28/07/2023

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc X...)

 

Escutei que a Mãe dos filhos de Zebedeu dizia a Jesus: «Faz com que estes meus dois filhos se sentem no Teu Reino um à Tua direita e outro à Tua esquerda» e logo a seguir as manifestações de indignação dos outros Dez.

Confesso que a mim me pareceu "absolutamente normal" que aquela Mãe pedisse o melhor para os seus filhos.

Aqueles dois irmãos tinham sido os primeiros a travar conhecimento com Jesus e, esse acontecimento foi de tal forma decisivo para as suas vidas que no Evangelho que escreveu João refere a hora e o local.

A partir desse momento abandonam tudo e seguem Jesus incondicionalmente. A principal, talvez, característica do seu carácter é a confiança indefectível no Mestre e a defesa quase intransigente da Sua Pessoa e da Sua Doutrina. Jesus têm-os como íntimos, compraz-se particularmente com a sua companhia, não duvida dar-lhes qualquer missão sabendo que a levarão a cabo, chama-lhes BOANERNEGES (Filhos do trovão).

Concede a Tiago a honra de ser o primeiro dos Doze a dar a vida por Ele; se, no Céu, estão sentados à Sua direita ou à Sua esquerda não me deve interessar sobremaneira, sei que ocupam dois dos doze lugares e moradas que Ele disse ter reservado. De facto, o Céu é um mistério que não está ao meu alcance compreender já que, se o Céu consiste na visão beatífica de Deus em toda a Sua Magestade e Glória, como entender que uns "vejam mais e outros menos" mas, mais... o Céu é Etéreo, não ocupa lugar, daí que eu sou levado a presumir que posso estar no Céu mesmo estando vivo embora o GOZO só se concretize no Final dos Tempos.

Portanto concluo que pensar sobre o Céu, embora seja conveniente e até atractivo, pode ser motivo para dúvidas e inquietações que não me interessam agora ter, sob pena de pôr em risco a paz interior que me é indispensável para viver como tenho de viver: com os olhos postos no Céu e os pés assentes na terra.

 

 Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

27/07/2023

Publicações em Julho 27

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt Mc Lc Jo)

São Mateus escreve expressamente: «José, seu esposo, sendo justo...».

Revendo o que conheço da sociedade Israelita daquele tempo havia, de facto, uma "classe" de suprema importância os "Justos".

Eram pessoas de relevo, na sociedade ou não, pessoas a quem não se conheciam tendências para julgamentos, opiniões, críticas sobre os outros. Homens que faziam o que diziam, não se deixavam influenciar por "modas", conveniências, o "politicamente correcto", pertencendo ao Povo de Deus, procuravam em tudo, fazer a Vontade do seu Senhor e não tinham qualquer receio de ser considerados réprobos ou dissidentes.

O Evangelista ao "classificar" o Esposo de Maria como «Justo» como que lhe atribui um título, uma classe aparte na sociedade humana.

Este "Varão Ilustre" é poucas vezes citado nos Evangelhos mas, se atentar bem, vejo que está presente em ocasiões fulcrais da História da Salvação Humana; a guarda e protecção da sua esposa, apoiando-a, recebendo-a em sua casa, dando-lhe o seu nome, a guarda e protecção do seu Filho Adoptivo em momentos graves como a Fuga para o Egipto, a escolha do local onde deveria viver a sua família, a segurança da manutenção dessa Família com o seu trabalho humilde mas porfiado.

Como admiro e me enternece este Justo!

Tenho a certeza absoluta que Santa Teresa de Ávila estava certa quando afirma que... "não há Santo melhor colocado para interceder junto de Jesus... nunca Ele negará o que for que o Seu Pai terreno Lhe peça".

Eu estou absolutamente convicto que se me entregar nos braços de São José, confiando-lhe o que espero e desejo, Ele me conseguirá o que for mais conveniente para mim.

 

São José, varão feliz, que tiveste a dita de ver e ouvir o próprio Deus, a Quem muitos reis quiseram ver e não viram, ouvir e não ouviram; e não só ver e ouvir mas ainda mais: trazê-Lo nos braços, beijá-Lo, vesti-Lo, e guardá-Lo. Rogai por nós bem-aventurado José, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amén.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

26/07/2023

Publicações em Julho 26

   


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt Lc Mc Jo…)

 

Confesso que, hoje, no final do dia, eu estava derreado, tantas coisas tinham acontecido logo desde manhã cedo, com gentes a acorrer a Jesus com pedidos de ajuda, curas para os seus males, num corropio incessante. Jesus não deixava ninguém ir-se embora sem resposta... «Vai... o teu filho está curado»... «Vai... recobra a vista»... «Vai... pega a tua enxerga e vai para casa», «Vai... os teus pecados estão perdoados»... e tantos... e tantos «VAI» como se dissesse: Eu faço o que me pediste, tu, faz o que te mando".

