23/04/2019

El Reto del Amor





por El Reto del amor

Temas para reflectir e meditar

Luta


Quando alguém se vê particularmente dominado por um defeito, deve armar-se só contra esse inimigo, e tratar de o combater antes que a outros (...), pois enquanto não o tenhamos superado deitaremos a perder os frutos da vitória conseguida sobre os demais.


(S. joão clímacoEscala del Paraíso, 15, trad ama)


Evangelho e comentário



TEMPO DE PÁSCOA




Evangelho: Jo 20, 11-18

11 Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo, 12 e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. 13 Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.» 14 Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele. 15 E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.» 16 Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» - que quer dizer: «Mestre!» 17 Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: ‘Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.’» 18 Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.

Comentário:

A mulher tem, de facto, uma preocupação pelos outros – sobretudo aqueles que mais quer – que excede, por vezes as chamadas “conveniências”.

Não leva em conta nem dificuldades, incompreensões ou obstáculos, a sua determinação é levar a cabo a tarefa que, no seu íntimo, sabe que lhe compete.

A Madalena é o paradigma da mulher como acima descrevo.

O amor que tem pelo Senhor não se aquieta enquanto não verificar por si mesma que tudo está como deve estar.

Tal como o amor de uma Mãe que não descansa enquanto não se certifica que os seus filhos estão bem ou podem precisar da sua assistência em determinado momento.

(AMA, comentário sobre Jo 20, 11-18, 22.07.2017)

Quer que sejamos muito humanos e muito divinos


Há muitos anos já que vi com clareza meridiana um critério que será sempre válido: o ambiente da sociedade, com o seu afastamento da fé e da moral cristãs, necessita de uma nova forma de viver e de propagar a verdade eterna do Evangelho. No próprio cerne da sociedade, do mundo, os filhos de Deus hão-de brilhar pelas suas virtudes como lanternas na escuridão, "quasi lucernae lucentes in caliginoso loco". (Sulco, 318)


Se aceitarmos a nossa responsabilidade de filhos de Deus, saberemos que Ele quer que sejamos muito humanos. A cabeça pode tocar o céu, mas os pés assentam na terra, com segurança. O preço de se viver cristãmente não é nem deixar de ser homem nem abdicar do esforço por adquirir essas virtudes que alguns têm, mesmo sem conhecerem Cristo. O preço de todo o cristão é o Sangue redentor de Nosso Senhor, que nos quer – insisto – muito humanos e muito divinos, com o empenho diário de O imitar, pois é perfectus Deus, perfectus homo.

Talvez não seja capaz de dizer qual é a principal virtude humana. Depende muito do ponto de vista de que se parta. Além disso, a questão torna-se ociosa, porque não se trata de praticar uma ou várias virtudes. É preciso lutar por adquiri-las e praticá-las todas. Cada uma de per si entrelaça-se com as outras e, assim, o esforço por sermos sinceros, por exemplo, torna-nos justos, alegres, prudentes, serenos.

Precisamos, ao mesmo tempo, de considerar que a decisão e a responsabilidade residem na liberdade pessoal de cada um e, por isso, as virtudes são também radicalmente pessoais, da pessoa. No entanto, nessa batalha de amor ninguém luta sozinho – ninguém é um verso solto, costumo repetir –: de certo modo, ou nos ajudamos ou nos prejudicamos. Todos somos elos de uma mesma cadeia. Pede agora comigo a Deus Nosso Senhor, que essa cadeia, nos prenda ao seu Coração, até chegar o dia de O contemplar face a face, no Céu, para sempre. (Amigos de Deus, 75–76)

Leitura espiritual


O ESPIRITISMO

– 1.Pode-se falar com os espíritos?

Convém falar frequentemente com os espíritos bons (as almas do purgatório, os anjos e os santos do céu).
Para falar com eles, basta dirigir-lhes sem mais as palavras ou o pensamento.
Interessa muito solicitar a sua ajuda, o seu conselho e pedir-lhes que intercedam por nós diante de Deus.
Por seu lado, com os demónios e condenados não convém ter nenhum tipo de contacto.

- 2. Nas reuniões espiritistas fala-se com alguém?
Em muitos casos só se trata da imaginação humana e habilidade do promotor.
Em ocasiões mais perigosas podem intervir os demónios procurando o mal dos homens.

