Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
25/08/2019
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 13, 22-30
Naquele tempo, Jesus dirigia-Se para
Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. Alguém Lhe
perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu: «Esforçai-vos
por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar
sem o conseguir. Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós
ficareis fora e batereis à porta, dizendo: ‘Abre-nos, senhor’; mas ele
responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’. Então começareis a dizer: ‘Comemos e
bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças’. Mas ele responderá: ‘Repito
que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a
iniquidade’. Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus
Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas, e vós a serdes postos fora. Hão-de
vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino
de Deus. Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos».
Comentário:
De
forma muito clara, Jesus responde à pergunta: «são poucos os que se salvam»:
Salvar-se-ão
todos os que seguem Cristo e se esforçam por cumprir a Sua Palavra que é a
Vontade de Deus.
De
pouco ou nada valerão os muitos e repetidos actos de piedade, rezas e
invocações sem esse esforço.
Sim
envolve um esforço, porque, como o Senhor diz, «A porta é estreita» e, por isso mesmo por ela não conseguem entrar
os que não se desprendem dos bens deste mundo – sejam quais forem.
(AMA,
comentário sobre Lc 13, 22-30, 21.05.2019)
Temas para reflectir e meditar
(são joão paulo ii, Homília
no Yankee Stadium, 1979.10.02)
Leitura espiritual
Amigos
de Deus
146
Piedade,
intimidade de filhos
A piedade que nasce da filiação divina é
uma atitude profunda da alma, que acaba por informar toda a existência: está
presente em todos os pensamentos, em todos os desejos, em todos os afectos.
Não
tendes visto como, nas famílias, os filhos, mesmo sem repararem, imitam os
pais: repetem os seus gestos, seguem os seus costumes, se parecem com eles em
tantos modos de comportar-se?
Pois o mesmo acontece na conduta de um bom
filho de Deus.
Chega-se
também, sem se saber como nem por que caminho, a esse endeusamento maravilhoso
que nos ajuda a olhar os acontecimentos com o relevo sobrenatural da fé;
amam-se todos os homens como o nosso Pai do Céu os ama e - isto é o que mais
importa - consegue-se um brio novo no esforço quotidiano para nos aproximarmos
do Senhor.
As
misérias não têm importância, insisto, porque aí estão ao nosso lado os braços
amorosos do nosso Pai Deus para nos levantar.
Se reparardes bem, é muito diferente a
queda de uma criança e a queda de uma pessoa crescida.
Para
as crianças, uma queda, em geral, não tem importância; tropeçam com tanta
frequência!
E
se começam a chorar, o pai lembra-lhes: os homens não choram. Assim se encerra
o incidente com o empenho do miúdo por contentar o seu pai.
Vede, pelo contrário, o que acontece quando
um homem adulto perde o equilíbrio e cai no chão.
Se
não fosse por compaixão, provocaria hilaridade, riso.
Mas,
além disso, a queda talvez tenha consequências graves e, num ancião, pode mesmo
produzir uma fractura irreparável.
Na
vida interior, a todos nos convém ser quasi
modo geniti infantes, como esses miuditos que parecem de borracha, que se
divertem até com os seus trambolhões, porque imediatamente se põem de pé e continuam
com as suas correrias e também porque não lhes falta, quando é precisa, a
consolação dos pais.
Se procurarmos portar-nos como eles, os
tropeções e os fracassos - aliás inevitáveis - na vida interior, nunca se
transformarão em amargura.
Reagiremos
com dor, mas sem desânimo, e com um sorriso que brota, como a água límpida, da
alegria da nossa condição de filhos desse Amor, dessa grandeza, dessa sabedoria
infinita, dessa misericórdia, que é o nosso Pai.
Aprendi
durante os meus anos de serviço ao Senhor a ser filho pequeno de Deus.
E
isto vos peço: que sejais quasi modo
geniti infantes, meninos que desejam a palavra de Deus, o pão de Deus, o
alimento de Deus, a fortaleza de Deus para se comportarem de agora em diante,
como homens cristãos.
147
Que sejais, espiritualmente, muito
crianças!
Quanto
mais, melhor.
Di-lo
a experiência deste sacerdote que teve de se levantar muitas vezes, ao longo
destes trinta e seis anos (que longos e ao mesmo tempo, que curtos me parecem!)
em que tem procurado cumprir uma Vontade precisa de Deus.
