14/11/2017

Em que devemos esperar?

Ante um panorama de homens sem fé e sem esperança; ante cérebros que se agitam, à beira da angústia, buscando uma razão de ser para a vida, tu encontraste uma meta: Ele! E esta descoberta injectará permanentemente na tua existência uma alegria nova, transformar-te-á e apresentar-te-á uma imensidão diária de coisas formosas que te eram desconhecidas, e que mostram a jubilosa amplidão desse caminho amplo que te conduz a Deus. (Sulco, 83)

Dado que o mundo oferece muitos bens, apetecíveis para este nosso coração, que reclama felicidade e busca ansiosamente o amor, talvez alguns perguntem: nós, os cristãos, em que devemos esperar? Além disso, queremos semear a paz e a alegria às mãos cheias, não ficamos satisfeitos com a consecução da prosperidade pessoal e procuramos que estejam contentes todos os que nos rodeiam.


Por desgraça, alguns, com uma visão digna mas rasteira, com ideais exclusivamente caducos e fugazes, esquecem que os anelos do cristão se hão-de orientar para cumes mais elevados: infinitos. O que nos interessa é o próprio Amor de Deus, é gozá-lo plenamente, com um júbilo sem fim. Temos comprovado, de muitas maneiras, que as coisas da terra hão-de passar para todos, quando este mundo acabar; e já antes, para cada um, com a morte, porque nem as riquezas nem as honras acompanham ninguém ao sepulcro. Por isso, com as asas da esperança, que anima os nossos corações a levantarem-se para Deus, aprendemos a rezar: in te Domine speravi, non confundar in æternum, espero em Ti, Senhor, para que me dirijas com as tuas mãos agora e em todos os momentos pelos séculos dos séculos. (Amigos de Deus, 209)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 17, 7-10

7 «Qual de vós, tendo um servo a lavrar ou a apascentar gado, lhe dirá, quando ele regressar do campo: ‘Vem cá depressa e senta-te à mesa’? 8 Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, enquanto eu como e bebo; depois, comerás e beberás tu’? 9 Deve estar grato ao servo por ter feito o que lhe mandou? 10 Assim, também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.’»

Comentário:

Parecem um pouco “duras” as palavas do Senhor com que termina este texto de São Lucas: Servos inúteis!

Porquê? Talvez achemos que, por cumprir o nosso dever devemos ser louvados e exaltados?

Mas… e se não fizermos? Deveríamos sofrer, por isso, um castigo?

Então, bem vistas as coisas, só somos úteis se cumprirmos o que nos compete fazer, caso contrário, não temos qualquer préstimo.

(AMA, comentário sobre Lc 17, 7-10, 25.07.2017)


Doutrina – 375

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NA SANTA IGREJA CATÓLICA

A Igreja: povo de Deus, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo


153. Porque é que a Igreja é povo de Deus?



A Igreja é o povo de Deus porque aprouve a Deus santificar e salvar os homens não isoladamente, mas constituindo-os num só povo, reunido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Hoy el reto del amor es vivir en acción de gracias.

COMO UN RELOJ

En estos días en que el catarro parecía querer acabar conmigo, me han mandado un par de noches antes a la cama (¡es la mejor medicina!).

Una de esas veces, al bajar a la mañana siguiente a la sala de abajo, me la encontré con las luces encendidas. ¡Claro, generalmente soy yo la que se encarga por las noches de asegurarse de que están apagadas! Entre unas cosas y otras, se les había pasado...

Lo mejor es que, desde ese momento, el Señor me ha regalado ver todo lo que tengo cada día, y que no hago yo: la ropa sucia ha vuelto a mi celda lavada y doblada, sin que yo me haya encargado de nada; cada mañana me encuentro mi vaso limpio sin que yo lo haya fregado y el café preparado sin yo haber preparado la cafetera... Y es que cada una tenemos nuestras pequeñas tareas, ¡que hacen que todo funcione como un reloj!

A lo largo de los días puede que no nos percatemos de la labor que hacen las demás... pero, ahora que los virus mandan a alguna a la cama... ¡descubres más que nunca todas las cosas que hace cada hermana!

Como dice san Pablo, somos un Cuerpo, cada miembro con una misión diferente, pero trabajando todos para todos, unidos a nuestra cabeza: Cristo. Somos un cuerpo unido por el Amor.

