20/11/2017

Quem ama a Deus dá-se a si mesmo

O tempo é o nosso tesouro, o "dinheiro" para comprarmos a eternidade. (Sulco 882)

Que pena viver tendo como ocupação matar o tempo, que é um tesouro de Deus! Não há desculpas para justificar essa actuação. Que ninguém diga: só tenho um talento, não posso ganhar nada. Também com um só talento podes agir de modo meritório. Que tristeza não tirar partido, autêntico rendimento de todas as faculdades, poucas ou muitas, que Deus concede ao homem para que se dedique a servir as almas e a sociedade!


Quando o cristão mata o seu tempo na Terra, coloca-se em perigo de matar o seu Céu, se, pelo seu egoísmo, se retrai, se esconde, se despreocupa. Quem ama a Deus, não entrega só o que tem, o que é, ao serviço de Deus: dá-se a si mesmo. Não vê – em perspectiva rasteira – o seu eu na saúde, no nome, na carreira. (Amigos de Deus, 46)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 38

Os homens e as mulheres que rezam em silêncio, durante a noite e na solidão, são os pilares que sustentam a Igreja de Cristo.

Nestes tempos confusos, os contemplativos são aqueles que se consomem realmente na oferta generosa da sua vida por uma existência mais fiel às promessas do Filho de Deus.

O verdadeiro missionário, dizia São João Paulo II, é o contemplativo em acção.



CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 18, 35-43

35 Quando se aproximavam de Jericó, estava um cego sentado a pedir esmola à beira do caminho. 36 Ouvindo a multidão que passava, perguntou o que era aquilo. 37 Disseram-lhe que era Jesus de Nazaré que ia a passar. 38 Então, bradou: «Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim!» 39 Os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem misericórdia de mim!» 40 Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Quando o cego se aproximou, perguntou-lhe: 41 «Que queres que te faça?» Respondeu: «Senhor, que eu veja!» 42 Jesus disse-lhe: «Vê. A tua fé te salvou.» 43 Naquele mesmo instante, recobrou a vista e seguia-o, glorificando a Deus. E todo o povo, ao ver isto, deu louvores a Deus.

Comentário:


De facto, a cena relatada, é de excepcional importância para compreendermos bem quanto vale a insistência na oração, removendo obstáculos que possam surgir ou, até, impedimentos levantados por outros que acharão “excessivo” o empenho.

O prémio é extraordinário e ultrapassa tudo quanto se pede.

Este cego recupera a vista, o que pedia em altos brados, mas, sobretudo, por causa da sua insistência, consegue um bem muito maior: a Salvação!

(AMA, comentário sobre Lc 18, 35-43, 28.07.2017)


Bento XVI – Pensamentos espirituais 165

Jesus e a Igreja

O mandamento do descanso

É indispensável que o Homem não se deixe escravizar pelo trabalho, que não o idolatre pretendendo encontrar nele o sentido último e definitivo da vida...

O sábado é dia santificado (cfr. Ex 20, 8-91), ou seja, consagrado a Deus, no qual o Homem compreende melhor o sentido da sua existência e também da sua actividade laborai.

Pode, portanto, afirmar-se que o ensinamento bíblico sobre o trabalho encontra o seu remate no mandamento do descanso.

Homilia da Missa dos Trabalhadores, (19.Mar.06)

 (in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”, Lucerna 2006)

Hoy el reto del amor es amar tu pobreza.

INVIERNO DE NUEVO


Ha vuelto otra vez el frío a Lerma, acompañado de viento, nieve... y demás fenómenos propios de la época. Entre ellos, los virus.

Como buenas hermanas, basta que caiga una enferma... que vamos todas detrás. Yo, que estaba aguantando como una campeona, ya me he contagiado. Reconozco que, ante los primeros síntomas, sólo se me ocurría rezar:

-¡El libro, Señor, el libro! Tenemos que entregarlo en unos días y está sin acabar... Mira, la semana que viene me puedo pillar todos los virus del mundo, pero ésta... ¡es que no tengo tiempo para estar enferma!

El Señor, como siempre tan original, no me ha evitado este nuevo catarro, pero resulta que ha llamado el de la editorial... ¡y nos dan un par de días más de margen! ¡Soluciones alternativas del Señor!

Así pues, aquí estoy, pañuelo en mano, dando gracias a Cristo que, a su manera (como siempre) ha vuelto a salvar la situación...

Me he dado cuenta de que muchas veces vamos a la oración con los problemas... y las respectivas soluciones, que generalmente pasan por eliminar nuestra debilidad y nuestra pobreza. Pero Cristo no deja de mostrarnos que nos ama tal y como somos, ¡con catarros incluidos! Es un auténtico especialista del plan B.

