17/11/2010

Baixo a cabeça, envergonhado!

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Paquistão: mulher cristã é condenada à morte por blasfémia

ISLAMABAD, quinta-feira, 11 de Novembro de 2010 (ZENIT.org) - Asia Bibi, operária agrícola de 37 anos e mãe de duas crianças, é a primeira mulher condenada à morte no Paquistão sob a acusação de blasfémia.
A mulher foi acusada de ter ofendido o islão durante uma discussão no trabalho, na qual algumas mulheres haviam tentado convertê-la, segundo informou a agência AsiaNews.
A sentença, emitida por um tribunal de Punjab no último domingo, refere-se a uma discussão que ocorreu em 2009, na localidade de Ittanwali.
Durante a discussão, frente à insistência das colegas a que renunciasse ao cristianismo, Asia Bibi falou como Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade e perguntou às demais mulheres o que Maomé havia feito por elas.
A norma do código penal paquistanês castiga com a prisão quem ofende o Alcorão e com a morte a quem insulta o profeta Maomé.
As colegas muçulmanas bateram em Asia Bibi e trancaram-na num quarto. Segundo explica a organização caritativa Release International, uma multidão reuniu-se no local e começou a insultar, tanto a ela como aos seus filhos.
A Asia Bibi também foi imposta uma multa equiparável a dois anos e meio do seu salário.
Com relação a esta sentença, o secretário executivo da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Conferência Episcopal do Paquistão, Peter Jacob, declarou à agência Fides que "os cristãos estão sob ataque pelo uso instrumental da lei anti-blasfémia".
"Os casos de falsas acusações são vários e estamos muito preocupados: já foram pelo menos 5 nos dois últimos meses", explicou.
"Infelizmente, não há mudanças à vista: o governo não considera em absoluto uma revisão ou uma abolição da lei - lamentou. E isso é muito grave."

Excertos da notícia da ZENIT



E nós, cristãos portugueses, lamentando-nos que no nosso país a Igreja está a ser atacada, que a nossa vida de cristãos católicos não está fácil e, às vezes, até mesmo chegamos a afirmar que somos perseguidos!

Quantos de nós seriamos capazes de responder como esta cristã paquistanesa quando colocados naquela situação?

Ou responder como este cristão iraquiano:
“Não temos medo da morte, porque Jesus morreu por nós. Claro que choramos, mas são lágrimas de alegria, porque morremos por Deus”. As palavras são de um professor cristão de 32 anos que ficou ferido no ataque à Igreja Siro-Católica de Nossa Senhora da Salvação e ali voltou para a uma celebração, em memória das vítimas.

Poucos com certeza, pois perante a realidade de sermos chamados a votar, (em liberdade e segurança), num referendo sobre o aborto, ou a “lutar”, (em manifestações autorizadas e seguras), pela dignidade da Família e dos valores, optamos por ficar em casa, ou então adaptamos a Doutrina às nossas conveniências, votando em conformidade.

Que testemunho damos nós, cristãos, aos nossos filhos, aos nossos netos, aos jovens deste país?

Poucos ou nenhuns, e para lhes darmos testemunhos de fé, temos de ir buscar exemplos como estes, de mulheres e homens perseguidos por causa do Nome de Jesus Cristo, em países longínquos!

E não lhes cabe a eles, jovens, filhos, netos, perguntar-nos onde estávamos nós quando foi da votação do referendo sobre o aborto, ou que outras “actividades” nos impediram de nos manifestarmos e afirmarmos contra a destruição persistente da Família e dos valores cristãos?

Provavelmente é bem preciso que sejamos perseguidos e condenados em Portugal por sermos cristãos, para ver se saímos da letargia, do “sono dos justos” em que nos deixámos adormecer, e afirmarmos a nossa fé sem medo, sem vergonha, com a convicção daqueles que, como baptizados, são o Povo de Deus.

