15/10/2021

Publicações em Outubro 15

 


Publicações em Outubro 15

 

1

Oração

Senhor, Tu sabes que Te amo, sabes que quero amar-Te total e profundamente, com todo o meu coração sem reservas nem condições. Mas também sabes, Senhor, como sou fraco. Ajuda-me a amar-Te cada vez mais.

 

2

O que me acontece e o que penso

Quando a "minha humanidade" me assalta ocorre-me  quase automaticamente ao pensamento: O "Espinho da Carne" que São Paulo algumas vezes refere, até com um grito "Quem me livrará deste corpo de morte" tem, penso, uma correspondência com a "minha humanidade".

Sossega-me a resposta de Cristo ao grito do Apóstolo: "Basta-te a Minha Graça!"

 

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

Meditação

 

A aparência de Jesus

Detenho-me a imaginar qual seria a aparência de Jesus, o veriam os outros com quem Se cruzava nos caminhos da Palestina e, em particular, como surgiria aos olhos dos Seus díscipulos, nomeadamente os mais próximos… os Apóstolos.

Entendo que um Rabi, um Chefe, não pode apresentar-se vestido de qualquer forma. Normalmente, no Israel daquele tempo, os Chefes do Povo, os fariseus e os escribas gostavam, como dizem os Evangelhos, de ricas vestes, com filactérias a arrastar pelo chão, símbolos e colares que identificavam a sua dignidade. Como também diz Jesus «já recebiam a sua paga». Jesus não! Em tudo parece um cidadão comum, normal, embora usando uma túnica inconsútil, o que não seria muito usual naqueles tempos, usando sandálias nos pés, porque é Senhor e não escravo, não usa nem símobolos ou sinais especiais que O identifiquem como alguém diferente do comum das pessoas. Talvez  por isso, por não aparentar ser um Chefe, uma Autoridade alguns se espantassem: «De onde Lhe vem esta sabedoria?».

Na Sua infância convivia e brincava com as crianças da Sua idade em Nazareth e só a Sua Santíssima Mãe sabia que aquela criança era DEUS!

Sim… Deus brincando com as crianças. Como não deveria o seu Dulcíssimo Coração encher-se de ternura ao contemplar cenas tão entranháveis!

Eu levo muito em conta o que visto ou uso em cada ocasião, esta é uma procupação “natural” ou uma manifestação de vaidade pessoal?

Percebo, mas peço à Santíssima Virgem que me ajude a perceber melhor, que não será o que visto ou o que uso que arrastará outros para o Reino De Deus mas sim a forma como me comporto e hajo.

 

14/10/2021

Publicações em Outubro 14

 



1

Oração

Senhor: Que eu seja moderado no comer, no vestir, nas atitudes, nas palavras e conversas, no comportamento.

Senhor: Temperança!

2

O que me acontece e o que penso

Perguntar o que se não sabe ou não se tem a certeza é, seguramente um acto de humildade.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça


Escolha do Colégio apostólico ou dos Doze

 

Meditação

 

 

 

Impressiona a simplicidade de algo tão transcendente como é o chamamento dos quatro primeiros Apóstolos. Não há um discurso, uma explicação o traçar de um plano de acção. O Senhor, que sabe tudo, sabia que a resposta seria pronta, imediata, completa total.

