08/06/2016

Dar de comer a quem tem fome


Dono de restaurante no Canadá distribui refeições grátis para quem não pode pagar

Parkash

Este simpático senhor da foto chama-se Parkash Chhibber e é dono do res­taurante Indian Fusion em Edmonton, no Canadá. Parkash é um imigrante que veio de Nova Delhi, na Índia.

Hoje, com uma vida mais confortável e em melhores condições, faz ques­tão de usar o seu restaurante para ajudar quem mais precisa. Inaugurado em 2009, o local também oferece refeições para os que não podem pagar há mais de seis meses. Ele pendurou uma placa que diz:

“Queridos amigos, se vocês estiverem com fome e sem dinheiro para pagar, apenas toque a campainha e entre para se alimentar/ tomar um café a qual­quer hora”.

A imagem da fachada foi postada no Imgur e já foi visualizada mais de 2 milhões de vezes. Em média, o restaurante ajuda de 3 a 5 pessoas por dia, mas às vezes chegam 10 pessoas, ou mais.

“Eu não sei dizer quantos já servimos, mas eu sinto que deveria ajudar ainda mais pessoas”, disse ao The Huffington Post.

Chhibber aprendeu o valor da generosidade depois de ser ajudado quando sofreu um acidente muito sério. Em 1992, ele foi atropelado por um carro enquanto esperava o transporte público. Sofreu 9 fraturas e perdeu o seu emprego. Nessa época, ele e sua esposa dependiam da bondade dos amigos para poder comer.

‘Eu já passei muita fome no passado. Eu sei a dor de não ter nada para comer’, relembra.

Agora, com o seu negócio, ele quer retribuir ao mundo todo o bem que rece­beu quando mais precisou.

Fonte: Sissy  INQUIETARIA  6 DE JUNHO DE 2016
(Revisão da versão portuguesa por ama)



Conselhos para enfrentar a morte de forma cristã - 3

Conselhos para enfrentar a morte de forma cristã

3. Entender que a morte não é um castigo, mas a entrada na vida eterna

A morte entrou no mundo para purificar o pecado que herdamos dos nossos primeiros pais. Será o momento de prestar contas a Deus, que nos ama infinitamente. A nossa esperança e alegria é Cristo, que nos salvou. A morte abrir-nos-á as portas para a felicidade sem fim.

Fonte: pildorasdefe


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Pequena agenda docristão


Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Doutrina – 168

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

O homem

72. Qual era a condição originária do homem segundo o projecto de Deus?

Deus, criando o homem e a mulher, tinha-lhes dado uma participação especial na própria vida divina, em santidade e justiça. Segundo o projecto de Deus, o homem não deveria nem sofrer nem morrer. Além disso, reinava uma harmonia perfeita no próprio ser humano, entre a criatura e o criador, entre o homem e a mulher, bem como entre o primeiro casal humano e toda a criação.

Onde há humildade há sabedoria

"Quia respexit humilitatem ancillae suae" – porque olhou para a baixeza da sua escrava... Cada vez me persuado mais de que a humildade autêntica é a base sobrenatural de todas as virtudes. Fala com Nossa Senhora, para que Ela nos ensine a caminhar por esta senda. (Sulco, 289)

Se recorrermos à Sagrada Escritura, veremos como a humildade é um requisito indispensável para nos dispormos a ouvir Deus. Onde há humildade há sabedoria, explica o livro dos Provérbios. A humildade consiste em nos vermos como somos, sem disfarces, com verdade. E ao compreendermos que não valemos quase nada, abrimo-nos à grandeza de Deus. Esta é a nossa grandeza.

Que bem o compreendia Nossa Senhora, a Santa Mãe de Jesus, a criatura mais excelsa de todas as que existiram e hão-de existir sobre a terra! Maria glorifica o poder do Senhor, que depôs do trono os poderosos e elevou os humildes. E canta que n'Ela se realizou uma vez mais esta providência divina: porque olhou para a baixeza da sua escrava; portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.


Maria manifesta-se santamente transformada, no seu coração puríssimo, em face da humildade de Deus: o Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E, por isso mesmo, o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. A humildade da Virgem é consequência desse abismo insondável de graça, que se opera com a Encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade nas entranhas da sua Mãe sempre Imaculada. (Amigos de Deus, n. 96)

Evangelho, comentário, L. espiritual


Tempo Comum

Evangelho: Mt 5, 17-19

17 «Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. 19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Comentário:

A tremenda responsabilidade de quem ensina, sobretudo aos mais débeis e incultos sejam ou não crianças, tem de estar bem presente na mente de quem o faz.

