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09/09/2016

Reflectindo - 200

Felicidade

Para mim o que é a felicidade?

Diria que, sobretudo, é uma satisfação íntima, interior, que me traz tranquilidade.

Parece uma definição simples e pouco elaborada
.
Não cedo à tentação de entrar em considerandos mais ou menos subjectivos – mas nem por isso menos verdadeiros – e volto, portanto a afirmar: ser feliz é estar tranquilo.

É que, na verdade, não me parece, que possa existir uma coisa sem a outra, ou, talvez melhor dito, não é possível ser feliz sem estar tranquilo.

A tranquilidade pode resumir-se na certeza de que o que faço, penso ou desejo, é exequível, está ao meu alcance, não num futuro qualquer que não sei se existirá, mas hoje, agora!

Assim, o que possa desejar será, em princípio absolutamente legítimo mas, mais que isso, lógico porque se trata de que o que sinto – sei de certeza - me faz falta para ficar mais coerente, humano, atingindo a unidade de vida com que sonho.

Repito: faz-me falta!

Talvez que aqui esteja a “chave” da questão: o que me faz falta para ser o que desejo ser.

Logo, para mim, a felicidade, é este conhecimento, esta certeza: Unidade de vida!


(ama, reflexões, 23.06.2016)

16/04/2015

Reflectindo - 72

Sobre a felicidade 11

O que pode inibir a felicidade:

4 – O orgulho

O orgulho inibe, por princípio,

b - Uma saudável relação com os outros.

O orgulho faz com que, tendencialmente, a pessoa se feche em si mesma evitando participar com os outros até as mais pequenas confidências.

Ora bem… é a confidência que torna a amizade sólida porque é uma manifestação de confiança e de respeito. Mas, uma confidência – que não é murmuração – faz-se quando se está realmente disposto a partilhar, a ouvir a opinião do outro e, tal, o orgulhoso, não é capaz de fazer.

(cont.)

(AMA, Reflexões, 2013)


13/04/2015

Reflectindo - 71

Sobre a felicidade 10

O que pode inibir a felicidade:

4 – O orgulho

O orgulho inibe, por princípio,

a - A visão correcta das coisas

O orgulhoso tem a sua própria forma de viver a vida e apreciar as coisas que se lhe vão deparando porque estabelece sempre uma espécie de “padrão” que, à partida, as define como boas ou más, com interesse ou sem ele.

Assim, consoante aplica este padrão goza e usufrui ou se retira para dentro do seu próprio “castelo” onde o que tem – ou julga ter – lhe basta.

Assim, não é feliz ou pelo menos, não completamente porque se auto exclui de gozar algo que, eventualmente,lhe traria felicidade.

(cont.)

(AMA, Reflexões, 2013)


09/04/2015

Reflectindo - 70

Sobre a felicidade 9

O que pode inibir a felicidade:

3 – Frustração

Em qualquer momento da sua vida, todos encontram uma situação em que alguma coisa “falhou”.
Um projecto por concretizar, algo que não apresentou os resultados esperados, a rejeição por outros de uma opinião ou postura pessoal… enfim, algo que a deixa com um sentimento a que se convencionou chamar frustração e que, na realidade, pode não passar de amor-próprio ferido.
Nestes casos verificam-se uma de duas situações, a pessoa tenta, insiste várias vezes até conseguir o que pretende ou, então desiste e põe o assunto de lado.
Se a primeira é boa, porque revela espírito sólido e convicção pessoal, já a segunda parece ter algo a ver com conformismo.
Só que, nem sempre, nenhuma das duas tem mérito, a primeira pode ser apenas teimosia, encarniçamento ou dificuldade de encarar a realidade, a segunda pode revelar um espírito realista e com capacidade de análise desapaixonada tentando encontrar a verdade ou, pelo menos, uma alternativa. E, seguramente, esta última parece ser mais conveniente.
Em qualquer dos casos, a felicidade pessoal anda arredada e não se verifica, pelo menos, enquanto o assunto não está resolvido de uma ou outra das maneiras mencionadas.
Além do mais, a frustração traz consigo, em maior ou menor escala, algum sofrimento que sempre condiciona o indivíduo e o impede de ser feliz.

(cont.)

(AMA, Reflexões, 2013)


02/04/2015

Reflectindo - 65

Sobre a felicidade 7

O que pode inibir a felicidade:

1 - O vício, adição ou dependência:

Qualquer vício ou adição trava de forma mais ou menos grave e duradoura a felicidade pessoal pelo simples facto de a própria liberdade pessoal estar gravemente afectada.
As opções de vida, ou melhor, da forma como se vive, estando condicionadas por uma dependência qualquer, impedem que se atinja a felicidade pessoal. Dizendo de outra forma, só se pode ser feliz se existir liberdade pessoal autêntica, total, sem reservas na própria idiossincrasia.
Logo, parece lógico, que a primeira coisa a fazer, é eliminar eficazmente essa dependência que pode até nem ser grave ou mesmo séria, mas que representa, sempre, uma fraqueza da vontade, quando não do carácter.
A pessoa reconhecendo o seu problema, quer resolvê-lo e, enquanto o não consegue, não pode ser feliz.
Quem diz que é feliz mesmo reconhecendo uma fraqueza pessoal não sabe, de facto, como o seria se não a tivesse.

(cont.)

(AMA, Reflexões, 2013)


26/03/2015

Reflectindo - 64

Sobre a felicidade 6

Como fazer os outros felizes?

B – Fazê-los compreender como se pode ser feliz?

Parece-me a melhor opção, porque há muitas pessoas que não sabem ou estão enganadas a respeito do que é necessário para ser feliz.
Contudo, também aqui, existem duas premissas:

Primeira: Que eu saiba, com meridiana segurança o que pode tornar uma pessoa, qualquer pessoa, feliz.

Segunda: Que tenha a certeza do que, seguramente, pode inibi-la de ser feliz.

Evidentemente que a primeira depende inteiramente da segunda, donde, começaríamos por esta.

(cont.)

(AMA, Reflexões, 2013)


19/03/2015

Reflectindo - 63

Sobre a felicidade 5

Volto à questão: Como fazer os outros felizes?

A - Proporcionar-lhes o que lhes falta?

Bom, para tal são necessárias duas coisas principais:

Primeira: que o outro saiba exactamente o que lhe falta para ser feliz?

Segunda: Que esteja ao nosso alcance suprir essa falta.

(cont.)

(AMA, Reflexões, 2013)