13/10/2022

Publicações em Outubro 13

 


 

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

 

Cura de enfermos

 

A exemplo de tantos Santos, tambem eu gosto de chamar a Jesus O MÉDICO DIVINO!

Qualquer médico consciente da sua profissão e observante do compromisso que assumiu, consagra toda a sua vida a tratar dos feridos, curar as suas doenças, minimizar os seus sofrimentos.

Evidentemente que, sendo esta a sua vida de trabalho terá de ser compensado pelo mesmo mas sempre deverá ter em conta a situação económica dos que atende. Recusar-se a prestar serviços porque não espera receber por eles será algo impensável porque contrário à justiça mais elementar.

O Médico Divino nunca Se recusa a cuidar os que dEle precisam nem Se detém a pensar na “paga” que poderia legítimamente esperar.

Essa “paga” é a alegria da cura operada e o exemplo de caridade que os circunstantes deverão guardar e, sem dúvida, o reconhecimento que Ele pode tudo.

Mas… O Médico Divino faz muito mais que curarar males do corpo, vai ao ponto de fazer algo surpreendente para os que O rodeiam: Toca o doente, como tocou o leproso postado à beira do caminho.

Muito pior que a lepra do corpo é a lepra do pecado e também aqui O Médico Divino acrescenta algo que só Ele pode acrescentar: «Vai em paz, os teus pecados estão perdoados» e para confirmar o que digo antes, por vezes acrescenta: «Vê lá… não voltes a pecar para que não te aconteça algo muito pior».

O Evangelho refere que era costume do povo levar até Jesus os familiares ou amigos doentes, muitas vezes amontoando-se à porta da casa onde estaria, outras vezes pondo as enxergas dos doentes nas praças ou caminhos por onde havia de passar e, a Sua sombra curava-os.

Quem acredita neste MÉDICO DIVINO tem sempre a Quem agarrar-se nas aflições da vida corrente com a certeza que Ele actuará como for mais conveniente. Mesmo que não considere curar a doença dará sempre a força e o ânimo para a suportar e, sobretudo, para merecer graças incontáveis para o doente e para muitíssimos outros.

É, de facto, o que vemos com surpreza em muitos hospitais: a serenidade e até alegria de muitos doentes em situações graves de doenças prolongadas que os médicos não conseguem debelar.

Tenho pessoalmente experiências de internamento prolongado em hospitais e pude constatar quanto disse atrás. Para mim foram lições inesquecíveis que muito me servem quando os incómodos, dores e mal-estar me assolam para que não me queixe… antes agradeça a oportunidade de ter algum merecimento.

De facto muitos andam pela vida fora queixando-se por tudo e por nada, uma dor de cabeça ou de dentes, um incómodo próprio da idade como seja a locomoção, aos ais e esgares de sofrimento. São pessoas que nos incomodam imenso que em vez de suscitarem a nossa solidaridedade próxima nos afastam para longe.

Pessoalmente tenho problemas sérios de locumoção que a idade vai agravando mas não será por me queixar que esses problemas desaparecem, por isso mesmo faço o possível – ás vezes sem o conseguir – em vez de um “AI!” dizer antes: Ofereço-Te Senhor! E, a verdade, é que quase sempre é suficiente e bastante para que o incómodo desapareça.

E, então eu sei, tenho a certeza absoluta que o MÉDICO DIVINO actuou.

Atrevo-me adizer que quem não tem confiança neste MÉDICO DIVINO tem muito poucos ou ningém que o salve em caso de necessidade. Devo fazer como cristão o que me compete fazer: anunciar a todos os que se cruzem conmigo nos caminhos da vida esta verdade: que há um MÉDICO DIVINO sempre pronto, diponível e solicícito para nos atender e assistir.

Bastará chamá-Lo e Ele não deixará de vir em nosso auxílio.

Para recorrer a este Médico os cristãos costumam usar a Intermediadora por excelência: a Santíssima Virgem.

Como Mãe Extremosa ela está sempre atenta e disponível para pedir por nós a seu Filho.

Coisas grandes ou pequenas, doenças graves ou não, ela não se esquece – nunca – de nós.

Chamamos a Fátima ALTAR DO  MUNDO porque, de facto, a humanidade inteira ali vai rezar; eu atrevo-me a acrescentar também CONSULTÓRIO DA HUMANIDADE porque ali ocorrem milhões de pessoas como a um consultório médico em busca de remédio, cura, lenitivo para os males que os achacam.

