Hoy el reto del amor es hablar con Cristo.
Bento XVI – Pensamentos espirituais 133
Actos dos Apóstolos
Diálogos apostólicos
Leitura espiritual
Evangelho e comentário
Que vos saibais perdoar
Fátima:Centenário - Oração diária
Pequena agenda do cristão
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
20/02/2017
Hoy el reto del amor es hablar con Cristo.
El otro día, el sacerdote en la homilía comentó una frase
que me hizo mucha gracia. Al parecer no era suya, pero no logré quedarme con
quién era el autor. Más o menos decía así:
"Aún no conozco a nadie que haya sido capaz de
emborracharse a base de pensar intelectualmente en el vino".
Lo dijo con tanta gracia, que nos dibujó a todos, como
mínimo, una sonrisa. A mí se me quedó grabada por lo simpático, pero, dándole
vueltas en la oración, ¡he descubierto que esconde una gran verdad!
Dicen los que van a Roma, a Tierra Santa... que es
totalmente diferente leer sobre esos lugares, conocerlos
"intelectualmente", ¡a estar allí! Lo mismo sucede con cualquier
famoso: puedes saber todo sobre su historia, sus gustos... ¡pero es totalmente
distinto conocerle en persona, hablar con él!
Y, si esto sucede entre nosotros... ¡¡cuánto más con
Jesucristo!! Realmente podemos saber mucho sobre Jesús... ¡pero lo que
"emborracha" es conocerle en persona, estar con Él!
Hoy el reto del amor es hablar con Cristo. No sé qué tal
se te da "la caza de famosos", ¡pero Él te lo pone fácil! Sabes dónde
encontrarle, te está esperando. Te invito a que vayas a una iglesia y te
sientes un rato. Háblale de tú a tú, escucha lo que te dice al corazón, ¡deja
que te transforme! ¡Feliz día!
VIVE DE CRISTO
Bento XVI – Pensamentos espirituais 133
Sendo a vida um bem
«indisponível», o homem não é seu dono, mas antes o seu guardião e
administrador.
Homilia
na Jornada pela Vida, (5.Fev.06)
(in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”,
Lucerna 2006)
Actos dos Apóstolos
IV. PAULO PRISIONEIRO
DE CRISTO [i]
Capítulo 25
Paulo apela para
César
1Festo, três dias depois de ter tomado conta do governo
da província, subiu de Cesareia a Jerusalém. 2Os sumos sacerdotes e os judeus
mais categorizados expuseram-lhe as suas queixas contra Paulo e pediram-lhe
insistentemente, 3como um favor, a transferência de Paulo para Jerusalém,
enquanto preparavam uma emboscada para o matarem no caminho.
4Festo, porém, respondeu que Paulo devia continuar preso
em Cesareia, e que ele próprio ia partir brevemente. 5«Portanto - acrescentou -
os mais qualificados de entre vós, venham comigo a Cesareia e, se algum delito
existe nesse homem, que apresentem acusações contra ele.»
6Depois de se demorar entre eles, não mais de oito a dez
dias, desceu a Cesareia. No dia seguinte, sentou-se no tribunal e mandou trazer
Paulo. 7Quando este chegou, viu-se rodeado pelos judeus descidos de Jerusalém,
que logo apresentaram contra ele muitas acusações graves, cuja autenticidade
não eram capazes de provar. 8Por seu lado, Paulo defendia-se: «Não cometi
delito algum nem contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra
César.» 9Mas, como desejava captar as boas graças dos judeus, Festo respondeu:
«Queres subir a Jerusalém para lá seres julgado sobre este assunto, na minha
presença?» 10Paulo replicou: «Estou perante o tribunal de César. Devo ser
julgado aqui. Não fiz mal nenhum aos judeus, como sabes perfeitamente. 11Mas
se, de facto, sou culpado, se cometi algum crime que mereça a morte, não recuso
morrer. Se, porém, não há fundamento nas acusações dessa gente contra mim,
ninguém tem o direito de me entregar a eles. Apelo para César!» 12Então, depois
de conferenciar com o seu conselho, Festo respondeu: «Apelaste para César, irás
a César.»
Paulo perante o rei
Agripa
13Alguns dias mais tarde, o rei Agripa e Berenice
chegaram a Cesareia e foram apresentar cumprimentos a Festo. 14Como se
demorassem vários dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: «Está aqui
um homem que Félix deixou preso, 15e contra o qual, estando eu em Jerusalém, os
sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram queixa, pedindo a sua
condenação. 16Respondi-lhes que não era costume dos romanos conceder a entrega de
homem algum, antes de o acusado ter os acusadores na sua frente e dispor da
possibilidade de se defender da acusação. 17Vieram, pois, comigo e, sem mais
demoras, sentei-me, no dia seguinte, no tribunal e mandei comparecer o homem.
