05/04/2007

Sacramento do Amor

Preparação diária para a Comunhão:

Vejo-me tal como sou: nada, absolutamente. E tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
Eu, António, este pobre homem com pés de barro e vontade frágil, estou aqui na expectativa do momento sublime em que Te receberei meu Deus e Senhor.
Tenho o meu coração palpitando de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes.
Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno!
Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-Te tal como Tu mesmo quiseste que fosse.
Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
AMA, 2004

04/04/2007

CIRENEU

Não é tarde, nem tudo está perdido...Ainda que te pareça. Ainda que to repitam mil vozes agoirentas. Ainda que te assediem olhares de troça e incredulidade...Chegaste num bom momento para carregar com a Cruz: a Redenção está a fazer-se - agora! -, e Jesus precisa de muitos cirineus.
S. Josemaría, Via Crucis, V, 2

03/04/2007

Oportet Illum regnare!

Todas as tragédias e calamidades do mundo, e as nossas misérias, têm a sua origem nestas palavras:
Nolumus hunc regnare super nos, (não queremos que este (Cristo) reine sobre nós, (cfrLc 19, 14)).
Nós oramos dizendo a Jesus outra vez que:
«És o Rei do meu coração. Rei desse mundo íntimo dentro de mim mesmo onde ninguém penetra e onde únicamente eu sou senhor. Jesus é Rei, aí, no meu coração. Tu sabe-lo bem, Senhor» (J.Leqlerq. Siguiendo el año litúrigico, Rialp, Madrid, 1957. pg 357).
(Francisco Fernández Carvajal, Hablar con Diós, Martes Santo)

23/03/2007

EGOÍSMO

Não ponhas o teu "eu" na tua saúde, no teu nome, na tua carreira, na tua ocupação, em cada passo que dás... Que coisa tão maçadora! Parece que te esqueceste que "tu" não tens nada, é tudo d'Ele. Quando ao longo do dia te sentires, talvez sem razão, humilhado; quando pensares que o teu critério deveria prevalecer; quando notares que a cada instante borbota o teu "eu", o teu, o teu, o teu..., convence-te de que estás a matar o tempo e que estás a precisar que "matem" o teu egoísmo.

S. Josemaría, Forja, 1050

ABISMO

"Abyssus, abyssum invocat...", um abismo chama outro abismo, já to lembrei algumas vezes. É a descrição exacta do modo de se comportarem os mentirosos, os hipócritas, os renegados, os traidores: como se sentem incomodados com o seu próprio modo de ser, ocultam as suas trapaças, para irem de mal a pior, abrindo um precipício entre eles e o próximo.

S. Josemaría, Sulco, 338

13/03/2007

O sentido do belo

A noção de beleza muda de pessoa para pessoa. Mas quando qualquer de nós vê uma coisa que preenche a nossa concepção de beleza, experi­menta uma emoção que é sempre a mesma em cada caso. Um navio no mar, o desabrochar de uma flor, uma cidade iluminada, um belo poe­ma, a sombra das folhas, a graça de uma criança, um céu estrelado, macieiras na primavera - milhares de paisagens, de sons ou de palavras que despertem em nós o pensamento da beleza - são as gotas de chuva que impedem o espírito humano de morrer de sede. Fazem parte de um misterioso e silente poder de refrigério, em que talvez não pensamos, mas que está sempre presente. A beleza é o sorriso na face da terra, aberto a todos. Basta apenas ter olhos para vê-lo, sensibilidade para entendê-lo.

John Galsworthy, Candelabra (Scribner, ed.)