- 3. Os espíritos bons falam nessas reuniões?

Os anjos e os santos não se prestam a este tipo de práticas opostas à fé.
São seres livres e não estão obrigados a falar ainda que se usem palavras ou gestos estranhos.

– 4. O espiritismo é uma ofensa a Deus?

O espiritismo realizado levado a sério é um tipo de pecado por vários motivos mais ou menos presentes:

Pretende-se possuir poderes sobre-humanos de domínio sobre os espíritos.
Assemelha-se ao pecado orgulhoso de Adão e Eva que desobedeceram a Deus porque quiseram ser "como deuses".
Há desconfiança de Deus e da sua Providência, desejando adivinhar o futuro.
Duvida-se da Bondade divina.
Procura-se a protecção de poderes ocultos, desprezando na ajuda divina, como se outros poderes fossem superiores a Deus ou melhores.
 E ninguém é melhor que Deus.

A CASTIDADE

1.           O que é a castidade?

A virtude da pureza ou castidade é o hábito de usar o sexo correctamente. A castidade modera os apetites sexuais para que sejam racionais. É uma virtude importante que capacita para amar. Se se deteriora, surgem graves consequências para a dignidade humana e para a família. A castidade pode viver-se em três situações: individualmente, no namoro e no casamento.

2. Como se exercita a castidade individualmente?

Individualmente, a castidade afasta qualquer prazer sexual, defendendo e educando o próprio coração.
A castidade é importante precisamente por isto: porque protege o coração do egoísmo e o capacita par o amor autêntico.

2.           Como se exercita a castidade no namoro?

A castidade no namoro afasta qualquer prazer sexual individual ou partilhado.
Ajuda a manifestar de forma limpa o amor, aprendendo a amar sem egoísmos.

 – 3. Como se exercita a virtude da castidade no casamento?
A virtude da pureza ou castidade no casamento inclui: o uso correcto do sexo com o próprio cônjuge (filhos); e recusa de outros prazeres sexuais.


B. BENEFÍCIOS DA CASTIDADE.

1. A castidade melhora a dignidade do homem.

- A partir de dois pontos de vista:

Um ser humano não é um objecto nem uma ferramenta. Um homem não se usa, não se utiliza. Por isto, uma pessoa utilizada sente-se maltratada e, realmente, sofreu uma agressão à sua dignidade. Neste sentido, a castidade evita que o ser humano seja usado para obter prazeres.
A castidade ajuda a manter a categoria correspondente ao corpo e ao sexo. Para explicar isto, não é fácil encontrar imagens actuais. Imaginemos um monarca dos séculos anteriores. Imaginemos a sua coroa real usada nos grandes momentos. E pensemos que alguém usava essa coroa para apanhar lixo. Seria um delito contra a dignidade do rei.
O uso do corpo humano só para obter prazeres diminui a categoria do sexo, que vai unida ao grande dom da paternidade.

2. A castidade melhora o respeito para consigo mesmo e os outros.

- É consequência do anterior porque se respeita quem se considera digno. Se se aprecia a dignidade do corpo humano na sexualidade, é mais fácil tratar correctamente o homem noutros campos. E ao contrário: se o corpo é mal utilizado para atender gostos sexuais, será fácil fazer-lhe mal para ter caprichos de qualquer tipo.
Assim, a degeneração sexual causa danos em muitos aspectos.

3. Exemplos?

A violência doméstica é violência e não impureza, mas não andam longe uma da outra, pois em ambos os casos se maltrata um corpo humano. Se o corpo humano se considera um objecto que utilizo para ter prazeres, não há maior dificuldade em descarregar a minha ira sobre esse objecto corporal quando me contrariar: dá-me gosto, utilizo-o; desgosta-me, espanco-o.
O desenfreamento sexual também está ligado com a dependência das drogas e o alcoolismo porque, também nestes casos, se maltrata o corpo humano. Não quer dizer-se que estejam sempre unidas, mas é mais fácil cair num vício se se deixou vencer em algo parecido.

