13/02/2021

A verdade de Cristo no coração

 

Os que temos a verdade de Cristo no coração, temos de meter esta verdade no coração, na cabeça e na vida dos outros. O contrário seria comodismo, táctica falsa.

Pensa de novo: Cristo pediu-te licença, a ti, para se meter na tua alma? Deixou-te a liberdade de o seguir, mas procurou-te Ele, porque quis. (Forja, 946)

Com obras de serviço, podemos preparar a Nosso Senhor um triunfo maior que o da sua entrada em Jerusalém... Porque não se repetirão as cenas de Judas, nem a do Jardim das Oliveiras, nem aquela noite cerrada... Conseguiremos que o mundo arda nas chamas do fogo que veio trazer à terra!... E a luz da verdade – o nosso Jesus – iluminará as inteligências num dia sem fim. (Forja, 947)

Leitura espiritual

         


      Novo Testamento ()

Evangelho


Mc XI, 1-26


 

Entrada triunfal em Jerusalém

1 Estando próximos de Jerusalém, perto de Betfagé e de Betânia, junto ao Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos 2 e disse-lhes: «Ide à povoação que está em frente de vós e, logo que nela entrardes, encontrareis um jumentinho preso, que ainda ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. 3 E se alguém vos perguntar: ‘Porque fazeis isso?’ respondei: ‘O Senhor precisa dele;’ e logo o mandará de volta.» 4 Partiram e encontraram um jumentinho preso junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e soltaram-no. 5 Alguns que ali se encontravam disseram-lhes: «Que é isso de soltar o jumentinho?» 6 Responderam como Jesus tinha dito e eles deixaram-nos ir. 7 Levaram o jumentinho a Jesus, lançaram-lhe por cima as capas e Jesus montou nele. 8 Muitos estenderam as capas pelo caminho; outros, ramos de verdura que tinham cortado nos campos. 9 E tanto os que iam à frente como os que vinham atrás gritavam: Hossana! Bendito seja o que vem em nome do Senhor! 10 Bendito o Reino do nosso pai David que está a chegar. Hossana nas alturas! 11  Chegou a Jerusalém e entrou no templo. Depois de ter examinado tudo em seu redor, como a hora já ia adiantada, saiu para Betânia com os Doze.

 

A figueira amaldiçoada

12 Na manhã seguinte, ao deixarem Betânia, Jesus sentiu fome. 13 Vendo ao longe uma figueira com folhas, foi ver se nela encontraria alguma coisa; mas, ao chegar junto dela, não encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos. 14 Disse então: «Nunca mais ninguém coma fruto de ti.» E os discípulos ouviram isto.

 

Os profanadores do Templo

15 Chegaram a Jerusalém; e, entrando no templo, Jesus começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; deitou por terra as mesas dos cambistas e os bancos dos vendedores de pombas, 16 e não permitia que se transportasse qualquer objecto através do templo. 17 E ensinava-os, dizendo: «Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.» 18 Os sacerdotes e os doutores da Lei ouviram isto e procuravam maneira de o matar, mas temiam-no, pois toda a multidão estava maravilhada com o seu ensinamento. 19 Quando se fez tarde, saíram para fora da cidade.

 

A confiança em Deus

20 Ao passarem na manhã seguinte, viram a figueira seca até às raízes. 21 Pedro, recordando-se, disse a Jesus: «Olha, Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou!» 22 Jesus disse-lhes: «Tende fé em Deus. 23 Em verdade vos digo, se alguém disser a este monte: ‘Tira-te daí e lança-te ao mar’, e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar, assim acontecerá. 24 Por isso, vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o recebestes e haveis de obtê-lo. Quando vos levantais para orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe primeiro, 25 para que o vosso Pai que está no céu vos perdoe também as vossas ofensas. 26 Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará as vossas ofensas.»


Texto:



  Ao atribuir a designação de amor ao simples acto sexual independentemente das circunstâncias ou especificidades envolvidas, comete-se um abuso inaceitável porque se implica que se faz um acto divino ou, por outras palavras, que Deus está pessoalmente envolvido no acto.

