29/12/2010

UM MILAGRE QUE DEVO A S. JOSEMARIA


Joana Bouça é mãe de 2 filhos e supranumerária do Opus Dei. Neste artigo, fala como S. Josemaria a ajudou após um acidente aparatoso que sofreu há 12 anos atrás.

2010/12/28

Há 12 anos atrás fui monitora das actividades de férias de um clube juvenil da Obra. No dia em que fomos fazer vela algo aconteceu que mudou a minha vida para sempre. No final da actividade íamos tirar uma fotografia viradas para a marina quando o varão de protecção cedeu e eu caí de uma altura aproximada de 6m batendo com as costas no pontão de madeira.

Após 3 cirurgias conseguiram estabilizar a coluna e passado uns tempos voltei a andar. Nos dias a seguir ao acidente costumavam entrar médicos desconhecidos no meu quarto e a conversa era sempre a mesma Quem é o teu Santo? São Josemaria Escrivá dizia eu. Então tens muito que lhe agradecer por conseguires mover as pernas depois de uma queda destas! No dia em que caí antes de sair do clube para irmos fazer vela rezei uma pagela a São Josemaria para que tudo corresse bem…e correu!

Recentemente fui mãe pela segunda vez. Devido ao acidente que contei tenho a coluna fibrosada o que se traduziu no primeiro parto num efeito reduzido da anestesia epidural.

Desta vez o trabalho de parto desenvolveu-se tão rapidamente que não deu tempo de administrar a epidural o que significa que até dessa pequena ajuda fui privada. No período expulsivo o bebé não saía porque embatia na sínfise púbica e depois de puxar inúmeras vezes sem anestesia como referi comecei a pedir a São Josemaria que o fizesse nascer por parto normal até à 1h da manhã pois estava a ficar exausta. Estive quase para ir para cesariana mas à 1h2min o Joãozinho nasceu!

Nos dias seguintes tive mais uns sustos pois pensava-se que o bebé teria que ficar internado uma semana para fazer antibioterapia e fototerapia. Mais uma vez recorri a São Josemaria e não foi preciso nenhum dos dois tratamentos pelo que fomos para casa ao fim de dois dias!

Joana Bouça, Porto

Fonte: opusdei.pt

Boa Tarde! 31

Que fizeste coisas menos boas? Bom… mas isso já passou, ou não?

O que fizeste mal não interessa a não ser como cauterizante. Não é bom remoer as faltas passadas exactamente porque são… passadas. Arrependeste-te, pediste perdão, foste perdoado.

Acabou-se!

31
(ama, 2010.12.29)

Tema para breve reflexão - 2010.12.29

Apostolado

Dois são os elementos que Cristo prometeu e outorgou, ainda que diversamente, para continuar a Sua obra (...): o apostolado e o Espírito. Formam o corpo, por assim dizer, material da Igreja. O apostolado actua externa e objectivamente, confere-Lhe as suas estruturas visíveis e sociais; enquanto o Espírito Santo actua internamente, dentro de cada uma das pessoas, como também sobre a comunidade inteira, animando, vivificando, santificando.

(paulo VI, Discurso de abertura do Concílio Vaticano II, nr. 3)

Textos de Reflexão para 29 de Dezembro

Quarta-Feira 29 de Dezembro

Evangelho: Lc 2, 22-35

22 Depois que se completaram os dias da purificação de Maria, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para O apresentar ao Senhor23 segundo o que está escrito na Lei do Senhor: “Todo o varão primogénito será consagrado ao Senhor”, 24 e para oferecerem em sacrifício, conforme o que também está escrito na Lei do Senhor: “Um par de rolas ou dois pombinhos”. 25 Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem era justo e piedoso; esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. 26 Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte sem ver primeiro o Cristo do Senhor. 27 Foi ao templo conduzido pelo Espírito. E, levando os pais o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições usuais da Lei a Seu respeito, 28 ele tomou-o nos braços e louvou a Deus, dizendo: 29 «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz segundo a Tua palavra; 30 porque os meus olhos viram a Tua salvação, 31 que preparaste em favor de todos os povos; 32 luz para iluminar as nações, e glória de Israel, Teu povo». 33 O Seu pai e a Sua mãe estavam admirados das coisas que d'Ele se diziam. 34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. 35 E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos».
Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Doutrina: «RERUM NOVARUM»