4. A castidade liberta de uma escravidão.

- No sexo há uma inclinação correcta, que convida a formar uma família e a alcançar descendência. Esta disposição a ter filhos, cada marido com a sua mulher, é boa, natural. E os prazeres que acompanham são também bons e desejáveis. Por seu lado, no sexo há uma tendência errada que impulsiona a ter prazeres sexuais de qualquer modo, com umas e outras pessoas. Isto já não é natural e deve dominar-se. Se se cede nisto, a inclinação aumenta pois se adquirem gostos e se forma uma obsessão, uma escravidão ao sexo que pode chamar-se sexo-dependência. A virtude da castidade liberta destas cadeias ajudando o homem a ser dono dos seus actos nesta matéria.

5. A castidade protege e aumenta a capacidade de amar.

- O impulso sexual descontrolado conduz ao egoísmo de procurar prazeres de qualquer maneira. Esta escravidão das próprias apetências dificulta a capacidade de amar, pois o amor convida a procurar o bem para os outros ainda que à custa dos seus próprios gostos. Amor e egoísmo não se dão bem; se se fomenta um, diminui-se outro. Se alguém se liberta do egoísmo e procura o bem dos outros, beneficia-os assim como a si mesmo pois o seu coração se engrandece. Assim, a castidade aumenta a capacidade de amar pela vitória sobre o egoísmo. Esta virtude é requisito indispensável que purifica o coração e o capacita para o autêntico carinho.

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





22/04/2019

El Reto del Amor











por El Reto del amor

Temas para reflectir e meditar

Ansiedade



Se não existe uma convicção, uma certeza profunda da realidade próxima, íntima, de um Deus Criador, de um Deus Salvador, vencedor da morte e perpetuador da vida, o homem sente no mais profundo da alma que é simplesmente um projecto de existência absurdo, destinado à desintegração total. 

E o instinto de conservação – que é o instinto de eternidade – revolta-se em forma de ansiedade ou angústia.

rafael llano cifuentes Fortaleza Quadrante S. Paulo 1991 pg. 50,




Evangelho e comentário



TEMPO DE PÁSCOA




Evangelho: Mt 28, 8-15

8 Afastando-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e de grande alegria, as mulheres correram a dar a notícia aos discípulos. 9 Jesus saiu ao seu encontro e disse-lhes: «Salve!» Elas aproximaram-se, estreitaram-lhe os pés e prostraram-se diante dele. 10 Jesus disse-lhes: «Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos que partam para a Galileia. Lá me verão.» 11 Enquanto elas iam a caminho, alguns dos guardas foram à cidade participar aos sumos-sacerdotes tudo o que tinha acontecido! 12 Eles reuniram-se com os anciãos; e, depois de terem deliberado, deram muito dinheiro aos soldados, 13 recomendando-lhes: «Dizei isto: ‘De noite, enquanto dormíamos, os seus discípulos vieram e roubaram-no.’ 14 E, se o caso chegar aos ouvidos do governador, nós o convenceremos e faremos com que vos deixe tranquilos.» 15 Recebendo o dinheiro, eles fizeram como lhes tinham ensinado. E esta mentira divulgou-se entre os judeus até ao dia de hoje.

Comentário:

O que os judeus disseram e propagaram sobre a Ressurreição de Cristo só nos deve “importar” na medida em que, nós cristãos, temos obrigação de pedir ao Ressuscitado que os ilumine porque, quanto à “pretensa” polémica sobre o assunto, para nós, não se põe, já que estamos seguros e, sem qualquer reserva, acreditamos que Jesus Cristo ressuscitou e, com a Sua Ressurreição nos mereceu a Filiação Divina.

Trata-se, nem mais, do fundamento da nossa Fé!

(ama, comentário sobre Mt 28, 8-15, 09.04.2012)

Tu e eu procedemos como filhos de Deus?

Um filho de Deus não tem medo da vida nem medo da morte, porque o fundamento da sua vida espiritual é o sentido da filiação divina: Deus é meu Pai, pensa, e é o Autor de todo o bem, é toda a Bondade. – Mas tu e eu procedemos, de verdade, como filhos de Deus? (Forja, 987)

A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional –, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)

Quando se trabalha por Deus, é preciso ter "complexo de superioridade" – fiz-te notar. – Mas – perguntavas-me – isso não é uma manifestação de soberba? – Não! É uma consequência da humildade, de uma humildade que me faz dizer: – Senhor, Tu és o que és. Eu sou a negação. Tu tens todas as perfeições: o poder, a fortaleza, o amor, a glória, a sabedoria, o império, a dignidade... Se eu me unir a Ti, como um filho quando se põe nos braços fortes do pai ou no regaço maravilhoso da mãe, sentirei o calor da tua divindade, sentirei as luzes da tua sabedoria, sentirei correr pelo meu sangue a tua fortaleza. (Forja, 342)

Leitura espiritual


O ESPIRITISMO

- 1 Pode-se falar com os espíritos?