RECOLHIMENTO

A minha estada na Grande Cartuxa (Alpes da Sabóia) tinha, forçosa­mente, de chegar a um termo. Quan­do me despedi dos bons monges e desci à planície em baixo, senti uma estranha tristeza no coração.
Mas percebi, claramente, que a minha subida ao convento não tinha sido vã e aprendi a lição da Grande Car­tuxa.
A sua mensagem era, manifes­tamente, esta: que de vez em quando devemos tomar um pouco de tempo - às múltiplas preocupações do nosso trabalho e de nossas distracções para reajustar o nosso senso de valores, para relegar ao seu lugar próprio os nossos desejos materiais. Banindo da nossa boca a inevitável desculpa, "Eu bem quisera se pudesse, mas não disponho de um momento", deve­mos fazer o tempo - cinco, dez, vinte minutos ao fim do dia, uma hora em cada tarde de domingo consagrado a um passeio de meditação, um fim-de-semana de onde em onde passado inteiramente em recolhimento.
En­tão veremos como são de pouca monta as coisas que perseguimos com tamanho afã; então, talvez, pudésse­mos descobrir não só a consciência de nós mesmos, mas - o que é muito mais importante - a existência da nossa própria consciência.

A J. Cronin, O que aprendi na Grande Cartuxa, Reader’s Digest, Abril de 1953

O MODESTO e o PRETENSIOSO

Um homem modesto às vezes parece pretensioso por se orgulhar de alguma coisa que fez, julgando-a melhor do que tudo o que se imaginava capaz, ao passo que o pretensioso se inclina a mostrar-se descontente com o que faz, julgando-o indigno do seu génio.

Hesket Pearson, The Man Whistler (Harper, ed.)

12/02/2007

Fala a Morte

Havia em Bagadad um negociante que enviou ao mercado um dos seus empregados e este, daí a pouco, voltou ofegante, trémulo, a dizer:
_ Estive agora no mercado, meu senhor, e alguém me atropelou subitamente. Virei-me e percebi que era a Morte. Ela olhou para mim e fez um gesto ameaçador. Empreste-me por favor o seu cavalo, pois quero fugir para Samarra, onde a Morte não me há-de encontrar.
O negociante emprestou o animal, e o empregado montou, escapando, em rápido galope, para a outra localidade.
Mal ele partiu, o negociante dirigiu-se, por sua vez, ao mercado e, vendo-me na multidão, aproximou-se e indagou:
_ Porque fizeste ao meu criado um gesto de ameaça, há pouco?
_ Não o ameacei, respondi. _ Mostrei-lhe apenas, com o meu gesto, a surpreza que me causava a sua presença em Bagadad, pois eu tinha um encontro marcado com ele, hoje à noite, em Samarra.
Somerset Maugham

06/02/2007

MONSTRA TE ESSE REGINEM

Não podes deixar o teu reino, os teus subditos à mercê dos vendavais da loucura e desnorte que, alguns deles, insistem em criar para lograrem os seu objectivos de ateísmo e epicurismo mais exarcebados.
Profetas da desgraça, defensores do dogma: "combater o mal com um mal ainda maior", NÃO HÃO-DE VENCER!
Tu, Rainha de Portugal, tens do "direito" de veto, a última palavra, o voto de qualidade.
É o teu Reino, Senhora, que está em perigo.
Mostra que és a Rainha e salva Portugal!

27/01/2007

A FESTA

Oh, deixa lá, Senhor, os meus pecados!
Vamos fazer a festa de quem se ama!
Que importa que este mundo seja lama
e lama eu também! Se há desgraçados
que não querem amar nem ser amados
nem saber desta sorte e desta chama
não nos privam da luz que se derrama
do nosso amor real de enamorados!
Se eu não presto, que importa, meu Amor?
Se atraiçoei, isso que importa agora?
Fui outro Pedro? Mas amo-Te, Senhor
e sou amado por Ti, tão bem me queres!
Então façamos festa nesta hora
e depois faz de mim o que quiseres!

P. Dr. Hugo de Azevedo, in "Poemas imperfeitos"

26/01/2007

POEMA PARA A PRIMAVERA

Jesus,
Se Tu quiseres fazer Teus pessegueiros florescerem para mim,
E debruar de ambos os lados a estrada que cavalgo
Com ousadas tulipas de carmim,
Se Tu quiseres fazer os Teus céus tão azuis
Como os de Itália, de onde vim,
E despertares as pequenas folhas que dormem
Em cada árvore de marfim,
Eu prometo não importunar-Te
Para que faças enfim
Do céu o meu lar,
Mais, bem contente de mim,
Serei um pajem trovador,
No Teu jardim.
Senhor!

