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14/05/2023

Publicações em Maio 14

  


Mês de Maio

História das Aparições de Fátima - 5

Segunda aparição de Nossa Senhora

 

Local: Cova da Iria

 

Data: 13 de Junho de 1917

 

Pessoas presentes: 50 a 60

 

«– Vossemecê que me quer? – perguntei.

 

– Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o Terço e que aprendam a ler. Depois direi o que quero.

 

Pedi a cura dum doente.

 

– Se se converter, curar-se-á durante o ano.

 

– Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

 

– Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. [A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono].

 

– Fico cá sozinha? – perguntei, com pena.

 

– Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.

 

Foi no momento em que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco pareciam estar na parte dessa luz que se elevava para o Céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.»

 

Notas:

Memórias da Irmã Lúcia I. 14.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2010, p. 175-176 (IV Memória); a secção entre parênteses retos inclui o acréscimo indicado pela Irmã Lúcia na sua carta de Tuy de 17 de Dezembro de 1927: cf.Memórias da Irmã Lúcia I, p. 175, nota 14.

 

No meu espírito permanecem ainda bem vivas as cenas que contemplei na televisão… as cerimónias comemorativas de 13 de Maio em Fátima.

Ao ver a multidão incontável de peregrinos que enchiam completamente o Recinto e arredores, talvez mais de um milhão de pessoas de todas as idades e posição social, pasmo uma vez mais como ainda há alguém fique indeferente a Fátima.

Estas pessoas, muitas chegaram andando longas distâncias, outras vindas de várias partes do mundo, foram ali pelo desejo e verdadeira necessidade de viver in loco esses momentos, cumprimentar a Mãe do Céu, talvez agradecer alguma graça recebida ou levando na alma um pedido urgente de auxílio para algo que os consome.

Estou seguro de poder afirmar que todos regressaram a suas casas com a alma cheia de paz e a esperança reacendidas.


 

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14/05/2022

Publicações em Maio 14



 

Mês de Maio

 

 

Jesus e as crianças

Com muita frequência deparo-me com cenas do Evangelho que incluem crianças e fico sempre enternecido com o carinho que Jesus demonstra para com elas.

Há momentos em que as considera como os “mais importantes” seres Criados por Deus. Vou entrosando bem quanto diz e quanto faz para me aperceber das “razões” desta atitude e, percebo com meridiana clareza que, sem dúvida, o que atrai Jesus para as crianças é a sua inocência. Sim uma ausência de “manhas”, preconceitos, “jogos” de influência.

A criança é tal qual é  e procede de acordo. Em primeiro lugar quando pensa precisar de alguma coisa pede sem  se deter a pensar se o que pede é “complicado”, talvez absurdo… pede com toda a simplicidade. Depois reconhece instântaneamente quem lhe quer bem,em quem pode confiar.

Jesus avisa os que O ouvem sobre o dever que os adultos têm desrespeitar e proteger as crianças e não deixa de referir solenemente o castigo que espera os que o não façam com especial ênfase para perversamente abusem delas diz concretamente que «melhor fora para esse não ter nascido».

Jesus tem bem presente a Sua infância; a Sua Santíssima Mãe sempre atenta e vigilante mantendo-O sempre sob o seu olhar atento e cuidado, chamando-O quando Se afasta, estendendo as mãos para O levantar de uma queda e quando mais crescido levando-O à Escola Rabínica, acompanhando os Seus progressos. O Seu Guardião, São José, ensinando-Lhe o seu ofício de carpinteiro, não dispensando a Sua ajuda na oficina onde ganhava o sustento da pequena Família. Nada O distinguia dos outros meninos da sua idade, ria, brincava como todos os outros. Quando, na Vida Adulta encontra uma criança chama-a para o pé de Si, quer acariciá-la, mimá-la para que se sinta como Ele Próprio Se sentia naquela idade.

No Capítulo XVIII de São Mateus, Jesus mostra a Sua predilecção pelas crianças, ou, melhor, por aquilo que as crianças representam: A inocência, a simplicidade! Pessoas, adultas como nós, têm muita dificuldade em assumir esta posição porque, nomeadamente, a inocência é algo de tão extraordinária grandeza que, atingi-la – ou recuperá-la – será tarefa de uma vida inteira. Já a simplicidade poderá estar mais ao nosso alcance se formos honestos intelectualmente, se correctos no comportamento, se moderados nos desejos e necessidades.

Jesus Cristo várias vezes fala nas crianças e no “real valor” que têm para Deus. Digamos que da Sua Obra-Prima – a criação humana – são o exemplo mais puro, inocente e verdadeiro. Ao desejar que sejamos como crianças é isso mesmo que procura que sejamos: puros, inocentes, verdadeiros. Assim sendo é natural que sejamos, também nós, predilectos do nosso Pai Deus e que mereçamos da Sua parte uma atenção e carinho muito especiais daí que, nos proteja com especial cuidado e não admita que alguém, a pretexto do que for, conspurque ou avilte esses Seus muito queridos filhos.

As crianças continuam a ser, como no tempo de Jesus, objecto de notícias e atenções quase sempre pelos piores motivos. Quando deveriam viver no sossego da vida familiar, na alegria do presente e na esperança do futuro, vêm-se amiúde feridas na sua dignidade mais elementar, usadas e manipuladas como moeda de troca de paixões, interesses e conveniências por parte de quem mais seria de esperar protecção e carinho. Aflige-me pensar nas "pesadas contas" que estes terão de prestar!

Pelos piores motivos – quase sempre – as crianças são notícia comum. Vejamos: a vida de uma criança inocente tem maior valor que a de um adulto? Não! Uma vida é – qualquer vida humana - é criada por Deus com a Sua imagem impressa no seu ser. Tem um valor intrínseco e inviolável. Então… porquê este “ruído” sobre as crianças? Naturalmente – e com toda a razão - porque se presume a sua incapacidade de defesa, a sua dependência dos mais velhos e, naturalmente, a sua inocência que Jesus Cristo tantas vezes dá como exemplo concreto aos que O escutam.

A inocência das crianças pode classificar-se de várias formas; A primeira será, talvez, a completa e total ausência de mal; A segunda é a natural inclinação para seguir quem que pratica o bem e, a terceira, a confiança sem preconceitos ou condições em quem reconhece inteira credibilidade.

Um Pai nunca enganará deliberadamente um filho, daí que, o filho confie absolutamente no pai.

A Sua Santíssima Mãe não demorou em ir assistir Isabel que esperava o primeiro filho, não obstante a  dureza e incómodo da viagem pelas montanhas de Judá, prestar assistência ao que ia nascer era o mais imortante que não podia ser adiado.

Como gostaria, Senhora que me ajudasses a ser criança no meu comportamento, simples, honesto, delicado. Então nos teus ternos braços de Mãe extremosa sentir-me-ei a salvo, tranquilo, seguro.

Reflexão

Querer mais

 

O "meu caso" é muito sério!

Quero sempre mais!

Não me contento com o que tenho e que é muito, muitíssimo mais do que alguma vez possa merecer.

Mas, o mais grave neste defeito, é ser mal agradecido e não ter bem claro que nem pela minha inteligência, simpatia, sabedoria, esperteza... mereço seja o que for!

Não me considero má pessoa, mas tenho que considerar claramente que poderia ser muito melhor.

 

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