Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
07/05/2020
Memórias de Fátima
O que me liga a Fátima - f
Às vezes o Ti Marto aparecia em nossa casa.
Sentava-se num dos bancos de pedra que rodeavam as
oliveiras à frente de casa e ali ficava a palrar e a contar as histórias do
costume.
Com o barrete frígio em cima do ombro, apoiando as mãos
nodosas no varapau, aceitava sempre um biscoito e um cafezinho.
Era um homem encantador. A Ti Olimpia já quase não saia
de casa, as pernas já não lhe permitiam caminhadas.
(AMA,
Memórias de Fátima)
A escola da oração
O Senhor ter-vos-á feito descobrir muitos outros aspectos
da correspondência fiel da Santíssima Virgem, que por si mesmos já são um
convite para que os tomemos como modelo: a sua pureza, a sua humildade, a sua
fortaleza, a sua generosidade, a sua fidelidade... Eu gostaria de falar sobre
um aspecto que engloba todos os outros, porque é o clima do progresso
espiritual, isto é, a vida de oração.
Para aproveitar a graça que nos concede a Nossa Mãe
no dia de hoje e para secundar também, em qualquer momento, as inspirações do
Espírito Santo, pastor das nossas almas, devemos estar seriamente comprometidos
numa actividade que nos leve a ter intimidade com Deus. Não podemos
esconder-nos no anonimato, porque a vida interior, se não for um encontro
pessoal com Deus, não existe. A superficialidade não é cristã. Admitir a
rotina, na nossa luta ascética, equivale a assinar a certidão de óbito da alma
contemplativa. Deus procura-nos um a um, e precisamos de Lhe responder um a um:
eis-me aqui, pois Tu me chamaste.
Oração, sabêmo-lo todos, é falar com Deus. É
possível, porém, que alguém pergunte: falar, de quê? Do que há-de ser, senão
das coisas de Deus e das que enchem o nosso dia? Do nascimento de Jesus, do seu
caminhar por este mundo, da sua vida oculta e da sua pregação, dos seus
milagres, da sua Paixão Redentora, da sua Cruz e da sua Ressurreição... E na
presença de Deus, Uno e Trino, tendo por Medianeira Santa Maria e por advogado
S. José, Nosso Pai e Senhor - a quem tanto amo e venero - falaremos também do
nosso trabalho de todos os dias, da família, das relações de amizade, dos
grandes projectos e das pequenas coisas sem importância.
O tema da minha oração é o tema da minha vida. Eu
faço assim. E à vista da minha situação concreta, surge naturalmente o
propósito, determinado e firme, de mudar, de melhorar, de ser mais dócil ao
amor de Deus. Um propósito sincero, concreto. E não pode faltar o pedido
urgente, mas confiado, de que o Espírito Santo nos não abandone, porque tu és,
Senhor, a minha fortaleza.
Somos cristãos correntes. Trabalhamos em profissões
muito diferentes. Toda a nossa actividade segue o caminho da normalidade. Tudo
se desenvolve com um ritmo previsível. Os dias parecem iguais, inclusivamente
monótonos... Pois bem: esse programa, aparentemente tão comum, tem um valor
divino e é algo que interessa a Deus, porque Cristo quer encarnar nos nossos
afazeres, animando, a partir de dentro, até as nossas mais humildes acções.
Este pensamento é uma realidade sobrenatural,
nítida, inequívoca; não é uma consideração destinada a consolar ou a confortar
aqueles que, como nós, não conseguem gravar o seu nome no livro de oiro da
História. Cristo interessa-se por esse trabalho que devemos realizar - uma vez
e mil vezes - no escritório, na fábrica, na oficina, na escola, no campo, no
exercício da profissão manual ou intelectual. Interessa-lhe também o sacrifício
oculto que fazemos para não derramar sobre os outros o fel do nosso mau humor.
