Mostrar mensagens com a etiqueta Doutrina - Dom de línguas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Doutrina - Dom de línguas. Mostrar todas as mensagens

02/01/2016

Doutrina - 12

O que significa falar em línguas? 


…/12

Resumindo: as línguas são um dom mencionado na Bíblia, mas encontra-se pouco apoio bíblico para a assim chamada “oração pessoal em línguas” ou “oração extáctica”. Além disso, as maiorias dos carismáticos praticam a oração em línguas impropriamente, ao contrário das regras colocadas por S. Paulo.
Em terceiro lugar, a Renovação Carismática Católica tem certas influências pentecostais protestantes. Quarto, línguas, de acordo com S. Paulo, é o menor de todos os dons. Os carismáticos tendem a supervalorizar este dom, e frequentemente o chamam de um “portal para os outros dons”. 

Esta “teoria do portal” é totalmente antibíblica e é espiritualmente perigosa pois pode abrir a porta para o demoníaco.  

Há casos onde uma pessoa que pensa que ele estava louvando Deus em línguas estava de facto amaldiçoando a Deus em línguas.
Já disse em outro ensaio que o pentecostalismo protestante no Brasil é o que mais divide este segmento no País. Enquanto os protestantes tradicionais mantêm uma margem de fronteira assegurada não se vê isso no “Big-Bang” pentecostal, onde parece que nasce uma denominação desse tipo a toda hora. É uma pena, pois se banaliza um dom tão bonito e correto na Bíblia para um emocionalismo que dá vazão a vários tipos de desvios.

Assim, enquanto o entendimento bíblico correcto é delineado, e explicamos como é o correcto dom de línguas, lembramos que somente o Magistério da Igreja católica tem a palavra final neste contexto.

A Renovação Carismática pode ser um recurso para a Igreja contanto que eles fiquem perto da Igreja, sejam obedientes para a Igreja, tenham a perspectiva correta (especialmente em línguas), e evitem “pentecostalismos”.


(cont)

01/01/2016

Doutrina - 11

O que significa falar em línguas? 


…/11


É interessante que An Encyclopedia of Occultism declara:

"Falar e escrever em línguas estrangeiras, ou ininteligível balbuciar de palavras confundido com tal, é uma forma bem antiga do fenómeno psíquico."
Esta obra de referência continua:

"Podem achar-se casos em abundância, nos anais do espiritismo moderno...
Comparativamente cedo no movimento houve evidências de se falar e escrever em latim, grego, francês, suíço, espanhol e nas línguas dos índios peles-vermelhas.
O Juiz Edmonds, o bem conhecido espiritualista estadunidense, testificou sobre essas faculdades em sua filha e sobrinha...
Alguns destes casos acham-se bem atestados."


(cont)

30/12/2015

Doutrina - 10

O que significa falar em línguas?


…/7

Mas, não tem havido relatórios de se falar em línguas desde os dias dos apóstolos de Jesus Cristo? ´
Não há muitos exemplos disto hoje?
Não se deve ser pronto a concluir que o falar em línguas hoje em dia significa um derramamento do Espírito Santo.

Por que não?
Porque não se assemelha realmente ao do cristianismo do primeiro século.
Os cristãos em Pentecostes falavam em línguas sobre "as coisas magníficas de Deus". [i]

The Expositor’s Greek Testament aponta que a palavra grega para "coisas magníficas" é usada "não só quanto à Ressurreição do Senhor ..., mas quanto a tudo que os profetas haviam predito, tudo que Cristo fizera e o Espírito Santo conferira".

Muitos grupos hoje, influenciados pelo "movimento da Rua Azusa", de Los Angeles, em 1906, creem que o que fazem é o mesmo "dom de línguas" do primeiro século.
Infelizmente, isto pode ser um equívoco.
Incrivelmente, esta influência chegou até mesmo a Igreja Católica, pelo movimento carismático.

Inegavelmente que a Renovação Carismática tem feito muito bem a Igreja Católica e seus benefícios e graças são notórios.
Mas estamos falando somente na questão do "dom de línguas" e não da RCC em si.

(cont)




[i] Act 2,11

28/12/2015

Doutrina - 9

O que significa falar em línguas?

