24/10/2010

Bom Dia! Outubro 24, 2010


À medida que os obstáculos vão sendo removidos, surgem novas arestas a limar, contornos a definir, emoções a estabilizar.
Evidentemente que tem a ver com a estreita ligação com Deus porque a consciência leva a orientar-se a vida de forma a agradar-lhe em tudo e num desejo de satisfazer a Sua vontade nas coisas pequenas como nas grandes.

O pensador, a pessoa que por feitio ou profissão está em permanente evolução de pensamento se não orienta esta acção para Deus fica-se sempre muito aquém de uma satisfação completa.
Trata-se de insistir nos pequenos vencimentos diários, ultrapassagens de obstáculos pouco importantes, metas intermédias que se vão alcançando sem desprezar qualquer oportunidade ou ensejo não cedendo à tentação de deixar para depois para uma ocasião, que, por uma razão qualquer, se ache mais propícia.
Esta ocasião ideal, de facto, nunca surge porque, o ideal, o que convém realmente, é fazer o que tem de ser feito quando deve ser feito.
Uma tarefa adiada è uma tarefa meio perdida ou, talvez, nunca concluída porque, entretanto outras surgiram que mereceram atenção e requereram acção da nossa parte.

A Vida Interior não é uma postura mas um estado de alma, quer dizer, não é algo que se tenha de vez em quando mas sempre, seja qual for o ambiente ou circunstância.
Por isso ligámos tão estreitamente a Vida Interior à Filiação Divina porque a constatação da segunda como sendo uma realidade leva a considerar a primeira como uma necessidade.

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Textos de Reflexão para 24 de Outubro

Evangelho: Lc 18, 9-17

9 Disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos por se considerarem justos, e desprezavam os outros: 10 «Subiram dois homens ao templo a fazer oração: um era fariseu e o outro publicano.11 O fariseu, de pé, orava no seu interior desta forma: Graças Te dou, ó Deus, porque não sou como os outros homens: ladrões, injustos, adúlteros, nem como este publicano. 12 Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo o que possuo. 13 O publicano, porém, conservando-se a distância, não ousava nem sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, pecador. 14 Digo-vos que este voltou justificado para sua casa e o outro não; porque quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 15 Traziam-Lhe também criancinhas, para que as tocasse. Os discípulos vendo isto repreendiam-nos. 16 Porém, Jesus chamando-as a Si, disse: «Deixai vir a Mim as criancinhas e não as embaraceis, porque o reino de Deus é dos que se parecem com elas. 17 Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança não entrará nele».
Comentário:

O último versículo deste trecho do Evangelho de S. Lucas contém a “chave” que realmente abre a porta do Céu: Ser como criança!
Todos, mais ou menos, temos uma tendência para ajuizar, opinar, considerar sobre variadíssimos temas que têm a ver com as relações do homem com Deus, a Sua Doutrina, os ensinamentos do Magistério da Sua Igreja. É claro que, sendo dotados de inteligência e vontade próprias, essa tendência é natural mas, não convém porque não é lícita. Em matérias não opináveis devemos abster-nos, sobretudo do comentário público, dessas considerações, concertando entre o que é ser membro da Igreja de Cristo e se dispõe a sê-lo de forma completa e verdadeira e o que é sê-lo “às vezes” conforme as circunstâncias ou o que julgamos mais conveniente em determinado momento.
A simplicidade das crianças nas quais não há malícia nem calculismo serve-nos de exemplo, aos adultos, para considerarmos as nossas relações com Deus.
As crianças não têm estas preocupações, confiam plenamente no que os seus Pais lhes ensinam e a Igreja – catequese – confirma. Por isso, rezam com a simplicidade com que um filho pequeno que fala com o seu Pai. 

(ama, comentário sobre Lc 18, 9-17, 2010.08.27)

Tema: Amigos de Jesus 1
Aos Seus amigos mais íntimos e mais queridos Nosso Senhor oferece não uma coroa de rosas, mas de espinhos; não os conduz ao Tabor, mas ao Calvário; não lhes dá riquezas, honras, prazeres, mas um cálice de ignomínia, uma pesada cruz. (P. João M. De Marchi, Era uma Senhora mais brilhante que o Sol, 12ª ed., Missões da Consolata, pg. 69)
Doutrina: CCIC – 438:  Que importância dá a Igreja ao Decálogo?
                   CIC – 2064-2068

Fiel à Escritura e ao exemplo de Jesus, a Igreja reconhece ao Decálogo uma importância e um significado basilares. Os cristãos estão obrigados a observá-lo.