Recordai na oração estes temas, aproveitai-os
precisamente para dizer a Jesus que o adorais, e assim, estareis a ser
contemplativos no meio do mundo, no meio do ruído da rua, em toda a parte. Essa
é a primeira lição, na escola da intimidade com Jesus Cristo. Dessa escola,
Maria é a melhor professora, porque a Virgem manteve sempre essa atitude de fé,
de visão sobrenatural, perante tudo o que sucedia à sua volta: conservava todas
estas coisas ponderando-as no seu coração.
Supliquemos hoje a Santa Maria que nos torne
contemplativos, que nos ajude a compreender os contínuos apelos que o Senhor
nos dirige, batendo à porta do nosso coração. Peçamos-lhe: Mãe, tu trouxeste ao
mundo Jesus, que nos revela o amor do nosso Pai, Deus; ajuda-nos a
reconhecê-lo, no meio das preocupações de cada dia; remove a nossa inteligência
e a nossa vontade, para que saibamos escutar a voz de Deus, o impulso da graça.
(Cristo que Passa, 174)
Santo Rosário com São João Paulo II
Rezar com São João Paulo II:
SANTO ROSÁRIO - Ladainha de Nossa Senhora
Orações de Maio
Minha querida Mãe do Céu, escrevo esta pequena carta para
te confirmar a minha devoção e o meu amor. Posso imaginar-me a teus pés na
Capelinha em Fátima a dizer-te o que me vai na alma: a alegria e felicidade que
sinto por te ter a ti, como tão excelente Mãe, que te louvo e exalto como a
mais excelsa criatura, a mais doce, a mais pura, a mais piedosa, a mais
venerável, admirável, poderosa sempre Virgem Mãe de Deus e minha Mãe!
Temas para reflectir e meditar
Será
sempre muito difícil amar se não houver correspondência porque, como já se
disse, o amor consiste principalmente em dar e receber. Parece-me lógico que
quem recebe goste retribuir o que não é exactamente a mesma coisa que dar com o
objectivo de conseguir algo em troca.
Principalmente
porque o amor para o ser de facto tem de ser desinteressado livre e gratuito
quando não será apenas uma espécie negócio, intercâmbio ou algo no género.
A
primeira retribuição que se obtém é a alegria emergente do acto de amar, daí
que uma pessoa que se deixe dominar pela tristeza dificilmente consegue amar
alguém.
Por
outro lado sendo que amar significa dar alguma coisa de si mesmo caminha-se
numa senda de altruísmo e solidariedade.
Ou
seja, sai-se do círculo que em que fechou para se abrir aos outros.
(AMA, reflexões, Carvide, 14.08.2019)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Participar na Santa Missa.
Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me:
Comunhões espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
06/05/2020
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Santo Rosário com São João Paulo II
Rezar com São João Paulo II:
SANTO ROSÁRIO - Ladainha de Nossa Senhora
Orações de Maio
Bendita
a Vossa Pureza
Eternamente
bendita!
Que
até Deus se delicia
Com
tão graciosa beleza!
A
Vós, celeste princesa
Sagrada
Virgem Maria
Vos
ofereço neste dia
Alma,
vida e coração!
Olhai-me
com compaixão!
Não
me deixes, ó Maria!
Temas para reflectir e meditar
Quem sonha não é realista?
Não corroboro porque quase
sempre se sonha com a realidade que pretendemos.
(AMA, reflexões,
22.09.2019)
Mestra de apóstolos
Mas não penseis só em vós mesmos: dilatai o vosso
coração até abarcar toda a Humanidade. Pensai, antes de mais nada, naqueles que
vos rodeiam - parentes, amigos, colegas - e vede como podereis levá-los a
sentir mais profundamente a amizade com Nosso Senhor. Se se trata de pessoas
honradas e rectas, capazes de estarem habitualmente mais próximas de Deus,
recomendai-as concretamente a Nossa Senhora. E pedi também por tantas almas que
não conheceis, porque todos os homens estão embarcados na mesma barca.