  À força de repetir uma mentira esta acaba por se tornar verdade; este foi um dos corolários repetido até à exaustão por Lenine e com que funestos resultados!

  Uma das regras mais repetidamente impostas nesses negros anos do início do comunismo soviético, foi o banimento liminar do conceito da palavra, amor.

  Com razão, deve convir-se, porque são dois conceitos, ou filosofias completamente antagónicas.

  Comunismo e amor situam-se em polos diferentes, aliás, tão diferentes quanto o podem ser duas coisas em si distintas desde a raiz.

  O comunismo - ou marxismo - é uma invenção humana enquanto o amor é uma centelha divina.

Esta é a realidade do sentimento mais nobre que o homem pode cultivar, aquele é a afirmação do mais baixo sentimento de domínio de pessoas, sociedades inteiras, para conseguir fins de controlo e hegemonia sem outra finalidade que a exclusão de todos e tudo que não haja - ou sequer pense - da mesma forma recorrendo se necessário - e quase sempre o foi e continua a ser - à força física, à coacção mais brutal e aviltante.

  Sim, é verdade, caiu o muro que, em Berlim, dividia o mundo, símbolo dessa força, dessa ideologia imposta a milhares de seres humanos durante décadas.

  Mas como foi possível?

Que movimento foi o autor de tamanha convulsão?

  Na verdade, não houve nem força nem organização alguma mas, tão só o amor incomensurável de um homem extraordinário:

  O amor pelos homens - por todos os homens - de João Paulo II!

  Uma vez mais se cumpriu o famoso aviso, já citado, de Gamaliel: as obras dos homens são passageiras, podem combater-se e ser vencidas, as de Deus não há combate que as possa vencer.

  Nunca!

  A queda do muro de Berlim foi obra de Deus?

  Não parece haver grandes dúvidas já que todas as explicações que se possam aduzir para actos de inexplicável alcance e envergadura encontram sempre uma intransponível interrogação e desafio à lógica humana.

  Talvez o comunismo continue a existir em diferentes partes do mundo, tal como existem as perseguições que a intransigência das ideologias promovem, mas há uma evolução visível e mudanças significativas à medida que vão desaparecendo os mentores dessas ideologias e políticas.

  Mas o cristianismo não é uma ideologia nem sequer uma filosofia de vida proposta por homens, é um modo de encarar a vida, a criação, o mundo, as relações dos homens com os outros seres e com o meio ambiente e, este modo de encarar a vida foi proposto por Deus através da Segunda Pessoa, Jesus Cristo.

  Por isso, não há várias formas de viver mas apenas duas:

  Viver como Deus quer que o homem viva para alcançar o seu fim que é a vida eterna, ou viver de outra forma qualquer, não importa qual.

  Viver como Deus quer é a única forma que o homem tem de viver para ser possível alcançar o seu fim último.

Viver de outra forma pode ser agradável, compensador, terrível ou desastroso mas, no fim, não restará absolutamente nada e a alma, não podendo acolher-se junto do Criador, porque O rejeitou em vida, ficará banida para sempre de qualquer compensação ou gozo.

  É este o condicionamento do ser humano.

Um condicionamento real, concreto, positivo, do qual não pode fugir, a que não consegue eximir-se tente o que tentar, faça o que fizer.

  Note-se que se fala de condicionamento e não de dilema que, por definição filosófica, significa exactamente um problema que apresenta duas soluções, nenhuma das quais aceitável.

  Este condicionamento, de facto, tem duas soluções:

Uma é actuar como Deus quer; a outra, fazer o oposto.

  Está bem expresso na Lei Natural o modo de viver que Deus quer e qualquer um dos dez preceitos é fundamental e faz parte inalienável do todo.

O não cumprimento ou desprezo de um deles implica o não cumprimento da Lei no seu todo.