Puede ser que hoy no estés enfermo, pero siempre hay algún momento en que meterás la pata, o dirás las cosas como no deberías... A todos nos encantaría ser perfectos, ¡pero somos humanos! Precisamente por eso necesitamos a Jesucristo, que nos hace... ¡enamorados!

Hoy el reto del amor es amar tu pobreza. Te invito a que, a lo largo del día, cuando sientas que sale tu debilidad, ¡aprovecha para transformarla en una alarma! En ese momento, mira a Jesucristo y dile: "Precisamente por esto, porque soy débil... te necesito." Él cuenta contigo tal y como eres... ¡y diseñará un plan B original y estupendo! ¡Déjate sorprender! ¡Feliz día!


VIVE DE CRISTO  

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




19/11/2017

Constância, que nada te desoriente

O desalento é inimigo da tua perseverança. – Se não lutares contra o desalento, chegarás ao pessimismo, primeiro, e à tibieza, depois. – Sê optimista. (Caminho, 988)

Constância, que nada desoriente. – Faz-te falta. Pede-a ao Senhor e faz o que puderes para a obter; porque é um grande meio para te não separares do fecundo caminho que empreendeste. (Caminho, 990)

Não podes "subir". – Não é de estranhar: aquela queda!...

Persevera e "subirás". – Recorda o que diz um autor espiritual: a tua pobre alma é um pássaro que ainda tem as asas empastadas de lama.

É preciso muito calor do céu e esforços pessoais, pequenos e constantes, para arrancar essas inclinações, essas imaginações, esse abatimento, essa lama pegajosa das tuas asas.

E ver-te-ás livre. – Se perseverares, "subirás". (Caminho, 991)


Dá graças a Deus, que te ajudou, e rejubila com a tua vitória. - Que alegria tão profunda, a que sente a tua alma depois de ter correspondido! (Caminho, 992)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 25, 14-30

14 «Será também como um homem que, ao partir para fora, chamou os servos e confiou-lhes os seus bens. 15 A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada qual conforme a sua capacidade; e depois partiu. 16 Aquele que recebeu cinco talentos negociou com eles e ganhou outros cinco. 17 Da mesma forma, aquele que recebeu dois ganhou outros dois. 18 Mas aquele que apenas recebeu um foi fazer um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19 Passado muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e pediu-lhes contas. 20 Aquele que tinha recebido cinco talentos aproximou-se e entregou-lhe outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos; aqui estão outros cinco que eu ganhei.’ 21 O senhor disse-lhe: ‘Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.’ 22 Veio, em seguida, o que tinha recebido dois talentos: ‘Senhor, disse ele, confiaste-me dois talentos; aqui estão outros dois que eu ganhei.’ 23 O senhor disse-lhe: ‘Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu senhor.’ 24 Veio, finalmente, o que tinha recebido um só talento: ‘Senhor, disse ele, sempre te conheci como homem duro, que ceifas onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste. 25 Por isso, com medo, fui esconder o teu talento na terra. Aqui está o que te pertence.’ 26 O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso! Sabias que eu ceifo onde não semeei e recolho onde não espalhei. 27 Pois bem, devias ter levado o meu dinheiro aos banqueiros e, no meu regresso, teria levantado o meu dinheiro com juros.’ 28 ‘Tirai-lhe, pois, o talento, e dai-o ao que tem dez talentos. 29 Porque ao que tem será dado e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30 A esse servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.’»

Comentário:

É de tal forma “complicada) – à primeira leitura, claro – que podemos ter a visão como que toldada para nos apercebermos da simplicidade e lógica de todo o texto.

Eu penso que a “chave” está aqui:  
Distribuiu os talentos a cada qual conforme a sua capacidade.

O Senhor, sabemo-lo muito bem – não faz acepção de pessoas e, para Ele, todos os homens – absolutamente – têm o mesmo valor, a mesma dignidade, independentemente das suas capacidades pessoais.

Mas nunca pedirá contas por igual, exigindo uniformemente e sem critério o mesmo retorno.
Não!
Pedirá contas – muito certas – conforme o que cada um fez, como fez, ou, o que não fez e deveria ter feito.

(AMA, comentário sobre Mt 25, 14-30, 29.07.2017)


Temas para meditar

A força do Silêncio, 36

Nas nossas sociedades consumistas, o homem não cessa de se pavonear, mas não tem nenhum cuidado com a sua alma.