Sede leais, generosos. Fazemos parte de um só corpo,
do Corpo Místico de Cristo, da Igreja Santa, à qual estão chamados muitos que
procuram nobremente a verdade. Por isso temos obrigação estrita de manifestar
aos outros a qualidade, a profundidade do amor de Cristo. O cristão não pode
ser egoísta. Se o fosse, atraiçoaria a sua própria vocação. Não é de Cristo a
atitude daqueles que se contentam com conservar a sua alma em paz - falsa paz é
essa... - despreocupando-se dos bens dos outros. Desde que aceitemos o
significado autêntico da vida humana - que nos foi revelado pela fé - não
podemos sentir-nos satisfeitos, persuadidos de que nos comportamos bem
pessoalmente, se não fizermos com que os outros se aproximem de Deus, de
maneira prática e concreta.
Há um obstáculo real para apostolado: o falso
respeito, o temor de tocar temas espirituais, a suspeita de que uma tal
conversa não agradará em determinados ambientes, o medo de ferir
susceptibilidades. Quantas e quantas vezes esse raciocínio não é mais do que a
máscara do egoísmo!. Não se trata de ferir ninguém, mas, pelo contrário, de
servir. Embora sejamos pessoalmente indignos, a graça de Deus torna-nos
instrumentos para sermos úteis aos outros, comunicando-lhes a boa nova de que
Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.
E será licito meter-se desse modo na vida das outras
pessoas? É necessário. Cristo meteu-se na nossa vida sem nos pedir autorização.
Assim procedeu também com os primeiros discípulos: passando, ao longo do mar da
Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram
pescadores. E disse-lhes Jesus: Segui-me, e eu vos farei pescadores de homens.
Cada um de nós mantém a liberdade, a falsa liberdade, de responder a Deus que
não, como aquele jovem carregado de riquezas,de quem nos fala S. Lucas. Mas o
Senhor e nós - se lhe obedecermos: ide e ensinai - temos. o direito e o dever
de falar de Deus, deste grande tema humano, porque o desejo de Deus é o mais
profundo que nasce no coração do homem.
Santa Maria, Regina Apostolorum, rainha de todos
aqueles que desejam dar a conhecer o amor de teu filho: tu, que compreendes tão
bem as nossas misérias, pede perdão pela nossa vida, pelo que em nós poderia
ter sido fogo e não passou de cinzas, pela luz que deixou de iluminar, pelo sal
que se tomou insípido. Mãe de Deus, omnipotência suplicante: dá-nos juntamente
com o perdão, a força de vivermos verdadeiramente de fé e de amor, para
podermos levar aos outros a fé de Cristo. (Cristo
que Passa, 175)
Memórias de Fátima
O que me liga a Fátima - e
Agora – estou a falar dos anos quarenta e poucos – estava
tudo mais calmo e embora ainda houvesse visitantes curiosos o Ti Marto dizia,
com um riso matreiro, que, quando os avistava, logo se fechavam em casa
fingindo que não estava ninguém.
Aliás eram as instruções que tinham recebido do Padre
Formigão o “encarregado” pelo Senhor Bispo – D. José Alves Correia da Silva –
de fazer a primeira recolha de informações sobre as Aparições e os Videntes.
Uma das recomendações era que não fossem à Cova da Iria
nos dias treze de Maio a Outubro, porque poderiam ser reconhecidos e
instalar-se-ia, seguramente, grande agitação.
(AMA,
Memórias de Fátima)
05/05/2020
Imitar Maria
A nossa Mãe é modelo de correspondência à graça e,
ao contemplarmos a sua vida, o Senhor dar-nos-á luz para que saibamos divinizar
a nossa existência vulgar. Durante o ano, quando celebramos as festas marianas,
e cada dia em várias ocasiões, nós, os cristãos, pensamos muitas vezes na
Virgem. Se aproveitamos esses instantes, imaginando como se comportaria a nossa
Mãe nas tarefas que temos de realizar, iremos aprendendo a pouco e pouco, até
que acabaremos por nos parecermos com Ela, como os filhos se parecem com a sua
mãe.