Hoy el reto del amor es vivir en acción de gracias. Te invito a que le pidas a Cristo en tu oración poder descubrir todas las cosas que recibes por el trabajo de los demás. Pídele poder ver a las personas que hay detrás de tu comida, de tu sitio de trabajo, del vehículo que te lleva... y da gracias por cada uno de ellos. Y, a lo largo del día, haz que este reloj funcione aún mejor: hoy ayuda a una persona sin que se lo espere. Pídele a Cristo ver a la persona que te necesita. ¡Sorprende amando, sorprende ayudando! ¡Feliz día!


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





13/11/2017

Tu, sempre tu, sempre o que é ‘teu’

Egoísta! – Tu, sempre tu, sempre o que é "teu". – Pareces incapaz de sentir a fraternidade de Cristo: nos outros, não vês irmãos; vês "degraus". Pressinto o teu rotundo fracasso. – E, quando te tiveres afundado, quererás que tenham para contigo a caridade que agora não queres ter. (Caminho, 31)

Repito-vos com S. Paulo: ainda que eu falasse as línguas dos homens e a linguagem dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que ressoa ou como o címbalo que tine. E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e possuísse toda a ciência, e tivesse toda a fé, de modo a mover montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres e entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, nada me aproveita.


Perante estas palavras do Apóstolo dos gentios, não faltam os que se assemelham àqueles discípulos de Cristo, que, ao anunciar-lhes Nosso Senhor o Sacramento da sua Carne e do seu Sangue, comentaram: – É dura esta doutrina; quem a pode escutar? É dura, sim. Porque a caridade que o Apóstolo descreve não se limita à filantropia, ao humanitarismo ou à natural comiseração pelo sofrimento alheio; exige a prática da virtude teologal do amor a Deus e do amor, por Deus, aos outros. (Amigos de Deus, 235)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 17, 1-6

1 Disse, depois, aos discípulos: «É inevitável que haja escândalos; mas ai daquele que os causa! 2 Melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma pedra de moinho e o lançassem ao mar, do que escandalizar um só destes pequeninos. 3 Tende cuidado convosco! Se o teu irmão te ofender, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. 4 Se te ofender sete vezes ao dia e sete vezes te vier dizer: ‘Arrependo-me’, perdoa-lhe.» 5 Os Apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta a nossa fé.» 6 O Senhor respondeu: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a essa amoreira: ‘Arranca-te daí e planta-te no mar’, e ela havia de obedecer-vos.»

Comentário:

O Senhor responde aos Apóstolos com um exemplo sobre a Fé, no mínimo, extraordinário.

Não é de admitir que alguém – mesmo por experiência pateta – mande uma árvore plantar-se no mar!

Mas, pelas palavras do Senhor, até poderia, com uma condição prévia:

Ter fé como um grão de mostarda!

Ou seja, mesmo uma fé do tamanho de um grão de dimensões mínimas, tem um poder e um alcance extraordinários.

Uma pergunta se impõe:

Qual é o tamanho da nossa Fé?


(AMA, comentário sobre, Lc 17, 1-6, 25.07.2017) 

Temas para meditar

A força do Silêncio, 188

O esteticismo do silêncio, não resulta do humano; é divino. 

O silêncio de Deus é uma iluminação, simples e sublime, pequena e grandiosa.



CARDEAL ROBERT SARAH

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




12/11/2017

Os perfeitos só se encontram no Céu

Que ele está cheio de defeitos!... Bom... Mas, além de que os perfeitos só se encontram no Céu, tu também tens os teus, e todavia suportam-te; e, mais ainda, estimam-te: porque te amam com o amor que Jesus Cristo tinha pelos seus, que bem carregados de misérias andavam! – Aprende! (Sulco, 758)

Queixas-te de que ele não é compreensivo... E eu tenho a certeza de que faz o possível por entender-te. Mas tu, quando te esforçarás um bocadinho por compreendê-lo a ele? (Sulco, 759)

De acordo; admito: essa pessoa portou-se mal; a sua conduta é censurável e indigna; não demonstra categoria nenhuma.

– "Merece humanamente todo o desprezo!", acrescentaste.