Em criança lembro-me de ver no travejamento do tecto da Capelinha muletas, próteses, ex-votos que muitos peregrinos agradecidos quiseram deixar como testemunho de curas alcançadas em respodta ás suas súplicas à Mãe dos aflitos.

Nos arquivos do Santuário existem milhares de relatos autenticados com estes relatos.

Uns destes dizem-me directamente respeito como este:

História verdadeira

 

Com 4/5 anos de idade, o sexto filho de uma família nessa altura com 7 irmãos, mais tarde seriam 10, apareceu com uma doença, na época, pelos anos 1944/45, estranha ou, pelo menos, pouco divulgada: Leucemia.

 

Não havia, então, grandes meios, nem de diagnóstico e, muito menos de tratamento. As análises semanais eram feitas e enviadas para Alemanha, em Portugal, não havia recursos para tal. Os resultados revelavam sempre o agravamento da doença.

 

Os Pais, não desistiam de aplicar todos os meios, embora escassos, para lutar pela saúde do seu filho e, sobretudo, todos os dias 13 de cada mês, levavam-no a Fátima onde participava na Missa dos peregrinos e recebia a bênção dos doentes.

O miúdo olhava para a Mãe ao seu lado, vestida de servita e via nos seus olhos doces, fixando a Custódia, um brilho de lágrimas incontidas.

 

Passados talvez 2 anos e meio, num dia 13 de Maio, mais uma vez ali estiveram.

 

No dia seguinte mais uma análise, desta vez com colheita de gânglios linfáticos que se avolumavam no pescoço do rapazinho. Uns dias depois, talvez uma semana, vieram os resultados do laboratório alemão: Não havia vestígios de Leucemia!

 

As análises continuaram, cada vez mais espaçadas e, os resultados mantinham-se.

O rapazinho recuperou totalmente a saúde, foi para o colégio e fazia, normalmente, a vida que todos os rapazes da sua idade faziam.

 

Passados 3 anos, em Fevereiro, nova e terrível doença: Meningite no seu estado mais grave!

 

Não havia ainda medicamentos apropriados (como a Estreptomicina que só apareceria no mercado em Abril desse ano e por um preço astronómico). As punções lombares cada dois dias eram um tormento indescritível e as dores de cabeça eram tais que o Pai do menino pediu ao porteiro do prédio que desse uma moeda a cada tocador de guitarra, acordeão etc., que então abundavam nas ruas de Lisboa, com a recomendação de se afastarem do local.

 

Não havia possibilidades de o levar a Fátima, tal a prostração e debilidade crescentes, mas, a sua Mãe colocou-lhe debaixo da almofada da sua cama de quase moribundo, um cravo que tinha colhido do andor de Nossa Senhora, em Fátima, depois da “procissão do adeus” num dia 13 também de Maio.

 

Passadas poucas semanas, voltou para o colégio, são e salvo!

 

Naquela família existiu – existe – sempre a convicção profunda que Jesus, por intercessão da Sua Santíssima Mãe, tinha, mais uma vez, operado um milagre.

 

O rapazinho viveu.

 

Tem, hoje 82 anos!

 

A Deus nada é impossível… e atende sempre a Sua Santíssima Mãe!

 

 

 

 

 


 

 

 

12/10/2022

Publicações em Outubro 12

 


 

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

Compaixão de Jesus

 

A cada passo constato no Evangelho demonstrações da Compaixão de Jeus Cristo pelos outros.

Como Homem Verdadeiro que É, tem esse sentimento e demonstra-o sem rebuço.

Um doente grave, cego de nascença um paralítico que não pode mover-se sem ajuda que nem sempre tem, uma Mãe angustiada pela morte do filho único; estas, talvez as mais “comuns” e correntes ocasiões em que o Seu Coração Misericordioso Se sente como compelido a atender quem necessita.

Mas não só; também Se compadece de muitos milhares de pessoas que O seguem e como o próprio Evangelho refere: «Tenho compaixão desta gente que Me segue há três dias sem tomar alimento».

Os humildes e carenciados merecem a Sua especial antenção mas, também todos os outros, como pessoas de elevado nível social e meios de fortuna, esmagados pelo infortúnio com são os casos do Centurião e de Jairo.

Compreendo muito bem que, para Jesus Cristo, os homens são todos iguiais na sua dignidade humana.

