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09/10/2022

Publicações em Outubro 9

  



Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

Jesus e as crianças

 

Com muita frequência deparo-me com cenas do Evangelho que incluem crianças e fico sempre enternecido com o carinho que Jesus demonstra para com elas.

Há momentos em que as considera como os “mais importantes” seres Criados por Deus. Vou entrosando bem quanto diz e quanto faz para me aperceber das “razões” desta atitude e, percebo com meridiana clareza que, sem dúvida, o que atrai Jesus para as crianças é a sua inocência. Sim uma ausência de “manhas”, preconceitos, “jogos” de influência.

A criança é tal qual é  e procede de acordo. Em primeiro lugar quando pensa precisar de alguma coisa pede sem  se deter a pensar se o que pede é “complicado”, talvez absurdo… pede com toda a simplicidade.

Depois reconhece instântaneamente quem lhe quer bem,em quem pode confiar o seu pedido.

Jesus avisa os que O ouvem sobre o dever que os adultos têm desrespeitar e proteger as crianças e não deixa de referir solenemente o castigo que espera os que o não façam com especial ênfase para perversamente abusem delas diz concretamente que «melhor fora para esse não ter nascido».

Jesus tem bem presente a Sua infância; a Sua Santíssima Mãe sempre atenta e vigilante mantendo-O sempre sob o seu olhar atento e cuidado, chamando-O quando Se afasta, estendendo as mãos para O levantar de uma queda e, quando mais crescido, levando-O à Escola Rabínica, acompanhando os Seus progressos.

O Seu Guardião, São José, ensinando-Lhe o seu ofício de carpinteiro, não dispensando a Sua ajuda na oficina onde ganhava o sustento da pequena Família.

Nada O distinguia dos outros meninos da sua idade, ria, brincava como todos os outros. Quando, na Vida Adulta encontra uma criança chama-a para o pé de Si, quer acariciá-la, mimá-la para que se sinta como Ele Próprio Se sentia naquela idade.

No Capítulo XVIII de São Mateus, Jesus mostra a Sua predilecção pelas crianças, ou, melhor, por aquilo que as crianças representam: A inocência, a simplicidade! Pessoas, adultas como nós, têm muita dificuldade em assumir esta posição porque, nomeadamente, a inocência é algo de tão extraordinária grandeza que, atingi-la – ou recuperá-la – será tarefa de uma vida inteira.

Já a simplicidade poderá estar mais ao nosso alcance se formos honestos intelectualmente, se correctos no comportamento, se moderados nos desejos e necessidades.

Jesus Cristo várias vezes fala nas crianças e no “real valor” que têm para Deus. Digamos que da Sua Obra-Prima – a criação humana – são o exemplo mais puro, inocente e verdadeiro. Ao desejar que sejamos como crianças é isso mesmo que procura que sejamos: puros, inocentes, verdadeiros. Assim sendo é natural que sejamos, também nós, predilectos do nosso Pai Deus e que mereçamos da Sua parte uma atenção e carinho muito especiais daí que, nos proteja com especial cuidado e não admita que alguém, a pretexto do que for, conspurque ou avilte esses Seus muito queridos filhos.

As crianças continuam a ser, como no tempo de Jesus, objecto de notícias e atenções quase sempre pelos piores motivos.

Quando deveriam viver no sossego da vida familiar, na alegria do presente e na esperança do futuro, vêm-se amiúde feridas na sua dignidade mais elementar, usadas e manipuladas como moeda de troca de paixões, interesses e conveniências por parte de quem mais seria de esperar protecção e carinho. Aflige-me pensar nas "pesadas contas" que estes terão de prestar!

Pelos piores motivos – quase sempre – as crianças são notícia comum.

Vejamos: a vida de uma criança inocente tem maior valor que a de um adulto?

Não!

Uma vida – qualquer vida humana - é criada por Deus com a Sua imagem impressa no seu ser. Tem um valor intrínseco e inviolável.

Então… porquê este “ruído” sobre as crianças? Naturalmente – e com toda a razão - porque se presume a sua incapacidade de defesa, a sua dependência dos mais velhos e, naturalmente, a sua inocência que Jesus Cristo tantas vezes dá como exemplo concreto aos que O escutam.