18Postos em frente dele, os acusadores não alegaram
nenhum dos crimes que eu pudesse suspeitar; 19só tinham com ele discussões
acerca da sua religião e de um certo Jesus, que morreu e Paulo afirma estar
vivo. 20Quanto a mim, embaraçado perante um debate deste género, perguntei-lhe
se queria ir a Jerusalém, a fim de lá ser julgado sobre o assunto. 21Mas Paulo
apelou para que a sua causa fosse reservada à decisão de Augusto e eu ordenei
que o mantivessem preso até o enviar a César.» 22Agripa, então, disse a Festo:
«Eu também gostaria de ouvir este homem.» Respondeu ele: «Ouvi-lo-ás, amanhã».
23No dia seguinte, Agripa e Berenice chegaram com grande
pompa e entraram na sala da audiência, rodeados pelos tribunos e homens mais
notáveis da cidade. A uma ordem de Festo, Paulo foi levado para dentro. 24Festo
disse então:
«Rei Agripa e vós todos os que estais presentes: aqui
está este homem, contra o qual os judeus, em massa, me vieram falar, tanto em
Jerusalém como aqui, gritando que ele não devia continuar a viver. 25Quanto a
mim, reconheci que não tinha praticado coisa alguma digna de morte. Contudo,
visto ter apelado para o Imperador, resolvi enviar-lho. 26Nada tenho de
positivo a escrever ao Imperador a seu respeito. Por isso, mandei-o trazer à
vossa presença, sobretudo à tua presença, rei Agripa, a fim de que, feito o
interrogatório, eu tenha alguma coisa que escrever. 27De facto, parece-me
absurdo mandar um prisioneiro sem mencionar as acusações que pesam sobre ele.»
Diálogos apostólicos
O
PECADO ORIGINAL – 3
Pergunto:
Como
era o homem antes de pecar?
Respondo:
Antes de pecar o homem tinha recebido muitos dons de Deus:
Possuía graças e virtudes sobrenaturais gozando da amizade
e intimidade divinas.
Os dons prete-naturais tornavam-no imortal e impassível:
sem dores, sem doenças, sem cansaços.
A sua natureza estava em plenitude: a sua inteligência, a
sua vontade, as suas apetências estavam correctas. Por exemplo, apetecia-lhe
comer e beber na medida justa.
Leitura espiritual
Vol. 1
LIVRO
VII
CAPÍTULO XXIV
Os apelidos de Telure e sua
explicação: designam sem dúvida várias virtudes, mas não podem justificar a
crença em vários deuses.
A
Terra, sendo uma só, devia, portanto, por causa destas quatro «virtudes»,
receber quatro apelidos e não constituir quatro deuses — como o único Júpiter e
a única Juno receberam tantos apelidos que exprimem o aspecto multiforme da
virtude pertencente a um só deus ou a uma só deusa, sem constituir, pela sua multiplicidade,
uma igual multiplicidade de deuses. Mas, assim como, por vezes, as mulheres
mais degradadas sentem remorsos e desgosto pela multidão daqueles que traíram
pela paixão, assim também a alma aviltada é prostituída pelos espíritos
imundos, apesar de se comprazer em criar uma multidão de deuses e em se
prostrar diante deles para que a poluam, sente por vezes tédio de tais deuses.
Realmente, até o próprio Varrão, como que envergonhado desta caterva de
deuses, não quis senão uma deusa — Telure. Diz ele:
E a
ela que chamam a Grande-Mãe. Ela tem um tambor, para significar que é o disco
da Terra. As torres que traz na cabeça, são as cidades. Representam-na sentada,
porque se mantém parada enquanto à sua volta tudo se move. Puseram «galos» [i] ao serviço desta deusa, querendo-se
assim significar que devem cultivar a Terra os que buscam as sementes, pois que
é nela que tudo se encontra. Se se agitam diante dela, é porque se exortam os
que cultivam a terra a não se sentarem, porque têm sempre que fazer. O ruído
dos címbalos simboliza o bater das armas de ferro e o estrépito das mãos e do
bronze que se provoca ao cultivar o campo. (Os címbalos) são de cobre porque os
antigos trabalhavam com uma relha de cobre antes de o ferro ter sido
descoberto. Põem junto (de Telure) um leão solto, domesticado, para demonstrar
que não há qualquer qualidade de terra, por mais distante e maninha que seja,
que se não preste a ser trabalhada e cultivada
Depois,
acrescenta que foi a abundância de nomes e apelidos dados à Mãe Telure que fez
admitir nela igual abundância de deuses. Diz ele:
Tomam-na
por Ope, porque o trabalho melhora-a; por Mãe, porque gera muitos filhos; por
Grande, porque produz alimentos; por Prosérpina, porque dela provêm
(proserpant) os frutos; por Vesta, porque se veste de ervas. E desta forma a
ela se reduzem acertadamente as outras deusas.
Mas,
se ela é uma só deusa (na verdade nem uma é), porque é que se chega a esta
multidão? Que não constituam, portanto, senão uma, estas múltiplas divindades!
Que não haja tantas deusas quantos os nomes! Mas a autoridade dos antepassados
caídos em erro pesa sobre Varrão e, como ele diz, leva-o a titubear.