Ensinar mal ou transmitir erradamente conceitos e doutrinas é um pecado gravíssimo com consequências devastadoras para quem os recebe.

Este é um “peso” que nenhum cristão deve querer suportar por isso mesmo deve documentar-se e estudar a fundo o que ensina.

(ama, comentário sobre Mt 5, 17-19, 2015.03.11)



Leitura espiritual



INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO

"Creio em Deus" – Hoje

SEGUNDA PARTE

JESUS CRISTO

CAPÍTULO PRIMEIRO

"Creio em Jesus Cristo seu Filho Unigénito, Nosso Senhor".

IV. Caminhos da Cristologia

3. Cristo, "o último Homem”.

Digressão: Estruturas do Crístico

1.   O individual e o todo.

Chegamos assim à pergunta inicial, podendo dizer: Igreja e ser-cristão giram em torno do homem assim compreendido. Seriam elementos sem função, se houvesse exclusivamente mónadas-humanas, seres do cogito, ergo sum. Estão relacionados ao homem que é "ser-com" (= participação) e que somente subsiste nos entrelaçamentos colectivos, consequência do princípio da corporeidade. Igreja e ser-cristão somente existem por causa da história, das implicações colectivas que caracterizam o homem; é neste plano que devem ser compreendidos. A sua razão de ser está em prestar serviço à história, como história, e em forçar ou modificar a prisão colectiva que forma o local da existência humana. Conforme a Carta aos Efésios, a obra salvadora de Cristo consistiu exactamente em obrigar a cair de joelhos os poderes e as dominações, nos quais Orígenes, no comentário sobre esse texto, via as forças colectivas que sufocam o homem: a força do meio ambiente, da tradição nacional; aquele impessoal "a gente" que humilha e destrói o homem. Categorias como pecado original, ressurreição da carne, juízo universal etc., só se podem compreender sob este ângulo, pois a sede do pecado original há-de ser procurada exactamente na teia colectiva que antecede a cada existência individual, como facto espiritual e não em alguma transmissão biológica entre indivíduos de resto totalmente isolados. Falar do pecado original significa que nenhum homem pode começar na estaca zero, num status integritatis (completamente intacto do toque da história). Ninguém se encontra naquela etapa inicial sem mancha, em que lhe bastaria desenvolver-se livremente e projectar o que tivesse de bom; cada qual vive em uma implicação que é parte da sua existência. Juízo universal, por sua vez, é a resposta a estes colectivos entrelaçamentos. Ressurreição exprime a ideia de que a imortalidade do homem só pode subsistir e ser imaginada na co-existência dos homens, no homem como o ser da co-existência, como mais tarde ainda será melhor exposto. Finalmente o conceito de redenção, como já se disse, também terá sentido somente nesta esfera; não se refere a um destino monádico, separado do indivíduo. Portanto, se o plano real do Cristianismo há-de ser procurado neste domínio, a que chamamos de "historicidade" na falta de termo melhor, segue-se que podemos prosseguir esclarecendo: ser-cristão, conforme a sua finalidade primeira, não é um carisma individual, mas social. Não se é cristão porque só cristãos se salvam, mas é-se cristão, porque a diaconia cristã tem sentido e é necessária para a história.

Contudo, a esta altura, segue-se um segundo passo muito decisivo que, à primeira vista, aparenta ser uma volta para o lado oposto, sendo, na verdade, consequência necessária do que foi exposto. Porquanto, se se é cristão para participar de uma diaconia em benefício do conjunto, isto denota, simultaneamente, que o cristianismo vive de cada um e para cada um, exactamente por causa deste nexo com o todo, porque a mudança da história, a supressão da ditadura do meio só pode dar-se pela participação de cada um. Vejo aqui, salvo melhor juízo, o fundamento daquele factor cristão incompreensível para o homem de hoje e para as outras religiões, a saber, que no Cristianismo tudo depende, afinal, do homem Jesus de Nazaré, crucificado pelo seu ambiente – a opinião pública – que exactamente na sua cruz despedaçou essa força do "a gente", o poder do anonimato, que conserva o homem prisioneiro. Em oposição a esta força anónima ergue-se o nome de um único: Jesus Cristo, a convidar o homem a segui-lo, isto é: a carregar a cruz como ele, para vencer o mundo, sendo crucificado para ele, contribuindo assim para a renovação da história. O apelo do Cristianismo dirige-se radicalmente a cada um em particular, exactamente por visar à história como um todo; precisamente por isto o cristianismo adere, como um todo, a este um e único no qual se realizou a ruptura com a derrota dos poderes e das violências. Repetido ainda de outro modo: o Cristianismo está polarizado para o todo, não podendo ser compreendido, a não ser da e para a comunidade; o Cristianismo não representa salvação do indivíduo isolado, mas o serviço em benefício do conjunto, do qual não pode nem deve escapar: precisamente por isto, em extremo radicalismo, ele conhece um princípio "individual". O escândalo inaudito de que um único – Jesus Cristo – é acreditado como a salvação do mundo, encontra, aqui, o ponto exacto da sua necessidade. O único é a salvação do todo, e o todo recebe a sua salvação exclusivamente do único, que realmente é único e que, exactamente por causa disto, cessa de existir só para si.

