26/06/2020

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


Evangelho: Mt 7, 15-20

15 «Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. 16 Pelos seus frutos, os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17 Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. 18 A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má, dar bons frutos. 19 Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. 20 Pelos frutos, pois, os conhecereis.»

Comentário:

Uma vez mais o Senhor enfatiza a importância do exemplo que é sobretudo fruto da unidade e coerência de vida.

Mais importante que parecer é ser e fazer o que desejamos sirva de exemplo aos outros.

Sem vida interior sólida e bem estruturada não é possível convencer ninguém - nem a nós próprios - que é fundamental uma vida coerente e bem assente na honestidade de procedimentos.

Jesus Cristo espera de nós uma “colaboração” activa na difusão do Reino de Deus.

Essa “colaboração” não é outra coisa que apostolado e este, não é mais que a distribuição que fazemos aos outros dos frutos das nossas boas obras.



(AMA, comentário sobre Mt 7, 15-20, 27.06.2018)

Pulicações

Publicações de hoje: 

        Clicar: 👇

 

http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/






El reto del amor

LEITURA ESPIRITUAL


São João

Cap. IV




1 Quando Jesus soube que chegara aos ouvidos dos fariseus que Ele conseguia mais discípulos e baptizava mais do que João – 2 embora não fosse o próprio Jesus a baptizar, mas sim os seus discípulos - deixou a Judeia e voltou para a Galileia. 4 Tinha de atravessar a Samaria. 5 Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho José. Ficava ali o poço de Jacob. 6 Então Jesus, cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia. 7 Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. 8 Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. 9 Disse-lhe então a samaritana: ‘Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?’ É que os judeus não se dão bem com os samaritanos. 10 Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz dá-me de beber, tu é que lhe pedirias, e ele havia de dar-te água viva! 11 Disse-lhe a mulher: ‘Senhor, não tens sequer um balde e o poço é fundo... 12 Onde consegues, então, a água viva? Porventura és mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este poço donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?’ 13 Replicou-lhe Jesus: Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede; 14 mas, quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna. 15 Disse-lhe a mulher: ‘Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.’ 16 Respondeu-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e volta cá. 1 7A mulher retorquiu-lhe: ‘Eu não tenho marido.’ Declarou-lhe Jesus: Disseste bem: ‘não tenho marido’, 18 pois tiveste cinco e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste verdade. 19 Disse-lhe a mulher: ‘Senhor, vejo que és um profeta! 20 Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém.’ 21 Jesus declarou-lhe: Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. 24 Deus é espírito; por isso, os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade. 25 Disse-lhe a mulher: ‘Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há-de fazer-nos saber todas as coisas.’ 26 Jesus respondeu-lhe: Sou Eu, que estou a falar contigo. 27 Nisto chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele estar a falar com uma mulher. Mas nenhum perguntou: ‘Que procuras?’, ou: ‘De que estás a falar com ela?’ 28 Então a mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àquela gente: 29 ‘Eia! Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz! Não será Ele o Messias?’ 30 Eles saíram da cidade e foram ter com Jesus. 31 Entretanto, os discípulos insistiam com Ele, dizendo: Rabi, come. 32 Mas Ele disse-lhes: Eu tenho um alimento para comer, que vós não conheceis. 33 Então os discípulos começaram a dizer entre si: Será que alguém lhe trouxe de comer? 34 Declarou-lhes Jesus: O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra. 35 Não dizeis vós:‘Mais quatro meses e vem a ceifa’? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão doirados para a ceifa. 36 Já o ceifeiro recebe o seu salário e recolhe o fruto em ordem à vida eterna, de modo que se alegram ao mesmo tempo aquele que semeia e o que ceifa. 37 Nisto, porém, é verdadeiro o ditado: ‘um é o que semeia e outro o que ceifa’. 38 Porque Eu enviei-vos a ceifar o que não trabalhastes; outros se cansaram a trabalhar, e vós ficastes com o proveito da sua fadiga. 39 Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram nele devido às palavras da mulher, que testemunhava: ‘Ele disse-me tudo o que eu fiz.’ 40 Por isso, quando os samaritanos foram ter com Jesus, começaram a pedir-lhe que ficasse com eles. 41 E ficou lá dois dias. Então muitos mais acreditaram nele por causa da sua pregação, e diziam à mulher: 42 ‘Já não é pelas tuas palavras que acreditamos; nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo.’ 43 Passados aqueles dois dias, Jesus partiu dali para a Galileia. 44 Ele mesmo tinha declarado que um profeta não é estimado na sua própria terra. 45 No entanto, quando chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, por terem visto o que fizera em Jerusalém durante a festa; pois eles também tinham ido à festa. 46 Veio, pois, novamente a Caná da Galileia, onde tinha convertido a água em vinho. Ora havia em Cafarnaúm um funcionário real que tinha o filho doente. 47 Quando ouviu dizer que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-lhe que descesse até lá para lhe curar o filho, que estava a morrer. 48 Então Jesus disse-lhe: Se não virdes sinais extraordinários e prodígios, não acreditais. 49 Respondeu-lhe o funcionário real: ‘Senhor, desce até lá, antes que o meu filho morra.’ 50 Disse-lhe Jesus: Vai, que o teu filho está salvo. O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe disse e pôs-se a caminho. 51 Enquanto ia descendo, os criados vieram ao seu encontro, dizendo: ‘O teu filho está salvo.’ 52 Perguntou-lhes, então, a que horas ele se tinha sentido melhor. Responderam: ‘A febre deixou-o há pouco, depois do meio-dia.’ 53 O pai viu, então, que tinha sido exactamente àquela hora que Jesus lhe dissera: O teu filho está salvo. E acreditou ele e todos os da sua casa. 54 Jesus realizou este segundo sinal miraculoso ao ir da Judeia para a Galileia.