Efectivamente, acrescenta:
Com
isto não briga a opinião dos antepassados acerca destes deuses, cuja
pluralidade admitem.
Como
é que não briga? Ter vários nomes não é muito diferente de ser várias deusas?
Mas
pode acontecer que uma e a mesma coisa contenham em si várias coisas,
responde
ele. Concordo que num só homem haja várias coisas: segue-se daí que há nele
vários homens? Concordo também que numa só deusa haja várias coisas: segue-se
daí que nela há várias deusas? Pois então, não se privem de dividir, combinar,
multiplicar, dobrar, complicar, como quiserem!
São
estes os sublimes mistérios de Telure e da Grande-Mãe de quem procede tudo o
que se refere às sementes perecíveis e à prática da agricultura! Será possível
que, adaptados a estes mistérios e empregados para este fim, o tambor, as
torres, os galos, a doentia agitação dos membros, o ruído dos címbalos, os
leões imaginários, a alguém prometam a vida eterna? Será possível que os galos
castrados sirvam esta Grande Deusa para significarem aos homens carentes de
sémen a obrigação de cultivarem a terra, já que precisamente o seu serviço
acarreta a priva ção do sémen? Adquire-se, pelo apego a esta deusa, o sémen
que se não tem — ou pelo contrário, pelo apego a esta deusa, perde-se o sémen
que se tem? Isto é dar interpretações, ou mostrar execrações? Não se repara
como subiu a malícia dos demónios, que, não se atrevendo a prometer aos homens
grandes bens por estes ritos sagrados, conseguiram, todavia, exigir deles tão
cruéis sacrifícios. Se a Terra não fosse uma deusa, os homens poriam nela as
mãos, trabalhando para obterem sementes, em vez de, ferindo-se por causa dela
perderem o sémen. Se não fosse deusa, tomar-se-ia fecunda graças a mãos
alheias, sem que para isso se obrigasse um homem a tomar-se estéril por suas
próprias mãos. Que, quando das festas de Líbero, uma honesta matrona tenha de
coroar as regiões pudendas do homem sob os olhares de uma multidão onde talvez
se encontre também o seu marido com rubor e suor na fronte, se é que os homens
são susceptíveis de pudor; que, na celebração das suas bodas, uma jovem noiva
seja constrangida a sentar-se sobre o membro viril de Príapo: — são torpezas
muito menos detestáveis e muito menos graves do que a cruel infâmia ou a
crueldade infame da mutilação dos galos. Porque, nesses actos, os ritos
demoníacos ferem o pudor dos dois sexos sem que nem um nem outro sejam por tal
ferida destruídos. Num caso, receia-se a maldição lançada sobre os campos;
noutro caso, não se receia a amputação dos membros; num caso, profana-se o
pudor duma noiva, sem, todavia, se lhe tirar nem a fecundidade nem a
virgindade; noutro caso, amputa-se a virilidade, sem que a vítima se possa
tomar mulher ou permanecer varão.
CAPÍTULO XXV
Interpretação dos sábios da
Grécia acerca da mutilação de Átis.
Não
se faz menção de Átis, em memória de cujo amor se mutila o galo, nem Varrão
apresentou dele uma interpretação. Mas os eruditos e os sábios da Grécia não se
calaram acerca de tão santa e admirável história. Porque o aspecto da terra na
Primavera é mais belo que nas outras estações, o célebre filósofo Porfírio
pensou que Átis era o símbolo das flores — e que ele se castrou porque a flor
cai antes do fruto. Não foi, pois, propriamente um homem ou quase homem,
chamado Átis, mas sim o seu órgão viril, que se comparou a uma flor. Átis
estava bem vivo quando este órgão caiu; melhor — não caiu nem foi colhido, foi
antes completamente esquartejado. Após a perda desta flor, ninguém viu mais
tarde qualquer fruto, mas sim a esterilidade. Que é então este resto de homem?
Que ficou dele depois da mutilação? Que significação dar a isto? A que é que
isto se refere? Que interpretação lhe dar? Não deverão persuadir-nos os vãos
esforços despendidos de que o que devemos crer é o que sobre o homem mutilado
nos legou a fama e os documentos consignaram? Não há dúvida de que o nosso
Varrão tem toda a razão para recusar esta história e nada querer dela referir:
efectivamente, ela não podia ser ignorada de tão douto homem.
CAPÍTULO XXVI
A torpeza dos mistérios da
Grande-Mãe.
Não
me recordo de ter lido em parte alguma nem Varrão faz qualquer referência
acerca dos invertidos consagrados à Grande-Mãe com tal desprezo de tudo o que,
para um homem e uma mulher, constitui o pudor, os quais se viam, ainda ontem,
de cabelos encharcados de perfume, cara pintada, membros lânguidos, andar
efeminado, a deambularem pelas praças e ruas de Cartago, chegando mesmo a
exigir ao público com que possam manter a sua vergonhosa existência. A
compreensão falha, a razão ruboriza-se, emudece a palavra! A Grande-Mãe superou
todos os outros deuses, seus filhos, não pela grandeza da sua majestade, mas
pelo crime. A este monstro nem a monstruosidade de Jano se compara. A
monstruosidade de Jano estava apenas nas imagens, mas aquela mostra a crueldade
da sua deformidade nos seus próprios mistérios. Ele acrescentava membros aos
seus ídolos: ela suprimia membros aos homens. Nem os tão numerosos e tão graves
estupros de Júpiter superam esta ignomínia. Este, no meio dos seus atentados
contra as mulheres, só com Ganimedes desonrou o Céu; mas ela, com tantos
invertidos profissionais e públicos, profanou a Terra e ultraja o Céu.