Creio que, visto assim, também se pode compreender não existir semelhante recurso ao indivíduo nas outras religiões. O hinduísmo não procura o todo, mas o indivíduo a salvar-se, fugindo do mundo, a roda de Maia. Precisamente por não visar o todo, na sua mais profunda intenção, mas desejar apenas desenvencilhar o indivíduo da sua situação perdida, o hinduísmo é incapaz de admitir outro indivíduo como importante e decisivo para a salvação de alguém. A sua desvalorização do todo resulta, portanto, em desvalorização também do individual, ao fazer cair o "para" como categoria.

Resumindo, eis o resultado das nossas considerações: o Cristianismo origina-se do princípio da "corporeidade" (historicidade), devendo ser pensado na esfera do todo, da qual recebe o seu sentido. Estabelece, contudo, forçosamente, um princípio do "individual", que é o seu escândalo, tornando-se, porém, visível, agora, na sua interna necessidade e racionalidade.

2.   O princípio do "para".

A fé cristã solicita cada um, querendo-o, porém, para o todo e não para si mesma; por isto a norma fundamental da existência cristã exprime-se na partícula "para", eis a conclusão a ser forçosamente tirada do que até agora foi dito. Por isto, no principal dos sacramentos cristãos, que forma o centro da liturgia, declara-se a existência de Jesus Cristo, como existência "para muitos" e "para vós", como existência aberta que cria e possibilita a comunicação de todos entre si pela comunicação nele. Por isso, como vimos, completa-se e realiza-se a existência de Cristo, como existência exemplar na sua abertura na cruz. Portanto, anunciando e explicando a sua morte, ele pode dizer: "Vou e venho a vós" (Jo 14,28): pela minha partida, será derrubada a parede da minha existência que agora me limita; assim este acontecimento representa a minha verdadeira chegada, na qual consumo o que sou, a saber: aquele que reúne a todos na unidade da sua existência que não é limite, mas unidade.

Neste sentido a Patrística apontou para os braços do Senhor, abertos na cruz. Vê neles, primeiro, o protótipo do gesto orante, tal como o encontramos reproduzido nas figuras orantes das catacumbas. Os braços do crucificado revelam-no como o adorador, conferindo, ao mesmo tempo, uma nova dimensão à adoração que representa o elemento específico da glorificação de Deus: os braços abertos de Cristo são expressão de adoração também e precisamente por exprimirem a total entrega aos homens, como gesto do abraço, da plena e indivisa fraternidade. A partir da cruz, a Teologia patrística encontrou, simbolicamente, o entrelaçamento de adoração e fraternidade, e viu representada no gesto cristão de orar a indissolubilidade do serviço aos homens e da glorificacção de Deus.

Ser-cristão denota, ao mesmo tempo, passagem do ser para si mesmo ao ser para os outros. Com o que se esclarece o sentido do conceito de escolha ("predestinação") que muitas vezes nos parece estranho. Escolha não quer dizer uma preferência do indivíduo, fechada em si, a segregá-lo dos outros, mas a admissão na tarefa comum da qual já se falou. De acordo com isso, a opção cristã fundamental significa a aceitação do "ser-cristão", a abjuração do concentramento sobre o "eu" e a adesão à existência de Jesus Cristo voltada para o todo. A mesma coisa está incluída no convite à sequela da cruz, que absolutamente não exprime uma devoção particular, mas está subordinada a um pensamento básico, a saber, que o homem, abandonando o isolamento e a tranqüilidade do próprio "eu", saia de si, para seguir o crucificado e existir para os outros, mediante a crucificação do seu "eu". De modo geral, os grandes painéis da história da salvação, que representam também as figuras básicas do culto cristão, são expressão do princípio "para". Pensemos, por exemplo, no quadro do êxodo clássico da história sagrada, ou seja, da saída do Egipto: tornou-se o êxodo perene da auto-ultrapassagem. O mesma ecoa na cena da páscoa, em que a fé formulou a nexo da mistério da cruz e da ressurreição com o pensamento da saída da Antigo Testamento.

