28/03/2015

2015.03.28








O que pode ver hoje em NUNC COEPI




Vamos receber o Senhor - São Josemaria – Textos

Evangelho, com., Leit.espiritual (Evangelli Gaudium) - AMA - Comentários ao Evangelho Jo 11 45-56, Leit. Espiritual - Exort. Apost. Evangelii gaudium (Papa Francisco)

Temas para meditar 406 - Aloc (Beato Paulo V)I, Beato Paulo VI, Cruz

Tratado do verbo encarnado 142 - Suma Teológica - Tratado do Verbo Encarnado - Quest 230 - Art 4, São Tomás de Aquino


Pequena agenda do cristão - Agenda Sábado

Vamos receber o Senhor

Pensaste nalguma ocasião como te prepararias para receber Nosso Senhor, se só se pudesse comungar uma vez na vida? – Agradeçamos a Deus a facilidade que temos para nos aproximarmos dele, mas... temos de agradecê-lo preparando-nos muito bem para o receber. (Forja, 828)

Jesus é o Caminho, o Medianeiro. N'Ele, tudo! Fora d'Ele nada! Em Cristo e ensinados por Ele, atrevemo-nos a chamar Pai Nosso ao Todo-Poderoso, a Ele, que fez o Céu e a Terra e que é esse Pai tão afectuoso que espera que voltemos para Ele continuamente, cada um de nós como novo e constante filho pródigo.

Ecce Agnus Dei... Domine, non sum dignus... Vamos receber o Senhor. Quando na Terra se recebem pessoas muito importantes, há luzes, música, trajes de gala. Para albergar Cristo na nossa alma, como devemos preparar-nos? Já teremos por acaso pensado como nos comportaríamos se sós e pudesse comungar uma vez na vida?

Quando eu era criança, não estava ainda divulgada a prática da comunhão frequente. Recordo-me de como se preparavam as pessoas para comungar. Cuidavam com esmero a boa preparação da alma e até do corpo. Punham a melhor roupa, a cabeça bem penteada, o corpo fisicamente limpo e talvez mesmo um pouco de perfume... Eram delicadezas próprias de quem estava apaixonado, de almas finas e rectas, que sabem pagar o Amor com amor.


Com Cristo na alma, termina a Santa Missa. A bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo acompanha-nos durante toda a jornada, na nossa tarefa simples e normal de santificar todas as actividades nobres do homem. (Cristo que passa, 91)

Temas para meditar 406

Cruz



Carregar com a Cruz é algo grande, grande… Quer dizer enfrentar a vida com coragem, sem branduras nem vilezas; quer dizer, transformar em energia moral as dificuldades que nunca faltarão na nossa existência; quer dizer compreender a dor humana, e, por último, saber amar verdadeiramente.

(paulo vi, Aloc., 1967.03.24)

Evangelho, com., Leit.espiritual (Evangelli Gaudium)

Tempo de Quaresma V Semana

Evangelho: Jo 11 45-56

45 Então, muitos dos judeus que tinham ido visitar Maria e Marta, vendo o que Jesus fizera, acreditaram n'Ele. 46 Porém, alguns deles foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito. 47 Os pontífices e os fariseus reuniram-se então em conselho e disseram: «Que fazemos, já que Este homem faz muitos milagres? 48 Se O deixamos proceder assim, todos acreditarão n'Ele; e virão os romanos e destruirão a nossa cidade e a nossa nação!». 49 Mas um deles, chamado Caifás, que era o Sumo-sacerdote naquele ano, disse-lhes: «Vós não sabeis nada, 50 nem considerais que vos convém que morra um homem pelo povo e que não pereça toda a nação!». 51 Ora ele não disse isto por si mesmo, mas, como era Sumo Sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação, 52 e não somente pela nação, mas também para unir num só corpo os filhos de Deus dispersos. 53 Desde aquele dia tomaram a resolução de O matar. 54 Jesus, pois, já não andava em público entre os judeus, mas retirou-Se para uma terra vizinha do deserto, para a cidade chamada Efraim e lá esteve com os Seus discípulos. 55 Estava próxima a Páscoa dos judeus e muitos daquela região subiram a Jerusalém antes da Páscoa para se purificarem. 56 Procuravam Jesus e diziam uns para os outros, estando no templo: «Que vos parece, não virá Ele à festa?»

