17/05/2020

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Orações de Maio




Como um raio
Cai sobre mim a realidade:
A Senhora veio uma vez mais
"Reclamar" os seus foros
De Rainha e Mãe.

Rainha de Portugal.
Mãe de todos os homens.

Eu, que não sou nada
Estou tão feliz!

Sei que ela quis
Que fosse assim:
Simples, amorosa e terna,
Reunir os seus filhos numa festa
Que, sei-o bem, é eterna
É nunca, absolutamente
Deixará de ser.

Tanta gente,
E o Papa com todos juntos
Numa prece, invocação e esperança
Que não fenece
Antes ganha vigor
E estremece
O seu amor
De Mãe amorosa e atenta.

Minha Nossa Senhora
Uma vez mais,
Te repito as palavras que mais valem:

Monstra te esse matrem!

LEITURA ESPIRITUAL

COMENTANDO OS EVANGELHOS

São Lucas

Cap. XVII



1 Disse, depois, aos discípulos: «É inevitável que haja escândalos; mas ai daquele que os causa! 2 Melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma pedra de moinho e o lançassem ao mar, do que escandalizar um só destes pequeninos. 3 Tende cuidado convosco! Se o teu irmão te ofender, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. 4 Se te ofender sete vezes ao dia e sete vezes te vier dizer: ‘Arrependo-me’, perdoa-lhe.» 5 Os Apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta a nossa fé.» 6 O Senhor respondeu: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a essa amoreira: ‘Arranca-te daí e planta-te no mar’, e ela havia de obedecer-vos.» 7 «Qual de vós, tendo um servo a lavrar ou a apascentar gado, lhe dirá, quando ele regressar do campo: ‘Vem cá depressa e senta-te à mesa’? 8 Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, enquanto eu como e bebo; depois, comerás e beberás tu’? 9 Deve estar grato ao servo por ter feito o que lhe mandou? 10 Assim, também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.’» 11 Quando caminhava para Jerusalém, Jesus passou através da Samaria e da Galileia. 12 Ao entrar numa aldeia, dez homens leprosos vieram ao seu encontro; mantendo-se à distância, 13 gritaram, dizendo: «Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós!» 14 Ao vê-los, disse-lhes: «Ide e mostrai-vos aos sacerdotes.» Ora, enquanto iam a caminho, ficaram purificados. 15 Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em voz alta; 16 caiu aos pés de Jesus com a face em terra e agradeceu-lhe. Era um samaritano. 17 Tomando a palavra, Jesus disse: «Não foram dez os que ficaram purificados? Onde estão os outros nove? 18 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?» 19 E disse-lhe: «Levanta-te e vai. A tua fé te salvou.» 20 Interrogado pelos fariseus sobre quando chegaria o Reino de Deus, Jesus respondeu-lhes: «O Reino de Deus não vem de maneira ostensiva. 21 Ninguém poderá afirmar: ‘Ei-lo aqui’ ou ‘Ei-lo ali’, pois o Reino de Deus está entre vós.» 22 Depois, disse aos discípulos: «Tempo virá em que desejareis ver um dos dias do Filho do Homem e não o vereis. 23 Vão dizer-vos: ‘Ei-lo ali’, ou então: ‘Ei-lo aqui.’ Não queirais ir lá nem os sigais. 24 Porque, como o relâmpago, ao faiscar, brilha de um extremo ao outro do céu, assim será o Filho do Homem no seu dia. 25 Mas, primeiramente, Ele tem de sofrer muito e ser rejeitado por esta geração. 26 Como sucedeu nos dias de Noé, assim sucederá também nos dias do Filho do Homem: 27 comiam, bebiam, os homens casavam-se e as mulheres eram dadas em casamento, até ao dia em que Noé entrou na Arca e veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. 28 O mesmo sucedeu nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam; 29 mas, no dia em que Lot saiu de Sodoma, Deus fez cair do céu uma chuva de fogo e enxofre, que os matou a todos. 30 Assim será no dia em que o Filho do Homem se revelar. 31 Nesse dia, quem estiver no terraço e tiver as suas coisas em casa não desça para as tirar; e, do mesmo modo, quem estiver no campo não volte atrás. 32 Lembrai-vos da mulher de Lot. 33 Quem procurar salvar a vida, há-de perdê-la; e quem a perder, há-de conservá-la. 34 Digo-vos que, nessa noite, estarão dois numa cama: um será tomado e o outro será deixado. 35 Duas mulheres estarão juntas a moer: uma será tomada e a outra será deixada. 36 Dois homens estarão no campo: um será tomado e o outro será deixado.» 37 Tomando a palavra, os discípulos disseram-lhe: «Senhor, onde sucederá isso?» Respondeu-lhes: «Onde estiver o corpo, lá se juntarão também os abutres.»