Causas do conflito
Em todo o caso, estamos persuadidos, e todos concordam nisto, de que é necessário, com medidas prontas e eficazes, vir em auxílio dos homens das classes inferiores, atendendo a que eles estão, pela maior parte, numa situação de infortúnio e de miséria imerecida. O século passado destruiu, sem as substituir por coisa alguma, as corporações antigas, que eram para eles uma protecção; os princípios e o sentimento religioso desapareceram das leis e das instituições públicas, e assim, pouco a pouco, os trabalhadores, isolados e sem defesa, têm-se visto, com o decorrer do tempo, entregues à mercê de senhores desumanos e à cobiça duma concorrência desenfreada. A usura voraz veio agravar ainda mais o mal. Condenada muitas vezes pelo julgamento da Igreja, não tem deixado de ser praticada sob outra forma por homens ávidos de ganância, e de insaciável ambição. A tudo isto deve acrescentar-se o monopólio do trabalho e dos papéis de crédito, que se tornaram o quinhão dum pequeno número de ricos e de opulentos, que impõem assim um jugo quase servil à imensa multidão dos proletários. 2ª

Festa: São Tomás Becket


Nota Histórica

Nasceu em Londres em 1118. Foi clérigo de Cantuária e chanceler do reino, sendo eleito bispo em 1162. Defendeu corajosamente os direitos da Igreja contra Henrique II; este condenou-o ao desterro na França durante seis anos. Voltando à pátria, teve de sofrer ainda numerosas dificuldades, até que os guardas reais o mataram em 1170.

28/12/2010

OS SANTOS INOCENTES

A Igreja comemora hoje esses meninos trucidados em Belém às ordens do louco Herodes.

Este tristemente célebre personagem agiu segundo os seus “princípios”: liquidar qualquer possível candidato ao seu trono.

Fez o mesmo inúmeras vezes e, nem sequer, os seus próprios filhos foram poupados de tal forma que Calígula terá afirmado que “é preferível ser o porco de Herodes que filho de Herodes” já que, como judeu rigoroso, Herodes não comia carne de porco, estando, portanto, estes animais a salvo.

Mas os “Herodes” de hoje que trucidam inocentes mesmo antes de nascerem – veja-se http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/2010/12/aborto-hora-de-reabrir-discussao.html.

Que motivo poderão ter? Loucura? Psicopatia? Não me parece.

Então porque o fazem e legislam sobre o assunto dando cobertura ao mais vil massacre de inocentes de que há memória?

Temem o quê?

O que diria Calígula desta gente?

ABORTO: HORA DE REABRIR A DISCUSSÃO

Raquel Abecasis,

Os últimos dados estatísticos provam aquilo que para muitos era óbvio, antes de se alterar a legislação: três anos depois da despenalização do aborto em Portugal, o número de abortos está a crescer de forma assustadora.

Este ano, foram feitos, em média, 53 abortos por dia.

Na análise a estes números, o director de obstetrícia do Hospital de Santa Maria lamenta que as mulheres não tenham compreendido a lei e que não haja mais medidas de prevenção da gravidez.

A realidade é de tal modo assustadora, com os especialistas e defensores da lei a reconhecerem que a prática do aborto é hoje um método anti-concepcional, que só por si deveria levar os responsáveis a reconhecer o erro das teses que defenderam em 2007.

Diante de uma tragédia destas dimensões, o pior que se pode fazer é persistir no erro. Três anos depois, está na altura de se reabrir uma discussão que nunca foi feita de forma honesta. Os que em 2007 defenderam com tanto calor os direitos das mulheres não podem agora ficar calados diante das estatísticas que, em 2010, são reais, ao contrário dos números ilusórios que se debateram há três anos.

Fonte: RR on-line, 27-12-2010

(agradecimento P. M. Martinez)

BEMFEITINHO


Ouvi outro dia esta expressão que me deixou encantado. É bem conhecido o gosto dos portugueses pelos diminutivos, mas este pareceu-me particularmente saboroso. Foi numa conversa com um agricultor que tinha uma filha a estudar na Universidade. Quando louvei a carreira académica da filha, ele disse-me: não me importa o que ela venha a fazer no futuro. Até pode andar a varrer as ruas da cidade. o que interessa é que o que faça seja bemfeitinho.


