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11/03/2012

Não é tão simples 3

Este sentido equivale à convicção de que tudo quanto nos acontece, é querido o permitido pelo Senhor sempre para nosso bem. E isto significa que tudo o que nos chega já está contemplado nos planos de Deus; o que Deus, respeitando a liberdade das pessoas, ajuda-nos a incorpora-lo no trabalho no qual cada um somos insubstituíveis em ordem à própria plenitude.

Saber que a plenitude é fruto da constante superação em ordem ao cumprimento da vontade de Deus; e, por tanto, saber que só o cumprimento da vontade de Deus é a fonte de nossa santificação e da conseguinte felicidade eterna em o amor pleno, constitui um motivo de felicidade. Esse motivo coincide com a segurança de que tudo é caminho do bem, e de que em cada passo desse caminho, Deus nos ajuda. A esperança e a confiança, abrem a alma à paz interior que é a companheira inseparável da felicidade.

(mons. garcía aracil, trad ama)

10/03/2012

Não é tão simples 2

A autêntica felicidade, essa que não sucumbe ante a dor, ante a prova, ante o fracasso humano, ante o cansaço, ante a escuridão que costuma esconder-nos a visão estimulante do que se nos escapa; essa felicidade, é dom de Deus. Como tal é e deve ser acolhida com gratidão e com o compromisso vinculativo de a cultivar bebendo nas fontes donde brota.
Essa felicidade verdadeira, que não está ao sabor dos acontecimentos e dos sentimentos ou das emoções, é fundamentalmente fruto de um encontro na transcendência, mais para além do sensível e perceptível, mais interior que exteriorizada, e mais permanente que flutuante.

A felicidade capaz de encher o coração e serenar o espírito, brota de um encontro pessoal e amoroso; do encontro com o Senhor, da experiencia de Deus.
Esse encontro, que não é episódico nem isolado, mas frequente e cuidado com esmero e carinho, leva a tal compenetração com Jesus Cristo, que ainda que sem sentir a emoção do agradável, ajuda a viver com a paz interior; com essa paz que supera as adversidades, sofrendo-as com o convencimento de que têm um sentido muito profundo e valioso; o sentido de nossa vinculação à cruz de Jesus Cristo, na qual está cravada a salvação do mundo; e, portanto, o sentido da própria vida.

(mons. garcía aracil, trad ama)

09/03/2012

Não é tão simples 1

Refiro-me ao encontrar a felicidade. A primeira coisa a fazer é colocar-se o conceito de felicidade. Nisto há notabilíssimas diferenças e inclusive discrepâncias. Há quem procure a felicidade na liberação de todas as obrigações, do trabalho programado e das privações, dores e sacrifícios. Há quem espere encontrá-la na satisfação emocional que pode proporcionar o sentir-se querido, o encontro ou a convivência com uma pessoa agradável e querida. Há quem a obtenha no desfrute do poder, o do dinheiro, ou da comodidade, ou do bem-estar material. E assim poderíamos pensar n outros horizontes muito diferentes que, para muitos, marcam o campo da felicidade.

Todavia a experiência social que nos chega por tão diversos caminhos, leva ao convencimento de que a felicidade como tal, em toda a sua profundidade e solidez, capaz de nos ajudar a gozar o dom da vida, e a descobrir a grandeza de cada momento e circunstância, está noutra órbita e não depende do gozo de sentimentos e satisfações programáveis a partir dos desejos exclusivamente humanos.

(mons. garcía aracil, trad ama)