Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
20/11/2010
Bom Dia! 52
O terceiro personagem tem uma atitude completamente diferente.
Recebendo apenas uma mina– mesmo assim uma quantia não despicienda – não se preocupa a não ser em conservar intacto o que recebera. Não arrisca nada, não procura a melhor forma de cumprir a ordem « Negociai com elas até eu voltar”, é cobarde e desleixado.
De facto, devolve o que recebera o que, em si, não é mau, já que, pelo menos, não esbanjou em proveito próprio aquilo que não lhe pertencia, mas esqueceu-se do encargo que vinha junto.
Por isso, não só o Senhor o reprova como lhe retira o que lhe tinha dado.
Pode dizer-se que enquanto este ficou “agarrado” ao que recebera, preocupando-se em mantê-lo seguro – enterrando-o – sem nenhuma preocupação de utilizar esse bem da maneira possível e honesta de forma a desenvolvê-lo e, eventualmente, aumentá-lo que era o que lhe tinha sido ordenado.
Além de não cumprir demonstrou incapacidade para lhe serem confiados quaisquer bens, já que se presume que teria agido de igual forma caso o bem que lhe fora confiado fosse de valor diferente.
O que cumpriu as instruções e levou a cabo com coragem e destemor a tarefa que lhe fora cometida, sem o medo da responsabilidade por ter de cuidar de tão avultados bens, mostrou um desprendimento notável porque, de facto, deu mais valor ao que lhe foi mandado fazer do que àquilo que lhe foi entregue.
Também não cedeu à possível tentação de se apropriar de uma autêntica fortuna, fazendo-a sua, dando-lhe o destino e aproveitamento que melhor lhe aprouvesse.
O resultado foi que recebeu como seu, definitivamente, o que lhe fora confiado acrescido do resultado da sua acção e, ainda, muitíssimo mais benefícios e bens.
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Textos de Reflexão para 20 de Novembro
Sábado 20 Nov
Evangelho: Lc 20, 27-40
27 Aproximaram-se depois alguns saduceus, que negam a ressurreição, e fizeram-Lhe a seguinte pergunta: 28 «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: “Se morrer o irmão de algum homem, tendo mulher, e não deixar filhos, case-se com ela o seu irmão, para dar descendência ao irmão”. 29 Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou, e morreu sem filhos. 30 Casou também o segundo com a viúva, e morreu sem filhos. 31 Casou depois com ela o terceiro. E assim sucessivamente todos os sete; e morreram sem deixar filhos. 32 Morreu enfim também a mulher. 33 Na ressurreição, de qual deles será ela mulher, pois que o foi de todos os sete?». 34 Jesus disse-lhes: «Os filhos deste mundo casam e são dados em casamento, 35 mas os que forem julgados dignos do mundo futuro e da ressurreição dos mortos, não desposarão mulheres, nem as mulheres homens, 36 porque não poderão jamais morrer; porquanto são semelhantes aos anjos e são filhos de Deus, visto serem filhos da ressurreição. 37 Que os mortos hajam de ressuscitar, o mostrou também Moisés no episódio da sarça, quando chamou ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacob. 38 Ora Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos são vivos». 39 Alguns dos escribas disseram-Lhe: «Mestre, falaste bem». 40 Dali em diante, não se atreveram mais a interrogá-l'O.
Comentário:
Nestes tempos em que parece que o que interessa é o dia que vivemos, que o futuro, mais ou menos longínquo, poderá ou não ser qualquer coisa que a situação presente, tão volátil, não permite sequer imaginar, pensar na Vida Eterna parece ser, para muitos, uma perda de tempo. E não deveria ser porque é, com toda a certeza a única verdade que não oferece interrogação. Pensar na morte é considerado de mau gosto e perfeitamente dispensável; o que interessa é pensar na vida.
Grande erro e colossal engano!
A consideração de que a única verdade que possuímos, de facto, é que, um dia havemos de morrer, deveria ocupar mais que um ligeiro pensamento fugaz, mas antes, uma preocupação real em estar preparado e disposto para que, quando inevitavelmente aconteça, nos encontre prevenidos e prontos para essa derradeira viagem que não tem fim.
Agora! Agora, enquanto estamos vivos, é o tempo de pensar na morte!
(ama, comentário sobre Lc 20, 27-40, 2010.10.22)
Mas sendo Deus sumamente misericordioso não deveria haver outro tipo de destino para as almas a ele condenadas?