Há com certeza algum conhecimento prévio da pessoa de Jesus, os quatro irmãos deveriam ter falado disso com detalhe, mas, não obstante, estariam longe de supor que este convite inopinado lhes seria feito. As pessoas simples, de espírito aberto e coração puro, abraçam sem titubear os convites que reconhecem instantaneamente como sendo algo radical que mudará as suas vidas para sempre porque, também de imediato, reconhecem em Quem os convida, uma autoridade e grandeza a que não podem resistir. Não “jogam, portanto, no escuro”, mas com a certeza e confiança que estão fazendo o que de facto lhes convém. Com certeza que conhecem bem a Santíssima Virgem já que sabemos que eram visitas frequentes da casa de Nazareth. O acolhimento que a Senhora lhes terá prestado deve ser sido decisivo para a escolha de Jesus. Depois seguir-se-ão mais “convites”, mais “escolhas” até completar o que poderíamos chamar: os Doze do Colégio Apostólico. Doze! Porquê doze? Não eram doze as Tribos de Israel? Pois Jesus Cristo tem uma intenção que revelará mais tarde: "Sentar-vos eis em doze tronos para julgar as Doze Tribos de Israel". Mas, atrevo-me aperguntar: Não deveria ter escolhido gente competente, ilustrada, culta que desse melhores "garantias" de sucesso na missão? Seria, talvez, o meu critério. Mas, os "critérios" de Jesus, sendo humanos são, também, divinos e são estes que prevalecem. E, como não podia deixar de ser, a escolha é acertadissima. 

‘A humanidade inteira deve a Pedro e aos outros seus companheiros, saber quem é Jesus e, sabendo-o, ter a oportunidade através dos Evangelhos, de chegar a conhecê-lo intimamente. Conhecer Jesus Cristo é conhecer Deus Uno e Trino, Criador e Senhor de toda a criação. Sem estes homens, simples, um pouco rudes, cheios de defeitos e debilidades mas sentindo um amor incomensurável pelo Mestre por Quem a maior parte deu a própria vida, eu não teria essa ventura. Como são pessoas comuns como eu, poderei tentar imitá-los em tudo mas, sobretudo, nesse Amor com A grande por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

 

 

 

13/10/2021

Publicações em Outubro 13

 


1

Oração

Senhor: Que eu saiba ordenar bem o meu amor. Em primeiro lugar… Tu, Senhor do Céu e da Terra, Criador de todas as coisas. Todos os outros amores, por limpos, honestos, verdadeiros que sejam, ou possam parecer, devem ordenar-se a este. De Ti me vem tudo, a própria vida. Tudo, absolutamente, quanto tenho, Te pertence. Para Ti caminho, de Ti recebo a força, a inspiração, o alento para a caminhada e ainda o perdão das minhas numerosas faltas. Não guardando agravos, demonstras, a cada instante, a Tua Omnipotente Misericórdia. Peço-te, Senhor, que recebas o meu amor como se fosse o único amor que tens na terra. Assim não notarás como é pequeno, miserável... Serei feliz porque mesmo sabendo o pouco que é, como to dou todo... fico disponível para me “encher” do Teu.

 

2

O que me acontece e o que penso

Tenho consciência que escrevo bem e que o que escrevo "apreciado" por outros.

Sem querer envaideço-me mas logo o Anjo da minha guarda me sussurra:

Ainda bem... é isso mesmo que o Senhor quer de ti, que ponhas ao Seu Serviço as qualidades ou dons que te deu para conquistar almas para o Seu Reino.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Cura de enfermos

 

A exemplo de tantos Santos tambem eu gosto de chamar a Jesus O MÉDICO DIVINO!

Qualquer médico consciente da sua profissão e observante do compromisso que assumiu consagra toda a sua vida a tratar dos feridos, curar as suas doenças, minimizar os seus sofrimentos.

Evidentemente que, sendo esta a sua vida de trabalho terá de ser compensado pelo mesmo mas sempre deverá ter em conta a situação económica dos que atende. Recusar-se a prestar serviços porque não espera receber por eles será algo impensável porque contrário à justiça mais elementar.

O Médico Divino nunca Se recusa a cuidar os que dEle precisam nem Se detém a pensar na “paga” que poderia legítimamente esperar.

Essa “paga” é a alegria da cura operada e o exemplo de caridade que os circunstantes deverão guardar e, sem dúvida, o reconhecimento que Ele pode tudo.

