14/10/2015

O que pode ver em 14 Out

Publicações em Out 14

São Josemaria – Textos

Bula (Conc Florença),Conc de Florença, Eucaristia

AMA - Comentários ao Evangelho Lc 11 42-46, São Josemaria - Leitura espiritual (Temas actuais do cristianismo)

Bento XVI - Pensamentos espirituais

Suma Teológica - Tratado da Vida de Cristo - Quest 35 - Art 6


Agenda Quarta-Feira

Bento XVI – Pensamentos espirituais 73

 Confiança em Cristo



O Senhor consegue sempre suprir as nossas lacunas e a exiguidade dos meios que temos à nossa disposição.

O que interessa não é tanto a eficiência da organização, mas a inabalável confiança em Cristo, porque é Ele próprio Quem guia, governa e santifica a sua Igreja.


Discurso aos bispos da Bulgária em visita ad limina.

(12.Nov.05)


 (in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”, Lucerna 2006)

Pequena agenda do cristão


Quarta-Feira




(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



A cruz, a Santa Cruz!, pesa.

Ao celebrar a festa da Exaltação da Santa Cruz, suplicaste a Nosso Senhor, com todas as veras da tua alma, que te concedesse a sua graça para "exaltar" a Cruz Santa nas tuas potências e nos teus sentidos... Uma vida nova! Um novo selo: para dar firmeza à autenticidade da tua embaixada..., todo o teu ser na Cruz! – Veremos, veremos. (Forja, 517)

A Cruz, a Santa Cruz!, pesa.

– Por um lado, os meus pecados. Por outro, a triste realidade dos sofrimentos da nossa Mãe a Igreja; a apatia de tantos católicos que têm um "querer sem querer"; a separação – por diversos motivos – de seres amados; as doenças e tribulações, alheias e próprias...

A cruz, a Santa Cruz!, pesa: "Fiat, adimpleatur...!". Faça-se, cumpra-se, seja louvada e eternamente glorificada a justíssima e amabilíssima Vontade de Deus sobre todas as coisas! Amen. Amen. (Forja, 769)

A Cruz não é a pena, nem o desgosto, nem a amargura... É o madeiro santo onde triunfa Jesus Cristo... e onde triunfamos nós, quando recebemos com alegria e generosamente o que Ele nos envia. (Forja, 788)

Sacrifício, sacrifício!... É verdade que seguir Jesus Cristo (disse-o Ele) é levar a Cruz. Mas não gosto de ouvir as almas, que amam o Senhor, falar tanto de cruzes e de renúncias; porque, quando há Amor, o sacrifício é gostoso – ainda que custe – e a cruz é a Santa Cruz.

A alma que sabe amar e entregar-se assim, enche-se de alegria e de paz. Então, porquê insistir em "sacrifício", como buscando consolações, se a Cruz de Cristo – que é a tua vida – te torna feliz? (Forja, 249)



Temas para meditar - 520

Eucaristia




Todo o efeito da comida e bebida material operam enquanto à vida do corpo, sustentando, reparando e deleitando, isso realiza-o sagrada Eucaristia enquanto à vida espiritual. 


(Concílio de Florença, Bula Exultate Deo, Dz 1322-698)

Tratado da vida de Cristo 42

Questão 35: Da natividade de Cristo

Art. 6 — Se Cristo nasceu sem sua mãe sofrer dores.

 O sexto discute-se assim. — Parece que Cristo não nasceu sem sua mãe sofrer dores.


1. — Pois, como a morte do homem resultou do pecado do primeiro casal, conforme a Escritura - Em qualquer dia que comeres a ele morrerás de morte, assim também a dor do parto, conforme ainda a Escritura: Em dor parirás teus filhos. Ora, Cristo quis sofrer a morte. Logo, parece que, pela mesma razão, o seu nascimento devia ser acompanhado das dores do parto.

2. Demais. — O fim se proporciona ao princípio. Ora, o fim da vida de Cristo foi cheio de dores, segundo a Escritura: Verdadeiramente ele foi o que tomou sobre si as nossas dores. Logo, parece que também a sua natividade foi acompanhada das dores do parto.

3. Demais. — Narra um autor que parteiras assistiram ao nascimento de Cristo; e essas são necessárias só por causa das dores da parturiente. Logo, parece que a Santa Virgem deu à luz com dores,

Mas, em contrário, diz Agostinho, referindo-se à Virgem Mãe: Assim como a sua concepção lhe deixou intacta a virgindade, assim no seu parto nenhuma dor sofreu.

