23/05/2013

Evangelho diário e comentário

Tempo comum
VII Semana

Evangelho: Mc 9, 41-50

41 «Quem vos der um copo de água, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. 42 «Quem escandalizar um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó que um asno faz girar, e que o lançassem ao mar. 43 Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a; melhor te é entrar na vida eterna mutilado, do que, tendo as duas mãos, ir para a Geena, para o fogo inextinguível. 44 Omitido pela Neo-Vulgata. 45 Se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o; melhor te é entrar na vida eterna coxo, do que, tendo os dois pés, ser lançado na Geena.46 Omitido pela Neo-Vulgata. 47 Se o teu olho é para ti ocasião de pecado, lança-o fora; melhor te é entrar no reino de Deus sem um olho do que, tendo dois, ser lançado na Geena, 48 “onde o seu verme não morre e o seu fogo não se apaga”.49 Todo o homem será salgado no fogo. 50 O sal é uma coisa boa; porém, se se tornar insípido, com que haveis de lhe dar o sabor? Tende sal em vós, e tende paz uns com os outros».

Comentário:

O que é um copo de água?

Pergunta talvez desnecessária para quem não tem sede e tenha água à sua disposição mas, para uma incontável multidão de seres humanos – hoje – um copo de água pode ser a salvação.

Por isso não se estranha que Jesus seja tão lapidar na Sua afirmação porque as obras de misericórdia não têm dimensão nem grau de importância.

Estes são-lhes dados pelas circunstâncias e pela disponibilidade dos que as praticam e são, sempre, actos meritórios que o Senhor nunca deixa de recompensa e, recompensa que excede sempre o valor do acto.

(ama, comentário sobre Mc 9, 41-50, 2011.02.24)

Leitura espiritual para 23 Maio


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Pequena agenda do cristão



Quinta-Feira

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Participar na Santa Missa.

Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse.Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.

Lembrar-me: Comunhões espirituais.

Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos

Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do que me propus ontem?


Tratado das paixões da alma 35



Questão 29: Do ódio.


Art. 6 ― Se podemos odiar alguma coisa em universal.


(Infra, q. 46, a . 7, ad 3).



O sexto discute-se assim. ― Parece que não podemos odiar nada em universal.


Resumos da Fé cristã




TEMA 18. O Baptismo e a Confirmação 8

Confirmação 3

3. Ministro e sujeito

Enquanto sucessores dos Apóstolos, só os bispos são «os ministros originários da Confirmação» 4. No ricto latino, o ministro ordinário é exclusivamente o bispo; um presbítero pode confirmar validamente só nos casos previstos na legislação geral (baptismo de adultos, acolhimento na fé católica, equiparação episcopal, perigo de morte), quando recebe a faculdade específica ou quando é associado momentaneamente a estes efeitos pelo bispo. Nas igrejas orientais, o presbítero também é ministro ordinário, o qual deve usar sempre o crisma consagrado pelo patriarca ou bispo.

Como sacramento de iniciação, a Confirmação está destinada a todos os cristãos e não só a alguns escolhidos. No ricto latino, é conferida uma vez que o candidato chegue ao uso da razão: a idade concreta depende dos usos locais, as quais devem respeitar o seu carácter de iniciação. Requer-se a prévia instrução, verdadeira intenção de a receber e estado de graça.

philip goyret

Bibliografia básica:

Catecismo da Igreja Católica, 1212-1321.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica 251-270.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

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Notas:

4 Ibidem, 26





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"CREIO NO ESPÍRITO SANTO" (4)

