15/07/2023

Publicações em Julho 15

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XI…)

 

Estavamos num minuto de silêncio, todos procuravamos compreender as últimas palavras de Jesus.

A verdade, porém, é me ia dando conta do pouco que sou, das minhas limitações e fraquezas que me subjugam e colocam como que uma carga insopurtável sobre os ombros. Esta carga impede-me de ser livre nas minhas opções e desejos de melhoria pessoal como se não houvesse qualquer remédio. Deixo-me abater e fico inerte e truncado sem reagir.

Agora oiço Jesus que diz:

«Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve» e, no meu espírito tudo se esclarece. Sim… compreendo claramente que, nos braços de Cristo, tenho um refúgio seguro e inviolável onde estarei em absoluta paz.

Sendo assim, como absolutamente sei que é, digo-lhe confiante:

‘Senhor… acolhe-me nos Teus braços amorosos e leva-me a cumprir em tudo a Tua Vontade Santa.

 

Reflexão

Pode desejar-se a morte?

Estou dividido na resposta porque penso que esta depende muito das circunstâncias, mas, de facto, só me ocorre uma em que esse desejo se pode aceitar e que é morrer em vez de pecar mortalmente.

Se o pecado mortal traz consigo a morte da alma porque corta de forma abrupta a relação com Deus, que, definitivamente é o pior que pode acontecer, então talvez se justifique desejar que o Senhor conceda a graça de uma morte na segurança da Vida Eterna.

Neste caso talvez não se deva chamar "desejo de morrer", mas sim ânsia de salvação.

 

Considerações

Quase sempre as faltas, sobretudo as pequenas faltas, têm como que um "castigo" imediato, por exemplo: o abuso da comida ou da bebida causam mal-estar, incómodo.

É uma forma carinhosa de O meu Pai do Céu me levar ao arrependimento pedindo perdão.

29.06.2022

 

CONSIDERAÇÕES

 

Talvez que alguns "pseudo-tradutores" ao tentarem traduzir para castellano a palavra portuguesa deslumbramento escolham... " alumbramiento".

Parece, à primeira-vista, bem... mas, de facto não é, o significado numa e noutra língua é completamente diferente.

A palavra castellana "alumbramiento" significa parto, nascimento de um ser, enquanto em português deslumbramento quer dizer espanto, admiração, euforia por algo.

Com a mesma raíz latina, estas expressões diferentes não são, no entanto, tão diferentes quanto isso; bastará ver a expressão, o olhar de um Pai ao ver pela primeira vez o filho(a) recém nascido(a).

O "alumbramiento" converte-se assim em deslumbramento irreprimível perante o novo ser, a mim, parece-me que as palavras se equivalem.

 

03.07.2022

 

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14/07/2023

Publicações em Julho 14

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc XIX...)

 

A caminho de Jerusalém Jesus deteve-Se e ouvi-O dizer a dois discípulos: «Ide à povoação que está em frente de vós e, logo que nela entrardes, encontrareis um jumentinho preso, que ainda ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. E se alguém vos perguntar: 'Porque fazeis isso?' respondei: 'O Senhor precisa dele;' e logo trouxeram o jumentinho a Jesus, lançaram-lhe por cima as capas e Jesus montou nele. Muitos estenderam as capas pelo caminho; outros, ramos de verdura que tinham cortado nos campos. E tanto os que iam à frente como os que vinham atrás gritavam:

Hossana! Bendito seja o que vem em nome do Senhor! Bendito o Reino do nosso pai David».

Todas estas cenas ficaram-me gravadas de forma indelével e nelas me detenho uma e outra vez.

Jesus não possui senão a roupa que veste, uma túnica confeccionada pelas mulheres dos discípulos que, igualmente asseguravam a limpeza e manutenção das vestes de todos e se encarregavam das suas parcas refeições. Sim... parcas refeições porque como o Evangelista refere «Mal tinham tempo para comer» e, noutra passagem... comiam «as espigas que encontravam porque tinham fome».

Considerando tudo isto, revendo uma e outra vez estas cenas entranháveis, sou levado a pensar na responsabilidade, o dever que tenho de acorrer com o que possa para a manutenção dos Templos, as alfaias, o recheio, mas, mais... a manutenção do  Clero que precisa de se apresentar aos fiéis dignamente vestido, com saúde, isento de preocupações materiais.

A "esmola" que deposito na bandeja que passa pelos assistentes na Santa Missa tem de ser algo significativo de valor.

Uma moeda! Mas... por exemplo, um maço de cigarros ou uma Revista Semanal, custam várias moedas que não me coíbo gastar!

Cada um saberá como fazer, eu disponho-me a colocar na bandeja pelo menos... um "maço de cigarros ou uma Revista" , resolvo, também, não me ficar por aqui e dizer ao meu Senhor:

'Meu Jesus, deixa-me, pelo menos, ser o Teu jumentinho'.

 

Reflexão

Como já terei escrito - mas não me importo repetir - os meus actos têm sempre uma consequência. Não interessa a sua "importância", grande, pequena, trivial... geram consequências.

Tal conclusão deve levar-me a avaliar préviamente o que me proponho fazer; o que faço é visto, talvez, por muitos que não sabendo as razões porque fiz o que fiz só podem avaliar o que constatam e, talvez perplexos concluam: "Este não sabe o que faz".