E não precisamos de nos preocupar com o que havemos de dizer para nos defendermos, porque é o próprio Deus que vem em nosso auxílio:
«Assim, tereis ocasião de dar testemunho. Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa defesa, porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão resistir ou contradizer os vossos adversários.» Lc 21, 13-15

E nada perderemos do que somos como filhos de Deus, tendo apenas como condição a nossa constância na fé:
«Mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. Pela vossa constância é que sereis salvos.» Lc 21, 18-19

Bem nos alertava o Evangelho deste Domingo, e, provavelmente, muitos de nós, (nos quais me incluo), acenámos com a cabeça em concordância, mas foi apenas um gesto, porque a prática e a atitude mantiveram-se iguais ao que até então tinham sido e continuaram a ser.

E por isso mesmo surgem de quando em vez frases como estas, («ao olhar para o passado do PR (Cavaco Silva), vejo que desempenhou a sua missão dentro daquilo que a Constituição lhe permite e também numa linha de defesa dos valores e interesses de todos» - D. Jorge Ortiga), que em vez de nos despertarem para o testemunho, nos adormecem na rotina de uma prática morna e amorfa da fé.

Mas o Senhor diz muito claramente a todos os cristãos do mundo inteiro, bem como a nós, cristãos portugueses:
«Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente. Assim, porque és morno - e não és frio nem quente - vou vomitar-te da minha boca.» Ap 3, 15-16


Monte Real, 16 de Novembro de 2010
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Jornalista Holadesa ameaçada de totura e morte depois de escrever carta contra o aborto

 – La periodista pro-vida Mariska Orbán de Haas dice que ha recibido cientos de amenazas de muerte y más de diez amenazas de tortura, luego de la publicación de una carta abierta que ella escribió a una parlamentaria pro-aborto pidiéndole que reconsiderara su posición sobre el tema.
La carta, que fue dirigida a la representante Jeannine Hennis-Plasschaert y publicada en el Nieuwsblad Katholiek (Noticias Católicas), fue escrita en respuesta a la airada reacción de Hennis-Plassschaert después de recibir un modelo de feto, realizado en plástico, por parte del obispo católico Everard de Jong. El obispo había enviado los modelos a Hennis-Plasschaert y a todos los demás miembros de la Cámara de Representantes de Holanda. También incluyó una carta en la que pidió a los representantes que detengan la matanza de los no nacidos frente a las restricciones presupuestarias en vías de ejecución, señalando que desfinanciar las “sangrientas clínicas de aborto” ahorraría dinero y ayudaría a preservar a las generaciones futuras que puedan atender a las personas mayores.
Después que Hennis-Plasschaert calificó como “repugnante” la carta del obispo, Orbán le envió una carta pública, señalando que tanto ella como Hennis-Plasschaert han experimentado el sufrimiento de padecer abortos involuntarios, y que el modelo de feto que ella recibió del obispo De Jong sería bastante parecido a los bebés que ambas perdieron en el momento de su muerte.
“En este sentido”, preguntó Orbán, “¿no es “repugnante” que nuestra sociedad nos permita abortar anualmente más de treinta mil bebés en los Países Bajos?”. Destacó que los niños que mueren por aborto son “exactamente lo mismo que las pequeñas vidas misteriosas que atentamente llevábamos dentro de nosotras”.
La carta, publicada el 27 de octubre, despertó reacciones violentas en la Holanda ampliamente liberal y pro-aborto. Orbán ofreció rápidamente una disculpa pública, pero eso no le impidió recibir una avalancha de respuestas airadas. La periodista francesa Jeanne Smits informa que la carta ha generado 350 mil mensajes en Twitter, y varios sitios web han creado imágenes distorsionadas de su rostro, retratándola como un demonio.
Orbán hace notar que ella nunca había recibido tal respuesta de los lectores, hasta que comenzó a escribir como periodista católica.
“Anteriormente he sobrepasado los límites como periodista en varios temas, pero nunca he tenido que padecer este tipo de reacción”, dijo Orbán. “Si escribes algo sobre la fe católica, entonces la gente reacciona con una fuerza formidable”.
Agregó que ella escucha “que muchos liberales dicen que la libertad de expresión es muy importante, pero si usted tiene puntos de vista católicos es obviamente diferente”. (DEN BOSCH, Holanda, 16 de noviembre 2010 (Notifam)

Bom Dia! 49



Com Deus não é assim.