Convém falar frequentemente com os espíritos bons (as almas do purgatório, os anjos e os santos do céu).
Para falar com eles, basta dirigir-lhes sem mais as palavras ou o pensamento.
Interessa muito solicitar a sua ajuda, o seu conselho e pedir-lhes que intercedam por nós diante de Deus.
Por seu lado, com os demónios e condenados não convém ter nenhum tipo de contacto.

– 2 Nas reuniões espiritistas fala-se com alguém?

Em muitos casos só se trata da imaginação humana e habilidade do promotor.
Em ocasiões mais perigosas podem intervir os demónios procurando o mal dos homens.

– 3 Os espíritos bons falam nessas reuniões?

Os anjos e os santos não se prestam a este tipo de práticas opostas à fé.
São seres livres e não estão obrigados a falar ainda que se usem palavras ou gestos estranhos.

– 4 O espiritismo é uma ofensa a Deus?

O espiritismo realizado levado a sério é um tipo de pecado por vários motivos mais ou menos presentes:

Pretende-se possuir poderes sobre-humanos de domínio sobre os espíritos.
Assemelha-se ao pecado orgulhoso de Adão e Eva que desobedeceram a Deus porque quiseram ser "como deuses".
Há desconfiança de Deus e da sua Providência, desejando adivinhar o futuro.
Duvida-se da Bondade divina.
Procura-se a protecção de poderes ocultos, desprezando na ajuda divina, como se outros poderes fossem superiores a Deus ou melhores.
 E ninguém é melhor que Deus.

A CONSCIÊNCIA

1. O que é a consciência?

- A consciência é um juízo da razão pelo qual o homem reconhece a bondade ou maldade de um acto. Por exemplo, diz: "sou consciente de que este pormenor com os meus pais é bom".

2. O que é preciso para ter consciência?

- Para emitir um juízo de consciência sobre o bem ou o mal de um acto, necessita-se de uma inteligência que julgue e um conhecimento prévio que seja a base na qual se apoia esse juízo moral. Algo similar sucede quando o entendimento opina sobre a verdade de algo. Por exemplo, ao escutar: "as vacas voam", a razão emite um juízo imediato que diz: "falso". Este juízo está baseado no conhecimento prévio de vacas e de voo.

3. Qual é a base de apoio para a consciência?

- O juízo de consciência baseia-se no conhecimento da natureza humana e do que lhe convém. Esta sabedoria adquire-se através de duas fontes:

Por um lado, a própria natureza humana reclama um modo de actuar que costuma chamar-se lei natural. O Criador fez-nos de uma determinada maneira e está gravado no homem um conhecimento básico do que está bem ou mal.
Além disso, o Senhor quis manifestar claramente o que nos convém e dispomos dos dez mandamentos e os ensinamentos de Jesus Cristo, que ajudam a formar a consciência.

4. Como formar bem a consciência?

- O juízo moral da inteligência torna-se mais certeiro se o homem obtém mais conhecimento pelas duas fontes anteriores.
Para conhecer melhor a natureza humana é bom fomentar o desejo de procurar a verdade e fazer o bem. Pois que, também sobre este último, ao fazer o mal, a inteligência acostuma-se e perde claridade de juízo.
Para aprender ou recordar os ensinamentos de Jesus Cristo, terá de recorrer aos meios de formação cristã: palestras, homilias, cursilhos, livros, etc.
Para a aplicação prática desses conhecimentos, será bom escutar o conselho de pessoas boas e entendidas.

5. Convém ter uma consciência bem formada?
- É importante distinguir o bem do mal, para acertar no que convém fazer. Os grandes criminosos, têm a consciência deformada e se diz que eles são homens sem consciência.
6. Qualidades da consciência?