Houve
uma coisa que sempre me ajudou: ser sempre criança e meter-me continuamente no
regaço de minha Mãe e no Coração de Cristo, meu Senhor.
As grandes quedas, as que causam destroços
sérios na alma, e às vezes com resultados quase irremediáveis, procedem sempre
da soberba de nos crermos adultos, auto-suficientes.
Nesses
casos, torna-se predominante na pessoa uma espécie de incapacidade de pedir
ajuda a quem a pode dar: não só a Deus, mas também ao amigo ou ao sacerdote.
E
aquela pobre alma, isolada na sua desgraça, afunda-se na desorientação e no
descaminho.
Peçamos a Deus, agora mesmo, que nunca
permita que nos sintamos satisfeitos, que aumente sempre em nós a ânsia do seu
auxílio, da sua Palavra, do seu Pão, do seu consolo, da sua fortaleza: rationabile, sine dolo lac concupiscite.
Fomentai
a fome, a aspiração de ser como crianças. Convencei-vos de que é a melhor forma
de vencer a soberba.
Persuadi-vos
de que é o único remédio para que a nossa maneira de actuar seja boa, grande,
divina.
Em verdade vos digo que,
se não vos converterdes e vos tornardes como meninos, não entrareis no reino
dos céus.
148
Vêm-me de novo à memória as recordações da
minha juventude.
Que
demonstração de fé!
Ainda
julgo ouvir o cantar litúrgico, respirar o aroma do incenso, ver milhares de
milhares de homens, cada um com um grande círio, como que simbolizando a sua
miséria, mas com coração de meninos: como crianças que talvez não se atrevam a
levantar os olhos para a cara do pai.
Reconhece
e compreende que má e amarga coisa é para ti o teres abandonado o Senhor teu
Deus.
Renovemos
a firme decisão de nunca nos afastarmos do Senhor por causa dos interesses
terrenos. Façamos crescer a sede de Deus, com propósitos concretos para a nossa
vida: como crianças que reconhecem a sua indigência e procuram e chamam
incessantemente o Pai.
Mas volto àquilo que antes estava a
comentar.
Precisamos
de aprender a portar-nos como crianças, precisamos de aprender a ser filhos de Deus.
E,
simultaneamente, ir transmitindo aos outros essa mentalidade que, no meio das
naturais fraquezas, nos tornará fortes na fé, fecundos nas obras, seguros no
caminho, de tal forma que, seja qual for a espécie de erro que possamos
cometer, mesmo o mais desagradável, nunca hesitaremos em reagir e em voltar ao
caminho da nossa filiação divina, que nos leva aos braços abertos e expectantes
do nosso Pai, Deus.
Qual de vós não se lembra dos braços de seu
pai?
Provavelmente
não seriam tão carinhosos, tão meigos e delicados como os da mãe.
Mas
aqueles braços robustos, fortes, apertavam-nos com calor e com segurança.
Senhor,
obrigado por esses braços duros!
Obrigado
por essas mãos fortes!
Obrigado
por esse coração terno e firme!
E
ia agradecer-Te também os meus erros!
Mas
isso não, porque não os queres!
No entanto,
compreende-los, desculpa-los, perdoa-los.
Esta é a sabedoria que Deus espera que
vivamos nas relações com Ele, verdadeira manifestação de ciência matemática:
reconhecer que somos um zero à esquerda...
Mas
o nosso Pai Deus ama-nos a cada um de nós, tal como somos! Eu, que não passo de
um pobre homem, gosto de cada um de vós tal como sois; imaginai como será o
Amor de Deus, se lutarmos, se nos empenharmos em viver de acordo com a nossa
consciência bem formada.
149
Plano
de vida
Ao examinarmos como é e como devia ser a
nossa piedade, em que pontos determinados devia melhorar a nossa relação
pessoal com Deus, se me entendestes, afastareis a tentação de imaginar façanhas
insuperáveis, porque tereis descoberto que o Senhor se contenta com que lhe
ofereçamos pequenas provas de amor em cada momento.