Festa: Stº António Maria Claret


Nota Histórica 
Nasceu em Sallent (Espanha) no ano 1807. Ordenado sacerdote, percorreu a Catalunha pregando ao povo durante vários anos. Fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria (Claretianos). Nomeado bispo para a ilha de Cuba, aí alcançou singulares méritos, trabalhando pela salvação das almas. Depois de regressar a Espanha, ainda teve de suportar muitos trabalhos em favor da Igreja. Morreu em Fontfroide (França) no ano 1870. (snl)             
 

Tema para breve reflexão - 2010.10.24

Amor – Matrimónio

Esse amor (dos esposos), ratificado pela promessa de ambos, de corpo e de espírito, na prosperidade e na adversidade, exclui por isso, toda e qualquer espécie de adultério e divórcio.

(Concílio Vaticano II, Constituição Apostólica Gaudium et spes, nr. 49)

23/10/2010

O alpinista

Clicar = El alpinista

Ave Maria

Clicar = Avemaría: 


así la rezó ante Juan Pablo II (Cuatro Vientos, Madrid, 3 de mayo, 2003).

Salve Rainha, Pastora y Madre

Clicar =  Salve Reina, Pastora y Madre"

Dia do Rosário

http://queeaverdade.blogspot.com/2010/10/23-dia-do-rosario.html

Bom Dia! Outubro 23, 2010


A atitude, possível, “sou filho de Deus e, o resto não me interessa para nada”, não é razoável porque, de facto, não possuímos nada nem temos direito a coisa nenhuma.
O facto de ser filhos dá-nos um “estatuto”, efectivamente, mas o conservarmos ou não esse “estatuto” está nas nossas mãos.
«Já não sou digno de chamar-me Teu filho» ([i]) é a constatação da sua perda, voluntária, por opção própria livremente assumida.

A construção da Vida Interior passa assim, a ser um “trabalho” constante com a finalidade de, pode dizer-se, tornar-se uma pessoa completa, carne e espírito, com domínio da vontade, agindo sob determinação do que considera conveniente e bom em detrimento da cedência fácil ao instinto ou apelo mais ou menos mirífico de felicidade.
A couraça, por chamar-lhe assim, que se vai construindo, alicerçada nos valores que se têm - e sabem – como sérios, válidos, importantes e fundamentais, vai-se fortalecendo constantemente não só com o esforço de interiorização, mas com a prática continuada de actos bons e meritórios que tornam verdadeiros e credíveis os desejos de melhoria interior.

Por aqui se vê que a Vida Interior não é uma atitude estática, não se estabelece um qualquer patamar a partir do qual se considera completa e satisfeita a ânsia de melhoria, é, antes, um esforço contínuo de aperfeiçoamento que nunca se dá por satisfeito nem completo.

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[i] Lc 15, 19             

Tema para breve reflexão - 2010.10.23

Amar verdadeiramente

Diz-se que uma pessoa sabe amar quando o seu amor se traduz em detalhes.

(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante 1989, pg. 118)

Textos de Reflexão para 23 de Outubro

Evangelho: Lc 13, 1-9

1 Neste mesmo tempo chegaram alguns a dar-Lhe a notícia de certos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com o dos sacrifícios deles. 2 Jesus respondeu-lhes: «Vós julgais que aqueles galileus eram maiores pecadores que todos os outros galileus, por terem sofrido tal sorte? 3 Não, Eu vo-lo digo; mas, se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo modo. 4 Assim como também aqueles dezoito homens sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou; julgais que eles também foram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? 5 Não, Eu vo-lo digo; mas, se não fizerdes penitência, todos perecereis do mesmo modo». 6 Dizia também esta parábola: «Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi buscar fruto e não o encontrou. 7 Então disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho buscar fruto a esta figueira e não o encontro; corta-a; para que está ela inutilmente a ocupar terreno? 8 Ele, porém, respondeu-lhe: Senhor, deixa-a ainda este ano, enquanto eu a cavo em volta e lhe deito estrume; 9 se com isto der fruto, bem está; senão, cortá-la-ás depois».