A consciência não cria a lei, mas aplica a lei de Deus ao caso concreto.
- O homem não inventa o bem e o mal, mas julga baseado na lei natural gravada na sua natureza. Um carteirista pode auto-convencer-se de que roubar é bom, mas não o é. Simplesmente engana-se.

7. A consciência é inseparável dos actos humanos.
- Chamam-se actos humanos aos actos voluntários e livres e, portanto, conscientes. Actos conscientes da sua bondade sensível - eu gosto - e da sua bondade moral - convém-me -.

8. A consciência instrui sobre o bem e move a praticá-lo.
- O Juízo de consciência é prático: isto posso ou devo fazer, isto devo evitar. E adquire-se experiência.

9. A consciência aprova ou repreende.
- O juízo de consciência é principalmente anterior à acção, de forma a agir ou não. Mas uma pessoa continua a reflectir depois de actuar, com um ditame de aprovação e paz, se agiu bem, ou de inquieta resistência se fez mal. Por isto o homem tem responsabilidade diante de si mesmo.

10. Liberdade das consciências?
- Deve-se respeitar a liberdade das consciências, mas isso não significa que a consciência seja independente da lei divina. Neste campo, a liberdade consiste na ausência de coacção ao procurar a verdade, mas não de independência face à verdade. Uma pessoa pode convencer-se de que roubar é bom, ou que não existe Pequim. Em ambos os casos, actua livremente, mas não acerta com a verdade -moral o geográfica- (relativismo).

11. Um terrorista assassina de acordo com a sua consciência.


- Porque faz mal? Não faz mal por seguir a sua consciência, mas sim por tê-la deformado até esse ponto. (Na realidade, diante de casos tão anti-naturais, a consciência continua a protestar e o terrorista deve persuadir o seu próprio pensamento cada vez que actua).


21/04/2019

Temas para reflectir e meditar

Juventude


Sede sempre amigos de Jesus e levai à família, à escola, ao bairro, o exemplo da vossa vida cristã, limpa e alegre. 

Sede sempre jovens cristãos, verdadeiras testemunhas da doutrina de Cristo. 

Mais ainda, sede portadores de Cristo nesta sociedade conturbada, hoje mais que nunca necessitada d’Ele. 

Anunciai a todos com a vossa vida que só Cristo é a verdadeira salvação da humanidade.

são joão paulo ii Homília 1978.12.03,

Evangelho e comentário


TEMPO DE PÁSCOA



Domingo da Ressurreição do Senhor

Evangelho: Jo 20, 1-9

1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. 2 Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.» 3 Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou. 6 Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, 7 ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição. 8 Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer, 9 pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

Comentário:

Neste trecho escrito por São João ele próprio relata como percebera perfeitamente a escolha feita por Jesus ao considerar Pedro como o chefe dos Apóstolos.
De facto, como ele próprio relata, tendo chegado primeiro ao túmulo não entrou esperando que Pedro o fizesse em primeiro lugar.

Trata-se de um pormenor?

Não!

Trata-se sim da primeira demonstração de que a Igreja de Jesus Cristo não é uma democracia mas sim uma hierarquia.

Não se trata de subserviência mas de obediência, respeito e deferência.

A humilíssima figura de Pedro não se modifica nem altera pela categoria ou “posto” em que está investido pelo próprio Jesus Cristo, antes se considera como um obediente servo do seu Mestre e Senhor, sem enjeitar as suas responsabilidades nem sob o pretexto de não ser digno, há-de conduzir aqueles Doze e os que se seguirão a cumprir o mandato recebido: Ensinar a todas as gentes; a instalar o Reino de Deus na terra.

(AMA, comentário sobre Jo 20, 1-9, 12.01.2019)

Encherás o mundo de caridade


Não podes destruir, com a tua negligência ou com o teu mau exemplo, as almas dos teus irmãos os homens. – Tens – apesar das tuas paixões! – a responsabilidade da vida cristã dos que te são próximos, da eficácia espiritual de todos, da sua santidade! (Forja, 955)


Longe fisicamente e, contudo, muito perto de todos: muito perto de todos!... – repetias feliz.
Estavas contente, graças a essa comunhão de caridade, de que te falei, que tens de avivar sem cansaço. (Forja, 956)