Comentários:

1-6 -
O Senhor responde aos Apóstolos com um exemplo sobre a Fé, no mínimo, extraordinário. Não é de admitir que alguém – mesmo por experiência pateta – mande uma árvore plantar-se no mar! Mas, pelas palavras do Senhor, até poderia, com uma condição prévia: Ter fé como um grão de mostarda! Ou seja, mesmo uma fé do tamanho de um grão de dimensões mínimas, tem um poder e um alcance extraordinários. Uma pergunta se impõe: Qual é o tamanho da nossa Fé?
Entendemos, por este trecho de S. Lucas, que a fé tem graus, dimensões. Pouca fé; muita fé; fé suficiente? Admite-se considerar as duas primeiras já a terceira não tem cabimento, nem vale a pena apreciá-la. Sabemos que a fé é um dom de Deus e, como tal, é Ele quem no-la concede conforme – estou convencido – a nossa vontade e desejo. Porque desejamos uma fé forte e sólida? Porque, evidentemente, sentimos que nos coloca ao abrigo de dúvidas e tentações e nos faz ver e entender os desígnios de Deus nas nossas vidas. Tem um preço? Um custo? Uma condição? Evidentemente: fazer, em tudo a vontade de Deus. Não será possível – nunca – ter esta fé se não estivermos dispostos a cumprir a vontade de Deus, porque, ao fazê-lo, declaramos sem margem para dúvidas que acreditamos que é o melhor e mais conveniente.
Que há-de querer um cego? Naturalmente… ver. E quando precisa realmente, quando o que pede é um bem inestimável, não há nada nem ninguém que o impeça de tudo fazer para o conseguir. E nós? Vemos? Distinguimos claramente o bem do mal? Temos o olhar limpo ou por vezes deixamos que a concupiscência nos turve a vista e nos impeça ver o perigo da tentação? Peçamos insistentemente ao Senhor um olhar limpo e puro para podermos ver as maravilhas que Ele opera em nós.

5-10 -
Pedir a Deus que aumente a nossa Fé implica, em primeiro lugar, ter – pelo menos – alguma. Diz o Senhor, nem que seja do tamanho de uma semente de mostarda a Fé pode mover montanhas. Penso que em vez de pedir aumento da Fé que possamos ter será melhor pedir que nos conserve a que temos.
Fazer a Vontade de Deus em tudo é nossa obrigação e conveniência. Obrigação porque foi Ele Quem nos criou e por isso Lhe devemos respeito e obediência. Conveniência porque, só assim alcançará a salvação eterna. Logo que agradecimento poderemos esperar?

7-10 -

Serviço é sempre trabalho donde que, servir e trabalhar, são praticamente a mesma coisa. Mas alguns acham que servir é de alguma forma submissão ou sujeição que coarcta a liberdade pessoal e fere a dignidade próprias. Não é assim, bem ao contrário, servir ajuda a crescer na dignidade e na própria estatura moral exactamente porque se cumpre o desígnio de Deus Criador que criou o homem para que trabalhasse e, trabalhando, dominar a natureza e alcançar a plenitude da vida.
Parecem um pouco “duras” as palavas do Senhor com que termina este texto de São Lucas: Servos inúteis! Porquê? Talvez achemos que, por cumprir o nosso dever devemos ser louvados e exaltados? Mas… e se não fizermos? Deveríamos sofrer, por isso, um castigo? Então, bem vistas as coisas, só somos úteis se cumprirmos o que nos compete fazer, caso contrário, não temos qualquer préstimo.
Quem faz o que deve fazer – seja qual for a razão – é por isso digno de louvor? Mas… o que se espera de alguém não exactamente que cumpra o que lhe compete? Visto de outra forma se não fazemos o que devemos fazer alguém terá de o fazer por nós e, se assim é, eximimo-nos a um dever o que reprovável. Mas o Senhor com entranhas de misericórdia “resolveu” premiar os qua fazem o que devem, isto é, a sua Vontade soberana, nas coisas importantes como nas de escasso relevo. Mais: nunca nos incumbirá de fazer o que for que esteja além das nossas capacidades. E, já agora, que poderemos nós fazer que vá além da Vontade de Deus?