Procura cingir-te a um plano de vida com
constância: alguns minutos de oração mental; a assistência à Santa Missa,
diária, se te é possível, e a Comunhão frequente; o recurso regular ao Santo Sacramento
do Perdão, ainda que a tua consciência não te acuse de qualquer pecado mortal;
a visita a Jesus no Sacrário; a recitação e a contemplação dos mistérios do
terço e tantas outras práticas excelentes que conheces ou podes aprender.
Mas estas práticas não se deverão
transformar em normas rígidas ou em compartimentos estanques.
Indicam
um itinerário flexível, acomodado à tua condição de homem que vive no meio da
rua, com um trabalho profissional intenso e com deveres e relações sociais que
não podes descuidar, porque é nessas ocupações que prossegue o teu encontro com
Deus.
O
teu plano de vida há-de ser como uma luva de borracha que se adapta
perfeitamente à mão de quem a usa.
Não te esqueças também de que o que é
importante não é fazer muitas coisas; limita-te com generosidade àquelas que
possas cumprir no dia-a-dia, quer te apeteça quer não.
Essas
práticas conduzir-te-ão, quase sem reparares, à oração contemplativa.
Brotarão
da tua alma mais actos de amor, jaculatórias, acções de graças, actos de
desagravo, comunhões espirituais.
E
tudo isto, enquanto te ocupas das tuas obrigações: ao pegar no telefone, ao
subir para um meio de transporte, ao fechar ou abrir uma porta, ao passar
diante de uma igreja, ao começar um novo trabalho, ao executá-lo e ao
concluí-lo.
Referirás
tudo ao teu Pai Deus.
150
Descansai na filiação divina.
Deus
é um Pai cheio de ternura, de amor infinito.
Chama-lhe
Pai muitas vezes durante o dia e diz-lhe - a sós, na intimidade do teu coração
- que o amas, que o adoras, que sentes o orgulho e a força de seres seu filho.
Tudo
isto pressupõe um autêntico programa de vida interior, que é preciso canalizar
através das tuas relações de piedade com Deus - poucas, mas constantes, insisto
- que te permitirão adquirir os sentimentos e as maneiras de um bom filho.
Devo prevenir-te, no entanto, contra o
perigo da rotina - verdadeiro sepulcro da piedade - a qual se apresenta
frequentemente disfarçada com ambições de realizar ou empreender gestas importantes,
enquanto se descuida comodamente a devida ocupação quotidiana.
Quando
notares essas insinuações, põe-te diante do Senhor com sinceridade.
Pensa
se não te terás aborrecido de lutar sempre nas mesmas coisas, porque na
realidade não estavas à procura de Deus.
Vê
se não terá decaído a tua perseverança fiel no trabalho, por falta de
generosidade, de espírito de sacrifício.
Nesse
caso, as tuas normas de piedade, as pequenas mortificações, a actividade
apostólica que não produz fruto imediato parecem-te tremendamente estéreis.
Estamos
vazios e talvez comecemos a sonhar com novos planos, para calar a voz do nosso
Pai do Céu, que exige de nós uma lealdade total. E, com um pesadelo de
grandezas na alma, lançamos no esquecimento a realidade mais certa, o caminho
que sem dúvida nos conduz direitos à santidade.
Aí
temos um sinal evidente de que perdemos o ponto de vista sobrenatural, a
convicção de que somos meninos pequenos, a persuasão de que o nosso Pai fará em
nós maravilhas, se recomeçarmos com humildade.
(cont)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Que bonito ser jogral de Deus!
Em certa altura, alguém me disse: –
Padre, mas se eu me encontro cansado e frio; se, quando rezo ou cumpro outra
norma de piedade, me parece que estou a fazer teatro... A esse amigo e a ti, se
te encontrares na mesma situação, respondo: – Teatro? Grande coisa, meu filho!