Canção de viajante de um pagem do século XIII, de William Alexander Percy, traduzida do original inglês por D. Marcos Barbosa, O.S.B.

25/01/2007

PAZ

Se houver nobreza no coração, haverá beleza no carácter.
Se houver beleza no carácter, haverá harmonia no lar.
Se houver harmonia no lar, haverá ordem no país.
Quando houver ordem na nação, haverá paz no mundo.
Provérbio chinês, citado no Sunshine Magazine.

20/01/2007

Lição de vida

Estive lá, em casa do Pedro, ontem à noite.
A Zeca parece uma sombra deformada de uma mulher alta, de constituição atlética...talvez tenha diminuido uns vinte centímetros, move-se com extrema dificuldade, sustenta-se apenas graças a uma espécie de arnês que lhe mantém o tronco, não a prumo, mas possívelmente unido ao resto do frágil corpo.
Mas, a Zeca, não vive no corpo devastado pela doença, vive nos olhos que mantêm o fulgor da ansiedade criativa, da cabeça sempre fervilhando com ideias, projectos, pinturas, exposições, coisas para fazer...muitas coisas para fazer.
Naquelas três horas, ontem à noite, não a ouvi queixar-se uma única vez!
O Pedro, olha para nós, com um olhar sereno e consciente. Sem receio e, estranhamente confiante.
Vim de lá envergonhado por todas as vezes que me queixo de coizitas sem importância.

19/12/2006

REFLEXÕES - Visão Sobrenatural

Um passarinho andava todo contente, esvoaçando pelos telhados das casas, saltando de ramo em ramo das árvores mais altas, maravilhando-se com os horizontes que os seus voos lhe proporcionavam. Não há dúvida, conseguia ver o que a maioria dos seres vivos não conseguiam, ali em baixo, pegados à terra.
Entretanto uma águia desce rápido sobre ele e estendendo as garras leva-o pelos ares fora, alto... cada vez mais alto.O passarinho, a princípio assustado, debatendo-se convulsivamente nas garras do seu captor, começou a olhar o espaço e então verificou, com espanto, que o horizonte que agora se estendia a perder de vista, era incomensuravelmente mais vasto que o que até então descortinara. E, cessando de se debater, deixou-se ir, maravilhado pela vastidão do infinito. (citado por S. Josemaría)
E, eu, tantas vezes me fico satisfeito com a mediania da minha situação, aqui, achatado, junto à terra...
Como anseio por uma "águia" que me leve a horizontes mais vastos, a "vistas" mais alargadas que a simples visão dos meus olhos humanos me permite!
Como anseio por essa "águia" que me leve a ter VISÃO SOBRENATURAL.

