13/03/2018

O trabalho do lar - vídeo


Devoción a la Virgen



¿Qué pasó en Garabandal hace medio siglo? La historia de las apariciones de la Virgen llega al cine

Evangelho e comentário

Tempo de Quaresma


Evangelho: Jo 5, 1-3. 5-16

1 Depois disto, havia uma festa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém.  2Em Jerusalém, junto à Porta das Ovelhas, há uma piscina, em hebraico chamada Betzatá. Tem cinco pórticos, 3 e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos que esperavam o movimento da água.
5 Estava ali um homem que padecia da sua doença há trinta e oito anos. 6 Jesus, ao vê-lo prostrado e sabendo que já levava muito tempo assim, disse-lhe: «Queres ficar são?» 7 Respondeu-lhe o doente: «Senhor, não tenho ninguém que me meta na piscina quando se agita a água, pois, enquanto eu vou, algum outro desce antes de mim». 8 Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda.» 9 E, no mesmo instante, aquele homem ficou são, agarrou na enxerga e começou a andar. Ora, aquele dia era de sábado. 10 Por isso os judeus diziam ao que tinha sido curado: «É sábado e não te é permitido transportar a enxerga.» 11 Ele respondeu-lhes: «Quem me curou é que me disse: ‘Toma a tua enxerga e anda’.» 12 Perguntaram-lhe, então: «Quem é esse homem que te disse: ‘Toma a tua enxerga e anda’?» 13 Mas o que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus se tinha afastado da multidão ali reunida. 14 Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: «Vê lá: ficaste curado. Não peques mais, para que não te suceda coisa ainda pior.» 15 O homem foi-se embora e comunicou aos judeus que fora Jesus quem o tinha curado. 16 E foi por isto, por Jesus realizar tais coisas em dia de sábado, que os judeus começaram a persegui-lo.

Comentários:

Este acontecimento extraordinário que S. João nos relata contem um detalhe que, penso, tem uma importância capital:

«Senhor, não tenho ninguém que me meta na piscina quando se agita a água, pois, enquanto eu vou, algum outro desce antes de mim»

Como é possível que durante trinta e oito anos ninguém tivesse ajudado este pobre homem?

A indiferença perante os outros com quem nos cruzamos nos caminhos da vida, o alheamento – automático ou voluntário – das condições em que se encontra, das necessidades que possa ter, revelam uma dureza de coração e um egoísmo absolutamente incompatíveis com o que deve ser a atitude de um cristão para com o seu próximo.

Pensemos, por momentos, que tal coisa se passaria connosco!
Trinta e oito anos deitado numa enxerga porque ninguém reparou em mim?!

(AMA, comentário sobre Jo 5, 1-3. 5-16, 07.12.2017)

Leitura espiritual

RESUMOS DA FÉ CRISTà

TEMA 18 O Baptismo e a Confirmação

4. Celebração litúrgica

Os «ritos de acolhimento» tentam discernir devidamente a vontade dos candidatos, ou dos seus pais, de receber o sacramento e de assumir as consequências.
Seguem-se as leituras bíblicas, que ilustram o mistério baptismal, e são comentadas na homilia.
A seguir, invoca-se a intercessão dos santos, em cuja comunhão o candidato será integrado; a oração de exorcismo e a unção com o óleo dos catecúmenos significa a protecção divina contra as insídias do maligno. Depois, benze-se a água com fórmulas de alto conteúdo catequético, que dão forma litúrgica ao nexo água-Espírito.
A fé e a conversão tornam-se presentes mediante a profissão trinitária e a renúncia a Satanás e ao pecado.
Entra-se agora na fase sacramental do rito, «para a santificar, purificando-a, no banho da água, pela palavra» (Ef 5, 26).
A ablução, seja por infusão ou por imersão, deve-se realizar de tal modo que a água escorra pela cabeça, significando assim a verdadeira lavagem da alma.