11-19 -
De facto, os dez leprosos demonstraram uma mesma fé absoluta em Jesus Cristo: sob a Sua ordem, não hesitaram em fazer como lhes ordenara. Não fizeram perguntas, não duvidaram um instante sequer. Sim… é de louvar tal fé! Mas, como vemos no final do texto, embora os dez ficassem curados a um só foi garantida a salvação: ao que voltou para trás para mostrar o seu agradecimento. A Fé, sem dúvida, é importantíssima e consegue coisas extraordinárias, o mas dar graças a Deus alcança muito mais além da cura do corpo. Alcança a cura da alma e a salvação eterna!
Assistimos – pelos relatos dos evangelhos – aos milagres e Jesus e todos nos parecem diferentes e, de facto, são. Estes dez leprosos ficam à distância, não se atrevem a aproximar-se Jesus e, Ele, respeita o seu pudor. Noutros casos toca com a sua mão o leproso num gesto absolutamente inédito naquele tempo. Fica bem claro o Seu poder divino e a sua misericórdia infinita pelos mais desgraçados e banidos da sociedade. Contudo, e repetimos, a maior cura é a da alma e se para um leproso obter a limpeza das suas chagas corporais para o homem conseguir a garantia da salvação eterna é um bem incomparavelmente maior.

20-25 -
Esta revelação do Senhor é importantíssima, crucial: O Reino de Deus está entre nós! Não precisamos o procurar porque está visível e muito concreto. Teremos apenas de tudo tentar para fazer parte dele como súbditos fiéis e conscientes porque, na realidade, quer queiramos quer não, fazemos parte dele mercê do "estatuto que Cristo nos mereceu na Cruz. Fazer parte não basta é necessário ser consciente da responsabilidade pessoal que acarreta: O nosso REI E SENHOR, JESUS CRISTO, MERECE, TEM DIREITO A toda A HONRA E GLÓRIA DOS SEUS SÚBDITOS. 
 Ao longo dos tempos não tem faltado quem se intitule como sendo o Messias Salvador. Alguns… visionários com evidentes desvios de personalidade, outros com o fim declarado de arrastar outros numa aventura que eles próprios são os primeiros a beneficiar. E, o que é de espantar, é que há quem os siga e contribua sem titubear para “a sua causa”, que mais não é, que a própria cupidez. Vemos, pois, quanta gente digna de dó – como o Senhor terá sentido tantas vezes – que vão atrás de sonhos, quimeras, histórias bem urdidas destinadas a convencer os mais fracos. Nós, cristãos, temos o dever de rezar – e muito – por esses muitos que seguem esses “lobos vestidos de pele de cordeiro”, para que encontrem alguém que os leve por um rumo certo e fiável.
O nome de Deus, de Jesus Cristo, tem sido usado por gente que pretende apenas aproveitar-se das pessoas fracas e desnorteadas. Sim há loucos e visionários, exaltados e sonhadores, sem dúvida, mas, esses, mais tarde ou mais cedo ou desaparecem ou caem no descrédito dos seus seguidores. Mas, infelizmente, muitos outros não. São pessoas sagazes, com o dom da palavra e de forte personalidade que encontram, com aparente facilidade, quem esteja disposto a segui-los e a aceitar assuas teorias e visões do mundo. Como infelizmente também não faltam os que andam perdidos na vida, arrastando-se sem rumo nem critério, esmagados pelas dúvidas e toda a sorte de males, ansiosos por encontrar quem lhes aponte um caminho seguro, lhes dê uma esperança, lhes confirme uma salvação ou cura. E, são estes, quase sempre, as primeiras vítimas dos primeiros, deixando-se embalar em falsas promessas, acreditando em manhas e truques de toda a ordem, enfim, enchendo o coração com aquilo que lhes falta. Como são dignos de dó e como todos nós, cristãos, temos de rezar por eles para que vão a tempo de ver a verdadeira luz e, assim, reconhecerem a verdade.

