Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
19/04/2020
Não deixes de rezar, eu escuto-te
Os santos, anormais?...
Chegou a hora de acabar com esse preconceito! Havemos de ensinar, com a
naturalidade sobrenatural da ascética cristã, que nem sequer os fenómenos
místicos são anormais; têm a naturalidade própria desses fenómenos, tal como
outros processos psíquicos ou fisiológicos têm a sua. (Sulco, 559)
Eu falo da vida interior de
cristãos normais e correntes, que habitualmente se encontram em plena rua, ao
ar livre; e que na rua, no trabalho, na família e nos momentos de diversão
estão unidos a Jesus todo o dia. E o que é isto senão vida de oração contínua?
Não é verdade que compreendeste a necessidade de ser alma de oração, numa
intimidade com Deus que te leva a endeusar-te? (...)
A princípio custará. É
preciso esforçarmo-nos por nos dirigir ao Senhor, por lhe agradecermos a sua
piedade paternal e concreta para connosco. A pouco e pouco o amor de Deus
torna-se palpável - embora isto não seja coisa de sentimentos - como uma estocada
na alma. É Cristo que nos persegue amorosamente: Eis que estou à porta e chamo.
Como anda a tua vida de oração? Não sentes às vezes, durante o dia, desejos de
falar mais devagar com Ele? Não Lhe dizes: logo vou contar-te isto e aquilo;
logo vou conversar sobre isso contigo?
Nos momentos dedicados
expressamente a esse colóquio com o Senhor o coração expande-se, a vontade
fortalece-se, a inteligência - ajudada pela graça - enche a realidade humana
com a realidade sobrenatural. E, como fruto, sairão sempre propósitos claros,
práticos, de melhorares a tua conduta, de tratares delicadamente, com caridade,
todos os homens, de te empenhares a fundo - com o empenho dos bons desportistas
- nesta luta cristã de amor e de paz.
A oração torna-se contínua
como o bater do coração, como as pulsações. Sem essa presença de Deus não há
vida contemplativa. E sem vida contemplativa de pouco vale trabalhar por
Cristo, porque em vão se esforçam os que constroem se Deus não sustenta a casa.
(Cristo que passa, 8)
Temas para reflectir e meditar
IGREJANão há mais que uma Igreja de Jesus Cristo, a qual é como uma grande árvore na qual estamos enxertados.
Trata-se de uma unidade profunda, vital, que é um dom de Deus. Não é somente nem sobretudo unidade exterior; é um mistério e um dom (...).
A unidade manifesta-se, pois, em torno daquele que, em cada diocese, foi constituído pastor, o Bispo.
E no conjunto da Igreja manifesta-se em torno do Papa, sucessor de Pedro.
E no conjunto da Igreja manifesta-se em torno do Papa, sucessor de Pedro.
(São João Paulo II, Homília na Paróquia de Orcasitas, Madrid, 1982.11.03, trad ama)
PANDEMIA l
INVEJA
O
amor não inveja. (1 Coríntios 13:4-7)
Quem
ama verdadeiramente não tem inveja do amado, antes se alegra profundamente com
as virtudes e predicados que possa ter.
Assim,
em vez de invejar – que é sempre condenável – admira e procura imitar o que
ama, para ser igual – ou melhor – que o amado sem que isso constitua motivo de
glorificação pessoal.
O
AMOR É:
ENTREGA
– DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL
-TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO - OBEDIÊNCIA
– CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE –
ESPERANÇA – BONDADE – NÃO INVEJA
Com
estes predicados o AMOR não será a solução?
(AMA,
2020)
Não deixes de rezar, eu escuto-te
Os santos, anormais?...
Chegou a hora de acabar com esse preconceito! Havemos de ensinar, com a
naturalidade sobrenatural da ascética cristã, que nem sequer os fenómenos
místicos são anormais; têm a naturalidade própria desses fenómenos, tal como
outros processos psíquicos ou fisiológicos têm a sua. (Sulco,
559)
Eu falo da vida interior de
cristãos normais e correntes, que habitualmente se encontram em plena rua, ao
ar livre; e que na rua, no trabalho, na família e nos momentos de diversão
estão unidos a Jesus todo o dia. E o que é isto senão vida de oração contínua?
Não é verdade que compreendeste a necessidade de ser alma de oração, numa
intimidade com Deus que te leva a endeusar-te? (...)
A princípio custará. É
preciso esforçarmo-nos por nos dirigir ao Senhor, por lhe agradecermos a sua
piedade paternal e concreta para connosco. A pouco e pouco o amor de Deus
torna-se palpável - embora isto não seja coisa de sentimentos - como uma
estocada na alma. É Cristo que nos persegue amorosamente: Eis que estou à porta
e chamo. Como anda a tua vida de oração? Não sentes às vezes, durante o dia,
desejos de falar mais devagar com Ele? Não Lhe dizes: logo vou contar-te isto e
aquilo; logo vou conversar sobre isso contigo?