Mas… O Médico Divino faz muito mais que curarar males do corpo, vai ao ponto de fazer algo surpreendente para os que O rodeiam: Toca o doente, como tocou o leproso postado à beira do caminho. Muito pior que a lepra do corpo é a lepra do pecado e também aqui O Médico Divino acrescenta algo que só Ele pode acrescentar: «Vai em paz, os teus pecados estão perdoados» e para confirmar o que digo antes, por vezes acrescenta: «Vê lá… não voltes a pecar para que não te aconteça algo muito pior».

O Evangelho refere que era costume do povo levar até Jesus os familiares ou amigos doentes, muitas vezes amontoando-se à porta da casa onde estaria, outras vezes pondo as enxergas dos doentes nas praças ou caminhos por onde havia de passar e, a Sua sombra curava-os.

Quem acredita neste MÉDICO DIVINO tem sempre a Quem agarrar-se nas aflições da vida corrente com a certeza que Ele actuará como for mais conveniente. Mesmo que não considere curar a doença dará sempre a força e o ânimo para a suportar e, sobretudo, para merecer graças incontáveis para o doente e para muitíssimos outros.

É, de facto, o que vemos com surpreza em muitos hospitais: a serenidade e até alegria de muitos doentes em situações graves de doenças prolongadas que os médicos não conseguem debelar.

Tenho pessoalmente experiências de internamento prolongado em hospitais e pude constatar quanto disse atrás. Para mim foram lições inesquecíveis que muito me servem quando os incómodos, dores e mal-estar me assolam para que não me queixe… antes agradeça a oportunidade de ter algum merecimento.

De facto muitos andam pela vida fora queixando-se por tudo e por nada, uma dor de cabeça, de dentes, um incómodo próprio da idade como seja a locomoção, aos ais e esgares de sofrimento. São pessoas que nos incomodam imenso que em vez de suscitarem a nossa solidaridedade próxima nos afastam para longe.

Pessoalmente tenho problemas sérios de locumoção que a idade vai agravando mas não será por me queixar que esses problemas desaparecem, por isso mesmo faço o possível – ás vezes sem o conseguir – em vez de um “AI!” dizer antes: Ofereço-Te Senhor! E, a verdade, é que quase sempre é suficiente e bastante para que o incómodo desapareça.

E, então eu sei, tenho a certeza absoluta que o MÉDICO DIVINO actuou.

Atrevo-me adizer que quem não tem confiança neste MÉDICO DIVINO tem muito poucos ou ningém que o salve em caso de necessidade. Devo fazer como cristão o que me compete fazer: anunciar a todos os que se cruzem conmigo nos caminhos da vida esta verdade: que há um MÉDICO DIVINO sempre pronto, diponível e solicícito para nos atender e assistir.

Bastará chamá-Lo e Ele não deixará de vir em nosso auxílio.

 

 

 


 

 

 

12/10/2021

Publicações em Outubro 12

 


1

Oração

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!

Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: «Bem-aventurados os que acreditarem sem terem visto». E eu creio, Senhor. Creio firmemente que, Tu és O Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor A Quem quero amar com todas as minhas forças e, A Quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres, mas, se me criaste é porque Tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

2

O que me acontece e o que penso

Como eu tenho neste momento, por principal trabalho de apostolado escrever, sou frequentemente assaltado por: 'Lá estás tu a recrear-te'.

É uma das preferências do tentador: levar-me a considerar que as minhas qualidades que devo pôr ao serviço dos outros, são defeitos.

Ceder equivalerá a deixar de fazer o que devo dando devido uso ás qualidades que Deus me deu.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

 

 

Jesus e as crianças

Com muita frequência deparo-me com cenas do Evangelho que incluem crianças e fico sempre enternecido com o carinho que Jesus demonstra para com elas.

Tem momentos em que as considera como os “mais importantes” seres Criados por Deus. Vou entrosando bem quanto diz e quanto faz para me aperceber das “razões” desta atitude e, percebo com meridiana clareza que, sem dúvida, o que atrai Jesus para as crianças é a sua inocência. Sim uma ausência de “manhas”, preconceitos, “jogos” de influência.