Em
crueldade tão obscena, talvez se lhe compare ou lhe passe à frente Saturno,
que, diz-se, castrou o próprio pai. Mas, nos mistérios de Saturno, os homens
podiam morrer às mãos dos outros, mas não se mutilavam com as suas próprias
mãos. Saturno, contam os poetas, devorou seus filhos, e os físicos explicam
este acto como lhes apetece — mas a história ensina-nos que ele os matou.
Também os Cartagineses lhe imolavam seus filhos; mas os Romanos não permitiram
este sacrifício. Pelo contrário, a Grande-Mãe dos deuses impôs a castração
mesmo nos templos de Roma e neles manteve esta cruel prática, fazendo crer que,
castrando os Romanos, lhes reforçava a virilidade. Ao lado deste mal, que são
os latrocínios de Mercúrio, a lascívia de Vénus, os estupros e obscenidades dos
outros deuses, que nós poderíamos apresentar, tirados dos livros, se não fossem
todos os dias cantados e celebrados nos teatros? Que são eles, ao lado de um
tão grande mal, cuja grandeza só à Grande-Mãe poderia convir? Diz-se: tal qual
como outras, estas coisas são ficções dos poetas; como se os poetas tivessem
inventado também que tudo isso é aceite e agradável aos deuses. Que os tenham
cantado ou por escrito os tenham contado, talvez tenha sido audácia e
petulância dos poetas; mas que os tenham ligado às coisas divinas e às honras
religiosas por ordem e sob pressão destas divindades — que é isto senão um
crime dos deuses, ou, melhor talvez, uma confissão dos demónios e uma armadilha
aos desgraçados? Que a mãe dos deuses tenha sido considerada digna de ser
honrada pela consagração de homens mutilados — isso não é uma invenção dos
poetas: eles preferiram mostrar o seu horror, a cantá-lo.
Quem
estará disposto a consagrar-se a estes deuses escolhidos, para, após a morte,
conseguir a vida bem- -aventurada, se aqueles que se lhes consagram não podem
viver honradamente antes da morte, submetidos a tão repugnantes superstições e
vinculados a tão obscenos demónios?
Mas
tudo isto, diz Varrão, se refere ao Mundo. Ao imundo, deveria antes dizer. Como
é que, na verdade, se não há-de referir ao mundo o que (como está demonstrado),
se encontra no mundo? Quanto a nós, o que nós buscamos é uma alma que, cheia de
fé na verdadeira religião, não adore o mundo como seu deus, mas o admire como
obra de Deus e por causa de Deus; uma alma que, purificada da imundícia do
mundo, chegue sem nada de imundo ao Deus criador do Mundo.
(cont)
(Revisão da versão portuguesa por ama)
[i] Galos
(galli) eram eunucos que a si mesmo se impunham a castração ritual para poderem
dedicar-se ao culto de certas divindades.
Evangelho e comentário
Beatos Francisco e Jacinta Marto
Evangelho:
Mc 9, 14-29
14 Chegando junto dos discípulos, viu uma grande multidão em volta, e os
escribas a discutirem com eles.15 E logo toda aquela multidão
supreendida por ver Jesus, correu para O saudar.16 Perguntou-lhes:
«Que estais a discutir entre vós?».17 Um de entre a multidão
respondeu-Lhe: «Mestre, eu trouxe-Te meu filho que está possesso de um espírito
mudo,18 que, onde quer que se apodere dele, o lança por terra, e o
menino espuma, range com os dentes, e fica rígido. Pedi aos Teus discípulos que
o expulsassem e não puderam».19 Jesus respondeu-lhes: «Ó geração
incrédula! Até quando hei-de estar convosco? Até quando vos hei-de suportar?
Trazei-Mo cá».20 Trouxeram-Lho. Tendo visto Jesus, imediatamente o
espírito o agitou com violência e, caído por terra, revolvia-se espumando.21
Jesus perguntou ao pai dele: «Há quanto tempo lhe sucede isto?». Ele respondeu:
«Desde a infância.22 O demónio tem-no lançado muitas vezes no fogo e
na água, para o matar; porém Tu, se podes alguma coisa, ajuda-nos, tem
compaixão de nós».23 Jesus disse-lhe: «Se podes...! Tudo é possivel
a quem crê».24 Imediatamente o pai do menino exclamou: «Eu creio!