Basta-lhe o arrependimento sentido, verdadeiro, contrito e a disposição de não tornar a cometer a mesma falta.

Conclui-se, sem esforço, que tentar imitar Deus a conceder perdão é muito mais valioso e importante que seguir o caminho de César.

Há uma atitude deveras estranha que é a que por vezes se ouve:

“Eu, perdoar, perdoo, mas não esqueço!”

O que quer isto dizer de facto?

Realmente, o que quer dizer é o que o perdão, neste caso, é algo apenas formal, subjectivo, e não uma intenção objectiva. É, em suma, uma contradição. Como se no tal “registo” se escrevesse à frente da descrição da ofensa: “Perdoado”, como faria César, em vez de, pura e simplesmente, anular o “registo” que é como Deus procede.

Dar a Deus é também dar aos outros daquilo que de Deus recebemos. Concretamente – dar – porque de Deus, recebemos gratuitamente, não nos sendo lícito, portanto, cobrar seja o que for, ou mesmo a expectativa de recompensa. Tem de ser algo tão natural, simples, e, dir-se-ia, automático que se torne numa atitude corrente e habitual.
É por isso que, como já vimos antes, a solidariedade social, é de facto um acto, simultaneamente, de dar a César e dar a Deus.

Dar a César porque lhe corresponde a função de distribuir equitativamente os bens de que dispõe, não favorecendo uns em detrimento de outros e, só o poderá fazer, se nós cumprirmos a nossa parte dando do que temos e, não só, dispondo do que eventualmente tenhamos a mais.

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Textos de Reflexão para 17 de Novembro

 Quarta 17 Nov

Evangelho: Lc 19, 11-28

11 Estando eles a ouvir estas coisas, Jesus acrescentou uma parábola, por estar perto de Jerusalém e porque julgavam que o reino de Deus se havia de manifestar em breve. 12 Disse pois: «Um homem nobre foi para um país distante tomar posse de um reino, para depois voltar. 13 Chamando dez dos seus servos, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai com elas até eu voltar. 14 Mas os seus concidadãos aborreciam-no e enviaram atrás dele deputados encarregados de dizer: Não queremos que este reine sobre nós . 15 «Quando ele voltou, depois de ter tomado posse do reino, mandou chamar aqueles servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber quanto tinha lucrado cada um.16 Veio o primeiro e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez minas.17 Ele disse-lhe: Está bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, serás governador de dez cidades. 18 Veio o segundo e disse: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas. 19 Respondeu-lhe: Sê tu também governador de cinco cidades. 20 Veio depois o outro e disse: Senhor, eis a tua mina que guardei embrulhada num lenço, 21 porque tive medo de ti, que és um homem austero, que tiras donde não puseste e recolhes o que não semeaste. 22 Disse-lhe o senhor: Servo mau, pela tua mesma boca te julgo. Sabias que eu sou um homem austero, que tiro donde não pus e recolho o que não semeei; 23 então, porque não puseste o meu dinheiro num banco, para que, quando eu viesse, o recebesse com os juros? 24 Depois disse aos que estavam presentes: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem dez. 25 Eles responderam-lhe: Senhor, ele já tem dez. 26 Pois eu vos digo que àquele que tiver, se lhe dará; mas àquele que não tem, ainda mesmo o que tem lhe será tirado. 27 Quanto, porém, àqueles meus inimigos, que não quiseram que eu fosse seu rei, trazei-os aqui e degolai-os na minha presença!». 28 Dito isto, ia Jesus adiante, subindo para Jerusalém.