Comentário:

A paciência do Senhor é infinita e, Ele, deixa-se mover por ela com grande facilidade e débeis argumentos. O vinhateiro pediu-lhe mais um ano, que ia pôr adubo e cuidar melhor da figueira e, o dono da vinha, mesmo antevendo que os resultados seriam fracos ou inexistentes, acede com complacência.
Se estamos realmente dispostos a dar frutos peçamos-lhe mais um pouco de paciência para connosco, cuidemos de fazer realmente o que nos compete e que é, unicamente, fazer a Vontade de Deus sempre e em qualquer circunstância.
Procedendo assim, seguramente que os frutos surgirão e o dono da vinha dará por bem empregue a Sua condescendência. 

(ama, comentário sobre Lc 13, 1-9, 2010.08.16)

Tema: Virtudes - Pureza 7

A purificação exige oração, a prática da castidade, a pureza de intenções e do olhar. 

(Catecismo da Igreja Católica, nr. 2532)

Doutrina: CCIC – 438: Que importância dá a Igreja ao Decálogo?
                  CIC – 2064-2068

Fiel à Escritura e ao exemplo de Jesus, a Igreja reconhece ao Decálogo uma importância e um significado basilares. Os cristãos estão obrigados a observá-lo.

22/10/2010

Escândalo

“É uma ironia que perante o escândalo causado pelo comportamento gravemente ilícito de alguns católicos presentes na vida pública, sejam os fieis que assinalam tal escândalo a ser acusados de falta de caridade e de minarem a unidade da Igreja. Não é possível deixar de ver a mão do pai da mentira no descaso com que a situação de escândalo é tratada, ou na censura feita aos fieis que recordam a doutrina da Igreja. A verdadeira falta de caridade é mentir, ou abster-se de dizer a verdade.
 
Uma unidade não fundada na verdade da lei moral não é a Unidade da Igreja. A Unidade da Igreja funda-se na proclamação da verdade com amor. A pessoa que assinala o escândalo causado pelas ações públicas, gravemente contrárias à lei moral,   de alguns católicos, não só não destrói a unidade, como convida a Igreja a reparar um brecha profunda que se abriu na sua vida.
 
Quem não chama a atenção para o escândalo causado pelos ataques à vida humana e à família, revela que a sua consciência está deformada ou superficialmente esclarecida acerca das realidades mais sagradas.” 
Cardeal (nomeado) Arcebispo R. Burke, Presidente do Supremo Tribunal da Santa Sé – Outubro 2010 (Prefeito da Assinatura Apostólica)

Fonte: INFOVITAE

O que não nos mata torna-nos mais fortes

Whatever does not kill us can make us stronger

With the Chilean copper miners who were trapped deep below ground for more than two months providing an ongoing object lesson in coping with adversity, the role of adverse experiences in our lives is of global interest.
A newly published study of 2398 Americans suggests that, in the long run, whatever does not kill us makes us stronger.
[Psychology professor Mark] Seery, senior author of the study, says previous research indicates that exposure to adverse life events typically predicts negative effects on mental health and well-being, such that more adversity predicts worse outcomes.
But in this study of a national survey panel of 2,398 subjects assessed repeatedly from 2001 to 2004, Seery and co-researchers found those exposed to some adverse events reported better mental health and well-being outcomes than people with a high history of adversity or those with no history of adversity.
In other words, both too little and too much adversity are not good for your mental health. So it would seem just as mistaken to try and protect yourself -- or your children -- from all hardship as it would be to not try and avoid major setbacks -- or to discount the harm they can do.
“Our findings revealed,” he says, “that a history of some lifetime adversity -- relative to both no adversity or high adversity -- predicted lower global distress, lower functional impairment, lower PTS symptoms and higher life satisfaction.”
The team also found that, across these same longitudinal outcome measures, people with a history of some lifetime adversity appeared less negatively affected by recent adverse events than other individuals.
This is another no-brainer study, really. A bit of adversity builds resilience, like childhood sicknesses can build up immunity -- if my bush medicine theory is correct. Child-rearing experts today -- some at least -- are telling parents to stop over-protecting their kids and let them play in the mud and climb trees, even at the risk of falling and breaking the odd bone. The same principle would apply, presumably, to dealing with occasional (not persistent) teasing at school or the risk of failure in some school subject or sport.

