Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
20/06/2020
É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro
"É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro.
Não é uma frase, Padre; é uma realidade", dizes-me. Então... o mundo
inteiro, todos os valores humanos que te atraem com uma força enorme (amizade,
arte, ciência, filosofia, teologia, desporto, natureza, cultura, almas...),
tudo isso, deposita-o na esperança – na esperança de Cristo. (Sulco, 293)
Onde quer que nos encontremos, esta é a exortação do
Senhor: vigiai! Em face deste apelo de Deus, alimentemos nas nossas consciências
os desejos esperançosos de santidade, com obras. Dá-me, meu filho, o teu
coração, sugere-nos o senhor ao ouvido. Deixa-te de construir castelos com a
fantasia, decide-te a abrir a tua alma a Deus, pois exclusivamente no Senhor
acharás o fundamento real para a tua esperança e para fazer o bem aos outros.
Quando não lutamos connosco mesmos, quando não rechaçamos terminantemente os
inimigos que estão dentro da cidadela interior – o orgulho, a inveja, a
concupiscência da carne e dos olhos, a auto-suficiência, a tresloucada avidez
da libertinagem – quando não existe essa peleja interior, os mais nobres ideais
definham como a flor do feno; ao romper o sol ardente, a erva seca, a flor cai
e acaba a sua vistosa formosura. Depois, pela menor fenda brotarão o desalento
e a tristeza, como plantas daninhas e invasoras.
Jesus não se conforma com um assentimento
titubeante. Pretende, tem direito a que caminhemos com inteireza, sem
concessões às dificuldades. Exige passos firmes concretos; pois, de ordinário, os
propósitos gerais servem para pouco. Os propósitos pouco delineados parecem-me
entusiasmos falazes que intentam calar as chamadas divinas percebidas pelo
coração; fogos-fátuos, que não queimam nem dão calor e que desaparecem com a
mesma fugacidade com que surgiram.
Por isso, convencer-me-ei de que as tuas intenções
de alcançar a meta são sinceras, se te vir caminhar com determinação. Faz o
bem, revendo as tuas atitudes habituais quanto à ocupação de cada instante;
pratica a justiça, precisamente nos ambientes que frequentas, ainda que a
fadiga te vença; fomenta a felicidade dos que te rodeiam, servindo os outros
com alegria no lugar do teu trabalho, com esforço para o acabar com a maior
perfeição possível, com a tua compreensão, com o teu sorriso, com a tua atitude
cristã. E tudo por Deus, com o pensamento na sua glória, com o olhar no alto,
anelando a Pátria definitiva, pois só esse fim vale a pena. (Amigos de Deus, 211)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Orações sugeridas:
Temas para reflectir e meditar
Parece
evidente a resposta: O que interessa são as prioridades.
Primeiro:
o que devo fazer perguntando, para maior "segurança": Dommine
quid me vis facere (Senhor que queres que faça?"
Segundo:
o que me apetece analisando se é conveniente.
(AMA,
reflexões, Novembro 2019)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Orações sugeridas:
Doutrina – 538
CAPÍTULO
TERCEIRO
OS
SACRAMENTOS AO SERVIÇO DA COMUNHÃO E DA MISSÃO
321.
Quais são os sacramentos ao serviço da comunhão e da missão?
CIC: 1533–1535
Dois
sacramentos, a Ordem e o Matrimónio, conferem uma graça especial para uma
missão particular na Igreja em ordem à edificação do povo de Deus. Eles
contribuem em especial para a comunhão eclesial e para a salvação dos outros.