Exibe uma aparência e roupas vistosas que se gastam e são boas para as traças.



CARDEAL ROBERT SARAH

Os Sintomas do Nosso Mal-Estar Espiritual

Os sintomas do nosso mal-estar espiritual são demasiado familares.

Incluem:

a dimensão da corrupção, tanto no sector público como no sector privado, onde cargos e posições de responsabilidade são tratados como oportunidades de enriquecimento pessoal; a corrupção que ocorre no seio do nosso sistema de justiça; a violência nas relações interpessoais e nas famílias, em particular, o vergonhoso recorde de abuso de mulheres e crianças; e a dimensão da evasão fiscal e a recusa em pagar pelos serviços utilizados.



Nelson Mandela, in 'Walk to Freedom'

Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

Diálogos apostólicos

O JUÍZO PARTICULAR E FINAL – 3 

Pergunto:

Qual será o critério de medição?

Respondo:


No seu juízo, o Senhor com a sua sabedoria infinita medirá as nossas acções segundo se adaptaram à vontade divina, tendo em conta os dons que cada um recebeu.

18/11/2017

Deus conduz-nos sem pausas

Enquanto houver luta, luta ascética, há vida interior. Isso é o que o Senhor nos pede: a vontade de querer amá-Lo com obras, nas coisas pequenas de cada dia. Se venceste no pequeno, vencerás no grande. (Via Sacra, 3ª Estação, n. 2)

Devo prevenir-vos contra uma artimanha de que Satanás – ele nunca tira férias! – não desdenha servir-se para nos arrancar a paz. Talvez em algum instante se insinue a dúvida, a tentação de pensar que se retrocede lamentavelmente ou de que mal se avança; até ganha força a convicção de que, apesar do empenho por melhorar, se piora. Garanto-vos que, em regra, esse juízo pessimista só reflecte uma falsa ilusão, um engano que convém repelir. (…) Lembrai-vos de que a Providência de Deus nos conduz sem pausas e não regateia o seu auxílio – com milagres portentosos e com milagres pequenos – para fazer progredir os seus filhos.

Militia est vita hominis super terram, et sicut dies mercenarii, dies eius, a vida do homem sobre a terra é milícia e os seus dias decorrem com o peso do trabalho. Ninguém escapa a este imperativo; nem os comodistas que põem resistência em aceitá-lo: desertam das fileiras de Cristo e afadigam-se noutras contendas para satisfazerem a sua preguiça, a sua vaidade, as suas ambições mesquinhas; são escravos dos seus caprichos. (...)


Renovai todas as manhãs com um serviam decidido – servir-te-ei, Senhor! – o propósito de não ceder, de não cair na preguiça ou na apatia, de enfrentar as tarefas com mais esperança, com mais optimismo, persuadidos de que, se sairmos vencidos em alguma escaramuça, poderemos superar esse desaire com um acto de amor sincero. (Amigos de Deus, 217)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 18, 1-8

1 Depois, disse-lhes uma parábola sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer: 2 «Em certa cidade, havia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. 3 Naquela cidade vivia também uma viúva que ia ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário.’ 4 Durante muito tempo, o juiz recusou-se a atendê-la; mas, um dia, disse consigo: ‘Embora eu não tema a Deus nem respeite os homens, 5 contudo, já que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que me deixe de vez e não volte a importunar-me.’» 6 E o Senhor continuou: «Reparai no que diz este juiz iníquo. 7 E Deus não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite, e há-de fazê-los esperar? 8 Eu vos digo que lhes vai fazer justiça prontamente. Mas, quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?»

Comentário:
                        

O exemplo que o Senhor dá nesta parábola não precisa de explicação, qualquer um sabe muito bem que a perseverança é a “chave” para se conseguir o que se pretende.

O que pretendem, pois, os cristãos? Qual é a sua principal e primeira preocupação, o seu objectivo último?

Evidentemente, a Salvação Eterna!

Então…


(AMA, comentário sobre Lc 18, 1-8, 28.07.2017)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 33

Hoje em dia, muitas pessoas estão inebriadas de palavras, sempre agitadas, incapazes de silêncio e de respeito pelos outros.
Bem Sira, o Sábio, recomenda amiúde a sobriedade, a prudência e as boas maneiras quando estamos em sociedade.
Para não ferirmos a nossa alma e as dos outros, para que na nossa conduta e nas nossas palavras nada nos leve a cair gravemente, é preciso medida e contenção.
E inquieta particularmente a nossa atitude quando estamos à mesa: «Alegria do coração e júbilo da alma é o vinho, bebido a seu tempo e moderadamente.
O vinho é a amargura da alma quando bebido em demasia e na efervescência da paixão. A embriaguez aumenta o furor do insensato para a sua perda, diminui as forças e aumenta as feridas [i]. (…)

Para evitar a queda, é preciso manter o silêncio e confiar na sabedoria, nas inspirações e na acção silenciosa de Deus. (…)

É preciso não «ultrajar o espírito da graça».