A matéria válida do Sacramento é a água tida como tal segundo o juízo comum dos homens.
Enquanto o ministro derrama três vezes a água sobre a cabeça do candidato, ou o submerge, pronuncia as palavras: «N., eu te baptizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».
Os ritos após o Baptismo (ou explicativos) ilustram o mistério realizado.
Unge-se a cabeça do candidato (se não se administra a seguir a Confirmação), para significar a sua participação no sacerdócio comum e evocar o futuro Crisma.
Entrega-se uma veste branca como exortação a conservar a inocência baptismal e como símbolo da nova vida concedida.
A vela acesa no círio pascal simboliza a luz de Cristo de Cristo, entregue para viver como filhos da luz. O rito do efecta, realizado nas orelhas e na boca do candidato, quer significar a atitude de escuta e de proclamação da palavra de Deus.
Finalmente, a recitação do Pai Nosso em frente do altar – nos adultos, dentro da liturgia eucarística – sublinha a nova condição de filho de Deus.

5. Ministro e sujeito

O ministro ordinário é o bispo e o presbítero e, na Igreja latina, também o diácono.
Em caso de necessidade, pode baptizar qualquer homem ou mulher, mesmo não cristão, desde que tenha a intenção de realizar o que a Igreja crê quando assim actua.
O Baptismo destina-se a todos os homens e mulheres que ainda o não tenham recebido. As condições do candidato dependem da sua condição de criança ou adulto. Os primeiros, que ainda não tenham chegado ao uso da razão, devem receber o sacramento durante os primeiros dias de vida, mal o permita a saúde da mãe: proceder de outro modo é, na expressão forte de S. Josemaria, «um grave atentado contra a justiça e contra a caridade» [i].

Com efeito, como porta da vida da graça, o Baptismo é um evento absolutamente gratuito, para cuja validade basta que não seja rejeitado; por outro lado, a fé do candidato, que é necessariamente fé eclesial, torna-se presente na fé da Igreja. No entanto, existem determinados limites à praxe do Baptismo das crianças: é ilícita se falta o consenso dos pais, ou não existe garantia suficiente da futura educação católica.
Face a esta última condição, designam-se os padrinhos, escolhidos entre pessoas de vida exemplar.
Os candidatos adultos preparam-se através do catecumenato, estruturado segundo os diversos usos locais, com vista a receber também na mesma cerimónia a Confirmação e a primeira Comunhão.
Durante este período, procura-se que aumente o desejo da graça, o que inclui a intenção de receber o sacramento, como condição da sua validade.
Tudo isto acompanha a instrução doutrinal, que progressivamente leccionada procura suscitar no candidato a virtude da fé, e a verdadeira conversão do coração, o que pode pedir mudanças radicais na vida do candidato.