As dores da parturiente são causadas pela compressão dos meatos por onde o filho vem à luz. Ora, como dissemos, Cristo veio à luz sem detrimento da virgindade de sua mãe, que portanto não sofreu nenhuma espécie de compressão. E por isso, nesse parto não houve nenhuma dor, como não houve nenhuma corrupção, mas antes, houve uma alegria máxima por ter vindo ao mundo o homem Deus, conforme a Escritura: Lançando gérmenes, ela copiosamente brotará, como o lírio, e com intensa atearia e muitos louvores de prazer saltará.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — A dor que a mulher sofre no parto resultou da concepção. Donde, depois de ter dito a Escritura: Em dor parirás teus filhos, acrescenta: e estarás sob o poder de teu marido. Donde o dizer Agostinho, que dessa sentença foi excluída a Virgem Mãe de Deus que, por ter sido isenta do pecado e ter concebido a Cristo sem nenhuma união carnal, gerou sem dor e, sem violação da sua integridade, permanecendo totalmente virgem. Ora, Cristo sofreu a morte por espontânea vontade, para satisfazer por nós, e não porque estivesse sujeito à supra referida sentença de condenação, pois não fora réu de morte.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Assim como Cristo, morrendo, nos livrou da morte eterna, assim com as suas dores livrou-nos das nossas. Por isso quis morrer no meio delas. Mas, as dores do parto de sua mãe não seriam as de Cristo, que veio para satisfazer pelos nossos pecados. Logo, não era necessário que sua mãe tivesse um parto doloroso.

RESPOSTA À TERCEIRA. — O Evangelho diz que a Santa Virgem enfaixou e reclinou numa manjedoura o filho que deu à luz. E isso mostra ser falsa a narração do autor citado, cujo livro é apócrifo. Donde Jerónimo dizer: Nenhuma parteira aí esteve, nenhum cuidado de mãos servis e práticas. A própria mãe cuidou do fruto das suas entranhas. Enfaixou, diz o Evangelho, e reclinou o menino numa manjedoura. O que convence de delírio a narração apócrifa.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



Evangelho, comentário, L. espiritual


Tempo comum XXVIII Semana


Evangelho: Lc 11, 42-46

42 Mas ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de toda a casta de ervas, e desprezais a justiça e o amor de Deus! Era necessário praticar estas coisas, mas não omitir aquelas. 43 Ai de vós, fariseus, que gostais de ter as primeiras cadeiras nas sinagogas e as saudações nas praças! 44 Ai de vós, porque sois como os sepulcros que não se vêem e sobre os quais se anda sem saber!». 45 Então um dos doutores da lei, tomando a palavra, disse-Lhe: «Mestre, falando assim, também nos ofendes a nós». 46 Jesus respondeu-lhe: «Ai de vós também, doutores da lei, porque carregais os homens com pesos que não podem suportar, e vós nem com um dedo lhe tocais a carga!

Comentário:

Façamos um exercício de reflexão e consideremos se muitas vezes não assumimos as mesmas atitudes e comportamentos que estes a quem o Senhor particularmente Se dirige neste trecho do Evangelho.

Talvez tenhamos de admitir que assim é.

Exame e reconvenção é o que se impõe que façamos sem demora.

(ama, comentário sobre Lc  11 41-46 2014.10.15)


Leitura espiritual

São Josemaria Escrivá



Temas actuais do cristianismo

31
                  
pergunta:

Como explica o imenso êxito do Opus Dei, e por que critérios mede V. Rev.ª esse êxito?

resposta:

Quando um empreendimento é sobrenatural, pouco importam o êxito ou o fracasso como vulgarmente se consideram.
Já dizia S. Paulo aos cristãos de Corinto que, na vida espiritual, o que interessa não é o juízo dos outros, nem o nosso próprio juízo, mas o juízo de Deus.

É certo que a Obra está hoje estendida a todo o mundo: pertencem a ela homens e mulheres de cerca de 70 nacionalidades.
Ao pensar neste facto, eu mesmo me surpreendo.
Não lhe encontro explicação humana, mas sim a vontade de Deus, pois o Espírito sopra onde quer, e serve-Se de quem quer para realizar a santificação dos homens.
Tudo isso é para mim ocasião de acção de graças, de humildade e de súplica a Deus para saber sempre servi-Lo.

