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06/04/2015

Temas para meditar - 410

A finalidade do Sínodo é dar testemunho ao mundo de que a Igreja se apresenta como defensora da vida, que é a mensagem profética da “Humanae Vitae” e como defensora da família. A Igreja tem de dar testemunho unânime, sem deixar lugar a dúvidas ou confusões.

A mensagem da Igreja é profética e não há que temer que ela vá contra o que pensa no mundo quem caminha no desprezo da vida.
Com humildade e firmeza, a Igreja deve declarar a sua fé no homem, ainda que seja como um desafio aos que sustentam e praticam o contrário. Esta atitude da Igreja acarretar-lhe-á sofrimentos, como os que sofreu Paulo VI quando lançou ao mundo a sua “Humanae Vitae”, porque o mundo hoje, está contra a vida. 

card. benelli, Arcebispo de Florença, VI Sínodo dos Bispos

22/03/2011

SÍNODO VAI DEBATER NOVA EVANGELIZAÇÃO

Duc in altum
Os “lineamenta” (esboços) da 13.ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, que se realizará de 7 a 28 de Outubro de 2012, em Roma, sobre o tema: “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”foram apresentados no dia 4 do mês corrente.

O documento faz a distinção teórica entre a evangelização como actividade regular da Igreja, desde o primeiro anúncio “ad gentes”, para os que não conhecem ainda Jesus Cristo, à nova evangelização, que se dirige sobretudo aos que se afastaram da Igreja e às pessoas baptizadas mas não suficientementeevangelizadas.

No primeiro capítulo, “tempo de nova Evangelização”, descreve-se o nascimento do conceito de nova evangelização e a sua difusão nos pontificados de João Paulo II e de Bento XVI. São também indicados os “cenários” que a Igreja deve confrontar para estar “à altura dos desafios que o contexto social e cultural da nossa época expõe à fé cristã”: a secularização, o fenómeno migratório, os meios de comunicação social (incluindo os mais modernos da era digital), o sector económico, a investigação científica e tecnológica e o mundo da política.

“Proclamar o Evangelho de Jesus Cristo” é o título do segundo capítulo, no qual se afirma que “o objectivo da evangelização e, com maior razão, da nova evangelização, é o anúncio do Evangelho e a transmissão da fé. O Evangelho não deve ser entendido como um livro ou uma doutrina, mas sim como uma pessoa: Jesus Cristo, Palavra definitiva de Deus que se fez homem.

O terceiro capítulo apresenta a reflexão sobre as ferramentas da Igreja para introduzir na fé e, em particular, sobre os sacramentos da iniciação cristã: Baptismo, Confirmação e Eucaristia.

Na conclusão, reafirma-se que “a nova evangelização deveria reacender nos cristãos o impulso das origens, uma nova missão que envolva todos os membros do Povo de Deus”. O texto inclui um questionário, cujas respostas devem ser enviadas à Secretaria-Geral do Sínodo, no máximo até 1 de Novembro de 2011. A síntese das respostas formará o “Instrumentum laboris” (documento de trabalho) do Sínodo dos Bispos.

A diocese do Porto está a fazer caminho ao andar na prática da nova evangelização. Recorda-se que a expressão foi usada vezes sem conta por João Paulo II, sendo retomada por Bento XVI, que criou já duas iniciativas que a concretizam: o “pátio dos gentios”, para encontro de cristãos com agnósticos e ateus, e o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. A nova evangelização já mereceu também um congresso internacional que decorreu em Viena, Bruxelas, Paris, Lisboa e Budapeste, tendo sido um dos grandes animadores no Patriarcado o então bispo auxiliar de Lisboa e actual bispo do Porto, D. Manuel Clemente. Não admira que esteja a ser uma das maiores marcas da sua missão como bispo do Porto, onde chegou faz agora quatro anos.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 22.03.2011