João reproduziu tudo isto num quadro tomado de empréstimo aos fenómenos da natureza. Com o que o horizonte se amplia, para além do antropológico e do salvífico, tocando o cósmico. O que se declara como estrutura básica da vida cristã, no fundo já representa o cunho da mesma criação. "Em verdade, em verdade eu vos digo: se o grão de trigo lançado na terra não morrer, fica só, como é; mas, se morrer, produz abundante fruto" (Jo 12,24). Já na esfera cósmica domina a lei de que a vida só chega através da morte, mediante a auto-perdição. O que se configura deste modo na criação, alcança o seu ápice no homem e, finalmente, no homem exemplar, Jesus Cristo que abre os portais da vida autêntica aceitando o destino do grão de trigo, atravessando o auto-oblacção, deixando-se abrir e perdendo-se. Partindo das experiências da história da religião que justamente neste ponto se tocam estreitamente com as da Bíblia, poderíamos dizer: o mundo vive de sacrifício. Encontram aqui a sua realidade e validez os grandes mitos que declaram ter sido formado o cosmos por meio de um proto-sacrifício e viver exclusivamente de sua própria oblacção. O princípio cristão do êxodo torna-se patente através dos símbolos míticos: "Quem ama a própria vida, perde-a; e quem odeia a própria vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna" (Jo 12,25; cfr. Mc 8,35 par). Contudo, para terminar, é preciso declarar que jamais serão suficientes todas as auto-superações próprias do homem. Quem somente deseja dar, sem estar disposto a receber, quem só quer existir para os outros, não estando pronto a reconhecer que também ele, por sua vez, vive da dádiva inesperável e improvocável do "para" dos outros, deturpa a autêntica maneira de ser do homem, destruindo necessariamente o verdadeiro sentido da reciprocidade. Todas as auto-superações, para serem produtivas, precisam da aceitação da parte dos outros e, em última instância, da parte do Outro, que é o autêntico Outro da humanidade inteira e, ao mesmo tempo, é o todo unido a ela: o homem Deus Jesus Cristo.

(cont)

joseph ratzinger, Tübingen, verão de 1967.

(Revisão da versão portuguesa por ama)






07/06/2016

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



Doutrina – 167

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI

O homem

 71. Que relação Deus estabeleceu entre o homem e a mulher?


O homem e a mulher foram criados por Deus com uma igual dignidade enquanto pessoas humanas e, ao mesmo tempo, numa complementaridade recíproca enquanto masculino e feminino. Deus quis que fossem um para o outro, para uma comunhão de pessoas. Juntos são também chamados a transmitir a vida humana, formando no matrimónio «uma só carne» (Gn 2, 24), e a dominar a terra como «administradores» de Deus.

Senhor, não sei fazer oração!

Escreveste-me: "Orar é falar com Deus. Mas de quê?". De quê?! D'Ele e de ti; alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias..., fraquezas; e acções de graças e pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te – ganhar intimidade! (Caminho, 91)


Como fazer oração? Atrevo-me a assegurar, sem temor de me enganar, que há muitas, infinitas maneiras de orar. Mas eu preferia para todos nós a autêntica oração dos filhos de Deus, não o palavreado dos hipócritas que hão-de ouvir de Jesus: nem todo o que me diz, Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus.
Os que são movidos pela hipocrisia podem talvez conseguir o ruído da oração – escrevia Santo Agostinho – mas não a sua voz, porque aí falta vida e há ausência de afã por cumprir a Vontade do Pai. Que o nosso clamor – Senhor! – vá unido ao desejo eficaz de converter em realidade essas moções interiores, que o Espírito Santo desperta na nossa alma. (...).