Nos momentos dedicados
expressamente a esse colóquio com o Senhor o coração expande-se, a vontade
fortalece-se, a inteligência - ajudada pela graça - enche a realidade humana
com a realidade sobrenatural. E, como fruto, sairão sempre propósitos claros,
práticos, de melhorares a tua conduta, de tratares delicadamente, com caridade,
todos os homens, de te empenhares a fundo - com o empenho dos bons desportistas
- nesta luta cristã de amor e de paz.
A oração torna-se contínua
como o bater do coração, como as pulsações. Sem essa presença de Deus não há
vida contemplativa. E sem vida contemplativa de pouco vale trabalhar por
Cristo, porque em vão se esforçam os que constroem se Deus não sustenta a casa.
(Cristo
que passa, 8)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
LEITURA ESPIRITUAL
COMENTANDO OS EVANGELHOS
Cap. XIX
1 Quando acabou de dizer estas palavras,
Jesus partiu da Galileia e veio para a região da Judeia, na outra margem do
Jordão. 2 Era seguido por grandes multidões e curou ali os seus doentes. 3 Alguns fariseus, para o experimentarem, aproximaram-se
dele e disseram-lhe: «É permitido a um homem divorciar-se da sua mulher por
qualquer motivo?» 4 Ele respondeu: «Não lestes que o Criador, desde o
princípio, fê-los homem e mulher, 5 e disse: Por isso, o homem deixará o pai e
a mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois um só? 6 Portanto, já não são
dois, mas um só. Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.» 7 Eles,
porém, objectaram: «Então, porque é que Moisés preceituou dar-lhe carta de
divórcio, ao repudiá-la?» 8 Respondeu Jesus: «Por causa da dureza do vosso
coração, Moisés permitiu que repudiásseis as vossas mulheres; mas, ao
princípio, não foi assim. 9 Ora Eu digo-vos: Se alguém se divorciar da sua
mulher - excepto em caso de união ilegal - e casar com outra, comete
adultério.» 10 Os discípulos disseram-lhe: «Se é essa a situação do homem
perante a mulher, não é conveniente casar-se!» 11 Respondeu-lhes Jesus: «Nem
todos compreendem esta linguagem, mas apenas aqueles a quem isso é dado. 12 Há
eunucos que nasceram assim do seio materno, há os que se tornaram eunucos pela
interferência dos homens e há aqueles que se fizeram eunucos a si mesmos, por
amor do Reino do Céu. Quem puder compreender, compreenda.» 13 Apresentaram-lhe, então, umas crianças, para que lhes
impusesse as mãos e orasse por elas, mas os discípulos repreenderam-nos. 14 Jesus
disse-lhes: «Deixai as crianças e não as impeçais de vir ter comigo, pois delas
é o Reino do Céu.» 15 E, depois de lhes ter imposto as mãos, prosseguiu o seu
caminho. 16 Aproximou-se dele um jovem e disse-lhe: «Mestre, que hei-de
fazer de bom, para alcançar a vida eterna?» 17 Jesus respondeu-lhe: «Porque me
interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida
eterna, cumpre os mandamentos.» 18 «Quais?» - perguntou ele. Retorquiu Jesus:
Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso
testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe; e ainda: Amarás o teu próximo como a ti
mesmo. 20 Disse-lhe o jovem: «Tenho cumprido tudo isto; que me falta ainda?» 21
Jesus respondeu: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro
aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» 22 Ao ouvir
isto, o jovem retirou-se contristado, porque possuía muitos bens. 23 Jesus
disse, então, aos discípulos: «Em verdade vos digo que dificilmente um rico
entrará no Reino do Céu. 24 Repito-vos: É mais fácil passar um camelo pelo
fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino do Céu.» 25 Ao ouvir isto,
os discípulos ficaram estupefactos e disseram: «Então, quem pode salvar-se?» 26
Fixando neles o olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a Deus
tudo é possível.» 27 Tomando a palavra, Pedro disse-lhe: «Nós deixámos tudo e
seguimos-te. Qual será a nossa recompensa?» 28 Jesus respondeu-lhes: «Em
verdade vos digo: No dia da regeneração de todas as coisas, quando o Filho do
Homem se sentar no seu trono de glória, vós, que me seguistes, haveis de
sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. 29 E todo
aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por
causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna. 30
Muitos dos primeiros serão os últimos, e muitos dos últimos serão os
primeiros.»
