Francisco, Evangelii gaudium, n. 2.

(Vicente Bosch)

19/12/2020

Virtudes

 


A alegria cristã 3

O seu fundamento

 

A alegria é um dos frutos da ação do Espírito Santo nas almas, que consiste substancialmente, em identificar-nos com Cristo e chamar-Lhe Abba, Pai: «De facto, todos os que se deixam guiar pelo Espírito, esses é que são filhos de Deus» (Rm, 8, 14). Reconhecermo-nos na dependência filial de Deus é «fonte de sabedoria e de liberdade, de alegria e de confiança» [5]. S. Josemaria expressava-o com convicção: «Se nos sentimos filhos prediletos do nosso Pai dos Céus - é o que somos! -, como é que não estamos sempre alegres? Pensa bem nisto» (Forja, n. 266); «Que estejam tristes os que não se consideram filhos de Deus!» (Sulco, n. 54).

 

Portanto, a alegria do cristão nasce do saber-se filho de Deus. S. Josemaria usava a expressão “realidade gozosa” para salientar a profunda felicidade que traz consigo o descobrir-se filho de Deus: «A alegria é consequência necessária da filiação divina, de nos sabermos queridos com predileção pelo nosso Pai Deus que nos acolhe, nos ajuda e nos perdoa» (Forja n. 332). E, além disso, a alegria alimenta-se do cumprimento da vontade divina: «A aceitação rendida da Vontade de Deus traz necessariamente a alegria e a paz» (Caminho, n. 758). Às vezes a vontade divina pode ser dolorosa e enigmática, mas quem vive de fé percebe que é sempre o melhor, pois sabe «que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8, 28). São Tomás More experimentou isso, quando escreveu à sua filha Margarita da sua prisão na Torre de Londres: «Queridíssima filha, que nunca se perturbe a tua alma por qualquer coisa que me possa acontecer neste mundo. Nada pode acontecer senão o que Deus quiser. E tenho a certeza de que, seja o que for, por pior que seja, será realmente o melhor» [6]. E S. Josemaria fez eco disso: «Deus é meu Pai, ainda que me envie sofrimento. Ama-me com ternura, mesmo quando me bate. Jesus sofre, para cumprir a Vontade do Pai... E eu, (…) seguindo os passos do Mestre, poderei queixar-me, se encontro por companheiro de caminho o sofrimento? Constituirá um sinal certo da minha filiação, porque me trata como ao Seu Divino Filho» (Via Sacra, Estação I, n.1). A alegria, portanto, é compatível com circunstâncias dolorosas, dificuldades e adversidades. Como a santidade consiste na identificação com Cristo, a Cruz é inevitável na vida cristã. Além disso, S. Josemaria dirá que a alegria «tem as raízes em forma de Cruz» (Forja, n. 28).

Vicente Bosch

12/12/2020

Virtudes

 


A alegria cristã 2

 

A sua natureza

 

A alegria é uma paixão produzida pelo encontro com aquele que se ama, um sentimento ou sensação de prazer que não é puramente sensível, mas que vai acompanhado de racionalidade. São Tomás de Aquino explica no tratado sobre as paixões na Suma Teológica que «o termo alegria só se usa para o prazer que acompanha a razão: por isso para os animais não se fala de alegria, mas sim de prazer» (São Tomás de Aquino, Suma Teológica, I-II, q. 31, a. 3).