Parece simples de perceber que, por exemplo, o preceito de não furtar, se não for cumprido, arrasta consigo uma série de consequências que colidem com todo o resto:

  A confiança, a fidelidade, a justiça, a lealdade, o respeito, a honra, o amor a Deus e ao próximo.

  Por isso não faz sentido nenhum dizer que fulano é honesto como se fosse uma condição de excepcional virtude quando, simplesmente, se trata de uma obrigação moral de qualquer ser humano.

  O Beato João Paulo II foi o homem providencial de que Deus Se terá servido numa determinada época da história humana, para, de certa forma, ser o mentor da fractura com uma situação insuportável para milhões de Filhos Seus.

A sua frágil pessoa conseguiu aquilo que o poder das armas mais sofisticadas e potentes não conseguira até então.

Como?

Porque tinha razão e foi capaz de chamar à razão os que a não tinham.

  É sem dúvida notável que as suas primeiras palavras, após a sua eleição como Sumo-Pontífice, fossem:

  ‘Não tenhais medo!’

  Ele podia, da janela do Palácio Vaticano, dizer estas palavras ao mundo porque, ele próprio, não tinha medo absolutamente nenhum de nada.

 

Nem a consciência, que decerto tinha, da terrível carga que lhe tinha sido posta nos ombros o impediu de mostrar – urbi et orbi – a todos no mundo, que a sua confiança na providência divina era total e absoluta e que tudo, absolutamente tudo quanto pudesse vir a acontecer, seria para bem.

(1) Sequencial todos os dias do ano

Filosofia e Religião, Vida Humana

 

É necessária outra doutrina, além das disciplinas filosóficas?

QUANTO AO PRIMEIRO ARTIGO, ASSIM SE PROCEDE: Parece desnecessária outra doutrina além das disciplinas filosóficas.

1. – Pois não se deve esforçar o homem por alcançar objetos que ultrapassem a razão, segundo a Escritura (Ecle. 3, 22): Não procures saber coisas mais dificultosas do que as que cabem na tua capacidade. Ora, o que é da alçada racional ensina-se, com suficiência, nas disciplinas filosóficas; logo, parece escusada outra doutrina além das disciplinas filosóficas.

2. – Ademais, não há doutrina senão do ente, pois nada se sabe, senão o verdadeiro, que no ente se converte. Ora, de todas as partes do ser trata a filosofia, inclusive de Deus; por onde, um ramo filosófico se chama teologia ou ciência divina, como está no Filósofo. Logo, não é preciso que haja outra doutrina além das filosóficas.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, diz a segunda Carta a Timóteo (II Tm. 3, 16): Toda a Escritura divinamente inspirada é útil para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir na justiça. Porém, a Escritura, divinamente revelada, não pertence às disciplinas filosóficas, adquiridas pela razão humana; por onde, é útil haver outra ciência, divinamente revelada, além das filosóficas.

RESPONDO.

Para a salvação do homem, é necessária uma doutrina conforme à revelação divina, além das filosóficas, pesquisadas pela razão humana. Porque, primeiramente, o homem é por Deus ordenado a um fim que lhe excede a compreensão racional, segundo a Escritura (Is 64, 4): O olho não viu, exceto tu, ó Deus, o que tens preparado para os que te esperam. Ora, o fim deve ser previamente conhecido pelos homens, que para ele têm de ordenar as intenções e atos. De sorte que, para a salvação do homem, foi preciso, por divina revelação, tornarem-se-lhe conhecidas certas verdades superiores à razão.

Mas também naquilo que de Deus pode ser investigado pela razão humana, foi necessário ser o homem instruído pela revelação divina. Porque a verdade sobre Deus, exarada pela razão, chegaria aos homens por meio de poucos, depois de longo tempo e de mistura com muitos erros; se bem do conhecer essa verdade depende toda a salvação humana, que em Deus consiste. Logo, para que mais conveniente e segura adviesse aos homens a salvação, cumpria fossem, por divina revelação, ensinados nas coisas divinas. Donde foi necessária uma doutrina sagrada e revelada, além das filosóficas, racionalmente adquiridas.