Comentários:
3-12
-
É preciso ter bem
presente que o matrimónio consiste fundamentalmente num compromisso - de amor e
nunca de conveniência -livremente assumido por duas pessoas com capacidade de
decisão, ou seja, inteiramente responsáveis pelos seus actos. Assim se
compreende porque o matrimónio deve ser indissolúvel.
Como «o decurso do tempo que consome os corpos e ameaça
azedar os caracteres, a monotonia dos dias, aparentemente sempre iguais» [i] são uma realidade tão difícil, por vezes, de enfrentar!
E, no entanto, enquanto amamos o nosso marido, a nossa mulher com um amor
inteiro, incondicional somos capazes dos maiores disparates, discussões
estéreis, conflitos de escassa importância, amuos que nos doem e fazem mal.
Depois vem o orgulho pessoal que nos insinua: não... desta vez não cedo... não
sou eu quem tem de pedir desculpas! Não deixemos passar o tempo, um dia sequer,
sem resolver a situação. Quanto mais tempo levar-mos até o fazermos mais nos
custará.
Mais que uma
declaração formal sobre a indissolubilidade do matrimónio Jesus dá uma lição
cabal e iniludível. Casar-se ou não se casar é uma decisão que não pode ser
tomada “de ânimo leve” mas que deve considerar as obrigações emergentes do
acto, a principal das quais é, sem dúvida, a fidelidade. A fidelidade conjugal
é obrigação mútua, do homem como da mulher, e não há casamento que subsista sem
a sua observância. A fidelidade conjugal tem a ver em primeiro lugar com o
respeito pelo outro e, evidentemente que o amor sem este respeito, profundo,
total não vinga nem cresce, antes diminui e acaba por desaparecer. O cônjuge
que falta ao respeito ao outro, falta simultaneamente ao respeito a si próprio
e falta – gravissimamente – a Deus que abençoou o matrimónio.
Quase que
apetece não ler mais estes trechos do Evangelho escrito por São Mateus, porque
temos de fazer um esforço para vencer a repulsa que sentimos por esta gente
maldosa, cheia de preconceitos, sempre procurando uma oportunidade ou ensejo
para atacar e apoucar Jesus. Mas, depois, reparamos no exemplo que nos dá, de
simplicidade humilde, respondendo, esclarecendo naturalmente em benefício de
todos os outros que precisam de conhecer a verdade tal qual é.
6-26 -
Jesus Cristo deixa
muito claro que a salvação eterna do homem depende única e exclusivamente de
Deus que a deseja veementemente. Mas, Ele nunca irá contra a livre vontade do
homem e, portanto, é forçoso que este deseje e queira realmente ser alvo. Só há
um caminho a seguir: O que Jesus nos indicou e mereceu com a Sua Morte e
Ressurreição: Fazer, em tudo, a Vontade de Deus que pode resumir-se numa
palavra: AMOR a Deus e ao próximo. Sim,
o AMOR salva!
13-15 –
Quem - alguma vez
na vida - não desejou ser como criança? Alguma vez, é possível - para obviar a
responsabilidade ou tomar decisões importantes, mas outras, que são as que interessam,
para melhor seguir Cristo e fazer a Vontade de Deus. No fim e ao cabo,
entregar-se com toda a confiança.
Como criança pequena acolho-me, refugio-me nos Teus
braços fortes de Irmão mais velho. Tu indicar-me-ás o que fazer, em cada
momento, levar-me-ás sempre contigo para onde fores, não deixarás que me perca
ou detenha em coisas que não sejam essenciais. ConT’igo tenho a firme certeza
que pisarei caminhos de salvação. Infelizmente rebelo-me muitas vezes contra
Ti! Senhor, eu não sei o que faço, não me despeças da Tua companhia.
Jesus Cristo afirma que o Reino do Céu é das
crianças. Então, para termos a certeza que participaremos desse Reino, não
temos outro caminho que tentar ser como as crianças, na inocência, pureza de
coração, sem vícios ou amarras a conceitos, dóceis e dúcteis a quem deseja
ensinar-nos a verdade, sem ambições de ter ou possuir e, - sempre – com o
coração disposto para amar a todos. E, atenção, ser como uma criança não é ser
infantil, bem ao contrário, é confiar conscientemente, entregar-se sem reservas
nem condições, ouvir quando nos chamam e procurar entender o que não
compreendemos.
16-22
-
Jesus Cristo
conhece perfeitamente todos os homens, o que são, o que fazem, os seus desejos
mais íntimos, as fragilidades e defeitos. Assim, na resposta que dá ao jovem
vai "direito" ao "nervo" da questão. De facto, poderia ter
respondido simplesmente à pergunta 'o que me falta': 'Falta-te desrendimento’. Ter muito ou ter pouco não interessa, o que
vale é que isso não seja nem prisão nem condicionante da nossa vida, do nosso
querer.