A criança é tal qual é  e procede de acordo. Em primeiro lugar quando pensa precisar de alguma coisa pede sem  se deter a pensar se o que pede é “complicado”, talvez absurdo… pede com toda a simplicidade.

Depois reconhece instântaneamente quem lhe quer bem,em quem pode confiar.

Jesus avisa solenemente os que O ouvem sobre o dever que os adultos têm derespeitar e proteger as crianças e não deixa de referir solenemente o castigo que espera os que o não façam com especial ênfase para perversamente abusem delasdiz concretamente que «melhor fora para esse não ter nascido».

Jesus tem bem presente a Sua infância; a Sua Santíssima Mãe sempre atenta e vigilante mantendo-O sempre sob o seu olhar atento e cuidado, chamando-O quando Se afasta, estendendo as mãos para O levantar de uma queda e quando mais crescido levando-O à Escola Rabínica, acompanhando os Seus progressos. O Seu Guardião, São José, ensinando-Lhe o seu ofício de carpinteiro, não dispensando a Sua ajuda na oficina onde ganhava o sustento da pequena Família.

Nada O distinguia dos outros meninos da sua idade, ria, brincava como todos os outros.

Quando, na Vida Adulta encontra uma criança chama-a para o pé de Si, quer acariciá-la, mimá-la para que se sinta como Ele Próprio Se sentia naquela idade.

No Capítulo XVIII de São Mateus Jesus mostra a Sua predilecção pelas crianças, ou, melhor, por aquilo que as crianças representam: A inocência, a simplicidade! Pessoas, adultas como nós, têm muita dificuldade em assumir esta posição porque, nomeadamente, a inocência é algo de tão extraordinária grandeza que, atingi-la – ou recuperá-la – será tarefa de uma vida inteira. Já a simplicidade poderá estar mais ao nosso alcance se formos honestos intelectualmente, se correctos no comportamento, se moderados nos desejos e necessidades.

Jesus Cristo várias vezes fala nas crianças e no “real valor” que têm para Deus. Digamos que da Sua Obra-Prima – a criação humana – são o exemplo mais puro, inocente e verdadeiro. Ao desejar que sejamos como crianças é isso mesmo que procura que sejamos: puros, inocentes, verdadeiros. Assim sendo é natural que sejamos, também nós, predilectos do nosso Pai Deus e que mereçamos da Sua parte uma atenção e carinho muito especiais daí que, nos proteja com especial cuidado e não admita que alguém, a pretexto do que for, conspurque ou avilte esses Seus muito queridos filhos.

As crianças continuam a ser, como no tempo de Jesus, objecto de notícias e atenções quase sempre pelos piores motivos. Quando deveriam viver no sossego da vida familiar, na alegria do presente e na esperança do futuro, vêm-se amiúde feridas na sua dignidade mais elementar, usadas e manipuladas como moeda de troca de paixões, interesses e conveniências por parte de quem mais seria de esperar protecção e carinho. Aflige-me pensar nas "pesadas contas" que estes terão de prestar!

Pelos piores motivos – quase sempre – as crianças são notícia comum. Vejamos: a vida de uma criança inocente tem maior valor que a de um adulto? Não! Uma vida é – qualquer vida humana - é criada por Deus com a Sua imagem impressa no seu ser. Tem um valor intrínseco e inviolável. Então… porquê este “barulho” sobre as crianças? Naturalmente – e com toda a razão - porque se presume a sua incapacidade de defesa, a sua dependência dos mais velhos e, naturalmente, a sua inocência que Jesus Cristo tantas vezes dá como exemplo concreto aos que O escutam.

A inocência das crianças pode classificar-se de várias formas; A primeira será, talvez, a completa e total ausência de mal; Como segunda é a natural inclinação para seguir quem que pratica o bem e, a terceira, a confiança sem preconceitos ou condições em quem se reconhece inteira credibilidade.