19/06/2020
Estou com Ele no tempo da adversidade
Ainda que tudo se vá abaixo e se acabe; ainda que os
acontecimentos se sucedam ao contrário do previsto, com tremenda adversidade;
nada se ganha perturbando-se. Além disso, recorda a oração confiante do
profeta: "O Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador; o Senhor
é o nosso Rei; Ele é quem nos há-de salvar". Reza-a devotamente, todos os
dias, para acomodar a tua conduta aos desígnios da Providência, que nos governa
para nosso bem. (Forja, 855)
E quando a tentação do desânimo, dos contrastes, da
luta, da tribulação, de uma nova noite da alma nos ataca –violenta –, o
salmista põe-nos nos lábios e na inteligência aquelas palavras: estou com Ele
no tempo da adversidade. Jesus, perante a Tua Cruz, que vale a minha; perante
as Tuas feridas, os meus arranhões? Perante o Teu Amor imenso, puro e infinito,
que vale o minúsculo fardo que Tu colocaste sobre os meus ombros? E os vossos
corações e o meu enchem-se de uma santa avidez, confessando-Lhe – com obras –
que morremos de Amor.
Nasce uma sede de Deus, uma ânsia de compreender as
Suas lágrimas; de ver o Seu sorriso, o Seu rosto... Julgo que o melhor modo de
o exprimir é voltar a repetir, com a Escritura: como o veado deseja a fonte das
águas, assim a minha alma te anela, ó meu Deus! E a alma avança, metida em
Deus, endeusada: o cristão tornou-se um viajante sedento, que abre a boca às
águas da fonte.
Com esta entrega, o zelo apostólico ateia-se,
aumenta dia-a-dia – pegando esta ânsia aos outros – porque o bem é difusivo.
Não é possível que a nossa pobre natureza, tão perto de Deus, não arda em
desejos de semear no mundo inteiro a alegria e a paz, de regar tudo com as
águas redentoras que brotam do lado aberto de Cristo, de começar e acabar todas
as tarefas por Amor.
Falava antes de dores, de sofrimentos, de lágrimas.
E não me contradigo se afirmo que, para um discípulo que procura amorosamente o
Mestre, é muito diferente o sabor das tristezas, das penas, das aflições:
desaparecem imediatamente, quando aceitamos deveras a Vontade de Deus, quando
cumprimos com gosto os Seus desígnios, como filhos fiéis, ainda que os nervos
pareçam rebentar e o suplício pareça insuportável. (Amigos de Deus, nn. 310–311)
Virtudes 9
Humildade 1
Somos filhos e
filhas de Deus.
Na sua segunda
encíclica, o Papa Francisco lembra-nos um dos profundos motivos da humildade.
Trata-se de uma verdade simples e grande que temos o perigo de esquecer muito
facilmente entre a agitação da vida quotidiana: Não somos Deus (Papa
Francisco, Encíclica Laudato si (24-V-2015), 67). A criação é, com
efeito, o ponto de partida firme do nosso ser: recebemos a nossa existência de
Deus. Quando aceitamos esta verdade fundamental, deixamo-nos transformar pela
graça divina. Conhecemos então a realidade, aperfeiçoamo-la e oferecemo-la a
Deus. O amor ao mundo que nos transmite São Josemaria leva-nos a querer
melhorar o que amamos, lá onde nos encontramos, e de acordo com as nossas
possibilidades. E no centro desta imensa tarefa encontra-se a humildade, que
nos ajuda a conhecer simultaneamente a nossa miséria e a nossa grandeza ((São Josemaria,
Amigos de Deus, 94): a miséria, que experimentamos com frequência, e a grandeza de ser, pelo
baptismo, filhas e filhos de Deus em Cristo.
QUEM É HUMILDE,
DESENVOLVE UMA SENSIBILIDADE PARA OS DONS DE DEUS, TANTO NA SUA PRÓPRIA VIDA
COMO NA DOS OUTROS. COMPREENDE QUE CADA PESSOA É UM DOM DE DEUS, E ASSIM ACOLHE
TODAS AS PESSOAS SEM COMPARAÇÕES NEM RIVALIDADES.
A humildade é a
virtude dos santos e das pessoas cheias de Deus (...): quanto mais sobem de
importância, tanto mais cresce nelas a consciência de nada serem e de nada
poderem fazer sem a graça de Deus (Papa Francisco, Discurso à Cúria Romana, 21-XII-2015). (cf. Jo 15, 8). Assim são as
crianças, e assim somos diante de Deus. Por isso é bom voltar ao essencial:
Deus ama-me. Quando uma pessoa se sabe amada por Deus – um Amor que descobre no
amor que os outros lhe mostram – pode amar a todos.