A conquista do silêncio possui o valor amargo das lutas ascéticas, mas Deus quis que esse combate fosse acessível ao homem.

CARDEAL ROBERT SARAH




[i] Sir 31, 28-30

Hoy el reto del Amor es acoger al que viene a ti.

LIBRE


Debajo del hábito llevamos unas cuantas capas de prendas, pero hay una fundamental: la saya. Es como una especie de falda blanca, de lana en invierno y finita en verano, que es donde van a parar nuestros bolsillos. Que más que bolsillos...¡podríamos decir que son alforjas!


En el bolsillo de una monja puedes encontrar de todo: un Cristo, un rosario, pañuelos... y siempre encuentras cosas que te has guardado en algún momento del día, pero que se te olvidó sacarlas después.


Ayer, introduje mi mano en el bolsillo para sacar alguna de estas cosas cuando, de repente, noté un elemento extraño. ¿Qué era aquello? ¡Un chicle! No me lo podía creer... Me sentó tan mal, que hasta se me olvidó lo que andaba buscando. Ya sólo hacia que dar vueltas con la mano para ver en qué  había quedado aquel estirado elemento.


Y lo cierto es que sí que había hecho estragos: un poco en el rosario, un poco en algún papel que tenía... y lo peor... pegado a la tela.


La verdad es que al principio pasé unos minutos razonando cómo había llegado ese chicle hasta ahí... hasta que, al final, opté por reírme de mí misma. 'Qué "desastrito" soy', pensé, pero con un cariño que no podía venir de mí misma.


Cuando me vi riéndome de mi pobreza, le pregunté al Señor: '¿Qué me ha llevado a sentirme libre para reírme de mí misma?' Sí, porque me surgía un deseo muy fuerte de poder reírme igual en muchas otras situaciones.


Y Él me fue regalando ver que, si me acerco a una hermana para que me ayude con el chicle, lo hará de mil amores y se reirá conmigo. Lejos de decirme que soy un desastre, sé con seguridad que me acogerá, estoy plenamente convencida de ello, porque ya me ha ocurrido muchas otras veces con otras cosas.


El Señor me mostró qué importante es acoger al otro cuando viene a ti. Porque, si cuando vas a alguien, te machaca por tu error, te quedas culpabilizado y seguramente no le vuelvas a compartir muchas más veces...


Cuando nosotros caemos, del Señor sólo experimentamos Amor, acogida, perdón y fuerza para continuar.


Él se ríe con nosotros cuando se trata de estas chapuzas; nos desculpabiliza cuando le miramos de nuevo a Él tras meter la pata con alguien; nos Ama siempre, nos ama pobres y nos levanta siempre con su Resurrección.


Pero después nos invita: "Anda, ve y haz tú lo mismo". Y es que, cuando acoges al que viene a ti a pedir tu ayuda o a compartirte pobremente lo que le ocurre, la persona se siente libre, se siente amada y sabrá que tiene a alguien delante que no le juzga, sino que le quiere.


Hoy el reto del Amor es acoger al que viene a ti. Cada día son miles las ocasiones para acoger a los demás: con esas sencillas disculpas por su mal humor mañanero, o cuando te vienen a contar sus problemas, o su dificultad para acertar con alguien. Hoy libera a las personas del miedo a su propia pobreza. Cristo es quien lo ha hecho y quien hará posible que hoy puedas hacerlo tú con los demás. El Amor es liberador.



VIVE DE CRISTO

17/11/2017

Deus não perde batalhas

Se tiveres caído, levanta-te com mais esperança! Só o amor-próprio não entende que o erro, quando se rectifica, ajuda a conhecer-nos e a humilhar-nos. (Sulco, 724)

Para a frente, aconteça o que acontecer! Bem agarrado ao braço do Senhor, considera que Deus não perde batalhas. Se, por qualquer motivo, te afastas d'Ele, reage com a humildade de começar e de recomeçar; de fazer de filho pródigo todos os dias, inclusive repetidamente nas vinte e quatro horas do dia; de reconciliar o teu coração contrito na Confissão, verdadeiro milagre do Amor de Deus. Neste Sacramento maravilhoso, o Senhor limpa a tua alma e inunda-te de alegria e de força para não desanimares na tua luta e para voltares de novo sem cansaço a Deus, mesmo quando tudo te pareça obscuro. Além disso, a Mãe de Deus, que é também nossa Mãe, protege-te com a sua solicitude maternal e dá-te confiança no teu caminhar.