Um Pai nunca enganará deliberadamente um filho, daí que, o filho confie absolutamente no pai.

A Sua Santíssima Mãe não demorou em ir assistir Isabel que esperava o primeiro filho, não obstante a  dureza e incómodo da viagem pelas montanhas de Judá, prestar assistência ao que ia nascer era o mais imortante que não podia ser adiado.

Como gostaria, Senhora que me ajudasses a ser criança no meu comportamento, simples, honesto, delicado.

Então nos teus ternos braços de Mãe extremosa sentir-me-ei a salvo, tranquilo, seguro.

 

11/10/2021

Publicações em Outubro 11

 



1

Oração

Senhor aumenta a minha fé que eu, por mim, não sei nada de nada. Como eu desejo uma fé forte, inteira, maciça como uma rocha, onde se desfaçam todas as dúvidas e questões. Uma fé que arda em fogo vivo que se comunique aos que me rodeiam. Uma fé assim, como a de Tua Mãe, Maria Santíssima, de São José meu Pai e Senhor e de São Josemaria. Recorro a Ti que podes tudo e, não por meu merecimento, que não tenho, mas por Tua misericórdia, não deixes que a minha Fé em Ti esmoreça e se apague.

      

2

O que me acontece e o que penso

A impaciência pode ser, e quase sempre é, uma limitação grave no desenrolar da vida de todos os dias, na medida em que mantém como que um estado de alerta para tudo, distraindo do verdadeiro objectivo: Fazer o que se deve quando se deve.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

Meditação

 

Não tenhais medo

 

Logo após a sua eleição como Papa, São João Paulo II assomou à loggia do Vaticano para se dirigir à multidão que enchia a Praça aguardando com ansiedade saber – e ver – o “novo” Papa. As suas primeiras palavras foram: ‘Non abbiate paura’ (Não tenhais medo). E foi dizendo que – possivelmente – houvesse alguma inquietação por estar ali um novo Papa não italiano mas, talvez, ainda mais por ser oriundo de um País do Leste Europeu, dominado pela Rússia Soviética. Naqueles momentos, eu, também me deixei envolver por considerações pessoais como, por exemplo, o que seria o futuro imediato da Igreja com este homem eleito sucessor de Pedro. Recordei então um livro – depois convertido em filme – que há muito lera e que ficara gravado na minha memória: As sandálias do pescador(The Shoes of the Fisherman, Morris West, 1963), Tudo isso “já lá vai” mas arrependo-me de ter cedido a essa tentação terrível que é fazer juízos – quando não críticas – sobre a santidade da Igreja a que pertenço como baptizado e, sobretudo de dar ouvidos aos “profetas da desgraça” que tão frequentemente opinam sobre o que chamam “Crises da Igreja”. «Crise na Igreja? A Santa Igreja – que somos todos os cristãos – tem como Cabeça Jesus Cristo seu Fundador. Só Ele pode alterar seja o que for na sua essência. Nenhum homem seja qual for o cargo que ocupe ou o ministério que desempenhe tem esse poder. Confiemos, pois, com a certeza que quanto maior a provação maior será o Seu cuidado. Fujamos da tentação de fazer juízos – mesmo íntimos – porque tal não os compete. Rezemos com perseverança pedindo Luz, Sabedoria e Justiça para todos, principalmente os que mais responsabilidades possam ter na condução do Povo de Deus.»

Por vezes – talvez muitas – encontro-me perante um dilema: Onde está Jesus, que parece estar “ausente” nas vicissitudes da minha vida, nas “desgraças” no mundo que me rodeia e que, quase a diário, me chegam pelas notícias, pela televisão: inundações, cataclismos, violências bárbaras dos mais elementares direitos humanos, pessoas sem-abrigo, com fome, sem quaisquer recursos…? Está, de facto, ausente, desinteressado, “tem mais que fazer”? Sinto-me, talvez, confuso e sem saber muito bem que pensar. Mas, logo caio em mim e reconsidero: Esta realidade que me atinge como um raio, deixa-me sem palavras: Jesus é meu amigo! Sendo eu como sou, sendo eu o que sou! É extraordinário. Durante os anos, e não são poucos, quantas conversas, quantos desabafos, queixas e pedidos não Lhe fiz! Meu amigo! Jesus é meu amigo. Com esta certeza, com este AMIGO que mais posso precisar? Que posso temer! E, quase instantaneamente, oiço-Te: «Sou Eu, não tenhas medo!»