        Fazer seja o que for, bemfeitinho. Esta é a verdadeira concepção da dignidade do trabalho. Como afirma João Paulo II, o trabalho tem um sentido objectivo, que depende do que se faz, mas, acima desse, tem um sentido subjectivo, que depende de quem o faz. Neste segundo sentido, todos os trabalhos têm o mesmo valor, porque todos são obra humana, e não há seres humanos de primeira e de segunda.

        Então, o que dá dignidade ao trabalho é o empenho humano que cada um põe no que faz, seja qual for o trabalho. Isso manifesta-se no fazer o trabalho bemfeitinho, com a consciência de que varrer uma rua ou investigar em Física teórica são maneiras igualmente válidas de participar da obra criadora de Deus, de auto - aperfeiçoar-se, de ser útil à Humanidade.

Víctor Costa Lima

Tema para breve reflexão - 2010.12.28

Santa Missa 8

É impossível dar a Deus uma reparação mais perfeita pelas faltas diariamente cometidas que oferecendo e participando com devoção no Santo Sacrifício do Altar.

(Concílio de Trento, sess. 22, c. 1)

Textos de Reflexão para 28 de Dezembro

Terça-Feira 28 de Dezembro

Evangelho: Mt 2, 13-18

13 Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: «Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, foge para o Egipto, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14 ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e Sua mãe, e retirou-se para o Egipto. 15 Lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta: “Do Egipto chamei o Meu filho”. 16 Então Herodes, percebendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo, e mandou matar, em Belém e em todos os seus arredores, todos os meninos de idade de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos. 17 Cumpriu-se então o que estava anunciado pelo profeta Jeremias: 18 “Uma voz se ouviu em Ramá, pranto e grande lamentação; Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem”.
Nota:
Durante o Tempo do Natal não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Doutrina: «RERUM NOVARUM»
É por isto que, Veneráveis Irmãos, o que em outras ocasiões temos feito, para bem da Igreja e da salvação comum dos homens, em Nossas Encíclicas sobre a soberania política, a liberdade humana, a constituição cristã dos Estados ([i]) e outros assuntos análogos, refutando, segundo Nos pareceu oportuno, as opiniões erróneas e falazes, o julgamos dever repetir hoje e pelos mesmos motivos, falando-vos da Condição dos Operários. Já temos tocado esta matéria muitas vezes, quando se Nos tem proporcionado o ensejo; mas a consciência do Nosso cargo Apostólico impõe-nos como um dever tratá-la nesta Encíclica mais explicitamente e com maior desenvolvimento, a fim de pôr em evidência os princípios duma solução, conforme à justiça e à equidade. O problema nem é fácil de resolver, nem isento de perigos. E difícil, efectivamente, precisar com exactidão os direitos e os deveres que devem ao mesmo tempo reger a riqueza e o proletariado, o capital e o trabalho. Por outro lado, o problema não é sem perigos, porque não poucas vezes homens turbulentos e astuciosos procuram desvirtuar-lhe o sentido e aproveitam-no para excitar as multidões e fomentar desordens. 1c

Festa: Santos Inocentes

                                                                                                                             
Nota Histórica
«Hoje celebramos o nascimento para o Céu das crianças que foram assassinadas por Herodes, o rei cruel» (S. Cesário de Arles).
Ao venerar estas crianças, que proclamaram a glória de Deus, não com palavras mas com o seu sangue, a Igreja quer, em primeiro lugar, levar-nos à sua imitação sendo testemunhas de Cristo, através do martírio silencioso do cumprimento do dever quotidiano.

Ao lembrar, em plena quadra natalícia, o sacrifício destas «flores dos mártires que se fecharam para sempre no seio do frio da infidelidade» (Sto. Agostinho), quer também dirigir um apelo para que se respeite a vida, em todas as suas manifestações, desde a sua origem até ao seu termo. Na verdade, como lembrou o Concílio Vaticano II, «Deus, Senhor da Vida, confiou aos homens a nobre missão de protegê-la: missão, que deve ser cumprida de modo digno do homem. Por isso, a vida, desde a concepção, deve ser amparada com o máximo cuidado: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis» (GS. 51).