Imitar, em primeiro lugar, o seu amor. A caridade
não se limita a sentimentos: há-de estar presente nas palavras e, sobretudo,
nas obras. A Virgem não só disse fiat, mas também cumpriu essa decisão firme e
irrevogável a todo o momento. Assim, também nós, quando o amor de Deus nos
ferir e soubermos o que Ele quer, devemos comprometer-nos a ser fiéis, leais,
mas a sê-lo efectivamente. Porque nem todo o que me diz: Senhor, Senhor,
entrará no reino dos céus; mas o que faz a vontade de meu Pai, que está nos
Céus, esse entrará no reino dos Céus.
Temos de imitar a sua natural e sobrenatural
elegância. Ela é uma criatura privilegiada na História da Salvação, porque em
Maria o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Foi testemunha delicada, que
soube passar inadvertida; não foi amiga de receber louvores, pois não
ambicionou a sua própria glória. Maria assiste aos mistérios da infância de seu
Filho, mistérios, se assim se pode dizer, cheios de normalidade; mas à hora dos
grandes milagres e das aclamações das massas desaparece. Em Jerusalém, quando
Cristo - montado sobre um jumentinho - é vitoriado como Rei, não está Maria.
Mas reaparece junto da Cruz, quando todos fogem. Este modo de se comportar tem
o sabor, sem qualquer afectação, da grandeza, da profundidade, da santidade da
sua alma!
Procuremos aprender, seguindo também o seu exemplo
de obediência a Deus, numa delicada combinação de submissão e de fidalguia. Em
Maria, nada existe da atitude das virgens néscias, que obedecem, sim, mas como
insensatas. Nossa Senhora ouve com atenção o que Deus quer, pondera aquilo que
não entende, pergunta o que não sabe. Imediatamente a seguir, entrega-se sem
reservas ao cumprimento da vontade divina: eis aqui a escrava do Senhor,
faça-se em mim segundo a Vossa palavra. Vedes esta maravilha? Santa Maria,
mestra de toda a nossa conduta, ensina-nos agora que a obediência a Deus não é
servilismo, não subjuga a consciência, pois move-nos interiormente a
descobrirmos a liberdade dos filhos de Deus. (Cristo que Passa, 173)
LEITURA ESPIRITUAL
São Lucas
Cap. VII
1 Quando acabou de dizer
todas as suas palavras ao povo, Jesus entrou em Cafarnaúm. 2 Ora um centurião
tinha um servo a quem dedicava muita afeição e que estava doente, quase a
morrer. 3 Ouvindo falar de Jesus, enviou-lhe alguns judeus de relevo para lhe
pedir que viesse salvar-lhe o servo. 4 Chegados junto de Jesus, suplicaram-lhe
insistentemente: 'Ele merece que lhe faças isso, 5 pois ama o nosso povo e foi
ele quem nos construiu a sinagoga.' 6 Jesus acompanhou-os. Não estavam já longe
da casa, quando o centurião lhe mandou dizer por uns amigos: Não te incomodes,
Senhor, pois não sou digno de que entres debaixo do meu tecto, pelo que 7 nem
me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma só palavra e o meu servo será
curado. 8 Porque também eu tenho os meus superiores a quem devo obediência e
soldados sob as minhas ordens, e digo a um: Vai, e ele vai; e a outro: Vem,
e ele vem; e ao meu servo: Faz isto, e ele faz.' 9 Ouvindo estas palavras,
Jesus sentiu admiração por ele e disse à multidão que o seguia: Digo-vos: nem
em Israel encontrei tão grande fé. 10 E, de regresso a casa, os enviados
encontraram o servo de perfeita saúde. 11 Em seguida, dirigiu-se a uma cidade
chama da Naim, indo com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. 12 Quando
estavam perto da porta da cidade, viram que levavam um defunto a sepultar,
filho único de sua mãe, que era viúva; e, a acompanhá-la, vinha muita gente da
cidade. 13 Vendo-a, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: Não chores. 14 Aproximando-se,
tocou no caixão, e os que o transportavam pararam. Disse então: Jovem, Eu te
ordeno: Levanta-te! 15 O morto sentou-se e começou a falar. E Jesus entregou-o
à sua mãe. 16 O temor apoderou-se de todos, e davam glória a Deus, dizendo: 'Surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo!' 17 E a fama
