18/03/2021

São Josemaria - Textos

 


Deus não aceita o que é mal feito

É difícil gritar ao ouvido de cada um, com um trabalho silencioso, através do pleno cumprimento das nossas obrigações de cidadãos, para depois exigir os nossos direitos e colocá-los ao serviço da Igreja e da sociedade. É difícil... mas é muito eficaz. (Sulco, 300)

Se reparardes, entre os muitos elogios que fizeram de Jesus aqueles que puderam contemplar a sua vida, há um que, de certo modo, compreende todos os outros. Refiro-me àquela exclamação, cheia de sinais de assombro e de entusiasmo, que a multidão repetia espontaneamente ao presenciar, atónita, os seus milagres: bene omnia fecit, tudo tem feito admiravelmente bem: os grandes prodígios e as coisas comezinhas, quotidianas, que não deslumbraram ninguém, mas que Cristo realizou com a plenitude de quem é perfectus Deus, perfectus Homo, perfeito Deus e perfeito homem. (Amigos de Deus, 55–56)

Leitura Espiritual Mar 18

 


Novo Testamento

 

Evangelho

 

Lc IX, 44-62

 

Segunda profecia da Paixão

44 Estando todos admirados com tudo o que Ele fazia, Jesus disse aos seus discípulos: «Prestai bem atenção ao que vou dizer-vos: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.» 45 Eles, porém, não entendiam aquela linguagem, porque lhes estava velada, de modo que não compreendiam e tinham receio de o interrogar a esse respeito.

 

Contra a ambição e a inveja

46 V eio-lhes então ao pensamento qual deles seria o maior. 47 Conhecendo Jesus os seus pensamentos, tomou um menino, colocou-o junto de si 48 e disse-lhes: «Quem acolher este menino em meu nome, é a mim que acolhe, e quem me acolher a mim, acolhe aquele que me enviou; pois quem for o mais pequeno entre vós, esse é que é grande.» 49 João tomou a palavra e disse: «Mestre, vimos alguém expulsar demónios em teu nome e impedimo-lo, porque ele não te segue juntamente connosco.» 50 Jesus disse-lhe: «Não o impeçais, pois quem não é contra vós é por vós.»

 

Os samaritanos não recebem Jesus

51 Como estavam a chegar os dias de ser levado deste mundo, Jesus dirigiu-se resolutamente para Jerusalém 52 e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de lhe prepararem hospedagem. 53 Mas não o receberam, porque ia a caminho de Jerusalém. 54 Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram: «Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma?» 55 Mas Ele, voltando-se, repreendeu-os. 56 E foram para outra povoação.

 

Condições para seguir Jesus

57 Enquanto iam a caminho, disse-lhe alguém: «Hei-de seguir-te para onde quer que fores.» 58 Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» 59 E disse a outro: «Segue-me.» Mas ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» 60 Jesus disse-lhe: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos. Quanto a ti, vai anunciar o Reino de Deus.» 61 Disse-lhe ainda outro: «Eu vou seguir-te, Senhor, mas primeiro permite que me despeça da minha família.» 62 Jesus respondeu-lhe: «Quem olha para trás, depois de deitar a mão ao arado, não é apto para o Reino de Deus.»

 

Texto

 


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1983

 

 Amados irmãos e irmãs em Cristo:

 

«Todos os que acreditavam viviam unidos e possuíam tudo em comum; vendiam propriedades e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um» (Act 2, 44-45).

 

Estas palavras de São Lucas vêm repercutir profundamente no meu coração, quando nos aproximamos da altura de celebrar novamente o período litúrgico da Quaresma: semanas especialmente proporcionadas pela Igreja a todos os cristãos, para os ajudar a reflectir sobre a sua importante identidade, de filhos do Pai celeste e de irmãos de todos os homens, e a reencontrar um impulso novo para a partilha concreta e generosa, uma vez que o próprio Deus nos chamou a fundamentar as nossas vidas na Caridade.

 

As nossas relações com o próximo, portanto, são de importância capital. E quando falo de «próximo», eu entendo aqueles que vivem ao nosso lado, na família, no bairro, na aldeia e na cidade. Mas estão incluídos igualmente aqueles que encontramos no trabalho, aqueles que sofrem, os que estão doentes, experimentam a solidão, enfim quantos são verdadeiramente pobres. E o meu próximo é constituído ainda por todos aqueles que estão geograficamente muito afastados ou exilados da própria pátria, sem trabalho, sem ter que comer e que vestir e, muitas vezes, sem liberdade. O meu próximo são também todos os sinistrados, completamente ou quase completamente arruinados por catástrofes imprevisíveis e dramáticas, que os mergulham na miséria física e moral e, não raro, na tristeza por terem perdido entes queridos.