A alegria é o prazer espiritual, a terceira e última etapa do movimento concupiscível, ao possuir o bem que antes tinha sido amado e desejado. Pode ser uma vivência de curta duração ou um estado de ânimo prolongado ativo, de tom emocional positivo, que participa de racionalidade. Por isso, é possível sentir prazer sem sentir alegria e, até, sentir prazer e tristeza ao mesmo tempo. Quando no Aquinate se pergunta se a alegria é uma virtude, responde-se dizendo que ela não está entre as virtudes teologais, morais, nem intelectuais, e portanto, “não é uma virtude diferente da caridade, mas um determinado ato e efeito da mesma. Por essa razão ela considera-se entre os frutos, como se vê no Apóstolo em Gl 5,22(São Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-II, q. 28, a. 4). Com efeito, a alegria cristã é consequência de possuir a Deus pela fé e caridade, é o fruto de viver todas as virtudes. Num cristão que vive de fé, a alegria supera o nível do temperamento, saúde, welfare, êxitos profissionais e sociais, etc., para introduzir-se na maturidade de uma vida interior rica: “A alegria que deves ter não é aquela a que poderíamos chamar fisiológica, de animal sadio, mas uma outra, sobrenatural, que procede de abandonar tudo e de te abandonares a ti mesmo nos braços carinhosos do nosso Pai-Deus(Caminho, 659).

 

Na mensagem de São Josemaria, a alegria constitui um elemento importante no seguimento de Cristo, e um rasgo característico do espírito do Opus Dei: “Quero que estejas sempre contente, porque a alegria é parte integrante do teu caminho(Caminho, 665). Tanto no Caminho como no Sulco dedicou dois capítulos à alegria, de 10 e 44 pontos de meditação, respetivamente; e nos dois volumes de homilias (Cristo que Passa e Amigos de Deus) encontramos capítulos como Lares luminosos e alegres, A alegria da Quinta-Feira Santa, Sementeira de paz e de alegria, A alegria cristã (na Homilia A Virgem Santa, causa da nossa alegria), Humildade e alegria, e Deus ama o que dá com alegria.

 

Vicente Bosch

05/12/2020

Virtudes

 


A alegria cristã 1

 

Alegrai-vos sempre no Senhor; repito: alegrai-vos(Fl 4, 4), exorta São Paulo aos cristãos de Filipos para lhes recordar que são “cidadãos dos céus(Fl 3, 20). e que têm que levar “uma vida digna do Evangelho de Cristo” (Fl 1, 27), “com humildade (…) tendo em vista não os seus próprios interesses, mas sim os dos outros(Fl 2, 3-4). O Apóstolo fala da alegria enquanto se encontra preso, e os destinatários da sua carta têm inimigos, sofrem e mantêm a mesma luta que ele (cf. Fl 1, 28-30), e devem proteger-se dos judaizantes (cf. Fl 3, 2-3). Portanto, para os cristãos a alegria não é o resultado de uma vida fácil e sem dificuldades, ou algo sujeito às mudanças de circunstâncias ou estados de ânimo, mas sim uma profunda e constante atitude que nasce da fé em Cristo: “Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para connosco(1 Jo 4, 16). A mensagem cristã que nos foi transmitida tem como finalidade entrar em comunhão com Deus “para que a nossa alegria seja completa(1 Jo 1, 4).

Deus deseja que o homem seja feliz, criou-o para a vida eterna, iniciado na terra pela graça que alcançará a sua plenitude no céu, quando o homem estiver unido para sempre a Deus: “Se o homem pode esquecer ou rejeitar Deus, Deus é que nunca deixa de chamar todo o homem a que O procure, para que encontre a vida e a felicidade(Catecismo da Igreja Católica, n. 30). Por isso, o anúncio do Evangelho é um convite aos homens para entrarem na alegria da comunhão com Cristo: «A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (Francisco, ex. ap. Evangelii gaudium, n. 1). Efectivamente, os Evangelhos narram-nos muitos encontros com Cristo que são fonte de alegria: o Baptista saltou de alegria no seio de Santa Isabel ao sentir a presença do Verbo Encarnado (cf. Lc 1, 45); aos pastores anuncia-se-lhes «uma grande alegria, que o será para todo o povo: «Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor» (Lc 2, 11); os Magos, ao voltarem a ver a estrela que os conduzia ao Rei dos Judeus, «sentiram imensa alegria» (Mt 2, 10); a alegria dos paralíticos, do cego, dos leprosos e de todo o tipo de doentes que foram curados por Jesus; a alegria da viúva de Naim ao ver o seu filho ressuscitado (cf. Lc 7, 14-16); a alegria de Zaqueu transborda num banquete e numa profunda conversão (cf. Lc 19, 8); a alegria do Bom Ladrão, no meio da sua atroz dor física na Cruz, ao saber que nesse mesmo dia estaria com Jesus no seu Reino (cf. Lc 23, 42-43); por fim, a alegria de Maria Madalena, dos discípulos de Emaús e dos Apóstolos perante Jesus Ressuscitado. Só o encontro do jovem rico com Jesus não levou à alegria, pois não soube usar a sua liberdade para seguir o Mestre: «ele entristeceu-se, pois era muito rico» (Lc 18, 23).