…/9

Colin B. Donovan, um dos peritos do site Question and Answer Forum da  Eternal Word Television Network, oferece uma importante perspectiva para o encorajamento da Igreja sobre a Renovação Carismática:

“A Igreja, por um lado, reconhece que o Espírito Santo se move como deseja e assim ela não quer opor a Sua obra e, por outro lado, a Igreja deve discernir a autenticidade de cada carisma, para que não seja um engano do maligno. Por esta razão, dizer que a Renovação Carismática é aprovada pela Igreja não significa que a Igreja deu carta branca a todo alegado dom carismático, todo grupo ou indivíduo carismático dentro da Igreja. O discernimento da acção do Espírito Santo é uma necessidade contínua dentro da Igreja e dentro da Renovação Carismática”. [i]

Ele resume bem posição da Igreja sobre a Renovação: 

“A Igreja deseja seguir um curso mediano, entre um ceticismo racionalista e uma cega credulidade na alegada obra do Espírito Santo. No passado, a Igreja condenou o chamado pentecostalismo, entendeu-lhe como uma dependência total, até mesmo teológica, da presença e manifestação dos carismas. Tal dependência é cega, porque não se permite ser guiado pelo conteúdo completo da fé e o juízo do Magistério da Igreja. É total quando tais “dons” deslocam o significado da graça na vida do cristão, como os sacramentos. Por outro lado, a Igreja não pode condenar os carismas, já que eles são parte do patrimônio da nossa fé apostólica. O que nós vemos em nossa época é o aparecimento da Renovação Carismática, uma aparente efusão dos carismas extraordinários. Isto não significa que pessoa tem que ser carismática, que os carismáticos são católicos melhores, ou que todo alegado carisma é autêntico. Além disso, como o Concílio notou, a Igreja tem que respeitar as obras de Deus, discernindo o autêntico do falso”. [ii]

(cont)




[i] Colin B. Donovan, Charismatic Renewal — General, EWTN Catholic Q&A, Frequently Asked Questions, n.d. [artigo online];  disponível em http://www.ewtn.com
[ii] Ibd

21/12/2015

Doutrina - 8

O que significa falar em línguas?

…/8

Os adventistas pentecostais crêem que a Bíblia ensina "línguas estranhas".
O problema é que esta palavra "estranha" não se encontra em nenhum lugar no texto grego associado a línguas.
Por mais explicações racionais que muitos recebem, ainda preferem continuar com o que acham ser o dom de línguas e não o que a Bíblia realmente ensina.
Isto é uma pena, ainda mais para quem diz que "a Bíblia é nossa única regra de fé e prática" e "vamos somente pelo que está escrito na Bíblia".
Quando isto vai contra certas pre-concepções então eles reinterpretam a Bíblia para uma maneira actual e dizer o que crêem que ela diz.

Como James Akin disse:

“O segundo mal-entendido de que o dom de línguas é uma oração particular espontânea, uma "linguagem particular" criada pelo Espírito - é refutada pelo texto das Escrituras”.

Como a multidão vinda de vários países junta no dia de Pentecostes mostrou, as linguagens nas quais apóstolos falaram eram linguagens humanas reais que poderiam ser entendidas por qualquer um que as falasse [i].
Isto levou alguns pentecostais e carismáticos a afirmar que o dom de línguas em Actos é diferente do dom de línguas mencionado por Paulo, mas não há nenhuma base para isso.
Esta alegação parece ser baseada em muitas consciências de pentecostais e carismáticos que o que eles estão falando não é uma linguagem real (eu não digo que o dom do línguas não ocorre; sim ocorre, só não tão frequentemente quanto alguns afirmam).

Paulo em nenhuma parte sugere que o fenómeno a que se refere como "falar em línguas" (grego, glossais lalon, do qual nós temos "glossalalia") é diferente do fenómeno que seu companheiro Lucas se refere pelo mesmo nome quando escreveu Actos.

(cont)




[i] Act 2,11

14/12/2015

Doutrina - 7

O que significa falar em línguas?

…/7

Mas, não tem havido relatórios de se falar em línguas desde os dias dos apóstolos de Jesus Cristo? ´
Não há muitos exemplos disto hoje?
Não se deve ser pronto a concluir que o falar em línguas hoje em dia significa um derramamento do Espírito Santo.

Por que não?
Porque não se assemelha realmente ao do cristianismo do primeiro século.
Os cristãos em Pentecostes falavam em línguas sobre "as coisas magníficas de Deus". [i]

The Expositor’s Greek Testament aponta que a palavra grega para "coisas magníficas" é usada "não só quanto à Ressurreição do Senhor ..., mas quanto a tudo que os profetas haviam predito, tudo que Cristo fizera e o Espírito Santo conferira".