26-37 -
Há efectivamente um paralelismo nas palavras de Jesus entre o que aconteceria - e de facto aconteceu - na conquista de Israel, a destruição de Jerusalém e o fim do mundo. Para os judeus a destruição do templo significava o final dos tempos. Não obstante a catástrofe e os longos anos de sofrimento a que os babilónicos o submeteu, o povo judeu acabou por reconquistar a liberdade, reconstruir, o templo, recomeçar a vida. Mas não tinha "aprendido" com isso de tal modo que Cristo não deixa de avisar repetidamente que, o futuro prepara-se no presente e depende do comportamento diário.
         Este capítulo 17 do Evangelho escrito por São Lucas dedica vários versículos aos avisos do Senhor sobre o “chamado” fim do mundo. Jesus Cristo não é o profeta da desgraça, nem o prenunciador de factos ou acontecimentos terríveis, mas, sabe, porque Ele sabe tudo, quanto irá acontecer. Não o revela exactamente para não desanimar os que – como Ele deseja e incentiva – procuram estar preparados para o que vier. Se atentarmos bem nas palavras que pronuncia, o que o Senhor deseja é que os homens – todos os homens – Seus irmãos estejam prevenidos e, sem saber nem como nem quando, estejam aptos a receber o Juiz Supremo quando Ele vier na Sua Glória julgar os vivos e os mortos.
Muitos se interrogam como serão “os últimos dias”. É natural e compreende-se. Há, no entanto, algo a considerar: essa interrogação prende-se, normalmente, com o receio, o temor a inquietação. E… porquê? As pessoas devem preocupar-se com o momento presente, aquele em que vivem e, esta preocupação – ou melhor, cuidado – tem a ver com o desejo sincero de fazer, em tudo a vontade de Deus.
Com esta certeza não haverá lugar nem a temores ou mesmo expectativas, porque, em paz, a alma sente-se segura e pronta para o que vier. O momento presente, insisto, não outro qualquer breve ou longínquo – que não o sabemos – mas este mesmo que Deus nos concede viver e que devemos viver como se fosse o último.






SANTO ROSÁRIO rezar com São João Paulo II


Rezar com São João Paulo II: 

SANTO ROSÁRIO Ladainha de Nossa Senhora

PAPA SÃO JOÃO PAULO II



Notas: 
1 - Em Latim
2 - Publicação diária durante Maio

Memórias de Fátima

As minhas memórias de Fátima - 17

O que me liga a Fátima - q

Ao Padre Amílcar sucedeu um Sacerdote chamado Joaquim Lourenço – de quem não me lembro – e que exerceu o cargo como Reitor Interino até 1959.

Depois, em 1959 e até 1970, foi nomeado Reitor, Monsenhor Dr. António Antunes Borges, acabado de chegar de Roma onde tinha sido Reitor do Colégio Português naquela cidade.
Era um grande amigo dos meus Pais, um “gentleman”, com um trato agradabilíssimo, sempre com a sua “Leica” a tiracolo com a qual tirava fotografias fantásticas muitas das quais fazem parte dos álbuns da minha família.

(AMA, Memórias de Fátima)

Temas para reflectir e meditar


Deveres e direitos

Talvez nos preocupemos muito com os nossos "direitos".

Será que temos a mesma preocupação com os nossos deveres?