Pergunta-me também qual o critério com que meço e ajuízo as coisas.
A resposta é muito simples: santidade, frutos de santidade.

O apostolado mais importante do Opus Dei é aquele que cada um dos seus sócios realiza através do testemunho da sua vida e com a sua palavra, no convívio diário com os amigos e companheiros de profissão.
Quem poderá medir a eficácia sobrenatural deste apostolado silencioso e humilde?
É incalculável a ajuda que representa o exemplo de um amigo leal e sincero, ou a influência de uma boa mãe no seio da família.

Mas talvez a sua pergunta se refira aos apostolados da Obra como tal, supondo que, neste caso, se poderão medir os resultados sob um ponto de vista humano, técnico: se uma escola de formação de operários consegue promover socialmente os homens que a frequentam; se uma Universidade dá aos seus estudantes uma formação profissional e cultural adequadas.
Se admitirmos que é esse o sentido da sua pergunta, dir-lhe-ei que o resultado se pode explicar em parte por se tratar de tarefas realizadas por pessoas que exercem esse trabalho como uma actividade profissional específica, para a qual se preparam como todo aquele que deseja executar um trabalho sério.
Quer isto dizer, entre outras coisas, que essas obras não se lançam segundo esquemas preconcebidos: caso por caso, estudam-se as necessidades particulares da sociedade em que se vão inserir, para se adaptarem às exigências reais.

Repito-lhe que ao Opus Dei não interessa primordialmente a eficácia humana.
O êxito ou o fracasso real desses trabalhos depende de que, estando humanamente bem feitos, sirvam ou não sirvam para que aqueles que os realizam, e também os que deles beneficiam, amem a Deus, se sintam irmãos de todos os outros homens e manifestem estes sentimentos num serviço desinteressado à humanidade.

32    
        
pergunta:

Quererá V. Rev.a dizer como e porquê fundou o Opus Dei, e que acontecimentos considera marcos mais importantes do seu desenvolvimento?

resposta:

Porquê?...
As obras que nascem da vontade de Deus não têm outra razão de ser senão o desejo divino de as utilizar como expressão da sua vontade salvífica universal.

Desde o primeiro momento, a Obra foi universal, católica.
Não nasceu para dar solução aos problemas concretos da Europa da década de 20, mas sim para dizer aos homens e mulheres de todos os países, de qualquer condição, raça, língua ou ambiente, e de qualquer estado - solteiros, casados, viúvos, sacerdotes -, que podiam amar e servir a Deus sem deixar de viver no seu trabalho habitual, com a sua família, nas suas variadas e normais relações sociais.

Como se fundou?
Sem nenhum meio humano.
Eu tinha apenas 26 anos, a graça de Deus e bom-humor.
A Obra nasceu pequena: não era mais que o empenho dum jovem sacerdote, que se esforçava por fazer o que Deus lhe pedia.

Pergunta-me por marcos do nosso caminho...
Para mim, é marco essencial na Obra qualquer momento, qualquer instante em que, através do Opus Dei, alguém se aproxima de Deus, tornando-se assim mais irmão dos homens seus irmãos.

Talvez quisesse que lhe falasse dos pontos cruciais, na ordem do tempo...
Embora não sejam estes os mais importantes, vou-lhe dar, de memória, umas datas, mais ou menos aproximadas.
Já nos primeiros meses de 1935, estava tudo preparado para começar a trabalhar em França - concretamente em Paris.
Mas vieram, primeiro, a guerra civil espanhola e, logo a seguir, a segunda guerra mundial - e foi preciso adiar a expansão da Obra. Mas, como esse desenvolvimento era necessário, o adiamento foi mínimo.
Já em 1940 se iniciava o trabalho em Portugal.
Quase coincidindo com o fim das hostilidades, embora tivesse havido já algumas viagens em anos anteriores, começou-se na Inglaterra, em França, na Itália, nos Estados Unidos, no México. Depois, a expansão tem um ritmo progressivo.
A partir de 1949 e 50: na Alemanha, Holanda, Suíça, Argentina, Canadá, Venezuela e nos restantes países europeus e americanos.
Ao mesmo tempo, o trabalho ia-se alargando a outros continentes: o Norte de África, o Japão, o Quénia e outros países da África oriental, a Austrália, as Filipinas, a Nigéria, etc.

