05/11/2017

Um tempo de meditação diária

Se és tenaz para assistires diariamente a umas aulas, só porque nelas adquires certos conhecimentos... muito limitados, como é que não tens constância para frequentares o Mestre, sempre desejoso de te ensinar a ciência da vida interior, de sabor e conteúdo eternos? (Sulco, 663)

Que vale o homem, ou o maior galardão do mundo, comparados com Jesus Cristo, que está sempre à tua espera? (Sulco, 664)

Um tempo de meditação diária (união de amizade com Deus) é próprio de pessoas que sabem aproveitar rectamente a sua vida; de cristãos conscientes, coerentes. (Sulco, 665)

Os namorados não sabem dizer adeus; acompanham-se sempre.

Tu e eu amamos assim o Senhor? (Sulco, 666)

Não vês como muitos dos teus colegas sabem demonstrar grande delicadeza e sensibilidade no trato com as pessoas que amam: a namorada, a mulher, os filhos, a família?...


Diz-lhes (e exige-o a ti mesmo!) que o Senhor não merece menos. Que O tratem assim! E recomenda-lhes, além disso, que continuem com essa delicadeza e sensibilidade, mas vividas com Ele e por Ele; e alcançarão uma felicidade nunca sonhada, mesmo já aqui na Terra. (Sulco, 676)

Reflectindo

Confissões – 4 [i]

Paciência

Aqui está um tema em que não sou muito versado porque dos meus muitos defeitos talvez que o mais saliente seja a impaciência.

Que fazer para contrariar e melhorar neste aspecto?

Como reconheço que não posso nada, recorro ao meu Anjo da Guarda para que me ajude.

Sei que, ele, nunca falha.

(AMA, reflexões, 2017)





[i] [i] Completados setenta e sete anos de vida - duas semanas - resolvo-me a um exame tentando empenhadamente encontrar o que urge corrigir, alterar, emendar.
Sem fantasias, mas com humildade e sentido prático, não o que deveria e gostaria de fazer, mas, antes o que posso.
Sobretudo tendo a noção que por mim mesmo nada conseguirei, mas com a Tua ajuda sim. Então poderei amar-te mais é melhor.

Temas para meditar

A força do Silêncio, 232

O silêncio ensina-nos uma grande regra da vida espiritual: a familiaridade não favorece a intimidade; pelo contrário, a distância justa é uma distância de comunhão.

É pela adoração que a humanidade caminha para o amor.

O silêncio sagrado, carregado de presença adorada, abre ao silêncio místico, cheio de intimidade amorosa.

Sob o jugo culpabilizante da razão secular, esquecemos que o sagrado e o culto são as únicas portas de entrada da vida espiritual.


CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 23, 1-12

1 Então, Jesus falou assim à multidão e aos seus discípulos: 2 «Os doutores da Lei e os fariseus instalaram-se na cátedra de Moisés. 3 Fazei, pois, e observai tudo o que eles disserem, mas não imiteis as suas obras, pois eles dizem e não fazem. 4 Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os deslocar. 5 Tudo o que fazem é com o fim de se tornarem notados pelos homens. Por isso, alargam as filactérias e alongam as orlas dos seus mantos. 6 Gostam de ocupar o primeiro lugar nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. 7Gostam das saudações nas praças públicas e de serem chamados ‘mestres’ pelos homens. 8 Quanto a vós, não vos deixeis tratar por ‘mestres’, pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. 9 E, na terra, a ninguém chameis ‘Pai’, porque um só é o vosso ‘Pai’: aquele que está no Céu. 10 Nem permitais que vos tratem por ‘doutores’, porque um só é o vosso ‘Doutor’: Cristo. 11 O maior de entre vós será o vosso servo. 12 Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado.

Comentário:


De facto, Jesus Cristo encontra-se quase que em permanente confronto com as classes dominantes do povo de Israel.

E, a causa, a raiz desse confronto – que da parte contrária chega a ser ridícula – é a falta de humildade, o desejo de protagonismo e evidência, a auto-consideração.

Deus – com palavras humanas – não sabe o que fazer com pessoas assim nem, aliás, elas se preocupam muito com isso já que como quase auto-satisfazem a si próprios e se acham acima de todos os outros.