 

(Vicente Bosch)

30/07/2020

Temas doutrinais 1


A ALEGRIA


1. O que é a alegria?

A alegria, enquanto virtude, é o hábito de manter o ânimo elevado, independentemente das circunstâncias exteriores. Mas há outras formas de alegria.

30/05/2019

Temas para reflectir e meditar

Juventude


A condição do gozo autêntico é sempre a mesma: que queiramos viver para Deus e, por Deus, para os outros. 
Digamos ao Senhor que sim, que queremos, que não desejamos mais que servir com alegria. Se procurais comportar-vos assim, a vossa paz interior e o vosso sorriso, o vosso garbo e o vosso bom humor, serão luz poderosa de que Deus se servirá para atrair muitas almas para Si. 
Dai testemunho da alegria cristã, descobri a quantos vos rodeiam qual é o vosso segredo: estais alegres porque sois filhos de Deus, porque O cuidais, porque lutais por ser melhores e por ajudar os demais e porque quando se quebra o gozo da vossa alma acudis com prontidão ao Sacramento da alegria, no qual recuperais o sentido da vossa fraternidade com todos os homens.

(beato álvaro do portilloHomília no Jubileu da Juventude, 1984.04.12) 

23/12/2018

Reflexões no Advento – 6


Alegria

Vem aí já muito próximo o Príncipe da Paz!

E como precisamos dela!

No mundo em fremente conflito por tantos lugares – alguns bem próximos – mas sobretudo em nós próprios.

Precisamos de Paz Interior que se reflicta na nossa vida, no comportamento diário, no trato com os outros, com a generosidade e o perdão.

Vem aí o Príncipe da Paz!

Recebamo-lo com a alegria que só a esperança e confiança podem verdadeiramente dar aos que a desejam com toda a alma, com todo o coração.

Alegres e felizes porque não há felicidade sem alegria!


(ama, Reflexões no Advento, 2015.01.04)

16/06/2018

Temas para reflectir e meditar

Juventude

Como é possível estar alegres ante a doença e na doença, ante a injustiça e sofrendo injustiça? 

Não será essa alegra uma falsa ilusão ou uma escapatória irresponsável? 

Não! 

A resposta dá-no-la Cristo: só Cristo! 

Só n’Ele se encontra o verdadeiro sentido da vida pessoal a chave da história humana. 

Só n’Ele – na Sua doutrina, na Sua Cruz Redentora, cuja força de salvação se torna presente nos Sacramentos da Igreja – encontrareis sempre a energia para melhorar o mundo, para o tornar mais digno do homem, imagem de Deus, para o tornar mais alegre.

Cristo na Cruz: esta é a única chave autêntica. 

Na Cruz, Ele aceita o sofrimento para nos fazer felizes; e ensina-nos que, unidos a ele, também nós podemos dar um valor de salvação ao nosso sofrimento, que assim se transforma em gozo: na alegria profunda do sacrifício pelo bem dos outros e na alegria da penitência pelos pecados pessoais e os pecados do mundo.

Na Cruz de Cristo, portanto, não há lugar para o temor, para a dor, porque entendemos que na dor se manifesta o amor: a verdade do amor, do nosso amor a Deus e a todos os homens.



(Álvaro del Portillo, Homilia na Missa no Jubileu da Juventude, 1984.04.12)