(Carolyn Moynihan | 19 Oct 2010, in Mercator Net)

Tema para breve reflexão - 2010.10.22

Alienação

É necessário iluminar, a partir da concepção cristã, o conceito de alienação, descobrindo nele a inversão entre os meios e os fins; o homem, quando não reconhece o valor e a grandeza da pessoa em si mesmo e no outro, priva-se do direito da possibilidade de gozar a própria humanidade e de estabelecer uma relação de solidariedade e comunhão com os outros homens, para o que foi criado por Deus.
Está alienada uma sociedade que, nas suas formas de organização social, de produção e consumo, torna mais difícil a realização da doação e a formação da solidariedade inter-humana.

(joão Paulo II, Encíclica Centesimus Annus, 01.05.1991, nr. 41,)

Bom Dia! Outubro 22, 2010


Ser herdeiro envolve uma responsabilidade que, em suma, pode resumir-se dizendo que tem de comportar-se com a dignidade que lhe é própria de acordo com a grandeza da herança que lhe caberá.
Aqui também se vê que este comportamento não contempla a passividade porque, como na parábola se descreve, o filho mais velho, não obstante ter essa atitude, acaba por se revelar, também, como não digno daquilo que o Pai lhe reserva. Talvez tenha ficado com o Pai por conveniência, por não querer correr nenhum risco em nenhuma aventura serôdia mas, também, parece nada ter feito para merecer a herança. Parece julgar ter uns direitos que não lhe foram satisfeitos, ou uma insatisfação que não sabe explicar bem.
O pai diz-lhe que, estando ele sempre na sua companhia, o que é dele é como se fosse seu, mas ele não entende esta realidade extraordinária porque está preso a coisa mínimas de importância muito reduzida: um cabrito, de vez em quando, para festejar com os amigos, benefício que, aliás nunca pediu passando para o pai o ónus de adivinhar os desejos que quer ver satisfeitos.
Novamente, o arrependimento parece fulcral neste episódio não, talvez, pelo arrependimento em si, mas pela decisão de tomar uma posição activa, de empreender decididamente uma acção cujas repercussões nem sequer calcula ou adivinha.
Ou seja, o filho mais novo faz alguma coisa, assume uma posição, toma uma atitude. Não fica, cómoda e passivamente à espera que tudo lhe seja posto no regaço sem nenhum esforço da sua parte.

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Textos de Reflexão para 22 de Outubro

Evangelho: Lc 12, 54-59

54 Dizia também às multidões: «Quando vós vedes uma nuvem levantar-se no poente, logo dizeis: Aí vem chuva; e assim sucede. 55 E quando sentis soprar o vento do sul, dizeis: Haverá calor; e assim sucede.56 Hipócritas, sabeis distinguir os aspectos da terra e do céu; como, pois, não sabeis reconhecer o tempo presente? 57 E porque não discernis também por vós mesmos o que é justo? 58 Quando, pois, fores com o teu adversário ao magistrado, faz o possível por fazer as pazes com ele pelo caminho, para que não suceda que te leve ao juiz, e o juiz te entregue ao guarda, e o guarda te meta na cadeia. 59 Digo-te que não sairás de lá, enquanto não pagares até o último centavo».

Comentário:
                                                                                       
Parece evidente que, neste trecho do Evangelho de São Lucas, Jesus se refere à rectidão de intenção. De facto, tentar escamotear a evidência apenas porque, no momento, nos convém é apenas adiar o problema. Encarar as coisas, os incidentes da vida corrente, de frente, com decisão e coragem, é “meio caminho andado” para a sua solução. Tratemos de ir pagando a dívida que mantemos com o nosso Criador e Senhor, não deixemos para o último momento esse acerto de contas. Poderemos não ter tempo para o fazer. 

(ama, comentário sobre Lc 12, 54-58, 2010.08.18)

Tema: Virtudes - Pureza 6

Entre as virtudes humanas que ajudam a viver a santa pureza está a laboriosidade, o trabalho constante, intenso. Muitas vezes os problemas de pureza são de ócio ou de preguiça. 

(Francisco Fernández carvajal, Hablar com Dios, Tempo Comum 2ª Dom., Ciclo B, trad ama)
Doutrina: CCIC – 437:  Qual a relação do Decálogo com a Aliança?
                  CIC – 2058-2063; 2077

O Decálogo compreende-se à luz da Aliança, na qual Deus se revela, dando a conhecer a sua vontade. Na observância dos mandamentos, o povo mostra a sua pertença a Deus e responde com gratidão à sua iniciativa de amor.