Confirmação 1. Fundamentos bíblicos e históricos

As profecias sobre o Messias tinham anunciado que «sobre Ele repousará o espírito do Senhor» (Is 11, 2), e isto estaria unido à sua eleição como enviado: «Eis o meu servo, que Eu amparo, o meu eleito, que Eu preferi. Fiz repousar sobre Ele o meu espírito, para que leve às nações a verdadeira justiça» (Is 42, 1).
O texto profético é ainda mais explícito quando é colocado nos lábios do Messias: «O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu: enviou-me para levar a boa-nova aos que sofrem, para curar os desesperados, para anunciar a libertação aos exilados e a liberdade aos prisioneiros» (Is 61, 1).
Algo similar se anuncia também para o povo de Deus; aos seus membros, Deus disse: «Dentro de vós porei o meu espírito, fazendo com que sigais as minhas leis e obedeçais e pratiqueis os meus preceitos» (Ez 36, 27); e em Jl 3, 2 acentua-se a universalidade desta difusão: «sobre servos e servas, naqueles dias, derramarei o meu espírito».
No mistério da Encarnação realiza-se a profecia messiânica (cf. Lc 1, 35), confirmada, completada e publicamente manifestada na unção do Jordão (cf. Lc 3, 21-22), quando desce sobre Cristo o Espírito Santo em forma de pomba e a voz do Pai actualiza a profecia de eleição.
O próprio Senhor apresenta-se no início do seu ministério como o ungido de Yahvé em quem se cumprem as profecias (cf. Lc 4, 18-19), e deixa-se guiar pelo Espírito (cf. Lc 4, 1; 4, 14; 10, 21) até ao próprio momento da morte (cf. Heb 9, 14). Antes de oferecer a Sua vida por nós, Jesus promete o envio do Espírito (cf. Jo 14, 16; 15, 26; 16, 13), como efectivamente sucede no Pentecostes (cf. Act 2, 1-4), referindo-se explicitamente à profecia de Joel (cf. Act 2, 17-18), dando assim início à missão universal da Igreja.
O próprio Espírito Santo descido em Jerusalém sobre os Apóstolos é por eles comunicado aos baptizados mediante a imposição das mãos e a oração (cf. Act 8, 14-17; 19, 6).
Esta praxe chega a ser tão conhecida na Igreja primitiva, que é referida na Carta aos Hebreus como parte dos «ensinamentos elementares» e dos «temas fundamentais» (Heb 6, 1-2).
Este quadro bíblico completa-se com a tradição paulina e joanina que vincula os conceitos de «unção» e «selo» com o Espírito infundido sobre os cristãos (cf. 2 Cor 1, 21-22; Ef 1, 13; 1 Jo 2, 20. 27).
Este último encontra expressão litúrgica já nos mais antigos documentos, com a unção do candidato com óleo perfumado.
Estes mesmos documentos atestam a unidade ritual primitiva dos três sacramentos de iniciação cristã, administrados durante a celebração pascal presidida pelo bispo na catedral.
Quando o cristianismo se difunde fora das cidades e o Baptismo das crianças passa a ser massivo, já não é possível continuar com a praxe primitiva.
Enquanto no ocidente se reserva a administração da Confirmação ao bispo, separando-a do Baptismo, no oriente conserva-se a unidade dos sacramentos de iniciação, concedidos um a seguir ao outro ao recém-nascido pelo presbítero.
Daí a importância crescente no oriente da unção com o myron, que se estende a diversas partes do corpo; no ocidente, a imposição das mãos torna-se uma imposição geral a todos os confirmandos, enquanto cada um recebe a unção na testa.

2. Significação litúrgica e efeitos sacramentais

O crisma, composto de azeite e bálsamo, é consagrado pelo bispo ou patriarca, e só por ele, durante a missa crismal de quinta-feira santa. A unção do confirmando com o santo crisma é sinal da sua consagração. «Pela Confirmação, os cristãos, quer dizer, os que são ungidos, participam mais na missão de Jesus Cristo e na plenitude do Espírito Santo de que Ele está repleto, a fim de que toda a sua vida espalhe “o bom odor de Cristo” (cf. 2 Cor 2, 15).
Por esta unção, o confirmando recebe “a marca”, o selo do Espírito Santo» (Catecismo, 12941295). Esta unção é liturgicamente precedida – quando se realiza separadamente do Baptismo – da renovação das promessas do Baptismo e a profissão de fé dos confirmandos. «Assim se evidencia claramente que a Confirmação se situa na continuação do Baptismo» (Catecismo, 1298).
Na liturgia romana, continua-se com a extensio manuum para todos os confirmandos do bispo, enquanto se pronuncia uma oração em voz alta de grande conteúdo epiclético (isto é, de invocação e súplica). Chega-se assim ao rito especificamente sacramental, que se realiza «pela unção do santo crisma sobre a fronte, feita com a imposição da mão, e por estas palavras: “Accipe signaculum doni Spiritus Sancti – Recebe por este sinal o Espírito Santo, o Dom de Deus”». Nas igrejas orientais, a unção faz-se sobre as partes mais significativas do corpo, acompanhada cada uma pela fórmula: «Selo do dom que é o Espírito Santo» (Catecismo, 1300). O rito termina com o beijo da paz, como manifestação da comunhão eclesial com o bispo (cf. Catecismo, 1301). Assim, a Confirmação possui uma unidade intrínseca com o Baptismo, mesmo que não se expresse necessariamente no mesmo rito. Com ela, o património baptismal do candidato completa-se com os dons sobrenaturais característicos da maturidade cristã.
A Confirmação é dada uma só vez, pois «imprime na alma uma marca espiritual indelével, o “carácter”, que é sinal de que Jesus Cristo marcou um cristão com o selo do seu Espírito, revestindo-o da fortaleza do Alto, para que seja sua testemunha» (Catecismo, 1304). Através dela, os cristãos recebem com particular abundância os dons do Espírito Santo, ficam mais estreitamente vinculados à Igreja, «e deste modo ficam obrigados a difundir e defender a fé por palavras e obras» [ii].