Comentário:

“Senhor, eis aqui o teu talento, que enterrei.” Que ocupação escolherá este homem, agora que abandonou o seu instrumento de trabalho? Tendo decidido irresponsavelmente optar pela comodidade de devolver só o que lhe entregaram, dedicar-se-á a matar o tempo: os minutos, as horas, os dias, os meses, os anos, a vida! Os outros afadigam-se, negoceiam, empenham-se nobremente em restituir mais do que receberam – o legítimo fruto, aliás, porque a recomendação foi muito concreta: “Negociai até que eu volte”, encarregai-vos deste trabalho para conseguirdes algum lucro, até que o dono regresse. Pois este não; este inutiliza a sua existência.
Que pena viver tendo como ocupação matar o tempo, que é um tesouro de Deus! Não há desculpas para justificar essa actuação. Adverte São João Crisóstomo: “Que ninguém diga: só tenho um talento, não posso ganhar coisa alguma. Também com um só talento podes agir de modo meritório.” Que tristeza não tirar partido, autêntico rendimento, de todas as faculdades, poucas ou muitas, que Deus concede ao homem para que se dedique a servir as almas e a sociedade! Quando, por egoísmo, o cristão se retrai, se esconde, se despreocupa, numa palavra, quando mata o tempo, coloca-se em perigo de matar o Céu. Quem ama a Deus, não entrega só o que tem, o que é, ao serviço de Deus: dá-se a si mesmo. 

(São Josemaria, Homilia “O tesouro do tempo” em Amigos de Deus)

Tema: Novíssimos - Paraíso 4

O que se faz no Paraíso?
A a visão de Deus preenche todas as necessidades da alma de tal forma completa e absolutamente que não há lugar para mais nada a não ser adorar a Deus continuamente.

(ama, comentário sobre Paraíso 3, 2010.10.20)

Doutrina: CCIC – 562: Os laços familiares são um bem absoluto?
                   CIC – 2232-2233

Os laços familiares são importantes mas não absolutos, porque a primeira vocação do cristão é seguir Jesus, amando-o: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; quem ama a filha ou o filho mais do que a Mim não é digno de Mim» (Mt 10,37). Os pais devem, com alegria, ajudar os filhos no seguimento de Jesus, em todos os estados de vida, mesmo na vida consagrada ou no ministério sacerdotal.

Tema para breve reflexão - 2010.11.17

Tristeza 1
A tristeza é uma evidente manifestação do amor-próprio que corta as pelas raízes a fé e o abandono.
(Tadeus Dajczer, Meditações sobre a Fé, Paulus, 4ª Ed., pg. 89)

16/11/2010

Liberation—or deprivation?

the legalisation of same-sex marriage means that children will grow up without mothers or without fathers. This is progress?

Gays are not second-class citizens but a gay man certainly makes a second-class mother. Two lesbian women may be model citizens, but neither of them can be a Dad to a little boy. The most serious objection to gay marriage is that it means gay parenting, and gay parenting means depriving a child of either his mother or his father. The gay marriage debate, at its heart, is not about the rights and needs of the adults, but of the child.
There are already tragic situations where a child is deprived of a mother or a father – such as the death or desertion of a parent. Some broken families reform as a homosexual household, and nothing can or should be done about that. But such tragedy and brokenness should not be wilfully inflicted on a child by the law of the land.
A child needs at least the chance of a Mum and a Dad in her life, and same-sex marriage makes that impossible. This violation of the fundamental right and profound emotional need of a child means – from the child’s perspective – that gay marriage is deprivation, not liberation. 
Marriage is a compound right and includes the legal right to obtain children by adoption or surrogacy. The normalising of same-sex marriage means that gay couples will have equal standing with male-female couples for adopting children. The “marriage” of two women would deprive an adopted boy of his role model for being a man, and the “marriage” of two men would deprive a growing girl of a mother to learn from and confide in.
The sentimental claptrap that passes for debate on gay marriage would have disgusted even that old atheist philosopher, Bertrand Russell. Sentimental people speak of marriage as a right to a romantic ceremony, a right to have one’s deep personal commitments confirmed by society. Although Russell’s four marriages did not exactly make him an expert on the topic, he did have at least one good insight. He understood that society has no interest in passing laws about people’s private affairs – whether gay or straight - and that the primary reason for the public contract of marriage throughout history has been to bind the man to the woman for the long task of rearing their children. As he wrote in Marriage and Morals, “It is through children alone that sexual relations become of importance to society, and worthy to be taken cognizance of by a legal institution.”
Homosexual relations do not give rise to children, so such relations are of no institutional importance to society.
The biological triple-bond of man and woman and child is nature’s foundation for human life – as with other mammals – not a social fad to be cut to shape according to political whim. It is beyond the power of any parliament to repeal nature and equate same-sex relationships with the inherently male-female project of family formation.
Yet inner-city Greens and muddled MPs are so out of touch with nature that they think abolishing a mother will be of no consequence to the emotional development of the human cub.
They are wrong, and any such legislation would be moral vandalism. They are also going against common sense, with 86 percent of Australians affirming that ideally children should be raised by their own mother and father, according to a 2009 Galaxy poll. Opposition to gay marriage is all about the child, and no parliament has the right to impose a motherless life on a little child. (by Mercator Net)