Comentários:

          É notável a confiança dos discípulos no Mestre. Estranham a insólita cena com que se deparam – Jesus falando com uma mulher Samaritana – mas não fazem perguntas. O resultado, imediato, desta confiança é assistirem a algo ainda mais insólito: os samaritanos vêm ter com Jesus e pedem-Lhe para ficar com eles e, durante dois dias, é-lhes dado ver como Jesus, que não faz acepção de pessoas, os ensina e doutrina de tal forma que o Evangelho confirma que: «Muitos mais acreditaram n'Ele em virtude da Sua pala­vra.» Todas as almas interessam no apostolado e todas as ocasiões são boas para o fazer, mesmo quando, aparentemente, talvez não seja adequado, a ocasião propícia ou a pessoa a mais indicada. «O meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que Me enviou e realizar a sua obra», estas palavras de Jesus gostaríamos nós, cristãos de poder repetir continuamente. O que me alimenta, me mantém vivo é fazer, em tudo a Vontade de Deus. Se o conseguir não precisarei de nada mais. Tudo ficará preenchido e alcançarei o que mais desejo e ambiciono: A minha salvação eterna!

         Aqui se vê o resultado do exemplo! Sobretudo quando "vem de cima", isto é, de alguém que ocupa posição de destaque e merece respeito, o exemplo que se recebe dessa pessoa tem consequências insuspeitadas. Talvez que a família do funcionário real não sentisse verdadeiramente a fé em Jesus Cristo, mas foi movida a acreditar pelo exemplo recebido. Quase sempre é muito mais eficaz o que fazermos que o que possamos dizer. Quem é este homem de elevada posição social, com criados às suas ordens, que não hesita em recorrer a Jesus numa hora de aflição? Uma pessoa sem fé, como se vê no final do trecho, mas com bom espírito e critério. Sabe reconhecer a Verdade quando a encontra e, por isso, não se detém no regresso a casa quando o Senhor lhe confirma que o filho vive. A Fé é dada por Deus como um dom gratuito e sem qualquer merecimento da pessoa e Ele não quer outra coisa que oferecer esse dom a quem de facto demonstra ter as condições necessárias. Ele acreditou e por causa dele, toda a sua família. Mais uma vez o Evangelho demonstra que Jesus não faz qualquer acepção de pessoas. Um funcionário real deveria ser, em princípio, alguém que não acreditaria em Jesus, mas, o seu amor de Pai sobrepôs-se às eventuais dúvidas e foi ao Seu encontro fazer o pedido. De facto, o amor, move as pessoas e, se o amor é verdadeiro, sadio como o deste Pai pelo seu filho, então mais se acentua a apelo do coração e se deixam os preconceitos e respeitos humanos. Mais que a fé, que este homem não teria, foi este amor que moveu o Coração Misericordioso de Jesus. De um mal aparente o Senhor tira sempre um bem que excede em muito todas as expectativas, como se vê: «Acreditou ele, assim como toda a sua família». Ficamos sinceramente admirados com a atitude deste pai que procura em Cristo auxílio para o que o aflige. Não pergunta nada, não pede um esclarecimento. Pura e simplesmente aceita a palavra de Cristo e volta para casa. Claro que ao procurar Cristo tem consigo fé e esperança que o que vai pedir será atendido. É por isso mesmo que o Senhor concede o que Lhe é pedido. Um pedido simples, concreto absolutamente razoável. Diria que aquele Pai pede de uma forma que torna irrecusável o que pede. Vai "direito" ao Coração Misericordioso de Jesus. 