Auxilia a minha falta de fé».25 Jesus, vendo aumentar a multidão,
ameaçou o espírito imundo, dizendo-lhe: «Espírito mudo e surdo, Eu te mando,
sai desse menino e não voltes a entrar nele!».26 Então, dando gritos
e agitando-se com violência, saiu dele, e o menino ficou como morto, tanto que
muitos diziam: «Está morto».27 Porém, Jesus, tomando-o pela mão,
levantou-o, e ele pôs-se em pé.28 Depois de ter entrado em casa,
Seus discípulos perguntaram-Lhe em particular: «Porque o não pudemos nós
expulsar?».29 Respondeu-lhes: «Esta casta de demónios não se pode
expulsar senão mediante a oração».
Comentário:
O demónio não tem maior temor que da oração.
Percebe-se porquê.
A oração põe o homem em contacto estreito com Deus e
quanto mais intensa e profunda mais forte é esse contacto.
O diálogo que se estabelece entre o orante e Deus
torna-se assim íntimo e o demónio não ousa interferir nem o Senhor lho permite.
O Senhor aconselha a oração persistente e perseverante
não para Sua satisfação mas exactamente para a nossa relação com Ele se
fortaleça cada vez mais e a união se torna real, constante, inquebrantável.
(ama,
comentário sobre Mc 9, 14-29, Malta, 16.05.2016)
Que vos saibais perdoar
Com quanta insistência o Apóstolo S.
João pregava o "mandatum novum"!
"Amai-vos uns aos outros!". Pôr-me-ia de joelhos, sem fazer teatro –
grita-mo o coração –, para vos pedir, por amor de Deus, que vos estimeis, que
vos ajudeis, que vos deis a mão, que vos saibais perdoar. Portanto, vamos banir
a soberba, ser compassivos, ter caridade; prestar-nos mutuamente o auxílio da
oração e da amizade sincera. (Forja, 454)
Jesus Cristo, Nosso Senhor, encarnou e
tomou a nossa natureza, para se mostrar à humanidade como modelo de todas as
virtudes. Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, convida-nos Ele.
Mais tarde, quando explica aos Apóstolos
o sinal pelo qual os reconhecerão como cristãos, não diz: porque sois humildes.
Ele é a pureza mais sublime, o Cordeiro imaculado. Nada podia manchar a sua
santidade perfeita, sem mácula. Mas também não diz: saberão que se encontram
diante de discípulos meus, porque sois castos e limpos.
Passou por este mundo com o mais
completo desprendimento dos bens da terra. Sendo Criador e Senhor de todo o
universo, faltava-lhe até um sítio onde pudesse reclinar a cabeça. No entanto,
não comenta: saberão que sois dos meus porque não vos apegastes às riquezas.
Permanece quarenta dias e quarenta noites no deserto em jejum rigoroso, antes
de se dedicar à pregação do Evangelho. E também não afirma aos seus:
compreenderão que servis a Deus, porque não sois comilões nem bebedores.
A característica que distinguirá os
apóstolos, os cristãos autênticos de todos os tempos, já a ouvimos: nisto –
precisamente nisto – conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes
uns aos outros. (Amigos de Deus, 224)
Fátima:Centenário - Oração diária
Senhora de Fátima:
Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.
Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.
Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.
Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:
“Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.
Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.
AMA, Fevereiro, 2017
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.
Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.
Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.
Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.
Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.
Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.
Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
19/02/2017
Leitura espiritual
Vol. 1
LIVRO
VII
CAPÍTULO XXI
Torpeza dos mistérios de Líbero.
Sinto
vergonha por ter de tratar do culto de Líbero e da desmesurada torpeza a que
esse culto chegou: fizeram presidir esse culto às sementes líquidas (não,
portanto, apenas dos sumos dos frutos, entre os quais o vinho ocupa de certo
modo o primeiro lugar, mas também das sementes dos seres animados); sinto
vergonha precisamente por causa da amplidão da exposição — mas, perante a
arrogante estupidez dos sectários, não hesito. Apenas citarei algum pormenor
dos muitos que tenho de omitir. Conta Varrão que, nas encruzilhadas da Itália,
a celebração dos ritos de Líbero se fazia acompanhar de uma licenciosidade tão
torpe que se adoravam, em honra deste deus, as regiões pudendas do homem — e
isto não com a discrição que um resquício de pudor sugeriria, mas publicamente
exaltando a obscenidade. Enquanto duravam as festas de Líbero, o membro obsceno
era colocado em cima de carroças com a maior solenidade e passeavam-no,
primeiro pelas encruzilhadas do campo e por fim na própria Urbe. Na cidade de
Lavínio, um mês inteiro era consagrado ao culto de Líbero. Durante esses dias,
proferiam-se as mais obscenas palavras, até ao dia em que esse órgão era
transportado através do Forum e aí era colocado no seu lugar apropriado. A mais
honesta mãe de família era obrigada a colocar uma coroa sobre esse obsceno
órgão. Era assim que tinham que apaziguar o deus Líbero para obterem sucesso
nas sementeiras; era assim que tinham de desviar dos campos os encantamentos:
uma matrona era constrangida a realizar em público o que uma meretriz não se
podia permitir no teatro perante matronas.