Faz teatro! O Senhor é o teu espectador!: o Pai, o Filho, o Espírito Santo; a
Santíssima Trindade estará a contemplar-nos, naqueles momentos em que
"fazemos teatro". Actuar assim diante de Deus, por amor, para lhe
agradar, quando se vive a contragosto, que bonito! Ser jogral de Deus! Que maravilhoso
é esse recital realizado por Amor, com sacrifício, sem nenhuma satisfação
pessoal, para dar gosto a Nosso Senhor! Isso sim que é viver de Amor. (Forja,
485)
Lê-se na Escritura: Iudens in orbe terrarum, que Ele brinca
em toda a superfície da terra. Mas Deus não nos abandona, porque imediatamente
acrescenta: deliciæ meæ esse cum filiis
hominum, a minha delícia é estar com os filhos dos homens. O Senhor brinca
connosco. E quando nos parecer que estamos a representar uma comédia, por nos
sentirmos gelados e apáticos, quando estivermos aborrecidos e sem vontade de
fazer nada, quando nos custar cumprir o nosso dever e alcançar as metas
espirituais que nos tínhamos proposto, é altura de pensar que Deus brinca
connosco e espera então que saibamos representar a nossa comédia com galhardia.
Não me importo de vos contar que, em
algumas ocasiões, o Senhor me concedeu muitas graças, mas que geralmente vou a
contrapelo. Prossigo o meu plano de vida, não porque me agrade, mas porque devo
fazê-lo por Amor. Mas, Padre, pode-se representar uma comédia diante de Deus?
Não será uma hipocrisia? Não te inquietes, pois chegou para ti o momento de
entrares numa comédia humana que tem um espectador divino. Persevera, pois o
Pai, o Filho e o Espírito Santo assistem a essa tua comédia. Faz tudo por amor
de Deus, para lhe agradar, mesmo que te custe.
Que bonito é ser jogral de Deus! Como
é belo representar essa comédia por Amor, com sacrifício, sem nenhuma
satisfação pessoal, para agradar ao nosso Pai Deus, que brinca connosco! Põe-te
diante do Senhor e diz-lhe confiadamente: não me apetece nada fazer isto, mas
oferecê-lo-ei por Ti. E ocupa-te a sério desse trabalho, ainda que penses que é
uma comédia. Abençoada comédia! (Amigos de Deus, 152)
24/08/2019
NUNC COEPI publicações 24 Agosto
Evangelho e comentário
São
Bartolomeu -Apóstolo
Evangelho: Jo 1, 45-51
Naquele tempo, Filipe encontrou
Natanael e disse-lhe: «Encontrámos Aquele de quem está escrito na Lei de Moisés
e nos Profetas. É Jesus de Nazaré, filho de José». Disse-lhe Natanael: «De
Nazaré pode vir alguma coisa boa?». Filipe respondeu-lhe: «Vem ver». Jesus viu
Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: «Eis um verdadeiro israelita, em
quem não há fingimento». Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?». Jesus
respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo
da figueira». Disse-lhe Natanael: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei
de Israel!». Jesus respondeu: «Porque te disse: ‘Eu vi-te debaixo da figueira’,
acreditas. Verás coisas maiores do que estas». E acrescentou: «Em verdade, em
verdade vos digo: Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo
sobre o Filho do homem».
Comentário:
Ao longo dos tempos
quantos têm meditado sobre este excerto do Evangelho e tecido conjecturas sobre
o que nele se contem.
O que estaria Nataniel
a fazer debaixo da figueira?
Nunca o viremos a saber
mas damo-nos conta de que deveria ser algo ao mesmo tempo muito importante e
íntimo, como é fácil deduzir das palavras de Nataniel.
O seu espanto é tal que
a sua alma grita a confissão que ficará para sempre como a primeira revelação
de Quem é Jesus Cristo.
E imaginamos, também,
como deveria ser a afeição de Jesus por este discípulo e, mais tarde Apóstolo.
Um homem correcto, de
sim-sim, não-não, sem fingimento ou dissimulação, veraz, alguém em quem se
podia confiar inteiramente.
Com homens desta
têmpera não admira que a Igreja tenha vingado não obstante as vicissitudes e
obstáculos que teve de enfrentar.
(ama,
comentário sobre Jo 1, 47-51, 21.05.2019)
Temas para reflectir e meditar
Encontramos, por vezes, almas piedosas que pensam ter recebido uma
missão excepcional; entregam-se então a mil práticas de devoção que Deus não
lhes pede e são negligentes nos seus deveres de estado mais elementares.