 

A Quaresma é, na verdade, um apelo veemente do Senhor para a renovação interior, pessoal e comunitária, pela oração e pelo recurso aos Sacramentos; mas renovação igualmente mediante a prática da caridade, pelos sacrifícios pessoais e colectivos de tempo, dinheiro e bens de todas as espécies, a fim de prover às necessidades e aos infortúnios dos nossos irmãos espalhados pelo mundo.

 

A partilha é um dever ao qual nenhum homem de boa vontade e, sobretudo, nenhum discípulo de Cristo se podem subtrair. As modalidades da partilha podem ser múltiplas e vão desde as atitudes voluntárias em que se oferecem os próprios préstimos com uma espontaneidade condizente com o Evangelho, aos donativos generosos e mesmo repetidos, tirados do nosso supérfluo e por vezes do que nos é necessário, até ao trabalho proporcionado aos desempregados ou àqueles que estão em vias de perder totalmente as esperanças.

 

Acresce ainda que esta Quaresma de 1983 vai ser uma graça extraordinária, porque coincidirá com a abertura do Ano Santo da Redenção, circunstância susceptível de estimular em profundidade a vida cristã, a fim de esta corresponder ainda melhor à vocação divina própria dos cristãos: tornarem-se filhos de Deus e autênticos irmãos universais, à semelhança de Cristo.

 

No dia do início solene do meu Pontificado eu tive ocasião de dizer: «Abri de par em par as vossas portas a Cristo!» E hoje digo-vos: Abri generosamente as vossas mãos para dar com magnanimidade tudo o que puderdes aos vossos irmãos em necessidade! Não tenhais medo! Procurai ser, todos e cada um de vós, artífices novos e infatigáveis da Caridade de Cristo!

 

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

 

 

Oração pelos Sacerdotes

                                             

                                           



Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus.

(AMA, 2009)


Com autorização eclesiástica

Pequena agenda do cristão

  


Quinta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


17/03/2021

São Josemaria – Textos

 


Deus está aqui

Humildade de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário...Porém, mais humilhação e mais aniquilamento na Hóstia Santíssima: mais que no estábulo, e que em Nazaré e que na Cruz. Por isso, que obrigação tenho de amar a Missa! (A «nossa» Missa, Jesus...). (Caminho, 533)

Por vezes, talvez nos perguntemos como será possível corresponder a tanto amor de Deus e até desejaríamos, para o conseguir, que nos pusessem com toda a clareza diante dos nossos olhos um programa de vida cristã. A solução é fácil e está ao alcance de todos os fiéis: participar amorosamente na Santa Missa, aprender a conviver e a ganhar intimidade com Deus na Missa, porque neste Sacrifício se encerra tudo aquilo que o Senhor quer de nós.

Permiti que aqui vos recorde o desenrolar das cerimónias litúrgicas, que já observámos em tantas e tantas ocasiões. Seguindo-as passo a passo é muito possível que o Senhor nos faça descobrir em que pontos devemos melhorar, que defeitos precisamos de extirpar e como há-de ser o nosso convívio, íntimo e fraterno, com todos os homens. O sacerdote dirige-se para o altar de Deus, do Deus que alegra a nossa juventude. A Santa Missa inicia-se com um cântico de alegria, porque Deus está presente. É esta alegria que, juntamente com o reconhecimento e o amor, se manifesta no beijo que se dá na mesa do altar, símbolo de Cristo e memória dos santos, um espaço pequeno e santificado, porque nesta ara se confecciona o Sacramento de eficácia infinita. (Cristo que passa, 88)

Leitura espiritual Mar 17



Novo Testamento

 

Evangelho


Lc IX, 23-43

 

Abnegação

23 Depois, dirigindo-se a todos, disse: «Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me. 24 Pois, quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa há-de salvá-la. 25 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, perdendo-se ou condenando-se a si mesmo? 26 Porque, se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos. 27 E Eu vos asseguro: Alguns dos que estão aqui presentes não experimentarão a morte, enquanto não virem o Reino de Deus.»