Foi
por isso que se julgou que Saturno sozinho não podia bastar às sementes: Desta
forma a alma impura encontrava ocasiões de multiplicar os deuses; abandonada do
único Deus verdadeiro em castigo da sua impureza e prostituída por uma multidão
de falsos deuses, na sua sede de maior impureza, ela alcunhou de sagrados estes
ritos sacrílegos e ela própria se ofereceu à obscena caterva de demónios para
por todos eles ser violada e conspurcada.
CAPÍTULO XXII
Neptuno, Salácia e Venília.
Neptuno
já tinha por esposa Salácia, que, dizem eles, é a água profunda do mar. Porque
lhe juntaram então mais Venília? Apenas para permitir à alma prostituída,
devido, não à necessidade do culto mas somente da paixão, de multiplicar seus
convites aos demónios. Apareça uma interpretação dessa ilustre teologia que
refute com argumentos a nossa crítica! «Venília é a onda que chega à praia,
Salácia é a que volta ao alto mar». Porque é então que se fazem duas deusas, se
a mesma é a onda que vai e a onda que volta? Cá está de novo a louca paixão
fervendo em multiplicar os deuses! Embora se não multiplique a água que vai e
volta, a alma, que vai e não volta, aproveita esta vã oportunidade para
convidar os demónios e assim se prostituir ainda mais.
Peço-te,
Varrão, ou então a vós que tendes lido esses escritos de homens tão sábios e
vos orgulhais de neles terdes aprendido grandes coisas — dai-me uma explicação,
já não digo conforme à natureza eterna e imutável que é o único Deus, mas pelo
menos conforme à alma do mundo e às suas partes, que são, na vossa opinião,
verdadeiros deuses! Desta parte da alma do Mundo que penetra o mar, fazeis vós
um deus — Neptuno.
É
um erro, até certo ponto tolerável, que tenhais feito o deus Neptuno da parte
da alma do Mundo que penetra o mar. Mas esta água que chega à praia e volta
para o mar — constitui ela duas partes do Mundo, ou duas partes da alma do
Mundo? Qual de vós é tão louco para assim pensar? Porque vos fabricaram então
duas deusas senão porque os vossos sábios antepassados tiveram o cuidado, não
de vos porem sob a direcção certa de vários deuses, mas sim de vos entregarem a
uma multidão de demónios encantados com estas futilidades e mentiras? E porque
é que, segundo esta interpretação, Salácia perdeu esta parte profunda do mar
que a submetia às ordens de seu marido? Pois, ao apresentá-la como a onda que
retrocede, colocai- -la à superfície. Ou será que, por ele se ter amancebado
com Venília, Salácia expulsou furiosa seu marido das regiões superiores do mar?
CAPÍTULO XXIII
Acerca da Terra — que Varrão
afirma ser uma deusa porque a alma do Mundo, que, na sua opinião, é deus,
penetra também esta parte inferior do seu corpo e lhe comunica uma força
divina.
Realmente,
só existe uma Terra, que vemos cheia de animais. Todavia, entre os elementos,
este grande corpo mais não é que a parte mais baixa do mundo. Porque pretendem
que ela seja uma deusa? Porque é fecunda? Nesse caso, porque é que, mais do que
ela, não são deuses os homens— já que pelo cultivo a tomam mais fecunda, não
adorando-a mas lavrando-a? Respondem: o que faz dela uma deusa é a parte da
alma do mundo de que ela está impregnada. Como se nos homens não fosse mais
evidente a alma, cuja existência não constitui questão! Todavia, os homens não
são tidos por deuses e, o que é deveras de lamentar, a estes seres que não são
deuses, os homens (que valem mais que eles) submetem-se, devido a um
mirabolante e miserável erro, até chegarem a honrá-los e a adorá-los!
É
certo que, no mesmo livro acerca dos deuses escolhidos, Varrão afirma que, no
conjunto da natureza, a alma apresenta três graus. No primeiro, ela circula por
todas as partes vivas do corpo, mas não tem sensibilidade, sendo apenas
princípio de vida. No nosso corpo, diz ele, esta virtude impregna os nossos
ossos, as nossas unhas, os nossos cabelos, como no mundo as árvores se
alimentam, crescem e vivem à sua maneira sem gozarem de sensibilidade. No
segundo grau, a alma possui sensibilidade, e esta virtude penetra nos nossos
olhos, nos nossos ouvidos, nas nossas narinas, na nossa boca, no nosso tacto.
No terceiro grau, o mais elevado, a alma chama-se espírito e a inteligência
domina aí: desta carecem todos os mortais excepto o homem. Esta é, diz ele, a
parte da alma do Mundo que é deus e que em nós se chama Génio.
As
pedras e a terra que vemos no mundo e que a sensibilidade não informa, são como
que os ossos, como que as unhas de deus; mas o Sol, a Lua, as estrelas, que os
nossos sentidos captam e pelos quais ele percebe, — são os seus sentidos. Por
fim, o éter é o seu espírito: e esta força, ao chegar aos astros, toma-os
deuses; como, ao impregnar a Terra, faz dela a deusa Tellure e, ao impregnar o
mar e o Oceano, faz o deus Neptuno.