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Mas talvez seja bom, nestes momentos finais do nosso encontro, tentar dar algum testemunho, o meu testemunho pessoal, daquilo que o Espírito Santo opera em nós, quando a ele nos abrimos e deixamos, (umas vezes mais outras menos), que Ele nos ensine e conduza.
Muitos saberão que na minha vida vivi afastado de Deus e da Igreja cerca de 20 e tal anos, entre os 18/19 e os 44/45.
E este viver afastado de Deus e da Igreja, não foi só um afastamento da fé, mas também um afundar numa vida desregrada.
Um caminho certo para o abismo.
Houve um tempo em que por causa de umas discussões sobre a Igreja, (alguém que a contestava), eu tomei a defesa da mesma, pois curiosamente, ou talvez não, durante todo esse tempo, tentei sempre nunca dizer mal de Deus nem da Igreja, embora por vezes fizesse as minhas criticas.
Deus e a Igreja eram coisas, salvo seja, que não me interessavam.
Mas essas discussões acabaram por despertar em mim um desejo, uma vontade, de me aproximar de Deus, da Igreja.
Assim, quando não estava ninguém na igreja, eu ia sentar-me em frente do sacrário e conversava, perguntando se era verdade, se ali estava alguém, as minhas dificuldades, etc., etc.
Ora o Espírito Santo não dorme e sabe aproveitar muito bem estas oportunidades, (desculpem a simplicidade da linguagem), porque «aqueles que procuram encontram».
E a primeira constatação que eu faço de que as palavras de Jesus são verdadeiras, «o Espírito Santo há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse», Jo 14, 26 é que muito rapidamente me comecei a lembrar de tudo quanto tinha aprendido de meus pais, da catequese, dos colégios católicos por onde tinha passado e de alguns retiros que tinha feito.
Foi para mim uma grande admiração, (naquele tempo, porque agora percebo o que aconteceu), como era possível lembrar-me com tanto pormenor da Doutrina, das orações e até da Liturgia.
Encontrei no Renovamento Carismático Católico, (um dos Movimentos da Igreja surgidos após o Concilio Vaticano II), uma espiritualidade muito aberta ao Espírito Santo, muito viva, e eu precisava mesmo de alguma coisa que me fizesse mexer, que me confrontasse, até porque sou um pouco impaciente.
Uma das coisas que ainda hoje me espanta, foi a enorme modificação das prioridades da minha vida.
Eu vivia para a sociedade, para ter o melhor, para vestir o melhor, para comer o melhor, para desfrutar o mais possível daquilo a que o mundo chama os prazeres da vida.
E devagar, (o Espírito Santo é muito paciente), todas essas prioridades foram mudando, e essas coisas deixaram de ser importantes, para passar a ser muito mais importante eu conhecer-me a mim próprio e descobrir como poderia ser de Deus para os outros.
Não estou totalmente “curado”, diga-se, pois o caminho é de uma vida, mas vou-o caminhando sempre na confiança de que Ele nunca me abandona.
Outra coisa muito importante que constatei, é que Deus, o Espírito Santo, não nos quer transformar em pessoa diferente do que somos, mas ao descobrirmos que precisamos mudar as nossas prioridades, percebermos que somos exactamente aquilo que eramos, com uma nova visão da vida, porque está iluminada por Deus.
E tanto assim é que nunca me afastei daqueles que eram meus amigos, alguns deles é que se afastaram de mim, não porque eu os “chateasse” com a religião, mas porque se calhar não se sentiam bem ao meu lado, com a mudança de prioridades e comportamentos que ia acontecendo na minha vida.
Mas outra das graças que o Espírito Santo derrama em nós, é a capacidade de percebermos como actuar nos gestos e nas palavras, nos diversos momentos a que somos chamados.
Por vezes com o silêncio, por vezes com palavras, por vezes com gestos e atitudes.
Quantos de nós já se admiraram porque alguém chegou ao pé de nós e nos agradeceu um gesto, uma palavra, dizendo que lhe fez muito bem, e nós nem sequer nos apercebemos disso, ou não demos qualquer importância a esse facto?
Tenho para mim, (e dou-o como provado), que muitas vezes o nosso testemunho silencioso, mas verdadeiro e coerente fala muito mais alto do que as nossas palavras, e quem nos leva a dar esse testemunho é sem dúvida o Espírito Santo, que sem nos forçar, serenamente nos conduz.
E a descoberta do perdão, de perdoar e pedir perdão?
É tão maravilhosa que é difícil de descrever, e quem coloca em nós essa capacidade é, mais uma vez, o Espírito Santo.
Conto-vos uma história verdadeira que se passou comigo.
Logo no início do meu reencontro com Deus, tive uma enorme discussão com um homem com quem fui muito mal criado e rude.
Passado algum tempo, fui para a igreja à hora em que estava deserta, como sempre, para ter as minhas conversas com Deus.
Mas não conseguia falar, não conseguia estar, não conseguia sequer concentrar-me, porque em todo o momento apenas me vinha o pensamento que tinha de pedir perdão ao homem.
Ora isso para mim era muito difícil, tanto mais que em termos sociais, para mim naquele tempo, ele era menos do que eu, (por favor entendam o que eu quero dizer, pois não penso hoje em dia assim).