Comentário:

Segundo as palavras do Evangelista, o Sumo-sacerdote dando-se perfeitamente conta da divisão que se cavava entre o povo e cuja causa, no seu entender, era a figura de Jesus Cristo e a Sua pregação sobre a chegada eminente do Reino de Deus, terá pensado que a morte de Cristo haveria de acabar com essas dissensões e «unir num só corpo os filhos de Deus dispersos».
Parece ser uma boa causa!
Mas, de facto não é porque carece de honestidade.
O estrito dever do Sumo-sacerdote teria sido averiguar com cuidado e são critério sobre a figura de Cristo que dera abundantes provas de ser alguém extraordinário. Ou seja, apurar a verdade.

Mas… não o fez e nunca se saberá porquê. Talvez que, como Pilatos, não lhe interessasse saber o que é a verdade!

Tal não é honesto da parte de quem tem poderes e encargos que os tornam chefes e condutores, responsáveis e mentores dos povos que estão, de uma forma ou outra, sob a sua jurisdição ou autoridade.

(ama, comentário sobre Jo 11, 45-56, 2014.04.12)

Leitura espiritual

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA EVANGELII GAUDIUM
DO SANTO PADRE FRANCISCO
AO EPISCOPADO, AO CLERO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E AOS FIÉIS LEIGOS SOBRE O ANÚNCIO DO EVANGELHO NO MUNDO ACTUAL

A acção misteriosa do Ressuscitado e do seu Espírito

275. No segundo capítulo, reflectimos sobre a carência de espiritualidade profunda que se traduz no pessimismo, no fatalismo, na desconfiança. Algumas pessoas não se dedicam à missão, porque crêem que nada pode mudar e assim, segundo elas, é inútil esforçar-se.
 Pensam: «Para quê privar-me das minhas comodidades e prazeres, se não vejo algum resultado importante?»
Com esta mentalidade, torna-se impossível ser missionário.
Esta atitude é precisamente uma desculpa maligna para continuar fechado na própria comodidade, na preguiça, na tristeza insatisfeita, no vazio egoísta.
Trata-se de uma atitude autodestrutiva, porque «o homem não pode viver sem esperança: a sua vida, condenada à insignificância, tornar-se-ia insuportável».[i]
No caso de pensarmos que as coisas não vão mudar, recordemos que Jesus Cristo triunfou sobre o pecado e a morte e possui todo o poder.
 Jesus Cristo vive verdadeiramente.
Caso contrário, «se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação»[ii].

Diz-nos o Evangelho que, quando os primeiros discípulos saíram a pregar, «o Senhor cooperava com eles, confirmando a Palavra»[iii].
E o mesmo acontece hoje. Somos convidados a descobri-lo, a vivê-lo. Cristo ressuscitado e glorioso é a fonte profunda da nossa esperança, e não nos faltará a sua ajuda para cumprir a missão que nos confia.

276. A sua ressurreição não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo.
Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição.
É uma força sem igual.
É verdade que muitas vezes parece que Deus não existe: vemos injustiças, maldades, indiferenças e crueldades que não cedem.
Mas também é certo que, no meio da obscuridade, sempre começa a desabrochar algo de novo que, mais cedo ou mais tarde, produz fruto. Num campo arrasado, volta a aparecer a vida, tenaz e invencível. Haverá muitas coisas más, mas o bem sempre tende a reaparecer e espalhar-se.
Cada dia, no mundo, renasce a beleza, que ressuscita transformada através dos dramas da história.
Os valores tendem sempre a reaparecer sob novas formas, e na realidade o ser humano renasceu muitas vezes de situações que pareciam irreversíveis.

Esta é a força da ressurreição, e cada evangelizador é um instrumento deste dinamismo.

277. E continuamente aparecem também novas dificuldades, a experiência do fracasso, as mesquinhices humanas que tanto ferem.
 Todos sabemos, por experiência, que às vezes uma tarefa não nos dá as satisfações que desejaríamos, os frutos são escassos e as mudanças são lentas, e vem-nos a tentação de se dar por cansado
 Todavia, não é a mesma coisa quando alguém, por cansaço, baixa momentaneamente os braços e quando os baixa definitivamente dominado por um descontentamento crónico, por uma acédia que lhe mirra a alma.
Pode acontecer que o coração se canse de lutar, porque, em última análise, se busca a si mesmo num carreirismo sedento de reconhecimentos, aplausos, prémios, promoções; então a pessoa não baixa os braços, mas já não tem garra, carece de ressurreição.