A Santíssima Virgem é a Mãe da Igreja e, como boa Mãe, não deixará que alguma vez esta se afunde no mar da incerteza ou se deixe dominar por opiniões ou critérios venham de onde vierem a não ser aqueles que O seu Divino Filho instituíu.

 

10/10/2021

Publicações em Outubro 10

 



1

Oração

Pelos meus Nove Netos e  Dois Bisnetos:

Protege, Senhora, as suas vidas para que sejam boas pessoas honestas e trabalhadoras que honrem a família, se respeitem a si mesmos, sejam exemplo para os outros e santos.

2

O que me acontece e o que penso

Já o terei dito ou escrito... uma artimanha do tentador é fazer-me pensar: homem estás sempre a rezar as mesmas orações, a repetir o que já disseste inúmeras vezes, achas que Ele não sabe?

Sem querer, dialogar, o que não devo fazer, descarto: Claro que sei... e depois? 

Fico com a "prova" que o tentador fica incomodado com a minha persistência.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Mansidão de Jesus

 

Jesus Cristo disse de Si mesmo que era: «manso» .

 

Eu, pergunto: Mas o que é ser “manso”?

Poderia dizer que, “ser manso” é ter brandura de génio, não ser nem intempestivo nem precipitado nas reacções às diferentes contrariedades que vou encontrando pela vida.

Sinto-me muito longe de tal porque o meu orgulho - contra o qual luto permanentemente sem ter grande sucesso – me impele para um espírito crítico muitas vezes exacerbado pelos defeitos que julgo ver nos outros. E, o pior, é muitíssimas vezes, o que vejo é um reflexo dos meus próprios defeitos e limitações.

Refiro “o meu orgulho” porque o Senhor acrescentou: «e humilde» e a humildade é completamente incompatível com o orgulho.

Chego, portanto, a uma primeira conclusão: - Para ter mansidão é necessária a humildade pessoal.

No episódio narrado por São Mateus a propósito dos vendilhões do Templo, parece-me – pobre de mim – que o Senhor “contraria” essa mansidão que Se outorga. Então a mansidão pode aceitar uma reacção “intempestiva”?

Penso melhor e concluo que ser manso não é ser abúlico, indiferente, não reagir quando se deve reagir mesmo que tal implique uma atitude, talvez, intransigente.

Visto assim, chego a uma segunda conclusão: Porquê não reajo como devo a situações que exigem uma atitude clara e firme? Não quero incomodar-me? Talvez pense que o assunto não é comigo, não me diz respeito, não possuo nem “autoridade” nem “estatuto” para tal?

De facto, talvez não tenha, melhor dizendo, não tenho nem “autoridade” nem “estatuto”, porque para os ter, preciso de ter dado exemplo disso mesmo que se impõe que faça. Não posso nem devo recomendar o que não pratiquei! Não seria honesto comigo nem intelectualmente  nem, principalmente, para com os outros que, nesse caso, teriam toda a razão para afirmar: Este, diz para fazermos o que, ele próprio não faz! Que crédito nos merece? E, eu tenho de concluir: - Absolutamente nenhum!

A Santíssima Virgem nunca deixará de corrigir as actitudes que não sejam próprias e um cristão. Como boa Mãe não deixa que os seus filhos não pratiquem o bem que devem fazer ou que se alheiem dos actos menos bons que outros façam.

Ela que é a própria mansidão não se cansa de recomendar aos seus filhos a brandura do coração, a gentileza do trato, a amabilidade no comportamento que vevemos ter para com todos independentemente da forma como possam tratar-nos.