"VAI", esta ordem clara terminante,  indica-me exactamente o que tenho de fazer: ir!

Não me ficar, talvez esmagado pelas minhas misérias pessoais mas, levantar-me decidido a seguir em frente, rumo à que deve ser a minha única esperança: Encontrar-me com Ele e dizer-lhe:

MandasTe-me ir e, eu obedeci, fui e aqui estou... e... agora, Senhor, que mais mandas que faça?

Da quod iubes et iube quod vis! (Manda o que quiseres e dá-me o que mandares).

 

Neste preciso momento sou alguém muito feliz!

Estou vivo!

Não por mim que "não posso acrescentar um côvado à minha estatura" ou "tornar branco ou preto um simples cabelo da minha cabeça", mas porque O Senhor da Vida quer que seja assim.

 

Talvez valha a pena considerar que sinto como que "um desejo atávico”, de partilhar momentos difíceis, dolorosos com outros.

Porquê?

Porque sou tão restrictivo em fazê-lo com os momentos bons, gratificantes?

Ah! Porque quero, desejo que tenham pena de mim, quando, o que deveria fazer seria levar outros a juntarem-se ás muitas acções de graças que tenho de dar, se o fizer não poderia estar mais tranquilo!

 

 

Nenhum dia é exactamente igual ao que o antecedeu, é um facto, por isso mesmo o Plano de Vida é importante. Haverá muitas coisas que serão constantes, sem dúvida, como as Orações Diárias, mas nem por isso devem de ser descartadas.

 

O "meu tempo", isto é... o tempo que julgo ter como meu, na verdade não me pertence pelo simples e inegável facto de que não lhe posso acrescentar ou diminuir um átimo.

O tempo, longo ou breve, pertence a Quem o criou por Sua Soberana Vontade.

Sendo o Dono Absoluto de quanto eziste, Deus pode fazer o que entender, inclusive criar o tempo.

Sendo Intemporal, Eterno, Permanente, para que precisará Deus do Tempo?

Não sei responder a esta questão porque o meu raciocínio é simplesmente humano e, portanto incapaz de entender o Divino.

Contudo, posso ter uma certeza, Deus não me criou para outra coisa que não seja amá-Lo com todas as forças da minha alma, todas as veras do meu coração porque só assim alcançarei a felicidade que Ele deseja para mim, o que é lógico, porque sou fruto do Seu Amor; porém, como me criou livre de vontade sabe muito bem o quanto esta é fraca e, daí que precise de tempo para se fortalecer.

É esse tempo que Ele me concede, nem mais nem menos que o absolutamente justo.

Depende de mim aproveitá-lo.

 

Sinto que não posso e não devo reprimir as memórias que guardo do Amor da Minha Vida.

Como poderia "apagar" todos os segundos que vivemos juntos ao longo de mais de 49 Anos?!?

Vivemos juntos tantos segundos e, curiosamente, só me lembro dos felizes, incrivelmente felizes que vivemos.

Caldeados nas dificuldades e zurzidos por momentos agrestes, ultrapassámos tudo, o nosso amor resistia a tudo, a nossa total confiança era permanente, talvez porque não desconhecíamos as fraquezas de cada um.

Um amor assim vale por si só a felicidade completa.

Meu Amor.

 

 

Memórias

Uma pessoa "normal" tenta organizar as suas memorias de forma mais ou menos esquemáctica, por datas, assuntos e outras referências.

Concluo que, eu, não devo ser uma pessoa "normal" porque as minhas memórias estão como que amalgamadas num bolo mostruoso do qual não consigo isolar uma fatia.

Isto é uma maçada enormíssima porque fico sempre cheio de fome.

Lembro-me de algo que aconteceu há um ror de tempo ou há dois anos... anteontem… e, aquilo tudo vem como uma mostruosidade indecifrável... sei lá... o Zé: o meu Querido Irmão, o Zé da loja da esquina... os  "Zés" todos que fui topando ao longo da vida; a mochila, sim... aquela que levava ás costas quando ia acampar com os Escuteiros... mas também a outra que o meu colega exangue nos matos de Angola me pediu que levasse para o Quartel.

Depois vem aquele curso de água que me cortava o caminho. Sabia lá se era fundo ou não!

"Malta... há que atravessar...!!!"

E o pessoal avançava com água pelos peitos, as armas bem erguidas acima da cabeça, até chegarmos ao outro lado.

Um Zé qualquer, qualquer... não! O Zé da minha Secção, em Outubro de 1973, morreu afogado em dois metros de água!

Como dizer, contar tal coisa ao seu Pai, à sua Mãe, aos seus familiares?!

Mas... era a verdade nua e crua, o Zé caindo no curso de água espetara no peito a "faca de serviço", foi, evidentemente, sem querer mas... como explicar a quem seja?!?