O desprendimento dos bens terrenos é,
realmente, algo difícil de conseguir. Muito ou pouco, o que temos não pode
passar de meios e não objectivos. Mas existe algum mal na riqueza pessoal? Não,
evidentemente, o mal poderá estar no que fazemos com ela, tal como o bem que
poderemos espalhar à nossa volta. Lembremo-nos do episódio da “Viúva Pobre” que
deu quanto tinha - e era tão pouco - e como o Senhor louvou a atitude da
mulher.Mas, nos dias de hoje em que parece haver uma agitação febril mais ou
menos generalizada pela posse de bens – por vezes usando métodos profundamente
errados ou, pelo menos, pouco sérios – existem muitas pessoas que, que vivem o
desprendimento como uma “norma de conduta” pessoal. Estas pessoas – cada um de
nós conhece alguém nestas circunstâncias – são extraordinariamente felizes e,
na verdade, dizem sempre que “não lhes falta nada”. Não conseguiremos o
desprendimento que devemos ambicionar sem imitarmos Cristo e, imitar Cristo, é –
no fim e ao cabo – a desejo de qualquer cristão.
23-30-
Acreditar firmemente que a Deus nada é impossível deve
dar-nos a segurança necessária para encarar os factos da vida com coragem e
determinação. Nada é inevitável, coisa alguma é imprescindível. Tudo deve ser
para bem. Com esta disposição a riqueza será um bem porque permitirá fazê-lo,
tal como a escassez que nos levará oferecê-la. Nos dois casos, portanto, poderá
haver mérito e é conveniente que o haja porque dele depende a nossa salvação.
O comentário dos
discípulos infere uma verdade indiscutível: o homem, por natureza, procura os
bens materiais. É absolutamente legítimo e deve ser assim mesmo para bem do
próprio e dos outros com quem partilhar o que possui. Daqui que inferir que
Jesus Cristo é contra a riqueza ou a posse de bens, é absolutamente errado. Uma
coisa é querer, desejar e, até, tudo fazer para conseguir bens, outra é tornar
esse desejo ou actuação no principal objectivo da vida como o mais importante e
o que está em primeiro lugar.
27-29
-
Quem deixa tudo
para seguir alguém sabe que o
eventual sacrifício e obstáculos que se seguirão valem a pena. Fá-lo com os
olhos e, principalmente, o coração posto num futuro radioso, num prémio
extraordinário. Seguir Jesus é ter como certeza que o nosso futuro e
prémio valem muito e excedem todas as expectativas.
Este trecho de
São Mateus parece conter uma resposta de Jesus à Mãe de Tiago e João que lhe
pedia um lugar "especial" para os seus filhos no Reino dos Céus. De
facto, não apenas aqueles dois, mas todos os doze ocuparão esses tronos de
glória e poder. A entrega a Deus, total e sem condições, terá um prémio cuja
grandeza e excelência não conseguimos abarcar.
Jesus afirma a
Pedro que «… receberá cem vezes mais»!
O que quer dizer, nesta vida terrena, os que deixarem tudo para seguir Cristo,
serão recompensados de forma magnânima. Assim é, de facto, pergunte-se a
qualquer um – ou uma – o que lhes falta e obter-se-á, como resposta, que têm
muito mais que o que precisam, que nada lhes falta. E, sobretudo, têm algo a
que todo o ser humano aspira: são felizes!
A magnanimidade do
Senhor fica aqui bem expressa: Nada menos que sentados em tronos revestidos da
dignidade de juízes! Doze homens que revolucionaram o mundo pela sua fidelidade
e amor a Jesus Cristo. Quanto lhes devemos!
(AMA, 2018)
18/04/2020
PANDEMIA
BONDADE
“O
amor é bondoso”. (1 Corintios 13:4-7)
Esta
afirmação de São Paulo tem a “força” de uma afirmação categórica.
E, de
facto, o AMOR, para o ser, tem em si mesmo a aceitação amorosa dos predicados
do outro, em vez de, os invejar.
O
AMOR É:
ENTREGA
– DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL
-TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO - OBEDIÊNCIA
– CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE –
ESPERANÇA – BONDADE
Com
estes predicados o AMOR não será a solução?
(AMA,
2020)
Não cries necessidades
Há muitos anos – mais de vinte e cinco – eu costumava passar por
um refeitório de caridade, para mendigos que não comiam em cada dia outro
alimento senão o que ali lhes davam. Tratava-se de um local grande, entregue
aos cuidados de um grupo de senhoras bondosas. Depois da primeira distribuição,
acudiam outros mendigos, para recolher as sobras. Entre os deste segundo grupo
houve um que me chamou a atenção: era proprietário de uma colher de lata!