Insisto: compreendo-te, mas não compartilho a tua última afirmação. Essa vida mesquinha é sagrada; Cristo morreu para redimi-la! Se Ele não a desprezou, como podes tu atrever-te a desprezá-la? (Sulco, 760)


Realmente, a vida, já por si estreita e insegura, às vezes torna-se difícil... Mas isso contribuirá para te tornar mais sobrenatural, para que vejas em tudo a mão de Deus; e assim serás mais humano e compreensivo com os que te rodeiam. (Sulco, 762)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 25, 1-13

1 «O Reino do Céu será semelhante a dez virgens que, tomando as suas candeias, saíram ao encontro do noivo. 2 Ora, cinco delas eram insensatas e cinco prudentes. 3 As insensatas, ao tomarem as suas candeias, não levaram azeite consigo; 4 enquanto as prudentes, com as suas candeias, levaram azeite nas almotolias. 5 Como o noivo demorava, começaram a dormitar e adormeceram. 6 A meio da noite, ouviu-se um brado: ‘Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!’ 7 Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as candeias. 8 As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas candeias estão a apagar-se.’ 9 Mas as prudentes responderam: ‘Não, talvez não chegue para nós e para vós. Ide, antes, aos vendedores e comprai-o.’ 10 Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o noivo; as que estavam prontas entraram com ele para a sala das núpcias, e fechou-se a porta. 11 Mais tarde, chegaram as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta!’ 12 Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço.’ 13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.»

Comentário:


Talvez seja um pouco controverso, mas, a verdade é que temos o dever de nos preparamos para o que se espera de nós e, sabemos, não podemos faltar.

Penso – por exemplo – os que deixam para a última hora uma conversão de vida, arrependimento e reconciliação contando, talvez, que alguém se encarregará de prover essa necessidade.

E… se não houver ninguém? Se a morte me colher de improviso, sem possibilidade de preparação – por exemplo num acidente de viação mortal -?

Mais vale estar pronto, preparado e munido de todo o “azeite” da nossa fé, do nosso amor a Deus para que não suceda que, como na parábola, Ele não queira encontrar-se connosco!


(AMA, comentário sobre Mt 25, 1-13, 24.07.2017)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 25

Os sentimentos que brotam de um coração silencioso exprimem-se na harmonia e no silêncio,
As grandes coisas da existência humana são vividas no silêncio, sob o olhar de Deus.

O silêncio é a maior liberdade do homem.
Nenhuma ditadura, nenhuma guerra, nenhuma barbárie o pode privar desse tesouro divino.


CARDEAL ROBERT SARAH

Hoy el reto es que hagas las cosas desde el amor y no desde las prisas.

ROSARIO + LIBRO


Me estoy leyendo un libro al que estoy bastante enganchada. Si quieres leerte un libro por tu cuenta, tiene que ser en los ratos libres. Pero, como suelen ser antes de acostarse, normalmente acabas tan cansada que "mañana sí que sí" se convierte en la frase de cada noche.


Se me ocurrió llevarme el libro al rosario. Lo rezamos a dos coros, una mitad dirige y la otra responde. Pensé: "¡Es una idea estupenda! Cuando le toque contestar a la otra parte del coro, leo un párrafo y hasta que volvamos a empezar."


"Dios te salve, María, llena eres de gracia, el Señor es contigo, bendita tú eres entre todas las mujeres y bendito es el fruto de tu vientre, Jesús."


"¡Ahora! Capítulo 3: De nuevo estaba con sus hermanos acompañada de la madre del Maestro, fue recibida con car..."


"Dios te salve María..."


"¡Ahora! Con cariño, sin necesidad de explicar nada. Los tres se abrazaron y Magdalena empezó a cont..."


"Dios te salve María..."


Y al tercer avemaría cerré el libro. Estaba intentando hacer las dos cosas a la vez y no me enteraba de nada; ni del libro, ni del rosario.


Cuántas veces, por querer hacer muchas cosas, no las pensamos, las hacemos deprisa, las hacemos a la vez... Y al final no terminamos ni la una ni la otra.


"Menos mal que el Señor no es así", pensaba en la oración. Imagínate si hiciese las cosas a medias... Pero no, Él lo hace todo desde el amor y, cuando el Señor hace algo, no lo deja sin terminar. Si Él te pone un deseo en el corazón, no se quedará a la mitad. Él termina su obra y de la mejor manera que se te pueda ocurrir. A veces pensamos "esto no puede ser del Señor"... Pues incluso de eso el Señor se vale para seguir con la obra que está haciendo contigo. Hoy te invito a que pongas todo tu amor en las cosas que haces. Cristo no nos amó a medias, ni reparte su amor. Él se vuelca con cada persona, individualmente e infinitamente.


