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05/06/2023

Publicações em Junho 5

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

(re Lc X, 25…)

 

Personagem – Jairo

Na sua viagem no mar da vida, Jairo, encontra-se com a tempestade. O drama da doença, da morte eminente da sua filha querida. É um personagem importante, mas perante a gravidade da situação sabe, no mais íntimo do seu coração que só com um milagre a sua filha poderá a saúde e alguém lhe terá dito que, Jesus, poderia fazer esse milagre. Talvez tenha ouvido falar dos milagres recentes que Ele fizera. Na sequência do Evangelho de São Mateus, Jesus tinha vindo de Gerasa e, decerto, os acontecimentos extraordinários, os dois mil porcos precipitados no mar como “preço”, da cura do endemoninhado,[i] teriam chegado ao seu conhecimento. Também poderá ter ouvido falar do filho da viúva de Naim, ressuscitado em pleno cortejo fúnebre. Vai, portanto, ter com Ele à praia, não espera que o chame, adianta-se e decide-se.  A situação é grave, a tormenta violentíssima. «Cai-lhe aos pés»[ii], diz expressamente o Evangelho. Uma atitude de enorme humildade, de profunda entrega. Cair aos pés de Jesus é “meio caminho andado” para alcançar a misericórdia que se implora. Que tem de mais ajoelhar-me? Não é Ele o Criador e Senhor de todas as coisas? Esta passagem tão linear deve fazer-me pensar na facilidade com que, por vezes, me aproximo de Jesus, por exemplo, em frente do Sacrário, onde Ele está presente em Corpo, Alma e Divindade como me comporto? Ajoelho reverentemente ou, se não o posso fazer, detenho-me sem pressas e faço uma vénia conveniente, sentida, própria de quem se sabe servo que cumprimenta o seu Senhor? E como O recebo na Sagrada Comunhão? Aproximamo-me com respeito, com profundo recolhimento interior? Se Ele Se me entrega em Corpo, Alma e Divindade para meu alimento, não será para mim bastante recebê-lo como alimento?  A comunhão deve ser um acto íntimo e respeitoso, feito com decoro e compenetração. Diria até, com cerimónia. Trata-se de Deus Nosso Senhor, Criador dos Céus e da Terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis. O respeito, nunca demasiado, pelas coisas sagradas e, sobretudo, pela Sagrada Eucaristia, deve ser uma atitude permanente em mim e deveria esforçar-me para o fazer também sentir aos outros. Lembra-me de antigamente se comungar de joelhos, que é a atitude natural de recolhimento interior e respeito do homem para com Deus. Os tempos são outros, evidentemente, e a prática comum hoje em dia é comungar-se de pé. Ajoelhar-se diante de Jesus é uma atitude constante no Evangelho. Pouco antes deste relato sobre Jairo, São Marcos conta-nos o que aconteceu com um leproso: «Vem ter com Ele um leproso que, suplicando e lançando-se de joelhos Lhe diz: Se quiseres, podes limpar-me»[iii]. De facto, qualquer atitude corporal pode ser adequada para se falar com Deus. Perante o nosso progenitor também não costumamos tomar nenhuma atitude especial, claro está, dentro das normas do respeito que nos merece mas, na oração, que é o meu diálogo com Deus a minha postura deverá ser, além de amor filial, e preferencialmente, de recolhimento, de veneração de reconhecimento do meu “nada” perante o Criador de todas as coisas. A resposta de Jesus a esta postura de humildade e entrega confiante é sempre generosa, pronta, extraordinária. Ele comove-Se, enternece-Se, sente-Se movido a satisfazer o que peço.[iv]   