Na verdade é Deus sumamente misericordioso e por isso dá todas as possibilidades ao homem de orientar a sua vida de modo a não merecer este destino, cabendo unicamente a este a possibilidade de evitar esta condenação.
(ama, comentário sobre Inferno 5, 2010.10.22)
Doutrina: CCIC – 565: Quando é que o cidadão não deve obedecer à
autoridade civil?
CIC – 2242-2243; 2256
Em consciência, o cidadão não deve obedecer quando os mandamentos das autoridades civis se opõem às exigências da ordem moral: «É necessário obedecer mais a Deus do que aos homens» (Act 5,29).
Tema para breve reflexão - 2010.11.20
Tristeza 5
Há duas espécies de tristeza: uma que perdeu a esperança, que deixou de confiar no amor e na verdade e, consequentemente, insidia e , destrói o homem por dentro; mas há também a tristeza que deriva da comoção provocada pela verdade' e leva o homem à conversão, à resistência contra o mal. Esta tristeza cura, porque ensina o homem a esperar e a amar de novo. Um exemplo do primeiro tipo de tristeza é Judas, que, horrorizado pela própria queda, já não ousa esperar mais e enforca-se dominado pelo desespero. Ao segundo género pertence a tristeza de Pedro, que, tocado pelo olhar do Senhor, desata em lágrimas salvadoras: estas fazem sulcos no terreno da sua alma. Recomeça do princípio e torna-se um homem novo.
(Bento XVI, Jesus de Nazaré, Esfera dos Livros, 3ª ed., 2007, p. 125)
19/11/2010
Família e economia
By disfiguring and devaluing family values, governments around the world are crippling their economies and reducing precious budget revenues, argues Lithuanian Economy Minister Dainius Kreivys (pictured). His comments, published in a blog post this week, seem to underline the economic logic of the United Nations Universal Declaration of Human Rights when it states that “the family is the natural and fundamental group unit of society and is entitled to protection by society and the State.”
MercatorNet here reproduces Mr Kreivys' comments, which echo a previous article about the public defence of family values in Lithuania, a nation in North-Eastern Europe whose rapid economic growth over the past decade has earned it the title of “the Baltic tiger”.
If traditional family values were stronger in our society, we would have a much stronger economy, not to mention a more mature society. That is why today, in an era when each of Lady Gaga’s new dresses gets major headlines, it is important to speak about the family from a rational point of view, as a crucial part of economic policy.
In many countries, family businesses are the most important engine of the economy, and Lithuania is no exception. That is not just because they constitute a major part of the economy. Nobody can deny that successful families more often produce responsible citizens who later also become outstanding professionals. Economically, that means better qualified specialists, people who create added value in the economy, people who support themselves, create jobs, maintain a family and pay taxes; people who do not live off welfare benefits.
Family upbringing also has real significance for crime rates. The values that are transmitted in families contribute to reducing crime, meaning the state does not have to spend as much on public order.
So a policy that supports the success of a country’s families has a significant impact on GDP, and that is why I suggest that the family should be the central axis of every country’s economic development strategies and business promotion programmes.
Consider the family from the perspective of government revenues and expenditures.
A family represents revenue for the state treasury. Behind almost every tailor, cafe, guest house, rural tourism getaway or farm, you will find a family business with family members working shoulder to shoulder. The size of these undertakings may not amaze anyone, but they are not called the engine of the economy for nothing. These families provide stable jobs for themselves, create work for others and pay taxes, thus contributing to economic growth.
Families usually form in order to have children. In the eyes of an economist, every person is an “economic unit” which increases the country's GDP and brings a variety of tax payments to the state budget.
The family also plays a key role in raising responsible citizens, shaping their values. Without slighting the efforts that single-parent families make, one has to say that this is much easier to do in an intact family. Their investment in the welfare of each child involves the energy, time and financial resources of two people, not just one. Again, for confirmation just look at the statistics: children who grow up in one-parent families are more likely to end up in high-risk groups and more often commit crimes. For the national budget, that means not only higher costs to fight crime, but also greater social security spending.
The state cannot by any means forget or neglect single-parent families, but the top priority has to be encouraging people to marry, to live family life and to defend their families.
Regarding informal partnerships, the statistics show no mercy: children of unmarried couples achieve less than those of married couples. Moreover, the probability that such a child will eventually be left with just one parent is several times larger than for children born to married couples. Therefore, two people just living together, in my view, do not constitute a real family and cannot fulfil the role of a family.