O homem tinha uma loja perto da igreja e eu decidi ir lá pedir-lhe desculpa.
Cheio de uma força que eu não conhecia em mim, dirigi-me para a loja, mas quando lá cheguei, passei adiante e não entrei.
Voltei para trás e quando passei novamente à porta, tornei a não entrar.
Julgo que fiz isto três ou quatro vezes, até que, vencendo os meus preconceitos entrei
e pedi humildemente desculpa da minha má criação e rudeza.
O homem ficou sem palavras e eu senti dentro de mim uma alegria tão grande que não a consigo descrever.
Sei que voltei para a igreja para agradecer o momento extraordinário que Deus me tinha proporcionado.
Permitam-me ainda que vos fale do perdão a nós próprios, que o Espírito Santo nos mostra e conduz.
Quando comecei a tomar mais contacto com a realidade da vivência da fé, começou a ser muito difícil lidar com o meu passado.
Queria apaga-lo, queria ter a certeza de que Deus me perdoava e achava isso tão difícil, dado tudo o que tinha feito e vivido.
E essa dificuldade não me dava paz e era um tropeço na minha caminhada.
Pedi muitas vezes que me fosse concedida a graça de entender o perdão de Deus e me perdoar a mim próprio.
Um dia numa adoração ao Santíssimo, numa oração, (e a oração é presença do Espírito Santo, não o esqueçamos), sobreveio uma paz imensa e eu percebi uma coisa tão simples como esta: se Deus me perdoava na Confissão quem era eu para não me perdoar a mim próprio.
Depois ao longo do tempo o meu passado, passou da vergonha de o ter vivido, para a aceitação do mesmo como um ensinamento para a minha vida e como testemunho, sobretudo aos jovens, de que uma vida daquelas é uma vida sem sentido e sem futuro.
Havia tanto mais para dizer, mas deixo para o fim a extraordinária e sensível presença do Espírito Santo na Palavra de Deus e em nós, quando a Ele nos abrimos para A ler e meditar.
Uma das experiências, (permitam-me que lhes chame experiências) mais tocantes da presença, da assistência do Espírito Santo nas nossas vidas, acontece quando lemos e meditamos a Palavra de Deus.
Com efeito, temos muitas vezes o hábito, quando abrimos a Bíblia em determinadas passagens que já conhecemos muito bem, de passarmos à frente, pensando que nada nos poderão dizer de novo.
Mas se lermos essas passagens de nós mais conhecidas, repetidamente, meditando, haverá pormenores que nos irão saltar à vista, ou melhor dizendo, ao coração, e se pedirmos ao Espírito Santo que nos dê o necessário discernimento, aparecerá a Palavra viva, que se fará vida e nos questionará em tantos procedimentos do nosso dia-a-dia.
Vamos assim descobrindo a riqueza da Palavra de Deus e percebendo que ela é viva e eficaz, porque foi inspirada pelo Espírito Santo e assim é Ele próprio que nos pode mostrar a sua riqueza e vida.
Um dia em que falava sobre este tema, há uns anos em Lisboa, o Espírito Santo quis “mostrar-me” um modo de exemplificar o que queria dizer, o que queria explicar.
Se estivermos uma exposição de pintura moderna, perante um daqueles quadros que “apenas” tem várias cores misturadas, e se intitule, por exemplo, “Senhora num banco de jardim”, é muito provável que não consigamos minimamente ver retratado o que o titulo “apregoa”.
Se chamarmos o pintor e ouvirmos as suas explicações é então muito possível que já consigamos distinguir o que ele quis “retratar”.
Pelos contornos das cores, pelos pormenores que ele nos vai mostrando, conseguiremos ver através dos seus olhos aquilo que ele quis retratar.
Assim se passa com a Palavra de Deus.
Muitas vezes não entendemos, não percebemos o que Ela nos quer dizer, e então é preciso chamar o Autor, o Espírito Santo, para que Ele nos ilumine e nos faça entender o que a Palavra, o que Deus nos quer dizer.
E, se cremos no Espírito Santo e a Ele nos abrimos, podemos confiar que Ele nos vai mostrar o que Deus nos quer dizer com aquela passagem, que nem sempre é o que desejamos ouvir, mas talvez um ensinamento, uma chamada de atenção para algo que temos de mudar nas nossas vidas.
Mas há uma grande diferença entre as duas situações.
Enquanto aquilo que está no quadro é imutável, ou seja representa aquilo que o pintor quis “retratar”, e apenas aquilo, e depois de percebermos isso, tudo está compreendido, a Palavra de Deus, iluminada pelo Espírito Santo é sempre nova, responde sempre de maneira diversa, conforme as necessidades das nossas vidas a que Deus quer responder, para nos guiar.
E aquilo que está no quadro é igual para todos os que o vejam, representa sempre o mesmo, mas a Palavra de Deus, na mesma passagem bíblica, pode ser diferente para cada um conforme a sua necessidade em cada momento.
Ou seja o quadro é “estático”, a Palavra de Deus é viva, porque o Espírito Santo a ilumina na sabedoria e no amor.
Para terminar gostaria de pedir aos sacerdotes presentes que numa breve oração, estendendo as suas mãos sobre nós, invocassem o Espírito Santo, para que Ele avive em nós a graça do Baptismo e da Confirmação.
Marinha Grande, Novembro de 2012
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Seguir Cristo: é este o segredo