3. Ministro e sujeito

Enquanto sucessores dos Apóstolos, só os bispos são «os ministros originários da Confirmação» [iii].

No rito latino, o ministro ordinário é exclusivamente o bispo; um presbítero pode confirmar validamente só nos casos previstos na legislação geral (baptismo de adultos, acolhimento na fé católica, equiparação episcopal, perigo de morte), quando recebe a faculdade específica ou quando é associado momentaneamente a estes efeitos pelo bispo.
Nas igrejas orientais, o presbítero também é ministro ordinário, o qual deve usar sempre o crisma consagrado pelo patriarca ou bispo. Como sacramento de iniciação, a Confirmação está destinada a todos os cristãos e não só a alguns escolhidos.
No rito latino, é conferida uma vez que o candidato chegue ao uso da razão: a idade concreta depende dos usos locais, as quais devem respeitar o seu carácter de iniciação. Requer-se a prévia instrução, verdadeira intenção de a receber e estado de graça.

PHILIP GOYRET


Bibliografia básica
- Catecismo da Igreja Católica, 1212-1321. - Compêndio do Catecismo da Igreja Católica 251-270.
Notas




[i] S. Josemaria, Cristo que Passa, 78.
[ii] Concílio Vaticano II, Const. Lumen Gentium, 11.
[iii] Ibidem, 26

El reto de hoy es que no te bajes del tren de la Vida ante las dificultades o luchas

EN TU PROPIA PIEL


Hay momentos en la vida en que te sientes "en tu propia piel"; es decir, que recibes como una luz o una gracia que te muestra la obra que Dios va haciendo en ti, o la felicidad de vivir junto a Él, para Él y conocerle. Entonces te deshaces en gratitud y alabas al Señor, le das gracias por todo lo que has vivido, pues te ha traído hasta aquí. Y te encajan las luchas, sufrimientos, dolores, etc. porque comprendes que eso ha sido y es la trama donde se gesta tu plenitud, que siempre, siempre es regalo, gracia, don, que es para lo que estamos hechos.


¡Cuántos días me toca rezar el Oficio así, rezando, cantando los salmos, escuchando las lecturas, con sueño y cansancio (que a todos nos pasa, también a las monjas), y, sin embargo, hoy, no sé por qué, una chispa salta en mi ser y me hace sentir que para esto es mi vida, que es lo mejor que puedo hacer, el sitio donde mejor puedo estar, que soy tan privilegiada, que sólo por este momento vale la pena todo, absolutamente todo lo que tenga que vivir, que estoy en mi propia piel. Es tan sencillo y sublime a la vez... es Jesucristo que me manifiesta un rayo de lo que es, de lo que me quiere, de lo que me ofrece.


No, no penséis que esto es sólo para monjas; es para todos, porque Cristo es el horizonte de cada vida, porque Él sale a tu encuentro, te acompaña y te ofrece eso que añoras en tu corazón y que ni el mundo en que vives, ni las cosas que tengas, ni las técnicas que sepas te pueden dar.