Desde a  Sua tenra infância via como a Sua Santíssima Mãe atendia quantos batiam à porta da modesta casa de Nazareth em busca de auxílio urgente.

Nunca deixava de dar o que podia dos parcos haveres familiares para atender esses pedidos.

Lembra-Se como Ela, em Caná, lhe dissera com urgência: «Filho… não têm vinho…».

A Compaixão de Cristo só tem paralelo na Compaixão da Sua Santíssima Mãe sempre pronta e disponível a socorrer quem dela solicite auxílio.

Em tantos lugares do mundo, como muito particularmente em Fátima, ela está ali sempre disponível e dando provas da sua acompaixão pelos seus filhos os homens.

Ah Mãe!

Ensina-me a ser como tu a estar atento ás necessidades e carências dos outros, a não permanecer indiferente quando posso – e posso sempre – fazer algo por eles e, se acaso o que tenho a fazer ultrapassa as minhas capacidades, a recorrer a ti pondo nas tuas mãos compassivas esse encargo.

 

Jesus Cristo Mestre

 

O Mestre é aquele que ensina e guia os que não sabem e possam estar perdidos no caminho.

E Ele ensina de nunca alguém ensinou, em primeiro lugar com o seu exemplo – façam como Eu faço – e depois com sem longas teorias ou explicações.

Serve-Se de imagens simples que todos podem compreender, imagens da vida corrente de todos os dias, factos com que cada um se vai deparando ao longo da vida.

Quando me detenho a pensar o que fazer em determinadas circusntâncias encontro no Evangelho a resposta: Jesus diz-me como semear a para difundir a Sua Palavra, mostra-me como devo orar e, até me ensina uma Oração que contém quanto necessito dizer.

O Pai-Nosso é a minha oração por excelência que procuro rezar com convicção e concentração pensando bem nas palavras que digo.

Os contemporâneos de Cristo comentam que nunca tinha ouvido falar assim de forma tão clara e acessível.

A Santíssima Virgem também é Mestra de Oração.
No Evangelho constam as muito poucas palavras que terá pronunciado e, de facto, penso que a vida de Nossa Senhora é toda ela uma oração, já que a estreita e contínua união com o seu Filho não precisava de palavras para se afirmar.

Quero ser assim, rezar assim!

Ajuda-me Mãe a unir-me de tal modo ao teu Filho que possa sempre, em qualquer circunstância, falar com Ele de tudo quanto me ocorre, que penso que preciso, com a certeza absoluta que Ele não desprezará uma só palavra que Lhe diga.

11/10/2022

Publicações Outubro 11



 

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

 

Fidelidade de Jesus

«Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel em coisas de pouca monta, dar-te-ei a superintendência de coisas grandes. Entra no gozo do teu Senhor» (Cfr. Mt XXV, 21-23).

A mim, parece-me muito justa esta declaração de Jesus, como se pode ser assegurar a quem for a nossa fidelidade se só nos preocupamos com o que tem relevo, notariedade?

As “coisas pequenas” que são a maior parte das com que nos deparamos diariamente, não podem ser descartadas como não importantes; o desprezo ou alheamento das “coisas pequenas” é meio-caminho andando para desprezar as grandes.

O nosso critério, do que é grande ou pequeno, não deverá ser o que devemos ter em conta, para o Senhor, nada, absolutamente, é pequeno, sem valor, desconsiderável, tudo tem um valor intrínseco que não nos compete avaliar.

Não se começa o treino para uma maratona correndo vinte ou mais quilómetros, começa-se por, dia a dia, perseverantemente, ir correndo pequenas distâncias que irão aumentando à medida que os nossos músculos se vão adaptando e fortalecendo.

Com esse empenho diário, consequente, chegaremos ao “estágio” que desejamos: Estar prontos, preparados, para o desafio, seja qual for.

A pessoa fiel tem muitos amigos que confiam nele sejam quais forem as circunstâncias e, por isso, recorrem a ele pedindo ajuda nos momentos mais difíceis e problemáticos.

A palavra, a acção, o jesto da pessoa fiel tem um valor intrínsseco que é reconhecido como veraz e não uma conveniência de momento.

A fidelidade tem sempre um “prémio”… a satisfação íntima de se ter feito o que se deveria fazer.

As “pequenas coisas” tornam-se, assim, coisas grandes que não podem nem devem ser ignoradas.