For all these reasons, I am really pleased by some recent private initiatives in Lithuania that are helping large numbers of families raise virtuous, responsible and educated citizens for our country.
Many European countries, including Lithuania, are now struggling with the painful consequences of devaluation of the notion of family: an increasing retirement age, tragically declining birth rates and aging populations with ever larger numbers of economically inactive persons enjoying (well-deserved) retirement. This will get even more painful, as we reach the point where each employed person will have to maintain not just one but two or more non-employed persons.
It seems to me that many of us are mistaken in thinking that the decision to start a family, to stay in a family and to defend one’s family is something purely emotional. We live in a rational world, and one in which the family plays a very rational role.
A country that does not adequately value the family’s impact on its economy, in the long run is doomed to battling extended economic recession, not to mention the costs of social welfare programs and crime reduction. To go beyond mere declarations and truly recognize the value of the family for the national economy, governments need to promote a more effective social security system and programs to support family businesses. In the nearest future, as the economic recovery consolidates, we should take a close look at both of these things, viewing them as parts of the national investment program.
Dainius Kreivys is the Minister of Economy of the Republic of Lithuania. His article was translated by Bryan Bradley, MercatorNet's contributing editor for Eastern Europe.
Intelectual ateu: Urge defender oscristãos perseguidos em todo o mundo
Bernard-Henri Lévy es un pensador ateo considerado como referencia intelectual de la llamada nueva izquierda. En un artículo publicado en el diario italiano Corriere della Sera afirma que es necesario defender a los cristianos perseguidos en todo el mundo, comenzando por Asia Bibi, la mujer condenada a morir en Pakistán acusada de blasfemia.
En el artículo publicado este miércoles titulado "Defender a todos los perseguidos comenzando por los cristianos de Oriente, el intelectual francés señala que "recientemente he declaro, al margen de una conversación con un periodista de la agencia española Efe, que hoy los cristianos constituyen, en escala planetaria, la comunidad más constante, violenta e impunemente perseguida".
Esta frase, escribe, "ha sorprendido, y ha provocado cierta agitación aquí y allá". Para probar su afirmación enumera diversos casos como la reciente masacre contra los siro-católicos en Irakdonde murieron 58 personas, la prohibición del culto cristiano enIrán, la persecución anti-cristiana en la Franja de Gaza, enSudán, contra los evangélicos en el país africano de Eritrea, el asesinato reciente de un sacerdote en El Congo y la persecución violenta contra los cristianos en la India.
Lévy refiere además la persecución contra los cristianos enEgipto y Argelia, países mayoritariamente musulmanes, y cómo aún existen regímenes comunistas en el mundo que no permiten la plena libertad de culto como Cuba, Corea del Norte y China.
Tras rechazar el antisemitismo y recordar que los judíos también fueron perseguidos pero que esto sí se condena, el pensador recuerda que el Papa Benedicto XVI ha alzado la voz para defender a los cristianos de Oriente que tanto han hecho por la riqueza espiritual de la humanidad.
Ante los cristianos perseguidos, explica Lévy, cabe una de dos actitudes: "o se adhiere uno a la doctrina criminal y loca que hace competir a las víctimas (a cada uno los propios muertos, a cada uno la propia memoria y, entre unos y otros, la guerra de muertos y memorias) y si nos preocupa sólo las ‘propias’ víctimas. O se rechaza (sabemos que en todo corazón hay suficiente espacio para compasión, luto y solidaridad no menos fraternos)".
Y con esa misma energía con que se rechaza esta doctrina criminal, continúa el intelectual ateo, "(casi digo con la misma fe), se denuncia el odio planetario, la ola homicida de la que son víctimas los cristianos, cuya vieja condición de representantes de la religión dominante, o en todo caso, más poderosa, impide tomar verdadera conciencia".
Finalmente Lévy cuestiona: "¿existe acaso permiso para matar cuando se trata de los fieles del ‘Papa alemán’? ¿Un permiso para oprimir, humillar, martirizar, en nombre de otra guerra de las civilizaciones no menos odiosa que la primera?"
"Pues no –concluye–. Hoy es necesario defender a los cristianos".
ROMA, 19 Nov. 10 / 12:34 am (ACI)
PUBLICADA POR AMOR, VERDADE E VIDA
Bom Dia! 51
Do desprendimento das coisas
Muito nos fala a Igreja da necessidade de desprendimento e é muito natural que o faça porque Jesus Cristo, na Sua pregação insistiu vezes sem conto nesta necessidade.