(AMA, reflexão, 10.10.2019)

Pequena agenda do cristão

DOMINGO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

16/05/2020

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Orações de Maio






A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

LEITURA ESPIRITUAL

COMENTANDO OS EVANGELHOS

São Lucas

Cap. XVI



1 Disse ainda Jesus aos discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens. 2 Mandou-o chamar e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.’ 3 O administrador disse, então, para consigo: ‘Que farei, pois, o meu senhor, vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha. 4 Já sei o que hei-de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando for despedido da minha administração.’ 5 E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: 6 ‘Cem talhas de azeite.’ Retorquiu-lhe: ‘Toma o teu recibo, senta-te depressa e escreve cinquenta.’ 7 Perguntou, depois, ao outro: ‘E tu quanto deves?’ Este respondeu: ‘Cem medidas de trigo.’ Retorquiu-lhe também: ‘Toma o teu recibo e escreve oitenta.’ 8 O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes.» 9 «E Eu digo-vos: Arranjai amigos com o dinheiro desonesto, para que, quando este faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. 10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco também é infiel no muito. 11 Se, pois, não fostes fiéis no que toca ao dinheiro desonesto, quem vos há-de confiar o verdadeiro bem? 12 E, se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.» 14 Os fariseus, como eram avarentos, ouviam as suas palavras e troçavam dele. 15 Jesus disse-lhes: «Vós pretendeis passar por justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os vossos corações. Porque o que os homens têm por muito elevado é abominável aos olhos de Deus. 16 A Lei e os Profetas subsistiram até João; a partir de então, é anunciada a Boa-Nova do Reino de Deus, e cada qual esforça-se por entrar nele. 17 Ora, é mais fácil que o céu e a terra passem do que cair um só acento da Lei. 18Todo aquele que se divorcia da sua mulher e casa com outra comete adultério; e quem casa com uma mulher divorciada comete adultério.» 19 «Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e fazia todos os dias esplêndidos banquetes. 20 Um pobre, chamado Lázaro, jazia ao seu portão, coberto de chagas. 21 Bem desejava ele saciar-se com o que caía da mesa do rico; mas eram os cães que vinham lamber-lhe as chagas. 22 Ora, o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23 Na morada dos mortos, achando-se em tormentos, ergueu os olhos e viu, de longe, Abraão e também Lázaro no seu seio. 24 Então, ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem misericórdia de mim e envia Lázaro para molhar em água a ponta de um dedo e refrescar-me a língua, porque estou atormentado nestas chamas.’ 25 Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado. 26 Além disso, entre nós e vós há um grande abismo, de modo que, se alguém pretendesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo, nem tão-pouco vir daí para junto de nós.’ 27 O rico insistiu: ‘Peço-te, pai Abraão, que envies Lázaro à casa do meu pai, pois tenho cinco irmãos; 28 que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.’ 29 Disse-lhe Abraão: ‘Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam!’ 30 Replicou-lhe ele: ‘Não, pai Abraão; se algum dos mortos for ter com eles, hão-de arrepender-se.’ 31 Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos.’»

Comentários:

1-8 -
Jesus Cristo louva a desonestidade? De modo algum, enfatiza a prudência no preparar o futuro. Sim, prudência, porque o futuro depende muito do presente. Deixar para o fim a solução de problemas não é uma medida prudente porque nada garante que possamos dispor dessa oportunidade. O tempo certo é agora, hoje, imediatamente. Nunc Coepi, sem demora ou adiamento. Precisamos sempre de um exame sério e criterioso sobre a nossa conduta e reagir de acordo. Podemos construir o nosso futuro?
Por próprios não, mas com a ajuda de Deus, sim.

Os “filhos da luz”, como o Senhor lhes chama, podem considerar-se todos os cristãos e, na verdade, no trato com os outros acontece, bastantes vezes, esse receio, ou “respeito humano” que impede que se dediquem ao trabalho de apostolado que o Senhor pede a todos. Fazemos mal, porque, além de não cumprir o Mandato Divino, desprezamos oportunidades de ganhar almas que intercedam por nós que, sempre, precisamos.
Pode parecer que Jesus tece um louvor ao administrador infiel e à sua “esperteza” em acautelar o futuro, prejudicando, uma vez mais, o seu senhor. Evidentemente que não! O que se passa – sempre se passou – hoje em dia é quase recorrente, pessoas que se aproveitam do que não é seu para arranjar fortuna própria. O que é entregue em confiança a alguém – a uma instituição – tem de ser tratado não como propriedade própria, mas como algo que foi entregue para guardar ou fazer render segundo o acordado entre as partes. O que assistimos – infelizmente – é uma autêntica fraude absolutamente desonesta que merece o maior repúdio e condenação. Não somos – nem queremos ser – juízes ou críticos destas situações mas aflige-nos pensar na tremenda injustiça social que, um pouco por todo o lado e, às vezes em grande escala, se continua praticando. Mas, por outro lado, há muitos que nunca se manifestam quando beneficiam desses “esquemas fraudulentos” para apenas se queixarem quando as coisas correm mal e os prejuízos aparecem. Parece que, tudo, se resume a uma questão muito simples: HONESTIDADE!