Por mais de uma vez Jesus afirmou que era fiel e que nunca abandonaria os seus irmãos os homens mesmo aqueles que lhe são infiéis faltando a compromissos que livremente assumiram.

Da Santíssima Virgem recebeu o constante exemplo de fidelidade.

A sua “declaração” “FIAT” foi plenamente assumida para sempre, abdicando da sua vontade própria para se entregar plenamente à Vontade Divina.

É o que nos diz também em Caná: «Fazei o que Ele vos disser».

Eu tenho a certeza absoluta que se for fiel aos compromisos assumidos no meu Babtismo me salvarei alcançando a Vida Eterna único objectivo que realmente me interessa.

Mas, sei muito bem como sou fraco e volúvel e como me deixo seduzir, mesmo que brevemente, por falsas miragens de felicidade e, por isso mesmo peço com insistência ajuda à minha Mãe do Céu.

Ao longo de toda a minha vida, desde muito pequeno, ela te-me dado sobejas provas da sua fidelidade de Mãe atenta e carinhosa quer em grandes coisas como as doenças graves, a guerra, os desastres de viação, quer nas coisas pequenas de todos os dias.

Sendo, como me esforço por ser, fiel a ti, Mãe, sei que serei fiel ao teu Divino Filho.

 

10/10/2022

 


Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

 

Mansidão de Jesus

 

Jesus Cristo disse de Si mesmo que era: «manso».

Eu, pergunto: Mas o que é ser “manso”?

Poderia dizer que, “ser manso” é ter brandura de génio, não ser nem intempestivo nem precipitado nas reacções às diferentes contrariedades que vou encontrando pela vida.

Sinto-me muito longe de tal porque o meu orgulho - contra o qual luto permanentemente sem grande sucesso – me impele para um espírito crítico muitas vezes exacerbado pelos defeitos que julgo ver nos outros. E, o pior, é muitíssimas vezes, o que vejo é um reflexo dos meus próprios defeitos e limitações.

Refiro “o meu orgulho” porque o Senhor acrescentou: «e humilde» e a humildade é completamente incompatível com o orgulho.

Chego, portanto, a uma primeira conclusão:

Para ter mansidão é necessária a humildade pessoal.

No episódio narrado por São Mateus a propósito dos vendilhões do Templo, parece-me – pobre de mim – que o Senhor “contraria” essa mansidão que Se outorga.

Então a mansidão pode aceitar uma reacção “intempestiva”?

Penso melhor e concluo que ser manso não é ser abúlico, indiferente, não reagir quando se deve reagir mesmo que tal implique uma atitude, talvez, intransigente.

Visto assim, chego a uma segunda conclusão:

Porquê não reajo como devo a situações que exigem uma atitude clara e firme?

Não quero incomodar-me?

Talvez pense que o assunto não é comigo, não me diz respeito, não possuo nem “autoridade” nem “estatuto” para tal?

De facto, talvez não tenha, melhor dizendo, não tenho nem “autoridade” nem “estatuto”, porque para os ter, preciso de ter dado exemplo disso mesmo que se impõe que faça.

Não posso nem devo recomendar o que não pratiquei!

Não seria honesto comigo nem intelectualmente  nem, principalmente, para com os outros que, nesse caso, teriam toda a razão para afirmar:

Este, diz para fazermos o que, ele próprio não faz! Que crédito nos merece? E, eu tenho de concluir: - Absolutamente nenhum!

A Santíssima Virgem nunca deixará de corrigir as atitudes que não sejam próprias de um cristão. Como boa Mãe não deixa que os seus filhos não pratiquem o bem que devem fazer ou que se alheiem dos actos menos bons que outros façam.

Ela que é a própria mansidão não se cansa de recomendar aos seus filhos a brandura do coração, a gentileza do trato, a amabilidade no comportamento que vevemos ter para com todos independentemente da forma como possam tratar-nos.

Nada ”desarma” com mais eficácia alquém que procede de forma agreste, irritada, desagradável que um sorriso contemporizador, um gesto de compreensão calma e contida.

Ela nunca nos “recebe mal” mesmo quando está triste com o nosso comportamento ou lhe dói o Coração Extremoso com as nossas faltas.

Mãe, Querida Mãe, ensina-me também a mim a ser Manso e Humilde de coração!

 

09/10/2022

Publicações em Outubro 9

  



Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

Jesus e as crianças

 

Com muita frequência deparo-me com cenas do Evangelho que incluem crianças e fico sempre enternecido com o carinho que Jesus demonstra para com elas.