Perguntas-me o que é que poderias fazer por aquele teu amigo, para que não se encontre sozinho.
Dir-te-ei o que sempre digo, porque temos à nossa disposição uma arma maravilhosa, que resolve tudo: rezar. Primeiro, rezar. E, depois, fazer por ele o que gostarias que fizessem por ti, em circunstâncias semelhantes.
Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de tal maneira que se lhe torne fácil o que lhe é difícil. (Forja, 957)

Põe-te sempre nas circunstâncias do próximo: assim verás os problemas ou as questões serenamente, não terás desgostos, compreenderás, desculparás, corrigirás quando e como for necessário, e encherás o mundo de caridade. (Forja, 958)

Leitura espiritual


DISCRIMINAÇÃO

-Somos todos iguais?

Em parte sim, em parte não.

Enquanto pessoas humanas somos iguais.

Em relação às qualidades somos diferentes.

Se duas coisas são diferentes, como as devemos tratar?
Se são distintas, é correcto trata-las de modo diferente.
O problema surge quando são semelhantes em certas partes e diferentes noutras.

Então, deve-se procurar equilíbrios tratando igualmente o que é igual e diferentemente o que é diferente.

Por exemplo: um homem sem conhecimentos de química não deve ser Professor Doutor nesta disciplina, mas tal não afecta a sua dignidade como pessoa.

– 2 Quando existe discriminação?

Há discriminação se se faz distinção onde há igualdade e se essa diferenciação é injusta.
Não há descriminação se se distingue o que realmente é diferente. 
Da mesma forma, não há discriminação se não se falta à justiça.

4. Exemplos de situações discriminatórias.


- Aqui há diferenças em alguns aspectos, mas é injusto alargar essas qualidades a outros casos.

A mulher é diferente do homem, mas ambos são seres humanos com os direitos e deveres correspondentes.
Se esses direitos fundamentais não se respeitam, estamos perante uma discriminação.
Um embrião humano é diferente de uma criança e de um adulto, mas são pessoas humanas com tudo o que isto significa.
Há diferenças nos deveres e capacidades, mas não deve haver discriminação enquanto homens.
Um doente é diferente de um homem são e terá distinções laborais, uma vez que se altera a sua capacidade de trabalho.
Mas não são distintos enquanto pessoas e se não recebem um tratamento humano estamos perante uma discriminação.

5. Exemplos onde não há discriminação.

- Aqui temos diferenças reais e é correcto distinguir:

A verdade não discrimina o erro.
Simplesmente é o verdadeiro. E o outro não é.
São realmente distintos e é justo distingui-los.
A bondade não discrimina a maldade. Apenas a primeira é um acto bom e a segunda não o é.
São realmente distintos e é correcto diferenciá-los.
Quem escolhe não discrimina.
Simplesmente escolhe.
Somente se discrimina se se cria ou mantém uma injustiça.

6. Exemplo de escolha justa?

Quando há liberdade de escolha, é justo escolher arbitrariamente o que se deseje.

Por exemplo, quem compra um carro escolhe o que quer, sem que isto seja uma discriminação face às outras marcas, ainda que sejam melhores.

7. Como se origina uma discriminação?

Pode haver vários motivos.
Talvez uma causa seja o exagero de um aspecto acidental.

Exemplos:

Discriminação racista: exagera-se a importância da cor da pele.
Discriminação nacionalista: acentua-se a importância de ter nascido num determinado lugar.
Discriminação qualitativa: entre um recém-nascido e um embrião há diferenças, mas não tantas que justifiquem matá-lo (aborto).

Entre um doente e uma pessoa saudável há distinções, mas não exageremos (eutanásia).

8. Discriminação face à síndrome de Down?

Um amigo pede-me que acrescente algo sobre este tema.
Estes doentes, têm umas capacidades reduzidas, mas continuam a serem humanos e muito carinhosos.
Deve-se tratá-los de acordo com a dignidade humana.

Por exemplo, o aborto nestes casos, continua a ser um crime. A origem da possível discriminação pode ser dupla: necessitam de cuidados especiais; e não fica nada bem ter um filho assim, pois está na moda ter filhos perfeitos.

Estas discriminações seriam do tipo qualitativo - devido a terem qualidades distintas -, ou racistas se se suprimissem para melhorar a raça.