Hoy el reto es que hagas las cosas desde el amor y no desde las prisas. Que cuando tengas que estar con una persona, estés; cuando tengas que trabajar, trabajes; cuando quieras (puedas) leer, leas; y cuando vayas a rezar el rosario, lo reces...



VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

Diálogos apostólicos

O JUÍZO PARTICULAR E FINAL – 2

Pergunto:

De que seremos julgados? 

Respondo:

Deus nosso Senhor jugar-nos-á sobre:

As coisas boas que tenhamos feito, incluídos os bons desejos.

As coisas boas que tenhamos deixado de fazer (omissões).

As coisas más que tenhamos feito, incluídos os maus pensamentos.


As consequências dos nossos actos.

11/11/2017

Que nunca deixe de praticar a caridade

Não é compatível amar a Deus com perfeição e deixar-se dominar pelo egoísmo – ou pela apatia – na relação com o próximo. (Sulco, 745)

A verdadeira amizade implica também um esforço cordial por compreender as convicções dos nossos amigos, mesmo que não cheguemos a partilhá-las nem a aceitá-las. (Sulco, 7495)

Nunca permitas que a erva ruim cresça no caminho da amizade: sê leal. (Sulco, 747)

Um propósito firme na amizade: que no meu pensamento, nas minhas palavras, nas minhas obras para com o próximo – seja ele quem for –, não me comporte como até agora, quer dizer, nunca deixe de praticar a caridade, nunca dê entrada na minha alma à indiferença. (Sulco, 748)

A tua caridade deve ser adequada, ajustada, às necessidades dos outros...; não às tuas. (Sulco, 749)


Filhos de Deus! Uma condição que nos transforma em algo mais transcendente do que em simples pessoas que se suportam mutuamente... Escuta o Senhor: "Vos autem dixi amicos!" – somos seus amigos, que, como Ele, dão gostosamente a vida pelos outros, tanto nas horas heróicas como na convivência corrente. (Sulco, 750)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 176

No Céu, a palavra não existe. 

Lá, os bem-aventurados comunicam entre si sem quaisquer palavras. 

Há um grande silêncio de contemplação, de comunhão e de amor.



CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 16, 9-15

10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é infiel no pouco também é infiel no muito. 11 Se, pois, não fostes fiéis no que toca ao dinheiro desonesto, quem vos há-de confiar o verdadeiro bem? 12 E, se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.» 14 Os fariseus, como eram avarentos, ouviam as suas palavras e troçavam dele. 15 Jesus disse-lhes: «Vós pretendeis passar por justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os vossos corações. Porque o que os homens têm por muito elevado é abominável aos olhos de Deus.

Comentário:

Ser fiel não tem como que “uma tabela” de valores, nem está condicionado por qualquer circunstância.

Mais, a fidelidade parte do coração pelo que, não se é fiel com receio que a nossa infidelidade possa vir a ser descoberta.

Ser fiel, implica, antes de mais, honestidade intelectual, antes mesmo de qualquer outra forma de honestidade. A pessoa intelectualmente honesta não tem um comportamento desigual ou diferente, errático e ao sabor das ocasiões.
Não!
Rege-se por normas interiores, convicções arreigadas, esclarecidas e firmes que nada nem ninguém farão mudar.
Não pensa uma coisa e diz outra ou, se atreve a considerar, ou julgar, o comportamento dos outros.


(AMA comentário sobre Lc 16, 9-15, 24.07.2017)

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





10/11/2017

Não basta seres bom; tens de parecê-lo

Não basta seres bom; tens de parecê-lo. Que dirias tu de uma roseira que não produzisse senão espinhos? (Sulco, 735)

Compreendeste o sentido da amizade quando te sentiste como pastor de um pequeno rebanho, que tinhas abandonado, e que procuras agora reunir novamente, disposto a servir cada um. (Sulco, 730)

Não podes ser um elemento passivo. Tens de converter-te em verdadeiro amigo dos teus amigos: ajudá-los! Primeiro, com o exemplo da tua conduta. E, depois, com o teu conselho e com o ascendente que a intimidade dá. (Sulco, 731)

Pensa bem nisto, e age em conformidade: essas pessoas, que te acham antipático, deixarão de pensar assim quando repararem que as amas deveras. Depende de ti. (Sulco, 734)

Consideras-te amigo porque não dizes uma palavra má. É verdade; mas também não vejo em ti uma obra boa de exemplo, de serviço...


– Estes são os piores amigos. (Sulco, 740)