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30/06/2023

Publicações em Junho 30

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc XV…)

 

Oiço as perguntas dos discípulos que querem saber o que se lhes afigura "complicado" para entenderem, insatisfeitos com as respostas dos Chefes do Povo que usavam sempre os mesmos "chavões" refugiando-se na Lei que eles próprios tinham ido adapatando ás suas conveniências resultando numa amálgama trapalhona sem nexo algum. Isto tinha uma intenção… mantendo o povo na ignorância era mais fácil manipulá-lo conforme lhes conviesse.

As respostas de Jesus são completamente diferentes, não só esclarecem liminarmente como, aproveitando o ensejo, discursa breve ou longamente explicando, dando exemplos de tal forma claros, transparentes que ficarão para sempre na memória. Está, neste caso, a Parábola do Filho Pródigo. 

Esta Parábola, que São Lucas relata tão admiravelmente, ficará para todo o sempre como a expressão mais extraordinária do Perdão.

Revejo os meus apontamentos sobre esta Parábola e, embora tenha receio de não ter "apontado" quanto devia, leio-os amiúde porque me consolam e esclarecem a alma.

Em primeiro lugar considero a injustiça do pedido do filho mais novo ao pedir ao Pai o que lhe caberia em herança. 

Uma herança, qual for, só tem justificação após a morte de quem se herda; na Parábola o Pai ainda está vivo, de modo que posso concluir que ao Filho lhe interessam mais os bens que a vida ou a morte do Pai. Depois... a atitude do Pai, numa decisão de amor pelo filho resolve dar-lhe o que este lhe pede.

Expresso a minha opinião para dizer que acho más as duas atitudes, a do filho porque revela uma insensibilidade rasteira, ignóbil, a do Pai porque se deixa vencer por uma visão errada do amor paternal. O amor por um filho não é sinónimo de lhe conceder quanto pede mas, dar o que é justo e razoável. Anuir aos pedidos de um filho implica uma responsabilidade paternal e não o desejo de que o filho o ame mais porque lhe concede o que lhe pede. Esta responsabilidade acresce quando se trata de um filho jovem cuja personalidade não está ainda totalmente desenvolvida.

Ou seja... ir dando na justa medida do possível e conveniente e não dar, de uma vez para "arrumar a questão". 

Concluo, portanto, que quem mais errou foi quem tinha maior responsabilidade: o Pai!

 

Reflexão

A Santa Missa

“Já foste à Missa hoje?”, houve-se perguntar, às vezes, aos Domingos.

Claro que, a intenção subjacente na pergunta é muito específica. Como quem dissesse ‘Já cumpriste a tua obrigação de Cristão?’

Cumprir uma obrigação? Está bem, pelo menos… isso!

Mas fazer o que seja por obrigação, porque “tem de ser” tem um mérito muito relativo.

O mérito reside no desejo de dar exemplo, de vencer a vontade de fazer outra coisa…

Mas…quem faz o que deve não terá mérito?

Claro que tem, mas, terá um mérito incomensuravelmente maior se ofizer por convicção e amor, sobretudo amor.

O amor tempera os actos e as intenções, qualifica as obras, o que se faz.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30/06/2022

Publicações em Junho 30

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc XV…)

 

Oiço as perguntas dos discípulos que querem saber o que se lhes afigura "complicado" para entenderem, insatisfeitos com as respostas dos Chefes do Povo que usavam sempre os mesmos "chavões" refugiando-se na Lei que eles próprios tinham ido adapatando ás suas conveniências resultando numa amálgama trapalhona sem nexo algum. Isto tinha uma intenção… mantendo o povo na ignorância era mais fácil manipulá-lo conforme lhes conviesse.

As respostas de Jesus são completamente diferentes, não só esclarecem liminarmente como, aproveitando o ensejo, discursa breve ou longamente explicando, dando exemplos de tal forma claros, transparentes que ficarão para sempre na memória. Está, neste caso, a Parábola do Filho Pródigo. 

Esta Parábola, que São Lucas relata tão admiravelmente, ficará para todo o sempre como a expressão mais extraordinária do Perdão.

Revejo os meus apontamentos sobre esta Parábola e, embora tenha receio de não ter "apontado" quanto devia, leio-os amiúde porque me consolam e esclarecem a alma.