Assim, o Evangelho, que é a mensagem mais bela que há neste mundo, fica sepultado sob muitas desculpas.

278. A fé significa também acreditar n’Ele, acreditar que nos ama verdadeiramente, que está vivo, que é capaz de intervir misteriosamente, que não nos abandona, que tira bem do mal com o seu poder e a sua criatividade infinita.
Significa acreditar que Ele caminha vitorioso na história «e, com Ele, estarão os chamados, os escolhidos, os fiéis»[iv].

Acreditamos no Evangelho que diz que o Reino de Deus já está presente no mundo, e vai-se desenvolvendo aqui e além de várias maneiras: como a pequena semente que pode chegar a transformar-se numa grande árvore[v], como o punhado de fermento que leveda uma grande massa[vi]), e como a boa semente que cresce no meio do joio[vii]) e sempre nos pode surpreender positivamente: ei-la que aparece, vem outra vez, luta para florescer de novo.

A ressurreição de Cristo produz por toda a parte rebentos deste mundo novo; e, ainda que os cortem, voltam a despontar, porque a ressurreição do Senhor já penetrou a trama oculta desta história; porque Jesus não ressuscitou em vão.

Não fiquemos à margem desta marcha da esperança viva!

279. Como nem sempre vemos estes rebentos, precisamos de uma certeza interior, ou seja, da convicção de que Deus pode actuar em qualquer circunstância, mesmo no meio de aparentes fracassos, porque «trazemos este tesouro em vasos de barro»[viii].

Esta certeza é o que se chama «sentido de mistério», que consiste em saber, com certeza, que a pessoa que se oferece e entrega a Deus por amor, seguramente será fecunda[ix].

Muitas vezes esta fecundidade é invisível, incontrolável, não pode ser contabilizada.
A pessoa sabe com certeza que a sua vida dará frutos, mas sem pretender conhecer como, onde ou quando; está segura de que não se perde nenhuma das suas obras feitas com amor, não se perde nenhuma das suas preocupações sinceras com os outros, não se perde nenhum acto de amor a Deus, não se perde nenhuma das suas generosas fadigas, não se perde nenhuma dolorosa paciência. Tudo isto circula pelo mundo como uma força de vida.
Às vezes invade-nos a sensação de não termos obtido resultado algum com os nossos esforços, mas a missão não é um negócio nem um projecto empresarial, nem mesmo uma organização humanitária, não é um espectáculo para que se possa contar quantas pessoas assistiram devido à nossa propaganda.

É algo de muito mais profundo, que escapa a toda e qualquer medida.

Talvez o Senhor Se sirva da nossa entrega para derramar bênçãos noutro lugar do mundo, aonde nunca iremos.

 O Espírito Santo trabalha como quer, quando quer e onde quer; e nós gastamo-nos com grande dedicação, mas sem pretender ver resultados espectaculares.
Sabemos apenas que o dom de nós mesmos é necessário.
No meio da nossa entrega criativa e generosa, aprendamos a descansar na ternura dos braços do Pai.

Continuemos para diante, empenhemo-nos totalmente, mas deixemos que seja Ele a tornar fecundos, como melhor Lhe parecer, os nossos esforços.

280. Para manter vivo o ardor missionário, é necessária uma decidida confiança no Espírito Santo, porque Ele «vem em auxílio da nossa fraqueza»[x].
Mas esta confiança generosa tem de ser alimentada e, para isso, precisamos de O invocar constantemente.
Ele pode curar-nos de tudo o que nos faz esmorecer no compromisso missionário.

É verdade que esta confiança no invisível pode causar-nos alguma vertigem: é como mergulhar num mar onde não sabemos o que vamos encontrar. Eu mesmo o experimentei tantas vezes.
Mas não há maior liberdade do que a de se deixar conduzir pelo Espírito, renunciando a calcular e controlar tudo e permitindo que Ele nos ilumine, guie, dirija e impulsione para onde Ele quiser.
O Espírito Santo bem sabe o que faz falta em cada época e em cada momento. A isto chama-se ser misteriosamente fecundos! A força missionária da intercessão.