Quem anda pela vida “olhando o próprio umbigo”, portando-se como se fosse o dono e senhor de toda a verdade, na realidade despreza os outros e, quem despreza o próximo, acaba sempre por desprezar o próprio Deus.

(AMA, comentário sobre Mt 23 1-12, 18.07.2017)


El actor cómico Jim Carrey habla del perdón, la gracia y la salvación en Jesús, ante ex pandilleros - vídeo






Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

04/11/2017

Reflectindo

Confissões – 3 [i]

Inquietação

Estou numa fase de grande confronto interior.

Sinto-me pressionado a fazer coisas que não me apetece fazer.

Mas que, sei, devia fazer.

Não me lembrei do muito que tenho recebido ao longo de todos estes anos!

Peço-te, Senhor, que me perdoes a minha fraqueza, susceptibilidade é ingratidão.

Ajuda-me a reparar.

(AMA, reflexões, 2017)




[i] [i] Completados setenta e sete anos de vida - duas semanas - resolvo-me a um exame tentando empenhadamente encontrar o que urge corrigir, alterar, emendar.
Sem fantasias, mas com humildade e sentido prático, não o que deveria e gostaria de fazer, mas, antes o que posso.
Sobretudo tendo a noção que por mim mesmo nada conseguirei, mas com a Tua ajuda sim. Então poderei amar-te mais é melhor.

Temas para meditar

A força do Silêncio, 240

Há uma verdadeira advertência para a nossa civilização.

Se as nossas inteligências já não sabem fechar os olhos, e já não sabemos calar-nos, então seremos privados do mistério, da sua luz que está para lá das trevas, da sua beleza que supera toda a beleza, ficamos reduzidos à banalidade das coisas terrestres.



CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 14, 1. 7-11

1 Tendo entrado, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para comer uma refeição, todos o observavam.
7 Observando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, disse-lhes esta parábola: 8 «Quando fores convidado para um banquete, não ocupes o primeiro lugar; não suceda que tenha sido convidado alguém mais digno do que tu, 9 venha o que vos convidou, a ti e ao outro, e te diga: ‘Cede o teu lugar a este.’ Ficarias envergonhado e passarias a ocupar o último lugar. 10 Mas, quando fores convidado, senta-te no último lugar; e assim, quando vier o que te convidou, há-de dizer-te: ‘Amigo, vem mais para cima.’ Então, isto será uma honra para ti, aos olhos de todos os que estiverem contigo à mesa. 11 Porque todo aquele que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado.»


Comentário:

O desejo de protagonismo ou evidência é, muitas vezes, causa de vergonha pessoal.

Não se trata de apoucamento ou passar despercebido, mas ser-se aquilo que se é independentemente da categoria social ou grau de cultura.

Nós, homens, somos todos iguais aos olhos de Deus ou, melhor, o que nos diferencia é o nosso amor e a nossa vontade de Lhe agradar.

Porque é que eu – homem de enorme cultura – tenho “mais direito” a um lugar de destaque que outro de escassos conhecimentos?

Talvez que, o que falta ao outro e nos sobeja a nós, não deva ser medido nem levado em conta, mas sim o uso que fazemos do que julgamos ter e, nunca, em caso algum estabelecer comparação porque pode muito bem suceder que esse outro tenha virtudes que nós não possuímos e nos fazem muita falta.


(AMA, comentário sobre Lc 14, 1. 7-11, 18.07.2017)

Hoy el reto del amor es optar.

OPCIÓN LIBRE


El otro día estábamos paseando por el jardín cuando, de pronto, vimos que una hermosa flor había salido de la tapia del monasterio, en una de las fachadas.


Nos quedamos alucinadas y le hicimos algunas fotos… Era de la misma clase que las de una jardinera cercana.


Ahora, dándole vueltas, creo que de una forma parecida se da el encuentro con Cristo.


El Espíritu Santo, que es el viento, siempre está soplando, trayendo las semillas de aquí para allá buscando una pequeña rendijita para poder meterla hasta el fondo.