Em primeiro lugar considero a injustiça do pedido do filho mais novo ao pedir ao Pai o que lhe caberia em herança. 

Uma herança, qual for, só tem justificação após a morte de quem se herda; na Parábola o Pai ainda está vivo, de modo que posso concluir que ao Filho lhe interessam mais os bens que a vida ou a morte do Pai. Depois... a atitude do Pai, numa decisão de amor pelo filho resolve dar-lhe o que este lhe pede.

Expresso a minha opinião para dizer que acho más as duas atitudes, a do filho porque revela uma insensibilidade rasteira, ignóbil, a do Pai porque se deixa vencer por uma visão errada do amor paternal. O amor por um filho não é sinónimo de lhe conceder quanto pede mas, dar o que é justo e razoável. Anuir aos pedidos de um filho implica uma responsabilidade paternal e não o desejo de que o filho o ame mais porque lhe concede o que lhe pede. Esta responsabilidade acresce quando se trata de um filho jovem cuja personalidade não está ainda totalmente desenvolvida.

Ou seja... ir dando na justa medida do possível e conveniente e não dar, de uma vez para "arrumar a questão". 

Concluo, portanto, que quem mais errou foi quem tinha naior responsabilidade: o Pai!

 

Reflexão

A Santa Missa

“Já foste à Missa hoje?”, houve-se perguntar, às vezes, aos Domingos.

Claro que, a intenção subjacente na pergunta é muito específica. Como quem dissesse ‘Já cumpriste a tua obrigação de Cristão?”

Cumprir uma obrigação? Está bem, pelo menos… isso!

Mas fazer o que seja por obrigação, porque “tem de ser” tem um mérito muito relativo.

O mérito reside no desejo de dar exemplo, de vencer a vontade de fazer outra coisa…

Mas…quem faz o que deve não terá mérito?

Claro que tem, mas, terá um mérito incomensuravelmente maior se ofizer por convicção e amor, sobretudo amor.

O amor tempera os actos e as intenções, qualifica as obras, o que se faz.

 

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27/03/2022

Quaresma Semana 4 Domingo F 27

 


 

(Re Lc XV, 1-3.11-32)

 

Esta passagem do Evangelho segundo São Lucas, conhecida como a “Parábola do Filho Pródigo” é, para mim, das mais belas e que mais me “marcam”.

Em primeiro lugar considero que o filho mais novo faz um pedido ao pai absolutamente impróprio: dar-lhe a sua parte da herança.

A herança só é devida depois da morte de quem se herda porque só então se conhecerá o que é, não é, portanto, justo pedi-la sem que tal se tenha verificado.

Se o fizer, o pai tem de fazer igual pelos outros herdeiros dando quanto possui, ficando sem nada absolutamente dependente da generosidade e assistência dos que receberam a herança.

Mas estas considerações não devem desviar-me do propósito de meditar o porquê da Sagrada Liturgia escolher este texto para este Domingo da Quaresma.

Este Domingo é conhecido por Laetare, Alegria e, o Evangelho é exactamente a expressão da Alegria mais profunda e extraordinária: a alegria de um Pai que vê regressar ao lar paterno o filho que julgava perdido.

Também eu quero ser um filho pródigo sempre que, pelas minhas faltas, pecados, fraquezas e misérias pessoais me afasto da casa do Meu Pai do Céu.

Pródigo porque regresso humilhado e contrito.

Pródigo porque me lanço a Teus pés implorando misericórdia.

Pródigo porque não tenho onde me acolher senão na 'casa' de onde nunca devia ter saído.

Pródigo porque me converto e me reconheço naquilo que sou: um 'filho' em viajem permanente a caminho da casa do Pai.

Sei muito bem que a alegria que sentes cada vez que regresso Te faz esquecer todas as minhas culpas.

 

Reflectindo na Quaresma

 

A Santa Missa

Já foste à Missa hoje, houve-se perguntar, às vezes, aos Domingos.

Claro que, a intenção subjacente na pergunta é muito específica. Como quem dissesse ‘Já cumpriste a tua obrigação de Cristão?

Cumprir uma obrigação? Está bem, pelo menos… isso!

Mas fazer o que seja por obrigação, porque “tem de ser” tem um mérito muito relativo.

O mérito reside no desejo de dar exemplo, de vencer a vontade de fazer outra coisa…

Mas…quem faz o que deve não terá mérito?