 

Considerando:

 

Os sonhos são o que são... sonhos ou seja, algo que a mente meio adormecida ou desperta, vai construindo, a maior parte das vezes sem grande nexo ou realismo.

Mas, nem por isso, penso, os devo descartar pura e simplesmente como hipóteses irrealistas ou irrealizáveis, estarão neste caso os "sonhos" que versam sobre as hipóteses de ser melhor, de realizar mais o que devo e não o que me apetece ou desejo.

Analizando estes, talvez encontre o caminho para os tornar realidade.

 

08.07.2022

 

A propósito de uma decisão que se impõe que tome, consulto as opiniões e alvitres de outros por que tenho particular estima e consideração.

Há, contudo, um "mas"... descarto quanto não esteja consoante o que eu próprio penso.

Isto, reconheço, é profundamente desonesto; o que na verdade pretendo é que estejam de absoluto acordo comigo, abuso, portanto, da sua estima e consideração por mim.

Que "coisa" mais patética!

 

03.07.2022

 

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13/07/2023

Publicações em Julho 13

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Jo XIII …)

 

Eu ouvia os "mais próximos" de Jesus a discutirem entre si qual deles seria o "maior, aquele que mereceria do Senhor mais estima e atenção e fiquei-me a pensar: eu também me incluo nestes.

Mas, depois, atentei no que Jesus dizia a propósito: um longo discurso sobre "servos" e "senhores".

Procurando estar atento fui guardando as palavras que Ele pronunciava.

A princípio, confesso, algo incomodado porque me repugna considerar-me servo de quem for, sou uma pessoa, tenho uma dignidade de que não abdico. Servo! Eu!? Não!!!

Mas, depois de reflectir mais pausadamente, como que cheguei a uma ilacção inevitável: se não sou servo, serei, eu, senhor? De quê? De quem?

Perante a "vastidão" da pergunta tive de concluir que, na verdade, me convém muito ser servo de um Senhor Omnipotente.

Quero, Senhor, ser Teu servo, ajuda-me no meu desejo de Te servir com todas as minhas forças e capacidades, para Te ouvir dizer um dia: «Servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor».

 

Reflexão

 

Os detalhes do que reflicto podem não corresponder exactamente à ideia que inicialmente presidiu ao que tinha em mente.

De facto, na minha cabeça entrechocam-se emoções, ideias que me desviam do objectivo inicial e... deixo-me ir, arrastando-me indefinidamente.

Tento, confesso sem grande êxito, restringir esse ímpeto e ater-me ao objectivo.

Mas, pensando bem, as reflexões são isso mesmo... o deixar a mente livre de peias.

Não sei  exactamente como fazer e, por isso mesmo, decido que antes de reflectir, pedir ao Senhor que me ajude a ser honesto e concreto na minha reflexão.

 

 

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12/07/2023

Publicações em Julho 12

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc XIV…)

 

Estávamos à mesa em casa de Simão, o leproso quando «entrou uma mulher com um frasco de alabastro cheio de perfume de nardo genuíno, de grande valor e, quebrando o frasco de alabastro, derramou-Lho sobre a cabeça».

O nardo, como o Evangelista expressamente refere, era um perfume de extraordinária fragância e elevado preço, não pude deixar de sentir o aroma que invadiu todo o ambiente. Alguns dos circunstantes, estranharam e nomedamente um deles insurgiu-se criticando tal despesa.

Sinto exactamente o mesmo quando entro numa Igreja e contemplo as obras de arte, as pinturas, os panejamentos e, mesmo nas mais humildes as pinturas singelas e, compreendo que estou na Casa de Deus, onde Ele habita e que, portanto, faz todo o sentido que esta “Casa” esteja ornada de forma singular de acordo com o Hóspede.

Igualmente sinto o mesmo quando dou conta dos detalhes dos objectos próprios do culto, os cálices, os paramentos, as alfaias. Parece-me bem que quanto for possível será sempre pouco para honrar o “Dono da Casa”.

De facto, não interessa se esta “Casa” é um templo grandioso, de arquitectura esplendorosa, recheado de obras de arte notáveis ou, uma humilde Hermida no alto de um monte que tem tão só singelas expressões dos fiéis que a ela acorrem. Considero que se recebo em minha casa alguém ilustre, de grande importância, procuro apresentar a melhor mesa, os mais preciosos bens de que disponho; quanto mais deve ser assim com a “Casa” de Deus, o Dono e Senhor de quanto existe.

Toda a honra, toda a glória, mesmo aparato, me parecem poucos.

O que dou à Igreja deve ser fruto da minha generosidade e não coisas que não preciso, me sobram e não fazem falta.

A Santa Igreja depende dos seus fiéis para manter os Templos e as alfaias destinadas ao culto em boa ordem e conservação daí que, uma forma simples e concreta de contribuir para tal seja a minha generosidade na esmola que dou em cada Santa Missa.

 

Reflexão

O pedestal

 

O título desta reflexão indica o que reflicto acerca de mim.

Considero-me colocado num pedestal de tal forma importante que me leva a sentir-me "cheio de razão" inatacável.

Olho mais detidamente para este pedestal e a única coisa que vejo é um monte de pó!

Sim... pó de coisas inúteis sem qualquer préstimo.

Que coisa!

 

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