Há momentos em que as considera como os “mais importantes” seres Criados por Deus. Vou entrosando bem quanto diz e quanto faz para me aperceber das “razões” desta atitude e, percebo com meridiana clareza que, sem dúvida, o que atrai Jesus para as crianças é a sua inocência. Sim uma ausência de “manhas”, preconceitos, “jogos” de influência.

A criança é tal qual é  e procede de acordo. Em primeiro lugar quando pensa precisar de alguma coisa pede sem  se deter a pensar se o que pede é “complicado”, talvez absurdo… pede com toda a simplicidade.

Depois reconhece instântaneamente quem lhe quer bem,em quem pode confiar o seu pedido.

Jesus avisa os que O ouvem sobre o dever que os adultos têm desrespeitar e proteger as crianças e não deixa de referir solenemente o castigo que espera os que o não façam com especial ênfase para perversamente abusem delas diz concretamente que «melhor fora para esse não ter nascido».

Jesus tem bem presente a Sua infância; a Sua Santíssima Mãe sempre atenta e vigilante mantendo-O sempre sob o seu olhar atento e cuidado, chamando-O quando Se afasta, estendendo as mãos para O levantar de uma queda e, quando mais crescido, levando-O à Escola Rabínica, acompanhando os Seus progressos.

O Seu Guardião, São José, ensinando-Lhe o seu ofício de carpinteiro, não dispensando a Sua ajuda na oficina onde ganhava o sustento da pequena Família.

Nada O distinguia dos outros meninos da sua idade, ria, brincava como todos os outros. Quando, na Vida Adulta encontra uma criança chama-a para o pé de Si, quer acariciá-la, mimá-la para que se sinta como Ele Próprio Se sentia naquela idade.

No Capítulo XVIII de São Mateus, Jesus mostra a Sua predilecção pelas crianças, ou, melhor, por aquilo que as crianças representam: A inocência, a simplicidade! Pessoas, adultas como nós, têm muita dificuldade em assumir esta posição porque, nomeadamente, a inocência é algo de tão extraordinária grandeza que, atingi-la – ou recuperá-la – será tarefa de uma vida inteira.

Já a simplicidade poderá estar mais ao nosso alcance se formos honestos intelectualmente, se correctos no comportamento, se moderados nos desejos e necessidades.

Jesus Cristo várias vezes fala nas crianças e no “real valor” que têm para Deus. Digamos que da Sua Obra-Prima – a criação humana – são o exemplo mais puro, inocente e verdadeiro. Ao desejar que sejamos como crianças é isso mesmo que procura que sejamos: puros, inocentes, verdadeiros. Assim sendo é natural que sejamos, também nós, predilectos do nosso Pai Deus e que mereçamos da Sua parte uma atenção e carinho muito especiais daí que, nos proteja com especial cuidado e não admita que alguém, a pretexto do que for, conspurque ou avilte esses Seus muito queridos filhos.

As crianças continuam a ser, como no tempo de Jesus, objecto de notícias e atenções quase sempre pelos piores motivos.

Quando deveriam viver no sossego da vida familiar, na alegria do presente e na esperança do futuro, vêm-se amiúde feridas na sua dignidade mais elementar, usadas e manipuladas como moeda de troca de paixões, interesses e conveniências por parte de quem mais seria de esperar protecção e carinho. Aflige-me pensar nas "pesadas contas" que estes terão de prestar!

Pelos piores motivos – quase sempre – as crianças são notícia comum.

Vejamos: a vida de uma criança inocente tem maior valor que a de um adulto?

Não!

Uma vida – qualquer vida humana - é criada por Deus com a Sua imagem impressa no seu ser. Tem um valor intrínseco e inviolável.

Então… porquê este “ruído” sobre as crianças? Naturalmente – e com toda a razão - porque se presume a sua incapacidade de defesa, a sua dependência dos mais velhos e, naturalmente, a sua inocência que Jesus Cristo tantas vezes dá como exemplo concreto aos que O escutam.

A inocência das crianças pode classificar-se de várias formas; a primeira será, talvez, a completa e total ausência de mal; a segunda é a natural inclinação para seguir quem pratica o bem e, a terceira, a confiança sem preconceitos ou condições em quem reconhece inteira credibilidade.

Um Pai nunca enganará deliberadamente um filho, daí que, o filho confie absolutamente no pai.