Dr David van Gend is a Toowoomba doctor and a committee member of the Family Council of Queensland. This article was first published in the Brisbane Courier Mail on November 16

Bom Dia! 48



O perdão, de facto liberta-os de um peso, por vezes quase insuportável, e que, podemos ter a tentação de arrastar indefinidamente mantendo o tal “registo” que anteriormente se anotou.


Outra atitude prudente e séria é considerar se, também nós, não fazemos o mesmo, isto é, não ofendemos ninguém propositadamente ou sem querer e nem sequer nos preocupamos em pedir perdão.

É que, como se compreende no Pai-Nosso, o perdão tem duas “viagens”, uma dos outros para nós e outra de nós para os outros.
É sempre recíproco e só assim é verdadeiro e válido.

Os seres humanos têm a garantia de que Deus nos perdoa sempre que lho peçamos com verdadeiro arrependimento, esta garantia foi Ele próprio quem no-la deu. Porque, então, não assumir a mesma posição perante o nosso próximo e perdoá-lo tal como Deus nos perdoa, tanto mais que, sendo desmesuradamente diferente a ofensa feita a Deus pelos homens da ofensa feita pelos homens a outros homens, não se entende muito bem como seja possível não atender a esta verdade.

Dar a Deus é também, perdoar, dissemos anteriormente e, realmente, nada melhor Lhe podemos dar já que Ele nos retribui com o Seu próprio perdão.

Já quando se trata de César, não é bem assim.

O perdão de César, ao contrário do perdão de Deus que é gratuito, tem um preço que se tenta, seja regulado conforme o cariz e gravidade da ofensa.  É avaliado, com rigor, o teor da ofensa, as circunstâncias, a estatura pessoal e social de quem a comete, tal como as do ofendido, e, por vezes, mesmo que este tenha concedido o seu perdão ao ofensor, César, insiste numa pena a cumprir.

E porquê?

Porque a ofensa pode – e é em muitos casos – um caso social, isto é, causa um mal à sociedade e, neste caso, é aceitável que o perdão tenha condições.

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Tema para breve reflexão - 2010.11.16

Teologia

A teologia é a ciência acerca de Deus, enquanto o conhecemos pela fé mediante a luz da revelação. É um conhecimento que se baseia na fé e que, ao mesmo tempo, é uma ciência, um esforço racional para entender mais profundamente os mistérios revelados. É «a fé que procura entender, como dizia Santo Anselmo: é o conhecimento que surge da fé que procura uma maior compreensão dos mistérios revelados.

 (Vicente Ferrer BARRIENDOS, Jesucristo nuestro salvador, cap. 1, 4. A, trad ama).

Textos de Reflexão para 16 de Novembro

Terça 16 Nov
  
Evangelho: Lc 19, 1-10

1 Tendo entrado em Jericó, atravessava a cidade. 2 Eis que um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos e rico, 3 procurava conhecer de vista Jesus, mas não podia por causa da multidão, porque era pequeno de estatura. 4 Correndo adiante, subiu a um sicómoro para O ver, porque havia de passar por ali. 5 Quando chegou Jesus àquele lugar, levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, porque convém que Eu fique hoje em tua casa». 6 Ele desceu a toda a pressa, e recebeu-O alegremente. 7 Vendo isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa de um homem pecador». 8 Entretanto, Zaqueu, de pé diante do Senhor, disse-Lhe: «Eis, Senhor, que dou aos pobres metade dos meus bens e, naquilo em que tiver defraudado alguém, restituir-lhe-ei o quádruplo». 9 Jesus disse-lhe: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque este também é filho de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido».