Jairo não sabe nada destas coisas, sabe apenas que, aquele Homem em frente do qual se prostra é a sua única esperança naquela grande aflição. Reconhece, assim, a Omnipotência de Jesus e, por causa deste reconhecimento que é já, em si mesmo, uma graça de Deus, toma a atitude de entrega, de submissão, de profundo respeito por Quem, sabe no íntimo do seu coração de pai amargurado, pode salvar a sua filha. Jesus tem de se deter junto daquele homem que se ajoelha aos Seus pés. A conversa interrompe-se, faz-se silêncio na multidão próxima, todos ficam expectantes do que se vai seguir. Jairo explica, certamente com um acento de ansiedade: «A minha filhinha está em agonia, Vem impor-Lhe as mãos, para que se salve e viva!»[v]  Jesus entende muito bem a mensagem. Nela, Jairo, diz tudo quanto quer, o que precisa, o que deseja do Mestre. Diz o que o traz ali, à Sua presença, a urgência que o impele, a gravidade da situação que o consome e, com total confiança, faz o pedido, simples, concreto, objectivo. É assim que devo rezar. Não me ficarmos por “generalidades”. Como as crianças, dizer exactamente o que desejo, pedir o que quereo, abrir a alma e o coração sem medos nem receios. Como as crianças – Pai, quero isto, quero aquilo , sem rodeios nem falsas razões. O Senhor sabe muito bem o que preciso e o que é melhor para mim e nunca deixará de me ouvir como desejamo ser ouvido; dar-me o que peçp depende da Sua Vontade e do bem que o que peço pode, ou não, ser para mim. Mas, Ele, sabe mais, sempre, fará o que é melhor para mim, por isso mesmo posso – e devo dizer: ‘Sei que farás sempre melhor que aquilo que Te peço. Aceito a Tua Vontade Santa sobre todas as coisas. Ámen.

Voltamos ao leproso. «Se quiseres podes limpar-me».[vi].   Que manifestação de fé, confiança absoluta no Senhor! Uma confissão tão simples, sem rodeios, sem muitas palavras não pode deixar de tocar no fundo do Coração amantíssimo de Jesus. Ele olha para aquele homem, um destroço humano de quem todos se afastam com repulsa e compadece-Se de tal forma que faz algo tão extraordinário, - que deve ter espantado tanto os circunstantes -, que o evangelista achou que o deveria fazer constar: «Ele, enternecido, estendeu a mão e tocou-o».[vii]  Jesus não sente repulsa por ninguém, por mais doente que o homem possa estar, por mais grave ou horroroso que seja o mal que o afecta. Pois se não há pior mal que o pecado, nem nada mais horrível, e, Ele, nos acolhe, esquece, perdoa! Jesus não me afasta nunca, sou eu que me afasto deLe. Há uma frase de Jesus que me deve tranquilizar a este respeito: «Em verdade vos digo que aos filhos dos homens serão perdoados todos os pecados e todas as blasfémias que proferirem».[viii] Que afirmação extraordinária, esta, de Jesus! Que entranhas de misericórdia! Quem, entre os homens, poderia alguma vez dizer tal coisa? Eu que, muitas vezes ando carregado com uma lista de agravos, desconsiderações, atropelos; que, penso, me são feitos; a minha dignidade ferida; a importância que me atribuí-o desprezada; as qualidades, que julgo possuir, ignoradas… não me lembrando, quase nunca, das vezes que fiz juízos, pensei o pior, avistei defeitos, erros, incongruências, coisas estranhas; os comentários, as lucubrações, insinuando, levantando a dúvida, a suspeita… vou, assim, pela vida, muitas vezes, com uma postura de personagem ferida sem repararmos que, a maior parte das vezes, o único ferimento que ostento está no meu orgulho. Jesus, não! Perdoa tudo, absolutamente, quando, arrependido e contrito, me ajoelho aos Seus pés e Lhe peço perdão. Mas não só perdoa, o que já seria muito, esquece e coloca-me novamente ao pé de Si como se nunca dali tivesse saído.   Como o pai do filho pródigo, restitui-me a posição, a dignidade e a liberdade: o anel no dedo, o melhor vestido, as sandálias nos pés. E eu, pecador miserável, vou e venho, uma e outra vez, quase sempre pelos mesmos motivos, com as mesmas faltas, numa repetição de erros, abandonos, fraquezas e, Ele, sempre à minha espera e mal me avista ao longe «corre ao nosso encontro a lançar-se ao nosso pescoço e a beijar-nos».[ix] Eu, na hora de perdoar, guardo, quase sempre, uma pequena “reserva” que, mais tarde, a propósito e a despropósito, talvez lembre. Claro, Jesus, é Deus e, eu sou humano, mas, não obstante, Ele quer que O imitem em tudo, mas, sobretudo, no perdão. Por isso fez constar na oração que ensinou, de uma forma muito clara, essa necessidade de perdoar para ser perdoado. Se Deus fizesse exactamente o que Lhe pedço e me perdoasse só na medida em que perdoo os outros – tal como rezo no Pai-nosso – que desgraçado seria. Felizmente, que o Senhor sabe muito bem de que “massa sou feito” e, na Sua Infinita Misericórdia concede-me um “desconto” precioso no meu compromisso. Tão difícil perdoar! Tão difícil não julgar!