Também sinto prazer em recordar especialmente, como datas capitais, as constantes ocasiões em que de modo mais palpável se manifestou o carinho dos Sumos Pontífices pela nossa Obra.
Resido normalmente em Roma desde 1946, e assim tive ocasião de conhecer e tratar com Pio XII, João XXIII e Paulo VI.
Em todos encontrei sempre um carinho de pai.

33             

pergunta:

Estaria V. Rev. de acordo com a afirmação, alguma vez feita, de que o ambiente especial de Espanha durante os últimos trinta anos facilitou o crescimento da Obra nesse país?

Resposta:

Em poucos lugares encontramos menos facilidades do que em Espanha.
É o país - custa-me dizê-lo, pois amo profundamente a minha pátria - em que deu mais trabalho e sofrimento fazer enraizar a Obra.
Mal tinha nascido, logo encontrou a oposição dos inimigos da liberdade individual, e de pessoas tão aferradas às ideias tradicionais que não podiam compreender a vida dos sócios do Opus Dei: cidadãos vulgares, que se esforçam por viver plenamente a sua vocação cristã sem deixar o mundo.

Também as obras de apostolado da própria Obra não encontraram especiais facilidades em Espanha.
Governos de países onde a maioria dos cidadãos não é católica ajudaram, com muito maior generosidade do que o Estado espanhol, as actividades docentes e beneficentes promovidas por membros da Obra.
O auxílio que esses governos concedem ou possam conceder às obras próprias do Opus Dei, como é habitual com outras obras semelhantes, não significa privilégio, mas simplesmente o reconhecimento da função social que desempenham, poupando dinheiro ao Tesouro público.

Na sua expansão internacional, o espírito do Opus Dei encontrou imediato eco e profundo acolhimento em todos os países.
Se encontrou obstáculos, foi exactamente por causa de falsidades vindas de Espanha e inventadas por espanhóis, por alguns sectores bem concretos da sociedade espanhola.
Em primeiro lugar, a organização internacional de que há pouco lhe falei; mas isso parece certo que é coisa do passado, e eu não guardo rancor a ninguém.
Depois, algumas pessoas que não compreendem o pluralismo, que adoptam atitudes de grupo, quando não caem em mentalidade estreita ou totalitária e que se servem do nome católico para fazer política. Alguns desses, não percebo porquê - talvez por falsos motivos humanos -, parecem achar um gosto especial em atacar o Opus Dei, e, como dispõem de grandes meios económicos, - o dinheiro dos contribuintes espanhóis -, os seus ataques podem ser publicados por certa imprensa.

Vejo bem que o meu amigo está à espera de me ouvir citar nomes concretos de pessoas e instituições...
Não lhos vou dar, e espero que compreenda a razão.
Nem a minha missão nem a da Obra são políticas: o meu ofício é rezar.
E não quero dizer nada que possa interpretar-se sequer como uma intervenção em Política.
Mais ainda, é-me doloroso falar destas coisas.
Estive calado durante quase 40 anos, e, se agora digo alguma coisa, é porque tenho obrigação de denunciar como absolutamente falsas as interpretações torcidas que algumas pessoas pretendem dar de uma actividade que é exclusivamente espiritual.
Por isso, se bem que até agora me tenha calado, daqui em diante falarei, e, se for necessário, cada vez com maior clareza.

Mas, voltando ao tema central da sua pergunta: se, também em Espanha, muitas pessoas de todas as classes sociais têm procurado seguir Cristo com a ajuda do Opus Dei e de acordo com o seu espírito, a explicação para isso não se pode ir buscar ao ambiente ou a outros motivos extrínsecos.
A prova do que afirmo está em que aqueles que tão levianamente o pretendem vêem diminuir os seus próprios grupos; e as causas exteriores são as mesmas para todos. Humanamente falando, talvez seja também porque esses formam grupo, e nós não tiramos a liberdade pessoal a ninguém.

Se o Opus Dei está bem desenvolvido em Espanha - como também em algumas outras nações -, pode ser condição disso o facto de a nossa tarefa espiritual aí se haver iniciado há 40 anos, e, como lhe expliquei antes, a guerra civil espanhola e, em seguida, a guerra mundial tornarem necessário o adiamento do início da Obra noutros países.
Quero declarar, no entanto, que desde há alguns anos, os espanhóis são uma minoria no Opus Dei.

Não pense, repito, que não amo a minha pátria, ou que não me alegro profundamente com o trabalho que a Obra nela realiza; mas é triste que haja quem propague equívocos acerca do Opus Dei e acerca de Espanha.