Nunca me cansei e, com a graça de Deus, nunca me cansarei de falar de oração. Por volta de 1930, quando se aproximavam de mim, sacerdote jovem, pessoas de todas as condições – universitários, operários, sãos e doentes, ricos e pobres, sacerdotes e leigos – que procuravam acompanhar mais de perto o Senhor, aconselhava-os sempre: rezai. E se algum me respondia: "não sei sequer como começar", recomendava-lhe que se pusesse na presença do Senhor e lhe manifestasse a sua inquietação, a sua dificuldade, com essa mesma queixa: "Senhor, não sei!" E muitas vezes, naquelas humildes confidências, concretizava-se a intimidade com Cristo, um convívio assíduo com Ele. (Amigos de Deus, nn. 243–244).

Jesus Cristo e a Igreja – 118

Celibato eclesiástico: História e fundamentos teológicos
III. Desenvolvimento do tema da continência na Igreja latina

O Celibato no direito canónico clássico.

…/9

A continuidade da doutrina da Igreja na Idade Moderna

A Igreja tem sido sempre forte em preservar a sua tradição em relação ao celibato, mesmo nos tempos difíceis que se seguiram. Um claro testemunho é fornecido pela Revolução do final do século XVIII e início do século XIX. Também se adotou nesta ocasião a prática do século XVI: os sacerdotes que se tinham casado durante a Revolução tinha de decidir: ou renunciar ao matrimónio civil invalidamente contraído, ou procurar sanar esta invalidez na Igreja. No primeiro caso, podiam ser readmitidos ao sagrado ministério; no segundo, ficavam excluídos definitivamente do ministério, como já havia estabelecido a primeira lei escrita sobre essa matéria, que já conhecemos: a do Concílio de Elvira.

A Igreja opôs-se também a todas as outras tentativas feitas para abolir o celibato dos ministros sagrados, como os esforços feitos em Baden-Wurttemberg em tempos de Gregório XVI, ou o movimento Jednota da Mohêmia em tempos de Bento XV.

É novamente importante a abolição imediata do celibato entre os “velhos católicos” após o Concílio Vaticano I. Não é menos clara a oposição da Igreja contra as tentativas, constantemente renovadas após o Concílio Vaticano II, de ordenar a viri probati, quer dizer, homens casados sem exigir-lhes a renúncia ao matrimónio, ou de permitir o matrimónio dos sacerdotes.


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Tratado da vida de Cristo 107

Questão 46: Da Paixão de Cristo

Art. 12 — Se a paixão deve ser atribuída à sua divindade.

O duodécimo discute-se assim. — Parece que a paixão de Cristo deve ser atribuída à sua divindade.

1. — Pois, diz o Apóstolo: Se eles o conhecessem não crucificariam nunca ao Senhor da Glória. Ora, o Senhor da glória é Cristo, na sua divindade. Logo, a paixão de Cristo devia ser-lhe atribuída à divindade.

2. Demais. — O princípio da salvação humana é a divindade, segundo a Escritura: Mas a salvação dos justos vem do Senhor. Se, logo, a paixão de Cristo não pertencesse à sua divindade, parece que nenhum fruto podia produzir para nós.

3. Demais. — Os judeus foram punidos pelo pecado de matarem Cristo, como homicidas do próprio Deus, o que mostra a grandeza da pena em que incorreram. Ora, tal não se daria se a Paixão não fosse atribuída à divindade. Logo a paixão de Cristo pertencia à sua divindade.

Mas, em contrário, diz Atanásio: O Verbo, enquanto Deus é impassível. Ora, o impassível não pode padecer. Logo, a paixão de Cristo não devia ser atribuída à sua divindade.



Como dissemos a união entre a natureza divina e a humana realizou-se na pessoa, na hipóstase e no suposto, permanecendo, porém a distinção das naturezas. De modo que é a mesma a pessoa e a hipóstase da natureza divina e da humana, salva, contudo a propriedade de uma e outra natureza. Por isso, como dissemos, ao suposto da natureza divina foi atribuído a Paixão, não em razão da natureza divina, que é impassível, mas em razão da natureza humana. Por isso diz a epístola sinodal de Cirilo: Quem não confessar que o Verbo de Deus sofreu na sua carne e foi na sua carne crucificado, seja anátema. Logo, a Paixão de Cristo deve ser atribuída ao suposto da natureza divina, em razão da natureza passível assumida e não em razão da natureza divina impassível.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Diz-se que o Senhor da glória foi crucificado, não enquanto Senhor da glória, mas enquanto homem passível.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Como diz um sermão do Concílio Efesino, a morte de Cristo, foi à morte de um Deus, por causa da união na pessoa; por isso destruiu a morte, porque quem sofria era Deus e homem. Mas a natureza de Deus não padeceu nenhum detrimento, nem nenhum sofrimento por não ter passado por qualquer mudança.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Como no mesmo lugar se acrescenta, os judeus não crucificaram somente um homem, mas foi o próprio Deus que fizeram o objecto das suas ofensas. Assim, suponde um príncipe que dá instruções e as formula numa carta, que envia às suas cidades. Se algum insubmisso rasgasse a carta, seria condenado à morte, não por ter assim procedido, mas porque, desse modo, desfez as instruções mesmas do príncipe. Os judeus não devem, portanto considerar-se em segurança, como se tivessem crucificado apenas o homem. O que viam era uma como carta; e o que nela estava oculto era o Verbo imperial, nascido da natureza, e não proferido pela língua.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.