Em primeiro lugar temos a considerar que Deus aceita e quer aos homens de forma igual, sejam ricos, muito ricos ou pobres, muito pobres, muito inteligentes ou pouco ou, mesmo nada, cultos ou iletrados. Porque Deus ama o ser humano por aquilo que é e não pelo que tem ou possui.
Vemos como no Evangelho, ([i]) Jesus não tem pejo nenhum em considerar a entrega de dez minas a um homem. Ao termos em conta que a uma mina corresponderiam, mais ou menos, uns cinquenta quilos de prata, apreciamos que se trata de uma quantia enorme e que, portanto, a Cristo não lhe repugna que alguém detenha tão considerável fortuna. Mais, deseja que a faça render e crescer em valor para poder recolher, quando for o tempo, uma “mais-valia” apreciável, como diríamos hoje.
Este personagem fez o que estava implícito na atitude do seu Senhor: pôs o pecúlio a render de forma a corresponder ao que lhe foi solicitado, e, por tê-lo feito, merece um grande elogio e uma compensação que talvez não esperasse.
Conclui-se que, quando Deus entrega dez espera receber, pelo menos vinte e que, esse trabalho, por assim dizer, compete ao homem levá-lo a cabo.
Recebeu os meios e fê-los render.
Era a sua obrigação.
[i] Lc 19, 11-28;
Tema para breve reflexão - 2010.11.19
Tristeza 3
A tristeza do coração, é um vício causado pelo amor desordenado de si mesmo.
(S. Tomás de aquino, Suma Teológica, 2-2, q. 28, a. A, ad 1)
Textos de Reflexão para 19 de Novembro
Sexta 19 Nov
Evangelho: Lc 19, 45-48
45 Tendo entrado no templo, começou a expulsar os vendedores, 46 dizendo-lhes: «Está escrito: “A Minha casa é casa de oração; e vós fizestes dela um covil de ladrões”». 47 Todos os dias ensinava no templo. Mas os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os chefes do povo procuravam perdê-l'O; 48 porém, não sabiam como proceder, porque todo o povo estava suspenso quando O ouvia.
Comentário:
Jesus Cristo tem palavras de vida eterna e, por isso, «todo o povo estava suspenso quando O ouvia.» Tal como nós homens estamos como que suspensos no tempo corrente esperando o tempo futuro. As palavras de Cristo, o que Ele continua a dizer-nos com insistente firmeza, é que nos preparemos enquanto temos tempo para o fazer e que não basta frequentar o Templo, ir à Igreja numa espécie de rotineira obrigação social, como quem vai a um espectáculo ou representação. Não! Ir à Igreja è ir ao Seu encontro real e verdadeiro, onde Ele está sempre presente sob as espécies consagradas, aguardando a nossa visita.
Participar na Santa Missa tem de ser um acto pensado e interiorizado, com respeito e compostura porque estamos na casa que Deus habita e onde nos quer falar no íntimo do nosso coração e da nossa alma.
(ama, comentário sobre Lc 19, 45-48, 2010.10.22)
Sim, por exemplo Nossa Senhora a quem tanto pedimos nos assista na hora da nossa morte nos inúmeros Rosários que rezámos enquanto vivos. Daí que a reza do Terço do Rosário seja tão recomendada pela Igreja porque, alem do louvor à nossa Mãe do Céu é um repetido clamor de auxílio “agora e na hora da nossa morte”.
(ama, comentário sobre Juízo 3, 2010.10.22)
Doutrina: CCIC – 564: Quais os deveres dos cidadãos em relação às
autoridades civis?
CIC – 2238-2241; 2255
Os que estão submetidos à autoridade vejam os superiores como representantes de Deus e colaborem lealmente no bom funcionamento da vida pública e social. Isto comporta o amor e o serviço da pátria, o direito e o dever de votar, o pagamento dos impostos, a defesa do país e o direito a uma crítica construtiva.
18/11/2010
Bom Dia! 50
Dar a Deus porque dele nos vem tudo e, realmente, em última análise, tudo Lhe pertence.
Isto acaba por acontecer quer queiramos quer não.
Com a nossa morte o que eventualmente estiver na nossa posse será inexoravelmente repartido.
Percebe-se que dar ou repartir de forma voluntária e consciente tem um mérito que esta última não tem.