QUANTO AO 1º, portanto, deve dizer-seque embora se não possa inquirir pela razão o que sobrepuja a ciência humana, pode-se entretanto recebê-lo por fé divinamente revelada. Por isso, no lugar citado (Ecle. 3, 25), se acrescenta: Muitas coisas te têm sido patenteadas que excedem o entendimento dos homens. E nisto consiste a sagrada doutrina.

QUANTO AO 2º, deve dizer-seque o meio de conhecer diverso induz a diversidade das ciências. Assim, o astrônomo e o físico demonstram a mesma conclusão, p. ex., que a terra é redonda; se bem o astrônomo, por meio matemático, abstrato da matéria; e o físico, considerando a mesma. Portanto, nada impede que os mesmos assuntos, tratados nas disciplinas filosóficas, enquanto cognoscíveis pela razão natural, também sejam objeto de outra ciência, enquanto conhecidos pela revelação divina. Donde a teologia, atinente à sagrada doutrina, difere genericamente daquela teologia que faz parte da filosofia.

 

São Tomás de Aquino, Summa Theológica

Pequena agenda do cristão

    



SÁBADO

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Orações sugeridas:

12/02/2021

Portadores de Deus em todos os ambientes

 

Quando tiveres o Senhor no teu peito e saboreares os delírios do seu Amor, promete-lhe que te esforçarás por mudar o rumo da tua vida em tudo o que for necessário, para o levar à multidão que o não conhece, que anda vazia de ideias; que, infelizmente, caminha animalizada. (Forja, 939)

Para que este nosso mundo vá por um caminho cristão – o único que vale a pena –, temos de viver uma amizade leal com os homens, baseada numa prévia amizade leal com Deus. (Forja, 943)

Com frequência, sinto vontade de gritar ao ouvido de tantas e de tantos que, no escritório e no comércio, no jornal e na tribuna, na escola, na oficina e nas minas e no campo, amparados pela vida interior e pela Comunhão dos Santos, têm de ser portadores de Deus em todos os ambientes, segundo o ensinamento do Apóstolo: "glorificai a Deus com a vossa vida e levai-o sempre convosco". (Forja, 945)

Reflexão

 

Lutar pela perfeição não se trata, de realizar um esforço ascético sobre-humano para alcançar umas determinadas metas, como poderíamos fazer em qualquer outra actividade difícil, mas sim realizar actos sobrenaturais acessíveis com a ajuda da graça. O Senhor não quer que pretendamos a perfeição por si mesma, a “auto-perfeição”, mas que cresçamos no amor, na qual têm a sua origem e ao qual conduzem as virtudes verdadeiras. Por isso, não devemos ficar centrados tanto no cumprimento material de uma determinada virtude, mas no amor a Cristo que está subjacente à luta para viver essa virtude. Não se trata de chegar ao fim da nossa carreira com um processo burocrático sem uma única nódoa, mas em nos empenharmos em cumprir com amor a vontade de Deus em tudo.

(Francisco Fernández Carvajal, Filhos de Deus, Ed. Diel Lda, 1997, nr. 56)

Perguntas e respostas

 

HOMOSSEXUALIDADE

C. PREGUNTAS FREQUENTES

7. O que diz a Igreja Católica sobre a homossexualidade? A Igreja distingue entre pessoas e ações. Recomenda compreensão para com as pessoas e, por sua vez, adverte que os atos homossexuais são gravemente imorais. A mesma atitude se vê na Igreja face a outros comportamentos incorrectos de carácter sexual ou de outro qualquer tipo: compreensão para com as pessoas e caridade firma ante os erros, pois não é a mesma coisa fazer o mal ou fazer o bem.

Pequena agenda do cristão

   

Sexta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

11/02/2021

Reflexão

 


A liberdade das pessoas significa que estas podem amar Deus. Já que, sem liberdade, o amor não é possível. O sofrimento é, portanto, a consequência de uma escolha errada de liberdade.