21/10/2010

Políticos Católicos

PAPA ADVOGA POR NOVA GERAÇÃO DE POLÍTICOS CATÓLICOS
“SEM COMPLEXOS”

Mensagem à Semana Social na Itália

REGGIO CALABRIA, sábado, 16 de Outubro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI advogou por uma nova geração de políticos católicos“sem complexos de inferioridade”, em uma mensagem enviada nessa quinta-feira à 46ª Semana Social dos Católicos Italianos.

Na carta lida aos congressistas, na localidade de Reggio Calabria, o Papa, recordando o tempo de crise, lança um apelo “para que surja uma nova geração de católicos, pessoas interiormente renovadas que se comprometam na actividade política sem complexos de inferioridade”.

“Esta presença, certamente, não se improvisa – afirma o pontífice –: é o objectivo ao que deve mirar um caminho de formação intelectual e moral que, partindo das grandes verdades em torno a Deus, ao homem e ao mundo, ofereça critérios de juízo e princípios éticos para interpretar o bem de todos e de cada um”.

Por sua parte, o pontífice alenta a Igreja na Itália a “se empenhar na formação de consciências cristãs maduras, quer dizer, alheias ao egoísmo, à cobiça de bens e à ânsia de carreira e, em contrapartida, coerentes com a fé professada, conhecedoras das dinâmicas culturais e sociais deste tempo e capazes de assumir responsabilidades públicas com competência profissional e espírito de serviço”.

“O compromisso sociopolítico, com os recursos espirituais e as atitudes que requer, é uma vocação alta, à qual a Igreja convida a responder com humildade e determinação”, conclui.

Fonte: zenit.org

O ensurdecedor "grito silencioso"



por Luís Botelho Ribeiro
Podíamos dizer que não estamos a fazer mais do que dar cumprimento a um pedido deixado pela grande Senhora e Poetisa, Sophia de Melo Breyner. Certo dia, Sophia pediu: espalhem imagens dessas [mostrando rostos e restos mortais de bebés abortados] com a frase: “aqueles que ninguém quis amar”. Poder, podíamos. Mas é mais do que isso.


Sempre que, na história, o homem explorou, escravizou ou eliminou o seu irmão, preparou-se para o crime convencendo-se e procurando convencer os outros da não-humanidade da sua vítima. Também assim acontece hoje com os bebés ainda não nascidos. Impôs-se uma espécie de «censura prévia» o todo aquele que pretender levantar o véu e denunciar a maior injustiça do nosso tempo, a maior violência jamais praticada sobre um grupo humano sem voz própria.

Para não enfrentar o coro da indignação cúmplice com os interesses abortistas, os próprios movimentos pro Vida caem amiúde numa auto-amputação discursiva, renunciando ao argumento mais forte em sua posse: um argumento que vai direito ao sentimento inato da solidariedade humana residente nos corações ainda não empedernedidos, mas de carne.

Não podemos continuar a ocultar dos portugueses a luta desesperada pela sobrevivência, o grito silencioso de um bebé abortado nos Estados Unidos, registado por uma ecógrafo de ultrassons. Não podemos continuar a não mostrar os rostos humilhados de seres humanos sacrificados inapelavelmente pelo egoísmo totalitário vigente. Por isso, após profunda reflexão e conscientes da onda que contra nós se levantará, no tempo de antena a que, por lei, temos direito, o PPV vai mostrar tudo - mostrar o que é o aborto; mostrar o coração palpitante, o desespero e, finalmente, o rosto humilhado das suas vítimas - os bebés não nascidos.

Aos abortófilos indignados, mas que alegam tratar-se de "um monte de células" perguntaremos: que diferença faz mostrar estas "células mortas" e outras células manipuladas em laboratório e que a televisão frequentemente nos mostra? Se o que mostraremos não é humano, porque se revoltam? Se é humano, porque não havemos de o mostrar ao mundo, como amiúde nos mostram as vítimas dos campos de extermínio nazis - para que a história daquelas monstruosidades não se repita?

Há que mostrar estas imagens, finalmente, por duas grandes razões: primeiro, porque elas nos mostram a Verdade, a verdade mais inconveniente dos tempos que vivemos. E a segunda razão é esta: para que a Verdade nos liberte a todos do maior demónio do nosso tempo; para que os nossos corações de pedra se transformem em corações de carne e, pela via da Justiça, demos finalmente as mãos a toda a Humanidade.