deste milagre espalhou-se pela Judeia e por toda a região. 18 Os discípulos de
João informaram-no de todos estes factos. Chamando dois deles, 19 João mandou-os
ao Senhor com esta mensagem: És Tu o que está para vir, ou devemos esperar
outro? 20 Ao chegarem junto dele, os homens disseram: 'João Baptista
mandou-nos ter contigo para te perguntar: ‘És Tu o que está para vir, ou
devemos esperar outro?’? 21 Nessa altura, Jesus curava a muitos das suas
doenças, padecimentos e espíritos malignos e concedia vista a muitos cegos. 22 Tomando
a palavra, disse aos enviados: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: Os
cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os
mortos ressuscitam, a Boa-Nova é anunciada aos pobres; 23 e feliz de quem não tiver
em mim ocasião de queda. 24 Depois de os mensageiros de João se terem
retirado, Jesus começou a dizer à multidão acerca dele: Que fostes ver ao deserto?
Uma cana agitada pelo vento? 25 Que fostes ver, então? Um homem vestido com
roupas finas? Os que usam trajes sumptuosos vivem regaladamente e estão nos
palácios dos reis. 26 Que fostes ver, então? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e
mais do que um profeta. 27 É aquele de quem está escrito: ‘Vou mandar à tua
frente o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de ti.’ 28 Digo-vos:
Entre os nascidos de mulher não há profeta maior do que João; mas, o mais
pequeno do Reino de Deus é maior do que ele. 29 E todo o povo que o escutou,
bem como os cobradores de impostos, reconheceram a justiça de Deus, recebendo o
baptismo de João. 30 Mas, não se deixando baptizar por ele, os fariseus e os
doutores da Lei anularam os desígnios de Deus a seu respeito. 31 A quem, pois,
compararei os homens desta geração? A quem são semelhantes? 32 Assemelham-se a crianças que, sentadas na
praça, se interpelam umas às outras, dizendo: ‘Tocámos flauta para vós, e não
dançastes! Entoámos lamentações, e não chorastes!’ 33 Veio João Baptista, que
não come pão nem bebe vinho, e dizeis: ‘Está possesso do demónio!’ 34 Veio o
Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: ‘Aí está um glutão e bebedor de
vinho, amigo de cobradores de impostos e de pecadores!’ 35 Mas a sabedoria foi
justificada por todos os seus filhos. 36 Um fariseu convidou-o para comer
consigo. Entrou em casa do fariseu, e pôs-se à mesa. 37 Ora certa mulher,
conhecida naquela cidade como pecadora, ao saber que Ele estava à mesa em casa
do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com perfume. 38 Colocando-se por
detrás dele e chorando, começou a banhar-lhe os pés com lágrimas; enxugava-os
com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume. 39 Vendo isto, o fariseu
que o convidara disse para consigo: 'Se este homem fosse profeta, saberia quem
é e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora!' 40 Então,
Jesus disse-lhe: Simão, tenho uma coisa para te dizer. 'Fala, Mestre' -
respondeu ele. 41 Um prestamista tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos
denários e o outro cinquenta. 42 Não tendo eles com que pagar, perdoou aos
dois. Qual deles o amará mais? 43 Simão respondeu: 'Aquele a quem perdoou
mais, creio eu.' Jesus disse-lhe: Julgaste bem. 44 E, voltando-se para a
mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água
para os pés; ela, porém, banhou-me os pés com as suas lágrimas e enxugou-os com
os seus cabelos. 45 Não me deste um ósculo; mas ela, desde que entrou, não
deixou de beijar-me os pés. 46 Não me ungiste a cabeça com óleo, e ela ungiu-me
os pés com perfume. 47 Por isso, digo-te que lhe são perdoados os seus muitos
pecados, porque muito amou; mas àquele a quem pouco se perdoa pouco ama. 48 Depois,
disse à mulher: Os teus pecados estão perdoados. 49 Começaram, então, os
convivas a dizer entre si: 'Quem é este que até perdoa os pecados?' 50 E Jesus
disse à mulher: A tua fé te salvou. Vai em paz.