¿Los éxtasis que oímos de los santos? Bueno, pues sí, pero sin aparatosidad. Porque éxtasis es 'salir de uno mismo' y, entonces, Dios puede entrar en ti y mostrarse a ti. Como Él es... tan por encima de nuestra capacidad, tu humanidad se desvanece, se siente desbordada, se sobrecoge ante Su Amor. Dios se hizo hombre para, desde nuestra condición, mostrarse; se metió en nuestra propia piel y lo hace día a día viviendo cada detalle en nosotros, mostrándonos su cariño, iluminando la realidad con su Amor.


El reto de hoy es que no te bajes del tren de la Vida ante las dificultades o luchas; porque todo, todo, concurre al bien de los que Dios ama y, con Él, en este viaje, siempre sale el Sol. 



VIVE DE CRSITO

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





12/03/2018

Orar é falar com Deus. Mas de quê?

Escreveste-me: "Orar é falar com Deus. Mas de quê?". De quê?! D'Ele e de ti; alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias..., fraquezas; e acções de graças e pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te – ganhar intimidade! (Caminho, 91)


Uma oração ao Deus da minha vida. Se Deus é vida para nós, não deve causar-nos estranheza que a nossa existência de cristãos tenha de estar embebida de oração. Mas não penseis que a oração é um acto que se realiza e se abandona logo a seguir. O justo encontra na lei de Iavé a sua complacência e procura acomodar-se a essa lei durante o dia e durante a noite. Pela manhã penso em ti; e, durante a tarde, dirige-se a ti a minha oração como o incenso. Todo o dia pode ser tempo de oração: da noite à manhã e da manhã à noite. Mais ainda: como nos recorda a Escritura Santa, também o sono deve ser oração.


(...) A vida de oração tem de fundamentar-se, além disso, em pequenos espaços de tempo, dedicados exclusivamente a estar com Deus. São momentos de colóquio sem ruído de palavras, junto ao Sacrário sempre que possível, para agradecer ao Senhor essa espera – tão só! – desde há vinte séculos. A oração mental é diálogo com Deus, de coração a coração, em que intervém a alma toda: a inteligência e a imaginação, a memória e a vontade. Uma meditação que contribui a dar valor sobrenatural à nossa pobre vida humana, à nossa vida corrente e diária.


Graças a esses tempos de meditação, às orações vocais, às jaculatórias, saberemos converter a nossa jornada, com naturalidade e sem espectáculo, num contínuo louvor a Deus. Manter-nos-emos na sua presença, como os que estão enamorados dirigem continuamente o seu pensamento à pessoa que amam, e todas as nossas acções – inclusivamente as mais pequenas – encher-se-ão de eficácia espiritual.



Por isso, quando um cristão se lança por este caminho de intimidade ininterrupta com o Senhor – e é um caminho para todos, não uma senda para privilegiados – a vida interior cresce, segura e firme; e o homem empenha-se nessa luta, amável e exigente ao mesmo tempo, por realizar até ao fim a vontade de Deus. (Cristo que passa, 119)

Temas para reflectir e meditar

Felicidade



Temos os nossos próprios planos para a nossa felicidade, e com demasiada frequência olhamos para Deus simplesmente como alguém que nos ajudará a realizá-los.

O verdadeiro estado das coisas é completamente ao contrário.

Deus tem os Seus planos para a nossa felicidade, e está à espera que O ajudemos a realizá-los.

E fique bem claro que nós não podemos melhorar os planos de Deus.



(E. BOYLAN, El amor supremo, Rialp, Madrid 1954, vol. II, pg. 46, trad ama)