A inocência das crianças pode classificar-se de várias formas; a primeira será, talvez, a completa e total ausência de mal; a segunda é a natural inclinação para seguir quem pratica o bem e, a terceira, a confiança sem preconceitos ou condições em quem reconhece inteira credibilidade.

Um Pai nunca enganará deliberadamente um filho, daí que, o filho confie absolutamente no pai.

A Sua Santíssima Mãe não demorou em ir assistir Isabel que esperava o primeiro filho, não obstante a  dureza e incómodo da viagem pelas montanhas de Judá, prestar assistência ao que ia nascer era o mais imortante que não podia ser adiado.

Como gostaria, Senhora que me ajudasses a ser criança no meu comportamento, simples, honesto, delicado.

Então, nos teus ternos braços de Mãe extremosa sentir-me-ei a salvo, tranquilo, seguro.

 

 

 

09/10/2021

Publicações em Outubro 9



1

Oração

Ó Deus que concedes-te a São João Paulo II graças extraordinárias para levar a cabo a sua missão como Teu Vigário na terra, deixando em todo o mundo uma marca indelével, nomeadamente: Pelo seu zelo pelas almas, defesa da vida e dignidade humanas, clareza e rigor da Doutrina e exemplo de amor e cumprimento do dever de cada dia mesmo à custa do sofrimento e da dor pessoais, concedei por seu intermédio a protecção das minhas três filhas e as suas famílias, para que sejam sempre mulheres e mães exemplares, educando, ensinando e dando exemplo de estabilidade, equilíbrio e sobretudo de Fé e da prática da Fé. Fernandinha, intercede por elas.

 

2

O que me acontece e o que penso

 

Se não sei a causa não posso avaliar o efeito.

O que faço ou que penso têm uma consequência lógica.

Se penso mal só poderei agir mal.

E inversamente.

 

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Seguir Jesus

 

Mas sigo Jesus como? Parece que a resposta está latente no meu coração. Sigo-O cada vez que me lembro d'Ele o que acontece amiúde durante o dia. Exagero? Não! Mas penso - e desejo ardentemente - que seja permanente, visceral, com todo o empenho e entrega de todo o meu coração. Sei muito bem que tal só é possível com amor. Mas Tu, meu Deus, não sabes que Te amo? Então... aumenta o meu AMOR POR TI que eu, não consigo, mas Tu podes TUDO!

 

Segue-me!

 

Estava ali, sentado naquela cadeira de café. Não é meu hábito mas, naquela tarde, estava um pouco cansado de uma caminhada pelas ruas da cidade e apeteceu-me descansar um pouco. Ouvi distintamente alguém que dizia: - Tu segue-me! Que estranho! Uma frase que eu conheço perfeitamente e sobre a qual medito bastante: Refiro-me ao “chamamento típico” de Jesus Cristo que os Evangelistas referem por várias vezes. Fez-me confusão, confesso. Estarei a ouvir “coisas”? Estou tontinho? Olhei em volta e as sete ou oito pessoas que estavam por ali sentadas continuaram a conversar normalmente. Enfim… gente comum, uns três ou quatro homens, duas senhoras e três jovens “agarrados” aos telemóveis. Pois… não podia ser… Mas, de facto, tornei a ouvir talvez com um acento de insistência: - Tu segue-me! Bom… desta vez a coisa pareceu-me séria e tive de fazer um esforço para não me levantar imediatamente persignando-me. Mas, sou teimoso, muito teimoso, e nada dado nem a “visões” nem a “audições” estranhas como vindas “do Além”. Por isso resolvi “entrar no jogo” e perguntei em silêncio: - Senhor… estás a falar comigo? E ouvi: - Claro que estou a falar contigo. Vem e segue-me! Fiquei estarrecido! O Senhor estava a falar comigo, sentado a uma mesa de café, numa rua qualquer da cidade onde vivo. O esforço agora, para me comportar sem dar nas vistas, era tentar reter a torrente lágrimas que sentia impetuosa a vir-me aos olhos. Deixei de ouvir os ruídos das conversas à minha volta, os barulhos do bulício normal de uma rua de cidade, dos automóveis, nada. Como se uma espécie de “bolha” invisível me tivesse encerrado isolando-me do mundo exterior. Pensei: ‘O que faço agora?’