Não há trabalhos de pouca categoria


No serviço de Deus, não há trabalhos de pouca categoria: todos são de muita importância. – A categoria do trabalho depende do nível espiritual de quem o realiza. (Forja, 618)


Compreendem porque é que uma alma deixa de saborear a paz e a serenidade quando se afasta do seu fim, quando se esquece de que Deus a criou para a santidade? Esforcem-se por nunca perder este ponto de mira sobrenatural, nem sequer nos momentos de diversão ou de descanso, tão necessários como o trabalho na vida de cada um.

Bem podem chegar ao cume da vossa actividade profissional, alcançar os triunfos mais retumbantes, como fruto da livre iniciativa com que exercem as actividades temporais; mas se abandonarem o sentido sobrenatural que tem de presidir todo o nosso trabalho humano, enganaram-se lamentavelmente no caminho.

 (…) Mas voltemos ao nosso tema. Dizia-lhes que bem podem alcançar os êxitos mais espectaculares no terreno profissional, na actuação pública, nos afazeres profissionais, mas se se descuidarem interiormente e se afastarem de Nosso Senhor, o fim será um fracasso rotundo. Perante Deus, que é o que conta em última análise, quem luta por comportar-se como um cristão autêntico, é que consegue a vitória: não existe uma solução intermédia. Por isso vocês conhecem tantas pessoas que deviam sentir-se muito felizes, ao julgar a sua situação de um ponto de vista humano e, no entanto, arrastam uma existência inquieta, azeda; parece que vendem alegria a granel, mas aprofunda-se um pouco nas suas almas e fica a descoberto um sabor acre, mais amargo que o fel. Isto não há-de acontecer a nenhum de nós, se deveras tratarmos de cumprir constantemente a Vontade de Deus, de dar-lhe glória, de louvá-lo e de espalhar o seu reinado entre todas as criaturas. (Amigos de Deus, nn. 10-12)


Virtudes 10


Humildade 2

Humildade para com os outros
A humildade leva-nos a aceitar a realidade que nos é dada, e em particular as pessoas que nos são mais próximas pelas relações familiares, pelos vínculos da fé, pela própria vida. Logo, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos irmãos na fé (Gal 6,10). O Apóstolo ensina-nos a não nos cansarmos de exercitar uma caridade ordenada. Aos que receberam o dom do baptismo, como nós, como não havemos de vê-los como irmãos, filhos do mesmo Pai de bondade e misericórdia? A humildade leva-nos pela mão a tratar o próximo da melhor forma: compreender todos, conviver com todos, desculpar todos; não criar divisões nem barreiras; comportarmo-nos - sempre! - como instrumentos de unidade ((São Josemaria, Amigos de Deus, 233).
Quem é humilde, desenvolve uma sensibilidade para os dons de Deus, tanto na sua própria vida como na dos outros. Compreende que cada pessoa é um dom de Deus, e assim acolhe todas as pessoas sem comparações nem rivalidades. Cada pessoa é única aos olhos de Deus e contribui com coisas que os outros não podem dar. A humildade leva-o a alegrar-se com a alegria dos outros, pelo facto de eles existirem e fazerem parte da humanidade.
        Quem é humilde aprende a ser mais um: um entre outros. Neste sentido, a família tem um papel primordial: a criança aprende a relacionar-se, a falar e a escutar; não é sempre o centro da atenção entre os próprios irmãos e irmãs; aprende a agradecer, porque pouco a pouco repara no que as coisas custam. Assim, com o passar do tempo, na altura de um sucesso pessoal, verifica que muitas coisas foram possíveis pela dedicação dos seus familiares e amigos, das pessoas que o cuidam, alimentando-o e dando-lhe o calor do lar. Quem sou eu, para que me digam: “perdoa-me”? A humildade de quem pede perdão, sendo talvez pessoa revestida de autoridade, é amável e contagiosa. É-o entre esposos, entre pais e filhos, entre superiores e colaboradores.