Evangelho e comentário

Tempo de Quaresma

Evangelho: Jo 4, 43-54

43 Passados aqueles dois dias, Jesus partiu dali para a Galileia. 44 Ele mesmo tinha declarado que um profeta não é estimado na sua própria terra. 45 No entanto, quando chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, por terem visto o que fizera em Jerusalém durante a festa; pois eles também tinham ido à festa. 46 Veio, pois, novamente a Caná da Galileia, onde tinha convertido a água em vinho. Ora havia em Cafarnaúm um funcionário real que tinha o filho doente. 47 Quando ouviu dizer que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-lhe que descesse até lá para lhe curar o filho, que estava a morrer. 48Então Jesus disse-lhe: «Se não virdes sinais extraordinários e prodígios, não acreditais.» 49 Respondeu-lhe o funcionário real: «Senhor, desce até lá, antes que o meu filho morra.» 50 Disse-lhe Jesus: «Vai, que o teu filho está salvo.» O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe disse e pôs-se a caminho. 51 Enquanto ia descendo, os criados vieram ao seu encontro, dizendo: «O teu filho está salvo.» 52 Perguntou-lhes, então, a que horas ele se tinha sentido melhor. Responderam: «A febre deixou-o há pouco, depois do meio-dia.» 53 O pai viu, então, que tinha sido exactamente àquela hora que Jesus lhe dissera: «O teu filho está salvo». E acreditou ele e todos os da sua casa. 54 Jesus realizou este segundo sinal miraculoso ao ir da Judeia para a Galileia.

Comentários:

 Mais uma vez o Evangelho demonstra que Jesus não faz qualquer acepção de pessoas.

Um funcionário real deveria ser, em princípio, alguém que não acreditaria em Jesus, mas, o seu amor de Pai sobrepôs-se às eventuais dúvidas e foi ao Seu encontro fazer o pedido.

De facto, o amor, move as pessoas e, se o amor é verdadeiro, sadio como o deste Pai pelo seu filho, então mais se acentua a apelo do coração e se deixam os preconceitos e respeitos humanos.

Mais que a fé, que este homem não teria, foi este amor que moveu o Coração Misericordioso de Jesus.

De um mal aparente o Senhor tira sempre um bem que excede em muito todas as expectativas, como se vê:

«Acreditou ele, assim como toda a sua família».


 (AMA, comentário sobre Jo 4, 43-54, 27,03.2017)





Leitura espiritual

RESUMOS DA FÉ CRISTà

TEMA 17 A liturgia e os sacramentos em geral

3. A Liturgia


A liturgia cristã «é essencialmente acção de Deus (actio Dei) que nos envolve em Jesus por meio do Espírito» [i], e possui uma dupla dimensão: ascendente e descendente [ii].

«A liturgia é “acção” do “Cristo total” (Christus totus)» (Catecismo, 1136), por isso «é toda a comunidade, o corpo de Cristo unido à sua Cabeça, que celebra» (Catecismo, 1140).

No centro da assembleia encontra-se o próprio Jesus Cristo (cf. Mt 18, 20), agora ressuscitado e glorioso.

Cristo precede a assembleia que celebra.

Ele – que actua inseparavelmente unido ao Espírito Santo – convoca-a, reúne-a e ensina-a. Ele, o Sumo e Eterno Sacerdote é o principal protagonista da acção ritual que torna presente o evento fundador, embora se sirva dos seus ministros para representar (para tornar presente, real e verdadeiramente, no aqui e agora da celebração litúrgica) o seu sacrifício redentor e tornar-nos participantes dos dons conviviais da sua Eucaristia.
Sem esquecer que, formando com Cristo-Cabeça «como que uma única pessoa mística» [iii], a Igreja actua nos sacramentos como “comunidade sacerdotal”, “organicamente estruturada”: graças ao Baptismo e à Confirmação, o povo sacerdotal tornas-e apto para celebrar a Eucaristia.
Por isso, «as acções litúrgicas não são acções privadas, mas celebrações da Igreja (…), pertencem a todo o corpo da Igreja, manifestam-no e afectam-no, atingindo, porém, cada um dos membros de modo diverso, segundo a variedade de estados, funções e participação actual» [iv].

Em cada celebração litúrgica comparticipa toda a Igreja, céus e terra, Deus e os homens (cf. Ap 5).