A Sua Santíssima Mãe não demorou em ir assistir Isabel que esperava o primeiro filho, não obstante a  dureza e incómodo da viagem pelas montanhas de Judá, prestar assistência ao que ia nascer era o mais imortante que não podia ser adiado.

Como gostaria, Senhora que me ajudasses a ser criança no meu comportamento, simples, honesto, delicado.

Então, nos teus ternos braços de Mãe extremosa sentir-me-ei a salvo, tranquilo, seguro.

 

 

 

08/10/2022

Publicações em Outubro 8

 


Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

Pregação de Jesus

 

Ao contemplar a vida pública do Salvador tomo consciência de quanto me diz, uma e outra vez, com infinita paciência, para que guarde com especial cuidado as Suas palavras.

Onde encontrá-las: No Evangelho que o Espírito Santo escreveu pela mão de Mateus, Marcos, Lucas e João. Com a leitura diária, pausada, - diria - detida e reflectida, encontrarei sempre algo novo, uma ideia, uma inspiração, um detalhe.

Quanto o Evangelho contém não é fruto nem do acaso nem da inspira­ção do evangelista.

Não!

Cada palavra, expressão ou pormenor, tem um "peso" um objectivo muito concreto: Conduzir-me pelo Caminho, que conduz à Verdade que me garante a Vida que É o próprio Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador.

Fazer do Evangelho o livro da minha vida de cristão, lendo e meditando e, como aconselhava São Josemaria Escrivá, tentando introduzir-me nas cenas que os textos descrevem como um personagem mais, e de facto, não é difícil fazê-lo, bem ao contrário acabo por envol­ver-me de tal forma que chego a compreender que Jesus Cristo está ali, ao meu lado acompanhando a minha leitura-meditação e abrindo-me a alma e o entendimento para melhor compreender e guar­dar como tesouro precioso o que me oferece.

Peço com especial devoção à Santíssima Virgem que me assista nesta “tarefa”, sabendo como ela deveria seguir a par e passo a Vida Pública do seu Filho.

Na Sua pregação Jesus Cristo dirige-Se a todos os homens, os de então e todos os outros que se hão-de seguir ao longo dos tempos.

Dirige-Se, também, e de modo especial, aos Apóstolos, os    que O acompanhavam e, também, a quantos hão-de ter esse múnus até ao fim dos tempos. Estes homens dedicados a um trabalho exigente, cuidado e coeerente, precisam sempre de Conselho, Fortaleza, Sabedoria para que a sua acção arreigue nas almas e o seu exemplo dê abundantes frutos.

Têm de ter – sempre – bem presente que a palavra que têm de pregar, transmitir, é A Palavra de Deus tal qual é e, nunca, da sua lavra ou fruto de interpretação. Por isso mesmo O Senhor lhes explica em “privado” muitas das Suas palavras ou expressões,as parábolas, que não entendem ou percebem, para que não tenham dúvidas mas,  sim, certezas.

O verdadeiro apóstolo – seja quem for – a começar por mim próprio, tem de pedir com insistência Luz que ilumine a sua mente para que possa agir em conformidade.

Sem esta Luz, que só O Senhor pode dar, corro sério risco de ir perdendo o Norte e desviar-me pelo perigoso caminho das idéias próprias e interpretações particulares.

Ler e meditar o Evangelho é, assim, como que cumprir o que a Senhora Disse em Caná:

«Fazei o que Ele vos disser».

Como poderei levar a cabo tal “instrução” se não souber, intímamente, senão conhecer com detalhe quanto Ele disse e fez?

Por isso mesmo concluo que ler detida e pausadamente o Evangelho, é a fonte onde me convém beber esse manancial de água viva que não só me dessenta mas me dá a luz para seguir o caminho que me convém para alcançar a vida eterna.

Sim…a Vida Eterna que é o meu fim anunciado, a minha meta esperada, a conclusão conveniente da minha vida.

É, deve ser, a minha única preocupação porque, o ontem de facto, já passou definitivamente e o amanhãdeve apresentar-se como esperança e confiança.

Esperança que se se venha a concretizar, confiança em que o Senhor da Vida haverá de querero que for mais conveniente para mim.

A única forma que tenho de manter este espírito é confiar inteiramente na minha Querida Mãe do Céu sabendo que me levará, sempre, por caminhos seguros.