Nada ”desarma” com mais eficácia alquém que procede de forma agreste, irritada, desagradável que um sorriso contemporizador, um gesto de compreensão calma e contida.

Ela nunca nos “recebe mal” mesmo quando está triste com o nosso comportamento ou lhe dói o Coração Extremoso com as nossas faltas.

Mãe, Querida Mãe, ensina-me também a mim a ser Manso e Humilde de coração!

 

09/10/2021

Publicações em Outubro 9



1

Oração

Ó Deus que concedes-te a São João Paulo II graças extraordinárias para levar a cabo a sua missão como Teu Vigário na terra, deixando em todo o mundo uma marca indelével, nomeadamente: Pelo seu zelo pelas almas, defesa da vida e dignidade humanas, clareza e rigor da Doutrina e exemplo de amor e cumprimento do dever de cada dia mesmo à custa do sofrimento e da dor pessoais, concedei por seu intermédio a protecção das minhas três filhas e as suas famílias, para que sejam sempre mulheres e mães exemplares, educando, ensinando e dando exemplo de estabilidade, equilíbrio e sobretudo de Fé e da prática da Fé. Fernandinha, intercede por elas.

 

2

O que me acontece e o que penso

 

Se não sei a causa não posso avaliar o efeito.

O que faço ou que penso têm uma consequência lógica.

Se penso mal só poderei agir mal.

E inversamente.

 

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Seguir Jesus

 

Mas sigo Jesus como? Parece que a resposta está latente no meu coração. Sigo-O cada vez que me lembro d'Ele o que acontece amiúde durante o dia. Exagero? Não! Mas penso - e desejo ardentemente - que seja permanente, visceral, com todo o empenho e entrega de todo o meu coração. Sei muito bem que tal só é possível com amor. Mas Tu, meu Deus, não sabes que Te amo? Então... aumenta o meu AMOR POR TI que eu, não consigo, mas Tu podes TUDO!

 

Segue-me!

 

Estava ali, sentado naquela cadeira de café. Não é meu hábito mas, naquela tarde, estava um pouco cansado de uma caminhada pelas ruas da cidade e apeteceu-me descansar um pouco. Ouvi distintamente alguém que dizia: - Tu segue-me! Que estranho! Uma frase que eu conheço perfeitamente e sobre a qual medito bastante: Refiro-me ao “chamamento típico” de Jesus Cristo que os Evangelistas referem por várias vezes. Fez-me confusão, confesso. Estarei a ouvir “coisas”? Estou tontinho? Olhei em volta e as sete ou oito pessoas que estavam por ali sentadas continuaram a conversar normalmente. Enfim… gente comum, uns três ou quatro homens, duas senhoras e três jovens “agarrados” aos telemóveis. Pois… não podia ser… Mas, de facto, tornei a ouvir talvez com um acento de insistência: - Tu segue-me! Bom… desta vez a coisa pareceu-me séria e tive de fazer um esforço para não me levantar imediatamente persignando-me. Mas, sou teimoso, muito teimoso, e nada dado nem a “visões” nem a “audições” estranhas como vindas “do Além”. Por isso resolvi “entrar no jogo” e perguntei em silêncio: - Senhor… estás a falar comigo? E ouvi: - Claro que estou a falar contigo. Vem e segue-me! Fiquei estarrecido! O Senhor estava a falar comigo, sentado a uma mesa de café, numa rua qualquer da cidade onde vivo. O esforço agora, para me comportar sem dar nas vistas, era tentar reter a torrente lágrimas que sentia impetuosa a vir-me aos olhos. Deixei de ouvir os ruídos das conversas à minha volta, os barulhos do bulício normal de uma rua de cidade, dos automóveis, nada. Como se uma espécie de “bolha” invisível me tivesse encerrado isolando-me do mundo exterior. Pensei: ‘O que faço agora?’