[i] Alude-se aqui às Encíclicas «Diuturnum» (1831), «Immortale Dei» (1885), «Libertas» (1888).

27/12/2010

Bento XVI - Mensagem de Natal

MENSAGEM DE NATAL DE BENTO XVI

“Deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém!”

CIDADE DO VATICANO, sábado, 25 de Dezembro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a mensagem de Natal que Bento XVI pronunciou ao meio-dia de hoje, da sacada central da Basílica Vaticana, antes de dar sua bênção urbi et orbi.

* * *

«Verbum caro factum est - o Verbo fez-Se carne» (Jo 1, 14).

Queridos irmãos e irmãs, que me ouvis em Roma e no mundo inteiro, é com alegria que vos anuncio a mensagem do Natal: Deus fez-Se homem, veio habitar no meio de nós. Deus não está longe: está perto, mais ainda, é o «Emanuel», Deus-connosco. Não é um desconhecido: tem um rosto, o rosto de Jesus.

Trata-se de uma mensagem sempre nova, que não cessa de surpreender, porque ultrapassa a nossa esperança mais ousada. Sobretudo porque não se trata apenas de um anúncio: é um acontecimento, um facto sucedido, que testemunhas credíveis viram, ouviram, tocaram na Pessoa de Jesus de Nazaré! Permanecendo com Ele, observando os seus actos e escutando as suas palavras, reconheceram em Jesus o Messias; e, ao vê-Lo ressuscitado, depois que fora crucificado, tiveram a certeza de que Ele, verdadeiro homem, era simultaneamente verdadeiro Deus, o Filho unigénito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade (cf. Jo 1, 14).

«O Verbo fez-Se carne». Fitando esta revelação, ressurge uma vez mais em nós a pergunta: Como é possível? O Verbo e a carne são realidades opostas entre si; como pode a Palavra eterna e omnipotente tornar-se um homem frágil e mortal? Só há uma resposta possível: o Amor. Quem ama quer partilhar com o amado, quer estar-lhe unido, e a Sagrada Escritura apresenta-nos precisamente a grande história do amor de Deus pelo seu povo, com o ponto culminante em Jesus Cristo.

Na realidade, Deus não muda: mantém-se fiel a Si mesmo. Aquele que criou o mundo é o mesmo que chamou Abraão e revelou o seu próprio Nome a Moisés: Eu sou Aquele que sou... o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob... Deus misericordioso e compassivo, cheio de amor e fidelidade (cf. Ex 3, 14-15; 34, 6). Deus não muda: Ele é Amor, desde sempre e para sempre. Em Si mesmo, é Comunhão, Unidade na Trindade, e cada obra e palavra sua tem em vista a comunhão. A encarnação é o ápice da criação. Quando no ventre de Maria, pela vontade do Pai e a acção do Espírito Santo, se formou Jesus, Filho de Deus feito homem, a criação atingiu o seu vértice. O princípio ordenador do universo, o Logos, começava a existir no mundo, num tempo e num espaço.

«O Verbo fez-Se carne». A luz desta verdade manifesta-se a quem a acolhe com fé, porque é um mistério de amor. Somente aqueles que se abrem ao amor, são envolvidos pela luz do Natal. Assim sucedeu na noite de Belém, e assim é hoje também. A encarnação do Filho de Deus é um acontecimento que se deu na história, mas ao mesmo tempo ultrapassa-a. Na noite do mundo, acende-se uma luz nova, que se deixa ver pelos olhos simples da fé, pelo coração manso e humilde de quem espera o Salvador. Se a verdade fosse apenas uma fórmula matemática, em certo sentido impor-se-ia por si mesma. Mas, se a Verdade é Amor, requer a fé, o «sim» do nosso coração.

E que procura, efectivamente, o nosso coração, senão uma Verdade que seja Amor? Procura-a a criança, com as suas perguntas tão desarmantes e estimuladoras; procura-a o jovem, necessitado de encontrar o sentido profundo da sua própria vida; procuram-na o homem e a mulher na sua maturidade, para orientar e sustentar os compromissos na família e no trabalho; procura-a a pessoa idosa, para levar a cumprimento a existência terrena.