Tirava-a cuidadosamente do bolso, com avareza, olhava-a com satisfação e,
quando acabava de saborear a sua ração, voltava a olhar para a colher com uns
olhos que gritavam: é minha! Dava-lhe duas lambedelas para a limpar e guardava-a
de novo, satisfeito, nas pregas dos seus andrajos. Efectiva mente era sua! Um
pobre miserável que, entre aquela gente, companheira de desventura, se
considerava rico.
Por essa altura, conhecia também uma senhora com título
nobiliárquico, Grande de Espanha. Isto não conta nada diante de Deus: somos
todos iguais, todos filhos de Adão e Eva, criaturas débeis, com virtudes e com
defeitos, capazes dos piores crimes, se o senhor nos abandona. Desde que Cristo
nos redimiu, não há diferença de raça, nem de língua, nem de cor, nem de
estirpe, nem de riquezas... Somos todos filhos de Deus. Essa pessoa de que vos
falo agora residia numa casa solarenga, mas não gastava consigo mesma nem duas
pesetas por dia. Por outro lado, pagava muito bem aos seus empregados e o resto
destinava-o a ajudar os necessitados, passando ela própria privações de todo o
género. A esta mulher não lhe faltavam muitos desses bens que tantos
ambicionam, mas ela era pessoalmente pobre, muito mortificada, completamente
desprendida de tudo. Compreendestes bem? Aliás, basta escutar as palavras do
Senhor: bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus.
Se desejas alcançar esse espírito, aconselho-te a que sejas sóbrio
contigo e muito generoso com os outros. Evita os gastos supérfluos por luxo,
por capricho, por vaidade, por comodidade...; não cries necessidades. Numa
palavra, aprende com S. Paulo a viver na pobreza e a viver na abundância, a ter
fartura e a passar fome, a ter de sobra e a padecer necessidade. Tudo posso
naquele que me conforta. E, como o Apóstolo, também sairemos vencedores da luta
espiritual, se mantivermos o coração desapegado, livre de ataduras. (Amigos de Deus, 123–124)
Temas para reflectir e meditar
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Orações sugeridas:
LEITURA ESPIRITUAL
COMENTANDO OS EVANGELHOS
Cap. XVIII
1 Ao descer do monte, seguia-o uma
enorme multidão. 2 Foi, então, abordado por um leproso que se prostrou diante
dele, dizendo-lhe: «Senhor, se quiseres, podes purificar-me.» 3 Jesus estendeu
a mão e tocou-o, dizendo: «Quero, fica purificado!» No mesmo instante, ficou
purificado da lepra. 4 Jesus, porém, disse-lhe: «Vê, não o digas a ninguém; mas
vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés preceituou, para
que lhes sirva de testemunho.» 5 Entrando em Cafarnaúm,
aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes termos: 6 «Senhor, o meu
servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente.» 7 Disse-lhe Jesus: «Eu
irei curá-lo.» 8 Respondeu-lhe o centurião: «Senhor, eu não sou digno de que
entres debaixo do meu tecto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado.
9 Porque eu, que não passo de um
subordinado, tenho soldados às minhas ordens e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a
outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz.» 10 Jesus, ao
ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: «Em verdade vos digo: Não
encontrei ninguém em Israel com tão grande fé! 11 Digo-vos que, do Oriente e do
Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacob,
no Reino do Céu, 12 ao passo que os filhos do Reino serão lançados nas
trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.» 13 Disse, então,
Jesus ao centurião: «Vai, que tudo se faça conforme a tua fé.» Naquela mesma
hora, o servo ficou curado. 14 Entrando em casa de Pedro, Jesus viu que a sogra
dele jazia no leito com febre. 15 Tocou-lhe na mão, e a febre deixou-a. E ela,
levantando-se, pôs-se a servi-lo. 16 Ao entardecer, apresentaram-lhe muitos
possessos; e Ele, com a sua palavra, expulsou os espíritos e curou todos os que
estavam doentes, 17 para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías:
Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas dores. 18 Vendo Jesus em
torno de si uma grande multidão, decidiu passar à outra margem. 19 Saiu-lhe ao
encontro um doutor da Lei, que lhe disse: «Mestre, seguir-te-ei para onde quer
que fores.» 20 Respondeu-lhe Jesus: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm
ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» 21 Um dos
discípulos disse-lhe: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» 22 Jesus,
porém, respondeu-lhe: «Segue-me e deixa os mortos sepultar os seus mortos.» 23 Depois
subiu para o barco e os discípulos seguiram-no. 24 Levantou-se, então, no mar,
uma tempestade tão violenta, que as ondas cobriam o barco; entretanto, Jesus
dormia. 25 Aproximando-se dele, os discípulos despertaram-no, dizendo-lhe:
«Senhor, salva-nos, que perecemos!» 26 Disse-lhes Ele: «Porque temeis, homens
de pouca fé?» Então, levantando-se, falou imperiosamente aos ventos e ao mar, e
sobreveio uma grande calma. 27 Os homens, admirados, diziam: «Quem é este, a
quem até o vento e o mar obedecem?» 28 Chegado à outra margem, à região dos
gadarenos, vieram ao seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros.
Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho. 29 Vendo-o,
disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui
atormentar-nos antes do tempo?» 30 Ora, andava a pouca distância dali, a
pastar, uma grande vara de porcos. 31 E os demónios pediram-lhe: «Se nos
expulsas, manda-nos para a vara de porcos.» 32 Disse-lhes Jesus: «Ide!» Então,
eles, saindo, entraram nos porcos, que se despenharam por um precipício, no
mar, e morreram nas águas. 33 Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram
tudo o que se tinha passado com os possessos. 34 Toda a cidade saiu ao encontro
de Jesus e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse daquela região.
Comentários:
5-11 -
Não
podemos deixar de reagir a este trecho de São Mateus! Reagir, naturalmente, com
admiração enorme e, ao mesmo tempo, surpresa. Admiração por constatar – como de
resto o próprio Jesus o afirma – uma fé tão profunda que traduz uma confiança
total e absoluta no poder de Jesus Cristo por parte de um homem que nem sequer
é considerado como “um crente”. Surpresa porque este homem – de posição
destacada – se preocupa e sofre com a saúde de um subalterno seu, contrariando
todos os sentimentos – comuns, sobretudo naquela época em o que os “patrões”,
ou “senhores”, tratavam os subalternos com profundo desprezo. Mais uma vez, vem
ao de cima a absoluta necessidade de sermos – os cristãos – pessoas de são
critério e isentos de preconceitos ou reservas em relação aos outros.
Este
acontecimento – que supomos ser o mesmo – é relatado de forma diferente por
outro evangelista, mas, o que interessa não é o pormenor, mas sim a
extraordinária lição de fé daquele homem que procura Jesus. Não é um judeu nem
sequer se poderia considerar um “crente”, no sentido que lhe davam os chefes do
povo daquela época, e, por isso mesmo, constatamos que o Senhor não faz acepção
de pessoas e que, ter fé, não é privilégio de alguns, mas um dom que Deus concede
a quem muito bem entende. E a fé deste homem está alicerçada – profundamente –
no seu coração misericordioso porque, o que pede, não é para si, porque não se
considera digno, mas para um servo, um subalterno.
5-17 -
Ao ler este
trecho do Evangelho de São Mateus, ficamos praticamente sem palavras porque a
Liturgia, seguramente com um objectivo muito concreto, quer dar-nos uma imagem
do verdadeiro Jesus Cristo Nosso Senhor e das suas relações com os homens. Um milagre portentoso: A cura do servo do centurião; outro
de escasso relevo: A cura da sogra de Pedro; e, depois as curas incontáveis - «todos os doentes o procuravam» - e a
expulsão dos demónios. Ou seja, o poder de Jesus não tem nem medida nem obedece
a outro critério que não seja a Sua infinita misericórdia.
18, 22 -
Jesus Cristo, sendo Deus todo poderoso, não tem nada de Seu, nem sequer «onde reclinar a
cabeça»! Que chefe é este que espera seguidores fiéis e entusiasmados? Não
haverá algo que poderíamos chamar "visionário"? Seguramente que sim! O
Senhor é um visionário, um entusiasta que acredita nos homens e deseja, absolutamente, que os homens acreditem neLe e O sigam. Porquê? Porque, só se o
fizerem, poderão salvar-se.
Quando, na vida
corrente, nos propõem algo, cabe-nos ter uma de duas atitudes: aceitar ou
recusar. Não obtemos nenhum resultado positivo por tentar emitir as nossas condições
de acordo com as conveniências próprias. Quem o faz é quem faz a proposta, o
convite, porque, naturalmente, é quem sabe o que pretende de nós, o que deseja
que façamos. Assim com o chamamento que Cristo faz pessoalmente a cada um em
particular. Ele sabe para que nos quer, para que nos chama.