Na famosa frase de Jesus sobre a qual estamos dissertando encerra-se um princípio natural e justo, sem dúvida, mas, sobretudo completo, ou seja, não pode ser dividido.
Dizendo de outra forma, o homem completo só de facto o é quando cumpre o princípio enunciado de forma total:
Dar a César o que é de César e, a Deus, o que é de Deus.
Tema para breve reflexão - 2010.11.18
Tristeza 2
A tristeza exerce um efeito paralisante sobre a nossa fé.
(Tadeus Dajczer, Meditações sobre a Fé, Paulus, 4ª Ed., pg. 89)
Textos de Reflexão para 18 de Novembro
Quinta 18 Nov
Evangelho: Mt 14, 22-33
22 Imediatamente Jesus obrigou os Seus discípulos a subir para a barca e a passarem antes d'Ele à outra margem do lago, enquanto despedia a multidão. 23 Despedida esta, subiu a um monte para orar a sós. Quando chegou a noite, achava-Se ali só. 24 Entretanto a barca no meio do mar era batida pelas ondas, porque o vento era contrário.25 Ora, na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, andando sobre o mar. 26 Os discípulos, quando O viram andar sobre o mar, assustaram-se e disseram: «É um fantasma». E, com medo, começaram a gritar. 27 Mas Jesus falou-lhes imediatamente dizendo: «Tende confiança: sou Eu, não temais». 28 Pedro, tomando a palavra, disse: «Senhor, se és Tu, manda-me ir até onde estás por sobre as águas». 29 Ele disse: «Vem!». Descendo Pedro da barca, caminhava sobre as águas para ir ter com Jesus. 30 Vendo, porém, que o vento era forte, teve medo e, começando a afundar-se, gritou, dizendo: «Senhor salva-me!». 31 Imediatamente Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». 32 Depois que subiram para a barca, o vento cessou. 33 Os que estavam na barca prostraram-se diante d'Ele, dizendo: «Verdadeiramente Tu és o Filho de Deus».
Comentário:
Jesus retira-se para orar. Retirar-se significa recolher-se, ficar a sós consigo e, neste caso, com Deus. É, sem dúvida, a melhor forma de estar com Ele. Sozinho com Deus, o homem tem a possibilidade de encontrar uma linha de diálogo serena e profícua com o Senhor. Isto é oração. Pode não haver palavras, suspiros, emoções, basta sentir-se na Sua presença e manter essas disposições da alma, do espírito, que nos vão conduzindo, serenamente, sem pressas. E então, seguramente, Deus responde com as inspirações que procuramos para saciar a secura que, por vezes, nos acicata.
(ama, comentário sobre Mt 14, 22-23, 2009.07.07)
«Onde está, ò morte, a tua vitória» (1 Cor 15, 55)
A morte foi vencida por Jesus Cristo na Cruz. Com Ele, n’Ele e por Ele, também nós vencemos a morte. Assim abracemos a morte como uma amiga que nos permite aceder, pela graça de Deus, à plenitude da vida.
(jma, sobre Morte 5, 2010.10.26)
Doutrina: CCIC – 563: Como exercer a autoridade nos diferentes âmbitos
da sociedade civil?
CIC – 2234-2237; 2254
A autoridade deve ser exercida, como um serviço, respeitando os direitos fundamentais da pessoa humana, uma justa hierarquia de valores, as leis, a justiça distributiva, e o princípio de subsidiariedade. No exercício da autoridade, cada um deve procurar o interesse da comunidade em vez do próprio e deve inspirar as suas decisões na verdade acerca de Deus, do homem e do mundo.
17/11/2010
Baixo a cabeça, envergonhado!
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Paquistão: mulher cristã é condenada à morte por blasfémia
ISLAMABAD, quinta-feira, 11 de Novembro de 2010 (ZENIT.org) - Asia Bibi, operária agrícola de 37 anos e mãe de duas crianças, é a primeira mulher condenada à morte no Paquistão sob a acusação de blasfémia.
A mulher foi acusada de ter ofendido o islão durante uma discussão no trabalho, na qual algumas mulheres haviam tentado convertê-la, segundo informou a agência AsiaNews.
A sentença, emitida por um tribunal de Punjab no último domingo, refere-se a uma discussão que ocorreu em 2009, na localidade de Ittanwali.
Durante a discussão, frente à insistência das colegas a que renunciasse ao cristianismo, Asia Bibi falou como Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade e perguntou às demais mulheres o que Maomé havia feito por elas.