 

(Gisbert Greshake, Der Preis der Liebe, Bestnnung uber das Leid, Freiburg, 1978, p. 31)

Deus está junto de nós continuamente

 

É preciso convencermo-nos de que Deus está junto de nós continuamente. – Vivemos como se o Senhor estivesse lá longe, onde brilham as estrelas, e não consideramos que também está sempre ao nosso lado. E está como um pai amoroso – quer mais a cada um de nós do que todas as mães do mundo podem querer a seus filhos – ajudando-nos, inspirando-nos, abençoando... e perdoando. Quantas vezes fizemos desanuviar a fronte dos nossos pais, dizendo-lhes, depois de uma travessura: não torno a fazer mais! – Talvez naquele mesmo dia tenhamos tornado a cair... – E o nosso pai, com fingida dureza na voz, de cara séria, repreende-nos..., ao mesmo tempo que se enternece o seu coração, conhecedor da nossa fraqueza, pensando: pobre rapaz, que esforços faz para se portar bem! É necessário que nos embebamos, que nos saturemos de que é Pai e muito Pai-nosso, o Senhor que está junto de nós e nos Céus. (Caminho, 267)

Leitura espiritual Fev 11

 


Novo Testamento [i]

 

Evangelho


Mc X, 17-31


 

O perigo das riquezas

17 Quando se punha a caminho, alguém correu para Ele e ajoelhou-se, perguntando: «Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?» 18 Jesus disse: «Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um só: Deus. 19 Sabes os mandamentos: Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes, honra teu pai e tua mãe.» 20 Ele respondeu: «Mestre, tenho cumprido tudo isso desde a minha juventude.» 21 Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele e disse: «Falta-te apenas uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» 22 Mas, ao ouvir tais palavras, ficou de semblante anuviado e retirou-se pesaroso, pois tinha muitos bens. 23 Olhando em volta, Jesus disse aos discípulos: «Quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que têm riquezas!» 24 Os discípulos ficaram espantados com as suas palavras. Mas Jesus prosseguiu: «Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25 É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus.» 26 Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode, então, salvar-se?» 27 Fitando neles o olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a Deus não; pois a Deus tudo é possível.» 28 Pedro começou a dizer-lhe: «Aqui estamos nós que deixámos tudo e te seguimos.» 29 Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: quem deixar casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou campos por minha causa e por causa do Evangelho, 30 receberá cem vezes mais agora, no tempo presente, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, juntamente com perseguições, e, no tempo futuro, a vida eterna. 31 Muitos dos que são primeiros serão últimos, e muitos dos que são últimos serão primeiros.»

Texto:

 


É o chamado testemunho!

  Fala-se como de uma espécie de transmissão de algo para outros que, normalmente, vêm depois.

  O testemunho é importante porque além da referência e exemplo que constitui, forma como que uma sólida meta que o outro atingiu e que entregou como legado final.

Testemunho é assim algo de importância muito relevante porque, não poucas vezes, é a única base para construir algo.

  Dar testemunho é garantir a outrem que aquilo que está em causa aconteceu de facto de determinada forma.

  Claro que só pode dar testemunho quem presenciou o facto e dele tomou conhecimento, directamente.

  Por isso o testemunho dos Mártires cristãos é suficiente para poderem ser venerados como Santos pois que maior testemunho pode haver que dar a própria vida pela Fé?

  É interessante lembrar que uma das preocupações dos nossos antepassados era legar aos vindouros um testemunho à prova de boatos ou maledicência de quem se sucedesse no futuro com interesse em denegrir ou ofuscar ou a imagem ou a actuação.

Dizia-se “testemunho à prova de fogo” querendo, com isto, significar a absoluta credibilidade do mesmo.

  Quem se preocupa, hoje em dia, com este assunto?

  Por isso a juventude tem tão pouco a que se agarrar.

