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18/01/2016

Doutrina - 28

Comunhão eucarística

Podemos comungar várias vezes ao dia?

Há fiéis que, por diversas razões, participam de muitas missas em um só dia, como é o caso dos ministros extraordinários da Eucaristia, os sacristãos, os leitores, os acólitos e animadores de canto. Mas será que eles podem comungar em várias missas no mesmo dia?

Não há uma norma específica que limite o número de vezes que a pessoa pode assistir à missa em um dia, mas sim se especifica o número de vezes que se pode comungar.

É permitido comungar até duas vezes por dia; tal norma é estabelecida no Código de Direito Canônico para determinadas circunstâncias (recordemos que este código é o conjunto de normas jurídicas que regulam a organização da Igreja Católica de rito latino).

Com relação aos padres e ao número de missas que celebram, o Código diz: "Exceptuados os casos em que, segundo as normas do direito, é lícito celebrar ou concelebrar a Eucaristia várias vezes no mesmo dia, não é lícito ao sacerdote celebrar mais que uma vez por dia.
Se houver falta de sacerdotes, o Ordinário do lugar pode permitir que, por justa causa, os sacerdotes celebrem duas vezes ao dia, ou mesmo, se as necessidades pastorais o exigirem, três vezes nos domingos e festas de preceito" [i].

Portanto, normalmente e/ou em circunstâncias ordinárias (porque há exceções), os sacerdotes não podem celebrar mais de duas missas e, por conseguinte, não devem comungar mais que duas vezes ao dia também. Se isso se aplica aos padres, quanto mais aos fiéis.

"Quem tiver recebido a santíssima Eucaristia pode voltar a recebê-la de novo no mesmo dia, mas somente dentro da celebração eucarística em que participe, salvo o prescrito no cân. 921, § 2 (que diz: 'Mesmo que já tenham comungado nesse dia, aos que se vêem em perigo de vida, recomenda-se que comunguem de novo')" [ii].

A Santa Sé explicou que "voltar a recebê-la de novo" significa "pela segunda vez", mas não mais que isso.
O texto em latim utiliza a palavra "iterum", que significa, em sentido estrito, "uma segunda vez, outra vez, de novo".

O Catecismo da Igreja Católica [iii] menciona que os fiéis, no mesmo dia, podem receber a Santíssima Eucaristia somente uma segunda vez.

No Código, permite-se a possibilidade de comungar duas vezes ao dia sempre que o fiel participar de duas missas.

Então, a Igreja afirma a impossibilidade de receber a Sagrada Comunhão mais do que duas vezes ao dia. Por quê?

O motivo é o respeito e a veneração à Eucaristia, cuja recepção não deve ser banalizada.

Mas precisamos levar em consideração que ninguém se torna mais cristão ou mais santo pelo simples fato de comungar mais de uma vez ao dia.

Mais do que comungar várias vezes ao dia, o que podemos recordar é sempre estar em graça de Deus, ter uma boa disposição (a preparação) e fazer a posterior ação de graças, para que a comunhão eucarística dê seus frutos.

Mesmo comungando apenas uma vez por semana, participando da missa inteira todos os domingos e festas de preceito, a pessoa pode crescer e/ou amadurecer na vida cristã, se o fizer como convém.

Se o fiel puder participar da Eucaristia todos os dias, como a Igreja aconselha, fará muito bem, mas uma boa comunhão semanal, bem recebida, vale mais que receber a comunhão todos os dias de maneira rotineira e superficial.

p. henry vargas holguín

(Revisão da versão portuguesa por ama)



[i] cânon 905
[ii] cânon 917
[iii] 1338, nota 224

17/01/2016

Doutrina - 27

Comunhão eucarística

Em que circunstâncias uma pessoa não pode comungar?

…/5

Finalmente, cabe esclarecer: o facto de que alguém não possa ou não deva comungar não impede que tal pessoa vá à missa.

Mais ainda: aqueles que não podem receber a comunhão têm como todos os demais fiéis, o direito de participar da celebração eucarística e a obrigação de ir à missa aos domingos e festa de preceito.