 

 

07/10/2022

Publicações em Outubro 7

 


 

Mês do Santo Rosário

A Santíssima Virgem no Evangelho

 

 

A Família de Jesus Cristo

«Todo aquele que escuta e faz a Vontade de Meu Pai, que está nos céus, é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe?.

A grande família de Cristo - que somos todos os baptizados - reúne-se sob o manto protector da Mãe comum para expressar com o coração, desejos e sobretudo obras a decisão de fazer em tudo a Vontade do Pai.

Sendo da família de Cristo tenho tenho de convir que não sou pouca coisa, bem pelo contrário, gerado no amor de Deus tenho que tentar por todos os meios duas coisas principais: Pagar amor com amor e, ser digno da linhagem a que pertenço.

Só a dignidade e unidade de vida permitirá que o consiga. Ser um com Ele como Ele É um com O Pai.

Fico abismado!

Eu, pobre homem cheio de misérias e fraquezas sou como que a Mãe e os Irmãos de Jesus Cristo! É uma honra, uma grandeza, uma dignidade que me esmaga!

Sim… se fizer – em tudo – a Vontade de Deus, sou, é o Senhor quem  o diz, a Sua Família mais íntima e próxima!

Talvez que nem sempre me dê conta da extraordinária importância – poderia dizer nobreza – da minha condição humana: Ter Jesus Cristo como familiar íntimo porque assim me quer em máximo grau; deu a vida por mim e por todos nós; mas, mais que isso, que já é muito, ser da Sua Família tal como como a Sua Santíssima Mãe.

Ela gerou-O no seu seio virginal e, a mim, no seu incomensurável amor.

Assusta-me um pouco esta declaração do Senhor: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

O “laço” familiar indispensável está bem claro e definido.

Não me diz para ser correcto, leal, fiel, piedoso, “apenas” que esteja disposto a ouvir a Sua Palavra e a pô-la em prática.

E, aqui, está o segredo que, afinal, não o é porque como seria lógico alguém pretender pertencer a uma família sem estar disposto a seguir a vontade e desejos do seu Chefe?

Eu, este pobre homem, fraco e pecador, sou da Família de Jesus Cristo!

Assusta-me esta constatação porque as palavras do Senhor não deixam qualquer dúvida.

Ele compara-me à Sua Mãe, aos Seus irmãos!

Eu fico ansioso por chegar ao porto seguro que me tem reservado.

Só me ocorre dizer-Lhe do mais fundo do meu coração: Para que queres Tu Senhor, um miserável homem cheio de defeitos e debilidades como irmão Teu?

Não Te “envergonhas” e aceitas-me tal como sou?

Ah! Mas… se essa é a Tua Vontade então que seja assim como queres.

Mas, olha bem para mim e vê como me desvio e me perco com tanta frequência seguindo por caminhos que me afastam de Ti.

Por isso Te peço com um fervor “interesseiro”:

Estando a Teu lado não me desviarei, não me deixarei enganar pelos que me  oferecem outros caminhos, talvez mais fáceis e atraentes.

Meu Jesus, meu Irmão: Que eu nunca Te perca!

 

 

 

 

06/10/2022

Publicações em Outubro 6



A Santíssima Virgem no Evangelho

 

O mar

 

Cristo está junto ao mar porque quer ver como nos comportamos na nossa barca, na nossa navegação.

Ele sabe muito bem os perigos que o mar desta vida tem, conhece profundamente e em detalhe as nossas incapacidades e deficiências como “marinheiros”. Está ali, para “o que der e vier”.

Da praia, se nos vir em perigo, aflitos com a perda do rumo, acenar-nos-á para que vamos ter com Ele.

É tão bom saber que Cristo está na praia do nosso mar! Que confiança nos dá o sabê-Lo ali, disponível para o que for preciso!

Mesmo quando não nos damos conta, ou pior, quando ignoramos a Sua presença, Ele está lá, sempre, solícito e pronto a acudir-nos.

Foi na praia que Jesus começou a fantástica história da salvação humana. Eram homens do mar os que, em primeiro lugar, Jesus escolheu para concretizar a Sua Missão Salvadora.

Muito particularmente, três: Pedro, Tiago e João, hão-de acompanhá-Lo mais perto da Sua intimidade.

Jesus conversa com eles de forma que eles entendem bem: Fala-lhes do mar e da faina da pesca, diz-lhes que o que espera deles, a tarefa grandiosa, extraordinária que lhes tem reservada.