A liturgia cristã, embora se celebre apenas aqui e agora, num lugar concreto e expresse em si uma certa comunidade, é por natureza católica, provém do todo e conduz ao todo, em unidade com o Papa, com os bispos em comunhão com o Romano Pontífice, com os crentes de todas as épocas e lugares «para que Deus seja tudo em todas as coisas» (1 Cor 15, 28).
Nesta perspectiva, é fundamental o princípio de que o verdadeiro sujeito da liturgia é a Igreja, concretamente a communio sanctorum de todos os lugares e de todos os tempos [v].

Por isso, quanto mais uma celebração está imbuída desta consciência, tanto mais nela se realiza concretamente o sentido da liturgia.
Expressão desta consciência de unidade e universalidade da Igreja é o uso do latim e do canto gregoriano em algumas partes da celebração litúrgica [vi].

A partir destas considerações, podemos afirmar que a assembleia que celebra a Eucaristia é a comunidade dos baptizados que, «pela regeneração e pela unção do Espírito Santo, são consagrados para serem casa espiritual, sacerdócio santo, para que, por meio de todas as obras próprias do cristão, ofereçam oblações espirituais» [vii].

Este “sacerdócio comum” é o de Cristo, único Sacerdote, no qual todos os seus membros participam [viii].

«Assim, na celebração dos sacramentos, toda a assembleia é “liturgia”, cada qual segundo a sua função, mas “na unidade do Espírito” que age em todos» (Catecismo, 1144).
Por isso, a participação nas celebrações litúrgicas, mesmo que não abarque toda a vida sobrenatural dos fiéis, constitui para eles, como para toda a Igreja, o cume para o qual tende toda a sua actividade e a fonte donde mana a sua força [ix].

Na realidade, «a Igreja recebe-se e simultaneamente exprime-se nos sete sacramentos, pelos quais a graça de Deus influencia concretamente a existência dos fiéis para que toda a sua vida, redimida por Cristo, se torne culto agradável a Deus» [x].

Quando nos referimos à assembleia como sujeito da celebração quer dizer que cada fiel, ao actuar como membro participante da assembleia, faz tudo e só o que lhe corresponde.
«Os membros não têm todos a mesma função» (Rm 12, 4).
Alguns são chamados por Deus na e pela Igreja para um serviço especial da comunidade.
Estes servidores são escolhidos pelo sacramento da Ordem, por meio do qual o Espírito Santo os torna aptos para actuar em representação de Cristo-Cabeça ao serviço de todos os membros da Igreja [xi].

Como João Paulo II esclareceu em diversos momentos, «in persona Christi quer dizer algo mais do que “em nome”, ou então “nas vezes” de Cristo.
In persona, isto é, na específica e sacramental identificação com o Sumo e Eterno Sacerdote, que é o Autor e o principal Sujeito deste seu próprio sacrifício, no que verdadeiramente não pode ser substituído por ninguém» [xii].

Podemos dizer graficamente, como diz o Catecismo, que «o ministro ordenado é como que o “ícone” de Cristo-Sacerdote» (Catecismo, 1142).
«O mistério celebrado na liturgia é um só, mas as formas da sua celebração são diversas.
A riqueza insondável do mistério de Cristo é tal, que nenhuma tradição litúrgica pode esgotar-lhe a expressão». (Catecismo, 1200-1201).
«As tradições litúrgicas ou ritos, actualmente em uso na Igreja, são: o rito latino (principalmente o rito romano, mas também os ritos de certas igrejas locais, como o rito ambrosiano ou o de certas ordens religiosas) e os ritos bizantino, alexandrino ou copta, siríaco, arménio, maronita e caldeu» (Catecismo, 1203).

«A Igreja considera iguais em direito e honra todos os ritos legitimamente reconhecidos, quer que se mantenham e sejam por todos os meios promovidos» [xiii].

JUAN JOSÉ SILVESTRE
Bibliografia básica

 - Catecismo da Igreja Católica, 1066-1098; 1113-1143; 1200-1211 e 1667-1671.
Leituras recomendadas
- S. Josemaria, Homilia «A Eucaristia, mistério de fé e de amor», em Cristo que Passa, 83-94; também os n. 70 e 80. Temas Actuais do Cristianismo, 115. - J. Ratzinger, Introdução ao Espírito da Liturgia, Edições Paulinas, 2002. - J. L. Gutiérrez-Martín, Belleza y misterio. La liturgia, vida de la Iglesia, EUNSA (Astrolabio), Pamplona 2006, pp. 53-84, 13-126.