Y, sí, muchas veces hay personas duras como piedras, parece que ni se les mueve la ropa, pero por dentro están rotas, casi han dejado de sentir. Otras veces es más bien su entorno el que es de piedra.


Sin embargo, el Espíritu busca la más mínima apertura del corazón para introducir su mejor semilla: el Amor.


Entonces empieza a llover. Sí, a llover. Porque, cuando abrimos nuestro corazón al Amor, siempre nos lleva a pensar: “¡Dios mío, la que me va a caer!” Pero sólo es una “lluvia de gracias”, como la llamamos aquí.


Y, tras esta lluvia, surge el sol radiante, un Sol (Cristo) que ilumina todo y que da calor, un sol que enciende el Amor; y de la semilla comienza a brotar una vida nueva. Ese antiguo corazón, agrietado por la dureza, se va volviendo blandito, como tierra mullida de donde brota la flor. Lo nuevo ha comenzado, y ahora ¿quién quiere lo anterior? ¡Ni por asomo!


Pero, claro, esa flor que ya ha brotado ahora necesita más tierra, ahora sus raíces se quedan pequeñitas para continuar dando más fruto… Ha llegado la hora de trasplantar la preciosa flor a un jardín de tierra buena, de tierra preparada, para que, junto con otras flores, siga dando vida.


Llega un momento en el que, si seguimos con lo anterior, con esas durezas o esos ambientes tan hostiles… nos costará mucho seguir con nuestra nueva vida y sólo quedará como la anécdota de la flor que un día salió en la roca.


Por eso damos un paso más, que esto es vivir de Cristo: sólo se trata de una opción por vivir del Amor, por vivir de Cristo.


Hoy el reto del amor es optar. Señor, yo hoy opto por Ti, quiero vivir de Tu Amor, y quiero que los demás en mí se sientan amados por Ti, opto por que realices en mí ese trasplante que me lleve a conocer a otros que quieren vivir como yo y donde yo reciba vida para luego poder darla. Gracias Señor porque primero optaste Tú por mí.



VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





03/11/2017

E não dizem sempre a mesma coisa os que se amam?...

O Santo Rosário é arma poderosa. Emprega-a com confiança e maravilhar-te-ás do resultado. (Caminho, 558)

O princípio do caminho, que tem por fim a completa loucura por Jesus, é um confiado amor a Maria Santíssima.

– Queres amar a Virgem? – Pois então conversa com Ela! – Como? – Rezando bem o Rosário de Nossa Senhora.

Mas, no Rosário... dizemos sempre o mesmo! – Sempre o mesmo? E não dizem sempre a mesma coisa os que se amam?... Se há monotonia no teu Rosário, não será porque, em vez de pronunciares palavras, como homem, emites sons, como animal, estando o teu pensamento muito longe de Deus? – Além disso, repara: antes de cada dezena, indica-se o mistério a contemplar – Tu... já alguma vez contemplaste esses mistérios?

Faz-te pequeno. Vem comigo, e viveremos (este é o nervo da minha confidência) a vida de Jesus, de Maria e de José.


Todos os dias Lhes havemos de prestar um novo serviço. Ouviremos as Suas conversas de família. Veremos crescer o Messias. Admiraremos os Seus trinta amos de obscuridade... Assistiremos à Sua Paixão e Morte... Pasmaremos ante a glória da Sua Ressurreição... Numa palavra: contemplaremos, loucos de Amor (não maior amor que o Amor), todos e cada um dos instantes de Cristo Jesus. (Santo Rosário, Introdução)

Temas para meditar

A força do Silêncio, 226

Sem uma humildade radical que se exprime em gestos de adoração e em ritos sagrados, não é possível uma amizade com Deus.

O silêncio manifesta essa ligação de forma evidente.

O verdadeiro silêncio cristão, para se tornar silêncio de comunicação, torna-se primeiro silêncio sagrado.


CARDEAL ROBERT SARAH

Reflectindo

Confissões – 2 [i]

Amor próprio

Talvez devesse dizer antes orgulho.
O velho e pateta orgulho que desde que me conheço está sempre presente na minha vida.

Como combater este terrível defeito?