Senhor, ajuda-me a conter-me no meu tão frequente julgamento dos outros. Intimamente e de viva voz. Põe na minha frente o espelho dos meus próprios defeitos e faltas de carácter, tudo aquilo que julgo ver nos outros. Não valho nada, não sei nada, não tenho nada, não sou nada»

 Ao ver a Seus pés aquele pai angustiado, com certeza que Jesus Se debruçou a levantá-lo do solo. Jairo é tão claro e determinado, mostra tanta confiança e fé que Jesus foi «com ele». Cristo não precisa de grandes discursos, de interpelações grandiloquentes para que a Sua misericórdia se manifeste. Deseja tão só que Lhe peça o que quero. Ele já decidirá se o nosso pedido é justo e nos convém que seja atendido. Orar, no fim e ao cabo, é a forma que tenho de me relacionar com o Senhor e, orar é… é falar com Deus.

Ele sabe muito bem quem eu sou e o que sou, conhece-me intimamente e, por isso mesmo, não se importa que me considere indigno, como de facto sou, e de, não obstante, me dirigir a Ele com familiaridade. Quer, deseja, que seja Seu amigo e, os amigos, não têm “cerimónias” uns com os outros.

 

 

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[i] Cfr. Lc 8, 26-39.

[ii] Mc 5, 22.

[iii] Mc 1, 40.

 

[v] Mc 5, 23.

[vi] Mc 4, 5-40.

[vii] Mc 1, 41.

[viii] Mc 3, 28-29.

[ix] Cfr. Lc 15, 20-22.

01/02/2023

Publicações em Fevereiro 1

 

 


DENTRO DO EVANGELHO

(Re Mc V, 21-43)

Qem é este Jairo que demonstra tal confiança em Jesus e no Seu Poder Divino que vence as “distâncias” da sua posição social e Lhe pede humildemente auxílio?

É um homem com coração, com sentimentos que ultrapassam todas as barreiras que alguma sociedade parece impor.

Quando um homem tem sentimentos puros e simples o caminho para o Coração de Jesus está aberto.

Porque é um homem assim, Jairo obtém o que pede.

Não ter medo de pedir a Deus o que julgamos precisar e que, temos a certeza, Ele pode dar-nos.

Se o não for Ele endireitará o que pedimos de acordo com a Sua Infinita Sabedoria para nos dar o que mais nos convém.

Vindo das Suas Mãos será sempre o melhore o mais conveniente.

 

Reflectindo

A Moderação é, talvez, uma virtude das mais difíceis de conseguir.

No fim e ao cabo, tudo se resumirá a pensar bem antes de reagir, íntima ou publicamente, se necessário pedir ajuda e conselho.

Resumindo: nunca reagir por incontrolável impulso.

 

 

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11/01/2023

Publicações em Janeiro 12

  


DENTRO DO EVANGELHO

 

Evangelho

Mc V,21-43

 

«35 Ele ainda falava, quando vieram pessoas da casa do chefe da sinagoga, dizendo a este: Tua filha já morreu; por que incomodas mais o Mestre?