Fim da entrevista realizada por Peter Forbarth, correspondente de Time (New York), em 15 de Abril de 1967.

(cont)





13/10/2015

NUNC COEPI o que pode ver em 13 de Out

Publicações em Out 13

São Josemaria – Textos

AMA (Reflectindo - Aprender a dizer não)

A religião cristã no mundo – vídeo

AMA - Comentários ao Evangelho Lc 11 37-41, São Josemaria - Leitura espiritual (Temas actuais do cristianismo)


Agenda Terça-Feira

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



A religião cristã no mundo - vídeo


O Grande Amigo, que nunca atraiçoa

Procuras a companhia de amigos que, com a sua conversa e o seu afecto, com o seu convívio, te tornam mais tolerável o desterro deste mundo..., embora os amigos às vezes atraiçoem. – Não me parece mal. Mas... como é possível que não frequentes cada dia com maior intensidade a companhia, a conversa com o Grande Amigo, que nunca atraiçoa? (Caminho, 88)

A nossa vida é de Deus. Temos de gastá-la ao seu serviço, preocupando-nos generosamente com as almas e demonstrando, com a palavra e com o exemplo, a profundidade das exigências cristãs.

Jesus espera que alimentemos o desejo de adquirir essa ciência, para nos repetir: se alguém tem sede, venha a Mim e beba. E respondemos: ensina-nos a esquecermo-nos de nós mesmos, para pensarmos em Ti e em todas as almas. Deste modo, o Senhor far-nos-á progredir com a sua graça, como quando começávamos a escrever (lembrais-vos daqueles traços que fazíamos, guiados pela mão do professor?) e assim começaremos a saborear a dita de manifestar a nossa fé, que é já de si outra dádiva de Deus, também com traços inequívocos de uma conduta cristã, onde todos possam descobrir as maravilhas divinas.

É Amigo, o Amigo: vos autem dixi amicos, diz-nos Ele. Chama-nos amigos e foi Ele quem deu o primeiro passo, pois amou-nos primeiro. Contudo, não impõe o seu carinho: oferece-o. E prova-o com o sinal mais evidente da amizade: ninguém tem maior amor que o daquele que dá a vida pelos seus amigos. Era amigo de Lázaro e chorou por ele quando o viu morto. E ressuscitou-o. Por isso, se nos vir frios, desalentados, talvez com a rigidez de uma vida interior que se está a extinguir, o seu pranto será vida para nós: Eu te ordeno, meu amigo, levanta-te e anda, deixa essa vida mesquinha, que não é vida! (Cristo que passa, 93)


Evangelho, comentário, L. espiritual


Tempo comum XXVIII Semana


Evangelho: Lc 11, 37-41

37 Enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-O para comer com ele. Tendo entrado, pôs-Se à mesa. 38 Ora o fariseu estranhou que Ele não Se tivesse lavado antes de comer. 39 Mas o Senhor disse-lhe: «Vós os fariseus limpais o que está por fora do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade. 40 Néscios, quem fez o que está fora não fez também o que está por dentro? 41 Dai antes o que tendes em esmola, e tudo será puro para vós

Comentário:

Viver em sociedade obriga a proceder de forma a não chocar os outros com o nosso comportamento.
É verdade!

Mas muito mais importante é que esse comportamento não tenha apenas essa preocupação mas e  principalmente agradar a Deus fazendo o que Ele desejar em cada momento

(ama, comentário sobre Lc 11 37-41 2014.10.14)


Leitura espiritual


São Josemaria Escrivá



Temas actuais do cristianismo

29    
        
pergunta:

A Associação insiste na liberdade dos seus sócios para exprimir as convicções que nobremente defendem.
Se encararmos, no entanto, o tema numa outra perspectiva, até que ponto pensa V. Rev.ª que estará o Opus Dei, como associação, moralmente obrigado a exprimir, em público ou em privado, opiniões sobre problemas nevrálgicos, quer seculares quer espirituais?
Haverá situações em que o Opus Dei exerça a sua influência e a dos seus sócios, em defesa de princípios que considere sagrados, como, num exemplo recente, para apoiar a legislação sobre liberdade religiosa em Espanha?

resposta:

No Opus Dei, procuramos, sempre e em tudo, sentir com a Igreja de Cristo: não temos outra doutrina senão a que a Igreja ensina a todos os fiéis.
A única coisa que nos é peculiar é que temos um espírito próprio, característico do Opus Dei; a saber, um modo concreto de viver o Evangelho, santificando-nos no mundo e fazendo apostolado com a profissão.