Que
ele volte, portanto, dessa teologia que ele apelida de natural, onde se
refugiou como que para repousar de tantos desvios e rodeios. Que ele volte,
digo eu, que ele volte à teologia civil. Vou retê-lo ainda aqui por algum tempo,
pois tenho ainda umas coisas a dizer acerca dela.
Ainda
não quero dizer: se a terra e as pedras são semelhantes aos nossos ossos e às
nossas unhas conclui-se que carecem de inteligência e sentidos. Ou então, se se
atribui inteligência aos nossos ossos e às nossas unhas pelo facto de
pertencerem ao homem, que é dotado de inteligência, tão louco é chamar deus à
terra e às pedras que estão no Mundo, como chamar homem aos ossos e às unhas
que estão em nós! Mas não há dúvida de que estas questões têm que ser tratadas
com os filósofos e, por agora, é ainda ao político que me dirijo.
Embora
ele tenha querido, ao que parece, levantar um pouco a cabeça até àquela como
que atmosfera de liberdade da teologia natural — bem pode ter acontecido que,
ao reflectir neste seu livro e ao verificar que nele se encontrava pouco à
vontade, o tenha encarado também sob o ponto de vista de teologia natural e
tenha falado desta maneira para que se não julgasse que os seus antepassados ou
outros povos (civitates) prestaram um
culto sem fundamento a Telure e a Neptuno.
Ora
o que eu digo é o seguinte: Esta parte da alma do Mundo que penetra na Terra,
porque é que ela também — pois que só há uma Terra — não constitui uma só
deusa, aquela a que se chama Telure? Mas, se é assim, onde estará Orco, irmão
de Júpiter e de Neptuno, a quem chamam Díspater (Pai Dite)? Onde estará sua esposa Prosérpina, que, segundo uma
outra opinião referida nos mesmos livros, é apresentada, não como a fecundidade
da Terra, mas como a região inferior da Terra? Se replicarem: «Uma parte da
alma do Mundo, penetrando na região superior da Terra, tomou-se no deus
Díspater (Dis Pater), e a outra,
penetrando na região inferior, tomou-se na deusa Prosérpina», — que será então
de Telure? O todo que ela era, ficou tão dividido nestas duas partes e dois
deuses que já se não poderá descobrir qual é a terceira e onde está. A não ser
que se diga que os deuses Orco e Prosérpina não são mais que uma só deusa,
Telure, e já não são três mas apenas uma ou duas. Todavia, são três os deuses
que se nomeiam, três que se reconhecem, três que se adoram com os seus altares,
os seus templos, os seus ritos, as suas imagens, os seus sacerdotes e também
com os seus demónios impostores, que, por meio de tudo isto, à porfia, violam
a alma prostituída.
Poderá
dizer-se ainda: «em que parte da Terra penetra uma parte da alma do Mundo para
formar o deus Telumão»? Não há outra parte, diz Varrão: a mesma e única Terra
possui uma dupla virtude — uma masculina, que produz as sementes, e outra feminina,
que as recebe e alimenta. É à virtude feminina que ela deve o nome de Telure e
à virtude masculina o de Telumão. Porque é que, então, os pontífices, juntando
outros dois deuses oferecem, como mesmo ele refere, sacrifícios a quatro
deuses: Telure, Telumão, Áltor e Rusor? Acerca de Telure e Temulão já se falou.
Mas porquê a Áltor? Porque, diz ele, da Terra se alimenta (alo) tudo o que nasceu. E porquê a Rusor? Porque, continua ele,
tudo volta (rursus) à Terra.
(cont)
(Revisão da versão portuguesa por ama)
Hoy el reto del amor es que ames tus pobrezas
Hace un par de días tuve un accidente con un bote de
cerámica: se me cayó y se me clavó en el pie. Al final acabamos en urgencias y
me tuvieron que dar seis puntos. Desde el primer momento pude sentir que el
Señor estuvo a mi lado todo el tiempo; desde la tranquilidad de Lety al taparme
la hemorragia, las hermanas que hacían de muletas para que no pisara con ese
pie, el coche que rápidamente se ofreció a llevarnos hasta el Centro Médico, la
delicadeza del médico al coserme, el cariño de las del "Novi" que me
dejaron todo a punto para cuando volviese... todos fueron gestos del Señor
hacia mí a través de muchas personas, ¡no podía parar de dar gracias!
Soy bastante rápida al hacer las cosas. El hecho de tener
que andar casi a la velocidad de un caracol, el no poder arrodillarme al entrar
en la capilla, el no poder ducharme dos días por prescripción del médico, entre
otras limitaciones, me podrían haber causado rebeldía; sin embargo, el Señor me
está enseñando a dejarme cuidar, a que las hermanas me lleven los libros de un
sitio a otro, que suban y bajen el hielo... En todos esos gestos estoy viendo
al Señor mimándome, cuidándome...