  Sem princípios, objectivos, metas, sem ideais nem exemplos e, também, sem testemunhos tem forçosamente de descobrir, por si própria, o caminho que lhe convém. E isto é, há que referi-lo, muito difícil!

  Os pais têm de ter em atenção que as oportunidades raramente se repetem - por isso se chamam oportunidades - e estar prontos a intervir sem hesitação e, muito menos, receio.

  O jovem não espera que o seu pai seja um super-homem com a solução pronta para qualquer problema, mas, isso sim, tem tendência para esperar dele uma atitude interessada e disponível para tentar, em colaboração com o filho, encontrar a solução ou caminho que se afigure mais conveniente.

  Além de um direito, que efectivamente tem, de esperar tal atitude do seu Pai, o jovem não encarará jamais a conclusão como algo imposto ou fortemente recomendado pelo poder paternal uma vez que, ele próprio, foi colaborador consciente da resposta ou caminho encontrados.

  Uma das razões aduzidas pelos governantes para proporem a tal “educação sexual”, será a de que não existe, geralmente, habilitação paternal para o efeito e que, para suprir tal falta, o jovem obtém o conhecimento dos companheiros de classe ou convívio, com todos os erros e deficiências que tal supõe.

  Em parte, isso corresponde à realidade, não só porque os pais ou estão ausentes ou desatentos mas também, e este será um motivo de considerável peso, porque são filhos únicos - sendo na melhor parte o clássico “casalinho” e, obviamente, o irmão não tem este tipo de conversas com a irmã e vice-versa - não tendo um irmão mais velho a quem observar e questionar, ou um mais novo que o questione forçando-o a procurar as respostas correctas.

  É bem visível o à-vontade e a atitude de partilha de uma família com vários filhos, em contraste com a reserva e egoísmo revelado pela família de padrão moderno: um pai e uma mãe separados, dividindo entre si a gestão do casalinho a que deram a vida e o nome.

 Do desprendimento das coisas.

 Muito nos fala a Igreja da necessidade de desprendimento e é muito natural que o faça porque Jesus Cristo, na Sua pregação, insistiu vezes sem conta nesta necessidade.

 Em primeiro lugar temos a considerar que Deus aceita e quer aos homens de forma igual, sejam ricos, muito ricos ou pobres, muito pobres, muito inteligentes ou pouco ou, mesmo nada, cultos ou iletrados.

 Porque Deus ama o ser humano por aquilo que é e não pelo que tem ou possui.

 Vemos como no Evangelho, [1] Jesus não tem pejo nenhum em considerar a entrega de dez minas a um homem.

Ao termos em conta que a uma mina corresponderiam, mais ou menos, uns cinquenta quilos de prata, apreciamos que se trata de uma quantia enorme e que, portanto, a Cristo não Lhe repugna que alguém detenha tão considerável fortuna.

Mais, deseja que a faça render e crescer em valor para poder recolher, quando for o tempo, uma mais-valia apreciável, como diríamos hoje.

 Este personagem fez o que estava implícito na atitude do seu Senhor: pôs o pecúlio a render de forma a corresponder ao que lhe foi solicitado e, por tê-lo feito, merece um grande elogio e uma compensação que talvez não esperasse.

 Conclui-se que, quando Deus entrega dez espera receber, pelo menos, vinte e que esse trabalho, por assim dizer, compete ao homem levá-lo a cabo.

Recebeu os meios e fê-los render.

Era a sua obrigação.

 O terceiro personagem tem uma atitude completamente diferente.

Recebendo apenas um talento – mesmo assim uma quantia não despicienda – não se preocupa a não ser em conservar intacto o que recebera.

Não arrisca nada, não procura a melhor forma de cumprir a ordem «Negociai com elas até eu voltar», é cobarde e desleixado.

De facto, devolve o que recebera o que, em si, não é mau, já que, pelo menos, não esbanjou em proveito próprio aquilo que não lhe pertencia, mas esqueceu-se do encargo que vinha junto.

Por isso, não só o Senhor o reprova como lhe retira o que lhe tinha entregue.