Há uma forma de oração que nos incentiva particularmente a gastarmo-nos na evangelização e nos motiva a procurar o bem dos outros: é a intercessão.
Fixemos, por momentos, o íntimo dum grande evangelizador como São Paulo, para perceber como era a sua oração.
Esta estava repleta de seres humanos: «Em todas as minhas orações, sempre peço com alegria por todos vós (...), pois tenho-vos no coração»[xi].

Descobrimos, assim, que interceder não nos afasta da verdadeira contemplação, porque a contemplação que deixa de fora os outros é uma farsa.

(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)




[i] 2II Assembleia especial para a Europa do Sínodo dos Bispos, Mensagem Final, 1: L´Osservatore Romano (ed. portuguesa de 30/X/1999), 566.
[ii] 1 Cor 15, 14
[iii] Mc 16, 20
[iv] Ap 17, 14
[v] cf. Mt 13, 31-32
[vi] cf. Mt 13, 33
[vii] cf. Mt 13, 24-30
[viii] 2 Cor 4, 7
[ix] cf. Jo 15, 5
[x] Rm 8, 26
[xi] Fl 1, 4.7

Tratado do verbo encarnado 142

Questão 23: Se a adopção convém a Cristo

Art. 4 — Se Cristo, enquanto homem, é filho adoptivo de Deus.

O quarto discute-se assim. — Parece que Cristo, enquanto homem, é filho adoptivo de Deus.

1. — Pois, diz Hilário, referindo-se a Cristo: Não perde a dignidade do poder quando adapta a humildade da carne. Logo, Cristo, enquanto homem, é filho adoptivo.

2. Demais. — Agostinho diz, que Cristo é homem pela mesma graça pela qual alguém se torna Cristão em virtude da fé inicial. Ora, os outros homens são Cristãos pela graça da adopção. Logo, também Cristo é homem por adopção E portanto, é filho adoptivo.

3. Demais. — Cristo, enquanto homem, é servo. Ora, é mais digno ser filho adoptivo, que servo. Logo, com maior razão, Cristo, enquanto homem é filho adoptivo.

Mas, em contrário, diz Ambrósio: Não consideramos o filho adoptivo como filho por natureza; mas dizemos filho por natureza o que verdadeiramente o é. Ora, Cristo é verdadeiro e natural Filho de Deus, segundo o Evangelho: Para que estejamos em seu verdadeiro Filho, Jesus Cristo. Logo, Cristo, enquanto homem, não é filho adoptivo.

A filiação propriamente convém à hipóstase ou à pessoa, mas não à natureza; por isso na Primeira Parte dissemos, que a filiação é uma propriedade pessoal. Ora, em Cristo não há outra pessoa ou hipóstase além da incriada, o que convém ser Filho por natureza. Pois, como dissemos, a filiação da adopção é uma semelhança participada da filiação natural. Ora, não dizemos que existe participativamente o que por si mesmo existe. E por isso, Cristo que é por natureza Filho de Deus, de nenhum modo pode ser chamado filho adoptivo. — Quanto aos que atribuem a Deus duas pessoas ou duas hipóstases ou dois supostos, racionalmente nada os impediria de dizer que Cristo, enquanto homem, é filho adoptivo.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Assim como a filiação propriamente não convém à natureza, assim também não, a adopção. E por isso, é expressão imprópria dizer que foi adoptada a humildade da carne; entendendo-se aí por adopção a união da natureza humana com a pessoa do Filho.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Essa semelhança de Agostinho devemos entendê-la quanto ao princípio; isto é, porque, assim como não é por méritos de sua parte que qualquer homem é Cristão, assim não foi por nenhum mérito que o homem Cristo foi Cristo. Mas esses dois casos diferem pelo termo, porque Cristo, pela graça da união, é Filho por natureza; ao passo que qualquer homem é filho adoptivo pela graça habitual. Mas, a graça habitual, em Cristo, não o fez passar, de não filho, a filho adoptivo; é apenas uma consequência da filiação natural, na alma de Cristo, segundo o Evangelho: Nós vimos a sua glória, como de Filho unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.

RESPOSTA À TERCEIRA. — O ser criatura e também a servidão ou a sujeição a Deus, não respeitam só à pessoa mas ainda à natureza; o que não pode dizer-se da filiação. Por isso não colhe a comparação

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.