A norma do código penal paquistanês castiga com a prisão quem ofende o Alcorão e com a morte a quem insulta o profeta Maomé.
As colegas muçulmanas bateram em Asia Bibi e trancaram-na num quarto. Segundo explica a organização caritativa Release International, uma multidão reuniu-se no local e começou a insultar, tanto a ela como aos seus filhos.
A Asia Bibi também foi imposta uma multa equiparável a dois anos e meio do seu salário.
Com relação a esta sentença, o secretário executivo da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Conferência Episcopal do Paquistão, Peter Jacob, declarou à agência Fides que "os cristãos estão sob ataque pelo uso instrumental da lei anti-blasfémia".
"Os casos de falsas acusações são vários e estamos muito preocupados: já foram pelo menos 5 nos dois últimos meses", explicou.
"Infelizmente, não há mudanças à vista: o governo não considera em absoluto uma revisão ou uma abolição da lei - lamentou. E isso é muito grave."
Excertos da notícia da ZENIT
E nós, cristãos portugueses, lamentando-nos que no nosso país a Igreja está a ser atacada, que a nossa vida de cristãos católicos não está fácil e, às vezes, até mesmo chegamos a afirmar que somos perseguidos!
Quantos de nós seriamos capazes de responder como esta cristã paquistanesa quando colocados naquela situação?
Ou responder como este cristão iraquiano:
“Não temos medo da morte, porque Jesus morreu por nós. Claro que choramos, mas são lágrimas de alegria, porque morremos por Deus”. As palavras são de um professor cristão de 32 anos que ficou ferido no ataque à Igreja Siro-Católica de Nossa Senhora da Salvação e ali voltou para a uma celebração, em memória das vítimas.
Poucos com certeza, pois perante a realidade de sermos chamados a votar, (em liberdade e segurança), num referendo sobre o aborto, ou a “lutar”, (em manifestações autorizadas e seguras), pela dignidade da Família e dos valores, optamos por ficar em casa, ou então adaptamos a Doutrina às nossas conveniências, votando em conformidade.
Que testemunho damos nós, cristãos, aos nossos filhos, aos nossos netos, aos jovens deste país?
Poucos ou nenhuns, e para lhes darmos testemunhos de fé, temos de ir buscar exemplos como estes, de mulheres e homens perseguidos por causa do Nome de Jesus Cristo, em países longínquos!
E não lhes cabe a eles, jovens, filhos, netos, perguntar-nos onde estávamos nós quando foi da votação do referendo sobre o aborto, ou que outras “actividades” nos impediram de nos manifestarmos e afirmarmos contra a destruição persistente da Família e dos valores cristãos?
Provavelmente é bem preciso que sejamos perseguidos e condenados em Portugal por sermos cristãos, para ver se saímos da letargia, do “sono dos justos” em que nos deixámos adormecer, e afirmarmos a nossa fé sem medo, sem vergonha, com a convicção daqueles que, como baptizados, são o Povo de Deus.
E não precisamos de nos preocupar com o que havemos de dizer para nos defendermos, porque é o próprio Deus que vem em nosso auxílio:
«Assim, tereis ocasião de dar testemunho. Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa defesa, porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão resistir ou contradizer os vossos adversários.» Lc 21, 13-15
E nada perderemos do que somos como filhos de Deus, tendo apenas como condição a nossa constância na fé:
«Mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. Pela vossa constância é que sereis salvos.» Lc 21, 18-19
Bem nos alertava o Evangelho deste Domingo, e, provavelmente, muitos de nós, (nos quais me incluo), acenámos com a cabeça em concordância, mas foi apenas um gesto, porque a prática e a atitude mantiveram-se iguais ao que até então tinham sido e continuaram a ser.
E por isso mesmo surgem de quando em vez frases como estas, («ao olhar para o passado do PR (Cavaco Silva), vejo que desempenhou a sua missão dentro daquilo que a Constituição lhe permite e também numa linha de defesa dos valores e interesses de todos» - D. Jorge Ortiga), que em vez de nos despertarem para o testemunho, nos adormecem na rotina de uma prática morna e amorfa da fé.