Uma pessoa séria, de bom critério, quando é chamada só tem
uma de duas respostas: Sim, aceito! Ou: Não,
recuso! Estamos a considerar o chamamento divino que, num momento qualquer da
nossa vida, o Senhor não deixará de nos fazer. Em primeiro lugar, ser chamado é
uma honra e um privilégio que, só por si, deveria ser mais que suficiente para
o nosso acolhimento imediato; depois considerando Quem chama não nos deve
preocupar para quê ou porquê porque só pode ser bom e conveniente para nós.
1-4 -
Impressiona este diálogo tão simples entre o pobre
leproso e Jesus Cristo. Não são necessárias nem muitas palavras nem grandes
gestos. Uma afirmação de fé: «Se quiseres»!
Não
há pior lepra que o pecado. Se nos fosse dado ver o mal, o horror que constitui
a ferida aberta no Coração de Jesus por um pecado nosso, ficaríamos arrepiados e
aturdidos. E, no entanto, como neste trecho do Evangelho, o Senhor estende a Sua
mão e toca-nos. Mais, humilha-se num pouco de pão consagrado e oferece-se como
alimento! Diria que, de facto, somos “curados” cada vez que recebemos a Comunhão
Eucarística, não prostrados como o leproso do Evangelho, mas com toda a vénia,
respeito e compunção que o nosso amor por Jesus nos obriga e sugere.
Com o Senhor
tudo é simples e claro. A gente diz-Lhe o que deseja sem duvidar um segundo
que Ele o pode fazer. E se o pedido é justo e a Fé verdadeira Ele nos dará o
que pedimos.
Sem dúvida que
este leproso fez o seu pedido da forma mais correcta e - atrevo-me – eficaz,
para obter o que desejava. Mostra a sua confiança no poder de Jesus e na Sua
infinita misericórdia. Reparemos bem: Pede o que deseja com simplicidade sem se alongar em
palavras ou justificações desnecessárias, porque sabe, acredita, confia, que o
Senhor conhece o que ele precisa e tem o poder e o desejo de lho conceder.
5-17
-
Jesus cura
todos os que a Ele recorrem com Fé e Confiança. Não precisa de grandes manifestações porque o Seu
Coração Amantíssimo e Misericordioso vibra e comove-se com as necessidades e carências
dos Seus irmãos os homens. Pois se Ele deu a Sua vida por nós como não fará o
que lhe pedir-mos?
Estamos habituados, por assim dizer, aos pormenorizados
relatos que São Mateus faz da actividade diária de Jesus. Incansavelmente
percorre lugar após lugar, povoação após povoação movido pelo desejo de
encontrar quem precise da Sua assistência, conselho, auxílio. Na verdade, todos
precisam de algo e sabem que, Jesus, pode satisfazer e atender as suas
necessidades.
23-27 -
A
resposta de Jesus aos discípulos aterrados com a procela tem toda a razão de
ser. Talvez pudesse acrescentar: ‘Eu não estou aqui convosco? Como podeis temer?’
Mas, como se vê pelo texto, eles não tinham, ainda fé suficiente em Jesus. Por
isso ficam admirados com o poder do Senhor. Nós, também, não temos nada a temer
porque, se o Senhor está connosco, na nossa alma em graça, nada – absolutamente
– nos poderá fazer mal. Portanto, confiar na Sua Infinita Misericórdia SEMPRE, mesmo
quando parece que está ausente, desinteressado ou a dormir.
Perante situações extremas - guerras, cataclismos da
natureza, perseguições e violências de toda a ordem, somos, por vezes, levados
a exclamar: Senhor, onde estás? Dormes? Não Te importas? Este “grito”
explica-se, é natural. Somos humanos e reconhecemos a nossa impotência. Mas,
Ele, não, pode tudo, é o Senhor de tudo. Não Se enfadará com o nosso “grito”,
bem ao contrário, actuará com a urgência que julgar conveniente.
28-14 -
Disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes
do tempo?» Por aqui se vê que o demónio não só sabia quem era Jesus, como
conhecia o que a Sua vinda à terra significava: que o domínio, quase
discricionário, que exercia sobre a humanidade, iria terminar com a instauração
do Reino de Deus.
28-34 -
O
demónio não tem outro objectivo senão fazer o mal. Ao pedirem a Jesus que os
enviasse para a vara dos porcos, precipitando-se no mar, como que quiseram
demonstrar que os gadarenos não acreditavam em Jesus Cristo, dando maior
importância aos bens materiais que à vida humana. E o Senhor não sabia o que
iria acontecer? Evidentemente que sim, Ele sabe tudo, mas não podia permitir
que acreditassem nele pela confissão do demónio que é o pai da mentira.