Pequena agenda do cristão

SÁBADO
  

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

27/03/2015

2015.03.27








O que pode ver hoje em NUNC COEPI





Evangelho, com., Leit.espiritual (Evangelli Gaudium) - AMA - Comentários ao Evangelho Jo 10 31-42, Leit. Espiritual - Exort. Apost. Evangelii gaudium (Papa Francisco)

Temas para meditar 405 - Angelus (São João Paulo II), Quaresma, São João Paulo II

Jesus Cristo e a Igreja – 61 - Celibato eclesiástico, Jesus Cristo e a Igreja


Pequena agenda do cristão - Agenda Sexta-Feira

Vinde, ó Deus santificador, eterno e omnipotente

Sê alma de Eucaristia! – Se o centro dos teus pensamentos e esperanças está no Sacrário, filho, que abundantes os frutos de santidade e de apostolado! (Forja, 835)

Falava de corrente trinitária de amor pelos homens. E onde poderá alguém aperceber-se melhor dela do que na Missa? Toda a Trindade actua no santo sacrifício do altar. Por isso agrada-me tanto repetir na colecta, na secreta e na oração depois da comunhão aquelas palavras finais: Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, – dirigimo-nos ao Pai – , que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, Deus por todos os séculos dos séculos. Ámen.

Na Santa Missa, a oração ao Pai é constante. O sacerdote é um representante do Sacerdote eterno, Jesus Cristo, que é ao mesmo tempo a Vítima. E a acção do Espírito Santo não é menos inefável nem menos certa. Pela virtude do Espírito Santo, escreve S. João Damasceno, dá-se a conversão do pão no Corpo de Cristo.


Esta acção do Espírito Santo exprime-se claramente, quando o sacerdote invoca a bênção divina sobre a oferenda: Vinde, ó Deus santificador, eterno e omnipotente, e abençoai este sacrifício preparado para o vosso santo nome, o holocausto que dará ao Nome santíssimo de Deus a glória que lhe é devida. A santificação, que imploramos, é atribuída ao Paráclito, que o Pai e o Filho nos enviam. Reconhecemos também essa presença activa do Espírito Santo no sacrifício quando dizemos, pouco antes da comunhão: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, que, por vontade do Pai, com a cooperação do Espírito Santo, com a vossa morte destes a vida ao mundo.... (Cristo que passa, 85)

Temas para meditar 405


Quaresma




A nossa oração durante a Quaresma vai dirigida ao despertar da consciência, a sensibilizá-la à voz de Deus. Não endureçais o coração, diz o salmista. Com efeito, a morte da consciência, a sua indiferença nem relação ao bem e ao mal, os seus desvios são uma grande ameaça para o homem. Indirectamente são também uma ameaça para a sociedade porque, em última instância, da consciência humana depende o nível de moralidade da sociedade.

(são joão paulo ii,  Angelus 1981.03.15)

Evangelho, com., Leit.espiritual (Evangelli Gaudium)

Tempo de Quaresma V Semana


Evangelho: Jo 10 31-42

31 Os judeus, então, pegaram em pedras para O apedrejarem. 32 Jesus disse-lhes: «Tenho-vos mostrado muitas obras boas que fiz por virtude de Meu Pai; por qual destas obras Me apedrejais?». 33 Os judeus responderam-Lhe: «Não é por causa de nenhuma obra boa que Te apedrejamos, mas pela blasfémia, porque sendo homem, Te fazes Deus». 34 Jesus respondeu-lhes: «Não está escrito na vossa Lei: “Eu disse: Vós sois deuses”? 35 Se ela chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada, 36 a Mim, a Quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Tu blasfemas!, por Eu ter dito: Sou Filho de Deus? 37 Se Eu não faço as obras de Meu Pai, não Me acrediteis; 38 mas se as faço, mesmo que não queirais crer em Mim, crede nas Minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em Mim, e Eu no Pai». 39 Então os judeus procuravam novamente prendê-l'O, mas Ele escapou-Se das suas mãos. 40 Retirou-Se novamente para o outro lado do Jordão, para o lugar em que João tinha começado a baptizar; e ficou lá. 41 Foram muitos ter com Ele e diziam: «João não fez nenhum milagre, 42 mas tudo o que disse d'Este era verdade». E muitos acreditaram n'Ele.