 

Transfiguração

28 Uns oito dias depois destas palavras, levando consigo Pedro, João e Tiago, Jesus subiu ao monte para orar. 29 Enquanto orava, o aspecto do seu rosto modificou-se, e as suas vestes tornaram-se de uma brancura fulgurante. 30 E dois homens conversavam com Ele: Moisés e Elias, 31 os quais, aparecendo rodeados de glória, falavam da sua morte, que ia acontecer em Jerusalém. 32 Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. 33 Quando eles iam separar-se de Jesus, Pedro disse-lhe: «Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» Não sabia o que estava a dizer. 34 Enquanto dizia isto, surgiu uma nuvem que os cobriu e, quando entraram na nuvem, ficaram atemorizados. 35 E da nuvem veio uma voz que disse: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o.» 36 Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou só. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, nada contaram a ninguém do que tinham visto.

 

Cura do menino possesso

37 No dia seguinte, ao descerem do monte, veio ao encontro de Jesus uma grande multidão. 38 E, de entre a multidão, um homem gritou: «Mestre, peço-te que olhes para o meu filho, porque é o meu filho único. 39 Um espírito apodera-se dele e, subitamente, começa a gritar e a sacudi-lo com violência, fazendo-o espumar. Só a custo se retira dele, deixando-o num estado miserável. 40 Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não puderam.» 41 Jesus respondeu: «Ó geração incrédula e pervertida! Até quando estarei convosco e terei de vos suportar? Traz cá o teu filho.» 42 E, quando ele se aproximava, o demónio atirou-o ao chão e sacudiu-o violentamente. Jesus, porém, ameaçou o espírito maligno, curou o menino e entregou-o ao pai. 43 E todos estavam maravilhados com a grandeza de Deus.

 

Texto

 


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1982

 

Queridos irmãos e irmãs:

 

«Quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29).

 

Vós recordais, certamente: foi com a parábola do Bom Samaritano que Jesus respondeu a esta pergunta de um doutor da Lei, que acabava de referir o que tinha lido na mesma Lei: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com toda a tua mente, e ao teu próximo, como a ti mesmo».

 

O Bom Samaritano é, antes de mais nada, Cristo: foi ele que, primeiro, se aproximou de nós, fez de nós o Seu próximo, para nos ajudar, nos curar e nos salvar: «despojou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo, tornando-Se semelhante aos homens e, reconhecido como homem por todo o Seu exterior, humilhou-Se, fazendo-Se obediente até à morte, e à morte de cruz» (Flp 2, 7-8).

 

Se alguma distância existe ainda entre Deus e nós, esta não pode provir senão de nós, dos obstáculos que nós mesmos pomos à aproximação: o pecado que está no nosso coração, as injustiças que cometemos, o ódio e as desuniões que mantemos, enfim, tudo aquilo que faz com que nós não amemos ainda a Deus com toda a nossa alma e com todas as nossas forças. O tempo da Quaresma é o tempo favorável para a purificação e para a Penitência, a fim de nos abrirmos, para o Salvador fazer de nós o Seu próximo e nos salvar pelo Seu Amor.

 

O segundo mandamento e semelhante ao primeiro (cf. Mt 22, 39) e é inseparável dele. Nós amamos os outros com o mesmo Amor que Deus derrama nos nossos corações e com o qual Ele próprio os ama. E, também aqui, quantos e quantos obstáculos para fazermos de outrem o nosso próximo: nós não amamos bastante a Deus e aos nossos irmãos. Porque havemos de ter ainda tantas dificuldades em sair do estádio – importante sim, mas insuficiente – da reflexão, das declarações e dos protestos, para nos tornarmos verdadeiramente imigrados com os imigrados, refugiados com os refugiados e pobres com aqueles que estão desprovidos de tudo?

 

O tempo litúrgico da Quaresma é-nos proporcionado, em Igreja e pela Igreja, para nos purificarmos dos resíduos de egoísmo, de apego excessivo a certos bens, materiais ou de outra espécie, que nos retêm à distância daqueles que têm direitos que nos dizem respeito: principalmente aqueles que, fisicamente próximos ou afastados de nós, não dispõem da possibilidade de viver com dignidade a sua vida de homens e de mulheres, criados por Deus à Sua imagem e semelhança.

 

Deixai-vos, pois, impregnar do espírito de penitência e de conversão, que é aliás o espírito de amor e de partilha; à imitação de Cristo, tornai-vos próximos dos despojados e dos feridos, daqueles que o mundo ignora ou rejeita. Tomai parte em tudo aquilo que, na vossa Igreja local, se faz com o intuito de os cristãos e todos os demais homens de boa vontade proporcionarem a cada um dos seus irmãos os meios, incluindo os meios materiais, para eles poderem viver dignamente e assumir, eles próprios, a tarefa da sua promoção humana e espiritual, bem como a da sua família.