  Pode dizer-se que enquanto este ficou agarrado ao que recebera, preocupando-se em mantê-lo seguro – enterrando-o – sem nenhuma preocupação de utilizar esse bem da forma possível e honesta de forma a desenvolvê-lo e, eventualmente, aumentá-lo que era o que lhe tinha sido ordenado.

Além de não cumprir demonstrou incapacidade para lhe serem confiados quaisquer bens, já que se presume que teria agido de igual forma caso o bem que lhe fora confiado fosse de valor diferente.

  O que cumpriu as instruções e levou a cabo com coragem e destemor a tarefa que lhe fora cometida, sem o medo da responsabilidade por ter de cuidar de tão avultados bens, mostrou um desprendimento notável porque, de facto, deu mais valor ao que lhe foi mandado fazer do que àquilo que lhe foi entregue.

Também não cedeu à possível tentação de se apropriar de uma autêntica fortuna, fazendo-a sua, dando-lhe o destino e aproveitamento que melhor lhe aprouvesse.

O resultado foi receber como seu, definitivamente, o que lhe fora confiado, acrescido do resultado da sua acção e, ainda, muitíssimo mais benefícios e bens.

  O que sucedeu nesta parábola acontece, de facto, com qualquer ser humano.

  Todos recebemos uns bens, uns predicados, umas oportunidades, de forma diferenciada, naturalmente, mas de acordo com as capacidades de cada um.

E o que acontece é que temos, um dia que talvez não venha muito distante, de prestar contas detalhadas do que fizemos com tudo isso.

Tomamos esses bens como pertença própria e exclusiva para fazer deles o que bem entender-mos ou, pelo contrário, consideramo-nos apenas fiéis depositários do pouco ou muito que nos foi confiado?

  Temos em atenção que somos como que simples banqueiros a quem as pessoas entregam os seus bens confiando que os iremos gerir de forma adequada, competente e séria e estarmos disponíveis para os devolver ao seu legítimo proprietário com as mais-valias conseguidas tal como legitimamente se espera?

  Consideramos apenas que o que nos interessa é devolver o que foi previamente combinado e que tudo o mais, que eventualmente conseguirmos, é pertença nossa?

No primeiro caso é evidente que conquistaremos a confiança dos outros e ser-nos-ão entregues muitos mais bens para que os administremos.

  No segundo não fazemos mais que aproveitarmo-nos da confiança em nós depositada para alcançar uns frutos que não temos que ter.

Sim, porque, se cobramos pela administração dos bens alheios um valor combinado, ou todo o resto que sobrar não nos pertence.

  Mas, na vida corrente da sociedade em que vivemos é, de facto isto que acontece?

  Tenho de responder – com mágoa – não!

 Os Bancos deveriam tratar por igual todos os seus depositantes e não fazer distinções entre os que depositam muito – ou muitíssimo – e os que lhe entregam pouco, ou muito pouco.

Trata-se de um negócio entre pessoas que têm de confiar umas nas outras e proceder com lisura em todos os trâmites.

O que acontece realmente é bem diferente.

A alguém que tem uma dívida astronómica os banqueiros tratam-no “com o chapéu na mão”, na esperança de reaver pelo menos, uma parte do seu crédito.

A um outro qualquer que, por qualquer razão séria ou furtuita, revele uma pequena dívida, não deixam de exercer todo o tipo de pressão até que pague, ainda que, para tal, seja necessário confiscar-lhe os últimos bens que lhe restem mesmo que, estes, não cubram nem uma pequena parte do devido e seja necessário, por vezes, gastar mais no processo de recuperação do crédito que o valor deste.



[1] Cfr. Lc 19, 11-28

 

 

 

 



[i] Sequencial todos os dias do ano

Oração pelos sacerdotes

                                           

                                           



Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus.

(AMA, 2009)


Com autorização eclesiástica

Festas

 


NOSSA SENHORA DE LURDES

Pequena agenda do cristão - Quinta - Feira

  


Quinta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?