É verdade que a maneira plena de participar da missa é comungando, mas é preciso levar em consideração que a participação na santa missa tem em si mesma um valor salvífico e constitui uma perfeita forma de oração, independentemente do facto de a pessoa receber ou não a comunhão.


(Revisão da versão portuguesa por ama)

16/01/2016

Doutrina - 26

Comunhão eucarística

Em que circunstâncias uma pessoa não pode comungar?

…/4

Com relação a outras situações, não devem comungar:

1. Quem já comungou duas vezes no mesmo dia.

2. Quem faz parte da maçonaria, seitas de todo tipo, etc.

3. Quem procura usar a Eucaristia para fazer campanha política ou para buscar votos.

4. Quem não está batizado.

5. Quem rejeita a Eucaristia ou duvida dela.

“Não é possível dar a comunhão a uma pessoa que não esteja batizada ou que rejeite a verdade integral de fé sobre o mistério eucarístico. Cristo é a verdade, e dá testemunho da verdade [i]; o sacramento do seu corpo e sangue não consente ficções” [ii].
 (cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)



[i] cf. Jo 14, 6; 18, 37
[ii] Ecclesia de Eucharistia, 38

15/01/2016

Doutrina - 25

Comunhão eucarística

Em que circunstâncias uma pessoa não pode comungar?

…/3

Exclusão da comunhão por motivos de idade ou doença

Não é permitido dar a comunhão nas seguintes circunstâncias:

1. Dentro das doenças estão: pessoas em coma, pessoas que não podem deglutir, pessoas com constante respiração assistida, apoplexia, risco de vómito, febre alta que cause alucinações etc.

2. Adultos que tenham doenças mentais que privam do uso de razão.

3. Adolescentes e idosos com sérias deficiências intelectuais.

4. Crianças antes do suficiente desenvolvimento mental.

(cont)


(Revisão da versão portuguesa por ama)

14/01/2016

Doutrina - 24

Comunhão eucarística

Em que circunstâncias uma pessoa não pode comungar?

…/2

Quais são as disposições com relação ao corpo?

1. Observar a norma sobre o jejum eucarístico.

2. Ter um aspecto exterior adequado: modesto e recolhido.


(cont)


(Revisão da versão portuguesa por ama)

12/01/2016

Doutrina - 22

Comunhão eucarística

Que pecados nos impedem de comungar?
Posso não ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

…/8


É interessante observar que, mesmo na celebração da comunhão fora da santa missa, a liturgia é muito mais breve, mas inclui estas duas partes penitenciais, as mesmas.
É importante recordar isso e renovar-nos na vivência da missa e de cada uma de suas partes!

Em resumo: para comungar, é preciso estar em graça de Deus.
Mas, mesmo estando, nunca somos dignos de receber Jesus.
Isso não é um obstáculo para comungar, mas a dignidade do sacramento exige que procuremos nos tornar o mais dignos possível.

julio de la vega hazas

(Revisão da versão portuguesa por ama)

11/01/2016

Doutrina - 21

Comunhão eucarística

Que pecados nos impedem de comungar?
Posso não ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

…/7

Isso é familiar para quem vai à missa com frequência, pois o ato penitencial faz parte da celebração ("Confesso a Deus todo-poderoso, e a vós, irmãos...").
Depois, a preparação imediata nos recorda que vamos comungar como convidados ("Felizes os convidados para a ceia do Senhor") e que não somos dignos de receber Jesus ("Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada...").

De certa maneira, estas também são palavras de contrição.

(cont)

julio de la vega hazas


(Revisão da versão portuguesa por ama)

10/01/2016

Doutrina - 20

Comunhão eucarística

Que pecados nos impedem de comungar?
Posso não ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

…/6

Mas ainda resta o pecado venial.
Ninguém consegue escapar dele, e pretender estar livre de todo pecado venial é presunção.

Neste caso – quando se está em estado de graça, mas com pecados veniais –, a penitência é interior e está inclusa na liturgia.
O pecado venial não impede a pessoa de comungar (pelo contrário: é alimento interior que dá forças para combatê-lo), mas, ao mesmo tempo, para participar dos sagrados mistérios, é preciso começar reconhecendo nossos pecados.

(cont)

julio de la vega hazas


(Revisão da versão portuguesa por ama)

09/01/2016

Doutrina - 19

Comunhão eucarística

Que pecados nos impedem de comungar?
Posso não ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

…/5

Vale a pena esclarecer algo: não existe penitência verdadeira nem confissão válida sem propósito de emenda.

Isso serve para entender por que algumas pessoas não podem receber a comunhão, já que vivem em uma situação habitual de pecado.


(cont)

julio de la vega hazas


(Revisão da versão portuguesa por ama)

07/01/2016

Doutrina - 17

Comunhão eucarística

Que pecados nos impedem de comungar?
Posso não ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

…/3

Alguns podem objectar, e com razão:
"Mas quem pode dizer que é santo?".

Livre de todo pecado, ninguém.

Por isso, aproximar-se da comunhão deve ser penitencial, para purificar-nos ao máximo.
O mais adequado é receber a comunhão quando já há uma comunhão da alma com o Senhor.

(cont)

julio de la vega hazas

(Revisão da versão portuguesa por ama)

06/01/2016

Doutrina - 16

Comunhão eucarística

Que pecados nos impedem de comungar?
Posso não ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

…/2

No final do século I ou começo do século II, foi escrita a chamada "Didaché" (ou "Doutrina dos Doze Apóstolos"), na qual se fala bastante da Eucaristia.
Após indicar que o sacramento é somente para os batizados, acrescenta a seguinte frase:

"Quem for santo, aceda; quem for menos, faça penitência".

Ainda que exija um esclarecimento posterior, este continua sendo um critério válido, à luz do qual se entende o que foi determinado.

(cont)

julio de la vega hazas


(Revisão da versão portuguesa por ama)

05/01/2016

Doutrina - 15

Comunhão eucarística

Que pecados nos impedem de comungar?
Posso não ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

São Paulo expressou com contundência que nem todos estão em condições de receber a comunhão:

"Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor come e bebe a sua própria condenação." [i]

Estas palavras destacam a gravidade do assunto, mas não proporcionam um critério claro sobre quando uma pessoa é digna e quando não é. Por isso, esta questão também foi submetida a debate.

Dá a impressão, no entanto, que os destinatários da carta – os coríntios – já tinham alguma ideia a respeito disso. Por isso, é importante ver as fontes conhecidas da vida da Igreja primitiva.

(cont)

julio de la vega hazas

(Revisão da versão portuguesa por ama)




[i] 1 Cor 11, 28-29

04/01/2016

Doutrina - 14


Que pecados nos impedem de comungar? 


Posso não ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

São Paulo expressou com contundência que nem todos estão em condições de receber a comunhão:

"Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor come e bebe a sua própria condenação." [i]

Estas palavras destacam a gravidade do assunto, mas não proporcionam um critério claro sobre quando uma pessoa é digna e quando não é. Por isso, esta questão também foi submetida a debate.

Dá a impressão, no entanto, que os destinatários da carta – os coríntios – já tinham alguma ideia a respeito disso. Por isso, é importante ver as fontes conhecidas da vida da Igreja primitiva.

(cont)

julio de la vega hazas

(Revisão da versão portuguesa por ama)



[i] 1 Cor 11, 28-29

08/12/2015

Doutrina - 18

Comunhão eucarística

Que pecados nos impedem de comungar?
Posso não ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?

…/4

Mas há diversas situações, como também há diversos tipos de pecado.
O pecado mortal rompe totalmente esta comunhão e, neste caso, a penitência requerida exige a recepção do sacramento da Penitência como condição prévia.

Por isso, o Código de Direito Canónico estabelece que, quem tiver consciência de estar em pecado grave, não celebre Missa (no caso de ser padre) nem comungue o Corpo do Senhor sem recorrer antes à confissão sacramental [i].

(cont)

julio de la vega hazas

(Revisão da versão portuguesa por ama)




[i] n. 916