Bento XVI – Pensamentos espirituais 94

O silêncio de José

O silêncio de José não é sinal de um vazio interior, mas, pelo contrário, da plenitude da fé que tem no seu coração e guia toda a sua acção.
Um silêncio graças ao qual José, em uníssono com Maria, guarda a Palavra de Deus, conhecida através da Sagrada Escritura, confrontando-a a cada momento com a vida de Jesus; um silêncio feito de oração constante em que bendiz o Senhor, adora a sua santa vontade e manifesta uma confiança sem reservas na sua providência.
Não será exagero pensar que terá sido com o seu «pai» José que Jesus aprendeu - em termos humanos - aquela sólida interioridade que constitui pressuposto da justiça autêntica...

Deixemo-nos contagiar pelo silêncio de José!

Precisamos tanto dele, neste mundo muitas vezes excessivamente ruidoso, onde não é possível o recolhimento para escutar a voz de Deus!

Angelus, (18.Dez.05)


 (in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”, Lucerna 2006)

Evangelho, comentário, L. espiritual


Tempo Comum

Evangelho: Mt 5, 13-16

13 «Vós sois o sal da terra. Porém, se o sal perder a sua força, com que será ele salgado? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e ser calcado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não pode esconder-se uma cidade situada sobre um monte; 15 nem se acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas no candelabro, a fim de que dê luz a todos os que estão em casa. 16 Assim brilhe a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.

Comentário:

Jesus Cristo declara sem qualquer margem para dúvidas a importância do cristão na sociedade.

Uma importância que lhe vem directamente da sua Categoria de Filho de Deus em Cristo.

Como do sal ou da luz muitos dependerão dele como necessidade concreta para melhor "temperarem" as suas vidas e verem com nitidez o caminho a seguir.

(ama, comentário sobre Mt 5, 13-16 2015.06.09)



Leitura espiritual



INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO

"Creio em Deus" – Hoje

SEGUNDA PARTE

JESUS CRISTO

CAPÍTULO PRIMEIRO

"Creio em Jesus Cristo seu Filho Unigénito, Nosso Senhor".

IV. Caminhos da Cristologia

3. Cristo, "o último Homem”.

Fé cristã não é apenas olhar retrospectivo para o que aconteceu, ancoragem numa origem cronologicamente para trás de nós. Pensar assim, resultaria afinal em romantismo e mera restauração. Nem é apenas um olhar para o eterno; o que seria igual a platonismo e metafísica. É, sobretudo, um olhar para a frente, um avanço da esperança. Sem dúvida, não apenas isto: a esperança tornar-se-ia utopia, se a sua meta fosse puro auto-produto do homem. Ela é lídima esperança precisamente porque se encontra no sistema de coordenadas das três grandezas: do passado, ou seja, do avanço já realizado – da presença do eterno que conserva como unidade o tempo parcelado – do futuro, no qual Deus e mundo se tocarão mutuamente, tornando-se assim verdadeiramente Deus em mundo, mundo em Deus, como o ómega da história.

Sob o ponto de vista da fé cristã, poder-se-á dizer: para a história, Deus está no fim, e está no início para o ser. Aqui se destaca o vasto horizonte do crístico em que ele sobressai tanto da metafísica pura, como da ideologia marxista do futuro. Desde Abraão até ao retorno do Senhor, a fé marcha ao encontro do que há de vir. Mas em Cristo revela-se-lhe já agora o rosto do futuro: será o homem capaz de envolver a humanidade porque perdeu a si e a ela em Deus. Por isso, o sinal do que há de vir será a cruz, e o seu rosto, nesta época do mundo, será a face cheia de sangue e coberta de feridas: o "último homem", isto é, o homem futuro, propriamente dito, revela-se agora nos últimos homens. Portanto, quem quiser estar ao seu lado, deverá permanecer ao lado deles (Cfr. Mt 25,31-46).