Comentários:
1-10 -
Antes
de recebermos a Comunhão Eucarística repetimos estas mesmas palavras o Centurião
e com os mesmos sentimentos de humildade e fé: «Mas diz uma só palavra e o meu servo será curado.» De facto, não
somos dignos e sentimo-nos, talvez até, um pouco atemorizados ao dar-nos
verdadeiramente conta do que está para acontecer: Receber o Corpo, Sangue, Alma
e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo! Com que disposições o faremos! Com
que amor e ternura O vamos receber! Com que respeito e compunção O comungamos! Ah!
Mas fazemo-lo porque Ele o quer e deseja: vir à nossa alma, ser nosso alimento.
Mas… mais ainda: «Quem comer este Corpo e
beber este Sangue terá a VIDA ETERNA!» Recebamo-Lo, pois, com a mesma
ternura, compaixão e entusiasmo com que O recebemos pela primeira vez.
Não
pode deixar de nos impressionar este episódio relatado por São Lucas. E por
várias razões; a primeira das quais será a da fé do centurião, que, aliás, o
Senhor não deixa de referir. Não há maior amor que o amor pela vida do nosso
semelhante, só que, aqui, trata-se de alguém de elevada categoria social que sente
esse amor e preocupação por um servo seu. Não há, no amor verdadeiro, distinção
nem de pessoas nem de classes, e, este centurião, dá-nos um exemplo
extraordinário do que deve ser esse amor. Que interessa que seja um servo, um
chefe, um superior? As pessoas merecem amor pelo que são e não pelo cargo ou
posição social que ocupam. Para termos isto bem claro, basta pensarmos o que
seria de nós se só fossemos amados pelos nossos iguais. Talvez, quem sabe, nos
faltasse amor…
11-17 -
Este
episódio da ressurreição do filho da pobre viúva de Naim enche-nos o coração de
ternura. Ver um Senhor, que é Deus Todo Poderoso, compadecer-se de uma pobre
mulher e acudir-lhe é, de facto. Extraordinário. «Não chores» diz-lhe – gostaríamos tanto de ouvir a entoação da voz
de Jesus! – e poderia ter acrescentado: ‘Não quero que chores, que sucumbas à
tua dor. Eu estou aqui. Sou a Ressurreição e a Vida e, junto de Mim, só podes estar
contente e feliz.’ E toca o caixão… sim… Jesus Cristo toca no caixão, num gesto
de intimidade natural e absolutamente humano. Atrevo-me a dizer que, este
Evangelho, é, sem dúvida, um Evangelho da Misericórdia divina, mas é, também, o
Evangelho do amor que Jesus Cristo sente pelos homens Seus irmãos.