Tento, mas por cada pequeno passo em frente logo dou dois ou três passos atrás.

É este o espinho na minha carne?

Não sei, mas condiciona-me é entristece-me.
Peço diariamente a São Filipe de Néri, mestre da simplicidade, que me ajude.
Agora peço que me sugira o que posso fazer em concreto para ir progredindo.

(AMA, reflexões, 2017)




[i] [i] Completados setenta e sete anos de vida - duas semanas - resolvo-me a um exame tentando empenhadamente encontrar o que urge corrigir, alterar, emendar.
Sem fantasias, mas com humildade e sentido prático, não o que deveria e gostaria de fazer, mas, antes o que posso.
Sobretudo tendo a noção que por mim mesmo nada conseguirei, mas com a Tua ajuda sim. Então poderei amar-te mais é melhor.

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 14, 1-6

1 Tendo entrado, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para comer uma refeição, todos o observavam. 2 Achava-se ali, diante dele, um hidrópico. 3 Jesus, dirigindo a palavra aos doutores da Lei e fariseus, disse-lhes: «É permitido ou não curar ao sábado?» 4 Mas eles ficaram calados. Tomando-o, então, pela mão, curou-o e mandou-o embora. 5 Depois, disse-lhes: «Qual de vós, se o seu filho ou o seu boi cair a um poço, 6 não o irá logo retirar em dia de sábado?» E a isto não puderam replicar.

Comentário:

São Lucas começa este capítulo 14 do Evangelho que escreveu descrevendo o local onde Jesus Se encontrava.

Como se constata, a controvérsia quase constante levantada por muitos Fariseus, não só não é comum a todos como o Senhor não recusa um convite feito por um deles, um dos principais, como consta.

Talvez por isso mesmo, pela posição e categoria do anfitrião os outros se terão abstido de qualquer comentário, mas, Jesus não perde a oportunidade de os esclarecer que não deverá ser essa razão, mas sim, aquela com que os deixou sem resposta credível e lógica.


(AMA, comentário sobre Lc 14, 1-6, 18.07.2017)

Doutrina – 372

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NA SANTA IGREJA CATÓLICA

A Igreja no desígnio de Deus


150. Qual é a missão da Igreja?


A missão da Igreja é a de anunciar e instaurar no meio de todos os povos o Reino de Deus inaugurado por Jesus Cristo.


Ela é, na terra, o germe e o início deste Reino salvífico.

Suicídio

El absurdo

El hombre, al matar a Dios, convierte su vida en una ausencia, en una fisura en la noción del ser; en definitiva, en un infierno. Entonces el hombre descubre que en su derredor se extiende un vacío cuyo perímetro es del mismo radio que Dios.

Escribió Albert Camus que «no hay más que un problema filosófico verdaderamente serio: el suicidio». Lo hizo al comienzo de su ensayo El mito de Sísifo, donde estudia la relación entre el absurdo y el suicidio. En este mismo ensayo, Camus afirma, parafraseando a Kierkegaard, que «el absurdo es el pecado sin Dios». Aquí vuelve a probarse que los ateos suelen ser mejores teólogos que muchos teólogos profesionales, que no dicen más que baboserías y delicuescencias.

«El absurdo es el pecado sin Dios», en efecto; y el absurdo es el estado habitual del hombre contemporáneo. El hombre, al matar a Dios, convierte su vida en una ausencia, en una fisura en la noción del ser; en definitiva, en un infierno. Entonces el hombre descubre que en su derredor se extiende un vacío cuyo perímetro es del mismo radio que Dios. Y ante semejante paisaje infinito, ¿qué más da vivir que morir? ¿Qué más da encender el pulso de la sangre con placeres frenéticos que apagarlo con un disparo? En un arrebato de ingenuidad, Kirilov, el personaje de Los endemoniados, proclamaba orgulloso que  «si Dios no existe, todo está permitido»; pero lo que en realidad ocurre es que, si Dios no existe, nada puede ser perdonado. En las sociedades que se han quedado sin Dios todos los pecados están, en efecto, permitidos; pero, puesto que nadie puede perdonarlos, irradian el gas venenoso del absurdo. Y a una sociedad nutrida con este gas venenoso no se le puede pedir que refrene su ansia de placeres frenéticos, ni tampoco sus instintos de muerte. En Los endemoniados, Kirilov se suicidaba para probar fatuamente su independencia de Dios. Pero lo que probaba, con lógica aplastante, era su dependencia extrema de Dios: al matar a Dios, el hombre se endiosa y ocupa su lugar; pero, al endiosarse, al hombre no le queda otro remedio que matarse, para estar muerto como Dios mismo. El hombre endiosado sólo puede hacer consigo mismo lo que antes cree haber hecho con Dios.