36 Jesus, sem atender a estas palavras, disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente.

37 Não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.

38 Tendo eles chegado à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus um alvoroço e os que choravam e faziam grande  pranto; e tendo entrado, disse-lhes: 39 Por que fazeis alvoroço e chorais? a menina não está morta, mas sim dormindo.

40 Riam-se dele. Tendo, porém, feito sair a todos, ele tomou consigo o pai e a mãe da menina e os que com ele vieram, e entrou onde estava a menina.

41Tomando-a pela mão, disse-lhe: Talita cumi, que quer dizer, Menina, eu te digo, levanta-te.

42 Imediatamente ela se levantou e começou a andar; pois tinha doze anos. Então eles ficaram sobremaneira admirados.

43 Jesus recomendou-lhes expressamente que ninguém o soubesse, e mandou que lhe dessem a ela de comer.»

 

 

«E foi com ele». Jesus não se detém mais tempo. Provavelmente dando o braço a Jairo, numa atitude de confiança, de tranquila certeza, diz-lhe que indique o caminho para sua casa. Como deve tranquilizar-nos esta atitude do Mestre: caminhando confiadamente connosco, deixando que O levemos onde queremos ir, ao encontro da nossa necessidade. Certamente entabulou conversa com o Seu companheiro, informando-Se da sua vida, do seu trabalho, a família.

«Acompanhava-o grande multidão, que o apertava». A multidão segue, sem hesitar, Jesus que caminha. Há à Sua volta como que um ar de mistério, algo grande, extraordinário, fora do comum. As pessoas estão ansiosas, não obtêm respostas para as suas preocupações, não só o futuro, mas também o imediato é difícil, problemático.

 

Preparo-me para participar na Santa Missa. Digo ao Senhor que estou aqui presente com todo o meu desejo de participar activamente com todo o meu coração e capacidades. Não entendo uma palavra do que Sacerdote diz - fala em maltês - mas sei o que diz. É estranho não entendo, mas reconheço cada momento da Missa. Isto leva-me a concluir que o entender não tem que ver com o ouvir, mas com o sentir celebração. Compreendo o que o Senhor queria dizer com o aviso tantas vezes repetido: «quem tem ouvidos para ouvir que oiça». Trata-se de ouvir com o coração, com a alma, o entendimento. Na minha vida participei em Eucaristias onde não entendia uma palavra: em África em línguas nativas, no País Basco, etc. Se a Liturgia tem uma virtude principal talvez seja esta: tornar reconhecível e, portanto, poder participar activamente seja qual for a língua da celebração.  Também me quer parecer que existe uma verdadeira comunhão dos crentes unidos numa mesma Fé e com as mesmas disposições. A palavra de Deus não necessita tradução, esta a conclusão a que chego. Sim, é verdade, salvou-nos a todos sem excepção.

O olhar de Jesus!

Um olhar humano e divino, o olhar humano de Deus. Um olhar que arrasta, convence, atrai, chama. Mas também é o olhar de tédio quando mira Herodes; de reprovação quando expulsa os vendilhões do Templo; de repreensão quando encara os acusadores da adúltera. Um olhar que põe a nu os defeitos e erros, que acusa, que repudia, que afasta.  Jesus fala com o olhar em todas as situações: rindo contentes com a alegria do filho regressado à casa paterna, deixando correr as lágrimas pelo amigo morto há já três dias, toldado com a névoa da tristeza na Última Ceia, olhar de aflição e terror em Getsémani.   Os Seus seguidores mais próximos, não podem esquecer o olhar de Jesus.   Mais que as Suas palavras ou os Seus gestos – mesmo os de maior significado – o Seu olhar ficou-lhes gravado no coração desde o primeiro momento em que os encarou, um a um, chamando-os à Sua intimidade, ao Seu círculo mais próximo de confidentes e amigos. No nosso círculo de confidentes e amigos – onde levamos a cabo o nosso “apostolado de amizade e confidência” – conhecem-nos pelo nosso olhar franco, aberto, claro, bem-disposto? O nosso olhar inspira confiança? Transmite tranquilidade? Perguntas que devemos colocar-nos cada dia. Os olhos são o espelho da alma, costuma dizer-se, e, que preocupação devemos ter que, de facto, o sejam! Com os mesmos olhos com que contemplamos, embevecidos, a Hóstia Santa que o Sacerdote nos mostra na hora de comungar, poderemos contemplar imagens impuras ou impróprias? Os olhos que se perdem na vastidão do infinito Amor de Deus poderão ser os mesmos que se deixam absorver pela passageira e fugaz imagem do prazer do momento? Podem, sim, sabemos que podem! Somos humanos, fracos, débeis, volúveis. Que remédio teremos, senão pedir, constantemente, à nossa Mãe do Céu que proteja o nosso olhar, que guie o nosso olhar? Que poderemos mais senão implorar que nos ajude a guardar a vista como um bem precioso e caríssimo que não queremos desperdiçar? Que mais desejar que manter o olhar de crianças, límpido, puro, franco e aberto?