Mas o Senhor diz muito claramente a todos os cristãos do mundo inteiro, bem como a nós, cristãos portugueses:
«Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente. Assim, porque és morno - e não és frio nem quente - vou vomitar-te da minha boca.» Ap 3, 15-16
Monte Real, 16 de Novembro de 2010
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Jornalista Holadesa ameaçada de totura e morte depois de escrever carta contra o aborto
– La periodista pro-vida Mariska Orbán de Haas dice que ha recibido cientos de amenazas de muerte y más de diez amenazas de tortura, luego de la publicación de una carta abierta que ella escribió a una parlamentaria pro-aborto pidiéndole que reconsiderara su posición sobre el tema.
La carta, que fue dirigida a la representante Jeannine Hennis-Plasschaert y publicada en el Nieuwsblad Katholiek (Noticias Católicas), fue escrita en respuesta a la airada reacción de Hennis-Plassschaert después de recibir un modelo de feto, realizado en plástico, por parte del obispo católico Everard de Jong. El obispo había enviado los modelos a Hennis-Plasschaert y a todos los demás miembros de la Cámara de Representantes de Holanda. También incluyó una carta en la que pidió a los representantes que detengan la matanza de los no nacidos frente a las restricciones presupuestarias en vías de ejecución, señalando que desfinanciar las “sangrientas clínicas de aborto” ahorraría dinero y ayudaría a preservar a las generaciones futuras que puedan atender a las personas mayores.
Después que Hennis-Plasschaert calificó como “repugnante” la carta del obispo, Orbán le envió una carta pública, señalando que tanto ella como Hennis-Plasschaert han experimentado el sufrimiento de padecer abortos involuntarios, y que el modelo de feto que ella recibió del obispo De Jong sería bastante parecido a los bebés que ambas perdieron en el momento de su muerte.
“En este sentido”, preguntó Orbán, “¿no es “repugnante” que nuestra sociedad nos permita abortar anualmente más de treinta mil bebés en los Países Bajos?”. Destacó que los niños que mueren por aborto son “exactamente lo mismo que las pequeñas vidas misteriosas que atentamente llevábamos dentro de nosotras”.
La carta, publicada el 27 de octubre, despertó reacciones violentas en la Holanda ampliamente liberal y pro-aborto. Orbán ofreció rápidamente una disculpa pública, pero eso no le impidió recibir una avalancha de respuestas airadas. La periodista francesa Jeanne Smits informa que la carta ha generado 350 mil mensajes en Twitter, y varios sitios web han creado imágenes distorsionadas de su rostro, retratándola como un demonio.
Orbán hace notar que ella nunca había recibido tal respuesta de los lectores, hasta que comenzó a escribir como periodista católica.
“Anteriormente he sobrepasado los límites como periodista en varios temas, pero nunca he tenido que padecer este tipo de reacción”, dijo Orbán. “Si escribes algo sobre la fe católica, entonces la gente reacciona con una fuerza formidable”.
Agregó que ella escucha “que muchos liberales dicen que la libertad de expresión es muy importante, pero si usted tiene puntos de vista católicos es obviamente diferente”. (DEN BOSCH, Holanda, 16 de noviembre 2010 (Notifam)
Versión original en inglés en http://www.lifesitenews.com/ ldn/2010/nov/10111511.html
Bom Dia! 49
Com Deus não é assim.
Basta-lhe o arrependimento sentido, verdadeiro, contrito e a disposição de não tornar a cometer a mesma falta.
Conclui-se, sem esforço, que tentar imitar Deus a conceder perdão é muito mais valioso e importante que seguir o caminho de César.
Há uma atitude deveras estranha que é a que por vezes se ouve:
“Eu, perdoar, perdoo, mas não esqueço!”
O que quer isto dizer de facto?
Realmente, o que quer dizer é o que o perdão, neste caso, é algo apenas formal, subjectivo, e não uma intenção objectiva. É, em suma, uma contradição. Como se no tal “registo” se escrevesse à frente da descrição da ofensa: “Perdoado”, como faria César, em vez de, pura e simplesmente, anular o “registo” que é como Deus procede.
Dar a Deus é também dar aos outros daquilo que de Deus recebemos. Concretamente – dar – porque de Deus, recebemos gratuitamente, não nos sendo lícito, portanto, cobrar seja o que for, ou mesmo a expectativa de recompensa. Tem de ser algo tão natural, simples, e, dir-se-ia, automático que se torne numa atitude corrente e habitual.
É por isso que, como já vimos antes, a solidariedade social, é de facto um acto, simultaneamente, de dar a César e dar a Deus.
Dar a César porque lhe corresponde a função de distribuir equitativamente os bens de que dispõe, não favorecendo uns em detrimento de outros e, só o poderá fazer, se nós cumprirmos a nossa parte dando do que temos e, não só, dispondo do que eventualmente tenhamos a mais.