(thomas de saint laurent, A
Virgem Maria, ISBN: 972-26-1287-5, nr. 45)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Procura cingir-te a um plano de vida
Sujeitar-se a um plano de vida, a um
horário... é tão monótono! – disseste-me. E respondi-te: há monotonia porque
falta Amor. (Caminho, 77)
Procura cingir-te a um plano de vida
com constância: alguns minutos de oração mental; a assistência à Santa Missa,
diária, se te é possível, e a Comunhão frequente; o recurso regular ao Santo
Sacramento do Perdão, ainda que a tua consciência não te acuse de qualquer pecado
mortal; a visita a Jesus no Sacrário; a recitação e a contemplação dos mistérios
do terço e tantas outras práticas excelentes que conheces ou podes aprender.
Mas estas práticas não se deverão
transformar em normas rígidas ou em compartimentos estanques. Indicam um
itinerário flexível, acomodado à tua condição de homem que vive no meio da rua,
com um trabalho profissional intenso e com deveres e relações sociais que não
podes descuidar, porque é nessas ocupações que prossegue o teu encontro com
Deus. O teu plano de vida há-de ser como uma luva de borracha que se adapta
perfeitamente à mão de quem a usa.
Não te esqueças também de que o que é
importante não é fazer muitas coisas; limita-te com generosidade àquelas que
possas cumprir no dia-a-dia, quer te apeteça quer não. Essas práticas
conduzir-te-ão, quase sem reparares, à oração contemplativa. Brotarão da tua
alma mais actos de amor, jaculatórias, acções de graças, actos de desagravo,
comunhões espirituais. E tudo isto, enquanto te ocupas das tuas obrigações: ao
pegar no telefone, ao subir para um meio de transporte, ao fechar ou abrir uma
porta, ao passar diante de uma igreja, ao começar um novo trabalho, ao
executá-lo e ao concluí-lo. Referirás tudo ao teu Pai Deus. (Amigos
de Deus, 149)
Doutrina – 498
Compêndio
SEGUNDA SECÇÃO
OS SETE SACRAMENTOS DA
IGREJA
CAPÍTULO PRIMEIRO
OS SACRAMENTOS DA
INICIAÇÃO CRISTÃ
O SACRAMENTO DA EUCARISTIA
281. Como é que a Igreja
participa no sacrifício eucarístico?
Na
Eucaristia, o sacrifício de Cristo torna-se também o sacrifício dos membros do
seu Corpo.
A
vida dos fiéis, o seu louvor, o seu sofrimento, a sua oração, o seu trabalho
são unidos aos de Cristo.
Enquanto
sacrifício, a Eucaristia é também oferecida por todos os fiéis vivos e
defuntos, em reparação dos pecados de todos os homens e para obter de Deus
benefícios espirituais e temporais.
A
Igreja do céu está unida também à oferta de Cristo.
23/08/2019
NUNC COEPI publicações 23 Agosto
Evangelho e comentário
Evangelho: Mt 22, 34-40
Naquele tempo, os fariseus, ouvindo
dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus, reuniram-se em grupo, e um
doutor da Lei perguntou a Jesus, para O experimentar: «Mestre, qual é o maior
mandamento da Lei?». Jesus respondeu: «‘Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu
coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito’. Este é o maior e o
primeiro mandamento. O segundo, porém, é semelhante a este: ‘Amarás o teu
próximo como a ti mesmo’. Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os
Profetas».
Comentário:
As
palavras de Cristo – neste trecho do Evangelho – são a essência da Lei de Deus.
Não há
lugar a qualquer dúvida ou interpretação: Amar a Deus e amar próximo, sãos dois
mandamentos “base” da Lei de Deus.
Até
porque, um não é possível sem o outro, como se compreende.
Como
poderia conceber-se que alguém se declarasse como “amante” de Deus tendo a mais
pequena reserva – que seja – por outro ser humano qualquer?
(AMA, comentário sobre Mt 22, 34-40,
20.10.2017)
Temas para reflectir e meditar
O Dom de Conselho corresponde à bem-aventurança dos misericordiosos,
pois há que ser misericordiosos para saber dar discretamente um conselho
saudável aos que dele têm necessidade; um conselho proveitoso, que longe de
desalentá-los os anime com força e suavidade ao mesmo tempo.
(R. garrigou-lagrange, Las três
edades de la vida interior, Palabra, 2ª ed., Madrid 1975, vol. II, pg. 637,
trad ama)
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