«O Verbo fez-Se carne». O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho colectivo da humanidade. O «Emanuel», Deus-connosco, veio como Rei de justiça e de paz. O seu Reino - bem o sabemos - não é deste mundo, e todavia é mais importante do que todos os reinos deste mundo. É como o fermento da humanidade: se faltasse, definhava a força que faz avançar o verdadeiro progresso, o impulso para colaborar no bem comum, para o serviço desinteressado do próximo, para a luta pacífica pela justiça. Acreditar em Deus que quis compartilhar a nossa história, é um constante encorajamento a comprometer-se com ela, inclusive no meio das suas contradições; é motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda a escravidão.

A luz do Natal resplandeça novamente naquela Terra onde Jesus nasceu, e inspire Israelitas e Palestinianos na busca duma convivência justa e pacífica. O anúncio consolador da vinda do Emanuel mitigue o sofrimento e console nas suas provas as queridas comunidades cristãs do Iraque e de todo o Médio Oriente, dando-lhes conforto e esperança no futuro e animando os Responsáveis das nações a uma efectiva solidariedade para com elas. O mesmo suceda também em favor daqueles que, no Haiti, ainda sofrem com as consequências do terramoto devastador e com a recente epidemia de cólera. Igualmente não sejam esquecidos aqueles que, na Colômbia e na Venezuela mas também na Guatemala e na Costa Rica, sofreram recentemente calamidades naturais.

O nascimento do Salvador abra perspectivas de paz duradoura e de progresso autêntico para as populações da Somália, do Darfour e da Costa do Marfim; promova a estabilidade política e social em Madagáscar; leve segurança e respeito dos direitos humanos ao Afeganistão e Paquistão; encoraje o diálogo entre a Nicarágua e a Costa Rica; favoreça a reconciliação na Península Coreana.

A celebração do nascimento do Redentor reforce o espírito de fé, de paciência e de coragem nos fiéis da Igreja na China continental, para que não desanimem com as limitações à sua liberdade de religião e de consciência e, perseverando na fidelidade a Cristo e à sua Igreja, mantenham viva a chama da esperança. O amor do «Deus-connosco» dê perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem discriminação e perseguição, e inspire os líderes políticos e religiosos a empenharem-se pelo respeito pleno da liberdade religiosa de todos.

Queridos irmãos e irmãs, «o Verbo fez-Se carne», veio habitar no meio de nós, é o Emanuel, o Deus que Se aproximou de nós. Contemplemos, juntos, este grande mistério de amor; deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém! Boas-festas de Natal para todos!
Fonte: zenit.org

Boa Tarde! 29

Nestes três dias que restam de Dois Mil e Dez vais já começar a “trabalhar” no próximo ano.

Acho bem mas, repito, não te ponhas com grandes projectos e ideias mirabolantes.

“De espacio”, dizem os castelhanos, exactamente querendo dizer: com espaço suficiente para se fazerem as coisas bem feitas.

Olha que não é má ideia!

29

(ama, 2010.12.27)

Natal


CONFERÊNCIA DE NATAL
DE
Mons. HUGO DE AZEVEDO


A pedido de algumas pessoas foi inserido no site o texto da Conferência de Natal deste ano.

Clicar aqui:


Texto da Conferência do Natal proferida por Mons. Hugo de Azevedo

em 4 de Dezembro de 2010

Tema para breve reflexão - 2010.12.27

Santa Missa 10

A Santa Missa é realmente o coração e o centro do mundo cristão.

(joão Paulo II, Homília no Seminário de Venegono, 21.05.1983)

Textos de Reflexão para 27 de Dezembro

Segunda-Feira 27 de Dezembro

Evangelho: Jo 20, 2-8

2 Correu então, e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo a quem Jesus amava, e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos  puseram». 3 Partiu, pois, Pedro com o outro discípulo e foram ao sepulcro. 4 Corriam ambos juntos, mas o outro discípulo corria mais do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.5 Tendo-se inclinado, viu os lençóis no chão, mas não entrou .6 Chegou depois Simão Pedro, que o seguia, entrou no sepulcro e viu os lençóis postos no chão, 7 e o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus, que não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.8 Entrou também, então, o outro discípulo que tinha chegado primeiro ao sepulcro. Viu e acreditou.