Puede que hoy sientas especialmente tus limitaciones
humanas, tanto las físicas como tus debilidades. Quizá sientas que no puedes
hacer todo lo que te gustaría, que te gustaría ser más independiente, más
autosuficiente y hacerlo todo sola.
La verdad es que Cristo no nos quiere independientes.
Jesús quiere entrar en esa debilidad tuya, en tu pobreza. Jesús curó a tantas
personas durante su vida en la tierra que nos deja clarísimo que es ahí, en
donde te sientes más sucio, en donde te sientes más débil, en lo que te
gustaría eliminar de tu vida, es en donde quiere entrar el Señor. Él quiere
encontrarse contigo ahí, en tu realidad. Si fueses perfecta, ¿qué podría hacer
el Señor por ti?
Hoy el reto del amor es que ames tus pobrezas, y, en esas
pobrezas, dejarte ayudar por el hermano, dejarte cuidar, dejarte mimar.
Entrégale eso que más te cuesta para que Cristo pueda entrar en ti.
VIVE DE CRISTO
Tratado da vida de Cristo 148
Art. 4 — Se Cristo
permaneceu no sepulcro só um dia e duas noites.
O quarto discute-se assim. — Parece que Cristo
não permaneceu no sepulcro só um dia e duas noites.
1.
— Diz a Escritura: Assim como Jonas
esteve no ventre da baleia três dias e três noites, assim estará o Filho do
homem três dias e três noites no coração da terra. Ora, no coração da terra
esteve enquanto demorou no sepulcro. Logo, não esteve no sepulcro só um dia e
duas noites.
2.
Demais. — Gregório diz que assim como
Sansão tomou, à meia noite, as portas de Gaza, assim Cristo ressurgiu tomando,
à meia noite, as portas do inferno. Ora, tendo ressurgido, já não estava no
sepulcro. Logo, não esteve no sepulcro duas noites inteiras.
3.
Demais. — Pela morte de Cristo a luz venceu as trevas. Ora, a noite são as
trevas e o dia, a luz. Logo, era conveniente que o corpo de Cristo estivesse no
sepulcro, antes, dois dias e uma noite, que ao contrário.
Mas,
em contrário, diz Agostinho: Desde à
tarde da sepultura até a manhã da ressurreição são trinta e seis horas, isto é,
uma noite toda seguida de um dia todo e mais uma noite inteira.
O próprio tempo que Cristo permaneceu no sepulcro representa o efeito da sua
morte. Pois, como dissemos pela morte de Cristo fomos libertados de uma dupla
morte: a da alma e a do corpo. O que é significado pelas duas noites, durante
as quais Cristo permaneceu no sepulcro. A sua morte, porém, não causada pelo
pecado, mas motivada pela caridade, não é comparável à noite, mas ao dia. Por
isso é simbolizada pelo dia inteiro em que esteve no sepulcro. Donde, era
conveniente que Cristo permanecesse no sepulcro um dia e duas noites.
DONDE
A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Diz Agostinho: Alguns, ignorando o modo de exprimir-se da Escritura, quiseram
considerar como noite aquelas três horas, da sexta até a nona, durante as quais
o sol se obscureceu; e como dia, as três outras horas quando de novo voltou o
sol a iluminar a terra, isto é, da nona até o ocaso. A isso acresce a noite
seguinte, do sábado; e essa, contada com o seu dia, viria tudo já a dar duas
noites e dois dias. Ao sábado, porém, segue-se a noite do primeiro sábado e, a
do dia seguinte, domingo, quando o Senhor ressurgiu. Mas mesmo assim não se
chega a ter os três dias e as três noites. Resta, pois que os descubramos de
acordo com o modo de exprimir-se das Escrituras, que compreende o todo na
parte; de modo que tomemos uma noite e um dia por um dia natural. E assim, o
primeiro dia é contado desde a sua última parte, quando Cristo morreu e foi
sepuladto na sexta-feira; o segundo dia inteiro se perfez pelas vinte e quatro
horas diurnas e noturnas e a noite seguinte pertencia ao terceiro dia. Pois,
assim como os primeiros dias (da criação) se contavam a partir da luz até a
noite, por causa da queda futura do homem, assim, no caso vertente, por causa
do resgate do homem, os dias se contam partindo das trevas para a luz.
RESPOSTA
À SEGUNDA. — Como diz Agostinho, Cristo
ressurgiu no dilúculo quando já a luz começa a aparecer e, contudo ainda resta
algo das trevas da noite; por isso o Evangelho refere que as mulheres vieram ao sepulcro de manhã,
jazendo ainda escuro. E por causa dessas trevas, Gregório diz ter Cristo ressurgido à meia noite, não
dividindo-se a noite em duas partes iguais, mas considerada noite o que já
propriamente não o era. Pois, esse dilúculo pode considerar-se parte tanto do
dia como da noite, pela conveniência que tem com um e com a outra.
RESPOSTA
À TERCEIRA. — Na morte de Cristo, a luz, significada por um dia inteiro,
prevaleceu a ponto de arredar as trevas de duas noites, isto é, da dupla morte
nossa, como se disse.
Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.
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