Temas para reflectir e meditar


Memória

Hoje a Igreja celebra São Joaquim e Santa Ana, os pais da Santíssima Virgem, os Avós do Senhor.
Celebra uma família assente, como deve ser, numa estrutura de um casal e da sua descendência.

Neste dia também o meu querido Pai celebrava o seu aniversário natalício e, eu não posso deixar de considerar a imagem dos meus Pais que, unidos por um vínculo indestrutível, constituíram uma família cujos membros “directos” – filhos, netos, bisnetos e trinetos - ultrapassam a centena e meia. E dar graças, muitas graças a Deus pelo seu exemplo de vida, os valores que nos transmitiam, o exemplo da sua fé profunda, esclarecida e actuante, a inteireza de carácter, o porte irrepreensível.

Sei - tenho absoluta certeza - que o meu querido Pai continua no Céu a pedir ao Senhor que nos guie e nos mantenha no caminho certo para, um dia, quando o Senhor quiser, nos juntarmos a eles na contemplação da Sua Face.

(ama, Reflexões, 26.07.203)

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




25/06/2020

Publicações

Publicações de hoje: 

        Clicar: 👇

 

http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/






Temas para reflectir e meditar


Pode mudar-se de intercessor?

Porque não? Os intercessores a quem recorremos para a obtenção de uma Graça estão no Céu na beatífica presença de Deus. São Santos.

Se queremos alcançar uma Graça é perfeitamente aceitável que tentemos tudo quanto pudermos como, por exemplo, recorrer à intercessão de alguém por quem temos especial devoção e, talvez, aqueles a quem mais habitualmente se recorre para causas concretas como, por exemplo, São Nicolau de Bari para as questões económicas.

Outros serão como que – Intercessores universais – como será o caso de São José.

Mudar de intercessor?

Eles não se "ofendem" com tal. Antes se "empenharão" mais no nosso pedido.

(AMA, reflexões, 13.01.2020)

Chama cada um à santidade


A oração não é prerrogativa de frades; é incumbência de cristãos, de homens e mulheres do mundo, que se sabem filhos de Deus. (Sulco, 451)


Sentimo-nos tocados, com o coração a bater com mais força, quando ouvimos com toda a atenção este brado de São Paulo: esta é a vontade de Deus: a vossa santificação. Hoje, mais uma vez o repito a mim mesmo e também o recordo a cada um e à Humanidade inteira: esta é a vontade de Deus, que sejamos santos.

Para pacificar as almas com uma paz autêntica, para transformar a Terra, para procurar Deus Nosso Senhor no mundo e através das coisas do mundo, é indispensável a santidade pessoal. Nas minhas conversas com gente de tantos países e dos ambientes sociais mais diversos, perguntam-me com frequência: - Que diz aos casados? E aos que trabalhamos no campo? E às viúvas? E aos jovens?

Respondo sistematicamente que tenho uma só panela. E costumo fazer notar que Jesus Cristo Nosso Senhor pregou a Boa Nova para todos, sem qualquer distinção. Uma só panela e um único alimento: o meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que me enviou e dar cumprimento à sua obra. Chama cada um à santidade, pede amor a cada um: jovens e velhos, solteiros e casados, sãos e doentes, cultos e ignorantes, trabalhem onde quer que trabalhem, estejam onde quer que estejam. Há um único modo de crescer na familiaridade e na confiança com Deus: a intimidade da oração, falar com Ele, manifestar-Lhe - de coração a coração - o nosso afecto.

Invocar-me-eis e Eu vos ouvirei. E invocamo-lo conversando, dirigindo-nos a Ele. Por isso temos de pôr em prática a exortação do Apóstolo: sine intermissione orate; rezai sempre, aconteça o que acontecer. Não apenas de coração, mas com todo o coração. (Amigos de Deus, 294-295)



Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


Evangelho: Mt 7, 6. 12-14

6 «Não deis as coisas santas aos cães nem lanceis as vossas pérolas aos porcos, para não acontecer que as pisem aos pés e, acometendo-vos, vos despedacem.»
12 «Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.» 13 «Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele. 14 Como é estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e como são poucos os que o encontram!»