Comentário:

A verdadeira “chave” deste trecho do Evangelho reside exactamente no último versículo: «Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido».
Sem a presença de Jesus, Zaqueu, continuaria perdido para a Vida, para o Reino. Esta presença, constante, permanente na vida dos seres humanos é real e verdadeira porque Jesus continua à procura dos que precisam de ser encontrados e salvos. È também este o papel de todos os baptizados, levar a Jesus todos os homens com quem nos cruzamos na nossa vida corrente, sobretudo aqueles que, seja porque motivo for, parecem não dar pela Sua presença ou voluntariamente a ignoram. Para tal, sigamos o exemplo de Zaqueu e deixemos de lado qualquer hesitação motivada pelos respeitos humanos. A nossa missão, se a não fizermos, provavelmente ficará por fazer porque, cada um, tem uma missão própria que o Senhor lhe atribui e da qual terá de dar contas. 

(ama, comentário sobre Lc 19, 1-10, 2010.10.22)

Tema: Novíssimos - Inferno 4

Ser condenado ao Inferno não é, de facto, uma exactidão. O homem condena-se a si mesmo quando, voluntariamente, se afasta de Deus. Deste modo, Jesus Cristo não fará mais que confirmar essa opção. 

(ama, comentário sobre Inferno 3, 2010.10.22)

 Doutrina: CCIC – 561:  Como é que os pais educam os filhos na fé cristã?
                    CIC -  2252-2253

Principalmente com o exemplo, a oração, a catequese familiar e a participação na vida eclesial.

15/11/2010

LITURGIA DAS HORAS

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IV. QUEM CELEBRA A LITURGIA DAS HORAS



a) Celebração comunitária

20. A Liturgia das Horas, tal como as demais acções litúrgicas, não é acção privada, mas pertence a todo o corpo da Igreja, manifesta-o e afecta-o.91 O carácter eclesial da celebração aparece-nos com toda a sua clareza – e, por isso mesmo, é sumamente recomendável – quando realizada, com a presença do próprio Bispo rodeado dos seus presbíteros e restantes ministros,92 por uma Igreja particular, «na qual está presente e operante a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica».93 Esta celebração, quando levada a efeito, mesmo sem a presença do Bispo, por um cabido de cónegos ou por outros presbíteros, far-se-á sempre atendendo à verdade das Horas e, tanto quanto possível, com a participação do povo. O mesmo se diga dos cabidos das colegiadas.

21. As outras assembleias de fiéis, entre as quais há que destacar as paróquias como células da diocese, localmente constituídas sob a presidência dum pastor como substituto do Bispo, e que «dalgum modo representam a Igreja visível estabelecida por toda a terra»,94 celebrem as Horas principais, quanto possível, na igreja e em forma comunitária.

22. Sempre que os fiéis são convocados e se reúnem para celebrar a Liturgia das Horas, pela união das vozes e dos corações manifestam a Igreja que celebra o mistério de Cristo.95

23. É função daqueles que receberam as ordens sacras ou foram investidos dalguma especial missão canónica 96 organizar e dirigir a oração da comunidade. «Devem, por isso, esforçar-se para que todos aqueles que estão entregues aos seus cuidados sejam unânimes na oração».97 Procurarão convidar os fiéis e formá-los mediante uma catequese adequada para a celebração comunitária das partes mais importantes da Liturgia das Horas, mormente nos domingos e festas.98 Hão-de ensiná-los a fazer desta participação uma oração autêntica.99 Para isso, terão que os ajudar, através duma formação apropriada, a penetrar no sentido cristão dos salmos, por forma a serem levados, pouco a pouco, a saborear e utilizar mais amplamente a oração da Igreja.100

24. As comunidades de cónegos, de monges, de monjas e de outros religiosos, que, por força da Regra ou das Constituições, celebram integral ou parcialmente a Liturgia das Horas, quer segundo o rito comum quer segundo o seu rito particular, representam a Igreja orante dum modo muito especial. Estas comunidades reproduzem de uma forma mais completa a imagem da Igreja a cantar ininterruptamente, numa só voz, os louvores divinos; além disso, cumprem também o dever de «trabalhar», antes de mais pela oração, «para a edificação e crescimento de todo o Corpo Místico de Cristo e para o bem das igrejas particulares».101 Isto se aplica de modo especial aos que se entregam à vida contemplativa.