Temas para reflectir e meditar
Não
tem sido fácil para mim esta espécie de catarse a que me tenho dedicado.
O
tentador tem-me “atormentado” com insinuações e troças que – senão me tiram a
paz – pelo menos me incomodam: ´Quem pensas que és? Um santinho de pau
carunchoso? Vais resolver tudo como se nada tivesses que dar contas?’. Tento
não dialogar nem sequer responder, só me atenho a: “Por mim nada posso mas
n’Ele tudo posso”. Mas, ao mesmo tempo, uma estranha alegria – ou melhor
satisfação – me invade: está incomodado, o tentador está incomodado com as
minhas reflexões, a tarefa a que pus ombros. Melhor sinal não pode haver que
estou a proceder correctamente.
Isto
tudo é tão real que senão fosse a minha fé sólida e à “prova de bala” – que,
constantemente, peço ao Senhor me
mantenha -, daria para pensar pelo menos duas vezes se não seria melhor deixar
para mais tarde a minha decisão, o meu propósito. (Como, aliás, tantas vezes
fiz ao longo da minha vida!) Mas, finco bem os pés na minha estrutura moral e
cristã e recuso ceder. Não por mim, que não consigo nada nem posso nada, mas
por quem está comigo e não me larga da sua mão: O meu Anjo da Guarda a quem digo,
com absoluta certeza e convicção de ser ouvido: livra-me, ajuda-me, assiste-me,
guia-me.
(AMA,
reflexão, 10.07.2019)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Contenção; alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.
Lembrar-me:
Filiação divina.
Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
18/06/2020
Amamos apaixonadamente este mundo
O mundo espera-nos. Sim! Amamos apaixonadamente este
mundo, porque Deus assim no-lo ensinou: "sic Deus dilexit mundum...",
Deus amou assim o mundo; e porque é o lugar do nosso campo de batalha – uma
formosíssima guerra de caridade – para que todos alcancemos a paz que Cristo
veio instaurar. (Sulco, 290)
Tenho ensinado constantemente com palavras da
Sagrada Escritura: o mundo não é mau porque saiu das mãos de Deus, porque é uma
criatura Sua, porque Iavé olhou para ele e viu que era bom [Cfr. Gen. 1, 7 e ss.]. Nós, os homens, é que o tornamos mau e feio, com
os nossos pecados e as nossas infidelidades. Não duvideis, meus filhos:
qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e
mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus.
Pelo contrário, deveis compreender agora – com uma
nova clareza – que Deus vos chama a servi-Lo em e a partir das ocupações civis,
materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no
laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na
fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho.
Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de
divino, que toca a cada um de vós descobrir.
Eu costumava dizer àqueles universitários e àqueles
operários que vinham ter comigo por volta de 1930 que tinham que saber
materializar a vida espiritual. Queria afastá-los assim da tentação, tão
frequente então como agora, de viver uma vida dupla: a vida interior, a vida de
relação com Deus, por um lado; e por outro, diferente e separada, a vida
familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas. (Temas Actuais do Cristianismo, n. 114)
Temas para meditar e reflectir
A
resolução que tomei deu logo um primeiro fruto: Percebi
que teria de ir em busca dos meus defeitos começando, evidentemente pelo
“DEFEITO DOMINANTE”.
Foi
relativamente fácil de encontrar de tal forma se me revelou evidente: ORGULHO!
Agarrados
a este vêm: o desejo de proeminência e notoriedade, a insatisfação por não ver
reconhecidos os meus méritos, o escolher sempre o mais fácil, a desculpa sempre
pronta para as falhas e omissões, a justificação para o meu comportamento
egocêntrico, o meu critério “apertado” quando se trata de outros, o laxismo
quando devo ser activo e determinado, as iniciativas que não passam disso (não
se concretizam), os “sonhos” de grandeza e admiração…
“Atacar”
esta “casca”, o ORGULHO, será: O segundo
grande desafio!
(AMA,
reflexão, 2019)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Participar na Santa Missa.
Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me:
Comunhões espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
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