Muitos grupos hoje, influenciados pelo "movimento da Rua Azusa", de Los Angeles, em 1906, creem que o que fazem é o mesmo "dom de línguas" do primeiro século.
Infelizmente, isto pode ser um equívoco.
Incrivelmente, esta influência chegou até mesmo a Igreja Católica, pelo movimento carismático.

Inegavelmente que a Renovação Carismática tem feito muito bem a Igreja Católica e seus benefícios e graças são notórios.

Mas estamos falando somente na questão do "dom de línguas" e não da RCC em si.

(cont)




[i] Act 2,11

01/12/2015

Doutrina - 6

O que significa falar em línguas?

…/10

Em outras palavras, falar em línguas entre os cristãos servia originalmente para edificar os ouvintes com informações sobre o propósito de Deus, em relação com Jesus Cristo. Em harmonia com isto, o apóstolo Paulo orientou que tudo que se falasse em línguas fosse traduzido, "para que a Igreja receba edificação". [i]
Mas, o falar em línguas actualmente, se é que possa ser traduzido, não raro significa simplesmente "Deus é grande", "Deus é bom", ou expressões semelhantes.
Ocasionalmente, até mesmo linguagem suja talvez ocorra. 
D. A. Hayes, em seu livro, The Gift of Tongues, (O Dom de Línguas), relata tal experiência:

"Em Los Angeles, não faz muito tempo, uma senhora tinha o dom de línguas, e um chinês de boa reputação que a ouvia disse que ela falava em seu dialecto chinês. Quando se lhe pediu que interpretasse o que ela disse, recusou-se a fazê-lo, afirmando que a linguagem era a mais baixa possível."

Por certo, Deus não poderia ser responsável pela linguagem "baixa". O que, então, acha-se por trás do falar em línguas que não se ajusta ao padrão bíblico? É digno de nota que o apóstolo Paulo falou duma vindoura "apostasia" do verdadeiro cristianismo e o aparecimento duma classe chamada "o homem que é contra a lei", cuja presença seria "segundo a operação de Satanás, com toda obra poderosa, e sinais e portentos mentirosos, e com todo engano injusto para com os que estão perecendo". [ii] Poderia o falar em línguas ser parte dum "engano injusto" promovido por Satanás?

(cont)




[i] 1 Cor. 14, 5.27. 28
[ii] 2 Tes. 2, 3. 9.10

30/11/2015

Doutrina - 5

O que significa falar em línguas?

…/4

Veja, o problema com a ideia pentecostal é que enquanto alguém de certa forma possa fazer um argumento baseado numa interpretação das Escrituras de que é possível que estas “línguas estranhas” existam, na verdade isto nunca é descrito.
A única vez em que nós vemos línguas “em acção” nas Escrituras é quando foram usadas para comunicar àqueles que não poderiam entender o que eles estavam falando se não fosse em seu idioma.

Também nós não vemos nenhuma evidência deste “dom” na Igreja antiga, na Igreja da Idade Média, ou até mesmo na Igreja moderna até o movimento pentecostal ser iniciado na rua Azusa, na Califórnia, em 1906.


(cont)

23/11/2015

Doutrina - 4

O que significa falar em línguas?

…/3


A Igreja Católica entende que falar em língua significa falar uma linguagem humana previamente desconhecida pelo locutor.
No primeiro Pentecostes cristão esta verdade foi claramente ilustrada.

‘E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem’ [i].

Os apóstolos falaram uma linguagem previamente desconhecida para eles.

‘Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?' [ii].
Isto é uma clara evidência bíblica que falar em línguas não é do modo balbuciante pentecostal.

(cont)



[i] Act 2, 3-4
[ii] Act 2, 6.8

16/11/2015

Doutrina - 3

O que significa falar em línguas?

…/2

A Igreja Católica ensina que a oração em línguas é um dom do Espírito Santo.
Porém, a noção popular da oração em línguas ensinada pelos protestantes pentecostais é falsa.

Eles balbuciam muitas vezes sem sentido e chamam isto de falar em línguas.

Isto não é de Deus de acordo com a Bíblia.  


(cont)

09/11/2015

Doutrina - 2

O que significa falar em línguas?