15/12/2006

Morro esta madrugada

Nota prévia:
A carta que a seguir se transcreve, tão sincera e comovente, foi escrita pelo punho de um jovem holandês de 22 anos, poucos momentos antes de ser fuzilado pelo pelotão de execução nazi, no dia 27 de Fevereiro de 1942, na companhia de três outros mártires da «nova ordem europeia». O seu crime: Ter fugido da Holanda, para tentar juntar-se ás forças holandesas aquarteladas em Inglaterra. Os quatro rapazes foram capturados na região ocupada da França, e o Tribunal Marcial Alemão condenou-os à morte a 13 de Fevereiro de 1942, sob a acusação de «ajudarem o inimigo».
Querido Pai: Custa-me escrever-lhe esta carta, mas sou forçado a partipar-lhe que o Tribunal Marcial pronunciou contra nós uma sentença bem pesada.
Leia esta carta só para si, primeiro, e depois conte à Mãe, mas com muita cautela.
Quando lhe escrevi a primeira vez, a 14 de Fevereiro, já sabíamos que nos tinham condenado à morte, mas fiquei sem coragem de lhe dizer logo, porque queria poupá-lo a todos estes longos dias de expectativa. Seguiu para Paris um pedido de clemência, que foi negado, muito embora julgássemos que ainda haveria certas possibilidades de perdão, pois no fim de contas não cometemos nenhum crime.
Eu disse expectativa e não medo, pois felizmente estes dias não foram de medo.
Tive muito tempo para rezar, e tenho a firme convicção de que posso esperar morrer na graça de Jesus.
Vamos morrer não tarda muito, ás cinco da manhã, e isso não me parece assim tão terrível. É só um instante, e logo estarei com Deus - acabaram-se as misérias e a tristeza deste mundo.
Não me parece, à vista disso, que se tate de uma transição de meter pavor.
Pelo contrário, é admiravel sentirmo-nos na graça do Senhor. Deus prometeu-nos que não nos abandonaria se tivessemos a coragem de rogar que estivesse connosco. Sinto-me tão perto de Deus, que estou pronto para morrer. Espero que isto sirva de consolo, a si meu Pai.
Mas também sei que é terrível. Ainda somos tão jovens! Deus sabe, porém, que a nossa causa era justa. Acho que vai ser muito pior para si que para mim, porque confessei todos os meus pecados e fiquei muito calmo. Por isso, não chorem por mim, confiem na Providência, e peçam-Lhe que vos dê força.
Mãe, minha querida Mãe, beijo-a de todo o coração. Perdoe-me qualquer falta que tenha cometido. Não chore, minha querida Mãe. Tenha ânimo. Ficam-lhe outros filhos para cuidar - olhe a pobre senhora X, que não tem mais nenhum! Sei que tornaremos todos a encontrar-nos. Mais um beijo, o último do seu filho muito amigo.
Meu Pai, também lhe peço perdão. Tenha coragem na sua fé, pois bem sei que a tem, como a Mãe. Não ponha luto, mas agradeça a Deus ter-nos dado confiança na Sua Graça. E não diga que a paz já não lhe dará alegria porque eu me fui. No fim de contas, dei a vida pelo meu país, como tantos outros estão dando agora. Dê-me um abraço bem forte. Cumpra-se a Vontade do Alto.
Jan, Bep, El e Fien - saudades para todos vocês. Sejam fortes e peçam a Deus que os anime. Creiam n'Ele, e Ele fará com que tudo seja pelo melhor. Sejam bons para o Pai e a Mãe. Dêem saudades aos meus irmãos e irmãs mais novinhos; talvez eles não compreendam bem isto, mas ensinem-lhes a crer também.
Saudades de nós quatro para todos. A todos agradeço tudo quanto tenham feito por mim.
Não nos falta coragem. Tenham-na também. Só os nossos corpos nos serão tomados, porque as nossas almas estão nas mãos do Senhor. Isto deveria bastar para consolação.
Agora vou-me embora. Até nos tornarmos a encontrar, numa reunião que será mais feliz do que todas. Deus os abençoe.
Não tenham ódio a ninguém. Eu morro sem odiar. Deus é Omnipotente!
Kees
(Cfr. Harper's Bazar, Fevereiro de 1942, por Kees X.)

14/12/2006

REFLEXÕES - Começar e Recomeçar

No nosso caminhar para Deus nem empre venceremos. Muitas derrotas serão de escasso relevo; outras, sim, terão importância, mas o desagravo e a contrição aproximar-nos-ão mais de Deus. E começaremos de novo, com a ajuda do Senhor, sem desânimos nem pessimismo, que são fruto da soberba, mas com paciência e humildade para começar uma vez mais ainda que não vejamos qualquer fruto. (...)
O desânimo, que traz sempre em si mesmo um ponto de soberba e de excessiva confiança em nós mesmos, induz ao abandono dos propósitos e metas que o Espírito Santo sugeriu um dia na intimidade do coração.
(Francisco Fernández Carvajal, Hablar con Diós, Adviento, 2ª semana, jueves)