Ao oferecer-te aquela História de Jesus, pus como dedicatória: "Que procures a Cristo. Que encontres a Cristo. Que ames a Cristo". – São três etapas claríssimas. Tentaste, pelo menos, viver a primeira? (Caminho, 382)

Como poderemos superar estes inconvenientes? Como conseguiremos fortalecer-nos nessa decisão que começa a parecer-nos muito pesada? Inspirando-nos no modelo que nos apresenta a Virgem Santíssima, nossa Mãe: uma rota muito ampla, que passa necessariamente através de Jesus.

Neste esforço por nos identificarmos com Cristo, costumo falar de quatro degraus: procurá-lo, encontrá-lo, conhecê-lo, amá-lo. Talvez pareça que estamos na primeira etapa... Procuremo-lo com fome, procuremo-lo dentro de nós com todas as forças! Se o fizermos com este empenho, atrevo-me a garantir que já O encontrámos e que já começámos a conhecê-lo e a amá-lo e a ter a nossa conversa nos céus.

Rogo a Nosso Senhor que nos decidamos a alimentar nas nossas almas a única ambição nobre, a única que merece a pena: ir ter com Jesus Cristo, como fizeram a sua Bendita Mãe e o Santo Patriarca, com ânsia, com abnegação, sem descuidos. Participaremos na dita da amizade divina – num recolhimento interior, compatível com os nossos deveres profissionais e sociais – e agradecer-Lhe-emos a delicadeza e a caridade com que Ele nos ensina a cumprir a Vontade do Nosso Pai que está nos céus.

Seguir Cristo: é este o segredo. Acompanhá-lo tão de perto, que vivamos com Ele, como os primeiros doze; tão de perto, que com Ele nos identifiquemos. Se não levantarmos obstáculos à graça, não tardaremos a afirmar que nos revestimos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nosso Senhor reflecte-se na nossa conduta como num espelho. Se o espelho for como deve ser, captará o rosto amabilíssimo do nosso Salvador sem o desfigurar, sem caricaturas: e os outros terão a possibilidade de O admirar, de O seguir. (Amigos de Deus, nn. 299–303)

22/05/2013

Evangelho diário e comentário

Tempo comum
VII Semana

Evangelho: Mc 9, 38-40

38 João disse-lhe: «Mestre, vimos um homem, que não anda connosco, expulsar os demónios em Teu nome e nós lho proibimos porque não nos segue». 39 Jesus, porém, respondeu: «Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um milagre em Meu nome e que possa logo dizer mal de Mim. 40 Porque quem não é contra nós, está connosco.