Ali perto há uma Igreja aberta ao público. Quase como um “zombie” levantei-me e fui até lá. O Templo estava deserto pelo que me senti muito à vontade e comecei num monólogo íntimo, mas aceso e confiante: ‘Pronto, Senhor, não sabia onde ir, ou antes, onde querias que fosse para seguir-Te por isso vim aqui. Desculpa a minha ousadia e a minha pouca fé mas, se há mais alguma coisa…’ E não acabei porque Ele, - tive então a certeza absoluta que era Ele – disse-me: ‘Fizeste exactamente o que Eu queria, sabes: estou aqui neste Sacrário há mais de quatro horas e não aparece ninguém para Me fazer um pouco de companhia, ou, sequer, para Me cumprimentar! Que bom! Agora estás aqui e podemos passar uns bons momentos juntos.’

Para mim já não havia quaisquer “barreiras” ou impedimentos de falsa vergonha e por isso comecei a falar como se de repente tivesse aberto as portas do meu coração, da minha alma, e deixasse vir cá para fora quanto guardava cioso da minha Fé e do meu Amor. Sentia-me tão contente e feliz por ter merecido – sem merecimento – o convite do Senhor que nem sei quanto tempo ali estive, nem o que Lhe disse ou contei. Nunca me interrompeu e eu fui falando, falando ininterruptamente até que uma senhora com alguma idade entrou na Igreja.

Nessa altura disse-me: - Pronto! Gostei do nosso convívio, podes ir-te embora¸- Ah! E obrigado por Me teres seguido!

O convite de Jesus Cristo a segui-Lo é muito simples e pragmático. «Segue-Me!».Posso imaginar o tom, a inflexão das Suas palavras: Não são “imperiosas” nem “formais”¸São simples e concretas e não admitem interpretações; O tom é normal e corrente; É, de facto um convite mas, parece uma ordem; Dirige-se sempre a alguém especialmente e não é nem multitudinário nem abrangente.

Realmente as pessoas - multidões, lê-se nos Evangelhos - acompanham Jesus mas tal não quer dizer que O sigam.

Seguir alguém é acompanhar – permanentemente – essa pessoa, escutando o que diz, vendo o que faz e como faz, no fim e ao cabo ter essa pessoa como guia e mestre.

Não consta nos Evangelhos que alguém não tenha aceitado o convite a não ser, mas, neste caso, o jovem que desejava ser perfeito e, Jesus, ofereceu-lhe a solução e foi esta que o jovem não quis aceitar. O Senhor escolhe quem muito bem entende e fá-lo – sempre – com a esperança que a pessoa que convida aceite e, com segui-Lo, deseje imitá-Lo e alcance a Salvação Eterna. Talvez que o caso mais paradigmático que consta nos Evangelhos seja o convite endereçado a Mateus. Jesus passa pelo seu lugar de trabalho: sentado no telónio de cobrador de impostos. Olha-o nos olhos e diz as “famosas palavras”: «Segue-me.» A resposta foi pronta e imediata: Mateus levantou-se e seguiu Jesus. A decisão de Mateus de seguir Jesus sugere-me algumas “lições”.

Uma primeira “lição”:Não pode adiar-se para um momento qualquer num futuro sempre incerto, ou é – como disse – pronta e imediata ou corre-se o risco de nunca acontecer; Uma segunda “lição”: Não põe condições ou levanta obstáculos, impedimentos. (Mateus, por exemplo, poderia demorar um pouco para terminar o que estava a fazer.);Uma terceira “lição”: A exigência do desprendimento pessoal seja o que for: importante ou de escasso valor, necessário ou não, com a confiada certeza que o Senhor providenciará o que se mostrar útil.

(Foi este desprendimento que faltou ao “Jovem Rico”)

Uma quarta “lição”:As “consequências” de seguir Jesus são inimagináveis! Por exemplo, Mateus tornou-se um dos Doze Apóstolos e foi autor de um dos Evangelhos.