Comentário:

Não acreditar no que alguém diz pode ser aceitável e até nalguns casos prudente.
Não crer no que outrem faz já não é admissível nem lógico porque as obras, em princípio, correspondem sempre ao que os que as pratica pensa.
Daqui que seja absolutamente indispensável um são critério para distinguir as boas das más obras porque não é suposto alguém mau fazer algo bom nem o contrário.

Não se trata de julgar porque não nos compete mas sim de ouvir, ver e entender!

(ama, comentário sobre Jo 10, 31-42, 2015.03.17)

Leitura espiritual


EXORTAÇÃO APOSTÓLICA EVANGELII GAUDIUM
DO SANTO PADRE FRANCISCO
AO EPISCOPADO, AO CLERO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E AOS FIÉIS LEIGOS SOBRE O ANÚNCIO DO EVANGELHO NO MUNDO ACTUAL

O prazer espiritual de ser povo
268. A Palavra de Deus convida-nos também a reconhecer que somos povo: «Vós que outrora não éreis um povo, agora sois povo de Deus»[i].

Para ser evangelizadores com espírito é preciso também desenvolver o prazer espiritual de estar próximo da vida das pessoas, até chegar a descobrir que isto se torna fonte duma alegria superior.
A missão é uma paixão por Jesus, e simultaneamente uma paixão pelo seu povo.
Quando paramos diante de Jesus crucificado, reconhecemos todo o seu amor que nos dignifica e sustenta, mas lá também, se não formos cegos, começamos a perceber que este olhar de Jesus se alonga e dirige, cheio de afecto e ardor, a todo o seu povo. Lá descobrimos novamente que Ele quer servir-Se de nós para chegar cada vez mais perto do seu povo amado. Toma-nos do meio do povo e envia-nos ao povo, de tal modo que a nossa identidade não se compreende sem esta pertença.

269. O próprio Jesus é o modelo desta opção evangelizadora que nos introduz no coração do povo.
Como nos faz bem vê-Lo perto de todos! Se falava com alguém, fitava os seus olhos com uma profunda solicitude cheia de amor: «Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele»[ii].

Vemo-Lo disponível ao encontro, quando manda aproximar-se o cego do caminho [iii] e quando come e bebe com os pecadores[iv], sem Se importar que O chamem de glutão e beberrão[v].

Vemo-Lo disponível, quando deixa uma prostituta ungir-Lhe os pés[vi]) ou quando recebe, de noite, Nicodemos[vii].

A entrega de Jesus na cruz é apenas o culminar deste estilo que marcou toda a sua vida.
Fascinados por este modelo, queremos inserir-nos a fundo na sociedade, partilhamos a vida com todos, ouvimos as suas preocupações, colaboramos material e espiritualmente nas suas necessidades, alegramo-nos com os que estão alegres, choramos com os que choram e comprometemo-nos na construção de um mundo novo, lado a lado com os outros.
Mas não como uma obrigação, nem como um peso que nos desgasta, mas como uma opção pessoal que nos enche de alegria e nos dá uma identidade.

270. Às vezes sentimos a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor.

Mas Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros.
Espera que renunciemos a procurar aqueles abrigos pessoais ou comunitários que permitem manter-nos à distância do nó do drama humano, a fim de aceitarmos verdadeiramente entrar em contacto com a vida concreta dos outros e conhecermos a força da ternura.
 Quando o fazemos, a vida complica-se sempre maravilhosamente e vivemos a intensa experiência de ser povo, a experiência de pertencer a um povo.

271. É verdade que, na nossa relação com o mundo, somos convidados a dar razão da nossa esperança, mas não como inimigos que apontam o dedo e condenam.

A advertência é muito clara: fazei-o «com mansidão e respeito» [viii] e «tanto quanto for possível e de vós dependa, vivei em paz com todos os homens»[ix].

E somos incentivados também a vencer «o mal com o bem»[x], sem nos cansarmos de «fazer o bem» [xi] e sem pretendermos aparecer como superiores, antes «considerai os outros superiores a vós próprios»[xii].

Na realidade, os Apóstolos do Senhor «tinham a simpatia de todo o povo»[xiii].

Está claro que Jesus não nos quer como príncipes que olham desdenhosamente, mas como homens e mulheres do povo.
Esta não é a opinião de um Papa, nem uma opção pastoral entre várias possíveis; são indicações da Palavra de Deus tão claras, directas e contundentes, que não precisam de interpretações que as despojariam da sua força interpeladora.
Vivamo-las sine glossa, sem comentários.
Assim, experimentaremos a alegria missionária de partilhar a vida com o povo fiel de Deus, procurando acender o fogo no coração do mundo.