Para ver desde o início, clicar aqui: http://sextodosnove-ontiano.blogspot.com/
Textos de Reflexão para 17 de Novembro
Evangelho: Lc 19, 11-28
11 Estando eles a ouvir estas coisas, Jesus acrescentou uma parábola, por estar perto de Jerusalém e porque julgavam que o reino de Deus se havia de manifestar em breve. 12 Disse pois: «Um homem nobre foi para um país distante tomar posse de um reino, para depois voltar. 13 Chamando dez dos seus servos, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai com elas até eu voltar. 14 Mas os seus concidadãos aborreciam-no e enviaram atrás dele deputados encarregados de dizer: Não queremos que este reine sobre nós . 15 «Quando ele voltou, depois de ter tomado posse do reino, mandou chamar aqueles servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber quanto tinha lucrado cada um.16 Veio o primeiro e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez minas.17 Ele disse-lhe: Está bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, serás governador de dez cidades. 18 Veio o segundo e disse: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas. 19 Respondeu-lhe: Sê tu também governador de cinco cidades. 20 Veio depois o outro e disse: Senhor, eis a tua mina que guardei embrulhada num lenço, 21 porque tive medo de ti, que és um homem austero, que tiras donde não puseste e recolhes o que não semeaste. 22 Disse-lhe o senhor: Servo mau, pela tua mesma boca te julgo. Sabias que eu sou um homem austero, que tiro donde não pus e recolho o que não semeei; 23 então, porque não puseste o meu dinheiro num banco, para que, quando eu viesse, o recebesse com os juros? 24 Depois disse aos que estavam presentes: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem dez. 25 Eles responderam-lhe: Senhor, ele já tem dez. 26 Pois eu vos digo que àquele que tiver, se lhe dará; mas àquele que não tem, ainda mesmo o que tem lhe será tirado. 27 Quanto, porém, àqueles meus inimigos, que não quiseram que eu fosse seu rei, trazei-os aqui e degolai-os na minha presença!». 28 Dito isto, ia Jesus adiante, subindo para Jerusalém.
Comentário:
“Senhor, eis aqui o teu talento, que enterrei.” Que ocupação escolherá este homem, agora que abandonou o seu instrumento de trabalho? Tendo decidido irresponsavelmente optar pela comodidade de devolver só o que lhe entregaram, dedicar-se-á a matar o tempo: os minutos, as horas, os dias, os meses, os anos, a vida! Os outros afadigam-se, negoceiam, empenham-se nobremente em restituir mais do que receberam – o legítimo fruto, aliás, porque a recomendação foi muito concreta: “Negociai até que eu volte”, encarregai-vos deste trabalho para conseguirdes algum lucro, até que o dono regresse. Pois este não; este inutiliza a sua existência.
Que pena viver tendo como ocupação matar o tempo, que é um tesouro de Deus! Não há desculpas para justificar essa actuação. Adverte São João Crisóstomo: “Que ninguém diga: só tenho um talento, não posso ganhar coisa alguma. Também com um só talento podes agir de modo meritório.” Que tristeza não tirar partido, autêntico rendimento, de todas as faculdades, poucas ou muitas, que Deus concede ao homem para que se dedique a servir as almas e a sociedade! Quando, por egoísmo, o cristão se retrai, se esconde, se despreocupa, numa palavra, quando mata o tempo, coloca-se em perigo de matar o Céu. Quem ama a Deus, não entrega só o que tem, o que é, ao serviço de Deus: dá-se a si mesmo.
(São Josemaria, Homilia “O tesouro do tempo” em Amigos de Deus)
A a visão de Deus preenche todas as necessidades da alma de tal forma completa e absolutamente que não há lugar para mais nada a não ser adorar a Deus continuamente.
(ama, comentário sobre Paraíso 3, 2010.10.20)
Doutrina: CCIC – 562: Os laços familiares são um bem absoluto?
CIC – 2232-2233
Os laços familiares são importantes mas não absolutos, porque a primeira vocação do cristão é seguir Jesus, amando-o: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; quem ama a filha ou o filho mais do que a Mim não é digno de Mim» (Mt 10,37). Os pais devem, com alegria, ajudar os filhos no seguimento de Jesus, em todos os estados de vida, mesmo na vida consagrada ou no ministério sacerdotal.
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