[i] Benedicto XVI, Exh. apost. Sacramentum Caritatis, 37
[ii] «Por una parte, la Iglesia, unida a su Señor y “bajo la acción del Espíritu Santo” (Lc 10, 21), bendice al Padre “por su don inefable” (2 Co 9, 15) mediante la adoración, la alabanza y la acción de gracias. Por otra parte, y hasta la consumación del designio de Dios, la Iglesia no cesa de presentar al Padre “la ofrenda de sus propios dones” y de implorar que el Espíritu Santo venga sobre esta ofrenda, sobre ella misma, sobre los fieles y sobre el mundo entero, a fin de que por la comunión en la muerte y en la resurrección de Cristo-Sacerdote y por el poder del Espíritu estas bendiciones divinas den frutos de vida “para alabanza de la gloria de su gracia” (Ef 1, 6)» (Catecismo, 1083).
[iii] Pío XII, Enc. Mystici Corporis cit. en Catecismo, 1119.
[iv] Concilio Vaticano II, Const. Sacrosanctum Concilium, 26; cfr. Catecismo, 1140.
[v] «Que la oblación redunde en salvación de todos –Orate, fratres, reza el sacerdote–, porque este sacrificio es mío y vuestro, de toda la Iglesia Santa. Orad, hermanos, aunque seáis pocos los que os encontráis reunidos; aunque sólo se halle materialmente presente nada más un cristiano, y aunque estuviese solo el celebrante: porque cualquier Misa es el holocausto universal, rescate de todas las tribus y lenguas y pueblos y naciones (cfr. Ap 5, 9). Todos los cristianos, por la Comunión de los Santos, reciben las gracias de cada Misa, tanto si se celebra ante miles de personas o si ayuda al sacerdote como único asistente un niño, quizá distraído. En cualquier caso, la tierra y el cielo se unen para entonar con los Angeles del Señor: Sanctus, Sanctus, Sanctus…» (San Josemaría, Es Cristo que pasa, 89).
[vi] Cfr. Benedicto XVI, Exh. Apost. Sacramentum caritatis, 62; Concilio Vaticano II, Const. Sacrosanctum Concilium, 54.
[vii] Concilio Vaticano II, Const. Lumen Gentium, 10.
[viii] Cfr. Concilio Vaticano II, Const. Lumen Gentium, 10 y 34; Decr. Presbyterorum Ordinis, 2.
[ix] Cfr. Concilio Vaticano II, Const. Sacrosantum Concilium, 20.
[x] Benedicto XVI, Exh. Apost. Sacramentum caritatis, 29.
[xi] Cf. Concilio Vaticano II, Decr. Presbyterorum Ordinis, 2 y 15.
[xii] Juan Pablo II, Enc. Ecclesia de Eucharistia, 29. En nota 59 y 60 se reproducen las intervenciones magisteriales del siglo XX sobre este punto: «El ministro del altar actúa en la persona de Cristo en cuanto cabeza, que ofrece en nombre de todos los miembros».
[xiii] Concilio Vaticano II, Const. Sacrosanctum Concilium, 4.

Reto del amor




VIVE DE CRISTO®Dominicas de Lerma

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 12 

AS LEIS FAVORÁVEIS AO DIVÓRCIO


Pergunto:

Que males origina uma lei favorável ao divórcio?


Respondo:

O divórcio fomenta o divórcio, como demonstra a experiência em muitos países. As pessoas, em vez de terem paciência e aprenderem a entender-se, pensam em terminar à menor dificuldade.
Gera-se insegurança e instabilidade pessoal e familiar (o outro pode divorciar-se quando quiser).

A pessoa humana perde dignidade pois passa a ser considerada como objecto de usar e deitar fora.

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?