Comentário:

A prudência é uma virtude que devemos pedir com insistência sobretudo quando se trata de responder a questões que, de algum modo, tenham a ver com a nossa Santa Religião Cristã.

Já referimos algumas vezes que nem todas as perguntas merecem resposta porque feitas com espírito malévolo e intencionalmente crítico não devem ter resposta.

Ser prudentes no que dizemos e também no que escrevemos e, em caso de dúvida, pedir conselho.
Sim, algumas vezes o que escrevemos pode ou não ser adequado ou pela forma poderá ser deficientemente interpretado.

Nós, cristãos, não somos mestres em coisa nenhuma, «um só é o Nosso Mestre» como muito bem frisou Jesus Cristo. (cfr. Mt 2 3-8)


(AMA, comentário sobre Mt 7, 6 12-14, 26.06.2018)

El reto del amor

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





24/06/2020

Publicações

Publicações de hoje: 

        Clicar: 👇

 

http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/






Fortes e pacientes: serenos


Se, por teres o olhar fixo em Deus, souberes manter-te sereno no meio das preocupações; se aprenderes a esquecer as ninharias, os rancores e as invejas; pouparás muitas energias, que te fazem falta para trabalhar com eficácia, em serviço dos homens. (Sulco, 856)


Quem sabe ser forte não se deixa invadir pela pressa de conquistar logo o fruto da sua virtude; é paciente. A fortaleza leva-nos realmente a saborear a virtude humana e divina da paciência. Mediante a vossa paciência, possuireis as vossas almas (Lc XXI, 19). A posse da alma exprime-se na paciência, que, na verdade, é raiz e custódia de todas as virtudes. Nós possuímos a alma com a paciência, porque, aprendendo a dominar-nos a nós mesmos, começamos a possuir aquilo que somos . E é esta paciência que nos leva também a ser compreensivos com os outros, persuadidos de que as almas, como o bom vinho, melhoram com o tempo.

Fortes e pacientes: serenos. Mas não com a serenidade daquele que compra a tranquilidade pessoal à custa de se desinteressar dos seus irmãos ou da grande tarefa, que corresponde a todos, de difundir ilimitadamente o bem por todo o mundo. Serenos, porque há sempre perdão, porque tudo tem remédio, menos a morte, e, para os filhos de Deus, a morte é vida. Serenos, ainda que seja só para poder actuar com inteligência: quem conserva a calma está em condições de reflectir, de estudar os prós e os contras de cada problema, de examinar judiciosamente os resultados das acções previstas. E depois, sossegadamente, pode intervir com decisão. (Amigos de Deus, 78-79)


Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BAPTISTA

Evangelho: Lc 1, 57-66. 80

Naquele tempo, chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.

Comentário:

Quando se trata de São João Baptista somos invadidos por um misto de ternura e admiração.
Ternura pela sua figura simples e absolutamente desprendida de bens ou de afectos.
Sabemos que teve numerosos seguidores mas sempre lhes referiu que seria Outro Quem deveriam seguir.
Uma vida austera, frugal de afastamento voluntário da vida de sociedade.

Admiração porque embora sabendo muito bem a relevância da sua missão como Percursor se considerava como não estar à altura nem ter dignidade suficiente para tal
(não sou digno de desatar as correias das sandálias...). (cfr. Lc1, 57)
Por último, cumprido o seu papel na História da Salvação da Humidade entrega a sua vida em holocausto total.

(AMA, comentário sobre Lc 1, 57-66. 80, Carvide, 24.06.2018)

Temas para reflectir e meditar


Oração de petição

Podemos pedir o que julgamos conveniente ou necessário solicitando a "intervenção" de um ou mais intercessores.

A graça é sempre concedida por Deus que gosta de ser instado.

Portanto...

(AMA, reflexões, 2019)

Perfeição 5


Ânsia de Perfeição 5

Julgo que este tema, de certa forma, se esgota nas palavras que Cristo dirigiu ao “jovem rico”: Se queres ser perfeito…
Fico-me estático, como que aturdido porque logo me vem, claríssima, a constatação das minhas “fugas”.
Mas… o jovem do Evangelho «possuía muitos bens» e, eu…
Ah! Quais são os “bens” a que estou agarrado me tolhem a vontade?

Chego a uma conclusão: A necessidade – constante – de exame pessoal, profundo e detalhado.

(AMA, 2020)

El reto del amor