Comentário:

A primeira reflexão sobre este Trecho do Evangelho de S. Marcos é exactamente sobre a frequente atitude, diria, superioridade que alguns cristãos assumem perante outras pessoas que professam outras religiões ou que não têm nenhuma. Jesus Cristo, disse-o claramente, veio salvar toda a humanidade e converter todos, sem excepção, em Filhos de Deus, com todos os direitos que tal implica. Ou seja, os direitos são iguais embora as responsabilidades sejam diferentes. Quem mais recebe mais terá de dar, a quem mais se deu mais lhe será exigido.

A segunda detém-se sobre a última frase deste texto: «Quem não é contra nós é por nós».
Quem não se enfrenta com Cristo, não combate a Sua Igreja mas, por ignorância ou qualquer outra razão não segue os Seus passos ou obedece à Sua Doutrina, não é ostracizado, não pode, não deve ser impedido de praticar as boas obras que, é fundamental ter isto claro, não são monopólio dos cristãos.

(ama, comentário sobre Mc 9, 38-40, 2013.04.29)

Leitura espiritual para 22 Maio


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Pequena agenda do cristão



Quarta-Feira

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Simplicidade e modéstia.

Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha ‘importância’, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.

Lembrar-me: Do meu Anjo da Guarda.

Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do que me propus ontem?


Tratado das paixões da alma 34





Questão 29: Do ódio.

Art. 5 ― Se podemos odiar a verdade.





O quinto discute-se assim. ― Parece que não podemos odiar a verdade.




Resumos da Fé cristã



TEMA 18. O Baptismo e a Confirmação 7

Confirmação 2

2. Significação litúrgica e efeitos sacramentais

O crisma, composto de azeite e bálsamo, é consagrado pelo bispo ou patriarca, e só por ele, durante a missa crismal de quinta-feira santa. A unção do confirmando com o santo crisma é sinal da sua consagração. «Pela Confirmação, os cristãos, quer dizer, os que são ungidos, participam mais na missão de Jesus Cristo e na plenitude do Espírito Santo de que Ele está repleto, a fim de que toda a sua vida espalhe “o bom odor de Cristo” (cf. 2 Cor 2, 15). Por esta unção, o confirmando recebe “a marca”, o selo do Espírito Santo» (Catecismo, 1294-1295).

Esta unção é liturgicamente precedida – quando se realiza separadamente do Baptismo – da renovação das promessas do Baptismo e a profissão de fé dos confirmandos. «Assim se evidencia claramente que a Confirmação se situa na continuação do Baptismo» (Catecismo, 1298). Na liturgia romana, continua-se com a extensio manuum para todos os confirmandos do bispo, enquanto se pronuncia uma oração em voz alta de grande conteúdo epiclético (isto é, de invocação e súplica). Chega-se assim ao rito especificamente sacramental, que se realiza «pela unção do santo crisma sobre a fronte, feita com a imposição da mão, e por estas palavras: “Accipe signaculum doni Spiritus Sancti – Recebe por este sinal o Espírito Santo, o Dom de Deus”». Nas igrejas orientais, a unção faz-se sobre as partes mais significativas do corpo, acompanhada cada uma pela fórmula: «Selo do dom que é o Espírito Santo» (Catecismo, 1300). O rito termina com o beijo da paz, como manifestação da comunhão eclesial com o bispo (cf. Catecismo, 1301).

Assim, a Confirmação possui uma unidade intrínseca com o Baptismo, mesmo que não se expresse necessariamente no mesmo ricto. Com ela, o património baptismal do candidato completa-se com os dons sobrenaturais característicos da maturidade cristã. A Confirmação é dada uma só vez, pois «imprime na alma uma marca espiritual indelével, o “carácter”, que é sinal de que Jesus Cristo marcou um cristão com o selo do seu Espírito, revestindo-o da fortaleza do Alto, para que seja sua testemunha» (Catecismo, 1304). Através dela, os cristãos recebem com particular abundância os dons do Espírito Santo, ficam mais estreitamente vinculados à Igreja, «e deste modo ficam obrigados a difundir e defender a fé por palavras e obras» 3.

philip goyret

Bibliografia básica:

Catecismo da Igreja Católica, 1212-1321.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica 251-270.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

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Notas:

3 Concílio Vaticano II, Const. Lumen Gentium, 11.

"CREIO NO ESPÍRITO SANTO" (3)

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 Regressemos ao conhecimento que podemos ter do envio do Espírito Santo.
O Pai envia o Filho, mas com Ele envia sempre e também o Espírito.
É uma missão conjunta, como nos ensina o Catecismo, em que o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas inseparáveis.
«É Cristo quem aparece, Ele que é a imagem visível de Deus invisível; mas é o Espírito Santo quem O revela.» 689
E ainda:
«Toda a obra de Cristo é missão conjunta do Filho e do Espírito Santo.» 727
Em todas as manifestações de Cristo é o Espírito que O manifesta, desde a Sua concepção até à Sua glória.
O Filho glorificado, junto do Pai, envia então o Espírito Santo aos filhos adoptados pelo Pai no Corpo do Filho entregue por nós, para que esse Espírito de adopção nos una a Cristo para que n’Ele e com Ele vivamos.
O Espírito Santo está obviamente presente desde o princípio até à «plenitude dos tempos».
Lembro-me uma vez num grupo de oração, quando chegou ao momento de ler a Palavra de Deus e sobre ela fazer um ensinamento, alguém abriu a Bíblia numa passagem do Antigo Testamento.
Quando me preparava para falar fui interrompido por uma pessoa que me dizia não se poder falar sobre passagens do Antigo Testamento.
Fiquei espantado e perguntei porquê, tendo-me respondido de imediato que no Antigo Testamento não estava o Espírito Santo.
O mais delicadamente que me era possível expliquei que não só estava, como logo no 2º versículo da Bíblia afirmava que o Espírito de Deus se movia sobre a superfície das águas.
Na segunda descrição bíblica da criação do homem, em Gn 2, 7 podemos ler que Deus «lhe insuflou pelas narinas o sopro de vida.»
Ao longo de todo o Antigo Testamento percebemos permanentemente a acção do Espírito de Deus, desde Abraão, Moisés, os reis e o exílio, os profetas, a promessa do Messias.
São as nuvens, as brisas, os ventos, os trovões, os sinais que vão guiando o povo no caminho da terra prometida, bem como a Sua presença óbvia em todas as profecias.
É com certeza de todos conhecida a passagem do Livro de Ezequiel, 37, 1-14, a visão dos ossos ressequidos, que termina no seguinte versículo:
«Introduzirei em vós o meu espírito e vivereis; estabelecer-vos-ei na vossa terra. Então, reconhecereis que Eu, o SENHOR, falei e agi»
Já no no Novo Testamento deparamo-nos imediatamente com a figura de um homem enviado por Deus, para pregar o arrependimento, para preparar o caminho para a vinda do Senhor.
Este homem, João Baptista, é cheio do Espírito Santo, como nos diz o Evangelho de São Lucas 1, 15, quando o anjo anuncia a Zacarias o nascimento do seu filho, «será cheio do Espírito Santo já desde o ventre da sua mãe» e ainda no versículo 41 «Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.»
João Baptista cheio do Espírito Santo dá testemunho de Cristo, porque o próprio Espírito lho revela:
«Vi o Espírito que descia do céu como uma pomba e permanecia sobre Ele. E eu não o conhecia, mas quem me enviou a baptizar com água é que me disse: 'Aquele sobre quem vires descer o Espírito e poisar sobre Ele, é o que baptiza com o Espírito Santo'. Pois bem: eu vi e dou testemunho de que este é o Filho de Deus.» Jo 1, 32-34
Em Maria, permitam-me usar uma expressão muito humana, o Espírito Santo realiza a sua Obra Prima: É com e pelo Espírito Santo que a Virgem Maria concebe e dá á luz o Filho de Deus, como nos diz o Catecismo.
Maria, ela própria, foi preparada pelo Espírito Santo para ser a «cheia de graça», como reconhece o Anjo na Anunciação, aquela que foi concebida sem pecado, para ser a Mãe do Messias Salvador.
É cheia do Espírito Santo que Maria profere o Magnificat.