 

Que as colectas da Quaresma, mesmo nos países pobres, vos possam permitir, mediante a partilha de bens, ajudar as Igrejas locais de outros países ainda mais desfavorecidos a desempenhar a sua missão de Bons Samaritanos, junto daqueles por quem elas são directamente responsáveis: os pobres das suas comunidades, aqueles que não têm com que alimentar-se, os que são vítimas de denegação da justiça e os que ainda não podem ser responsáveis pelo próprio desenvolvimento e pelo dos demais membros das suas comunidades humanas.

 

Penitência e conversão: é este o caminho, não triste, de maneira nenhuma, mas sim libertador, a percorrer no nosso tempo da Quaresma.

 

E se vos fizerdes novamente a pergunta - «quem é o meu próximo?» - vós podereis ler a resposta no rosto do Ressuscitado e ouvi-la dos seus próprios lábios: «Em verdade vos digo que tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mt 25,40).

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

 

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

 

 


Reflexão na Quaresma

 


Santificação

Já que a tarefa de nos santificar (que é própria do Amor divino) se atribui ao Espírito Santo por apropriação, é Ele quem nós designamos por alma da Igreja, desta Igreja cuja cabeça é Cristo.

 

(Leo J. Trese, A Fé Explicada, Edições Quadrante, (SÃO Paulo, 4ª Ed., nr. 114)

Pequena agenda do cristão

  

Quarta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


16/03/2021

São Josemaria – Textos

 


Servidores de todos os homens

Quando se vive deveras a caridade, não sobra tempo para procurar-se a si próprio; não há espaço para a soberba; só nos ocorrerão ocasiões de servir! (Forja, 683)

Pensai nas características dum jumento, agora que vão ficando tão poucos. Não falo dum burro velho e teimoso, rancoroso, que se vinga com um coice traiçoeiro, mas dum burriquito jovem, com as orelhas tesas como antenas, austero na comida, duro no trabalho, com o trote decidido e alegre. Há centenas de animais mais formosos, mais hábeis e mais cruéis. Mas Cristo preferiu este para se apresentar como rei diante do povo que O aclamava, porque Jesus não sabe que fazer da astúcia calculadora, da crueldade dos corações frios, da formosura vistosa mas vã. Nosso Senhor ama a alegria dum coração moço, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à sua palavra de carinho. E é assim que reina na alma. Se deixarmos que Cristo reine na nossa alma, não nos tornaremos dominadores; seremos servidores de todos os homens. Serviço. Como gosto desta palavra! Servir o meu Rei e, por Ele, todos os que foram redimidos com o seu sangue. (Cristo que passa, 181–182)

Leitura Espiritual Mar 16

 


Novo Testamento

 

Evangelho


Lc IX, 1-22


 

Missão dos Apóstolos

1 Tendo convocado os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem doenças. 2 Depois, enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os doentes, 3 e disse-lhes: «Nada leveis para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. 4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá até ao vosso regresso. 5 Quanto aos que vos não receberem, saí dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés, para servir de testemunho contra eles.» 6 Eles puseram-se a caminho e foram de aldeia em aldeia, anunciando a Boa-Nova e realizando curas por toda a parte.

 

Jesus e Herodes

7 O tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que se passava; e andava perplexo, pois alguns diziam que João ressuscitara dos mortos; outros, 8 que Elias aparecera, e outros, que um dos antigos profetas ressuscitara. 9 Herodes disse: «A João mandei-o eu decapitar, mas quem é este de quem oiço dizer semelhantes coisas?» E procurava vê-lo.

 

Regresso dos Apóstolos

10 Ao regressarem, os Apóstolos contaram-lhes tudo o que tinham feito. Tomando-os consigo, Jesus retirou-se para um lugar afastado na direcção de uma cidade chamada Betsaida. 11Mas as multidões, que tal souberam, seguiram-no. Jesus acolheu-as e pôs-se a falar-lhes do Reino de Deus, curando os que necessitavam.

 

Primeira multiplicação dos pães

12 Ora, o dia começava a declinar. Os Doze aproximaram-se e disseram-lhe: «Despede a multidão, para que, indo pelas aldeias e campos em redor, encontre alimento e onde pernoitar, pois aqui estamos num lugar deserto.» 13 Disse-lhes Ele: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Retorquiram: «Só temos cinco pães e dois peixes; a não ser que vamos nós mesmos comprar comida para todo este povo!» 14 Eram cerca de cinco mil homens. Jesus disse aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta.» 15 Assim procederam e mandaram-nos sentar a todos. 16 Tomando, então, os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os aos discípulos, para que os distribuíssem à multidão. 17 Todos comeram e ficaram saciados; e, do que lhes tinha sobrado, ainda recolheram doze cestos cheios.