Ante el triste suicidio del banquero Miguel Blesa, que tanta polvareda mediática ha levantado, se ha escrito que aquel hombre antaño poderoso había pasado “de la gloria al infierno”, que es tanto como decir que había pasado de creerse Dios a descubrir que nadie podía perdonar sus pecados. Blesa se subió un día a un monte altísimo para contemplar los reinos del mundo y su gloria; y cuando ya se creía dueño de ellos cayó rodando desde aquel monte, hasta morder el polvo. Y, aunque esquivó la cárcel, se encontró prisionero de un mundo que se había quedado sin un Dios que perdone los pecados; un mundo sin misericordia en el que los hombres antaño aduladores y obsequiosos se habían erigido en diosecillos crueles que lo despreciaban, insultaban y estigmatizaban.  Blesa esquivó la cárcel, pero se tropezó –como el personaje borgiano– con una cárcel mucho más aflictiva, donde no hay puertas que forzar, ni fatigosas galerías que recorrer, ni muros que veden el paso. Se tropezó con el pecado sin Dios. Se tropezó con que nadie iba a perdonarlo. Se tropezó, en fin, con el absurdo. Y se pegó un tiro. Tal vez en ese instante vertiginoso en el que la bala mordía su corazón descubriese que Dios, en contra de lo que proclama nuestra época, está vivo. Yo así se lo deseo.

Leo que, por haberse suicidado cuando todavía no pesaba contra él ninguna condena firme, sus herederos no tendrán que apechugar con responsabilidad civil alguna. Así se cumple sarcásticamente lo que escribió André Malraux, otro ateo con muy buena teología: «El hombre ha muerto después de Dios y vosotros buscáis en vano a quien confiar su extraña herencia».


Juan Manuel de Prada, Publicado en ABC el 22 de julio de 2017.

Perguntas e respostas

O CÉU

B. COMO ALCANÇAR O CÉU?

10. Desejar o céu não é egoísmo?


O egoísmo é um amor próprio exagerado e que prescinde dos outros. Por seu lado, o desejo do céu é um amor próprio correcto - o melhor - e não esquece os outros, já que o caminho para o céu inclui a caridade, o amor a Deus, o serviço, o afã apostólico, etc.

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





02/11/2017

Queres deveras ser santo?

Queres deveras ser santo? – Cumpre o pequeno dever de cada momento faz o que deves e está no que fazes. (Caminho, 815)

Tens obrigação de te santificar. – Tu, também. – Quem pensa que é tarefa exclusiva de sacerdotes e religiosos? A todos, sem excepção, disse o Senhor: "Sede perfeitos, como meu Pai Celestial é perfeito".. (Caminho, 291)

Rectificar. – Todos os dias um pouco. – Eis o teu trabalho constante, se deveras queres tornar-te santo. (Caminho, 290)

Ser fiel a Deus exige luta. E luta corpo a corpo, homem a homem – homem velho e homem de Deus – palmo a palmo, sem claudicar. (Sulco, 126)

Hoje não bastam mulheres ou homens bons. Além disso, não é suficientemente bom quem se contenta em ser quase... bom; é preciso ser "revolucionário". Ante o hedonismo, ante a carga pagã e materialista que nos oferecem, Cristo quer inconformistas! Rebeldes de Amor! (Sulco, 128)

Se não for para construir uma obra muito grande, muito de Deus – a santidade –, não vale a pena entregar-se.


Por isso, a Igreja, ao canonizar os Santos, proclama a heroicidade da sua vida. (Sulco, 611)