25. Os ministros sagrados e todos os clérigos não obrigados por outro título à celebração comunitária, quando vivam em comunidade ou se encontrem juntos, procurem celebrar em comum pelo menos algumas das partes da Liturgia das Horas, mormente Laudes pela manhã e Vésperas à tarde.102

26. Aos religiosos de ambos os sexos não obrigados à celebração comunitária e aos membros de qualquer Instituto de perfeição, recomenda-se encarecidamente que se reúnam em comum, ou entre si ou juntamente com o povo, para celebrar a Liturgia das Horas ou alguma parte da mesma.

27. Os grupos de leigos, onde quer que se encontrem reunidos, seja qual for o motivo destas reuniões — oração, apostolado ou outro motivo — são igualmente convidados a desempenhar esta função da Igreja,103 celebrando alguma parte da Liturgia das Horas. Importa, de facto, que aprendam acima de tudo a adorar a Deus Pai em espírito e verdade 104 na acção litúrgica, e se lembrem que, através do culto público e da oração, eles podem atingir todos os homens e contribuir muito para a salvação do mundo inteiro.105 Convém, finalmente, que a família, qual santuário doméstico da Igreja, não se contente com a oração feita em comum, mas, dentro das suas possibilidades, procure inserir-se mais intimamente na Igreja, com a recitação dalguma parte da Liturgia das Horas.106


91 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 26.
92 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 41.
93 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Christus Dominus, n. 11.
94 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 42: cf. Decr.
Apostolicam Actuositatem, n. 10.
95 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 26 e 84.
96 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Ad gentes, n. 17.
97 Conc. Vat. II, Decr. Christus Dominus, n. 15.
98 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 100.
99 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum Ordinis, n. 5.
100 Cf. infra, nn. 100-109.
101 Conc. Vat. II, Decr. Christus Dominus, n. 33; cf. Decr. Perfectae
Caritatis, nn. 6. 7. 15; cf. Decr. Ad gentes, n. 15.
102 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 99
103 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 100.
104 Cf. Jo 4, 23.
105 Cf. Conc. Vat. II, Decl. Gravissimum educationis, n. 2: Decr.
Apostolicam Actuositatem, n. 16.
106 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Apostolicam Actuositatem, n. 11.


Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
(continua)
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Bom Dia! 47



A maior parte das vezes, são estas as situações que de facto ocorrem, e, não tendo importância nenhuma, não temos que as ter em conta ou preocupar-nos com elas.


Mas, é evidente que a ofensa existe e que, existindo, magoa, fere, condiciona o nosso relacionamento.

Tratemos de uma ofensa grave como, por exemplo, alguém que disse algo a nosso respeito que, além de não ser verdade, lesa a nossa honestidade, honra ou, simplesmente, o nosso direito, comum a todos os homens, ao bom nome.
Qual, neste caso, a nossa atitude?

“Não sou nenhum santo” é frequente dizer-se.

Esta posição é totalmente descabida porque a nossa obrigação é, de facto, sê-lo.

Ninguém pode ser santo aos bocados, com intervalos ou conforme as circunstâncias.
Tal como ser honesto, ou se é ou não se é, não importando para nada nem a ocasião ou a coisa em si.

Provavelmente, a melhor atitude, talvez seja a de considerar, tal como aconselha um destacadíssimo condutor de almas: Coitado, disse isto de mim porque não me conhece bem, se realmente me conhecesse diria muito pior!

Neste momento, no nosso íntimo já concedemos o perdão e, a ofensa é esquecida.

Esta atitude não tem que ver com o nosso direito ao esclarecimento da coisa e, por exemplo, pedir explicações ao próprio sobre o que disse ou fez que nos caiu mal.