Digressão: Estruturas do Crístico

Antes de continuar na análise dos diversos artigos do Credo que se seguem à confissão de Jesus como o Cristo, será conveniente deter-nos por um momento ainda. Na consideração das questões isoladas facilmente se perde de vista o conjunto; e, exactamente hoje, sobretudo ao tentar dialogar com os descrentes, sentimos quão necessário se nos torna uma tal perspectiva. De permeio, diante da situação da Teologia hodierna, poderia ter-se a impressão de ela estar muito satisfeita com os seus progressos ecuménicos – certamente muito dignos de louvor – a ponto de conseguir afastar veneráveis marcos fronteiriços (naturalmente para, via de regra, replantá-los noutro local), não dando bastante atenção aos problemas imediatos dos homens de hoje, que, muitas vezes, pouco representam de comum com as tradicionais questões disputadas das várias confissões. Quem poderá, por exemplo, explicar a um curioso, com a necessária brevidade e compreensão, o que significa "ser cristão"? Quem está em condições de explicar ao outro, de maneira clara, porque acredita e qual é o rumo de sua fé, qual o âmago da opção feita na fé?

Nos últimos tempos, contudo, com o surgimento de tais perguntas em escala maciça, passa-se não raro a diluir o crístico em altissonantes generalidades, capazes, sem dúvida, de afagar os ouvidos contemporâneos (cfr. 2 Tim 4,3), privando-os, no entanto, do pábulo forte da fé, a que têm direito. A Teologia não cumpre a sua missão, se ela gira, satisfeita, dentro de si e da sua erudição; e equivoca-se mais ainda, ao inventar "doutrinas de acordo com o próprio gosto" (2 Tim 4,3), oferecendo pedras em vez de pão: sua própria loquacidade ao invés da palavra de Deus. E torna-se imensamente grande a tarefa que assim se apresenta – entre Cila e Caríbdis. Tentemos apesar de tudo – ou antes, por causa disto – reflectir a respeito, sintetizando a forma básica do Cristianismo em umas poucas proposições claras. Mesmo que o resultado seja de qualquer modo insuficiente, talvez tenha a vantagem de desafiar outros a prosseguir no mesmo rumo, tornando-se assim um bom subsídio.

1.   O individual e o todo.

O primeiro escândalo fundamental com que os homens de hoje se deparam no Cristianismo está simplesmente na exterioridade em que o elemento religioso parece ter-se concentrado. Escandaliza-nos o facto de Deus dever ser transmitido por aparatos exteriores: Igreja, sacramentos, dogma ou apenas pelo anúncio (kerygma) para o qual de bom grado recuamos com o facto de diminuir o escândalo e que, no entanto, também constitui algo exterior. Face a tudo isto ergue-se a pergunta: Deus mora acaso em instituições, acontecimentos ou em palavras? Deus, sendo o eterno, não alcançaria a cada um de nós a partir do nosso íntimo? Pois bem, a resposta muito singela a tudo isto é: "sim", acrescentando-se: se apenas existisse Deus e uma soma de indivíduos, o Cristianismo não seria necessário. Deus pode e poderia realizar, e de facto realiza sempre de novo a salvação do indivíduo como indivíduo, directa e sem intermediários. Deus dispensa qualquer passagem intermediária para alcançar a alma de cada um, ali onde ele, Deus, se encontra mais no âmago do que o próprio sujeito; nada pode penetrar mais fundo e mais intimamente no homem do que Deus, que toca a criatura no ponto mais íntimo da sua intimidade. Para salvar o mero indivíduo não seria mister nem a Igreja, nem a história da salvação, nem a encarnação e paixão de Deus no mundo. Mas precisamente neste ponto deve inserir-se a declaracção que nos conduz mais além: fé cristã não principia do indivíduo atomizado, mas vem do saber que não existe o mero indivíduo, que o homem, muito mais, é ele próprio apenas quando entrosado no todo: na humanidade, na história, no cosmos, como lhe convém e é essencial à sua qualidade de "espírito em corpo".

