Mostrar mensagens com a etiqueta JMA - Reflexões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta JMA - Reflexões. Mostrar todas as mensagens

03/02/2016

SOBRE O PERDÃO – 22

5 – Em jeito de conclusão: O PERDÂO, graça de Deus para a vida

…/3

Deixo-vos com algumas frases sobre o perdão que nos ajudam a reflectir.


O perdão é a mais divina vitória.
Friedrich Schiller

O perdão é o que há de maior, de divino no homem.
Alexandre Dumas (filho)

É perdoando que somos perdoados
São Francisco de Assis

O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.
 Mahatma Gandhi

O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício.
Martin Luther King

Aquele que não consegue perdoar aos outros, destrói a ponte por onde irá passar.
Francis Bacon

É cruel não perdoar a quem pede perdão.
Textos judaicos

(joaquim mexia alves, Conferência sobre o perdão na Vigararia da Marinha Grande

02/02/2016

SOBRE O PERDÃO – 21

5 – Em jeito de conclusão: O PERDÂO, graça de Deus para a vida

…/2

Alexandre Dumas (filho) tem uma frase muito explícita que diz o seguinte: «O perdão é o que há de maior, de divino no homem.»

Ficamos sempre extasiados com o amor de Deus, com a sua infinitude e alcance, muito especialmente quando recordamos, ou melhor, quando vivemos Jesus Cristo em agonia na Cruz, e que, depois de humilhado, torturado, espezinhado, de todas as formas e feitios, eleva a sua voz ao Céu e diz: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.» Lc 23, 34

Realmente como vimos o perdão aproxima-nos de Deus, conforma-nos com Deus, torna-nos sem dúvida criaturas à imagem e semelhança de Deus, e para assim ser, só é possível pela graça de Deus.

Por isso, o perdão, é sem dúvida uma graça de Deus para a nossa vida.

Permitam-me ainda mais uma nota para citar uma frase de Mahatma Ghandi:
«O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.»

Realmente o fraco é que esconde ou disfarça um problema que sabe ter de resolver, e que ao arrastar-se provoca sofrimento e mal estar.

O forte enfrenta-o de modo a resolver o problema e alcançar para os outros e para si a paz e a harmonia.

Obrigado!

(cont)

(joaquim mexia alves, Conferência sobre o perdão na Vigararia da Marinha Grande)

01/02/2016

SOBRE O PERDÃO – 20

5 – Em jeito de conclusão: O PERDÂO, graça de Deus para a vida

Quanto a esta conclusão poderia dizer que estava tudo dito!

Realmente, e sobretudo no contexto cristão católico, tudo o que nos vem de Deus é graça.

Mas permitam-me humanamente dizer que há graças maiores do que outras.
Entre essas maiores, o perdão é sem dúvida uma delas.

Perdoar e pedir perdão é com certeza um acto que sai de nós, que sai da nossa vontade, mas que em toda a sua dimensão se torna praticamente impossível de alcançar apenas pelas nossas capacidades humanas.

Porque não é só o perdoar e o pedir perdão, mas também o olhar para o ofensor ou o ofendido com olhar de compaixão, com sentimentos de amor, com sentimentos de reconciliação, de não desejar mal algum, e isso só é atingível pela graça de Deus, que nos é dada em oração, pela nossa oração persistente pelo ofensor, pelo ofendido e por nós próprios.

E então podemos assistir a coisas maravilhosas, como uma mãe que perdoa ao assassino do seu filho, um judeu do holocausto que perdoa ao seu torturador, uma mulher, ou um filho, que perdoam ao seu marido, ao seu pai, anos de tormento e violência extrema, etc.

Não, não está na capacidade humana este perdão total que deve ser sempre levado ao limite, mas sim na graça de Deus ao homem que se abre ao amor e pelo amor ao perdão.

(cont)


(joaquim mexia alves, Conferência sobre o perdão na Vigararia da Marinha Grande)

30/01/2016

SOBRE O PERDÃO – 18

4 – O perdão como cura

…/2

Por estas razões o Sacramento da Confissão ou Reconciliação, é também reconhecido como um sacramento de cura.
Com efeito, qual de nós que nos confessamos, não sentiu já o enorme alívio, o consolo, o sensível bem estar, depois de uma confissão bem feita?

Mas não são só aqueles que recorrem à confissão que sentem esse alívio, esse bem-estar perante o perdoar ou ser perdoado, pois todos aqueles, religiosos ou não, que se abrem ao perdão, sentem nas suas vidas a paz da harmonia trazida pelo amor.

Sabemos de muitos casos, até por experiência própria, de pessoas com problemas vários de insónia, dores de cabeça, digestões difíceis, depressões, que no fundo são devidas a uma situação, ou a alguém, a quem não perdoaram, ou não pediram perdão, e que, quando confrontadas com essa situação numa confissão, ou numa conversa de aconselhamento, decidem perdoar ou pedir perdão e dentro de pouco tempo percebem, que todas aquelas alterações físicas que viviam, desapareceram, e que vivem agora em paz de espírito e harmonia física.

E ao falarmos do perdão também como cura, temos que forçosamente de falar no perdão a nós próprios.

(cont)

(joaquim mexia alves, Conferência sobre o perdão na Vigararia da Marinha Grande)

25/01/2016

SOBRE O PERDÃO – 13

3 – O perdão e os outros

Com certeza que o perdoar e o pedir perdão faz parte constante da nossa relação com os outros, porque não deve haver ninguém que nalgum momento da sua vida, não tenha sido ofendido por outrem, ou não tenha ofendido um outro.

Quando penso e falo de perdão, vem-me sempre ao pensamento esta ideia:
Quando nós não perdoamos, quem é que sofre mais? É o ofendido ou o ofensor?
Ora de uma maneira geral quem mais sofre é o ofendido, que para além da ofensa, ainda pode deixar viver em si sentimentos de rancor e ressentimento, que amargam sempre a vida nos mais diversos momentos.
Muito mais ainda se somos homens de fé, porque quando não perdoamos aos outros, rompemos com eles a nossa relação e deixamos de viver em harmonia de amor.
E se rompemos com eles, rompemos de alguma forma com Deus, porque só se pode amar a Deus se amarmos o próximo, se amarmos o outro.

E esta atitude do nosso perdoar aos outros é tão importante, que na oração que Jesus Cristo nos ensinou, está contida essa mesma atitude, essa mesma condição, de uma forma muito clara e concisa: «Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.»

(cont)


(joaquim mexia alves, Conferência sobre o perdão na Vigararia da Marinha Grande)