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07/11/2020

FILOSOFIA, RELIGIÃO, VIDA HUMANA

 


Pessoa e circunstância

 

Emoções - Idealismo e ralismo psicológico

 

A fonte principal das nossa angústias são os nossos desejos fracassados que ficam dentro de nós como cadáveres apodrecidos. Os nossos desejos são maus porque não se regulam pela realidade. Desejamos dos outros o que eles não podem dar, porque não têm capacidade natural para tanto e quando nós pretendemos alguma coisa de alguém, mais projectamos nesse outros a nossa ânsia pessoal de que o ajudamos a fecundar a sua própria potencialidade.

O realismo psicológico deve ser abase das relações. Hás pessoas que quando dizem o que sentem, não  dizem o que pensam. Só desabafam emoções, não expõem convicções, relações reflectidas e motivadas. Por vezes essas confidências ou expansões voltam-se contra elas na ocasião menos esperada. Ficam então desiludidas da confiança que depositaram no grupo amigo. Desta forma esvai-se a alegria da companhia, e crescem as barreiras inter-pessoais. Por vezes o melhor acto de amizade que podemos ter para com  as pessoas que escutamos, é esquecer o que elas nos disseram.

(E. de Vasconcelos, Pessoa e Circunstância, Brotéria, Julho 1969, pg. 31)

17/06/2018

Temas para reflectir e meditar

Confiar em Deus


Seja esta a primeira regra de toda a acção: confia tanto em Deus como se todo o êxito dependesse só de ti e nada de Deus; mas age de tal modo como se tu nada houvesses de fazer e só Deus haja de ser o único e universal realizador de tudo.



(G. Henevesi, SJ, in BROTÉRIA, Vol. LXXXI nr. 1-2, Julho/Agosto 1965, nr. 35)  

12/04/2018

Temas para reflectir e meditar

Filiação divina


Se rejeitamos os valores da Revelação e da Graça, que podemos nós, por exemplo, contra o pecado, e contra os naturais limites da dimensão humana?

Nada ou quase nada.

Pelo contrário, a Revelação e a Graça falam-nos de ressurreição e de vida eterna, falam-nos da justificação pelo Baptismo e pelo perdão sacramental, e falam-nos do mistério inefável da filiação divina, por um nascimento novo, misterioso, mas real, em que se nasce «ex Deo», de Deus.

(A. VELOSO, In BROTÉRIA, Vol. LIV Fasc. 1 pg. 3)



22/09/2015

Temas para meditar - 508

Hora da morte



Voltaire escreveu um dia a Bayle, desconsolado e triste, a lamentar que os seus amigos se desonrassem, quase todos na morte, chamando o padre, confessando-se, comungando, e repudiando, como perigosa e falsa a sua antiga rebeldia anticristã, mais cómoda, ao que parece, para viver, do que para morrer! E é sabido que o mesmo Voltaire se teria desonrado - também, confessando-se e comungando, se lho tivessem consentido d'Alembert e Diderot.
D'Alembert, por seu turno, quando viu que a morte se avizinhava, mandou chamar, para se confessar, o pároco de Saint-Germmain, que Condorcet não deixou entrar, o mesmo sucedendo, a Diderot, que se teria confessado ao pároco de S. Sulpício, o bom Pde. Térsac, se os e amigos o não impedissem de o fazer.


(a. veloso, In BROTÉRIA, Vol. LIV, Fasc. 1, pag 1-2)

12/11/2011

Confiar em Deus

Reflectindo


Seja esta a primeira regra de toda a acção: confia tanto em Deus como se todo o êxito dependesse só de ti e nada de Deus; mas age de tal modo como se tu nada houvesses de fazer e só Deus haja de ser o único e universal realizador de tudo.




(g. henevesi, SJ, in BROTÉRIA, Vol. LXXXI nr. 1-2, Julho/Agosto 1965, nr. 35)