Daí resulta directamente que todos os sócios do Opus Dei têm a mesma liberdade que os outros católicos para formarem as suas opiniões e para actuarem em coerência com elas.
Por isso o Opus Dei como tal não deve nem pode exprimir uma opinião própria, nem a pode ter.
Se se trata de uma questão sobre a qual há doutrina definida pela Igreja, a opinião de cada um dos membros da Obra será essa.
Se, pelo contrário, se trata de uma questão sobre a qual o Magistério - o Papa e os Bispos - não se pronunciou, cada um dos sócios do Opus Dei terá e defenderá livremente a opinião que lhe pareça melhor, e actuará de acordo com isso.

Por outras palavras, o princípio que regula a atitude dos directores do Opus Dei neste campo é o do respeito da liberdade de opção no temporal.
O que é muito diferente do abstencionismo, pois cada membro da Obra é colocado diante das suas próprias responsabilidades e convidado a assumi-las de acordo com a sua consciência, agindo em liberdade.
Por isso mesmo é incongruente falar do Opus Dei quando se trata de partidos, grupos ou tendências políticas, ou, em geral, de tarefas e empreendimentos humanos.
Mais ainda: é injusto e quase calunioso, visto poder induzir ao erro de deduzir falsamente que os membros da Obra têm, em comum, alguma ideologia, mentalidade ou interesse temporal.

Certamente que os sócios da Obra são católicos, e católicos que procuram ser consequentes com a sua fé.
Podem ser classificados como católicos, se se quiser.
Mas tendo em conta que o facto de ser católico não significa formar grupo, nem mesmo no terreno cultural ou ideológico, e, com razão maior, no político.
Desde o princípio da Obra - não só depois do Concílio - se tem procurado viver um catolicismo aberto, que defende a legítima liberdade das consciências, que leva a tratar com caridade fraterna todos os homens, católicos ou não, e a colaborar com todos, participando dos diversos ideais nobres que movem a humanidade.

Consideremos um exemplo.
Em face do problema racial nos Estados Unidos, cada um dos sócios do Opus Dei terá em conta os claros ensinamentos da doutrina cristã sobre a igualdade de todos os homens e sobre a injustiça de qualquer discriminação.
Também há-de conhecer as indicações concretas dos Bispos norte-americanos sobre este problema e sentir-se-á instado por elas. Defenderá, pois, os legítimos direitos de todos os cidadãos e opor-se-á a qualquer situação ou projecto discriminatório.
Terá também em conta que, para um cristão, não basta respeitar os direitos dos outros, mas em qualquer homem se deve ver um irmão, a quem é devido um amor sincero e um serviço desinteressado.

Na formação que o Opus Dei dá aos seus sócios, insistir-se-á mais nestas ideias no vosso País do que em outros onde esse problema concreto não se apresenta ou se apresenta com menor urgência.
O que o Opus Dei nunca fará é ditar, ou sugerir sequer, uma solução concreta para o problema.
A decisão de apoiar, este ou aquele projecto de lei, de inscrever-se numa associação ou noutra associação, ou em nenhuma, de participar ou não participar em determinada manifestação, é coisa que fica à decisão de cada um dos sócios.
E, de facto, em toda a parte se vê que os sócios do Opus Dei não actuam em bloco, mas com um natural pluralismo.

Estes mesmos critérios explicam o facto de tantos espanhóis que pertencem ao Opus Dei serem favoráveis ao projecto de lei sobre a liberdade religiosa no seu país, tal como foi recentemente redigido. Trata-se, como é óbvio, de uma opção pessoal, como pessoal é também a opinião de quem critique esse projecto.
Todos, porém, aprenderam com o espírito da Obra a amar a liberdade e a compreender os homens de todas as crenças.
O Opus Dei é a primeira associação católica que, desde 1950, com autorização da Santa Sé, admite como cooperadores os não-católicos e os não-cristãos, sem discriminação alguma, com amor por todos.