Muitos comentários se têm escrito sobre este trecho do
Evangelho. Talvez sem querer, ficamos algo decepcionados com Jesus ter
permitido que os demónios entrassem nos porcos com o resultado que se sabe. Talvez
possamos tirar duas ou três ilacções: a primeira é a confirmação que o demónio
existe o que, muitos, insistem em negar; a segunda, será que Cristo não poderia
consentir que acreditassem nele pelo testemunho do demónio, que é o pai da mentira;
A terceira, é a completa inversão de valores do gadarenos que dão mais
importância a perda dos porcos que à recuperação da saúde do seu conterrâneo; E,
uma quarta, - talvez a mais inesperada – é a sua reacção pedindo a Jesus que se
afaste do seu território, sem procurar compreender, sem fazer uma pergunta, sem,
sequer, considerar o extraordinário do acontecimento. Preferem, de facto,
fechar os olhos e os ouvidos e ignorar o
que foi tão patente perante todos.
Já o dissemos: O Senhor não podia consentir que a Sua
Pessoa: Jesus Cristo o Filho Unigénito de Deus, fosse revelada pelo demónio que é o Pai da mentira. O
episódio com a vara de porcos revela claramente a maldade e desprezo do
tentador. Fica bem claro que dele só se pode esperar o mal e o ódio.
(AMA,
2018)
17/04/2020
Temas para reflectir e meditar
PALAVRA DE DEUSA palavra de Deus revela-nos um mistério que se revelou na vida da humanidade.
Realizou-se, com efeito, um acontecimento decisivo: o Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus, ofereceu-se a Si Mesmo pela salvação do mundo. Desde então, começou uma nova história, e a Igreja de Jesus, com a força do Espírito Santo, é chamada a levar este anúncio da salvação a todos os povos, até aos confins da terra.
É uma missão exigente, confiada às pessoas humildes dos Apóstolos, dos seus sucessores e colaboradores vindos de todos os povos, ao longo dos séculos, com a promessa que nenhum poder terreno poderá jamais interromper.
(São João Paulo II, Passai um Ano Comigo, Editorial Verbo 1986, pg. 112)
PANDEMIA
ESPERANÇA
O
amor tudo espera (1 Corintios 13:4-7)
Sim…
o AMOR é a esperança confirmada porque deseja, ardentemente, vencer todos os
obstáculos e barreiras, chegar a todos e receber de todos.
Esta
é, sem dúvida, uma extraordinária característica da bondade do amor.
O
AMOR É:
ENTREGA
– DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL
-TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO - OBEDIÊNCIA
– CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE -
ESPERANÇA
Com
estes predicados o AMOR não será a solução?
(AMA,
2020)
Fazer da sua vida diária um testemunho de Fé
Muitas realidades materiais, técnicas, económicas, sociais,
políticas, culturais..., abandonadas a si mesmas, ou nas mãos de quem carece da
luz da nossa fé, convertem-se em obstáculos formidáveis à vida sobrenatural:
formam como que um couto cerrado e hostil à Igreja. Tu, por seres cristão –
investigador, literato, cientista, político, trabalhador... –, tens o dever de
santificar essas realidades. Lembra-te de que o universo inteiro – escreve o
Apóstolo – está a gemer como que em dores de parto, esperando a libertação dos
filhos de Deus. (Sulco,
311)
Já falámos muito deste tema noutras ocasiões, mas permiti-me
insistir de novo na naturalidade e na simplicidade da vida de S. José, que não
se distinguia da dos seus vizinhos nem levantava barreiras desnecessárias.
Por isso, ainda que possa ser conveniente nalguns momentos ou em
algumas situações, habitualmente não gosto de falar de operários católicos, de
engenheiros católicos, de médicos católicos, etc., como se se tratasse de uma
espécie dentro dum género, como se os católicos formassem um grupinho separado
dos outros, dando assim a sensação de que existe um fosso entre os cristãos e o
resto da humanidade. Respeito a opinião oposta, mas penso que é muito mais
correcto falar de operários que são católicos, ou de católicos que são
operários; de engenheiros que são católicos ou de católicos que são
engenheiros. Porque o homem que tem fé e exerce uma profissão intelectual,
técnica ou manual, está e sente-se unido aos outros, igual aos outros, com os
mesmos direitos e obrigações, com o mesmo desejo de melhorar, com o mesmo
empenho de se enfrentar com os problemas comuns e de lhes encontrar a solução.
O católico, assumindo tudo isto, saberá fazer da sua vida diária
um testemunho de Fé, de Esperança e de Caridade; testemunho simples, normal,
sem necessidade de manifestações aparatosas, pondo de manifesto – com a
coerência da sua vida – a presença constante da Igreja no mundo, visto que
todos os católicos são, eles mesmos, Igreja, pois são membros, com pleno
direito, do único Povo de Deus. (Cristo que passa, 53)
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