Ali perto há uma Igreja aberta ao público. Quase como um “zombie” levantei-me e fui até lá. O Templo estava deserto pelo que me senti muito à vontade e comecei num monólogo íntimo, mas aceso e confiante: ‘Pronto, Senhor, não sabia onde ir, ou antes, onde querias que fosse para seguir-Te por isso vim aqui. Desculpa a minha ousadia e a minha pouca fé mas, se há mais alguma coisa…’ E não acabei porque Ele, - tive então a certeza absoluta que era Ele – disse-me: ‘Fizeste exactamente o que Eu queria, sabes: estou aqui neste Sacrário há mais de quatro horas e não aparece ninguém para Me fazer um pouco de companhia, ou, sequer, para Me cumprimentar! Que bom! Agora estás aqui e podemos passar uns bons momentos juntos.’

Para mim já não havia quaisquer “barreiras” ou impedimentos de falsa vergonha e por isso comecei a falar como se de repente tivesse aberto as portas do meu coração, da minha alma, e deixasse vir cá para fora quanto guardava cioso da minha Fé e do meu Amor. Sentia-me tão contente e feliz por ter merecido – sem merecimento – o convite do Senhor que nem sei quanto tempo ali estive, nem o que Lhe disse ou contei. Nunca me interrompeu e eu fui falando, falando ininterruptamente até que uma senhora com alguma idade entrou na Igreja.

Nessa altura disse-me: - Pronto! Gostei do nosso convívio, podes ir-te embora¸- Ah! E obrigado por Me teres seguido!

O convite de Jesus Cristo a segui-Lo é muito simples e pragmático. «Segue-Me!».Posso imaginar o tom, a inflexão das Suas palavras: Não são “imperiosas” nem “formais”¸São simples e concretas e não admitem interpretações; O tom é normal e corrente; É, de facto um convite mas, parece uma ordem; Dirige-se sempre a alguém especialmente e não é nem multitudinário nem abrangente.

Realmente as pessoas - multidões, lê-se nos Evangelhos - acompanham Jesus mas tal não quer dizer que O sigam.

Seguir alguém é acompanhar – permanentemente – essa pessoa, escutando o que diz, vendo o que faz e como faz, no fim e ao cabo ter essa pessoa como guia e mestre.

Não consta nos Evangelhos que alguém não tenha aceitado o convite a não ser, mas, neste caso, o jovem que desejava ser perfeito e, Jesus, ofereceu-lhe a solução e foi esta que o jovem não quis aceitar. O Senhor escolhe quem muito bem entende e fá-lo – sempre – com a esperança que a pessoa que convida aceite e, com segui-Lo, deseje imitá-Lo e alcance a Salvação Eterna. Talvez que o caso mais paradigmático que consta nos Evangelhos seja o convite endereçado a Mateus. Jesus passa pelo seu lugar de trabalho: sentado no telónio de cobrador de impostos. Olha-o nos olhos e diz as “famosas palavras”: «Segue-me.» A resposta foi pronta e imediata: Mateus levantou-se e seguiu Jesus. A decisão de Mateus de seguir Jesus sugere-me algumas “lições”.

Uma primeira “lição”:Não pode adiar-se para um momento qualquer num futuro sempre incerto, ou é – como disse – pronta e imediata ou corre-se o risco de nunca acontecer; Uma segunda “lição”: Não põe condições ou levanta obstáculos, impedimentos. (Mateus, por exemplo, poderia demorar um pouco para terminar o que estava a fazer.);Uma terceira “lição”: A exigência do desprendimento pessoal seja o que for: importante ou de escasso valor, necessário ou não, com a confiada certeza que o Senhor providenciará o que se mostrar útil.

(Foi este desprendimento que faltou ao “Jovem Rico”)

Uma quarta “lição”:As “consequências” de seguir Jesus são inimagináveis! Por exemplo, Mateus tornou-se um dos Doze Apóstolos e foi autor de um dos Evangelhos.