A sagrada Escritura adverte que até o justo cai sete vezes. Sempre que leio estas palavras, a minha alma estremece com um forte abalo de amor e de dor. Uma vez mais, vem o Senhor ao nosso encontro, com essa advertência divina, para nos falar da sua misericórdia, da sua ternura, da sua clemência, que nunca acabam. Estai seguros: Deus não quer as nossas misérias, mas não as desconhece e conta precisamente com essas debilidades para que nos façamos santos. (...)


Prostro-me diante de Deus e exponho-lhe claramente a minha situação. Logo tenho a segurança da sua assistência e oiço no fundo do meu coração o que ele me repete devagar: meus es tu! Sabia – e sei – como és; para a frente! (Amigos de Deus, nn. 214–215)

Tudo o que vem à rede é peixe

Este aforismo popular emprega-se muito quando se trata de conseguir chegar ao maior número de pessoas possível.

Nomeadamente, no apostolado, é um pouco assim, não se faz acepção de pessoas seja porque motivo for – a menos que o director espiritual o aconselhe – porque como dizia São Josemaria: de cem almas interessam-nos cem!

Mas, na verdade, é preciso uma orientação segura porque, nem todo o peixe, de facto interessa.

Jesus Cristo sabia muito de pesca e de peixe e descreve muito bem o que se passa [i].

Insisto pois na orientação segura e séria no trabalho de “pescadores de homens” em que todos os cristãos devem empenhar-se.

(AMA, reflexões, 03.08.2017




[i] Cfr. Mt 13,47-53

Temas para meditar

A força do Silêncio, 30

O homem silencioso já não é sinal de contradição; é apenas um homem a mais. Aquele que fala tem importância e valor, enquanto que quem se cala merece menos consideração.
O homem silencioso é reduzido a nada. O simples facto de falar confere valor.
As palavras não têm sentido nenhum? Não faz mal. O barulho adquiriu a nobreza que o silencia possuía antes.

O homem que fala é celebrado, e o homem silencioso é um pobre mendigo diante do qual nem merece a pena levantar os olhos.


CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 17, 26-37

26 Como sucedeu nos dias de Noé, assim sucederá também nos dias do Filho do Homem: 27 comiam, bebiam, os homens casavam-se e as mulheres eram dadas em casamento, até ao dia em que Noé entrou na Arca e veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. 28 O mesmo sucedeu nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam; 29 mas, no dia em que Lot saiu de Sodoma, Deus fez cair do céu uma chuva de fogo e enxofre, que os matou a todos. 30 Assim será no dia em que o Filho do Homem se revelar. 31 Nesse dia, quem estiver no terraço e tiver as suas coisas em casa não desça para as tirar; e, do mesmo modo, quem estiver no campo não volte atrás. 32 Lembrai-vos da mulher de Lot. 33 Quem procurar salvar a vida, há-de perdê-la; e quem a perder, há-de conservá-la. 34 Digo-vos que, nessa noite, estarão dois numa cama: um será tomado e o outro será deixado. 35 Duas mulheres estarão juntas a moer: uma será tomada e a outra será deixada. 36 Dois homens estarão no campo: um será tomado e o outro será deixado.» 37 Tomando a palavra, os discípulos disseram-lhe: «Senhor, onde sucederá isso?» Respondeu-lhes: «Onde estiver o corpo, lá se juntarão também os abutres.»

Comentário:

Este capítulo 17 do Evangelho escrito por São Lucas dedica vários versículos aos avisos do Senhor sobre o “chamado” fim do mundo.

Jesus Cristo não é o profeta da desgraça, nem o prenunciador de factos ou acontecimentos terríveis, mas, sabe, porque Ele sabe tudo, quanto irá acontecer.

Não o revela exactamente para não desanimar os que – como Ele deseja e incentiva – procuram estar preparados para o que vier.

Se atentarmos bem nas palavras que pronuncia, o que o Senhor deseja é que os homens – todos os homens – Seus irmãos estejam prevenidos e, sem saber nem como nem quando, estejam aptos a receber o Juiz Supremo quando Ele vier na Sua Glória julgar os vivos e os mortos.


(AMA, comentário sobre Lc 17, 26-37, 28.07.2017)