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11/10/2022

Publicações Outubro 11



 

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

 

Fidelidade de Jesus

«Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel em coisas de pouca monta, dar-te-ei a superintendência de coisas grandes. Entra no gozo do teu Senhor» (Cfr. Mt XXV, 21-23).

A mim, parece-me muito justa esta declaração de Jesus, como se pode ser assegurar a quem for a nossa fidelidade se só nos preocupamos com o que tem relevo, notariedade?

As “coisas pequenas” que são a maior parte das com que nos deparamos diariamente, não podem ser descartadas como não importantes; o desprezo ou alheamento das “coisas pequenas” é meio-caminho andando para desprezar as grandes.

O nosso critério, do que é grande ou pequeno, não deverá ser o que devemos ter em conta, para o Senhor, nada, absolutamente, é pequeno, sem valor, desconsiderável, tudo tem um valor intrínseco que não nos compete avaliar.

Não se começa o treino para uma maratona correndo vinte ou mais quilómetros, começa-se por, dia a dia, perseverantemente, ir correndo pequenas distâncias que irão aumentando à medida que os nossos músculos se vão adaptando e fortalecendo.

Com esse empenho diário, consequente, chegaremos ao “estágio” que desejamos: Estar prontos, preparados, para o desafio, seja qual for.

A pessoa fiel tem muitos amigos que confiam nele sejam quais forem as circunstâncias e, por isso, recorrem a ele pedindo ajuda nos momentos mais difíceis e problemáticos.

A palavra, a acção, o jesto da pessoa fiel tem um valor intrínsseco que é reconhecido como veraz e não uma conveniência de momento.

A fidelidade tem sempre um “prémio”… a satisfação íntima de se ter feito o que se deveria fazer.

As “pequenas coisas” tornam-se, assim, coisas grandes que não podem nem devem ser ignoradas.

Por mais de uma vez Jesus afirmou que era fiel e que nunca abandonaria os seus irmãos os homens mesmo aqueles que lhe são infiéis faltando a compromissos que livremente assumiram.

Da Santíssima Virgem recebeu o constante exemplo de fidelidade.

A sua “declaração” “FIAT” foi plenamente assumida para sempre, abdicando da sua vontade própria para se entregar plenamente à Vontade Divina.

É o que nos diz também em Caná: «Fazei o que Ele vos disser».

Eu tenho a certeza absoluta que se for fiel aos compromisos assumidos no meu Babtismo me salvarei alcançando a Vida Eterna único objectivo que realmente me interessa.

Mas, sei muito bem como sou fraco e volúvel e como me deixo seduzir, mesmo que brevemente, por falsas miragens de felicidade e, por isso mesmo peço com insistência ajuda à minha Mãe do Céu.

Ao longo de toda a minha vida, desde muito pequeno, ela te-me dado sobejas provas da sua fidelidade de Mãe atenta e carinhosa quer em grandes coisas como as doenças graves, a guerra, os desastres de viação, quer nas coisas pequenas de todos os dias.

Sendo, como me esforço por ser, fiel a ti, Mãe, sei que serei fiel ao teu Divino Filho.

 

11/10/2021

Publicações em Outubro 11

 



1

Oração

Senhor aumenta a minha fé que eu, por mim, não sei nada de nada. Como eu desejo uma fé forte, inteira, maciça como uma rocha, onde se desfaçam todas as dúvidas e questões. Uma fé que arda em fogo vivo que se comunique aos que me rodeiam. Uma fé assim, como a de Tua Mãe, Maria Santíssima, de São José meu Pai e Senhor e de São Josemaria. Recorro a Ti que podes tudo e, não por meu merecimento, que não tenho, mas por Tua misericórdia, não deixes que a minha Fé em Ti esmoreça e se apague.

      

2

O que me acontece e o que penso

A impaciência pode ser, e quase sempre é, uma limitação grave no desenrolar da vida de todos os dias, na medida em que mantém como que um estado de alerta para tudo, distraindo do verdadeiro objectivo: Fazer o que se deve quando se deve.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

Meditação

 

Não tenhais medo

 

Logo após a sua eleição como Papa, São João Paulo II assomou à loggia do Vaticano para se dirigir à multidão que enchia a Praça aguardando com ansiedade saber – e ver – o “novo” Papa. As suas primeiras palavras foram: ‘Non abbiate paura’ (Não tenhais medo). E foi dizendo que – possivelmente – houvesse alguma inquietação por estar ali um novo Papa não italiano mas, talvez, ainda mais por ser oriundo de um País do Leste Europeu, dominado pela Rússia Soviética. Naqueles momentos, eu, também me deixei envolver por considerações pessoais como, por exemplo, o que seria o futuro imediato da Igreja com este homem eleito sucessor de Pedro. Recordei então um livro – depois convertido em filme – que há muito lera e que ficara gravado na minha memória: As sandálias do pescador(The Shoes of the Fisherman, Morris West, 1963), Tudo isso “já lá vai” mas arrependo-me de ter cedido a essa tentação terrível que é fazer juízos – quando não críticas – sobre a santidade da Igreja a que pertenço como baptizado e, sobretudo de dar ouvidos aos “profetas da desgraça” que tão frequentemente opinam sobre o que chamam “Crises da Igreja”. «Crise na Igreja? A Santa Igreja – que somos todos os cristãos – tem como Cabeça Jesus Cristo seu Fundador. Só Ele pode alterar seja o que for na sua essência. Nenhum homem seja qual for o cargo que ocupe ou o ministério que desempenhe tem esse poder. Confiemos, pois, com a certeza que quanto maior a provação maior será o Seu cuidado. Fujamos da tentação de fazer juízos – mesmo íntimos – porque tal não os compete. Rezemos com perseverança pedindo Luz, Sabedoria e Justiça para todos, principalmente os que mais responsabilidades possam ter na condução do Povo de Deus.»

Por vezes – talvez muitas – encontro-me perante um dilema: Onde está Jesus, que parece estar “ausente” nas vicissitudes da minha vida, nas “desgraças” no mundo que me rodeia e que, quase a diário, me chegam pelas notícias, pela televisão: inundações, cataclismos, violências bárbaras dos mais elementares direitos humanos, pessoas sem-abrigo, com fome, sem quaisquer recursos…? Está, de facto, ausente, desinteressado, “tem mais que fazer”? Sinto-me, talvez, confuso e sem saber muito bem que pensar. Mas, logo caio em mim e reconsidero: Esta realidade que me atinge como um raio, deixa-me sem palavras: Jesus é meu amigo! Sendo eu como sou, sendo eu o que sou! É extraordinário. Durante os anos, e não são poucos, quantas conversas, quantos desabafos, queixas e pedidos não Lhe fiz! Meu amigo! Jesus é meu amigo. Com esta certeza, com este AMIGO que mais posso precisar? Que posso temer! E, quase instantaneamente, oiço-Te: «Sou Eu, não tenhas medo!»

A Santíssima Virgem é a Mãe da Igreja e, como boa Mãe, não deixará que alguma vez esta se afunde no mar da incerteza ou se deixe dominar por opiniões ou critérios venham de onde vierem a não ser aqueles que O seu Divino Filho instituíu.