 

Bom... é por isto "quid fuit demostratum" que as memórias têm, pelo menos para mim, uma como que corrente de aço cujos elos se entrelaçam inquebrantáveis.

Penso que tenho de rever a forma como me "entrego" ás memórias. Quero, se dúvida alguma, rever gráficamente tantos e tão belos momentos da minha vida, principalmente aqueles que ao longo de brevíssimos Quarenta e Nove anos partilhei com o Amor da Minha Vida. São alimento, alegria, paz, VIDA!

 

Confiança pode ser essa manifestação de intimidade que me leva a abrir a alma, o coração a alguém que me merece, além de respeito, a segurança razoável que saberá acolher, avaliar, compreender o que revelo e, se for caso disso, dar-me a sua opinião, responder com segurança.

É por isto mesmo que confio, serena e totalmente no Anjo da minha Guarda; ele tem a Graça e a missão de me guiar por onde me convém ir.

Anjo da minha Guarda! Confio plenamente em ti!

 

 

Não... não quero morrer... mas... também não desejo viver, sem me deter entre o desejo e o querer, procuro tenazmente solução.

Não quero morrer... porquê?

Não desejo viver... porquê?

Não quero morrer porque não me compete querer tal coisa.

Não desejo viver porque quero encontrar-me, definitivamente na Vida Eterna, com o Amor da Minha Vida.

Viver ou não, está nas mãos do Senhor da Vida; desejar viver ou não está fora da minha competência.

Compreendo que, no fundo, isto é uma tentação para me distrair e "apanhar em falso"; distraído e em falso, fico vulnerável ao que o tentador apresenta a seguir: "Justiça Divina?

Ora bolas... Deus quer lá saber de ti, homem! Um "justiceiro brincalhão" que se diverte a atormentar-te! Segue os meus alvitres e vais ver que serás feliz".

Eu sei muitíssimo bem que, quando a tentação "aperta", há duas coisas que nunca devo fazer... a primeira consentir no diálogo com o tentador, a segunda entregar - imediatamente - o assunto nas mãos do Anjo da Minha Guarda; ele saberá como resolver e, eu, ficarei tranquilo e em paz.

 

 

Talvez que algumas vezes me "entretenha" a reflectir e a escrever sobre coisas sem relevo, no entanto, penso, tentando desculpar-me, que, se não reflicto ou escrevo sobre o que me acontece no dia a dia, sobre que hei-de reflectir ou escrever.

Depois... vem o tentador... "deixa lá isso... que interessa, só procuras a satisfazer-te, recrear-te a ti mesmo!".

Bom se o tentador reage é porque o incomoda... ou não?

Reajo e escrevo e... fico em paz.

 

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

25/07/2023

Publicações em Julho 25

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc V)

 

Volto, ou melhor, continuo a dissertar sobre a PESCA.

Quando sinto essa inspiração de pescar, logo tento esquivar-me:

'Senhor... eu não sei pescar e, muito menos, sei onde, a minha barca está desconjuntada, entra água por fendas no casco, nas bordas, as velas estão cheias de buracos e os remendos não resolvem, o leme está deslocado, vou para onde não quero, as minhas redes estão esfarrapadas o peixe, quando apanho algum, escapa-se; Senhor... não me mandes pescar, eu não sei como, não tenho meios, eu não sou capaz!

Por momentos parece-me que Ele não ouviu nada do que Lhe disse porque respondeu:

- «Duc in altum», faz-te ao mar, vai pescar...

Fiquei bastante desiludido com o Senhor, Ele não quis saber dos meus argumentos e, mais uma vez...

- «Duc in altum», faz-te ao mar, vai pescar.

Percebi, então, claramente que Ele não desistiria e, portanto, nada me resta que obedecer e foi o que fiz.

Sem saber o e como fazer empurrei a barca para a água, saltei para dentro, icei a vela esfarrapada e deixei-me ir.

Passados uns côvados da margem lancei pela borda a rede e fiquei-me.

Passados momentos senti que a barca se inclinava porque a rede puxava para o fundo, febrilmente, recolhi-a com enorme esforço porque vinha repleta de peixes de todas as qualidades e tamanhos.

Fiquei atónito a olhar para aquela enorme quantidade de peixe que se debatia no chão da barca e... vi, com os Olhos fixos em mim, O Rosto Sorridente de Jesus sentado ao leme da minha barca.

Esmagado por algo tão simples mas grandioso, extraordinário mas real, não pude mais que render-me e dizer:

- Senhor, bem sabes o que sou, conheces muito melhor que eu as minhas fraquezas e limitações e, portanto, se me mandas fazer o que for, eu o farei porque tenho a certeza absoluta que Tu estarás sempre ao leme da barca da minha vida.

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad