Mostrar mensagens com a etiqueta Crer. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crer. Mostrar todas as mensagens

03/03/2023

Publicações em Março 3

  


Dentro do Evangelho

 

(Re Mc I, 15)

 

«Completou-se o tempo, arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

Estas foram as primeiras palavras de Jesus em resposta ao anúncio da morte do Baptista.

O tempo de espera, de “preparação” para o tempo da “missão” pela qual veio ao mundo acabara, começava o "novo tempo" o “definitivo”, pelo qual Se encarnou no Seio Puríssimo de Santa Maria.

Também Ele Se preparou durante 40 dias no deserto, entregue a privações e, sobretudo à oração. Seguramente que o fez para nos dar exemplo de que nos devemos preparar para o acontecimento mais extraordinário das nossas vidas: a nossa salvação.

O nosso "deserto" será o despirmos as roupagens que fomos acumulando ao longo do ano, refreando os nossos desejos e contendo a imaginação de forma a estarmos mais disponíveis para o encontro com Deus Nosso Senhor.

As nossas privações devem ser adequadas ás nossas circunstâncias pessoais,  coisas que estejam ao nosso alcance e, sobretudo, discretas, sem dar nas  vistas nem incomodar os outros; como moderar o uso da televisão, o recorrer ao telemóvel por tudo e por nada; sem dúvida... sobriedade na comida e  na bebida.

A  nossa Quaresma será, assim, tranquila e profícua, levando-nos passo a passo, devidamente preparados para a Maior Semana: A Semana Santa.

Arrependimento e Fé!

Não teremos, graças a Deus, grandes faltas, pecados que mereçam consideração mas, como somos seres humanos, haverá sempre algo que teremos de corrigir, melhorar.

Para isso está este Tempo de Quaresma.

 

Reflectindo

 

Quando alguém nos diz: «Eu não acredito no que não vejo com os meus  olhos ou não posso tocar com as minhas mãos» não podemos esquecer a reacção  de Tomé quando lhe deram a notícia da Ressurreição de Jesus Cristo.

Quem lho dizia eram pessoas que ele bem conhecia, por quem tinha estima e sentia amizade, mas, no entanto, tal não o impediu de negar-se a acreditar e, por isso mesmo, porque era honesto e sincero não tem qualquer pejo em afirmar: «Se não O vir com os meus olhos, não tocar com as minhas mãos não acreditarei».

E, O Ressuscitado não o recrimina, só lhe diz que faça o que deseja, tocar as feridas, meter amão na chaga do Seu Peito, para que não seja «incrédulo mas crente".

E, vai mais longe quando afirma que serão «bem-aventurados os que acreditarem sem terem visto».

Da honesta resposta de Tomé, Jesus "tirou" uma lição preciosa para quantos ao longo dos tempos haveriam de acreditar nEle.

A humildade de Tomé fica bem patente pois não se exime por conveniência ou para "não ficar mal", a ser absolutamente veraz.

Disse, antes, que a humildade é uma virtude complexa e, talvez por isso mesmo, tão difícil de possuir. Muitos tentam e esforçam-se por adquiri-la mas, é preciso paciência e determinação perseverante sabendo desde logo que é tarefa que só termina com o último suspiro de vida.

Ao contrário do que, talvez, é frequente pensar-se o defeito que se opõe à humildade não é o orgulho mas, sim, a soberba.

Este terrível defeito impede ver com clareza e avaliar o próprio carácter.

A pessoa dominada pela soberba tem enorme dificuldade em fazer um exame pessoal - aliás nem lhe reconhece a necessidade - porque se tem numa "conta" sem mácula nem defeitos,  logo, não há nada a emendar ou corrigir.

Tende a considerar-se com um "estatuto" superior que lhe confere imunidade quase absoluta.

O soberbo evita fazer perguntas, como que, para negar que tem alguma dúvida ou necessita de ajuda no que for. Toma decisões sozinho sem pedir nem conselho nem orientação e, quando as consequências são más, pretende que foi mal interpretado.

Tem sempre uma desculpa pronta a usar quando, posto perante a evidência de algo menos bom ou correcto que disse ou fez e, mesmo que a desculpa seja frágil ou inconsequente, "agarra-se" a ela como um náufrago desesperado por salvação.

Julgo que o pior - se assim posso dizer - que acontece a um soberbo é uma  viral incapacidade para amar o outro e, sendo assim, tendo em conta que o amor verdadeiro é partilha e correspondência, também é muito difícil ser amado por alguém

É, efectivamente uma triste pessoa...

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

23/02/2021

Reflexão

O dom de crer só se enraíza numa alma que, indo mais para além da admiração e do apreço, reconheça a necessidade de se converter, de aceitar a mão que o Senhor amorosamente lhe estende.

 

(Javier Echevarria, Itinerarios de vida Cristiana, Planeta, pg. 25)

20/12/2018

Temas para reflectir e meditar

Crer



Crer, significa sintonizar e identificar o nosso pensamento com o de Deus.



(Tadeus DajczerMeditações sobre a Fé, Paulus, 4ª Ed., pg. 16)  

30/01/2016

Feliz és tu porque acreditas!

«Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.» [i]

Há o Dom da Fé, Dom gratuito de Deus aos homens.

Mas se não abrimos o coração a Deus, se não abrimos o coração para acreditar, para que serve o Dom da Fé?

Feliz de ti que acreditaste, porque assim o Dom da Fé se tornou real, vivo e actuante na tua vida.

E se tens Fé, se acreditas que tens esse Dom da Fé, então acreditas em Deus pela Fé, e acreditas que Ele está sempre contigo, porque acreditas em tudo quanto te foi dito pelo próprio Senhor na Sua Palavra.

E se acreditas que Deus está sempre contigo, como podes tu não ser feliz?

Feliz és tu porque acreditas!
E és feliz porque não só acreditas em Deus, como acreditas em tudo o que Ele te disse, acreditas na Sua Palavra e acreditas em tudo quanto te foi dito da parte d’Ele, pela Igreja.

Por isso, porque acreditas, a Palavra é vida para ti, a oração é ânimo para ti, a Eucaristia é alimento para ti, a Igreja é casa de família e caminho seguro para ti e Maria é tua mãe e refúgio em todos os momentos.

Feliz és tu porque acreditas!


joaquim mexia alves, Leiria, 23 de Janeiro de 2016

Nota: Escrito durante a recoleção para Ministros Extraordinários da Comunhão, no Seminário Diocesano de Leiria-Fátima.



[i] Lc 1, 45

01/01/2012

Porquê se esconde Deus? 1

 “Se não houvesse escuridão,
o homem não notaria a sua corrupção
Pascal.

Porque o Senhor não se apresentou ante o sinédrio já ressuscitado?, Porque não apareceu ante Herodes ou Pilatos mostrando-lhes as suas mãos e  pés chagados? Porque na Eucaristia não surge uma corte celestial de anjos coroada pelo mesmíssimo Senhor no corpo glorioso?  Ante espectáculos semelhantes, figuram-se a perplexidade de Herodes, de Caifás, de Pilatos? Não se teriam caído redondos suplicando misericórdia e, convertidos ao novo Deus, teriam sido os melhores propagadores da nova fé?
Por outro lado as nossas Eucaristias estariam muito concorridas de fiéis: cada vez que o sacerdote consagrasse,   produzir-se-iam prodígios celestiais ante nós confirmando-nos na fé católica. Suspeito que a Igreja experimentaria um novo renascer; os ateus e agnósticos ficariam muito mal colocados e uma nova época se apresentaria à humanidade.

Mas por sorte nada disto se passou. Nada de isto se passará. Porquê?

Sempre me impressionaram aquelas passagens evangélicas em que o Senhor pede discrição aos seus discípulos sobre a sua condição divina; em muitos outros textos Jesus adverte com severidade os que curou milagrosamente que não falem com ninguém sobre a sua cura. Por exemplo, quando ressuscitou a filha de Jairo (Mc 5, 43) Jesus pede que ninguém se inteirasse de semelhante prodígio.
Tanta discrição não é contraditória com a mensagem de Jesus? Porquê calar o que, por outro lado, se anuncia?

Diz Fabrice Hadjadj que Deus joga às escondidas connosco. Não estou muito seguro de que seja assim. Imaginemo-nos um Deus que se mostra em todo o seu esplendor ou, pelo menos, num esplendor que o homem possa suportar. Uma situação destas,  obrigaria o homem a crer nele. Como não crer num Deus que se nos apresenta em cada Eucaristia sob as modestas espécies de pão e vinho, mas no  grande Deus nas manifestações perceptíveis pelos nossos sentidos?

Um Deus assim impor-se-ia à nossa consciência pela força da sua glória, pelo seu poder inabarcável, todo-poderoso. Este Deus submeteria o homem à sua magnificência e o homem, atazanado por um Deus resplandecente, ver-se-ia encadeado na sua luz. Com efeito, todos creríamos, o poder de Deus reinaria na Terra, o ateísmo desapareceria e a Igreja, e por fim!, poderia sem obstáculo ser portadora da  Revelação celestial.

Tudo sem amor. Tudo sem liberdade.   Satã teria vencido. A terceira tentação do demónio a Jesus no deserto não tem outro significado:

“De novo o diabo o levou a um monte altíssimo e lhe mostrou os reinos do mundo e a sua glória, e lhe disse: ‘Tudo isto te darei, se te prostrares e me adorares’. Então disse-lhe Jesus ‘Vai-te, Satanás, porque está escrito “Ao Senhor, tu Deus, adorarás e a ele só darás culto”’ (Mt 4,8-10).

Um Deus poderoso, que renega de a cruz e do amor, que pela força do poder domina ao homem, não é realmente um Deus: é o demónio transfigurado no Deus. Não é de estranhar que Jesus chamasse “Satanás” a Pedro quando este resistiu a que o Senhor viajasse para Jerusalém para ser crucificado (Mt 16, 23).  

Falando de física, Hegel ensinava que a luz se manifesta como tal na medida em que se distingue da escuridão. Porque há escuridão, há luz. O ensinamento hegeliano é também válido no espiritual. É imprescindível a escuridão para poder ver a luz. A nossa escuridão – o pecado, a terrível miséria humana que há em nós - permite buscar e viver  a luz de Deus.  Felix culpa.

Só porque podemos dizer não a Deus podemos ser abraçados por Ele. Paradoxo doloroso? Sem dúvida. Mas quereríamos um Deus cuja luz nos abrasasse? Sim, é verdade, tudo seria mais fácil. Todo o fácil que o demónio quereria. Mas Deus nega-se a tal.

Quando pedimos que Deus se nos revele com a claridade do dia, quando exigimos a Deus que se faça presente na nossa vida como se já não o estivesse ou quando lhe reprovamos o seu silêncio, a sua aparente ausência,   estamos reproduzindo sem o saber a petição do tentador.  

Tal como no deserto Deus deixa-se tentar por nós. Tal como naquela ocasião Deus não cai na tentação. Para nosso bem e para maior desespero do príncipe deste mundo.

carlos jariod borrego, trad ama

14/02/2011

Deus existe!


Duc in altum





A impossibilidade de conceber este grande e maravilhoso universo com os nossos 'eus' conscientes, como obra do acaso, é a meu ver o argumento principal a favor da existência de Deus.















(La Vie et la Correspondence de Charles Darwin, Reinwald, Paris, 1888, vol. I, pg. 356 trad ama)

03/07/2008

S. Tomé - Festa

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-Te: Meu Senhor e meu Deus!

Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem aventurados os que crêem sem terem visto.

E eu creio, Senhor.

Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me criaste é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.