Nota:
Durante o Tempo do Natal não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Doutrina: «RERUM NOVARUM»

Por toda a parte, os espíritos estão apreensivos e numa ansiedade expectante, o que por si só basta para mostrar quantos e quão graves interesses estão em jogo. Esta situação preocupa e põe ao mesmo tempo em exercício o génio dos doutos, a prudência dos sábios, as deliberações das reuniões populares, a perspicácia dos legisladores e os conselhos dos governantes, e não há, presentemente, outra causa que impressione com tanta veemência o espírito humano. 1b

Festa: São João, Apóstolo e Evangelista

                                                                                                                             
Nota Histórica

Filho de Zebedeu, rico pescador de Betsaida (Mc. 1, 20; Mt. 4, 18--22; Jo. 1, 44), e de Salomé, que mais tarde se viria a consagrar ao serviço de Jesus e dos Apóstolos, foi educado, com o seu irmão Tiago, na seita dos zelotes. Tornado discípulo de João Baptista, por ele seria encaminhado para Jesus, vindo a ser bem depressa, um dos membros mais activos do grupo.
A João confiou Jesus não só o maior número de missões, mas também os Seus mais íntimos segredos. A ele confiará igualmente Sua Mãe, que terminará os Seus dias na companhia do «Discípulo amado». Após uma longa vida apostólica, o Apóstolo do amor será exilado para a ilha de Patmos (Apoc. 1), no tempo de Domiciano, sendo o último dos Doze a deixar a terra.
João é o autor de vários Cartas, do Apocalipse e do quarto Evangelho.

26/12/2010

SAGRADA FAMÍLIA

Gostava tanto de ser capaz de escrever algo sobre a Sagrada Família mas fico-me muito…. muitíssimo aquém do que quereria dizer!

Modelo? Sim, modelo porque não houve nem haverá jamais, Família mais perfeita.

Exemplo? Sim, porque tudo quanto a ela se refere deve ser imitável.

Consolação? Sim, porque nos foi dada a graça de ter um modelo e um exemplo.

Vejo, ali, em Belém, aquela jovem Senhora debruçada sobre um menino com apenas um dia de vida, abismada e embevecida no seu Filho! No seu coração de Mãe guarda aquelas imagens todas, dos pastores, joelho dobrado em terra, extasiados com a cena do Presépio; dos Anjos no alto dos céus entoando cânticos que não têm comparação nem na melodia nem nas palavras com quaisquer outros que tenha ouvido.

Vejo, a seu lado, aquele homem glabro e atónito com tudo quanto aconteceu e acontece à sua volta. Vejo-o contemplando o Menino a quem já quer como filho seu sabendo que é Filho de Deus e imagina-se a pegar-lhe ao colo, a ensinar-lhe coisas, a educá-lo. Não está preocupado nem receoso com a missão extraordinária de que se sente incumbido.

Vejo, finalmente, o meu Menino Jesus, tão perfeito, tão lindo!

E, é verdade, vejo-me a mim, espreitando toda a cena com medo de ser descoberto e alguém me pergunte o que estou ali a fazer.

E apetece-me ficar ali, aqui, dizendo baixinho tudo o que se amontoa no meu coração num misto de alegria profunda, entusiasmo, felicidade, uma enorme confiança e uma paz indizível.

E um desejo profundo, avassalador toma conta de mim, domina por completo os meus pensamentos: Eu, este miserável, este pobre homem, quero fazer parte desta família! Como um tio, um primo, um parente afastado? Não… como poderia? Mas como um criado de confiança disponível e atento ao que possa ser útil.

Quero ser o primeiro a abrir a porta aos vizinhos, aos amigos, aos parentes e, finalmente aos homens que estão a chegar, vindos do Oriente guiados por uma estrela.

Depois terei de ir à fonte da aldeia buscar água para o primeiro banho que a Senhora irá dar ao Menino.

Também tenho de ir por lenha para acender uma bela fogueira que aqueça a casa, a Família, o Menino… o meu Menino!

E, quando finalmente, todos se forem embora e os meus Patrões se recolherem para descansar, ponho-me ali, aos pés do berço onde o meu Menino já dorme tão tranquilo e sossegado.

E por ali ficarei e não haverá nada nem ninguém que me afaste.

Porto, 2010.12.26