O princípio "corpo" e "corporeidade", sob o qual se acha o homem, conota duas coisas: de um lado, o corpo separa os homens entre si, torna-os mutuamente impenetráveis. O corpo, como forma espacial e fechada, torna impossível um estar totalmente no outro; traça uma linha divisória que denota distância e limite, coloca-nos na distância um do outro, sendo portanto um princípio dissociador. Simultaneamente, porém, a existência em corpo necessariamente inclui história e comunidade, porquanto, se o puro espírito pode ser imaginado como existente apenas para si, corporeidade conota descender, originar-se um do outro: os homens vivem uns dos outros num sentido muito mais real e ao mesmo tempo pluri-estratificado. Porque, se a descendência se considera primeiro fisicamente (e já sob este ponto de vista abarca desde a origem até os múltiplos entrelaçamentos do cuidado mútuo pela subsistência), para quem é espírito, somente em corpo e como corpo, ela significa que também o espírito – ou seja simplesmente, o homem integral – está marcado profundamente pela sua pertença ao conjunto da humanidade – do único "Adão".

Deste modo, o homem revela-se como sendo aquele ente que só pode ser enquanto for do outro. Ou digamo-lo com uma palavra do grande teólogo tubinguense Möhler: "O homem, como ente transitoriamente colocado em relação, não vem a si mesmo, por si mesmo, embora também não sem si mesmo". De maneira mais forte a mesma ideia foi repetida pelo contemporâneo de Möhler, o filósofo de Munique. Franz von Baader, ao constatar ser tão irracional "derivar do auto-conhecimento (da consciência) o conhecimento de Deus e o conhecimento de todas as demais inteligências, como derivar todo amor do auto-amor". Aqui repudia-se energicamente o princípio de Descartes que, baseando a filosofia na consciência (Cogito, ergo sum: penso, logo existo), determinou de maneira decisiva o destino do espírito moderno até às formas da filosofia transcendental. Como o auto-amor não representa a forma primitiva do amor, mas, no máximo, uma forma derivada do mesmo; como só se chega ao que é peculiar no amor, considerando-o como relação, isto é, como vindo de outro, assim o conhecimento humano só é realidade como ser-conhecido, como ser-levado-a-conhecer, portanto, como vindo de outro. O homem real não se revela, se lançarmos a sonda apenas na solidão do "eu" do auto-conhecimento, porque em tal caso se exclui de antemão o ponto de partida da sua possibilidade de vir a si, portanto o que lhe é próprio. Por isso, consciente e com razão, Baader alterou o característico cogito, ergo sum em cogitor, ergo sum: não: "penso, logo existo", mas: "sou pensado, logo existo"; o homem e o seu conhecimento somente podem ser concebidos a partir do seu "ser pensado".

Demos um passo adiante: ser-homem é ser-com, é participar de todas as dimensões, não só de cada presente actual, mas de modo tal que, em cada homem, estão presentes, passado e futuro da humanidade, dessa humanidade que se revela como um único "Adão" – tanto mais, quanto mais ela é considerada. Não podemos desenvolver detalhes desta realidade. Bastem algumas indicações. É suficiente tomar consciência de que nossa vida espiritual depende totalmente do instrumento da língua, acrescentando-se, a seguir, que a língua não é de hoje: vem de longe, a história inteira teceu em torno dela e alcança-nos por seu intermédio, como a inevitável condição do nosso presente, como sua parte integrante. E vice-versa: o homem é a criatura que vive voltada para o futuro, que, na preocupação, incessantemente se projeta para além do seu momento, não sendo capaz de continuar a existir, se repentinamente se encontrar órfão de porvir. Portanto é inevitável negar a existência do simples indivíduo, da mónada humana renascentista, do mero ente cogito-ergo-sum. Ser-homem sucede ao homem somente naquele entrelaçamento de história que, mediante a língua e a comunicação social, alcança a cada um que, por sua vez, realiza a sua existência naquele modelo colectivo onde, preteritamente, já se acha sempre incluído e que forma o espaço da sua auto-realização. Absolutamente não é verdade que cada homem se projecte totalmente de novo, a partir do ponto zero da sua liberdade, como o preconizava o idealismo alemão. O homem não é uma criatura que recomeça sempre no ponto zero; ele só é capaz de desdobrar as suas potencialidades no entrosamento com o conjunto do ser humano que lhe é pré-apresentado, que o caracteriza e forma.

(cont)

joseph ratzinger, Tübingen, verão de 1967.

(Revisão da versão portuguesa por ama)