Claro que tem, mas, terá um mérito incomensuravelmente maior se o fizer por convicção e amor, sobretudo amor.

O amor tempera os actos e as intenções, qualifica as obras, o que se faz.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

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22/10/2020

Reflexão

 


Filho Pródigo

 

No nosso comentário podemos procurar fazer valer certos elementos não expostos directamente na parábola. Podemos, por exemplo, supor que o pai tenha tomado conhecimento do que se passava com o filho mais novo pelos seus servidores, sabendo assim que ele quase morria à fome, que estava sem abrigo e que andava completamente perdido. Suponhamos que, querendo poupar o filho de tal sorte e de tal humilhação, o pai tenha deci­dido enviar um seu servidor, às claras ou em segredo, com uma bolsa de dinheiro, o que lhe permitiria levar uma vida normal, ou ainda o regresso à vida desregrada.

Seria este tipo de ajuda que o pai poderia proporcionar repetidas vezes, capaz de provocar o regresso do filho?

Tudo parece indicar que não.

Quer isto dizer que, ao amar o filho, o pai não deveria protegê-lo das consequências do mal que o próprio filho desencadeara. Pelo contrário, o seu coração paternal devia arcar com o sofrimento infli­gido pelo filho.

 

(Tadeus Dajczer, Meditações sobre a Fé, Paulus, 4ª Ed., pg. 86)

 

01/01/2019

Temas para reflectir e meditar

Se bem que se pudesse ter oposto à partida do filho, o pai não o fez. 

Permitiu-Lhe que tomasse o seu quinhão e partisse, pois não se pode obrigar alguém a amar. Sabemos quais foram as consequências da partida do filho, sabemos que foi caindo cada vez mais baixo e que a sua vida se foi tornando cada vez mais penosa.
No nosso comentário podemos procurar fazer valer certos elementos não expostos directamente na parábola. Podemos, por exemplo, supor que o pai tenha tomado conhecimento do que se passava com o filho mais novo pelos seus servidores, sabendo assim que ele quase morria à fome, que estava sem abrigo e que andava completamente perdido. Suponhamos que, querendo poupar o filho de tal sorte e de tal humilhação, o pai tenha decidido enviar um seu servidor, às claras ou em segredo, com uma bolsa de dinheiro, o que lhe permitiria levar '' uma vida normal, ou ainda o regresso à vida desregrada. 'Seria este tipo de ajuda que o pai poderia proporcionar repetidas vezes, capaz de provocar o regresso do filho? Tudo parece indicar que não. Quer isto dizer que, ao amar o filho, o pai não deveria protegê-lo das consequências do mal que o próprio filho desencadeara. Pelo contrário, o seu coração paternal devia arcar com o sofrimento infligido pelo filho. 

(Tadeus DajczerMeditações sobre a Fé, Paulus, 4ª Ed., pg. 86)

08/01/2018

Temas para reflectir e meditar

Filho Pródigo


A misericórdia apresentada por Cristo na parábola do filho pródigo tem a característica interior do amor, que no Novo Testamento é chamado ‘ágape’.
Este amor é capaz de debruçar-se sobre todos os filhos pródigos, sobre qualquer miséria humana e, especialmente, sobre toda a miséria moral, sobre o pecado.
Quando isto acontece, aquele que é objecto da misericórdia não se sente humilhado, mas como que reencontrado e 'revalorizado'.
O pai manifesta-Lhe alegria, antes de mais por ele ter sido 'reencontrado' e por ter voltado à ‘vida'.
Esta alegria indica um bem que não foi destruído: o filho, embora pródigo, não deixa de ser realmente filho de seu pai.
Indica ainda um bem reencontrado: o caso do filho pródigo, o regresso à verdade sobre si próprio.

(SÃO JOÃO PAULO II, Encíclica Dives in Misericordia, 1980.11.30 n. 6.)



20/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Sim...é uma história muito bela!

Mas, nota, a sua beleza reside principalmente no facto de, nos últimos dois mil anos, muitos homens terem encontrado nela, a sua própria história.

Revendo-se no homem da parábola, caindo em si, resolvem – talvez como última hipótese – recomeçar a vida onde a deixaram, trocar a aventura que conduz à solidão, pela tranquilidade da casa paterna onde, o Pai, espera – sempre – de braços abertos.




ama, 2011.04.20