Guimarães, 20 de Outubro de 2010

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De acordo com a agenda já oficialmente marcada e confirmada pela RTP, no dia 22 de Outubro, sexta-feira, pelas 19h55, será emitido pela RTP1 um excerto do filme "The silent scream" durante o tempo de antena do PPV. Na RDP - Antena1, a versão radiofónica do mesmo tempo de antena radiofónico irá para o ar pelas 13h55 do dia 25 de Outubro, 2ª feira. 

Passe palavra e assista - ao vídeo e à onda contrária que se adivinha. Advertimos as pessoas mais susceptíveis para a parte mais chocante do vídeo, devidamente identificada por um círculo vermelho e antecedida por uma mensagem de advertência.

Na continuação da "Comunidade Modelo"


 

Bom Dia! Outubro 21, 2010


A filiação divina!

Talvez a grande “descoberta” de um Santo dos nossos dias, a percepção pessoal da Filiação Divina trouxe à pessoa mais comum uma nova visão da sua vida como pessoa completa. São Josemaria Escrivá veio “revolucionar” o conceito pessoal de cada um com esta afirmação jubilosa: Somos, todos, filhos de Deus o que dá ao ser humano uns direitos e prerrogativas talvez, até então, insuspeitadas.

Considerando que o filho, é o herdeiro natural do seu pai, temos uma panorâmica extraordinária do que nos espera: Herdeiros de Deus!
Esta constatação traz consigo uma completa e total revisão de vida quer na conduta quer, sobretudo, no seu objectivo.
O direito de herança pode, evidentemente, perder-se pelo comportamento ou do desinteresse do herdeiro.
Em princípio, qualquer um pode não estar interessado na herança. Por variadas razões – ou melhor – sem-razões, a pessoa pode preferir o imediato em detrimento do futuro. Vemos esta atitude maravilhosamente descrita por São Lucas na parábola do Filho Pródigo.

É uma escolha que livremente cada um pode optar porque o Pai não coage nenhum herdeiro a esperar o tempo justo para receber a herança final que, sempre será, muito superior em bem e valor que a recebida antes de tempo.

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Textos de Reflexão para 21 de Outubro

Evangelho: Lc 12, 49-53

49 Eu vim trazer fogo à terra; e como desejaria que já estivesse ateado! 50 Eu tenho de receber um baptismo; e quão grande é a minha ansiedade até que ele se conclua! 51 Julgais que vim trazer paz à terra? Não, vos digo Eu, mas separação; 52 porque, de hoje em diante, haverá numa casa cinco pessoas, divididas três contra duas e duas contra três. 53 Estarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».
Comentário:

De facto não parece muito atraente a doutrina de Cristo. Diz-nos sem rodeios que, por Sua causa, haverá contradição no mundo, clivagem entre as pessoas, até na própria família e, no entanto, ao longo de dois milénios quantos foram atraídos por Jesus? Quantos O seguiram e seguem incondicionalmente às vezes, contra o que dele espera a família, os amigos?
Porquê?
Porque Cristo atrai como um íman poderoso, irresistível. As Suas palavras são palavras de vida eterna, as Suas promessas são garantias de salvação, o Seu Caminho é a Verdade, a Vida.
Vale a pena, sim vale a pena arrostar com essas dificuldades e enfrentar esses desafios que Cristo nos fala. O prémio é infinitamente compensador de todo o sofrimento ou mal-estar que possamos ter de viver por O seguir.
A Sua figura inconfundível de Mestre e Senhor, estará lá, no fim, de braços abertos, para nos dar o melhor acolhimento de um Amigo que deu a vida por nós. 

(ama, comentário sobre Lc 12, 49-53, 2010.08.11)

Tema: Virtudes - Pureza 5

A pureza de coração é um dom de Deus, que se manifesta na capacidade de amar, no olhar recto e puro para tudo o que é nobre. (...) O cristão, ajudado pela graça de Deus, deve lutar continuamente para purificar o seu coração e adquirir essa pureza, em virtude da qual se promete a visão de Deus.

(Bíblia Sagrada, anotada pela Fac. de Teologia da Univ. de Navarra,  Comentário Mt 5, 8)

Doutrina: CCIC – 436: O que significa o «Decálogo»?
                   CIC – 2056-2057

Decálogo significa «dez palavras» (Ex 34,28). Estas palavras resumem a Lei, dada por Deus ao povo de Israel, no contexto da Aliança, por meio de Moisés. Este, ao apresentar os mandamentos do amor a Deus (os três primeiros) e ao próximo (os outros sete), traça, para o povo eleito e para cada um em particular, o caminho duma vida liberta da escravidão do pecado.