Este milagre
que São Lucas nos conta com tanta simplicidade, deve, de facto, ter sido algo de
extraordinário, de espantoso. Os circunstantes ficaram atemorizados, o que se
compreende, como poderia acontecer tal coisa! O Evangelista não dos dá conta da
reacção da pobre mãe, mas podemos bem imaginar a alegria, a extraordinária
alegria, de ver o seu filho vivo, são e escorreito. Podemos comparar – sem
exageros – a alegria da nossa Mãe do Céu quando, mortos pelo pecado,
regressamos à vida com absolvição dos nossos pecados. Não! Nunca estamos
irremediavelmente mortos porque, o Senhor não espera outra coisa que uma
oportunidade de nos restituir à vida e, como sempre, isto depende unicamente de
nós. Arrependamo-nos e peçamos perdão, sincero, contrito e, a vida, a
verdadeira Vida, regressará.
Na sequência do trecho de ontem, a Liturgia
apresenta-nos hoje outro portentoso milagre de Jesus. Há algumas diferenças
entre o milagre relatado ontem e o de hoje. Sendo ambos actos extraordinários –
por isso lhes chamamos milagres – de restituição da vida perdida existe, de
facto, algo digno de nota: Hoje assistimos à comoção pessoal, profundamente
humana do Senhor. De tal forma que não necessita que alguém Lhe peça que actue,
Ele próprio, movido pelo Seu Coração Amantíssimo não pode deixar de consolar a
pobre mãe pedindo-lhe que não chore e exercer o Seu poder divino ressuscitando
o jovem. Que Senhor! Que Misericórdia! Que carinho com que trata os Seus irmãos
os homens!
31-35 -
Jesus
Cristo, neste trecho de São Lucas, refere, critica, algo muito importante para
todos os homens em geral e para os cristãos em particular: a recta intenção! Mais
que uma questão de carácter ou de honestidade intelectual, a recta intenção tem
de existir sempre no que fazemos, pensamos ou, até, julgamos a propósito de
outros. Se o que se faz não tem como objectivo principal – diria único – fazer
a Vontade de Deus, não passará de algo sem valor intrínseco que nem sequer é
subjectivo. É muito fácil aduzir razões, atitudes, pensamentos baseados apenas no
superficial, no passageiro. Fácil e… inútil, sem qualquer valor, repito. Ver,
ouvir com o coração e com a alma e, depois, agir de acordo.
Os avisos que
Jesus Cristo faz às pessoas da Sua geração aplicam-se a todas as gerações. Não
são as intenções que contam, mas as obras, os actos que se praticam. Por outras
palavras, unidade de vida e recta intenção. Sem estes pressupostos tudo não
passará de palavras ocas e sem outras consequências que não sejam ilusões e
fantasias. Querer, desejar, prometer… só têm valor ou interesse se o que se
quer é legítimo, o que se deseja é conveniente, o que se promete se cumpre.
36-50
-
Fica bem clara
a sensibilidade de Jesus, como Lhe agradam os gestos e manifestações de carinho
que Lhe dirigimos. De tal forma que nunca deixa sem recompensa - e as
"recompensas” do Senhor excedem sempre em muito o que recebe - qualquer
bem que, do íntimo do nosso coração, Lhe façamos.
Todo o bem, honra e glória que
possamos dar ao Senhor ficarão sempre muito aquém do que Ele merece. Louvar o Senhor com palavras, mas, sobretudo, com actos concretos, publicamente
ou em privado, deve ser uma prática comum a todo o cristão autêntico pois sabe
que terá sempre uma dívida de amor que não conseguirá saldar durante toda a sua
vida por mais longa que esta seja.
Santo Rosário com São João Paulo II
Rezar com São João Paulo II:
SANTO ROSÁRIO - Ladainha de Nossa Senhora
Orações de Maio
Mãe,
Vida, minha Esperança, conduz-me pela tua mão..., e se há alguma coisa agora em
mim que desagrada ao meu Pai-Deus, concede-me que a veja e que, entre os dois,
a arranque-mos. (...): - oh clementíssima, oh piedosa, oh doce Virgem Santa
Maria! Roga por mim, para que, cumprindo a amabilíssima Vontade do teu Filho,
seja digno de alcançar e gozar as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