13/12/2006

REFLEXÕES - Jugo

O Meu jugo é suave e a minha carga é leve... (Mt 11, 28-30)
Bem sei que assim é, mas quantas vezes me rebelo contra esta carga, este jugo! Não quero, não me apetece, não estou para isso.
E, no entanto sei que «Jesus está numa atitude de convite, de conhecimento e de compaixão por nós; mais ainda, de oferecimento, de promessa, de amizade, de bondade; de remédio para os nossos males, de confortador, e ainda mais, de alimento, de pão, de fonte de energia e de vida». (Paulo VI, Homília Corpus Christi)
Não obstante, a minha rebelião interior, vê apenas obrigações, compromissos, condicionamentos e, o que eu quero, na verdade, é não ter nada disso, quero voar para onde me apetecer e sempre que me apetecer, livre como um pássaro.
«Qualquer outra carga te oprime e esmaga, mas a carga de Cristo alivia-te o peso. Outra carga qualquer tem peso, mas a de Cristo tem asas. Se a um pássaro lhe tiras as asas, parece que o alivias do peso, mas quanto mais lhe tires este peso, tanto mais o atas à terra. Vês no solo aquele que quiseste aliviar de um peso; restitui-lhe o peso das suas asas e verás como voa». (Stº Agostinho, Sermão 126)

11/12/2006

REFLEXÕES - Paralizia ou Confiança?

No Evangelho da Missa de hoje, S. Marcos diz-nos que Jesus chegou a Cafarnaúm e logo se soube que estava em casa, e juntaram-se tantos que nem sequer havia lugar à porta. (Mc 2, 1-13).
Quatro amigos dirigiram-se também à casa levando um paralítico; mas não puderam chegar ao pé de Jesus por causa da multidão. Então, valendo-se talvez de uma escada exterior, chegaram até ao telhado com o paralítico; levantaram o tecto sobre o local onde se encontrava o Senhor e, depois de fazer um buraco, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Deixaram a enxerga no meio, diante de Jesus. (Lc 5, 19)
O apostolado, é algo parecido: Por as pessoas diante de Jesus; apesar das dificuldades que isto possa trazer consigo. Deixaram o amigo diante de Jesus. Depois o Senhor fez o resto: Ele é quem realmente faz o que é importante.
Os quatro amigos já conheciam o Mestre, e a sua esperança é tão grande que o milagre terá lugar graças à sua confiança em Jesus. O Evangelho diz-nos que ao ver a fé deles, dos amigos, realizou o milagre. Não se menciona explicítamente a fé do doente, inssiste-se na dos amigos. Venceram obstáculos que pareciam insuperáveis: tiveram de convencer o enfermo. Muita deve ter sido a sua confiança em Jesus, pois só o que está convencido, convence. Quando chegaram à casa estava tão cheia de gente que, parecia, já nada se podia fazer naquela ocasião. Mas não arredam. Superam esta barreira com a sua decisão, com o seu engenho, com o seu interesse. O importante era o encontro entre Jesus e o seu amigo; e para que se realize esse encontro põem todos os meios ao seu alcance. (Cfr Francisco Fernández Carvajal, Hablar con Dios, Adviento, 2ª Semana, Jueves)
Fico-me a pensar:
E eu? Tenho confiança, fé autêntica e indómita, arrosto com as dificuldades ou, deixo-me vencer pelos respeitos humanos, "o que vão dizer", talvez mais logo, depois...vê-se, já lhe falei...mas o sujeito não quer...
Se calhar...nem como paralítico presto!
Era o que faltava...descerem-me por uma corda!
Dar espectáculo!
Não...não, deixem-me cá com a minha paralizia que, eu, depois...quando puder...hei-de lá ir...

09/12/2006

REFLEXÕES - Pastor

São quatro as condições que um bom pastor deve reunir:
- O amor: foi precisamente a caridade a única virtude que o Senhor exigiu a Pedro para lhe entregar o cuidado do Seu rebanho.
- A vigilância: para estara tento ás necessidades das ovelhas.
- A doutrina: com o fim de poder alimentar os homens até os levar à salvação.
- A santidade e integridade de vida: Esta é a principal de todas as qualidades.
S. Tomás de Villa-Nueva, Sermão sobre o Ev. do Bom Pastor, en Opera omnia, Manila 1922