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Tema para breve reflexão - 2010.11.15

Tentação

O núcleo de toda a tentação: remover Deus, o Qual, face a tudo o que na nossa vida se apresenta mais urgente, parece secundário. Pôr ordem no mundo sozinhos, sem Deus, contar apenas com as próprias capacidades, reconhecer como verdadeiras apenas as realidades políticas e materiais e deixar de lado Deus como uma ilusão, tal é a tentação que de múltiplas formas nos ameaça.
Faz parte da natureza da tentação a sua aparência moral: não nos convida directamente a realizar o mal, seria demasiado grosseiro. Finge que indica o melhor: abandonar finalmente as ilusões e empregar eficazmente as nossas forças para melhorar o mundo. Além disso, apresenta-se com a pretensão do verdadeiro realismo. O real é o que se constata: poder e pão. Comparadas com isto, as coisas de Deus aparecem irreais, um mundo secundário de que verdadeiramente não há necessidade.

 (Cf. Bento XVI, Jesus de Nazaré, Cap. II.)

Textos de Reflexão para 15 de Novembro

Segunda 15 Nov

Evangelho: Lc 18, 35-43
35 Sucedeu que, aproximando-se eles de Jericó, estava sentado à beira da estrada um cego a pedir esmola. 36 Ouvindo a multidão que passava, perguntou que era aquilo. 37 Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. 38 Então ele clamou: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!». 39 Os que iam adiante repreendiam-no para que se calasse. Porém, ele, cada vez gritava mais: «Filho de David, tem piedade de mim!». 40 Jesus, parando, mandou que Lho trouxessem. Quando ele chegou, interrogou-o: 41 «Que queres que te faça?». Ele respondeu: «Senhor, que eu veja». 42 Jesus disse-lhe: «Vê; a tua fé te salvou». 43 Imediatamente, recuperou a vista, e foi-O seguindo, glorificando a Deus. Todo o povo, vendo isto, deu louvores a Deus.
Meditação:

Tal como Bartimeu, Senhor, que eu não me cale, não descanse enquanto Tu não parares ao pé de mim e me fizeres a graça de me dar a vista. Sim Senhor, que eu veja a verdade da minha vida, que descortine com exactidão todos nos pormenores e mais pequenos detalhes que possam denunciar falta de unidade de vida.
Domine, ut videam! 

(AMA, Meditação sobre Lc 18, 35-43, Maio 2002)

Tema: Novíssimos - Juízo 4

A alma tem “direito” a advogado neste Juízo?
Sim tem. O Anjo da Guarda acompanhará a nossa alma até ao último momento, ou seja, a sentença final. Tratará de realçar as boas obras que, em vida levámos a cabo, e, ao mesmo tempo, encontrar as atenuantes para os actos maus que tenhamos praticado. Convém muito, portanto, termos uma devoção prática e constante ao nosso Anjo da Guarda, invocando o seu auxílio para nos mantermos no bom caminho. 

(ama, comentário sobre Juízo 3, 2010.10.22)

Doutrina: CCIC – 560:  Quais os deveres dos pais para com os filhos?
                   CIC 2252 – 2253

Os pais, participantes da paternidade divina, são os primeiros responsáveis da educação dos filhos e os primeiros anunciadores da fé. Têm o dever de amar e respeitar os filhos como pessoas e filhos de Deus e, dentro do possível, de prover às suas necessidades materiais e espirituais, escolhendo para eles uma escola adequada e ajudando-os com prudentes conselhos na escolha da profissão e do estado de vida. Em particular, têm a missão de educá-los na fé cristã.

Festa: Santo Alberto Magno

                                                                                                                                                              Nota Histórica 
Nasceu em Lauingen, junto do Danúbio (Alemanha), cerca do ano 1206. Fez os seus estudos em Pádua e em Paris. Entrou na Ordem dos Pregadores e exerceu o magistério em vários lugares com grande competência. Ordenado bispo de Ratisbona, pôs todo o seu empenho em estabelecer a paz entre os povos e cidades. É autor de muitas e importantes obras, tanto de cultura sagrada como profana. Morreu em Colónia no ano 1280.