Ser fiel não tem como que “uma tabela” de valores, nem está condicionado por qualquer circunstância. Mais, a fidelidade parte do coração pelo que, não se é fiel com receio que a nossa infidelidade possa vir a ser descoberta. Ser fiel, implica, antes de mais, honestidade intelectual, antes mesmo de qualquer outra forma de honestidade. A pessoa intelectualmente honesta não tem um comportamento desigual ou diferente, errático e ao sabor das ocasiões.  Não! Rege-se por normas interiores, convicções arreigadas, esclarecidas e firmes que nada nem ninguém farão mudar. Não pensa uma coisa e diz outra ou, se atreve a considerar, ou julgar, o comportamento dos outros.
Será que a fidelidade tal como a honestidade são situações controversas? Quer dizer: haverá mais que uma interpretação possível? Não! Decididamente… não! Tal como ser fiel não tem que ver com a importância do assunto – tenha o valor que tiver – assim a fidelidade não conhece graus nem limites. Ou se é honesto ou não! Ou se é fiel em tudo ou não! Não há nem medidas nem “graus”, consoante as circunstâncias, os valores ou as situações. Quem não entende isto não é nem honesto nem fiel. É alguém em quem não se pode confiar o que seja.

10-13 -
Já o dissemos várias vezes e repetimos: Não se é muito ou pouco fiel. Ou se é ou não! Fidelidade é uma virtude do carácter estável e do bom critério não sofre oscilações consoante as consideradas "conveniências".A fidelidade gera a confiança e, esta é fundamental para a convivência em sociedade. Confiamos em Deus exactamente porque Ele é fiel e cumpre sempre o que promete independentemente do nosso merecimento que sempre ficará muito aquém. Atrevo-me a afirmar que sem fidelidade as outras virtudes não são possíveis pelo menos não se desenvolvem em plenitude.


19-31 -
A verdade é que as palavras de Jesus se cumprem sempre. Não dando ouvidos nem à Igreja, nem às evidências diárias da existência de Deus, como acreditar no Ressuscitado? Inúmeras questões se levantam, pedidos de sinais repetidamente reclamados, nenhum sinal é suficiente, nenhum é satisfatório. Dá pena - muita pena - verificar que tantos homens continuam num agnosticismo feroz negando o que é evidente, combatendo o que é verdadeiro. Temos, os cristãos, de rezar - e rezar muito - por estes muitos que não sabem o que perdem com as suas posições irredutíveis, os respeitos humanos, a falta de humildade e honestidade intelectual tudo em nome de teorias, axiomas construídos sobre falsas premissas, sem qualquer base ou critério minimamente honesto.
Pela leitura deste trecho de São Lucas pode parecer que a resposta de Abraão ao homem rico é concludente: Um recebeu em vida, é condenado a nada mais recebe; O outro viveu privações e receberá incontáveis bens. Mas, não é assim tão linear. Não são nem as riquezas nem a ausência delas que determinam a vida eterna mas sim o comportamento, o uso que se fez num caso e noutro. A ausência de riqueza ou as privações não dão ”direito” a qualquer compensação mas sim a forma como foram vividas e suportadas. Oferecer as privações e dificuldades económicas como reparação e louvor a Deus tem um valor incomensurável ao passo que, viver gozando os bens – muitos ou poucos – sem a menor preocupação em distribuir, socorrer, partilhar com os que precisam e não têm, num egoísmo e indiferença feroz e avaro, merecem a reprovação de Deus Nosso Senhor que, sendo absolutamente Justo, não suporta a injustiça da indiferença e da avareza.