Talvez não tenham percebido completamente o que encerrava esta primeira conversa, mas não precisaram de mais para se decidirem.

Na escolha feita por Jesus, o que contou, de facto, foi a pronta decisão de O seguirem assim que os chamou.

Ele sabe bem o que espera os homens da Sua Igreja até ao final dos tempos, a agitação, os ventos contrários, os naufrágios, as vagas alterosas, o velame que se rompe, os mastros que quebram, por isso, escolhe, sempre, um “patrão” para a Sua barca que sabe guiá-la através de todas estas dificuldades, que será sempre fiel ao rumo e que acabará sempre por alcançar bom porto.

Esses homens que ao longo dos séculos se têm sucedido no comando da barca de Cristo, da Sua Igreja, são sempre as melhores escolhas porque, quem os escolhe, é Ele. Como não confiar inteiramente naquele que foi escolhido para esse lugar?

Sozinho, entre o mundo e Cristo, o Papa encontra sempre o rumo certo para a Igreja, porque não confia em si próprio, na sua sabedoria ou aptidões, mas, sim, em Cristo a quem obedece fielmente nesse constante duc in altum. Nem um “til”, nem um “jota” jamais será mudado ou alterado até ao final dos tempos.

Jesus afirma: «Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.» Estas palavras atestam a vontade de Jesus em edificar a Sua Igreja com uma referência especial à missão e o poder específicos que Ele, por Sua vez, conferirá a Simão.

Jesus define Simão Pedro como cimento sobre o qual construirá a Sua Igreja.

A relação Cristo-Pedro reflecte-se, assim, na relação Pedro-Igreja. Confere-lhe valor e clarifica o seu significado teológico e espiritual, que objectiva e eclesialmente está na base do seu significado jurídico.

É bem conhecida a devoção das gentes do mar à Virgem Santíssima.

Muitas das suas embarcações têm nomes que a invocam. Fazem-se procissões em sua honra muito concorridas com os barcos engalanados em ambiente de grande festa e alegria.

Algumas ostentam pinturas algumas de carácter bem ingénuo quase infantis, outras mais elaboradas retratando cenas mais complexas em que a Senhora é sempre a figura central.

Apercebo-me sem dificuldade que faz todo o sentido a presença da Mãe.

De facto, ela tem muito a ver com tudo o que se passa com a humanidade.

Afinal todos os homens – por vontade expressa do Filho - somos seus filhos. Mas também tem muito a ver com o mar porque é Guia dos Navegantes; a Stela Maris; a segurança – iter para tuto. ([1])

A sua vida, depois que o Filho começou a ingente tarefa que O trouxe ao mundo, foi passada entre pescadores, homens do mar, gente habituada aos “altos e baixos” da profissão, das pescas abundantes e dos malogros das redes vazias.

Sabe do que falam, conhece o que desejam, consola-os e anima-os a prosseguir.

Tal como o Filho, também ela lhes diz: «Duc in altum», fazei-vos ao largo onde a pesca será mais abundante e compensadora do esforço despendido.

Não vai com eles nas barcas, mas fica em terra, na praia, pensando neles, pedindo insistentemente ao Filho que os guie, os proteja, que os ventos e as ondas não se tornem perigos insuperáveis. Mas, se acaso, soçobram ou estão prestes a sucumbir porque ou perderam os remos ou as velas e estão à deriva num mar desconhecido apressa-se a socorrê-los.

Em Dezembro de 2011 a embarcação “Virgem do Sameiro” com seis pescadores a bordo naufragou. Os pescadores recolheram-se numa balsa e andaram sessenta horas à deriva no mar, exaustos, sem comida nem água sem quaisquer meios disponíveis para sobreviver quando finalmente foram avistados por um helicóptero que os resgatou e os trouxe para terra. Rodeado pelas televisões e jornalistas, o Mestre da embarcação respondeu a uma jornalista que perguntava o que tinha a dizer sobre o que se afirmava que teria sido milagre por intervenção de Nossa Senhora:

- Sim, estou convencido que foi um milagre! Não é por acaso que o nome da embarcação é “Virgem do Sameiro” e que dentro da balsa tínhamos um Terço do Rosário». 


(Estas declarações estão gravadas em vídeo. (http://expresso-virgem-do-sameiro-diz-que-o-mais-dificil-foi-suportar-o-frio-video=f692077)

 

 

 



[1] Guia de um caminho seguro