Já afirmámos anteriormente que «toda a obra de Cristo é missão conjunta do Filho e do Espírito Santo.»
Com efeito, e segundo os Evangelhos sinópticos, Jesus Cristo é concebido pelo Espírito Santo em Maria, é baptizado no Espírito Santo, pratica milagres e proclama o Reino de Deus na força do Espírito, entrega-se á morte redentora na cruz por intermédio do Espírito e ressuscita pelo Espírito vivificador, e por meio d’Ele, está presente no meio de nós.
Jesus ao longo da sua vida terrena, não revela plenamente o Espírito Santo, enquanto não for glorificado pela sua Morte e Ressurreição.
Mas sugere-o por diversas vezes e a diversos interlocutores, como a samaritana, Nicodemos, e aos Apóstolos quando lhes fala da oração em Lc 11, 13 e ainda em Mt 10, 19-20 sobre o testemunho que devem dar.
Depois, por 5 vezes, no Evangelho de São João, promete o envio do Espírito Santo, quando for glorificado pela Sua Morte e Ressurreição.
Como nos diz o Catecismo:
729. O Espírito da verdade, o outro Paráclito, será dado pelo Pai a pedido de Jesus; será enviado pelo Pai em nome de Jesus; Jesus O enviará de junto do Pai, porque do Pai procede. O Espírito Santo virá, nós O conheceremos, Ele ficará connosco para sempre, habitará connosco; há-de ensinar-nos tudo, há-de lembrar-nos tudo o que Cristo nos disse e dará testemunho d'Ele; conduzir-nos-á à verdade total e glorificará a Cristo.
Assim, após a sua Morte e Ressurreição, Jesus Cristo, dá, sopra o Espírito Santo sobre os discípulos, (Jo 20,22), e a partir dessa hora, como mais uma vez nos diz o Catecismo, «a missão de Cristo e do Espírito Santo torna-se a missão da Igreja: «Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» (Jo 20, 21)
Sabemos o que se passou no dia de Pentecostes.
Os apóstolos, reunidos com Maria, encontravam-se fechados numa sala em oração quando de repente, como nos diz o Livro dos Actos dos Apóstolos, 2, 2-4:
«De repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde eles se encontravam.
Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem.»
Revelou-se assim plenamente a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo.
Sabemos então que o Espírito Santo derramado naqueles homens os encheu de uma força, de uma coragem, que antes não tinham, e também da capacidade de proclamar a Verdade com as palavras que o Espírito Santo lhes ia inspirando
De tal forma assim era e o Espírito Santo se fazia presente, que naquele dia, segundo os Actos dos Apóstolos: «Os que aceitaram a sua palavra receberam o baptismo e, naquele dia, juntaram-se a eles cerca de três mil pessoas.»
Assim aqueles que abrem os seus corações e crêem no Deus que se revelou, pelo baptismo, formam, tornam-se Igreja, Corpo de Cristo e templo do Espírito Santo.
Como nos diz o Catecismo:
737. A missão de Cristo e do Espírito Santo completa-se na Igreja, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo. Esta missão conjunta associa, doravante, os fiéis de Cristo à sua comunhão com o Pai no Espírito Santo: o Espírito prepara os homens e adianta-se-lhes com a sua graça para os atrair a Cristo. Manifesta-lhes o Senhor ressuscitado, lembra-lhes a sua Palavra e abre-lhes o espírito à inteligência da sua morte e da sua ressurreição. Torna-lhes presente o mistério de Cristo, principalmente na Eucaristia, com o fim de os reconciliar, de os pôr em comunhão com Deus, para os fazer dar «muito fruto».
E ainda:
739. Uma vez que o Espírito Santo é a unção de Cristo, é Cristo, a Cabeça do corpo, quem O derrama nos seus membros para os alimentar, os curar, os organizar nas suas mútuas funções, os vivificar, os enviar a dar testemunho, os associar à sua oferta ao Pai e à sua intercessão pelo mundo inteiro. É pelos sacramentos da Igreja que Cristo comunica aos membros do seu corpo o seu Espírito Santo e santificador.
O Espírito Santo não se "esgota" e por isso mesmo poderíamos falar, (não eu, mas todos), horas, dias seguidos que nunca esgotaríamos o tema.
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