272. O amor às pessoas é uma força espiritual que favorece o encontro em plenitude com Deus, a ponto de se dizer, de quem não ama o irmão, que «está nas trevas e nas trevas caminha»[xiv], «permanece na morte» [xv] e «não chegou a conhecer a Deus»[xvi].

Bento XVI disse que «fechar os olhos diante do próximo torna cegos também diante de Deus»,[xvii] e que o amor é fundamentalmente a única luz que «ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir».[xviii]

Portanto, quando vivemos a mística de nos aproximar dos outros com a intenção de procurar o seu bem, ampliamos o nosso interior para receber os mais belos dons do Senhor.
Cada vez que nos encontramos com um ser humano no amor, ficamos capazes de descobrir algo de novo sobre Deus.
Cada vez que os nossos olhos se abrem para reconhecer o outro, ilumina-se mais a nossa fé para reconhecer a Deus.
Em consequência disto, se queremos crescer na vida espiritual, não podemos renunciar a ser missionários.
A tarefa da evangelização enriquece a mente e o coração, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensíveis para reconhecer a acção do Espírito, faz-nos sair dos nossos esquemas espirituais limitados.
Ao mesmo tempo, um missionário plenamente devotado ao seu trabalho experimenta o prazer de ser um manancial que transborda e refresca os outros.
Só pode ser missionário quem se sente bem, procurando o bem do próximo, desejando a felicidade dos outros.
Esta abertura do coração é fonte de felicidade, porque «a felicidade está mais em dar do que em receber»[xix].

Não se vive melhor fugindo dos outros, escondendo-se, negando-se a partilhar, resistindo a dar, fechando-se na comodidade. Isto não é senão um lento suicídio.

273. A missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou um ornamento que posso pôr de lado; não é um apêndice ou um momento entre tantos outros da minha vida.
É algo que não posso arrancar do meu ser, se não me quero destruir. Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo.
É preciso considerarmo-nos como que marcados a fogo por esta missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar.
Nisto uma pessoa se revela enfermeira no espírito, professor no espírito, político no espírito..., ou seja, pessoas que decidiram, no mais íntimo de si mesmas, estar com os outros e ser para os outros.
Mas, se uma pessoa coloca a tarefa dum lado e a vida privada do outro, tudo se torna cinzento e viverá continuamente à procura de reconhecimentos ou defendendo as suas próprias exigências.

Deixará de ser povo.

274. Para partilhar a vida com a gente e dar-nos generosamente, precisamos de reconhecer também que cada pessoa é digna da nossa dedicação.
E não pelo seu aspecto físico, suas capacidades, sua linguagem, sua mentalidade ou pelas satisfações que nos pode dar, mas porque é obra de Deus, criatura sua.
Ele criou-a à sua imagem, e reflecte algo da sua glória.

Cada ser humano é objecto da ternura infinita do Senhor, e Ele mesmo habita na sua vida.
Na cruz, Jesus Cristo deu o seu sangue precioso por essa pessoa. Independentemente da aparência, cada um é imensamente sagrado e merece o nosso afecto e a nossa dedicação.
Por isso, se consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor, isso já justifica o dom da minha vida.
É maravilhoso ser povo fiel de Deus.

E ganhamos plenitude, quando derrubamos os muros e o coração se enche de rostos e de nomes!
(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)




[i] 1 Pd 2, 10
[ii] Mc 10, 21
[iii] cf. Mc 10, 46-52
[iv] cf. Mc 2, 16
[v] cf. Mt 11, 19
[vi] cf. Lc 7, 36-50
[vii] cf. Jo 3, 1-15
[viii] 1 Pd 3, 16
[ix] Rm 12, 18
[x] Rm 12, 21
[xi] Gal 6, 9
[xii] Fl 2, 3
[xiii] Act 2, 47; cf. 4, 21.33; 5, 13
[xiv] 1 Jo 2, 11
[xv] 1 Jo 3, 14
[xvi] 1 Jo 4, 8
[xvii] Carta enc. Deus caritas est (25 de Dezembro de 2005), 16: AAS 98 (2006), 230.
[xviii] Ibid., 39: o. c., 250.
[xix] (Act 20, 35