Olho para Ti, olhos nos olhos, e digo-te que Te amo e, não tenho medo que não acredites, sei que o vês nos meus olhos. Quero guardar para Ti, - só para Ti – o meu olhar. Se possível fosse ter estes olhos com que agora Te contemplo, bem guardados num cofre donde só os retiraria para Te contemplar. Outros olhos, para o dia-a-dia, seriam “reforçados” com lentes especiais que só me permitissem ver o que pode ser visto. Ou, se preferires, Senhor, ser cego para tudo quanto não sejas Tu. A Tua Face que quero contemplar tão cedo quanto Tu mo permitires, há-de iluminar os meus olhos com a mesma luz do Céu, aquela luz onde se movem os anjos e os santos que Te contemplam. Olhos só para Ti, Senhor, só para Ti, para mais nada os quero a não ser… a não ser…, para ver as maravilhas que Tu criaste e, por elas, dar-te graças continuamente. O lógico é que, quem tem olhos… veja. Não precise, para ver, mais que luz, claridade e, aqui, bate o ponto: como é possível ver no escuro? Como pode descortinar-se o quer que seja, permanecendo na comodidade - e cobardia - do ensimesmamento, da clausura em si mesmo, recusando-se sistematicamente a tomar conhecimento do que a Igreja legisla, o Papa esclarece, Jesus Cristo adverte? Ninguém pode dizer que não sabe se não quer ver, se recusa, pelo menos, tomar conhecimento. «Eu sou a luz do mundo; aquele que me seguir não andará nas trevas». Aparentemente, estamos perante uma dificuldade: Para se ter luz é preciso seguir Cristo e, só seguindo Cristo se andará na Luz. Parece difícil de resolver, mas não é. Trata-se apenas de uma norma de conduta, de vida. Fazer o bem ou fazer o mal, nada mais que isto. Com efeito, o próprio Jesus nos dá esta mesma razão: «É que todo aquele que pratica más acções odeia a Luz e não se aproxima da Luz, para não serem expostas a descoberto as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da Luz, para se tornar bem claro que as suas obras estão realizadas em Deus.» Óh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular... Chamaste-me Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade. Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu pai e senhor, do Anjo da minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.

 

 

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01/01/2023

Publicações em Fevereiro 11



 

DENTRO DO EVANGELHO

(Re Mc V, 21-43)

Qem é este Jairo que demonstra tal confiança em Jesus e no Seu Poder Divino que vence as “distâncias” da sua posição social e Lhe pede humildemente auxílio?

É um homem com coração, com sentimentos que ultrapassam todas as barreiras que alguma sociedade parece impor.

Quando um homem tem sentimentos puros e simples o caminho para o Coração de Jesus está aberto.

Porque é um homem assim, Jairo obtém o que pede.

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Se o não for Ele endireitará o que pedimos de acordo com a Sua Infinita Sabedoria para nos dar o que mais nos convém.

Vindo das Suas Mãos será sempre o melhore o mais conveniente.

 

Reflectindo

A Moderação é, talvez, uma virtude das mais difíceis de conseguir.

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