Pentecostes de 33 d.C. foi notável data na história humana.
Naquele dia, a Igreja cristã foi fundada pelo derramamento do Espírito Santo de Deus sobre cerca de 120 dos discípulos de Jesus reunidos num sobrado de Jerusalém.
A Bíblia relata que, em resultado disto, ‘todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas’ [i].

Este “falar em línguas” não era nenhum derramar de palavreado de pessoas em êxtase religioso.
Os estrangeiros presentes compreenderam o que era dito e ficaram assombrados, perguntando:

‘Como é que ouvimos cada um de nós o seu próprio idioma em que nascemos? ... nós os ouvimos falar em nossas línguas sobre as coisas magníficas de Deus.’ [ii].

O apóstolo Pedro, segundo,[iii] explicou que falar em línguas naquela ocasião significava que o Espírito Santo de Deus tinha sido derramado sobre os discípulos cristãos em cumprimento de Joel 2, 28-32.

Milhões de pessoas através da terra hoje afirmam ter a habilidade de falar em línguas que não aprenderam através do estudo.
Amiúde isto ocorre em línguas que não podem ser identificadas, exigindo uma "interpretação inspirada" pelo orador ou outrem presente. Mas, às vezes, palavras, frases e até mesmo linguagem extensiva em hebraico, latim, grego, chinês e outras línguas, têm sido proferidas por pessoas normalmente desconhecedoras dessas línguas.

(cont)



[i] Act 2, 4
[ii] Act 2, 8, 11
[iii] Act 2, 14-21

02/11/2015

Doutrina - 1

O polémico dom de línguas

Ele existe, mas é preciso saber compreendê-lo bem
Jesus disse: “Estes são os sinais que acompanharão os que creem: em meu nome expulsarão demónios, falarão línguas novas...” (Mc 16, 17).
Com relação ao dom de línguas, é preciso recordar que ele é real, mas é preciso saber entender bem esta questão. A Igreja aceita que existem dons ou carismas extraordinários, como o dom de fazer milagres ou falar em línguas (Catecismo 2003). Mas o dom de línguas, por razões óbvias, é o mais polémico.
Os casos de pessoas com dom de línguas não são frequentes; por isso, é preciso discernir cada caso.
Muitos santos receberam este dom, a Igreja reconhece-o, mas é preciso ter cautela. São Paulo falava em línguas (cf. 1 Cor 14, 18. 39), bem como Santo António de Lisboa, Vicente Ferrer e Francisco Xavier, entre outros.
Falar em línguas é um dom do Espírito Santo. Não deve ser confundido com um ministério. Quando o Espírito Santo concede este dom, há diferentes possibilidades de que seja aplicado. Uma delas é orar em línguas – dom que parece ser actualmente o mais “comum”.
São Paulo fala de 5 tipos de oração quando os fiéis oram em línguas:
1. Estar orando sob a influência do Espírito Santo para orar segundo a vontade de Deus (Rm 8, 26-27).
2. Edificar-se a si próprios (1 Cor 14).
3. Proclamar as maravilhas de Deus (Actos 2, 11).
4. Falar directamente com Deus (1Cor 14, 2).
5. Louvar Deus (Actos 10, 46).
O dom de línguas fora da oração não consiste em falar os idiomas que conhecemos, mas em línguas desconhecidas por quem tem o dom; porém, a pessoa é entendida por aqueles que falam tal idioma, como se estivesse falando em sua própria língua. Isso foi o que aconteceu no Pentecostes.
Quem fala em línguas não entende o que diz nem percebe que está falando em outro idioma; e quem o ouve tampouco sabe que ele não fala aquele idioma.
Este fenómeno supõe que a “tradução” aos diferentes idiomas é obra do próprio Espírito Santo, sem nenhuma intervenção humana.
Quando São Paulo fala, por exemplo, dos “gemidos inefáveis”, refere-se a expressões em pleno êxtase quando a pessoa, com grande amor a Deus, ora intensamente. É algo parecido às palavras carinhosas, sem nenhum sentido, pronunciadas entre pessoas que se amam.
Mas atenção: o dom de línguas não pode ser confundido com a possibilidade de falar, no pleno sentido da palavra, outras línguas – inclusive línguas inexistentes ou mortas – sem tê-las aprendido. Isso é considerado até demoníaco e costuma acontecer com pessoas possuídas, ainda que tal possessão não pareça ser tão ostentosa.
Quando se trata de possessão demoníaca, há outros comportamentos presentes, como actividades sacrílegas e paranormais, espiritismo, satanismo, esoterismo.