 

Confissão de Pedro e profecia da Paixão

18 Um dia, quando orava em particular, estando com Ele apenas os discípulos, perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?» 19 Responderam-lhe: «João Baptista; outros, Elias; outros, um dos antigos profetas ressuscitado.» 20 Disse-lhes Ele: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Pedro tomou a palavra e respondeu: «O Messias de Deus.» 21 Ele proibiu-lhes formalmente de o dizerem fosse a quem fosse; 22 acrescentou: «O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.»

 

Texto

 


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1981

 

 

Amados irmãos e irmãs:

 

A Quaresma é um tempo de verdade.

 

O cristão, de facto, chamado pela Igreja à oração, à penitência e ao jejum, ao despojamento de si mesmo, interior e exterior, ao pôr-se diante de Deus, reconhece-se e redescobre-se a si próprio.

 

«Lembra-te, homem, de que és pó e ao pó hás-de voltar». (Quarta-Feira de Cinzas: cerimónia da imposição das cinzas). Lembra-te, homem, de que foste chamado para alguma coisa diferente destes bens terrenos e materiais, que comportam o risco de te afastar daquilo que é essencial. Lembra-te, homem, da tua vocação primária: tu provéns de Deus; e tu voltas para Deus caminhando no sentido da Ressurreição, que é a via traçada por Cristo. «Quem não carrega a sua cruz e me segue não pode ser meu discípulo» (Lc 14, 27).

 

Tempo de verdade profunda, que converte, restitui esperança e, levando a repôr tudo no seu lugar, traz serenidade e faz nascer o optimismo.

 

Tempo que nos leva a reflectir sobre as nossas relações com o «nosso Pai», e restabelece a ordem que deve reinar entre irmãos e irmãs; tempo que nos torna co-responsáveis uns em relação aos outros; ele nos desapega dos nossos egoísmos, das nossas pusilanimidades, das nossas mesquinhez as e do nosso orgulho; tempo, enfim, que nos esclarece e nos leva a compreender melhor que devemos, à imitação de Cristo, empenhar-nos em servir.

 

«Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros» (Jo 13, 34). «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29).

 

Tempo de verdade que, como o bom Samaritano, nos faz parar no caminho, reconhecer o nosso irmão e pôr o nosso tempo e os nossos bens ao seu serviço, numa partilha quotidiana. O bom Samaritano é a Igreja! O bom Samaritano é cada um de nós! Por vocação! Por dever! e o bom Samaritano vive a caridade.

 

São Paulo diz: «Somos embaixadores ao serviço de Cristo» (2 Cor 5,20). Está nisto a nossa responsabilidade! Nós somos enviados ao encontro dos outros, ao encontro dos nossos irmãos. Correspondamos generosamente a esta confiança que Cristo depositou em nós.

 

Sim, a Quaresma é um tempo de verdade! Examinemo-nos com sinceridade, franqueza e simplicidade! Os nossos irmãos estão ao nosso lado, na pessoa dos pobres, dos doentes, dos «marginalizados» e dos velhinhos. A que ponto estamos com o nosso amor? E com a nossa verdade?

 

Por ocasião da Quaresma, por toda a parte – nas vossas dioceses, nas vossas paróquias, nas vossas comunidades – vai ser feito um apelo a esta Verdade que está em vós e à Caridade que há-de ser a sua comprovação.

 

Procurai, pois, abrir o vosso entendimento para reparar bem à vossa volta, abrir o vosso coração para compreender e vos compadecer, abrir as vossas mãos para socorrer. As necessidades são enormes, vós bem o sabeis; exorto-vos, portanto, a participar com generosidade nesta partilha fraterna; e dou-vos a certeza das minhas orações por vós, com a minha Bênção Apostólica.

 

 IOANNES PAULUS PP. II

 

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

 

 

Reflexão na Quaresma

 


É somente na oração, na intimidade do diálogo imediato e pessoal com Deus, que abre os corações e as inteligências (cf. Act 16. o4), onde o homem de fé pode aprofundar na compreensão da vontade divina no que respeita à sua vida.

 

(São Teófilo de Antioquia, Livro I, 2,7)

Pequena agenda do cristão

   Pequena agenda do cristão - Terça-Feira

 

TeRÇa-Feira

Pequena agenda do cristão 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

Salmo II

Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient. 
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.

Exame Pessoal

Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.

Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.

Noverim me

Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.
   
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível.
Faz-me santo, meu Deus, ainda que seja à força.

Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta. (Santa Teresa de Jesus)