SANTO ROSÁRIO rezar com São João Paulo II


Rezar com São João Paulo II: 

SANTO ROSÁRIO Ladainha de Nossa Senhora

PAPA SÃO JOÃO PAULO II



Notas: 
1 - Em Latim
2 - Publicação diária durante Maio

Memórias de Fátima


As minhas memórias de Fátima - 16

O que me liga a Fátima - p

Lembro-me que este Padre Carlos andava sempre muito bem arranjado, de batina e com faixa. Tinha um trato muito educado.

O Padre Amílcar era mais “sisudo”, talvez pelo peso da responsabilidade que lhe pesava nos ombros, mas, hoje, a esta distância de tantos anos, vejo-o mais como um homem de grande discrição e muito pouco afeito a “dar nas vistas”. [1], [2]

Ambos eram visitas de nossa casa onde iam jantar com frequência.

(Para nós – irmãos – era óptimo, porque significava “refeição melhorada”.)

Está-se a ver… nós os seis – depois nove – irmãos, mais duas empregadas e os amigos que sempre se juntavam, a São (cozinheira da casa durante mais de trinta anos) tinha que dar tratos à imaginação para pôr comida na mesa!

(AMA, Memórias de Fátima)




[1] Os dois Sacerdotes foram depois nomeados Cónegos do Cabido da Sé de Leiria.
[2] O Padre Amílcar foi Reitor até 1957

Doutrina – 532


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio



O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS


315. Qual é o comportamento da Igreja em relação aos doentes?


A Igreja, tendo recebido do Senhor a ordem de curar os enfermos, procura pô-la em prática com os cuidados para com os doentes, acompanhados da oração de intercessão. Ela possui sobretudo um sacramento específico em favor dos enfermos, instituído pelo próprio Cristo e atestado por São Tiago: «Quem está doente, chame a si os presbíteros da Igreja e rezem por ele, depois de o ter ungido com óleo no nome do Senhor» (Tg 5,14-15).

Pequena agenda do cristão

SÁBADO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Orações sugeridas:

15/05/2020

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Uma vez baptizados, somos todos iguais


Afirmas que vais compreendendo pouco a pouco o que quer dizer "alma sacerdotal"... Não te zangues se te respondo que os factos demonstram que o compreendes apenas em teoria. Todos os dias te acontece o mesmo: ao anoitecer, no exame, tudo são desejos e propósitos; de manhã e à tarde, no trabalho, tudo são dificuldades e desculpas. Assim vives o "sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo"? (Sulco, 499)


Na Igreja há igualdade: uma vez baptizados, somos todos iguais, porque somos filhos do mesmo Deus, Nosso Pai. Como cristãos, não há qualquer diferença entre o Papa e a última pessoa a incorporar-se na Igreja. Mas esta igualdade radical não implica a possibilidade de mudar a constituição da Igreja, naquilo que foi estabelecido por Cristo. Por expressa vontade divina temos uma diversidade de funções, que comporta também uma capacidade diversa, um carácter indelével conferido pelo Sacramento da Ordem para os ministros sagrados. No vértice dessa ordenação está o sucessor de Pedro e, com ele, e sob ele, todos os bispos: com a sua tríplice missão de santificar, de governar e de ensinar.
Permitam-me que insista repetidamente: as verdades de fé e de moral não se determinam por maioria de votos, porque compõem o depósito – depositum fidei – entregue por Cristo a todos os fiéis e confiado, na sua exposição e ensino autorizado, ao Magistério da Igreja.
Seria um erro pensar que, pelo facto de os homens já terem talvez adquirido mais consciência dos laços de solidariedade que mutuamente os unem, se deva modificar a constituição da Igreja, para a pôr de acordo com os tempos. Os tempos não são dos homens, quer sejam ou não eclesiásticos; os tempos são de Deus, que é o Senhor da história. E a Igreja só poderá proporcionar a salvação às almas, se permanecer fiel a Cristo na sua constituição, nos seus dogmas, na sua moral. (Amar a Igreja, 30–31)