30             

pergunta:

É claro que V. Rev.ª não ignora que, em certos sectores da opinião pública, o Opus Dei tem fama de ser de certo modo discutido. Poderia dar-me a sua opinião sobre a origem deste facto, e, em especial, dizer-me como se pode responder à acusação sobre “o segredo de conspiração” e “a secreta conspiração”, que frequentemente se faz ao Opus Dei?

resposta:

lncomoda-me profundamente tudo o que possa ter um tom de auto-elogio.
Mas, já que V. me propõe este tema, não posso deixar de lhe dizer que me parece que o Opus Dei é uma das organizações católicas que mais amigos conta no mundo inteiro.
Milhões de pessoas, incluindo muitos não-católicos e não-cristãos, a estimam e ajudam.

Por outro lado, o Opus Dei é urna organização espiritual e apostólica. Quem esquecer este facto fundamental, ou se negar a acreditar na boa-fé dos sócios da Obra que assim o afirmam, não poderá entender o que estes fazem.
Ora, na impossibilidade de compreender, inventam-se versões complicadas e segredos que nunca existiram.

Refere-se à acusação de segredo.
É história já antiga.
Poderia dizer-lhe, ponto por ponto, qual a origem histórica dessa acusação caluniosa.
Durante muitos anos, uma poderosa organização, da qual prefiro não falar (amamo-la e sempre a amámos), entreteve-se a falsear o que não conhecia.
Insistiam em considerar-nos como religiosos e interrogavam-se: por que não pensam todos da mesma maneira?
Por que não usam hábito ou distintivo?
E, ilogicamente, concluíam que constituíamos uma sociedade secreta.

Hoje, isso passou, e qualquer pessoa medianamente informada sabe que não há segredo nenhum.
Sabe que não usamos distintivo porque não somos religiosos, mas cristãos como quaisquer outros.
Que não pensamos da mesma maneira, porque admitimos o máximo pluralismo em tudo quanto é temporal e nas questões teológicas opináveis.
O melhor conhecimento da realidade e a superação de infundados ciúmes permitiram que se encerrasse essa triste e caluniosa situação.

No entanto, não se estranhe que, de vez em quando, alguém renove os velhos mitos: porque procuramos trabalhar por Deus, defendendo a liberdade pessoal de todos os homens, sempre havemos de ter contra nós os sectários, inimigos dessa liberdade pessoal, sejam de que campo forem, e tanto mais agressivos quanto mais se tratar de pessoas incapazes de suportar a simples ideia de religião, ou, pior ainda, se se apoiarem num pensamento religioso de tipo fanático.

Apesar de tudo, são, felizmente, em maior número as publicações que não se contentam com repetir coisas velhas e falsas, e que têm clara consciência de que ser imparcial não é difundir uma coisa que fique a meio caminho entre a realidade objectiva e a calúnia, sem um esforço por reflectir a verdade objectiva.
Por mim, penso que também é notícia dizer a verdade, especialmente quando se trata de informar sobre a actividade de tantas pessoas que, pertencendo ao Opus Dei ou colaborando com ele, se esforçam, apesar dos erros pessoais (assim como eu erro, não me espanto de que os outros errem), por realizar uma tarefa de serviço a todos os homens.
Desfazer um falso mito é sempre interessante.
Considero que é um grave dever do jornalista documentar-se bem e manter actualizada a sua informação, embora, algumas vezes, isso implique modificar os juízos anteriormente feitos.
Será assim tão difícil admitir que alguma coisa seja límpida, nobre e boa, sem misturar absurdas, velhas e desacreditadas falsidades?

Informar-se sobre o Opus Dei é bem simples. Em todos os países a Obra trabalha à luz do dia, juridicamente reconhecida pelas autoridades civis e eclesiásticas.
São perfeitamente conhecidos os nomes dos seus directores e das suas obras apostólicas.
Quem quer que deseje informações sobre a nossa Obra pode obtê-las sem dificuldade, pondo-se em contacto com os seus directores ou visitando alguma das nossas obras próprias.
O meu amigo, se quiser, pode ser testemunha de que nunca nenhum dos dirigentes do Opus Dei, ou os que recebem os jornalistas, deixaram de lhes facilitar a tarefa informativa, respondendo às suas perguntas ou dando a documentação adequada.

Nem eu nem nenhum dos membros do Opus Dei pretendemos que toda a gente nos compreenda ou compartilhe connosco os mesmos ideais espirituais.
Sou muito amigo da liberdade e gosto muito de que cada um siga o seu próprio caminho.
Mas é evidente que temos o direito elementar de ser respeitados.

Entrevista realizada por Peter Forbarth, correspondente de Time (New York), em 15 de Abril de 1967.

(cont)